ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Relação entre o modelo digital de precisão e a deformação de moldagens em alginato







Neste artigo de 2009, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Toros Alcana; Cenk Ceylanoglub; Bekir Baysalb; do Departmento de Ortodontia, da Universidade de Marmara, Istanbul - Turquia. Fazem um estudo comparando os contemporâneos modelos digitais 3D e as moldagens em alginato vazadas na hora e vazadas posteriormente após 1, 2, 3 e 4 dias.

Objetivos do estudo : investigar os efeitos de diferentes períodos de armazenamento de impressões em alginato e o modelo digital de precisão.


Materiais e Métodos: Um total de 105 impressões foram feitas a partir de um modelo mestre com três marcas diferentes de alginatos e os modelos foram vazados com gesso, em cinco diferentes períodos de armazenamento. Ao todo, os 21 modelos foram vazados com gesso imediatamente e foram digitalizadas, com isso os 21 modelos digitais foram preparados. As 84 moldagens restantes foram vazados após 1, 2, 3 e 4 dias, respectivamente.


Cinco medidas lineares foram feitas por três pesquisadores sobre o modelo mestre, os modelos de gesso, e os modelos digitais. O tempo de deformação das moldagens de alginato em diferentes em periodos de armazenamento e da exatidão entre os modelos tradicionais de gesso e os modelos digitais foram avaliados separadamente.


Resultados: Tanto os modelos de gesso como os modelos digitais foram altamente correlacionados com o modelo mestre. Deformações significativas nas moldagens de Alginato foram observados em diferentes períodos de armazenamento de 1 a 4 dias. As moldagens de Alginato de marcas diferentes também mostraram diferenças significativas entre eles em relação ao primeiro, terceiro e quarto dias.


Conclusões: Os Modelos Digitais ortodônticos são tão confiáveis como os modelos de gresso tradicionais e provavelmente passará a ser uma norma para a utilização clínica ortodôntica. A "Memoria" das moldagens em Alginato foram selados sacos plasticos para até 4 dias, causando deformações estatisticamente significativa das impressões, mas a magnitude dessas deformações não parecem ser clinicamente relevantes e não teve qualquer efeito adverso em relação a modelagem digital.

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Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontics:
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Efeitos do tratamento com máscara facial ancorada com miniplacas após expansões rápida da maxila e constrições alternadas: Um estudo piloto


Neste artigo de 2011, publicada pela Angle Orthodontist, pelos autores Demet Kaya; Ilken Kocadereli; Bahadir Kan; Ferda Tasar; do Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Karadeniz Technical University, Trabzon, Turkey; Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Hacettepe University, Ankara, Turkey; Mostra a junção de dois protocolos contemporaneos da protração maxilar, a expanção e contração alternadas associadas a mini-placas ortodonticas.



Este estudo foi realizado com o intuito de descrever os efeitos nos tecidos moles e dento-esqueletal no tratamento com máscara facial ancorada com miniplacas após expansões rápida da maxila e constrições Alternadas (Alt-RAMEC) em pacientes com retrusão maxilar.

A amostra consistiu de 15 pacientes com idade esquelética média de 11,6 +- 1,59 anos, submetidos a oito semanas de Alt-RAMEC seguida de protração maxilar. Trezentos e cinquenta a quatrocentas gramas de força por parte foi aplicada à máscara em miniplacas de titânio inseridas na parede nasal lateral da maxila. Tempo total de tratamento foi de 9,9 +- 2,63 meses. Alterações do tratamento foram avaliadas cefalometricamente e analisadas por meio do teste t dependente e teste de classificação Wilcoxon.

As miniplacas resistiram as forças ortopédicas exercidas durante o tratamento. Achados cefalométricos mostraram que a maxila avançou por 2 mm, com uma rotação anti-horário e 0.8º sem movimento incisivo. A mandíbula moveu-se ligeiramente em uma direção para baixo e para trás (1.2º). As inclinações dos incisivos inferiores diminuiram significativamente (2º). Aumentos estatisticamente significativos foram observados na dimensão vertical (1º-1.3º). Mudanças dos tecidos moles foram mais acentuadas nos tecidos moles do lábio superior e pogônio do que no lábio inferior.


Conclusões:

Este tipo de tratamento pode oferecer uma vantagem para corrigir uma retrusão maxilar leve / moderada em pacientes com má oclusão de Classe III.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

domingo, 28 de setembro de 2014

Pensamento da Semana



"O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações; mas está no viver sabiamente e seriamente o presente momento. "


Sakyamuni

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Transmissão ao vivo do 19º Congresso de Ortodontia - ORTOSPO 2014


O grupo Ortodontia Contemporânea estará presente no 19º Congresso Brasileiro de Ortodontia, criamos um canal interativo para poder transmitir para os nossos colegas de especialidade todas as novidades que estarão acontecendo no maior congresso de Ortodontia da America Latina. Serão compartilhadas noticias sobre Cursos, Materiais, Softwares, Serviços, Equipamentos, Livros e muito mais.  Tudo isso acontecerá via WathsApp. Entre em contato e peça sua inclusão na nossa lista !!!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Livro clássico com 112 anos, do Professor Edward H. Angle - Exemplar original

A nossa biblioteca deu um GRANDE "Up-Grade", após um concorrido leilão virtual, conseguimos adquirir uma relíquia, o livro do "Pai" da Ortodontia Moderna, o Professor Edward Hartley Angle, um ícone da nossa especialidade e um visionário da sua época. Um livro impresso em 1900, portanto, com 113 anos de historia para se apreciar e sempre aprender ...



Dentre os vários capítulos, selecionei alguns relevantes para compartilhar com nossos leitores, como este abaixo, que o autor demonstra a importância da analise facial voltada ao diagnóstico e planejamento Ortodontico ...


Outra importante observação, é com a etiologia das más oclusões, entre as varias, desde 1900 a respiração oral configurava como grande vilã ...


Descrições minuciosas de todas as más oclusões, principio que levou as definições clássicas que utilizamos até os dias de hoje  que levam o nome do celebre autor ...



O livro descreve varios protocolos de tratamento dentre eles a utilização de aparatologia extra-bucal com tração alta, para a correção da má oclusão de  classe II ...



Bem, em breve dividiremos mais belas informações sobre este "tesouro" que agora faz parte da nossa biblioteca! Temos também algumas edições originais da Dental Cosmos, como as de 1928 e 1929, que contém as celebres publicações do mesmo autor, que nestes anos divulgou e descreveu o até então novo e revolucionário conceito para a Ortodontia, o Sistema Edgwise. Aguardem ... 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Efeitos da terapia a laser de baixa potência durante a movimentação ortodôntica


Neste artigo de 2006, publicado pelo Orthodontics and Craniofacial Research, pelos autores W. Limpanichkul da Morthai Dental Clinic, Hatyai, Songkhla, Thailand e K. Godfrey, N. Srisuk, C. Rattanayatikul, Department of Orthodontics, Khon Kaen University, Tailandia. Mostra os efeitos do laser durante a movimentação ortodontica.

Este estudo foi realizado com o intuito de testar a hipótese de que as forças mecânicas combinadas com o laser de baixa potência estimulam a taxa de movimentação ortodôntica.

O estudo foi duplo-cego, randomiza com placebo / controle ensaios clinics pareados para testar a eficácia da terapia laser de baixa intensidade (LLLT) em 12 pacientes jovens e adultos que exigiam a retração dos caninos superiores com extrações dos primeiros pré-molares de utilizando molas de tensão em aparelhos fixos edgewise. O laser foi aplicado na mucosa bucal, distalmente e palatinamente ao canino do lado de teste e usando pseudo aplicações do lado do placebo. Impressões dentais e foram feitas no início do ensaio e no final do primeiro mês, segundo e terceiro depois de iniciar o levantamento. A medição dos movimentos dos dentes foram feitas, em cada fase nos modelos usando um microscópio stereo.

Não houve diferença significativa nas médias do movimento distal do canino entre o lado do LLLT e do lado placebo durante todos os períodos de tempo (p - vallue = 0,77).

A densidade de energia do LLLT (GaAlAs) no nível da superfície em estudo (J/cm2 = 25) foi provavelmente, demasiado baixo para expressar qualquer efeito estimulante ou efeito inibitório sobre a taxa dedo movimento dentário ortodôntico.


Link do artigo na integra via nupen :

http://www.nupen.com.br/port/odontologia/od_bibli/maio_2007/LASER_ORTODONTIA/LimpanichkulLiltnamovimentacaoortodontica2006.pdf

domingo, 14 de setembro de 2014

Pensamento da Semana





"Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu..."




Luiz Fernando Verissimo


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Tecnologias digitais e sistemas CAD/CAM aplicados à Ortodontia Lingual: o futuro já é a realidade atual




Neste artigo de 2011, publicado na Dental Press Journal Orthodontics, Pela autora Dra. Carla Maria Melleiro Gimenez; Mestre e Doutora em Ortodontia pela FOA-Unesp. Mostra toda revolução tenologica pela qual a Ortodontia está passando. Um belo artigo !!!


A Ortodontia Lingual vem ganhando espaço no cenário mundial pela sua particularidade de oferecer uma opção de tratamento discreta, “invisível”, em “segredo”, para a correção das más oclusões, aliando eficiência biomecânica à valorização do sorriso durante o tratamento.


O fato dos braquetes posicionarem-se na superfície lingual permite que o ponto de aplicação de força esteja mais próximo do centro de resistência, maximizando o potencial de movimentação dentária induzida, o que se traduz em resultados clínicos atingidos mais rapidamente e com significativo controle durante a mecânica.

Um marco histórico foi o estudo publicado em 2001, por Takemoto e Scuzzo, que descortinou um novo panorama à Ortodontia Lingual, descrevendo a possibilidade de se trabalhar eliminando definitivamente as dobras de compensação, com um sistema de arco reto baseado no posicionamento diferenciado dos braquetes, mais próximo à cervical. Dentro desse contexto, foi idealizado o PSWb6 (Prieto Straight Wire braquetes), um braquete brasileiro que já se encontra em sua terceira geração, apoiado nos seguintes pilares: colagem mais cervical (base sem extensão gengival além do slot, aleta gengival mais alta e distante da gengiva), perfil dos braquetes anteriores levemente aumentado (compensação para ser possível o arco reto); off-set distal no braquete do canino, braquete do segundo pré-molar com perfil levemente maior do que o braquete do primeiro pré-molar. Vale notar que esse braquete viabiliza a técnica de colagem indireta simplificada como rotina na clínica ortodôntica, facilitando a montagem, a mecânica no decorrer do tratamento e a finalização.

O sistema Orapix® representa um avanço considerável, e foi fruto de uma parceria entre uma empresa da Coreia do Sul e o Dr. Fillion, permitindo que se trabalhe com a técnica do arco reto em Ortodontia Lingual com qualquer tipo de braquetes, e com precisão inigualável para o seu posicionamento, pois, por meio do escaneamento dos modelos da má oclusão (sistema CAD/CAM) e captação da imagem pelo programa 3TXer, é construído um setup numérico virtual ideal a partir dos dados do planeja- mento ortodôntico.

Outro sistema interessante é o Incognito®, atualmente distribuído pela 3M. Esse sistema, idealizado por Wiechmann et al., também é baseado em um setup que, porém, é realizado de forma convencional, com grande controle de qualidade — mas o ortodontista não tem acesso à sua conferência. Na sequência, o setup é escaneado e um programa específico captura a imagem sobre a qual são delineados os acessórios copiando a face lingual. Esses “braquetes customizados” são fabricados com liga metálica que contém ouro em sua composição, e necessitam do mesmo processo de fundição das peças protéticas.

O sistema Lingualjet® — viabilizado, juntamente com os Drs. Gualano e Baron, pela mesma empresa coreana que faz o sistema Orapix (em parceria com o Dr. Fillion) — representa um intermediário entre ambos os sistemas descritos anteriormente, mesclando as suas características principais. Os aspectos em comum com o sistema Orapix são o fato de basear-se em um setup numérico virtual ideal, e dispor os acessórios de forma a permitir a utilização de arcos retos para a mecânica ortodôntica, sendo que o ortodontista tem acesso ao setup. Em relação ao sistema Incognito®, as características em comum são: utilização de acessórios metálicos customizados, utilização de liga de ouro para a confecção desses (muito embora esteja sendo estudada a possibilidade de utilização de materiais alternativos, como o titânio ou a zircônia; opções que podem ser interessantes em relação às alergias, à estética e à biomecânica).

Conclusão

A Ortodontia Lingual teve um significativo avanço técnico e tecnológico nos últimos anos, buscando maior eficiência e controle, assim como a simplificação das etapas de montagem e manejo da aparatologia. Os sistemas digitalizados garan- tem uma maior precisão, eficiência e excelência de resultados.



Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a02v16n2.pdf

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Avaliação de assimetria utilizando tomografia computadorizada de feixe cônico. Uma comparação em pacientes de Classe I e Classe II


Neste Artigo de 2012, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Matthew M. Sievers; Brent E. Larson; Philippe R. Gaillard; Andrew Wey do Biostatistical Design and Analysis Center, Clinical and Translational Science Institute, University of Minnesota e da Division of Orthodontics, School of Dentistry, University of Minnesota, Minneapolis. Mostra um estudo comparativo de má oclusões baseado em imagens geradas por tomografias de feixe cônico.

Este estudo foi realizado com o intuito de avaliar possíveis diferenças na assimetria esquelética entre pacientes com relações esqueléticas de Classe I e de Classe II.

Imagens geradas por tomografias computadorizada de feixe cônico (CBCT) foram examinadas. Obtidas de 70 pacientes consecutivos que se apresentaram para tratamento ortodôntico e que se encaixam nos critérios de inclusão. A assimetria foi quantificada utilizando um índice de assimetria desenvolvido por Katsumata et al. Os marcos anatômicos foram definidos e os planos de referência foram estabelecidos, para determinar a assimetria dos marcos foi utilizado um sistema de coordenadas com plano construído. Trinta pacientes selecionados aleatoriamente foram reanalisados ​​para avaliar a confiabilidadedo método.

A análise estatística não encontrou qualquer relação significativaentre a assimetria e  relacionamento esquelético para qualquer um dos marcos. Escores do índice de assimetria foram reprodutíveis em um determinado intervalo de concordância para cada marco.

Os autores concluíram com base neste estudo, que o crescimento da mandíbula discrepante resultando em um padrão esquelético de  Classe II  não  possui mais assimetria esquelética do que os padrões esqueléticos de Classe I.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

XVII Congresso Internacional de Odontologia da Bahia - Módulo de Ortodontia



Irá ocorrer dos dias 29 de outubro a 01 de novembro de 2014, o XVII Congresso Internacional de Odontologia da Bahia, que terá um formato inovador, com módulos divididos por especialidades. Uma forma de congregar os maiores nomes da Odontologia em dias e salas específicas. Facilitando assim o acesso do profissional aos assuntos e temas que venha acrescentar na sua área de atuação. Desta forma, serão oferecidas palestras em módulos voltados para a Endodontia, Cirurgia, Periodontia, Implantodontia, Gestão e Marketing, entre outras áreas. 

O Módulo de Ortodontia e Ortopedia Facial, que acontecerá nos dias 31/10 e 01/11. Terá uma grade excelente com professores de expressão no cenário nacional. Como Mauricio Casa (Diretor Clinico do Invisalign) (SP), Carlos Alexandre Camara (RN), Weber Ursi (SP), Carlo Marassi (RJ), Claudio Azenha (SP), entre outros.

Uma boa oportunidade de atualização cientifica e de confraternização com os colegas de especialidade e profissão.

Maiores Informações:


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Auto-ligados Ativo e passivo: Um mito? Parte 1: Controle do torque



Neste artigo de 2012, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Lorenz Martin Brauchli; Markus Steineck; Andrea Wichelhau; do Orthodontic Department, University of Basel, Basel, Switzerland e Clinic of Orthodontics, Ludwig-Maximilians-University, Munich, Bavaria, Germany. Mostra um estudo comparito entre os braquetes ativos e passivos, e nesta primeira parte da publicação o controle de torque é abordado.

O estudo foi realizado com o intuito de determinar a quantidade de torque expresso pelos diferentes braquetes auto-ligaveis e avaliar a influência dos desenhos dos clipes ativos.

Os Momentos de torque foram avaliados em  nove tipos diferentes de braquetes auto-ligaveis com arcos de aço inoxidável  0,019 x 0,025 polegadas. Todos os braquetes de configuração ativa foram mensurados  abertos e fechados, para avaliar a influência de mola do clipe na ligação. Além disso, as dimensões de slot foram oticamente medidas e comparadas com a expressão do torque.

Momentos entre 3,1 Nmm  e 22,6 Nmm foram observados nas angulação de 30 º entre o arco e slot. A quantidade de torque conseguido com o efeito mola dos clipes ativos dos braquetes auto-ligáveis foi de aproximadamente 1 Nmm. E os 10 Nmm de torque foi alcançado na maioria dos braquete com angulação de 20 º - 25 º entre a arco e slot. As dimensões dos slots variaram de 0,0222 polegadas (0,563 milímetro) para 0,0241 polegadas (0,613 mm).
Os autores concluiram que a influência dos clipes ativos ou  passivos dos braquetes auto-ligáveis na mecanica ​​são mínimas, e as dimensões de slot são muito mais importantes na transmissão do torque. A quantidade de torque exercido pela mola ativa foi de aproximadamente 1/10º nos momentos de torque recomendados na literatura.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Antropometria facial de tecidos moles e duros em três dimensões: o que há de novo

Neste artigo de 2013, publicado pelo Journal of Anthropological Sciences, pelos autores Chiarella Sforza, Marcio de Menezes, Virgilio F. Ferrario. Do Functional Anatomy Research Center (FARC), Laboratorio di Anatomia Funzionale dell’Apparato Stomatognatico (LAFAS), Dipartimento di Scienze Biomediche per la Salute, Facoltà di Medicina e Chirurgia, Università degli Studi di Milano, Italy e do Department of Preventive and Social Dentistry, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brazil. School of Health Science, State University of Amazonas, Brazil. Mostra as peculiaridades e aplicabilidade dos novos metodos 3D no estudo antropometrico craniano.

Nos últimos anos, a tecnologia tem proporcionado novos instrumentos para a análise tridimensional da morfologia facial humana. Atualmente, avaliações quantitativas das dimensões, posições espaciais e proporções relativas de características faciais distintivas podem ser obtidas tanto para os tecidos moles com duros (esquelético e dentário). Novas ferramentas matemáticas permitem fundir dados digitais obtidos a partir de vários softwares que analisam as imagens, proporcionando assim informações quantitativas para descrições anatômicas e antropométricas, avaliações (genética clínica, ortodontia, cirurgia maxilo-facial e plástico) e medicina forense.

Tomografia fornece reconstrução 3D digital de todo o esqueleto craniofacial de cortes axiais, permitindo avaliar todas as estruturas internas. A TC pode ser eficientemente utilizada também para avaliar, arquivos e medir amostras arqueológicas (Badawi-Fayad & Cabanis, 2007; Papagrigorakis et al, 2011;. Kullmer, 2008; Friess, 2012). Além disso, os dados da TC pode ser compartilhado entre os laboratórios de pesquisa em todo o mundo, permitindo uma utilização generalizada de coleções arqueológicas, sem mover os investigadores ou os espécimes (Abel et al., 2011).



Os scanners a laseres são outra classe bem conhecida de equipamentos que podem ser utilizados para análise de superfície. O instrumento ilumina com um laser de baixa intensidade o objeto e não apresenta nenhum risco a visão do paciente. As câmeras digitais capturam as imagens, a profundidade da informação é obtida por geometria de triangulação (Kau et al, 2006;. Ramieri et al, 2006, 2008;. Primozic et al, 2009;. Friess, 2012; Joe et al., 2012). Durante a aquisição dos dados, quer a face ou o laser de luz movem para cobrir a superfície inteira. Por exemplo, a verificação do laser utilizado por Ramieri et ai. (2006) move-se 360 ​​graus em torno do objeto, a digitalização de 512 perfis verticais em cerca de 17 s, com uma precisão de digitalização de 0,65 mm. Exames repetidos em seres humanos foram realizados para resultar num erro de verificação significativo de 1,0-1,2 mm e um erro de registo de 0,3-0,4 mm. 


Pesquisadores e clínicos podem contar com um amplo conjunto de instrumentos para a análise 3D da morfologia facial humana em indivíduos saudáveis ​​e em pacientes. Os autores acreditam que um ponto fundamental é a escolha das ferramentas analíticas mais adequadas, que devam combinar métodos matematicamente  rigorosos e de importância biológica. Informações quantitativas e qualitativas pormenorizadas sobre os tecidos faciais de um determinado caso, e também combinando dados digitais de fusão obtidos a partir de vários analisadores de imagem, que possam ser disponibilizados. Para que desta forma, um diagnóstico rápido e melhor possa ser oferecido, juntamente com as avaliações longitudinais.

Link do artigo na integra via isita:

domingo, 31 de agosto de 2014

Pensamento da Semana



"Na vida, não vale tanto o que temos, nem tanto importa  o que somos. Vale o que realizamos com aquilo que possuímos, e acima de tudo, importa o que fazemos de nós!"


Chico Xavier

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Avaliação 3D das vias aéreas superiores


Foi publicado na ultima edição da Revista Cientifica da Sociedade Paulista de Ortodontia o artigo "Avaliação 3D das vias aéreas superiores" da coluna OrtoTecnologia. Que mostra os novos recursos tecnológicos disponíveis para avaliar as vias aéreas superiores. Região de extremo interesse para o ortodontista. Visto que as alterações decorrentes deste sistema, desvios de crescimento das estruturas maxilo faciais poderão acontecer.

Os primeiros estudos relacionando alterações da função respiratória e o crescimento craniofacial datam do século XIX. As estruturas da orofaringe e nasofaringe são apresentadas como importantes no cres- cimento e no desenvolvimento orodental, e demonstram relação entre vários padrões de má-oclusão e variações no tamanho e na forma da via aérea orofaríngea, causada pela orientação do palato e/ou posição da língua. 

Os métodos até então utilizados para análise dessas estruturas se baseiam em radiografias tradicionais, que possuem severas limita- ções como a sobreposição das imagens, distorções, dificuldades de identificação dos marcos, devido às diferenças de ampliação e impos- sibilidade de avaliação volumétrica. A capacidade de realizar medições precisas de várias áreas transversais, reconstruções tridimensionais (3D) e medições volumétricas das vias aéreas superiores são algumas das vantagens da tecnologia da tomografia computadorizada (TC). 

O objetivo deste artigo foi revisar a literatura científica recente sobre a análise tridimensional e volumétrica das vias aéreas superiores, e sua utilização na prática clínica. Muitos estudos mostram a precisão e a confiabilidade das mensurações das vias aéreas através de imagens volumétricas digitais da tomografia computadorizada de feixe cônico, o que faz dessa metodologia um importante avanço no diagnóstico das condições de anormalidade das estruturas da orofaringe e nasofaringe. 

Link da Revista Ortodontia da SPO:


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Análise do Desempenho de Alça Planar de Retração Ortodôntica através do Método dos Elementos Finitos




Neste artigo publicado pelos autores Marcelo A. Ferreira, Célio Kikuo Kato, Marco Antônio Luersen, Paulo César Borges; do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (CPGEI), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Brasil, Departamento Acadêmico de Mecânica (DAMEC), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Brasil; Analisa, através da técnica de simulação numérico-computacional denominada Método dos Elementos Finitos (MEF), o desempenho de uma alça planar de retração ortodôntica confeccionada com liga de titânio-molibdênio (TMA) e com secção transversal retangular 0,406 mm x 0,559 mm (0,016 x 0,022-polegadas).


Molas são componentes constituídos de materiais elásticos os quais sofrem deformação sob a ação de uma carga, armazenando assim energia potencial. Ao retornarem às suas formas iniciais, depois da retirada da carga, restituem a energia previamente armazenada.


Na área médica, mais especificamente em odontologia, na especialidade da Ortodontia, molas (ou alças retráteis) são meios auxiliares na correção das más-oclusões, através da mecânica ortodôntica denominada edgewise. Elas são utilizadas para aproximar ou afastar dentes entre si. Essas molas também podem assumir variadas conformações, como exemplo as molas em espiral ou as molas em forma de alças. Elas produzem forças e momentos que são responsáveis pela alteração da inclinação das raízes, provocando assim o fechamento ou a criação de espaços entre os dentes, de maneira controlada. As alças podem ser utilizadas de maneira setorizada ou isolada em cada um dos quadrantes do arco dentário (abordagem seccional), como também na mecânica segmentada dos arcos (MSA). Os exemplos mais comuns de sua utilização são: I) distalização de caninos ao sítio de extração (apinhamento severo); II) retração em massas. As alças são capazes de produzir momentos de força com diferentes intensidades, conforme os objetivos do tratamento estabelecido. Desta forma poderão constituir um diferencial de momentos de força, produzindo maior intensidade em um dos extremos da alça e menor em outro.


Esse diferencial entre os momentos irá determinar o tipo de movimento resultante das raízes dos dentes onde a alça se apóia. Assim sendo, o sistema de forças atuante dependerá da conformação mecânica dada à alça (geometria). Na MSA as forças e momentos de força serão regulados conforme os requerimentos de ancoragem, que podem ser: a) retração do segmento anterior (incisivos e caninos) em direção ao sítio de extração, com pouca movimentação dos posteriores; b) protração do segmento posterior (molares e pré-molares mesializam em direção ao sítio de extração enquanto os anteriores pouco se movimentam; c) ambos os grupos de dentes, anterior e posterior, movimentam-se para o sítio da extração; d) retração isolada dos caninos, em casos de apinhamento anterior.


Há diversas maneiras de se fechar espaços através da movimentação dentária, seja através de uma mecânica de deslizamento, onde os dentes deslizam através de um arco metálico, impulsionados por meio de correntes elásticas, fios de amarrilho ou ainda molas tipo coil (espiralada). Nesses casos a eficiência do deslizamento dependerá do coeficiente de atrito criado pelo contato do fio metálico e a base da canaleta de deslizamento do braquete. Outra maneira é através de alças ortodônticas onde o apoio se dá entre dois extremos, um tubo molar (posterior) e um braquete de canino (anterior). Entre estes dois apoios a alça é ativada, logo sem atrito.


Uma das grandes vantagens da simulação computacional via MEF está no fato de poder simular diversas situações com uma determinada geometria, podendo-se alterá-la a fim de se chegar àquela que demonstra um melhor sistema de forças, mesmo antes de testá-la experimentalmente. O protótipo estudado mostrou produzir níveis de força compatíveis com os limites biológicos descritos na literatura e apresentou um sistema de forças capaz de produzir movimentação controlada dos dentes. Uma avaliação experimental da geometria estudada será considerada bem como novos estudos serão dirigidos no sentido de viabilizar seu emprego clínico.




Link do aigo na integra via SBIS:


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Expansão rápida da maxila em adultos: Redução do stress craniano dependendo da extensão da cirurgia





Neste artigo de 2007, publicado pelo European Journal of Orthodontics, pelos autores Christof Holberg , Stefanie Steinhäuser and Ingrid Rudzki-Janson; do Department of Orthodontics, University of Munich, Alemanha. Mostra um belo estudo realizado pelo método dos elementos finitos de casos de disjunção maxilar nivel de stress craniano.

O objetivo deste estudo sobre expansão rápida da maxila (ERM) cirurgicamente assistida foi o de examinar
o grau de redução do estresse no terço médio da face e na base do crânio com vários tipos de procedimentos cirúrgicos.
 
Quatro modelos de elementos finitos do crânio foram gerados (um sem e outros com três diferentes incisões cirúrgicas), em que a RME virtual (5 milímetros de abertura), foi simulado. Em todas as quatro simulações, von Mises salienta-se medido as 30 estruturas anatômicas do terço médio da face e base do crânio (em MPa) e foram comparados. A maior von-Mises foram medidos com o modelo que não implicou qualquer osteotomias. A redução das tensões observadas foram encontrados de forma isolada após o enfraquecimento da crista em zygomaticoalveolar de ambos os lados.
 
O modelo completo com uma osteotomia lateral da abertura piriforme a junção pterygopalatal mostrou claramente sublinha menor do que o modelo com o enfraquecimento isolado da crista zygomaticoalveolar. Os valores mais baixos de estresse, no entanto, foram vistos no modelo com uma osteotomia completa no nivel de Le Fort I.
 
 Em pacientes mais idosos, uma osteotomia lateral completa da abertura piriforme à junção pterygopalatal parece reduzir tensões na base do crânio, sendo mais eficaz do que o enfraquecimento da crista zygomaticoalveolar.

A fim de evitar complicações na base do crânio, assistência cirúrgica é um aspecto importante da RME em adultos. A extensão da osteotomia pode ser variada. Quanto mais velho o paciente e menor a elasticidade  do osso, mais extensa deve ser o ato cirúrgico, a fim de minimizar as tensões induzidas na base do crânio e da face média.

Link do artigo na integra via EJO Oxford Journals:

sábado, 23 de agosto de 2014

Prof. Tatsuko Sakima


Agosto tem sido um mês triste, com muitas perdas. Notadamente, aos que tem a ortodontia como especialidade e paixão, este mês será marcado pelo falecimento do Prof. Tatsuko Sakima.


TATSUKO SAKIMA
Professor Titular Aposentado do Departamento de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
Coordenador do curso de Mestrado em Ortodontia do Centro de Pesquisas e Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic – Campinas-SP.
Coordenador do curso de Especialização da E.A.P. da APCD – Regional de Araraquara SP.
Professor Visitante do Departamento de Ortodontia da Universidade de Connecticut Health Center – Estados Unidos no período 1985 – 1987 com o Professor Charles Burstone.
Ex-Diretor da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP no período 1988 – 1992.
Presidente-Fundador da Associação Paulista de Especialistas em Ortodontia e Ortopedia Facial – APEO no período 2002 – 2005



     O introdutor da técnica do Arco Segmentado no Brasil, trazendo toda a experiência adquirida no berço da biomecânica ortodôntica: Universidade de Connecticut, em Farmington-CT-EUA. 
     Seu nome comumente citado entre outros grandes professores, como Dr. Sachdeva, Dr. Marcote, a Dra. Birte Melsen e o próprio Dr. Burstone, mostra sua trajetória numa missão incansável de levar a ciência e previsibilidade aos planejamentos e tratamentos ortodônticos.
      É com muito pesar que queremos externar aos familiares e aos colegas ortodontistas nossos sentimentos.
      
Segue um trecho publicado da autoria do Prof. Tatsuko Sakima. Percebam a visão equilibrada, respeitosa e sábia ao explicar o que é a TAS (técnica do arco segmentado):

"Quais as principais diferenças entre as Técnicas com arcos seccionados preconizadas por Burstone e Ricketts? Dra. Renata N. Benzecry (Curitiba-PR).
Dr. Tatsuko Sakima - As técnicas preconizadas pelo prof. Burstone e pelo prof. Ricketts são muito próximas em termos de mecânica ortodôntica, e as diferenças ficam mais para o lado filosófico. Na técnica do Arco Segmentado, e não seccionado, do prof. Burstone, procuramos trabalhar com segmentos da arcada dentária, divididos em segmento anterior composto pelos quatro incisivos e os caninos e os
segmentos posteriores compostos pelo arco lingual na inferior. O alinhamento dos dentes pode ser executado também por segmento, usando-se a mecânica e fios de acordo com as más posições individuais dos dentes. Procuramos realizar o nivelamento e alinhamento até atingirmos um fio retangular, mais rígido, para estabilizarmos os segmentos. Nesta fase, podemos considerar, em termos de planejamento mecânico, que temos apenas dois grandes dentes multi- radiculados, o anterior composto pelos seis dentes anteriores e o dente posterior pelos molares e pré, unidos pela barra palatina e pelo arco lingual. Todas as forças e momentos podem ser previamente determinados, pois trabalhamos apenas com dois pilares. Essas forças e momentos são derivados de molas ou fios que são acoplados aos segmentos através de um terceiro tubo nos primeiros molares e também na região de caninos, portanto, os elementos ativos não são encaixados diretamente nos “slots” dos braquetes, procuramos aplicar sempre um sistema de forças ou momentos estaticamente determinados. Os princípios da técnica do arco segmentado podem ser usados com qualquer tipo de braquetes, desde os convencionais até os totalmente programados.
Na técnica de Ricketts, o autor preconiza uma ancoragem morfo-funcional, procurando colocar as raízes dos molares de encontro ao osso cortical vestibular, nas movimentações de caninos e dentes anteriores. A utilização de aparelhos pré-fabricados é um dos quesitos para se obter bons resultados. Nos aparelhos com controle triplo usam- se braquetes .018” X .030” e o fio preconizado é o Elgiloy com a ponta azul .016” X .016” ou .016” X .022”. Deve-se ter um bom controle de torque durante todo o tratamento e o diagnóstico e plano de tratamento devem ser guiados por um “Objetivo Visual de Tratamento”. Trabalha-se com arcos seccionados, para se deixar um espaço maior entre os braquetes possibilitando a utilização de molas com forças leves e contínuas, com ativações maiores que na técnica
convencional. A diferença com a técnica do Arco Segmentado é que na técnica de Ricketts se coloca os elementos ativos dentro dos encaixes dos braquetes. Teremos no 1o Congresso da Associação Brasileira de Ortodontia, de 23 a 25 de outubro do corrente ano, o Prof. Charles Burstone ministrando um dos cursos nobres desse congresso e acredito que ele vai trazer novidades sobre a técnica. Estamos procurando caracterizar o Grupo de Araraquara como um centro da Técnica do Arco Segmentado, assim como já é Curitiba com o Prof. Eros Petrelli e equipe e Bragança Paulista com o Prof. Miguel Benvenga com a técnica de Ricketts." 
REVISTA DENTAL PRESS DE ORTODONTIA E ORTOPEDIA MAXILAR VOLUME 2, No 3
MAIO / JUNHO - 1997


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