ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Coluna Ortotecnologia - A Ortodontia e as mídias sociais



Este mês foi publicado mais um artigo da coluna Ortotecnologia da Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia. Tivemos a grande satisfação de contar com a inestimável participação do Colega e Amigo George Bueno. Também Autor do Blog Bueno Ortodontia. Elemento fundamental na elaboração deste artigo que também contou com a colaboração do Prof. Dr. Jonas Capelli Júnior. Tema inédito na Literatura Ortodôntica Brasileira e de grande importância para os colegas que precisam contar com estas ferramentas no seu dia-a-dia profissional.






Link do Blog Bueno Ortodontia:


Link da Revista SPO:


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ortodontia e endocardite infecciosa




Neste artigo de 1999, publicado pelo British Journal of Orthodontics, pelos autores M. KHURANA, M.ORTH., M. V. MARTIN, F.R.C.PATH; do Department of Clinical Dental Sciences, University of Liverpool, Liverpool, Reino Unido. Mostra a relação do tratamento Ortodontico com a Encardite Bacteriana.

A Endocardite infecciosa associada ao tratamento ortodontico é uma ocorrência rara. Infelizmente, muitos profissionais da ortodontia não tratam os pacientes potencialmente em risco de desenvolver endocardite devido à falta de orientações práticas e medo de precipitar a infecção. Além disso, muitos pacientes que se submetem ao tratamento ortodôntico, recebem prescrições de forma inadequada de cobertura antibiótica para procedimentos que têm um risco mínimo de bacteriémica.

Neste trabalho a literatura que liga o tratamento ortodôntico e endocardite infecciosa é examinada. São feitas recomendações para a gestão adequada dos pacientes em risco de endocardite infecciosa por procedimentos ortodônticos.

A endocardite infecciosa é uma complicação rara, mas muito grave em pacientes que se submetem ao tratamento odontológico. Um pré-requisito necessário para o desenvolvimento da endocardite infecciosa é uma bacteriemia, que pode se desenvolver como um resultado do tratamento odontológico. Pacientes com as condições que predispõem ao desenvolvimento da endocardite infecciosa precisam ser identificados e dado antibiótico profilático durante o tratamento odontológico conhecidos por gerar uma bacteriemia. A maioria dos tipos de tratamentos odontológicos, que são conhecidos por causar bacteriémias, foram investigados e orientações para a prevenção de endocardite infecciosa foram publicados.

A ligação entre ortodontia e endocardite infecciosa não foi totalmente definida (Gaidry et al., 1985; Hobson e Clark, 1995). Hobson e Clark (1995), em uma pesquisa com 1038 ortodontistas, encontraram apenas oito casos de endocardite infecciosa diagnosticados durante ou imediatamente após o tratamento ortodôntico que envolvia aparelhos fixos e removíveis. A escassez de casos relatados pode refletir o fato de que muitos tratamentos ortodônticos, pouco tem sido feito em pacientes suscetíveis à endocardite infecciosa. Na verdade, o inverso É verdade, a ortodontia é amplamente praticada em pacientes suscetíveis para endocardite infecciosa, tanto na Europa como nos E.U.A. Seria necessariamente que, uma vez que exista uma escassez de casos, o risco entre endocardite infecciosa e ortodontia deve ser muito pequena. No entanto, é ainda claro que os procedimentos clínicos em ortodontia poderia resultar no desenvolvimento de endocardite.

Tem sido postulado que a colocação de bandas ortodonticas pode resultar em uma bacteriemia. McLaughlin et al. (1996) foram capazes de detectar bacteriémias em 10 por cento de amostras de sangue colhidas durante a colocação da banda. Um outro estudo não detectou microrganismos na corrente sangüínea durante o bandagem (Degling 1972). Esta aparente contradição, as taxas de detecção pode ser um resultado de dificuldades de técnicas de detecção de bacteremia. Poderia também (e mais provável) ser devido ao fato de que nem sempre a bandagem produz bacteriémias detectáveis que podem causar endocardite infecciosa.

O paciente acha que a profilaxia as vezes é interpretada no sentido do antibiótico profilático. No entanto, ele também deve estar preocupado com o manutenção de uma boa higiene bucal e prevenção da ooença oral. Má higiene oral resulta em acúmulo de placa bacteriana e um consequente aumento quantitativo de placa bacteriana. A inflamação gengival posterior e sangramento espontâneo causado por capilares quebrados, conduzirá a transição bacteriémias. Assim, a colocação de aparelhos ortodônticos e inflamação gengival em tal situação irá resultar em um aumento nos episódios bacteriémica.

Um método eficaz para reduzir o nível de bacteremia é usar uma solução bucal de 0,2 por cento (w / v) solução de clorexidina (Stirrups et al., 1981; Mcfarlane et al., 1984). Repetidas aplicações de clorexidina não foi encontrado por resultar em mudanças na sensibilidade a este desinfetante (Schiott 1976; Millns et al., 1994). Este medicamento foi utilizado em casos distintos de pacientes que receberam a longo prazo antibióticos em cepas resistentes de estreptococos orais, a maioria das bactérias comuns identificadas na endocardite bacteriana, tendem a estar presentes na boca (Longman et al., 1992).

O fator mais importante na avaliação de pacientes em risco de endocardite infecciosa é o historico médico do paciente. Os pacientes podem ser divididos em três tipos de altura, risco moderado ou insignificante. Os pacientes de alto risco pode que eventualmente se submetar a um tratamento ortodôntico, mas o cardiologista do paciente deve ser consultado para avaliar o risco antes do tratamento. Se, após consulta com o médico do paciente, o risco de endocardite infecciosa é considerado alto, então o tratamento não deve ser realizada. Pacientes com risco moderado de endocardite pode receber tratamento ortodôntico e precisarão cobertura antibiótica para procedimentos que causam bacteremia. Pacientes com risco insignificante pode ser tratado sem antibiótico profilático, mas, novamente, a condição do paciente deve ser confirmada com o médico antes de no início do tratamento. Muitos pacientres em potenciais para a ortodôntia podem ter uma história de um sopro no coração. Isto exige um inquérito e esclarecimentos sobre se o sopro é inocente, antes de empreender qualquer tratamento ortodôntico.

A ausência de casos relatados na literatura, sugere que endocardite infecciosa associada ao tratamento ortodôntico é extremamente rara. No entanto, as orientações são necessariamente com base na evidência científica disponível, mas infelizmente, essas provas são escassas.

1. Os pacientes podem ser divididos em alto, moderado e insignificante risco de endocardite infecciosa com base nem sua condição médica.

2. Pacientes com uma predisposição alta para a endocardite infecciosa só devem ser tratados após consulta seu médico responsável.

3. Os doentes em risco "médio" podem ser tratados, mas com antibióticos profilátcos, que devem ser considerado apenas para os procedimentos que causam bacteriémias.

4. Na opinião dos autores, com base na disposição de provas, os pacientes com um «baixo risco» de endocardite infecciosa podem ser facilmente tratados, geralmente sem antibiótico profilático. Todos os pacientes devem usar 0,2 por cento w / v clorexidina antes de cada manutenção.

5. Certos procedimentos são conhecidos por serem associados a bacteriémias, estes incluem colocação de banda, a remoção de bandas, e exposição cirúrgica dos dentes. Tais procedimentos requerem profilaxia com antibióticos em pacientes de risco.

6. Comprimidos de clindamicina devem ser engolidos com um copo de água para evitar a irritação do esôfago.

7. Crianças menores de 10 anos de idade, metade da dose adulta amoxicilina ou clindamicina é recomendado e as crianças menores de 5 anos um quarto da dose do adulto. Para crianças com menos de 10, 20 mg de vancomicina deve ser utilizada e 2 mg de gentamicina. Crianças menores de 14 anos de idade deve ser dado 6 mg / kg de teicoplanina mais 2 mg / kg de gentamicina.

8. Para aqueles pacientes de baixo risco a amoxicilina pode ser administrado duas vezes em 1 mês, pois é improvável que a proliferação de cepas clinicamente resistentes a amoxicilina significativa irá ocorrer após uma dose de 3 g de amoxicilina. A terceira dose de amoxicilina, no entanto, não deve ser administrado após um intervalo de 1 mês.


Link do artigo na integra via Journal of Orthodontics:

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

ENXERTO ÓSSEO ALVEOLAR SECUNDÁRIO EM PACIENTES PORTADORES DE FISSURAS LÁBIO-PALATAIS: UM PROTOCOLO DE TRATAMENTO







Neste artigo de 2006, publicado pela Revita da Faculdade de Odontologia de Lins, pelos autores DANILO IBRAHIM; EDUARDO FRANCISCO DE SOUZA FACO; JOSÉ HENRIQUE GOMES DOS SANTOS FILHO; do Setor de Cirurgia Ortognática do Hospital de Reabilitação de Anomalias Cranifaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP) Bauru - São Paulo. Mostra a importância e  aplicabilidade do enxerto ósseo da crista ilíaca e casos de fissuras labio-palatais.

Para que ocorra a completa reabilitação do paciente portador de fissura lábio palatal, é necessária a intervenção de uma equipe multidisciplinar constituída basicamente de cirurgiões plásticos, dentistas e fonoaudiólogos. Nos primeiros anos de vida, o paciente é submetido às cirurgias primárias de lábio (queiloplastia) e palato (palatoplastia), para que ocorra melhora dos aspectos funcionais, estéticos e psicológicos.

Em épocas em que a utilização do enxerto ósseo na região da fissura não era empregada, o tratamento ortodôntico era  limitado e o uso de próteses em pacientes jovens tornava-se a solução final. Os segmentos maxilares permaneciam instáveis, principalmente a pré-maxila em casos de fissuras bilaterais, e o suporte ósseo insuficiente na base alar trazia dificuldades para a correção de assimetrias da asa do nariz.

 O enxerto ósseo surgiu como uma solução de excelência para preencher uma lacuna no processo reabilitador. De acordo com a época em que é realizado, divide-se em enxerto ósseo primário, secundário e secundário tardio ou terciário. O primário é realizado precocemente nos primeiros anos de vida, trazendo, a nosso ver, grandes desvantagens ao paciente, sendo a principal delas o comprometimento do crescimento maxilar.  O enxerto ósseo alveolar secundário (EOAS) é realizado antes da irrupção do canino permanente e o secundário tardio, ou terciário, após essa irrupção. O secundário apresenta resultados superiores ao terciário por proporcionar melhores condições periodontais aos dentes adjacentes à fissura.

A incorporação do enxerto ósseo ao osso circundante foi avaliada por meio de diferentes metodologias. Boyne e Sands,5 em estudo realizado com seis macacos Rhesus jovens, utilizaram exames histológicos e verificaram trabeculado ósseo normal na área enxertada. Jhonson comprovou, após seis meses, por avaliação radiográfica, a integração óssea satisfatória em 80% de seus casos.

O EOAS realizado anteriormente à irrupção do canino permanente proporciona suporte ósseo para seu irrompimento espontâneo por meio do enxerto e, quando isto não ocorre, permite seu tracionamento ortodôntico (Silva Filho et al.). Muitos autores relatam que o enxerto facilita a irrupção dos dentes próximos à fissura, proporcionando, conseqüentemente, melhor posicionamento dentário, movimentos ortodônticos menores e mais seguros  e condições periodontais mais favoráveis.

Após 40 dias a três meses da cirurgia, é liberada a movimentação ortodôntica nos dentes adjacentes à fissura, dando-se a confirmação da perfeita incorporação óssea por meio de radiografias periapicais e oclusais da maxila durante o pósoperatório. Para se conseguir maior precisão no diagnóstico pós-operatório e auxílio ao exame clínico, são usadas tomografias computadorizadas, principalmente para analisar a presença óssea em espessura, ou seja, no sentido vestíbulo-palatino.

Os pacientes portadores de fissura lábiopalatal requerem um tratamento complexo e multidisciplinar desde a infância até a idade adulta.

O enxerto ósseo alveolar secundário, fazendo parte de um protocolo de tratamento, contribui sobremaneira no processo de reabilitação dos pacientes, pois permite o preenchimento do defeito ósseo residual causado pela fissura, favorecendo a erupção dentária nessa região, bem como um tratamento ortodôntico mais propício.


Link do artigo na integra via Unimep:

http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/revfol16_2art02.pdf

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Resistência a carga imediata em Mini implantes Ortodonticos com superfície tratada








Neste artigo a ser publicado em 2010, pela Angle Orthodontist, pelos autores Sung-Seo Mo; Seong-Hun Kim; Yoon-Ah Kook; Do-Min Jeong; Kyu-Rhim Chung; Gerald Nelson; da Division of Orthodontics, Department of Dentistry, The Catholic University of Korea, St. Mary’s Hospital, Seoul, Corea do Sul e da Division of Orthodontics, Department of Orofacial Science, The University of California, San Francisco, California. Mostra um importante estudo da resistencia de mini implantes com superfícies tratadas, algo novo sobre esta novo tipo abordagem no tratamento Ortodontico Contemporânea.


Com o objetivo de avaliar a hipótese de que não há nenhuma diferença na estabilidade e resistência à forças ortodônticas imediatamente aplicadas aos mini implantes com superfícies usinadas com areia e outroc tratados com ácido (SAE) com mesmo tamanho e forma.


Dois tipos de mini-implantes foram utilizados na tíbia de 44 coelhos, alguns tinham uma superfície SAE e alguns tinham superfícies usinadas. Uma carga Ortodontica de 150 g foi aplicada imediatamente após a colocação. As taxas de sucesso e os valores de remoção de torque máximo (RTVs) dos 412 mini-implantes foram registrados e comparados imediatamente após a colocação, 3 dias depois colocação, e 1, 6 e 10 semanas após a colocação. Os dados dos RTV foram analisados utilizando múltiplos de regressão para avaliar as diferenças em relação ao tratamento de superfície, a carga, e os períodos de carregamento. Comparações múltiplas usando o método de Scheffe foram realizados para avaliar os RTVs para os períodos subseqüentes de carregamento.


Treze mini-implantes falharam durante o período experimental. Os do grupo SAE tiveram maior RTV que o grupo usinado, e não houve diferença significativa na RTVs em conformidade com os periodos de carga Carga. No entanto, não houve diferença significativa entre RTV na carga e sem carga os mini-implantes.


A hipótese foi suportada. Ambos os Mini implantes: SAE e usinados podem receber cargas imediatamente e suas taxas de sucesso nas experiências foram semelhantes. As remoções com torque máxim (RTVs) foram maiores para os Mini implantes SAE do que para os mini-implantes usinados. O último achado sugere que, para carga imediata, Os mini implantes SAE podem promover a retenção mais estável do que miniimplants usinadas.



Link do artigo a integra via Angle Ortodontist:


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Credenciamento Invisalign - Academia da Ortodontia Contemporanea



Hoje Credenciamento do Sistema Invisalign, com o Prof. Dr. Maurício Casa para os Alunos e Especialistas da Academia da Ortodontia Contemporânea.





domingo, 19 de janeiro de 2014

Pensamento da Semana



"O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã."

Leonardo da Vinci

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Efeito do laser de baixa intensidade na expansão rápida da maxila





Neste artigo de 2008, publicado pela Revista Ortodontia SPO; pelos autores Fernanda Cepera; Fernanda Angelieri; Silvana Bommarito; Danilo Furquim Siqueira; do Programa de Pós-Graduação em Odontologia (Mestrado) - Área de concentração em Ortodontia - Umesp - São Paulo; Relata os efeitos e as vantagens do laser na expansao rapida da maxila, por meio de revisao da literatura, resultando em informacoes de grande interesse ao ortodontista.
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O termo laser, procedente da lingua inglesa, e o acronimo de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation (Amplificacao da Luz por Emissao Estimulada de Radiacao). E uma forma de energia que se transforma em energia luminosa, visivel ou nao, dependendo da materia que produz este tipo de radiacao. O laser é uma radiacao que se encontra no espectro de luz que varia do infravermelho ao ultravioleta, passando pelo espectro visivel. Esta radiacao e eletromagnetica, nao ionizante, com caracteristicas bastante distintas de uma luz fluorescente ou de uma lampada comum. Sao justamente essas condicoes especiais, tais como monocromaticidade, coerencia e unidirrecionalidade, que faz esse tipo de luz ter propriedades terapeuticas importantes.
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Os lasers sao divididos em dois grupos, de acordo com a potencia de emissao da radiacao: laser de alta intensidade ou Hilt (High-Intensity Laser Treatment), os quais emitem radiacao de alta potencia, o que propicia um potencial destrutivo normalmente utilizado em cirurgias, com funcao de cortar, coagular e vaporizar os tecidos; laser nao-cirurgico ou Lilt (Low-Intensity Laser Treatment), os quais emitem radiacao de baixa potencia, sem potencial destrutivo e promovem a bioestimulacao sobre os processos moleculares e bioquimicos, que normalmente ocorrem nos tecidos, alem de possuirem acao de analgesia e antiinflamatoria. Os principais lasers de baixa intensidade sao constituidos por um meio ativo gasoso (He-Ne) e semicondutor (Diodo – AsGa; AsGaAl).


De um modo geral, o Lilt tem uma serie de indicacoes, podendo ser usado isoladamente ou como coadjuvante de outros tratamentos, uma vez que estimula a microcirculacao, devido a um aumento da circulacao periferica, o que promove a bioestimulacao das celulas, melhorando a capacidade de regeneracao tecidual. Entretanto, observa-se que na Ortodontia, apesar de inumeras possibilidades de emprego do laser, este ainda nao e utilizado com tanta frequencia. Baseando-se nos processos de remodelacao ossea e tambem nas propriedades do laser, fica entao comprovada a necessidade de mais estudos nessa area para melhor definicao do protocolo de utilizacao deste dispositivo na ERM.


A energia luminosa do laser e depositada nos tecidos produzindo efeitos que estimulam a liberacao de substancias como histamina, serotonina e bradicinina. Alem disso, ativa a producao de acido araquidonico e transforma as prostaglandinas em prostaciclinas. A bioestimulacao aumenta a quantidade de ATP, acelera as mitoses, atua no reequilibrio do potencial de membrana, melhora a reparacao tecidual, estimula a reparacao ossea, equilibra a producao de fibroblastos, com normalizacao no deposito de fibras colagenas e elasticas no tecido em reparacao, aumenta a circulacao, melhorando a acao antiinflamatoria e a cicatrizacao dos tecidos.


Alguns autores avaliaram o efeito do Lilt na reparacao do tecido osseo, com resultados favoraveis na regeneracao ossea. Com o intuito de avaliar a regeneracao ossea com a utilizacao do laser de baixa intensidade, alguns autores avaliaram 60 ratos, que foram submetidos a uma fratura da tibia e irradiados com laser de baixa intensidade HeNe, com comprimento de onda de 632 nm, em uma potencia de 4 mW, aplicado em um unico ponto, de dois em dois dias, em uma densidade de 2,4 J/cm². Os autores concluiram que o laser aumenta a velocidade de formacao ossea, a vascularizacao e a densidade ossea, quando comparados ao grupo nao irradiado, mostrando-se entao com atraso na cronologia de reparo. Corroborando com estes resultados, outros autores afirmaram que a qualidade do osso neoformado em ratos e sua resistencia a tracao foi significante maior no grupo irradiado em relacao ao nao irradiado, no qual o tecido osseo apresentou-se mais volumoso, porem, mais fraco, apresentando fibrocartilagem e menos tecido ossificado, indicando que o laser pode ter efeito significativo na regeneracao ossea, principalmente quando utilizado no periodo inicial de cicatrizacao, seguindo um protocolo de aplicacao diaria por 14 dias, com potencia de 35 mW, com comprimento de onda de 632,8 nm por 30 minutos no local da fratura.


Sabe-se ainda que a recidiva consiste em um dos problemas mais comuns quando da realizacao da ERM. E no periodo de contencao pos-expansao que ocorre a neoformacao ossea e a remodelacao da sutura, devendo assim ser respeitado para evitar possiveis recidivas. Diferentes pesquisas tem mostrado que o laser de baixa intensidade pode tanto acelerar a regeneracao ossea da sutura palatina mediana, durante a ERM, quanto melhorar a qualidade do osso neoformado, alem de reduzir a sintomatologia dolorosa.



Conclusão


Em geral, todos os autores concordam que tanto o ortodontista quanto o paciente podem ser beneficiados com as vantagens que o laser pode adicionar no que diz respeito a neoformacao ossea apos a ERM. Porem, para a obtencao de resultados favoraveis, deve-se respeitar os principios e propriedades fisicas do laser, alem das caracteristicas biologicas do tecido a ser irradiado. Sendo assim, mais estudos devem ser realizados na area, para comprovar a eficacia do laser nos processos de expansao rapida da maxila e verificar com detalhes suas indicacoes e possiveis contra-indicacoes.



Link do artigo na Integra via Ortodontia SPO:


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Avaliação do uso de modelos de estudo digitais em programas de pós-graduação em Ortodontia nos Estados Unidos e Canadá


Neste artigo de 2014, publicado pela Angle orthodontist, pelos autores Shruti Shastry; Jae Hyun Park; do Orthodontic Program, Arizona School of Dentistry & Oral Health, AT Still University, Mesa, Ariz e da School of Dentistry, Kyung Hee University, Seoul, South Korea. Mostra um estudo estatístico realizado em diversos cursos de formação no qual avaliou o uso de modelos ortodonticos digitais nos programas de pós graduação dos EUA e Canadá.

O estudo foi realizado com o objetivo de investigar a dimensão, a experiência e as tendências associadas com o uso do modelo digital. Bem como as vantagens de usar um determinado tipo de modelo de estudo (digital ou gesso) nos programas de pós-graduação em Ortodontia nos Estados Unidos e Canadá.

Um levantamento eletrônico constituído por 14 perguntas foi enviado para 72 diretores de programas ou presidentes dos programas de pós-graduação ortodônticos credenciados nos Estados Unidos e Canadá.

Cinqüenta e um responderam com uma taxa de resposta de 71%. Sessenta e cinco por cento das escolas usam modelos de estudo em gesso em comparação com 35% que usam modelos digitais. As vantagens mais comuns de modelos em gesso foram uma sensação tridimensional e a capacidade que têm de serem montados sobre um articulador. As vantagens mais comuns de modelos digitais foram a facilidade de armazenamento e recuperação, e exposição aos residentes(Alunos) da nova tecnologia. Cerca de um terço dos usuários do modelo de gesso informaram que eles queriam mudar para modelos digitais no futuro, 12% planejam fazê-lo no prazo de 1 ano.

Os autores concluíram que com base no estudo realizado, 35% dos programas de pós-graduação em ortodontia credenciados nos Estados Unidos e no Canadá estão utilizando modelos de estudo digitais na maioria dos casos tratados em seus programas, e a tendência é para o aumento da utilização do modelo digital no futuro.

Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist, (Angle Orthod. 2014;84:62–67.):

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Aprenda a ler artigos!



Muitos são os artigos disponíveis para leitura na net. Prova disso é a grande procura do Ortodontia Contemporânea. Blog que seleciona, comenta e cataloga artigos por área.

E se a demanda aumenta, a produção tem que correr atrás.

Hoje são mais de 700 artigos neste site e muito mais soltos pela web, no Brasil e em muitos outros países. Com alguma freqüência, utilizamos técnicas para acessar conteúdos de outros países que não são visualizados com facilidade para poder disponibilizar neste site (sempre de forma legal e citando com destaque a fonte, autores e instituições das quais participam)

Mas, com tantos artigos assim, você consegue filtrar o que tem mesmo relevância e os que foram feito com certo descaso, apenas para cumprir as obrigações de curso? Consegue fazer uma análise crítica do que está lendo? Consegue entender o porquê de um artigo não ser aceito para publicação ? Talvez não seja política.

Este trabalho publicado na Arquivos em Odontologia, Belo Horizonte, em 2004, traz um passo-a-passo de como realizar uma análise crítica de um artigo. Muito bom !

Parabenizo os autores, Aline Nascimento Crato, Letícia Ferreira Vidal, Patrícia Andrade Bernardino, Humberto de Campos Ribeiro Júnior, Patrícia Maria Pereira de Araújo Zarzar, Saul Martins de Paiva e Isabela Almeida Pordeus do Departamento de Odontopediatria e Ortodontia da FO-UFMG, pelo belo trabalho .

Palavra dos autores:

Atualmente, muitos periódicos científicos são publicados; porém, nem todas as informações contidas nestes são confiáveis. Faz-se necessário, então, que os profissionais de saúde adquiram o hábito de realizar uma leitura crítica da literatura científica para que possam julgar a validade dos trabalhos publicados. Neste contexto, o objetivo desse estudo foi auxiliar os leitores a identificar e selecionar artigos com valor científico e ainda analisá-los criticamente. Para esse fim, os requisitos necessários para realização de uma análise crítica da literatura científica foram analisados.


Para o trabalho completo clique no link abaixo.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Tenham todos um feliz Natal



Mesmo que não acredite na essência do Natal, aproveite que todos ficam mais generosos, e também o seja. Sinta a paz, repense suas ações enquanto respira profundamente olhando o sol se pôr... Que esse sentimento permaneça no seu coração. 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Precisão da tomografia Cone Beam CT derivadas de imagens 3D








Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores April A. Brown; William C. Scarfe; James P. Scheetz; Anibal M. Silveira; Allan G. Farman; da University of Louisville School of Dentistry, Louisville, Ky; Mostra um estudo realizado com a tomografia Cone Bean, uma nova fronteira da ortodontia contemporânea.


Este estudo foi realizado com o intuito de comparar in vitro a confiabilidade e precisão das medidas lineares entre pontos cefalométricos com feixes de tomografias volumetricas cone bean computadorizada 3D (CBCT) com imagens de projeção variando com base em medições diretas em crânios humanos.
Dezesseis medidas de dimensões lineares entre 24 pontos anatômicos marcados em 19 crânios humanos foram diretamente medidos. Os crânios foram examindos com CBCT (i-CAT, Imaging Sciences Internacional, Hatfield, Pa), em três configurações: (a) 153 projeções, (b) 306 projeções, e (c) 612 projeções. O erro médio absoluto e modalidade média das medidas lineares entre pontos cefalometricos foram comparados com o uso repetido de medidas do modelo linear geral.


Não houve diferença na média de erros absolutos entre as definições de digitalização e foram encontradas em quase todas as medições. A média de erro absoluto de pontos de referências marcados no foi menor do que as distâncias entre os pontos de referência desmarcados.


As medições com CBCT foram consistentes entre as seqüências e digitalizações diretas para medições entre ponos marcados de referência. Reduzir o número de projeções para a reconstrução 3D não levou à redução da precisão dimensional e potencialmente proporcionou exposição reduzido do paciente às radiações. Porque o marcações fiduciais sobre os cranios não foram rádio-opaca, as imprecisões encontradas na medição pode ser devido aos métodos aplicados e não a inata imprecisões na CBCT scan e das reconstruções ou de software 3D empregados.




Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

5 anos de Ortodontia Contemporânea


Hoje completamos 05 anos de existência. Desde a nossa 1ª postagem no dia 09 de dezembro de 2008. A nossa família aumentou, com a chegada dos amigos Lucineide Lima, Cecilia Seixas e Adson Pires. Muito Trabalho e muita "semente" plantada. Somos movidos por um único combustível, a ORTODONTIA. Apesar de algumas criticas, parte de todo processo.... Seguimos sempre em frente !

O nosso grande "Honorário" é o reconhecimento e palavras motivadoras daqueles que nos acompanham ao longo desta trajetória. Ser unanimidade não é o nosso objetivo, mas compartilhar aquilo que nos move dia após dia, sempre será !

Aos nossos Alunos e nossos Professores, Muito Obrigado!!! Saibam que vocês são parte importante deste nosso projeto. Que começou com resumos de artigos e postagens diárias no BLOG Ortodontia Contemporânea. E hoje tomou esta proporção. Aos amigos e colegas um forte abraço e a certeza de te-los sempre ao nosso lado. Aos nossos Familiares toda nossa reverencia, pela paciência e incentivo principalmente nos momentos mais difíceis....

Conseguimos ao longo deste tempo ter mais de 1.750.000 visualizações no Blog. Na FanPage do FacebooK 14.500 "Curtidas", no Twitter mais de 2.400 seguidores. Recebemos visitas de 4.674 cidades em 155 Países de todos os 5 continentes do nosso planeta.  E com certeza  podemos com isso fazer muitos amigos ....


Esperamos ter o gás para comemorarmos mais 5, 10 .... E podem ter certeza que contamos com cada um de vocês !

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Coluna OrtoTecnologia - Terapia BioCriativa – Ortodontia acelerada



Saiu este mês mais um artigo da Coluna OrtoTecnologia, mostrando mais uma vertente da Terapia BioCriativa.  A Ortodontia Acelerada, que vem sendo desenvolvida e estudada pelos Professores Drs. Kyu-Rhim Chung e Seong-Hun Kim da Kyung Hee University, em Seul Coreia do Sul. Que para nossa satisfação, mais uma vez participaram da elaboração do artigo e cederam um caso clinico de um tratamento em adulto portador de Biprotrusão. Tratada com 04 exodontias de pré molares e finalizada em 11 meses de tratamento ativo.


É um protocolo que permite o movimento dos segmentos dentários em um tempo menor, utilizando a corticomia e uma força ortopédica com ancoragem intraóssea. A força aplicada após a corticomia é mais pesada do que a força ortodôntica típica, uma vez que o objetivo é movimentar, por meio da compressão osteogênica, um bloco de osso que foi circunscrito, por compressão osteogênica, ao invés de mover os dentes através do osso.


Para nós mais um grande prazer poder contar com a paciência e cooperação de colegas de outros centros de formação. E também da colega e aluna Dra. Vanessa Dias, pela trabalho que desenvolveu neste ano. 

Fechamos 2013, com a sensação de dever cumprido, a missão dado  pelo Editor Chefe da Revista Prof. Dr. Flavio Cotrim, que seria compartilhar as novas tendências e vertentes que a Ortodontia vem ganhando nos diversos centros de pesquisa, sempre respaldados pela literatura e evidencias cientificas exitentes ... 

Mais uma vez, registramos nossos agradecimentos a  todos os membros do corpo editorial da Revista SPO, pelo privilegio de poder estar fazendo este trabalho !

Autores do Artigo


Maiores Informações:

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

4 Anos do Blog Ortodontia Contemporânea


No dia 09/12/2013,  iremos completar 04 anos que fizemos a primeira postagem no Blog Ortodontia Contemporânea, muito trabalho aliado a muita alegria. Falar que foi fácil não seria uma verdade, mas podemos afirmar que está sendo prazeroso. A dois anos conseguimos materializar o sonho de ter os nossos cursos presenciais em ambiente físico. 

Começamos com o que julgávamos mais importante para a maioria dos colegas e amigos que visitavam o BLOG diariamente. Fundamos a Academia da Ortodontia Contemporânea. A qual conseguimos convidar Professores e Autores de  Livros, Artigos e Trabalhos que mais admirávamos nas diversas áreas da Ortodontia.












O projeto vingou e estamos entrando no 3º Ano, sempre renovando os temas e assuntos, com o objetivo principal de que o especialista inscrito no Curso Avançado incorpore de forma instantânea os conhecimentos adquiridos na sua rotina clinica. Agregando desta forma, valor e eficiência aos seus protocolos clínicos.

Alunos do Curso Avançado para Especialistas (10 Estados do Brasil)

Somado a isso, começamos nossa trajetória nos cursos de formação do futuro Especialista em Ortodontia. Sempre procurando formar o colega respeitando a todos os conceitos clássicos e introduzindo os elementos contemporâneos. No INSTITUTO LUMIER onde a Academia da Ortodontia Contemporânea iniciou sua primeira turma de Especialização e no IAPPEM em Salvador - Bahia.






Uma grande satisfação poder multiplicar conhecimento não só na esfera virtual, agora lado a lado com o profissional. Nossos agradecimentos sempre aos Colegas, Alunos e Amigos Professores qua fazem parte da equipe da Ortodontia Contemporânea.