ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 17 de junho de 2014

The Swissdentacare Orthofile Interproximal Reduction System




Mais uma valiosa dica da Drª. TatiLie, o Swissdentacare Orthofile Interproximal Reduction System, produzidos pela SDC Switzerland GmbH em Zug na Suíça que é um sistema idealizado para realizar Slices (Stripping) com um Kit composto por um contra-angulo e uma sequencia de lixas adaptáveis ao instrumento.

O que o fabricante diz:

É seguro, rápido e preciso o Swissdentacare sistema Orthofile para a realização de Stripping, é uma ferramenta flexível fina interproximal, o que facilita o contorno de esmalte e reduzirá muitos tipos de materiais dentários. Ele permite que em muitas vezes ocorra redução da estrutura dentária interproximal desnecessária, corrige espaço inadequado, causado por um arco com comprimento insuficiente. O Recontorno interproximal é facilmente alcançado em um mínimo de tempo com um acabamento mais natural.

Uma solução mais segura e rápida, mais precisa e confiável, comparada aos outros sistemas manuais ou com os discos, as "lixas" Orthofile combinadas com a peça de mão (sistema EVA), são mais eficientes, mais rápidas e práticas. Na verdade, esta Sistema Permite maior liberdade de movimentos durante o treatmento. Possui controle de oscilação de movimento, um tratamento seguro é garantido para o paciente. O Swissdentacare usando com uma Orthofile promove um remoção de estrutura dentária excessiva de até 14 milímetros por arcada dentária é viável em casos limítrofes e extrações são evitadas. Um lado só, as "lixas" são perfeitas para situações onde você deseja reduzir a estrutura do dente de um só lado, sem qualquer dano. É usado para os casos em que você quer ter uma coroa de um dente adjacente desgatado mas mantendo-as intactas.

Vantagens:

# Reduz o desconforto e possíveis trauma para o tecido mole.

# Facilmente inserida no espaço interproximal.

# "Lixas" de aço inoxidável com uma gama de revestimentos de diamante.

# Maior durabilidade e flexibilidade.

# Cria tecnologia de refrigeração e aquecimento mínimo, elimina a necessidade de água.

# 5 classes disponíveis para um preciso acabamento.

# Dupla face ou de um só lado.

# Únicoas "lixas" que não deixam marcas na lateral do dente adjacente.

# Excelente para uso com aparelhos "alinhadores".

# Cor codificadas que são facilmente identificáveis após a esterilização.


Link do Fabricante:

quarta-feira, 11 de junho de 2014

OrtoPodCast - Episódio 35 - Bate-papo e novidades






Não sabe o que é um podcast? Temos um post que responde sua dúvida: O que é PODCAST?

Após tanto tempo sem gravar, fizemos um podcast de bate-papo e novidades sobre a ortodontia, além de falarmos sobre alguns eventos que participamos. Só para amigos! Grande abraço!




Faça a sua avaliação do podcast agora mesmo:

Não é usuário dos iTrecos? Acesse a página e faça os dowloads de todos os episodios:




terça-feira, 10 de junho de 2014

Fibras Reforçadas por Resina (FRC) em Ortodontia. Versatilidade Clínica





Neste artigo de 2005. Publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Daniel Ianni Filho, Lylian Tsai Strinta, Yasushi Inoue Miyahira, Eduardo Serpa; do Centro de Cursos e Pesquisas Odontológicas Alpha Smile Campinas/São Paulo. Mostra algumas das aplicações clínicas nas quais as fibras contribuíram de forma significativa para a realização dos tratamentos ortodônticos, simplificando-os e aumentando a eficiência clínica.

A engenharia de materiais tem desenvolvido pesquisas com o objetivo de aprimorar estruturas resistentes e, com os recentes avanços tecnológicos, passamos a utilizar as fibras de vidro na Ortodontia de modo inovador. Segundo Freudenthaler, Tischler e Burstone, as fibras proporcionam versáteis aplicações clínicas. Inicialmente, as fibras foram empregadas com o objetivo de promover contenção temporária de um ou mais elementos dentários, como nos casos de tratamentos periodontais, devido à necessidade da contenção de dentes com mobilidade em grau avançado, ou ainda nos tratamentos reabilitadores, com o objetivo de se confeccionar próteses fixas adesivas ou próteses fixas provisórias. Iniciamos agora uma nova fase também na especialidade ortodôntica, com a utilização de fibras de vidro e de polietileno, modificando, em parte, conceitos tradicionais na utilização da aparatologia fixa . O que já é uma realidade nos EUA passa agora a ser também uma realidade no Brasil.

Uma importante aplicação clínica é a substituição das bandas pela colagem da associação fibra/tubo nos molares, com inúmeras vantagens, pois não é preciso separar dentes nem confeccionar e cimentar as bandas, o que diminui os problemas periodontais e a formação de manchas brancas. Segundo Burstone, as fibras são elementos que podem ser utilizados para unir um grupo de dentes que atuarão tanto como unidade ativa (movimentados), como reativa (ancoragem), sugerindo que determinados tratamentos ortodônticos podem ser realizados utilizando-se um menor número de braquetes e fios.

O número de braquetes pode ser diminuído em várias situações clínicas, como: a) quando as fases de alinhamento e nivelamento não são necessárias num primeiro momento, em virtude de uma boa oclusão e um bom posicionamento inicial dos dentes; b) quando o problema é inter-segmentar ou ainda, c) quando o problema (por exemplo, apinhamento) está localizado em um segmento específico do arco. Nesses casos, os segmentos sem grandes apinhamentos são unidos através da colagem de fibras, funcionando a partir desta união como um dente multirradicular reforçado. Em cada segmento, um ou mais acessórios podem ser colados. Desse modo, é realizada grande parte do tratamento ortodôntico, como a correção da mordida aberta, a correção da mordida profunda ou ainda o fechamento dos espaços das extrações dentárias. Os braquetes são colados de modo tradicional, ou seja, em todos os dentes, somente na fase de realinhamento e renivelamento. Nesse caso, o paciente utilizou um número menor de braquetes durante a metade do tempo de tratamento, diminuindo o desconforto, melhorando a higienização e a estética.

As fibras despontam como um excelente recurso para o auxílio na correção ortodôntica, em diversas situações clínicas.Tendo em vista a grande quantidade de pacientes adultos que procuram o ortodontista por motivos estéticos e a possibilidade de diminuir a recidiva e a diminuição do tempo de tratamento, as fibras de vidro, de polietileno e de vidro modificada são uma excelente opção. Trata-se de uma abordagem segura, previsível e que certamente diferencia o profissional que a utiliza, com vistas à eficiência e satisfação do paciente.

Link do artigo na integra via Scielo:

www.scielo.br/pdf/dpress/v10n3/v10n3a07.pdf

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Mudanças de inclinação do incisivo inferior durante o tratamento com xbow relacionado com individuos com o tipo facial vertical



Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Carlos Flores-Mir; Arden Young; Amira Greiss; Matthew Woynorowski; James Peng; the Division of Orthodontics, Department of Dentistry, Faculty of Medicine and Dentistry, University of Alberta, Edmonton, Canada. Mostra os efeitos do Xbow (Forsus modificado) sobre os incisivos inferiores.

Este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a magnitude da inclinação dos incisivos inferiores associado ao tipo facial vertical em adolescentes com má oclusão de Classe II tratados com o aparelho xbow.

Um total de 172 pacientes com ma oclusão de Classe II tratados apenas com o aparelho xbow foram selecionados. A amostra foi dividida em três grupos com base no tipos facial verticais (24 curtas, 122 normal, e 25 tipos facial longo). A idade média foi de 11,11 anos em T1, com um tempo médio xbow ativo de 4,5 meses. Uma média de 6,4 meses passados após a desativação xbow antes radiografia T2.

Não houve associação significativa entre a vestibularização dos incisivos inferiores e tipo facial estudados. Diferenças reais entre T1 e T2 existiram. Na maioria dos casos, essas diferenças podem ser consideradas clinicamente relevantes, mas quando a grande variabilidade interindividual é considerado, as diferenças entre os grupos não podem ser suportados estatisticamente. Na T1, uma tendência nítida de ter mais vestibularição dos incisivos inferiores no curto prazo (100.5u), em comparação com o tempo (91.3u). Durante o tratamento, a tendência foi identificada por mais vestibularização do incisivo inferior nos tipos facias mais curtos.

Embora os incisivos inferiores não proclinem com o uso do aparelho xbow, o tipo facial não parece afetar a quantidade de inclinação dos mesmos. A magnitude da vestibularização dos incisivos pode ser considerada clinicamente irrelevante, mas uma grande variação individual na resposta dos incisivos foram observados.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/033110-180.1

domingo, 8 de junho de 2014

Pensamento da semana




"Saiba que seu destino é traçado pelos seus próprios pensamentos, e não por alguma força que venha de fora. O seu pensamento é a planta concebida por um arquiteto para construir um edifício denominado prosperidade. Você deve tornar o seu pensamento mais elevado, mais belo e mais próspero"



Martin Luther King
1929 - 1968
Link sobre o Autor:

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A terapia de expansão com hyrax pode afetar o volume do seio maxilar? Um relato de caso com tomografia computadorizada de feixe cônico




Neste artigo de 2012, publicado pela Imaging Science in Dentistry, pelos autores Drew M. Darsey, Jeryl D. English, Chung H. Kau, Randy K. Ellis, Sercan Akyalcin; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, University of Texas Health Science Center at Houston, Houston, USA e do Department of Orthodontics, School of Dentistry, University of Alabama at Birmingham, Birmingham, USA. Mostra um estudo realizado em imagens tridimensionais geradas por tomografia computadorizada de feixe cônico, buscando avaliar os efeitos da expansão maxilar com disjuntor do tipo hyrax.

O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos iniciais da terapia de expansão maxilar com o aparelho tipo Hyrax e avaliar as alterações relacionadas no volume do seio maxilar.

Trinta pacientes (20 mulheres, 10 homens, com idade média de 13,8 anos) que necessitvamm de terapia com expansão maxilar, como parte de seu tratamento ortodôntico, foram examinados. Cada paciente possuíam  imagens tiradas de tomografias computadorizada Cone-Beam (TCCB) antes (T1) e após (T2), a terapia de expansão maxilar com aparelho Hyrax bandados.

A Comparação das variáveis de pré-tratamento para pós-tratamento ​​revelou alterações significativas na dimensão transversal relacionadas em ambos estruturas dentárias e esqueléticas dos maxilares e no da ângulo abóbada palatina, resultando na ampliação da abobada palatina. O Palato duro não demonstrou nenhum movimento significativo nos planos vertical e ântero-posterior. A largura da cavidade nasal aumentou de um valor médio de 0,93 milímetros. O volume do seio maxilar permaneceu praticamente estável. Não houve diferenças significativas observadas com a idade na amostra.


Os autores concluíram que a terapia de expansão com o Hyrax não teve um impacto significativo no volume do seio maxilar.
  
Link do artigo na integra via NCBI:

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Influência da ortodontia funcional e do avanço mandibular com osteotomia sagital através de variáveis dentárias e esqueléticas


Neste artigo de 2006, publicado pelo European Journal of Orthodontics, pelos autores Bettina Lohrmann, Rainer Schwestka-Polly, Hans Nägerl, Dankmar Ihlow and Dietmar Kubein-Meesenburg; do Department of Orthodontics, University of Göttingen and Medical School Hannover, Alemanha; Faz um estudo cefalométrico comprativo entre a ortopedia funcional e a osteotomia sagital.


Telerradiografias laterais da Cabeça de 200 pacientes com classe II (106 mulheres, 94 homens), com pré-tratamento da faixa etária de 9.9 - 10.25 anos com sucesso, tratados com aparelhos ortodônticos funcionais foram analisadas antes (T1) e após (T2) do tratamento. Os dados obtidos, foram comparados com telerradiografias laterais da cabeça (T1, T2) de 20 pacientes (15 mulheres, 5 do exo masculino) com média de idade pré-tratamento de 25.75 anos, cuja a ma-oclusão de classe II e discrepâncias ântero-posteriores da mandíbula foram corrigidas por uma avanço por osteotomia sagital mandibular.


As distâncias mediana e percentuais foram calculados para cada variável, em T1 e T2. A diferença entre as medias (T2 - T1) foram analisadas utilizando um teste de classificação assinado. O alterações na dispersão (T2 - T1) foram avaliados por meio de um teste-F. Diferenças significantes sobre a inflência terapêutica esquelético (ANB, Wits), Índice mandibular As variáveis de linha nasal (ML - NL), funcional (β, μ) e dentária (1-NA °, 1-NB °) foram encontrados. No grupo tratado inicialmente com aparelhos funcionais, a fim de melhorar o prognatismo mandibular, a posterior (A-P) discrepância maxilar foi reduzida (ANB, Wits).


O padrão esquelético vertical mudou para uma relação esquelética mais aberta, enquanto que o ângulo ML - NL foi reduzido, o que indica o aprofundamento da mordida. A comparação entre a análise biomecânica da posição do incisivo (β, μ) e variaveis dentarias (1-NA °, 1-NB °) revelaram diferentes alterações na inclinação do incisivo, dependendo do tipo de análise utilizada. As variáveis dentárias (1-NA °, 1-NB °) mostraram uma protusão de ambos incisivos superiores e inferiores após a terapia. Os resultados para as variáveis funcionais (β, μ) mostraram uma maior retrusão dos incisivos superiores e uma protrusão dos incisivos inferiores.


Esta mudança na inclinação do incisivo é uma compensação dentária da discrepância sagital maxilar remanescente. Este efeito é mais claramente refletido mediante a análise funcional e as mudanças das variáveis biomecânicas β e μ. Para o grupo da cirurgia ortognática, uma clara melhora nas relações dentárias e esqueléticas foram observadas: a discrepância esquelética no plano do AP foram completamente corrigidas (ANB, Wits) e as inclinações dos incisivos de acordo com os aspectos biomecânicos e funcionais foram otimizados (β, μ). A alteração, tanto no índice e ML - NL ângulo neste grupo indicaram um aumento no componente da mordida aberta.


Link do artigo na integra via ejo.oxfordjournals:


domingo, 1 de junho de 2014

Pensamento da Semana



“A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitoria propriamente dita.”
Mahatma Gandhi

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Avaliação dos locais de inserção de mini-implantes: Um estudo com micro-CT em material de autópsia humana






Neste artigo de 2013, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Morten G. Laursen; Birte Melsen; Paolo M. Cattaneo; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Health, Aarhus University, Denmark. Private practice, Aarhus, Denmark; Mostra um estudo com micro tomografia computadoriza, na identificação e avaliação de sitio para inserção de mini implantes.

O estudo foi realizado com o intuito de: (1) Avaliar a espessura do osso cortical nos locais de inserção usados ​​para mini-implantes ortodônticos, (2)  Avaliar o impacto de uma alteração no ângulo de contato de inserção primário do implante no osso cortical, e (3) Avaliar o risco de perfuração do seio maxilar.

Uma autópsia, 27 amostras humanas contendo 3-5 dentes adjacentes foram selecionados ​​e digitalizados utilizando um sistema tomografia micro computadorizada de mesa. Medições da espessura do osso foram tomadas a 45º e 90º em relação ao eixo do comprimento dos dentes adjacentes, simulando uma inserção de mini-implante ao nível da raiz média.

Na maxila, a espessura global média cortical  em 90º foi de 0,7 mm na vestibular da região lateral, 1,0 mm vestibular na região anterior, e 1,3 milímetros palatina. Na mandíbula, a espessura média de 0,7 mm cortical vestibular e 1.8 mm lingual na região anterior; 1,9 milímetros vestibular e 2,6 milímetros lingual na região lateral. Mudando o ângulo de inserção de 90º para 45º aumentou o contato osso-implante cortical por uma média de 47%. Inserção perpendicular ao nível médio da raiz  raramente interferiu com o seio, enquanto a inserção a nível apical inclinado aumentou o risco de perfuração do seio.

Os autores concluíram que tanto a nível vestibular e palatino na maxila e na região vestibular e anterior na mandíbula, a espessura do osso cortical alveolar é muitas vezes menor do que 1 mm. Em contraste, o osso cortical alveolar é frequentemente mais espessa que 2 mm lateralmente na mandíbula. Mudando o ângulo de inserção para 45º geralmente aumenta a estabilidade do mini implante, mas aumentam o risco de perfuração do seio maxilar.
Link do artigo na integra via Anlge Orthodontist:

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Correção de caninos impactados com a técnica do arco segmentado
















Neste artigo de 2009, publicado pela Resvista de Ortodontia SPO; pelos autores Luiz Gonzaga Gandini Jr, Roberta Maria de Paula Amaral, Marcos Antônio Mocelini, Rafael Gonçalves Azeredo, Márcia Regina Elisa Aparecida Schiavon Gandini; do Departamento de Clinica Infantil – Unesp/Araraquara; do Departamento de Ortodontia do "Baylor College of Dentistry" e da "Saint Louis University" - EUA e da Pós-graduação em Ciências Odontológicas - Mestrado - Área de Concentração: Ortodontia - Faculdade de Odontologia de Araraquara - Unesp - São Paulo. Mostra um trabalho que tem como finalidade revisar os aspectos relacionados aos caninos superiores impactados, incluindo a etiologia, diagnóstico e condutas clínicas, ressaltando o uso de dispositivos da mecânica do arco segmentado para correção desta condição clínica.

A presença do canino superior permanente no arco dentário é de fundamental importância, pois além de contribuir para a estética e harmonia faciais, este dente é considerado o elemento-chave para o estabelecimento de uma oclusão dinâmica balanceada, participando dos fenômenos de desoclusão em movimentos de lateralidade e compondo a guia anterior. Portanto, diante de um caso de impacção de caninos, o ortodontista deve preocupar-se em realizar o máximo esforço com intuito de posicioná-los em correto alinhamento e nivelamento no arco dentário.

Uma impacção é caracterizada quando o dente, passada a época normal de irrupção, não se encontra presente no arco dentário e, no entanto, não apresenta mais potencial de irrupção, pois sua raiz está completamente formada; ou quando o dente homólogo está irrompido há pelo menos seis meses, com formação radicular completa.


Esta condição clínica é frequentemente encontrada na rotina do consultório ortodôntico; seu diagnóstico e tratamento geralmente exigem a avaliação criteriosa do ortodontista, bem como a cooperação de profissionais de diferentes áreas, como o cirurgião, o periodontista e o radiologista.
A etiologia da impacção dos caninos superiores não é totalmente esclarecida. As prováveis causas descritas na literatura incluem: a falta de espaço na arcada, hereditariedade, traumatismo, dilaceração, anquilose, fissura alveolar e agenesia de incisivos laterais.

O diagnóstico desta condição clínica é realizado pela interação entre aspectos clínicos e radiográficos. No paciente na fase de dentadura permanente completa, a ausência de um ou ambos caninos permanentes, com persistência ou não dos caninos decíduos, provavelmente indica a impacção dos caninos, visto que a prevalência de agenesias destes dentes é muito baixa.


Quanto ao diagnóstico por imagens temos várias técnicas, incluindo radiografias oclusais, panorâmicas e telerradiografias, que também podem auxiliar no posicionamento dos caninos. A radiografia periapical consiste no meio mais simples, proporcionando precisão e confiabilidade clínicas para o diagnóstico inicial de dentes não irrompidos. Apresenta como desvantagem a impossibilidade de correlacionar o local da impacção com as demais estruturas. A tomografia Cone-beam pode ocasionalmente ser utilizada como auxiliar na determinação da correta posição destes dentes.


A correta localização do dente impactado, realizada por meio de exames clínicos e radiográficos, permite o planejamento das forças e da mecânica ortodôntica que serão utilizados no tratamento ortodôntico, a viabilidade do tratamento e, ainda, garante ao cirurgião o acesso apropriado.

Como o canino constitui-se no dente de maior dimensão no arco dentário, na região anterior, com maior comprimento de raiz, sustentado por tecido ósseo especialmente estruturado, com a finalidade de distribuir forças aos elementos craniofaciais11, é grande a possibilidade de ocorrer comprometimento das unidades de ancoragem durante o tracionamento e outras movimentações com aparelhos fixos.


Quando um fio superelástico é inserido diretamente no slot do braquete do canino impactado para tracioná-lo, significantes reações indesejáveis nos dentes adjacentes podem ser produzidas, incluindo a inclinação mesial dos pré-molares e a intrusão e inclinação distal dos incisivos laterais12. Para compensar essas reações, alguns dispositivos da técnica do arco segmentado podem ser utilizados no tracionamento, possibilitando trabalhar com um sistema de força definido e com maior controle dos movimentos do canino e das unidades de ancoragem.

Um dos sistemas que oferecem um excelente controle no movimento dos caninos corresponde ao emprego dos cantiléveres10. Cantiléver pode ser definido como um segmento de fio ortodôntico, geralmente 0,017" x 0,025" de liga de titânio-molibidênio (TMA), no qual uma extremidade é inserida no braquete ou tubo, enquanto que a outra extremidade é amarrada numa outra unidade por apenas um ponto de contato. De acordo com os princípios mecânicos, quando a linha de ação da força encontra-se afastada do centro de resistência do dente, alguma rotação é produzida. Essa tendência rotacional é denominada momento e é proporcional à força aplicada e à distância da linha de ação da força ao centro de resistência (M= FxD).


O cantiléver caracteriza um sistema de forças estaticamente determinado, em que as forças e os momentos são conhecidos, e com esse dispositivo há liberação de forças leves e constantes, sem modificação do sentido das forças e momentos durante a desativação ou a movimentação do dente.


Outro dispositivo da mecânica segmentada de grande utilização para o alinhamento de caninos impactados é a alça retangular, que propicia correções de primeira, segunda (com maior efetividade) e teceira ordens, enquanto continua com o movimento de extrusão do tracionamento12. A alça retangular caracteriza um sistema estaticamente indeterminado, em que suas duas extremidades são inseridas nos braquete e/ou nos tubos. Como característica deste sistema tem-se que durante a desativação do aparelho podem ocorrer mudanças tanto na intensidade quanto no sentido das forças e momentos. Assim como o cantiléver, esse dispositivo é construído com fio 0,017" x 0,025" de liga de titânio-molibidênio (TMA), devendo ser posicionada centralmente em relação ao dente a ser corrigido e deve ter dimensões que variam de 6 mm a 7 mm no sentido cervico-oclusal, e de 8 mm a 10 mm no sentido mesiodistal. Geralmente é apoiada no segmento posterior que serve de ancoragem. A ativação da alça depende da posição desejada do canino tanto no plano sagital quanto no horizontal.


Conclusão:


1. Em virtude da importância funcional e estética dos caninos permanentes superiores, diante de uma impacção, esforços mecânicos deverão ser empregados para o posicionamento correto destes dentes no arco.
2. O tracionamento constitui a terapêutica mais usualmente utilizada no tratamento de caninos inclusos.


3. A mecânica a ser utilizada deve ser bem planejada, a fim de previnir o comprometimento das unidades de ancoragem durante o tracionamento do canino.

4.A técnica do arco segmentado apresenta vantagens quando são necessárias grandes movimentações dentárias ou movimentações de dentes com grande volume.


5. O uso de dispositivos da mecânica do arco segmentado, como cantiléveres e alças retangulares, possibilitam trabalhar com um sistema de força definido e com maior controle dos movimentos do canino e das unidades de ancoragem.



Link do artigo na integra via OrtodontiaSPO:


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Impacção posterior da maxila com osteotomia assistida associada a ancoragem com mini-placas







Neste artigo de 2008, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Cumhur Tuncer; Mustafa Sancar Ata ; Burcu Balos Tuncer; Emre Kaan; do Department of Orthodontics, Gazi University Faculty of Dentistry, Ankara, Turquia. Mostra mais uma forma se utilizar as mini placas de ancoragem ortodontica.


Este artigo apresenta um caso de tratamento ortodôntico de ancoragem com mini-placa acelerada pela osteotomia assistida com impactação maxilar posterior em um caso de mordida aberta grave.


Uma paciente com 14 anos de idade com uma mordida aberta grave foi tratada com intrusão dos dentes posteriores superiores. Uma osteotomia segmentada foi aplicada, e as miniplacas foram fixadas nas areas dos zigomáticos. Uma força intrusiva foi aplicada com molas fechdas de níquel-titânio, utilizando uma força de 250 g nas miniplacas e nos tubos dos primeiros e segundos molares. A intrusão foi concluída com 2,5 meses após a osteotomia. O tratamento foi continuado com os aparelhos ortodônticos fixos e concluído após 12 meses.


Ao final do tratamento, a oclusão ideal e correção da mordida aberta anterior foram atingidas. Os molares superiores foram impactados em 4,0 mm, e o plano mandibular mostrou uma auto-rotação anti-horária de 3,0 graus. Os resultados mostraram que osteotomia facilitou o tratamento ortodôntico claramente, reduzido o tempo de tratamento e não teve efeitos adversos.


Em conclusão, esta técnica de osteotomia pode ser uma opção eficaz para ajudar a intrusão dos molares em graves casos de mordida aberta.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


domingo, 25 de maio de 2014

Pensamento da Semana



"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível."


São Francisco de Assis




Link sobre o autor:

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Efeitos da remoção a laser de CO2 de braquetes cerâmicos sobre as propriedades mecânicas do esmalte






Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Masahiro Iijima; Yoshitaka Yasuda; Takeshi Muguruma; Itaru Mizoguchi; da Division of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Department of Oral Growth and Development, Health Sciences University of Hokkaido, Hokkaido, Japão. Mostra os efeitos da aplicação de Laser CO2 sobre a superficie do esmalte dentario.

Este estudo foi realizado com o intuito de investigar os efeitos da descolagem a laser de CO2 de um braquete cerâmico sobre as propriedades mecânicas do esmalte dentário.

Cinqüenta e três pré-molares humanos foram usados neste estudo. A temperatura e alterações das amostras seccionadas durante a irradiação do laser foi controlada com um Sistema de microscopia infravermelhaso termográfica. Diferentes definições de laser de saída (3, 4, 5 e 6 W) foram comparados. A resistência ao cisalhamento de braquetes após irradiação laser foi medida para os espécimes coladas com adesivo etch convencional e enxágüe ou com um adesivo auto-condicionante, e a pontuação do índice de adesivo remanescente foi calculada. A dureza e módulo de elasticidade de crosssectionedesmalte após irradiação laser foram investigados pelo teste de nanoindentação. Os dados foram comparados por one-way e uma análise de duas vias de variância, seguida pelo teste de Scheffe.

A temperatura do esmalte aumentou cerca de 200uC sob a irradiação do laser de CO2 com umasaída relativamente alta (5 e 6 W) e um aumento de temperatura de cerca de 100uC 150uC foi visto sob a irradiação do laser com uma potência baixa (3 e 4 W). O suporte de resistência ao cisalhamento diminuiu em todas as condições de irradiação do laser. A dureza e módulo de elasticidade do esmalte não foram afectados por descolamento laser de CO2.

Os autores concluiram que a descolagem a laser de CO2 não causa danos iatrogênicos ao esmalte.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Influência da ortodontia funcional e da osteotomia sagital mandibular de avanço sobre as variáveis dentárias e esqueléticas - um estudo defalometrico




Neste artigo de 2006, publicado pelo European Journal of Orthodontics, pelos autores Bettina Lohrmann, Rainer Schwestka-Polly, Hans Nägerl, Dankmar Ihlow and Dietmar Kubein-Meesenburg; do Department of Orthodontics, University of Göttingen and Medical School Hannover, Alemanha. Mostra um estudo longitudinal atraves de interpretações cefelometricas para avaliar os efeito do tratamento orto-cirurgico com osteotomia sagital de avanço.

Este estudo foi realizado com telerradiografias laterais de 200 pacientes portadores de Classe II (106 sexo feminino, 94 sexo masculino), com intervalo médio de pré-tratamento de 9,9-10,25 anos com sucesso, tratados com ortodontia funcional e foram analisadas antes (T1) e após o tratamento (T2). Os dados obtidos e os resultados foram comparados com telerradiografias laterais (T1, T2) de 20 pacientes (15 mulheres, cinco homens) com idade pré-tratamento com média de 25,75 anos, cuja a correção da má oclusão Classe II e discrepância maxilar ântero-posterior foi corrigida por um avanço mandibular com osteotomia sagital.

As distâncias medianas e interquartis foram calculadas para cada variável, em T1 e T2. A diferença mediana entre (T2 - T1) foi analisada utilizando um teste de Rank assinado. As mudanças na dispersão (T2 - T1) foram avaliados por meio de um teste-F. Diferenças significativas em relação a influência nas variaveis de estudo na terapêutica esquelética [ANB, Wits, Índice mandibular - Linha nasal (ML - NL)], (μ β '), funcional e dental (1 ° de NA, 1-· Nota). No grupo tratado inicialmente com aparelhos funcionais, a fim de melhorar o prognatismo mandibular, ântero-posterior (AP) discrepância mandíbular foi reduzida (ANB, Wits). O padrão esquelético vertical (Índice) mudou para uma relação esqueletica mais aberta, enquanto o angulo ML - NL foi reduzido, o que indica um aprofundamento da mordida.

A comparação entre a análise biomecânica da posição do incisivo (β, μ) e variáveis dentárias (1 NA-°, 1-NB °) revelaram diferentes alterações na inclinação do incisivo, dependendo do tipo de análise utilizada. Os resultados para as variáveis dentárias (° 1 NA, 1 °-RN), mostraram uma protusão de ambos os incisivos superiores e inferiores após o tratamento. Os resultados para as variáveis funcionais (β, μ) apresentaram retrusão da parte superior e uma protrusão dos incisivos inferiores. Esta mudança na inclinação do incisivo é uma compensação dentária da discrepância sagital da mandíbula. Este efeito é mais claramente refletida pela análise funcional e as alterações das variáveis biomecânicas β e μ.

Para o grupo de cirurgia ortognática, uma clara melhoria nas relações dentárias e esqueléticas foram observadas: a discrepância esquelética no plano AP foi completamente corrigida (ANB, Wits) e a inclinação dos incisivos de acordo com os aspectos biomecânicos e funcionais foi optimizada (β, μ). A alteração, tanto no índice e ML - ângulo NL neste grupo indicaram um aumento dos componentes da mordida aberta.


Link do arigo na integra via ejo.oxfordjournals:

http://ejo.oxfordjournals.org/content/28/6/553.full.pdf+html

terça-feira, 6 de maio de 2014

Coluna OrtoTecnologia da Revista SPO - Magnificação: o quanto precisamos ver?



Foi publicada na revista de numero 2 volume 47 de 2014, na Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia. Mais um artigo da coluna OrtoTecnologia. Onde foi abordado o tema Magnificação do campo de visão do profissional. Através da utilização das diversas lupas disponível no mercado. Item obrigatório em diversos centros de formação e de atividades profissionais ligadas a Odontologia.



Mais um artigo que com certeza irá acrescentar positivamente na rotina de um Ortodontista Contemporâneo.

Mais informações:


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Mini-Molds

















Achei interessante o Mini-Molds, produto composto de "mini-fôrmas" de braquetes, tubos, botões e batentes de mordida, que ao colocar a resina foto e polimerizá-la torna-se um acessório. Muito útil, principalmente para confecção de botões e batentes diretamente na unidade dentaria.

O que o fabricante fala do produto:

Faça braquetes fixos, pontas para habitos de língua, e rampas de abertura sem moldagem, O Mini-Molds fazer o trabalho rapidamente e facilmente. Com 7 diferentes e reutilizáveis moldes. Basta preencher a ponta (escolha a partir de 7 diferentes tratamentos tecnológicos) no dente. Em segundos, a fôrma do Mini-Mold viabiliza um acessório do aparelho desejado de resina ativada por fotopolimerização.

O kit vem com fôrmas:

. Controle de Hábito
. Batente Anterior
. Levante Posterior de Molar
. Contenção fixa para Fios pequenos
. Contenção fixa para Fios grandes
. Botão
. Braquete
. Tubo
. Alça


Link sobre o Produto:
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