ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 28 de junho de 2011

Exatidão e precisão de uma análise facial antropométrica 3D com e sem rotulagem do ponto de referência antes da obtenção imagem


Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Noyan Aynechi; Brent E. Larson; Vladimir Leon-Salazar; Soraya Beiraghi ; Division of Pediatric Dentistry, School of Dentistry, University of Minnesota, Minneapolis. Mostra um estudo focado numa analise facial tridimensional.

Este estudo foi realizado com o intuito de determinar a influência da demarcação de referência sobre a exatidão e precisão de uma técnica indireta de analise facial antropométrica.


Dezoito medições padrão linear craniofacias foram obtidas de 10 adultos, utilizando o sistema de 3d MDface, com marcos demarcados (Labeled_3D) e sem marcos demarcados (Unlabeled_3D) antes de aquisição de imagem, e estes foram comparados com antropometria direta (Caliper). As imagens foram adquiridas duas vezes em duas sessões diferentes 1 semana de intervalo (T1 e T2). A exatidão e precisão foram determinadas pela comparação dos valores de medição média e diferenças absolutas entre os três métodos.


A média de derivados das medições de imagens tridimensionais (3D) e medições diretas antropopologicas foram em sua maioria semelhantes. No entanto, diferenças estatisticamente significativas (P, 0,01) foram observados por sete medidas em Labeled_3D e seis medições em Unlabeled_3D. As magnitudes dessas diferenças foram clinicamente insignificantes (de 2 mm). Em termos de precisão, os resultados demonstraram uma boa reprodutibilidade para ambos os métodos, com tendência a valores mais precisos em Labeled_3D, quando comparado com as outras duas técnicas (P, 0,05). Os Autores Descobriram que Labeled_3D possuiam os valores mais precisos, Unlabeled_3D produzido medições menos precisas e o Caliper foi o menos capaz de gerar valores precisos.


Em geral, a medição de tecido mole facial com o sistema 3dMDface demonstrou acurácia semelhante e precisão com antropometria tradicional, independentemente do demarcação antes da obtenção imagem. Discordâncias maiores foram encontradas em relação as medidas que envolviam as orelhas e os marcos de tecidos moles, sem arestas distintas. O sistema 3dMDface demonstrou um alto nível de precisão, especialmente quando marcos facial foram demarcados.



Link do artigo de integra via Angle Orthodontist:


http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/041810-210.1

domingo, 26 de junho de 2011

Pensamento da Semana


"Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso !"

Albert Einstein,
1879 - 1955

terça-feira, 21 de junho de 2011

Aplicações Práticas da Tomografia Computadorizada Cone-Beam em Ortodontia





Neste artigo de 2010, publicado pelo The Journal of American Dental Association, pelos autores James K. Mah; John C. Huang; HyeRan Choo; do Herman Ostrow School of Dentistry of USC, University of Southern California, Los Angele e da Division of Orthodontics, School of Dentistry, University of California, San Francisco. Mostra a versatilidade e as possibilidades que a tomografia Cone Beam oferece a nos Ortodontistas.

A visualização abrangente e registros do complexo craniofacial são objetivos das imagens em ortodontia. Estas tarefas eram realizadas por meio de gesso, fotografias e radiografias. Essas abordagens têm evoluído ao longo do tempo, e a tomografia computadorizada cone-beam (TCCB) surgiu como uma modalidade de imagem abrangente para ortodontia.


Os autores neste estudo, fornecem um guia prático para a aplicação da TCCB em Ortodontia, com ênfase em situações em que imagens convencionais é limitada. Estas situações incluem desenvolvimento dentário, os limites de movimentação dentária, avaliação das vias aéreas, a morfologia craniofacial e superposição.


A TCCB está mudando a ortodontia com relação a avaliação clínica dos pacientes e está evoluindo no que diz respeito ao diagnóstico, as técnicas clínicas e resultados.


A TCCB oferece vantagens como metodo de diagnostico por imagem em Ortodontia. Como resultado, a TCCB está sendo adotada em muitos consultórios. A proposição de valor clínico da TCCB é que ela pode descrever a anatomia craniofacial com precisão e fornecer informações completas a respeito das relações anatômicas e os achados paciente para o diagnóstico, melhorado o planejamento do tratamento e prognóstico.


Estudos investigativos e o desenvolvimento de aplicações futuras da TCCB, como simulação, previsão de crescimento, ciência forense, modelagem e produção, está em curso.



Link do artigo na integra via JADA:


http://jada.ada.org/content/141/suppl_3/7S.full.pdf+html

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Reabsorções radiculares múltiplas ou severas não estão relacionadas a fatores sistêmicos, suscetibilidade individ., tend. familiar e predisp. Indiv


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Alberto Consolaro, Telma Regina Gobbi Franscischone, Laurindo Zanco Furquim; da Faculdade de Odontologia de Bauru, da Pós-Graduação na Faculdade de Ododontologia de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual de Maringá - Paraná. Artigo escrito por nomes expressivos e leitura imprescindível do mesmo na integra !!!

As reabsorções radiculares múltiplas, ou as mais severas, ainda são frequentemente atribuídas às alterações sistêmicas, em especial às endocrinopatias. Isso também ocorre quando há maior severidade de perda óssea alveolar, especialmente durante a movimentação ortodôntica.


No turnover ósseo, o processo de deposição de matriz se alterna continuadamente com a reabsorção óssea em momentos e locais diferentes. Esse processo dinâmico permite que o tecido ósseo se adapte às demandas funcionais de cada região do esqueleto e participe ativamente na manutenção da homeostasia mineral do organismo no controle do nível sérico de cálcio e fósforo. Em períodos variáveis de acordo com a idade do paciente, o esqueleto ósseo renova-se completamente.


Os dentes não são envolvidos no turnover ósseo, especialmente as estruturas radiculares. O turnover ósseo ocorre devido à atividade celular dos osteoblastos, osteócitos, macrófagos e clastos. Essas células se organizam em unidades multicelulares básicas ou osteorremodeladoras (BMUs) e recebem estímulos de mediadores sistêmicos e locais em receptores de superfície na membrana celular, especialmente nos osteoblastos e macrófagos.


As causas das reabsorções dentárias devem estar relacionadas à perda dos cementoblastos da superfície radicular. A perda dos cementoblastos pode ter origem traumática, química ou biológica, mas com dimensão local. Na patologia humana não se conhecem doenças caracterizadas pela ausência ou diminuição de cementoblastos na superfície radicular. Para a reabsorção radicular ocorrer, o primeiro passo necessário é a remoção ou perda local dos cementoblastos.


A determinação da causa da reabsorção dentária requer uma anamnese minuciosa, resgatando-se a história dentária anterior, os vícios, os acidentes, os tipos de esportes e atividades de lazer praticados, os tratamentos anteriores e doenças locais associadas. Na anamnese deve-se valorizar detalhes relevantes, como os traumatismos leves do tipo concussão e subluxação, nem sempre lembrados pelo paciente e não passíveis de identificação por parte do clínico examinador. Os traumatismos leves podem ocorrer durante mordidas em objetos muito duros durante a mastigação, pancadas nos momentos de lazer, apoios cirúrgicos de alavancas durante exodontias de dentes vizinhos ou, ainda, batidas do laringoscópio durante procedimentos anestésicos gerais.


Nas reabsorções dentárias atribuídas a uma provável causa sistêmica, é necessário encaminhar o paciente ao endocrinologista, pois em estágios avançados as endocrinopatias podem levar à morte. O cirurgião-dentista não tem a obrigação de um diagnóstico preciso de endocrinopatias, mas ao suspeitar deve encaminhar o paciente para o endocrinologista para avaliação e identificação definitiva do problema.


Cada vez menos, em casos de reabsorções radiculares múltiplas e severas, se atribui como causa os fatores ou doenças sistêmicas, a suscetibilidade individual, a tendência familiar e a predisposição individual. Quando houver suspeita de alguns desses fatores influenciando no aparecimento e evolução das reabsorções radiculares, os pacientes devem ser encaminhados ao endocrinologista e/ou ao geneticista para uma abor- dagem médica adequada. Nos casos em que essa conduta é adotada, em geral, o paciente retorna com a informação de que não existe relação dareabsorção radicular múltipla ou severa com o seu estado sistêmico e/ou histórico familiar.


Independentemente da inexistência da relação entre fatores sistêmicos, suscetibilidade individual, tendência familiar e predisposição individual e as reabsorções radiculares, parecenos pertinente que casos de pacientes com doenças sistêmicas controladas ou não e que foram submetidos a tratamentos ortodônticos sejam publicados criteriosamente para enriquecer a literatura de evidências de que as endocrinopatias e outras doenças não apresentam as reabsorções dentárias como parte de suas manifestações clínicas.


Link do artigo na integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n1/03.pdf

domingo, 19 de junho de 2011

Pensamento da Semana




"Existem homens que lutam um dia e são bons; existem outros que lutam um ano e são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos e são muito bons. Porém, existem os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis."


Bertold Brecht
1898 - 1956


Link sobre o autor:

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Que tal fazer um curso na primeira faculdade de odontologia dos EUA?

New York University







Universidade de NY


Na semana do Blackfriday. A maior liquidação dos EUA.







Cursos de Educação Continuada na Universidade de Nova York

Ultimamente grupos de ortodontistas brasileiros tem tido a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos nos Estados unidos, se beneficiando de programas especialmente formatados conforme a necessidade, através de assuntos abrangentes e atuais, apresentados pelos maiores expoentes da Ortodontia Norte Americanos. De acordo com o diretor do programa, Celestino Nóbrega, inicialmente não foi fácil encontrar uma universidade que combinasse positivamente fatores como: professores habilitados, instalações e laboratórios totalmente equipados, e um departamento que pudesse tratar especificamente desta necessidade, para ortodontistas de outros Países, tal como o Brasil. A Universidade de Nova York foi a primeira no mundo a criar um departamento com esta finalidade. Atualmente, todas as semanas do ano são ocupadas com cursos de educação continuada para grupos dos mais variados Países, tais como Alemanha, França, Itália, Turquia, Coréia, Japão, Grécia e outros. São ministrados cursos com duração entre 18 e 30 horas, nas áreas de Ortodontia, Implantodontia, estética e Endodontia. Recentemente, em 2004, as novas instalações do Instituto Rosenthal de Estética Dental foram inauguradas. É equipado com recursos didáticos e clínicos de última geração, focado exclusivamente em estudantes Internacionais de educação continuada. Após organizar os cursos Internacionais do Roth Williams Center for Functional Occlusion (Burlingame – California) juntamente com Ronald Roth e Robert Williams entre 1996 e 2002, Celestino Nobrega foi convidado por Elliott Moskowitz para que iniciasse um trabalho similar junto à América do Sul na Universidade de Nova York (NYU). Assim, de Julho 2002 até hoje, muitos Ortodontistas brasileiros passaram pelo departamento, tendo aulas com renomados professores como Anthony Gianelly (Boston), Charles Burstone(Connecticut), Jeffrey Okeson(Boston), Miki Kuftinec(NYU), John Voudouris (NYU), Robert Boyd (California), Michael Alpern (Florida), Paul Rigaly (Harvard) e muitos outros.

Link da Faculdade de Odontologia da New York Universty
http://www.nyu.edu/dental/index.php

Informações
http://www.ortogeo.com.br/pdf/propagandas/arq1_28.pdf

Inscrições
http://www.ortogeo.com.br/pdf/propagandas/arq2_28.pdf

Uma abordagem ortodôntico cirúrgica para tratamento da má oclusão de Classe II






Neste artigo publicado em 2009 no Journal of Applied Oral Science, pelos autores Marcos JANSON, Guilherme JANSON, Eduardo SANT´ANA, Tassiana Mesquita SIMÃO, Marcos Roberto de FREITAS. Os autores apresentam o tratamento ortodôntico cirúrgico realizado em paciente classe II.

Este artigo descreve um caso de tratamento ortodôntico cirúrgico de um paciente do sexo masculino com 16 anos de idade com uma combinação de excesso vertical maxilar e retrognatismo mandibular (Classe II subdivisão 1).

Os autores apresentam duas opções de tratamento e suas vantagens e desvantagens. A primeira opção seria a extração dos pré-molares superiores com retração dos dentes anteriores e extração do pré-molar inferior no lado do canino que estava em classe I, desta forma não submetendo o paciente ao procedimento cirúrgico. Tal opção não ocasionaria melhora do excesso vertical e conseqüente sorriso gengival e do retrognatismo mandibular. A segunda opção seria a extração do pré-molar esquerdo e retração dos dentes anteriores inferiores para posterior cirurgia ortognática com intrusão da maxila e avanço mandibular. O paciente optou pelo procedimento cirúrgico.

Após tratamento ortodôntico (duração 25 meses). O paciente foi submetido à intrusão de maxila (7mm na região anterior, 4 mm na região posterior e 1mm de avanço) e avanço mandibular com rotação anti-horária. A finalização ortodôntica durou 1 ano com posterior contenção, ou seja, tratamento total de 3 anos e 1 mês. Os resultados são apresentados com melhora da estética e oclusão em classe I.

Os autores discutem a importância em examinar todos os aspectos antes de elaborar o plano de tratamento e levar em consideração os componentes esqueléticos.

Opinião do Dr.Marcos Oliva: O artigo demonstra a importância em esclarecer as opções de tratamento ao paciente. Muitas vezes, nossos pacientes não sabem das possibilidades cirúrgicas e as melhoras estético funcionais que podemos obter com a cirurgia ortognática. Muitos deles até desconhecem a existência da cirurgia ortognática. Por isso acreditamos que é muito importante durante a anamnese questionarmos ao paciente se algo o incomoda na face.


Link do artigo na integra via Scielo:

domingo, 12 de junho de 2011

Pensamento da Semana


"Grandes descobertas e progressos invariavelmente envolvem a cooperação de várias mentes. "

Alexander Graham Bell
1847 - 1922


Link sobre o autor:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_Graham_Bell

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Tratamento de uma paciente com hipersensibilidade a metal após Cirurgia Ortognática













Neste artigo de 2007, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Hideki Kitaura; Yuji Fujimura; Noriko Nakao; Toshiko Eguchi; Noriaki Yoshida; da Divisions of Orthodontic and Dentofacial Orthopedics, Department of Translational Medicine, Nagasaki University Graduate School of Biomedical Sciences, Nagasaki, Japão. Mostra um caso de preparo orto-cirurgico em uma paciente com sensiblidade a metais.

Este artigo mostra o relato de um caso, pode ter sido induzida reações alergicas por materiais ortodônticos metálicos na forma inchaço e vermelhidão do lábio após a cirurgia ortognática. Dois meses após a cirurgia, o paciente sofreu contínuo inchaços no lábio e vermelhidão. Ela visitou um hospital e foi feito um diagnostico dermatológico de herpes.
Contudo, uma vez que os sintomas não melhoraram após 1 mês de terapia medicamentosa, um exame de alergia a metal posteriormente foi sugerido. Os Patch testes realizados no hospital dental revelaram reações ao cromo, que não são utilizados em aparelhos protéticos. Para a confirmação, a composição metalica de todos os aparelhos protéticos fom analisadas utilizando um analisador fluorescência de raios-x, crómio, mas não foi detectada (cobre, ouro, paládio e prata foram detectados).

No entanto, o braquetes ortodônticos, fios, bandas contêm cromo e, considerando que elas podem ter induziram reações alérgicas ao metal, eles foram substituídos por materiais feitos de polímeros, sem metais. Como resultado, o inchaço do lábio e a vermelhidão melhoraram. Para a conservação, a parte anterior da contenção foi colada na lingual lado do anterior inferior e superior dos maxilares.

Durante a manutenção, já não haviam mais sintomas de hipersensibilidade observados, sugerindo que o polímero é sem metal foi útil para o tratamento de doentes alérgicos a metal.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

quarta-feira, 8 de junho de 2011

OrtoPodCast - Episódio 10 - Autoligáveis



Saudações a todos os ouvintes do OrtoPodCast!

Esse é o Episódio número 10!

Para os menos familiarizados, um PodCast é um arquivo em formato de áudio que, neste caso, pode ser reproduzido em qualquer leitor de mp3 e é transmitido através de feed. Ou seja, uma vez que você assina (gratuitamente) o OrtoPodCast, terá todas as atualizações automaticamente no seu computador. Para isso, basta acessar os links abaixo.

Para os usuários dos gadgets da Apple, basta acessar a loja do iTunes e, na aba dos podcasts, buscar pelo OrtoPodCast. Assine e ouça diretamente do seu iPod, iPhone ou iPad.

Este artigo foi divulgado aqui no blog na sexta -feira, dia 23 de maio de 2011 e mostra um estudo sobre os bráquetes autoligáveis.

Tivemos um ciclo de conferências de bráquetes autoligados aqui em Salvador, no GEORTO, apoiado pela ORMCO, HiPlus (American Ortodontics) e forestadent.

Após as explanações dos Professores, Rosangela Damis, Edurardo Macluf Filho e Celestino Nóbrega, fechamos a pauta sobre o assunto com este episódio do podcast.

Tenham um bom proveito!






terça-feira, 7 de junho de 2011

Ulceração Maxilar resultante do uso de um aparelho para expansão rápida da maxila em um paciente diabético



Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Luiz Guilherme Martins Maiaa; Andre da Costa Monini; Helder Baldi Jacob; Luiz Gonzaga Gandini Jr; da Faculdade de Odontologia de Araraquara, Universidade Estadual Paulista, UNESP, Araraquara, Sao Paulo, Brasil; Baylor College of Dentistry, Dallas, Tex, and Saint Louis University, St Louis. Mostra um relato de caso de um paciente muito jovem com ulceração no palato portador de diabetes mellitus.

Uma das características do diabetes mellitus é a resposta inflamatória exacerbada. O presente estudo mostra uma reação a partir do uso de um expansor rápido da maxila em um paciente diabético.


Uma criança de 9 anos de idade, apresentou uma reação incomum para o tratamento com uma expansão rápida da maxila, e no exame de acompanhamento, foi descoberto que o paciente tinha diabetes mellitus. Após o controle da doença, o tratamento proposto foi realizado sem novos incidentes.


O caso chama a atenção para a presença de respostas incomuns ao tratamento e à necessidade do ortodontista suspeitar de comprometimento sistêmico do paciente.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/031110-141.1

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Avaliação longitudinal de arcadas dentárias individualizadas com o método Borda WALA


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos Autores Márcia de Fátima Conti, Mário Vedovello Filho, Silvia Amélia Scudeler Vedovello, Heloísa Cristina Valdrighi, Mayury Kuramae; do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, área de concentração Ortodontia, do Centro Universitário Hermínio Ometto - UNIARARAS / SP; Avaliou as alterações nas distâncias intercaninos e intermolares inferiores durante e 3 anos após a finalização do tratamento ortodôntico, no qual foi utilizado o método Borda WALA para individualização da forma da arcada dentária.

A Ortodontia tem por finalidade corrigir as más oclusões, colocando os dentes em suas posições ideais e em equilíbrio com suas bases ósseas. Há melhora na estética e função desde que os tecidos periodontais e as estruturas de suporte permaneçam saudáveis. Além disso, o sucesso e a estabilidade em longo prazo dependerão de um diagnóstico e um planejamento precisos e de uma mecânica bem empregada. Durante a elaboração do plano de tratamento, é importante a observação da morfologia da arcada dentária de cada paciente, pois o respeito à sua individualidade evitará problemas periodontais como retrações gengivais, instabilidade e deficiência nos resultados estéticos.


O estudo da forma da arcada dentária iniciouse em 1889, com Bonwill, cujo diagrama foi precursor e empregado na Ortodontia por outros pesquisadores. Hawley, baseando-se nos postulados de Bonwill, construiu um diagrama com finalidade ortodôntica denominado de Bonwill-Hawley. A partir daí, foram idealizados vários diagramas com o objetivo de auxiliar na construção dos arcos metálicos utilizados durante o tratamento. Além da forma, a dimensão da arcada dentária também foi motivo de preocupação. É sabido que, quando são feitas alterações na distância entre os caninos e os molares durante o tratamento, existe grande tendência de recidiva.


Andrews e Andrews sugeriram a utilização de uma referência anatômica como parâmetro, com o objetivo de centralizar as raízes dos dentes no osso basal, a qual denominaram Borda WALA (sigla que incorpora as iniciais de Will Andrews e Lawrence Andrews). ABordaWALA é a faixa de tecido mole imediatamente acima da junção mucogengival da mandíbula, ao nível da linha que passa pelos centros de rotação dos dentes ou próximo a ela, e é exclusiva da mandíbula.


Antes de examinar os modelos das arcadas dentárias com objetivo de avaliar sua forma, especificamente para determinar o diagrama, é necessário que o diagnóstico já tenha sido formulado e as metas gerais do tratamento definidas. Nesse ponto, provavelmente as arcadas dentárias já tenham sido examinadas e influenciado no diagnóstico e plano de tratamento. Só após isso é possível ter parâmetros para julgar a arcada inferior, avaliando sua forma.


A preocupação maior dos pesquisadores sempre foi a de obter um método simplificado e que permitisse uma análise da posição dos dentes nas arcadas dentárias que pudesse ser realizada pelo clínico de forma simples e objetiva. Outra questão seria a padronização do método de avaliação da posição dos dentes na arcada dentária.


Durante o tratamento ortodôntico, a distância intercaninos pode ser aumentada, mas muitos autores observaram que qualquer alteração na largura intercaninos inferior era instável. Portanto, a largura original precisa ser mantida para aumentar a estabilidade em longo prazo. De acordo com os resultados obtidos, pode-se afirmar que o método Borda WALA mostrou-se válido e permite a individualização das arcadas dentárias de forma a favorecer a estabilidade pós-tratamento.


CONCLUSÕES


» A IC e a IM aumentaram com o tratamento e sofreram uma diminuição no período pós-tratamento estatisticamente significativa, embora não tenham retornado aos valores iniciais. As alterações foram pequenas e clinicamente insignificantes.


» A IC BW aumentou com o tratamento e so- freu uma diminuição no período pós-tratamento, embora as alterações tenham sido clinicamente insignificantes. A IM BW não foi alterada durante o tratamento e permaneceu estável durante o período pós-contenção.


» Clinicamente, o método Borda WALA — utilizado nesse estudo para confecção dos diagramas individualizados e para medição das distâncias intercaninos e intermolares — se mostrou válido, permitindo a individualização das arcadas dentárias e favorecendo a estabilidade pós-tratamento.



Link do artigo na integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a09v16n2.pdf

sexta-feira, 3 de junho de 2011

2º Lingual Meeting - Estética em Ortodontia X Ortodontia Estética


Acontecerá no proximos dias 18 e 19 de Junho em São Paulo o 2º Lingual Meeting que será realizado no Hotel Pullman - Ibiraquera - São Paulo. Com a Organização do Dr. Marcos Prieto, referência nacional em Ortodontia lingual.

Eu pude ver a programação, e o que me chamou a atenção foi a quantidade de professores com belas publicações cientificas e trabalhos realizados em prol da Ortodontia Brasileira. Uma oportunidade impar de assistir varias palestras com grandes nomes da Ortodontia Nacional.

Link da Programação:

http://www.2lingualmeeting.com.br/site/programa.html

Link do Evento:

http://www.2lingualmeeting.com.br/site/

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Tratamento ortodôntico em pacientes com dentes reimplantados após avulsão traumática: relato de caso







Artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Simone Requião Thá Rocha, Alexandre Moro, Ricardo César Moresca, Gilson Sydney, Fabian Fraiz, Flares Baratto Filho, do Curso de Especialização em Ortodontia da Universidade Positivo, da pós-graduação em Ortodontia, departamento de Odontopediatria e Endodontia da UFPR, do Programa de Mestrado em Odontologia Clínica da Universidade Positivo - Paraná, tem como objetivo analisar as implicações do reimplante dentário após avulsão traumática, em pacientes que requerem tratamento ortodôntico.

A alta prevalência de indivíduos com traumatismo dentário prévio ao tratamento ortodôntico justifica os cuidados a serem observados durante o tratamento. Sendo assim, durante a anamnese e o exame clínico de paciente ortodôntico, deve-se buscar informações sobre traumatismos dentários prévios, bem como sinais e sintomas clínicos de possíveis sequelas, além de fazer uma avaliação minuciosa de radiografias periapicais e/ou de tomografias computadorizadas.

O tratamento ortodôntico pode causar reabsorção radicular, e os dentes que tiverem sofrido lesões traumáticas estarão mais sujeitos, possivelmente, à reabsorção radicular do que os dentes não traumatizados. Os estudos, porém, ainda não são conclusivos, pois são baseados em um número reduzido de pacientes, com diferentes tipos de danos, aparatologias e operadores.
Entre as lesões traumáticas dentárias, a avulsão com posterior reimplantação do dente é a que apresenta maior risco de complicações — como necrose pulpar, reabsorção radicular e anquilose —, sendo também a que inspira maiores cuidados pelo ortodontista. Em relação aos dentes reimplantados, a movimentação ortodôntica é possível. Porém, é preciso fazer um acompanhamento de pelo menos um ano do dente em questão, pois a maioria das reabsorções radiculares após reimplantes ocorre durante o primeiro ano pós-traumatismo.

Quando ocorrem grandes áreas de dano ao ligamento periodontal, uma pequena quantidade de células sobreviventes próximo à superfície radicular provoca um processo de reparação através de uma rápida osteogênese, acarretando a anquilose do dente e sua posterior perda por substituição. Os dentes anquilosados não são passíveis de movimentação ortodôntica, devido à ausência do ligamento periodontal. Em tal situação, os dentes devem ser preservados como mantenedores de espaço, até a reabsorção total da raiz, desde que não apresentem infraposição severa.

Ocorrendo infraposição severa do dente anquilosado, é indicada a amputação da coroa e o sepultamento da raiz, como meio de favorecer a manutenção do osso alveolar na região, pois ocorrerá reabsorção por substituição da raiz sepultada. Esse procedimento possibilita a substituição do tecido radicular por osso alveolar, cuja manutenção fica favorecida na região. Em alguns casos, pode provocar o aumento em altura desse, dispensando a necessidade de enxerto ósseo para colocação de implante e/ou prótese. Os autores apresentam um caso clínico de sepultamento da raiz.

LINK do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n4/07.pdf

terça-feira, 31 de maio de 2011

Professor Celestino Nobrega no Ciclo sobre Braquetes Autoligáveis do GEORTO

O GEORTO fechou o seu ciclo de palestras sobre Braquetes Autoligáveis com uma aula do Prof. Dr. Celestino Nobrega, um dos grandes estudiosos e referencia no que tange este tema e autor do primeiro livro do Brasil em abordar exclusivamente este assunto, Biomecânica Interativa Autoligante.



Os Ortodontistas membros do GEORTO ao longo destes 03 meses de palestras sobre este assunto puderam formar suas opiniões e conceitos. Com as considerações mostradas durante a aula do Dr. Celestino, foi abordado o histórico e características de todos os sistemas autoligáveis, bem como o conceito dos Braquetes autoligados interativos, mostrando a sua filosofia desde o diagnostico, planejamento e condução dos casos clinicos. O professor ponderou em sua aula sobre os cuidados com a meconaterapia durante o tratamento com este tipo de aparatologia, sem esquecer das bases que alicerçam a biomecânica Ortodôntica classica. Pois segundo o professor, manobras como disjunção maxilar quando ocorre uma atresia esquelética maxilar tem que ser respeitada e realizada quando necessário. Assim como o respeito as discrepâncias esqueléticas, as quais devem ser conduzidas ao preparo Ortodôntico-Cirúrgico quando diagnosticado.

O professor sugeriu a utilização de slots diferenciais como mais uma alternativa de controle do atrito associado a eficiência de torque.

Tenho a certeza que todo o grupo do GEORTO conclui este ciclo de palestras mais seguros e embasados sobre o tema, e com certeza com mais motivos a continuar o processo de aprofundamento em estudos sobre o assunto. Ficamos felizes em saber da possibilidade de receber mais professores aqui em Salvador, para ministrar aulas com algumas abordagens avançadas sobre a utilização destes sistemas. As conversações com os professores e seus representantes iniciaram !!! Com a possibilidade da presença de um professor Norte americano aqui em Salvador para ministrar uma aula aberta a todos os colegas de especialidade da nossa cidade de outros estados, o que já vem ocorrendo nestas ultimas palestras. E que com certeza irá nos deixar muito honrados. Aguardem mais noticias !!!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Influência da largura do septo inter-radicular sobre a estabilidade dos mini-implantes



Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Mariana Pracucio Gigliotti, Guilherme Janson, Sérgio Estelita Cavalcante Barros, Kelly Chiqueto, Marcos Roberto de Freitas; do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - São Paulo. Avalia a influência da largura do septo interradicular no local de inserção de mini-implantes autoperfurantes sobre o grau de estabilidade desses dispositivos de ancoragem.

A utilização de mini-implantes como recurso de ancoragem vem se tornado rotina na prática ortodôntica, devido à sua alta previsibilidade e benefícios comprovados cientificamente. A proporção de sucesso desses dispositivos varia de 70 a 95%.


De acordo com a literatura, tem sido considerado que o local e ângulo de inserção, a espessura da cortical e qualidade do tecido ósseo, a presença de gengiva inserida, as características do mini-implante, o grau de estabilidade primária e a intensidade de carga, a higienização e o grau de inflamação dos tecidos peri-implantares constituem fatores associados à estabilidade dos mini-implantes. Além disso, alguns estudos mais recentes têm considerado a proximidade e o contato do mini-implante à raiz dentária como fatores de risco relevantes para o insucesso desse sistema de ancoragem. Entretanto, resultados contraditórios com relação ao grau de influência desses diversos fatores sobre a proporção de sucesso dos mini-implantes são constantemente observados na literatura, devido à heterogeneidade das amostras e à grande quantidade de variáveis estudadas.


Sabe-se que os mini-implantes autoperfurantes representam a mais recente evolução desses dispositivos de ancoragem ortodôntica. O procedimento cirúrgico foi simplificado, visto que dispensa a utilização de motores e brocas cirúrgicas e, consequentemente, apresenta redução da necrose óssea superficial, causada pelo aquecimento da broca cirúrgica durante a perfuração do tecido ósseo. Além disso, estudos têm demonstrado uma maior área de contato entre a superfície dos mini-implantes e o tecido ósseo, favorecendo a sua estabilidade.


Deve-se, ainda, considerar que o risco cirúrgico de causar lesões nas raízes dentárias adjacentes ao mini-implante foi significativamente reduzido com essa evolução do sistema de ancoragem, sobretudo quando guias cirúrgicos de orientação tridimensional são utilizados. Embora a diminuição dos riscos inerentes ao procedimento de inserção favoreça a colocação desses mini-implantes em áreas de dimensões críticas, poucos estudos têm avaliado se mini-implantes inseridos muito próximo ao ligamento periodontal podem apresentar sua estabilidade comprometida.


CONCLUSÕES


Com base nos resultados obtidos para a amostra estudada, e de acordo com a metodologia aplicada, foi possível concluir que:


1) Não houve diferença estatisticamente significativa para o grau de mobilidade e proporção de sucesso entre os mini-implantes autoperfurantes inseridos em septos com largura mesiodistal críti- ca (≤ 3mm) e não crítica (> 3mm).


2) Dentre as variáveis estudadas, nenhuma demonstrou estar relacionada ao insucesso dos mini-implantes. No entanto, observou-se maior sensibilidade nos pacientes que apresentavam mini-implantes com algum grau de mobilidade, e que a falha desses dispositivos de ancoragem ocorria logo após sua inserção.



Link do Artigo na Integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a05v16n2.pdf

sábado, 28 de maio de 2011

GEORTO - Ciclo de Conferências sobre Braquetes Auto-Ligados


Hoje o GEORTO tem o prazer de receber o Dr. Celestino Nobrega, o nosso encontro mais uma vez realizado no Fiesta Convention Center. O Professor e autor do Livro: "Biomecânica Interativa Autoligante" brindará o grupo com sua apresentação de oito horas sobre esta filosofia de tratamento. Sendo uma das grandes referencias nacionais o Dr. Celestino Nobrega irá encerrar o nosso Ciclo de Palestras que desde março vinha ocorrendo.

Tenho certeza que para cada membro do GEORTO esta experiência e oportunidade foi única, pois tivemos a oportunidade de ter contato com profissionais renomados nacionalmente e conheçer materiais de ultima geração, produzidos por industrias mundialmente respeitadas. Conseguimos com isso, introduzir nos nossos consultorios esta filosofia de tratamento e apartir de agora buscar mais conhecimentos produzidos por pesquisadores de diversos centros, e cada vez mais poder incorporar esta filosofia de tratamento nos nossos protocolos de atendimento.