ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ulceração Maxilar resultante do uso de um aparelho para expansão rápida da maxila em um paciente diabético



Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Luiz Guilherme Martins Maiaa; Andre da Costa Monini; Helder Baldi Jacob; Luiz Gonzaga Gandini Jr; da Faculdade de Odontologia de Araraquara, Universidade Estadual Paulista, UNESP, Araraquara, Sao Paulo, Brasil; Baylor College of Dentistry, Dallas, Tex, and Saint Louis University, St Louis. Mostra um relato de caso de um paciente muito jovem com ulceração no palato portador de diabetes mellitus.

Uma das características do diabetes mellitus é a resposta inflamatória exacerbada. O presente estudo mostra uma reação a partir do uso de um expansor rápido da maxila em um paciente diabético.


Uma criança de 9 anos de idade, apresentou uma reação incomum para o tratamento com uma expansão rápida da maxila, e no exame de acompanhamento, foi descoberto que o paciente tinha diabetes mellitus. Após o controle da doença, o tratamento proposto foi realizado sem novos incidentes.


O caso chama a atenção para a presença de respostas incomuns ao tratamento e à necessidade do ortodontista suspeitar de comprometimento sistêmico do paciente.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/031110-141.1

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Avaliação longitudinal de arcadas dentárias individualizadas com o método Borda WALA


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos Autores Márcia de Fátima Conti, Mário Vedovello Filho, Silvia Amélia Scudeler Vedovello, Heloísa Cristina Valdrighi, Mayury Kuramae; do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, área de concentração Ortodontia, do Centro Universitário Hermínio Ometto - UNIARARAS / SP; Avaliou as alterações nas distâncias intercaninos e intermolares inferiores durante e 3 anos após a finalização do tratamento ortodôntico, no qual foi utilizado o método Borda WALA para individualização da forma da arcada dentária.

A Ortodontia tem por finalidade corrigir as más oclusões, colocando os dentes em suas posições ideais e em equilíbrio com suas bases ósseas. Há melhora na estética e função desde que os tecidos periodontais e as estruturas de suporte permaneçam saudáveis. Além disso, o sucesso e a estabilidade em longo prazo dependerão de um diagnóstico e um planejamento precisos e de uma mecânica bem empregada. Durante a elaboração do plano de tratamento, é importante a observação da morfologia da arcada dentária de cada paciente, pois o respeito à sua individualidade evitará problemas periodontais como retrações gengivais, instabilidade e deficiência nos resultados estéticos.


O estudo da forma da arcada dentária iniciouse em 1889, com Bonwill, cujo diagrama foi precursor e empregado na Ortodontia por outros pesquisadores. Hawley, baseando-se nos postulados de Bonwill, construiu um diagrama com finalidade ortodôntica denominado de Bonwill-Hawley. A partir daí, foram idealizados vários diagramas com o objetivo de auxiliar na construção dos arcos metálicos utilizados durante o tratamento. Além da forma, a dimensão da arcada dentária também foi motivo de preocupação. É sabido que, quando são feitas alterações na distância entre os caninos e os molares durante o tratamento, existe grande tendência de recidiva.


Andrews e Andrews sugeriram a utilização de uma referência anatômica como parâmetro, com o objetivo de centralizar as raízes dos dentes no osso basal, a qual denominaram Borda WALA (sigla que incorpora as iniciais de Will Andrews e Lawrence Andrews). ABordaWALA é a faixa de tecido mole imediatamente acima da junção mucogengival da mandíbula, ao nível da linha que passa pelos centros de rotação dos dentes ou próximo a ela, e é exclusiva da mandíbula.


Antes de examinar os modelos das arcadas dentárias com objetivo de avaliar sua forma, especificamente para determinar o diagrama, é necessário que o diagnóstico já tenha sido formulado e as metas gerais do tratamento definidas. Nesse ponto, provavelmente as arcadas dentárias já tenham sido examinadas e influenciado no diagnóstico e plano de tratamento. Só após isso é possível ter parâmetros para julgar a arcada inferior, avaliando sua forma.


A preocupação maior dos pesquisadores sempre foi a de obter um método simplificado e que permitisse uma análise da posição dos dentes nas arcadas dentárias que pudesse ser realizada pelo clínico de forma simples e objetiva. Outra questão seria a padronização do método de avaliação da posição dos dentes na arcada dentária.


Durante o tratamento ortodôntico, a distância intercaninos pode ser aumentada, mas muitos autores observaram que qualquer alteração na largura intercaninos inferior era instável. Portanto, a largura original precisa ser mantida para aumentar a estabilidade em longo prazo. De acordo com os resultados obtidos, pode-se afirmar que o método Borda WALA mostrou-se válido e permite a individualização das arcadas dentárias de forma a favorecer a estabilidade pós-tratamento.


CONCLUSÕES


» A IC e a IM aumentaram com o tratamento e sofreram uma diminuição no período pós-tratamento estatisticamente significativa, embora não tenham retornado aos valores iniciais. As alterações foram pequenas e clinicamente insignificantes.


» A IC BW aumentou com o tratamento e so- freu uma diminuição no período pós-tratamento, embora as alterações tenham sido clinicamente insignificantes. A IM BW não foi alterada durante o tratamento e permaneceu estável durante o período pós-contenção.


» Clinicamente, o método Borda WALA — utilizado nesse estudo para confecção dos diagramas individualizados e para medição das distâncias intercaninos e intermolares — se mostrou válido, permitindo a individualização das arcadas dentárias e favorecendo a estabilidade pós-tratamento.



Link do artigo na integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a09v16n2.pdf

sexta-feira, 3 de junho de 2011

2º Lingual Meeting - Estética em Ortodontia X Ortodontia Estética


Acontecerá no proximos dias 18 e 19 de Junho em São Paulo o 2º Lingual Meeting que será realizado no Hotel Pullman - Ibiraquera - São Paulo. Com a Organização do Dr. Marcos Prieto, referência nacional em Ortodontia lingual.

Eu pude ver a programação, e o que me chamou a atenção foi a quantidade de professores com belas publicações cientificas e trabalhos realizados em prol da Ortodontia Brasileira. Uma oportunidade impar de assistir varias palestras com grandes nomes da Ortodontia Nacional.

Link da Programação:

http://www.2lingualmeeting.com.br/site/programa.html

Link do Evento:

http://www.2lingualmeeting.com.br/site/

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Tratamento ortodôntico em pacientes com dentes reimplantados após avulsão traumática: relato de caso







Artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Simone Requião Thá Rocha, Alexandre Moro, Ricardo César Moresca, Gilson Sydney, Fabian Fraiz, Flares Baratto Filho, do Curso de Especialização em Ortodontia da Universidade Positivo, da pós-graduação em Ortodontia, departamento de Odontopediatria e Endodontia da UFPR, do Programa de Mestrado em Odontologia Clínica da Universidade Positivo - Paraná, tem como objetivo analisar as implicações do reimplante dentário após avulsão traumática, em pacientes que requerem tratamento ortodôntico.

A alta prevalência de indivíduos com traumatismo dentário prévio ao tratamento ortodôntico justifica os cuidados a serem observados durante o tratamento. Sendo assim, durante a anamnese e o exame clínico de paciente ortodôntico, deve-se buscar informações sobre traumatismos dentários prévios, bem como sinais e sintomas clínicos de possíveis sequelas, além de fazer uma avaliação minuciosa de radiografias periapicais e/ou de tomografias computadorizadas.

O tratamento ortodôntico pode causar reabsorção radicular, e os dentes que tiverem sofrido lesões traumáticas estarão mais sujeitos, possivelmente, à reabsorção radicular do que os dentes não traumatizados. Os estudos, porém, ainda não são conclusivos, pois são baseados em um número reduzido de pacientes, com diferentes tipos de danos, aparatologias e operadores.
Entre as lesões traumáticas dentárias, a avulsão com posterior reimplantação do dente é a que apresenta maior risco de complicações — como necrose pulpar, reabsorção radicular e anquilose —, sendo também a que inspira maiores cuidados pelo ortodontista. Em relação aos dentes reimplantados, a movimentação ortodôntica é possível. Porém, é preciso fazer um acompanhamento de pelo menos um ano do dente em questão, pois a maioria das reabsorções radiculares após reimplantes ocorre durante o primeiro ano pós-traumatismo.

Quando ocorrem grandes áreas de dano ao ligamento periodontal, uma pequena quantidade de células sobreviventes próximo à superfície radicular provoca um processo de reparação através de uma rápida osteogênese, acarretando a anquilose do dente e sua posterior perda por substituição. Os dentes anquilosados não são passíveis de movimentação ortodôntica, devido à ausência do ligamento periodontal. Em tal situação, os dentes devem ser preservados como mantenedores de espaço, até a reabsorção total da raiz, desde que não apresentem infraposição severa.

Ocorrendo infraposição severa do dente anquilosado, é indicada a amputação da coroa e o sepultamento da raiz, como meio de favorecer a manutenção do osso alveolar na região, pois ocorrerá reabsorção por substituição da raiz sepultada. Esse procedimento possibilita a substituição do tecido radicular por osso alveolar, cuja manutenção fica favorecida na região. Em alguns casos, pode provocar o aumento em altura desse, dispensando a necessidade de enxerto ósseo para colocação de implante e/ou prótese. Os autores apresentam um caso clínico de sepultamento da raiz.

LINK do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n4/07.pdf

terça-feira, 31 de maio de 2011

Professor Celestino Nobrega no Ciclo sobre Braquetes Autoligáveis do GEORTO

O GEORTO fechou o seu ciclo de palestras sobre Braquetes Autoligáveis com uma aula do Prof. Dr. Celestino Nobrega, um dos grandes estudiosos e referencia no que tange este tema e autor do primeiro livro do Brasil em abordar exclusivamente este assunto, Biomecânica Interativa Autoligante.



Os Ortodontistas membros do GEORTO ao longo destes 03 meses de palestras sobre este assunto puderam formar suas opiniões e conceitos. Com as considerações mostradas durante a aula do Dr. Celestino, foi abordado o histórico e características de todos os sistemas autoligáveis, bem como o conceito dos Braquetes autoligados interativos, mostrando a sua filosofia desde o diagnostico, planejamento e condução dos casos clinicos. O professor ponderou em sua aula sobre os cuidados com a meconaterapia durante o tratamento com este tipo de aparatologia, sem esquecer das bases que alicerçam a biomecânica Ortodôntica classica. Pois segundo o professor, manobras como disjunção maxilar quando ocorre uma atresia esquelética maxilar tem que ser respeitada e realizada quando necessário. Assim como o respeito as discrepâncias esqueléticas, as quais devem ser conduzidas ao preparo Ortodôntico-Cirúrgico quando diagnosticado.

O professor sugeriu a utilização de slots diferenciais como mais uma alternativa de controle do atrito associado a eficiência de torque.

Tenho a certeza que todo o grupo do GEORTO conclui este ciclo de palestras mais seguros e embasados sobre o tema, e com certeza com mais motivos a continuar o processo de aprofundamento em estudos sobre o assunto. Ficamos felizes em saber da possibilidade de receber mais professores aqui em Salvador, para ministrar aulas com algumas abordagens avançadas sobre a utilização destes sistemas. As conversações com os professores e seus representantes iniciaram !!! Com a possibilidade da presença de um professor Norte americano aqui em Salvador para ministrar uma aula aberta a todos os colegas de especialidade da nossa cidade de outros estados, o que já vem ocorrendo nestas ultimas palestras. E que com certeza irá nos deixar muito honrados. Aguardem mais noticias !!!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Influência da largura do septo inter-radicular sobre a estabilidade dos mini-implantes



Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Mariana Pracucio Gigliotti, Guilherme Janson, Sérgio Estelita Cavalcante Barros, Kelly Chiqueto, Marcos Roberto de Freitas; do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - São Paulo. Avalia a influência da largura do septo interradicular no local de inserção de mini-implantes autoperfurantes sobre o grau de estabilidade desses dispositivos de ancoragem.

A utilização de mini-implantes como recurso de ancoragem vem se tornado rotina na prática ortodôntica, devido à sua alta previsibilidade e benefícios comprovados cientificamente. A proporção de sucesso desses dispositivos varia de 70 a 95%.


De acordo com a literatura, tem sido considerado que o local e ângulo de inserção, a espessura da cortical e qualidade do tecido ósseo, a presença de gengiva inserida, as características do mini-implante, o grau de estabilidade primária e a intensidade de carga, a higienização e o grau de inflamação dos tecidos peri-implantares constituem fatores associados à estabilidade dos mini-implantes. Além disso, alguns estudos mais recentes têm considerado a proximidade e o contato do mini-implante à raiz dentária como fatores de risco relevantes para o insucesso desse sistema de ancoragem. Entretanto, resultados contraditórios com relação ao grau de influência desses diversos fatores sobre a proporção de sucesso dos mini-implantes são constantemente observados na literatura, devido à heterogeneidade das amostras e à grande quantidade de variáveis estudadas.


Sabe-se que os mini-implantes autoperfurantes representam a mais recente evolução desses dispositivos de ancoragem ortodôntica. O procedimento cirúrgico foi simplificado, visto que dispensa a utilização de motores e brocas cirúrgicas e, consequentemente, apresenta redução da necrose óssea superficial, causada pelo aquecimento da broca cirúrgica durante a perfuração do tecido ósseo. Além disso, estudos têm demonstrado uma maior área de contato entre a superfície dos mini-implantes e o tecido ósseo, favorecendo a sua estabilidade.


Deve-se, ainda, considerar que o risco cirúrgico de causar lesões nas raízes dentárias adjacentes ao mini-implante foi significativamente reduzido com essa evolução do sistema de ancoragem, sobretudo quando guias cirúrgicos de orientação tridimensional são utilizados. Embora a diminuição dos riscos inerentes ao procedimento de inserção favoreça a colocação desses mini-implantes em áreas de dimensões críticas, poucos estudos têm avaliado se mini-implantes inseridos muito próximo ao ligamento periodontal podem apresentar sua estabilidade comprometida.


CONCLUSÕES


Com base nos resultados obtidos para a amostra estudada, e de acordo com a metodologia aplicada, foi possível concluir que:


1) Não houve diferença estatisticamente significativa para o grau de mobilidade e proporção de sucesso entre os mini-implantes autoperfurantes inseridos em septos com largura mesiodistal críti- ca (≤ 3mm) e não crítica (> 3mm).


2) Dentre as variáveis estudadas, nenhuma demonstrou estar relacionada ao insucesso dos mini-implantes. No entanto, observou-se maior sensibilidade nos pacientes que apresentavam mini-implantes com algum grau de mobilidade, e que a falha desses dispositivos de ancoragem ocorria logo após sua inserção.



Link do Artigo na Integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a05v16n2.pdf

sábado, 28 de maio de 2011

GEORTO - Ciclo de Conferências sobre Braquetes Auto-Ligados


Hoje o GEORTO tem o prazer de receber o Dr. Celestino Nobrega, o nosso encontro mais uma vez realizado no Fiesta Convention Center. O Professor e autor do Livro: "Biomecânica Interativa Autoligante" brindará o grupo com sua apresentação de oito horas sobre esta filosofia de tratamento. Sendo uma das grandes referencias nacionais o Dr. Celestino Nobrega irá encerrar o nosso Ciclo de Palestras que desde março vinha ocorrendo.

Tenho certeza que para cada membro do GEORTO esta experiência e oportunidade foi única, pois tivemos a oportunidade de ter contato com profissionais renomados nacionalmente e conheçer materiais de ultima geração, produzidos por industrias mundialmente respeitadas. Conseguimos com isso, introduzir nos nossos consultorios esta filosofia de tratamento e apartir de agora buscar mais conhecimentos produzidos por pesquisadores de diversos centros, e cada vez mais poder incorporar esta filosofia de tratamento nos nossos protocolos de atendimento.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Uso da tomografia multidirecional na visualização de dente impactado








Neste artigo de 2009, publicado pela Revista Gaúcha de Odontologia, pelas autoras Ana Elizabeth Aguiar da SILVA; Mônica Almeida TOSTES; da Universidade Federal Fluminense, Faculdade de Odontologia, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; Contém o relato clínico de um paciente do gênero masculino, leucoderma, oito anos de idade, que apresentava o dente 11 impactado.

Os dentes impactados são aqueles que perderam sua força irruptiva e não conseguem atingir sua posição na arcada dentária, dentro do tempo esperado, por algum impedimento. A impactação de dentes anteriores pode ter diversas etiologias, tais como: falta de espaço no arco dental, perda precoce de decíduo, rotação do germe dentário, presença de dentes supranumerários, odontomas, traumatismo ou qualquer outra obstrução. A maioria dos casos de impactação de dentes superiores pós-traumática acontece na infância, nas dentições decídua e mista.

O tratamento do dente impactado é bem variado e depende das circunstâncias nas quais está envolvido: ele pode ser mais conservador, bastando uma simples remoção de gengiva circundante para que o dente retorne ao seu curso normal de irrupção; pode ser tracionado ortodonticamente ou removido cirurgicamente, quando há impossibilidade de recolocação no seu sítio. O dente impactado pode causar reabsorção das raízes dos dentes vizinhos, dor, infecções, cisto dentígero com subsequente destruição óssea e aparecimento de ameloblastomas em suas paredes.

O diagnóstico da impactação é realizado através de exames clínico e radiográfico convencional. Existem várias técnicas radiográficas de localização dos dentes com impactação: radiografia periapical, radiografia oclusal, telerradiografia de perfil, tomadas com variações de angulações, como na técnica de Clark e as tomografias. As radiografias convencionais são empregadas na elaboração da fase inicial do plano de tratamento, pois apresentam vantagens, como o baixo custo e a facilidade de acesso.

No diagnóstico inicial de dentes impactados, as radiografias convencionais são utilizadas, porém, esses exames mostram uma imagem bidimensional de uma estrutura tridimensional, acarretando a sobreposição dos tecidos, imagem pouco nítida, com um contraste relativamente baixo, o que dificulta a visualização de detalhes importantes das estruturas anatômicas e a interpretação integral de determinadas patologias. Recentemente, são requeridos outros exames imagenológicos da região de cabeça e pescoço, como por exemplo, a tomografia multidirecional, que permite a observação minuciosa das regiões anatômicas a serem avaliadas. Apresenta como desvantagem um maior custo, porém, compensado pelo benefício de imagens com melhor definição, que assegura a correta evolução do plano de tratamento.

CONCLUSÃO

Através da tomografia multidirecional, verificou-se a identificação precisa da patologia do dente em questão, guiando o tratamento cirúrgico, desde a etapa de seu planejamento, otimizando o tempo da cirurgia e, consequentemente, diminuindo as complicações pós-operatórias.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

ALTERAÇÕES DA MUCOSA BUCAL ASSOCIADAS AO TRATAMENTO ORTODÔNTICO



Neste artigo de 2005, publicado pela Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, pelos autores Antonio Adilson Soares de Lima, Ana Maria Trindade grégio, Orlando Tanaka, Maria Ângela Naval Machado, Beatriz Helena Sottile França; do departamentos de Estomatologia da PUCPR; Farmacologia da PUCPR; Ortodontia da PUCPR; Periodontia da PUCPR; Odontologia Legal e Deontologia da PUCPR, UTP e UFPR - Paraná. Procura orientar o ortodontista para o manejo mais adequado destas lesões visando o seu diagnóstico correto, o alívio dos sintomas que estas cos- tumam provocar e o tratamento mais adequado para cada tipo de caso.

As primeiras alterações teciduais que ocorrem num tecido agredido mecanicamente podem ser observadas no epitélio. O que clinicamente se observa como áreas de coloração esbranquiçada podem ser traduzidas microscopicamente por áreas de hiperceratose reacional e sua presença é sinal de que algum agente traumático está atuando com baixa intensidade e já há algum tempo.
A primeira medida que o profissional deverá executar ao se deparar com uma lesão de coloração branca é tentar verificar se esta desgarra facilmente após raspagem suave. Para isto, a lesão deverá ser raspada com auxílio de uma compressa de gaze, espátula metálica ou de madeira. Caso seja removida, provavelmente aquela lesão branca tratava-se de candidose na sua forma clínica pseudomembranosa, que é comum em crianças e idosos. Sendo assim, a saúde geral do paciente deverá ser investigada, pois a candidose bucal geralmente é assintomática e pode ser um indicador de um quadro de imunossupressão subjacente.

Em se tratando de uma lesão branca resistente à raspagem, a primeira conduta é tentar correlacionar a área da lesão com alguma possível fonte de traumatismo mecânico. Não havendo nenhuma correlação com agentes traumáticos, a lesão branca necessitará ser removida e submetida a exame histopatológico.

As lesões de aspecto clínico ulcerado seriam classificadas como abrasões ou feridas abrasivas que se caracterizam pela perda de células epiteliais pela ação de fricção ou esmagamento por um instrumento ou aparelho mecânico. Estas lesões encontram-se cobertas por um exsudato amarelo esbranquiçado e circundadas por um halo avermelhado. Associadas às lesões agudas, existem a dor e também sensibilidade de grau variável. Características:

1. Acometem principalmente a mucosa jugal, borda da língua, lábios, gengivas e os palatos duro e mole;

2. O tempo de duração variando de poucos dias a várias semanas, com a língua apresentando o maior tempo de evolução;

3. O tamanho e a forma são variáveis e são geralmente lesões únicas; 4. As margens da lesão são elevadas e avermelhadas;

5. A base da úlcera é coberta por um material necrótico amarelo-brilhante que pode ser removido com uma compressa de gaze. Indivíduos que apresentam lesões ulceradas recorrentes na boca deverão ser submetidos à criteriosa avaliação estomatológica para descartar outras doenças de natureza sistêmica.

TRATAMENTO COM CORTICOSTERÓIDES
Os corticosteroides promovem alivio dos sintomas inflamatórios, bem como redução da evolução clinica, por supressão da resposta inflamatória as preparações de corticosteróides utilizadas para aplicação oral devem estar na forma de Orabase, ou seja, uma formulação de carboximetilcelulose, polietileno e óleo mineral, que conferem maior adesão à mucosa e resistência à dissolução e deslocamento.

Principais medicamentos:
Omcilon-A (Bristol): 1mg – 2 a 3 vezes ao dia por 7 dias;
Triancinolona: 1mg – 2 a 3 vezes ao dia, 7 dias.

PREPARAÇÕES FARMACÊUTICAS ALTERNATIVAS
Preparações farmacêuticas com extrato da própolis auxiliariam na cicatrização das lesões ulceradas causadas por trauma ortodôntico.

Preparações farmacêuticas contendo extrato de malva também possuem grande relevância na terapêutica odontológica e podem ser usados pelo ortodontista por um período de 7 dias, com 2 a 3 aplicações diárias.

O uso de locutórios e enxaguatórios bucais além de auxiliar na higienização, também podem facilitar no reparo das lesões, uma vez que tais preparações contenham princípios ativos adequados.

A formulação abaixo corrobora para o tratamento destas lesões.
• Prednisolona - 0,1%
• Lidocaina - 2,0%
• Agua mentolada q.s.p - 60ml

TERRAMICINA®
A Terramicina® (Pfizer) é o nome comercial de um antibiótico derivado das tetraciclinas. As tetraciclinas constituem um grupo de antibióticos bacteriostáticos de amplo espectro, que foram extensamente empregados no tratamento das infecções.

TRATAMENTO DA CANDIDOSE
A candidose é o tipo de infecção fúngica bucal mais comumente encontrada, principalmente em indivíduos usuários de prótese mal higienizadas ou portadores de algum quadro de imunossupressão. No ato da anamnese, cabe ao profissional certificar se o paciente não é portador de doença hepática ou renal. Vários medicamentos são descartados no caso de comprometimento hepático ou renal, tal como o clotrimazol. A nistatina é o fármaco de escolha, na forma de pastilhas ou aplicação tópica.

Em situações extremas onde há resistência fúngica, a alternativa terapêutica é a administração de itraconazol (dose de 200mg/dia), ou ainda, a anfotericina B (fármaco com considerada hepatotoxicidade) pela via intravenosa.

A clorexidina é um agente antisséptico eficaz e por vezes útil no tratamento da candidose, utilizada na forma de enxagüatório bucal na concentração de 0,02 a 0,12%, 2 a 3 vezes ao dia. A clorexidina, por vezes, pode ser útil antes de procedimentos odontológicos, ou seja, como medida profilática, e os ortodontistas também deveriam adotar o uso desta, antes de seus procedimentos.

Caso não ocorra regressão da lesão em torno de 15 dias e ainda haja dúvidas quanto ao diagnóstico definitivo, então, recomenda-se a realização de uma biópsia da região envolvida. Se confirmado a presença de hifas no exame histopatológico devesse recorrer a medicamentos mais eficazes, porém com custo mais elevado, indicando-se nesses casos os derivados azólicos (cetoconazol, fluconazol e itraconazol).

Cabe ao ortodontista a eliminação do fator agressor causador da lesão e a aplicação de fármacos adequados, vislumbrando a reparação tecidual rápida e o alivio dos sintomas flogísticos.


LINK:

http://www.scielo.br/pdf/dpress/v10n5/a05v10n5.pdf

domingo, 22 de maio de 2011

Pensamento da Semana


"Se não tornar seus sonhos em realidade, a realidade os levará embora."



Eric Pio

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cisto ósseo simples em pacientes sob tratamento ortodôntico – relato de dois casos





Artigo publicado na Revista Dental Press Ortodontia e Ortopedia Facial em 2008, pelos autores Carla Peixoto Valladares, Mônica Simões Israel, José Wilson Noleto, Cícero Luiz Souza Braga, Simone de Queiroz Chaves Lourenço, Eliane Pedra Dias com o objetivo de apresentarem dois casos clínicos de cisto ósseo simples em pacientes sob tratamento ortodôntico. Os referidos autores discutem, baseados na literatura, a possível relação do tratamento ortodôntico e a etiologia do cisto ósseo simples.

O cisto ósseo simples constitui uma lesão óssea não neoplásica que representa aproximadamente 1% de todos os cistos maxilares, acometendo as regiões de corpo e sínfise de mandíbula com maior freqüência. Sua etiologia e patogênese ainda não são bem conhecidas, mas acredita-se em uma origem traumática, que levaria à hemorragia intra-óssea e conseqüente liquefação do coágulo, levando ao desenvolvimento do cisto.

Nos casos apresentados, discute-se se há relação do trauma associado ao tratamento ortodôntico com o surgimento do cisto ósseo simples, ou se representa apenas um achado radiográfico. Em um dos relatos descritos, a lesão surgiu em vigência do tratamento ortodôntico, sugerindo que o trauma resultante da movimentação dentária mecanicamente induzida poderia ter provocado a ruptura de pequenos vasos sangüíneos e o conseqüente desenvolvimento do cisto. Porém os autores abordam alguns pontos importantes, como:

1. 1 . O rígido controle radiográfico no tratamento ortodôntico possibilita a descoberta ocasional de lesões intra-ósseas, levando a um aumento da freqüência do diagnóstico de certas doenças.

2A 2. A segunda década de vida, onde há maior prevalência deste cisto, também representa a faixa etária de maior procura pelo tratamento ortodôntico.

Conclusão dos autores

Apesar das freqüentes publicações sobre relatos de caso e modalidades de tratamento, a escassez de pesquisas científicas que melhor investiguem a etiopatogênese do cisto ósseo simples impede que qualquer afirmação conclusiva possa ser feita sobre a efetiva participação do trauma ortodôntico no desenvolvimento desta lesão.

LINK:http://www.scielo.br/pdf/dpress/v13n2/a15v13n2.pdf