ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Posição e estabilidade dos incisivos inferiores após expansão rápida da maxila

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Posição e estabilidade dos incisivos inferiores após expansão rápida da maxila







Neste artigo de 2009, publicado pela Revista Gaúcha Odontologia, pelos autores Cláudia Louise Vigatti COELHO, Paulo Roberto Aranha NOUER, Darcy Flávio NOUER, Ivana Uglik GARBUI; do Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic, Campinas e da Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia. Piracicaba - São Paulo. Avalia cefalometricamente a posição e estabilidade dos incisivos inferiores logo após a expansão rápida da maxila e após um período de cinco meses de contenção.

A expansão rápida da maxila emprega forças pesadas, com a finalidade de produzir máximo efeito esquelético com mínima movimentação dentária. A separação da sutura palatina mediana impulsiona inferiormente a maxila e dentes de ancoragem. Este fenômeno provoca a rotação mandibular póstero-inferior, com aumento da altura facial inferior.
O procedimento de expansão rápida da maxila, com a utilização de expansores bandados, ocasiona rotação inferior e posterior da mandíbula, aumentando a inclinação do plano mandibular devido às inclinações dentoalveolares, deslocamento inferior do plano palatino e extrusao dos dentes postero-superiores. O expansor maxilar encapsulado tem demonstrado promover pouca inclinação de dentes posteriores durante a expansão, devido ao rígido arcabouço do aparelho colado aos dentes posteriores.

Um estudo com trinta pacientes apresentando mordida cruzada posterior na dentadura mista avaliou os efeitos esqueléticos e dentários de três métodos de expansão. O grupo que recebeu expansão rápida da maxila com Hyrax mostrou resultados esqueléticos e dentários significantes nos planos transversal, sagital e vertical, verificados em telerradiografias em norma lateral, ântero-posterior e modelos de gesso.

O expansor rápido de maxila encapsulado promove maior controle da dimensão vertical da face, quando comparado com o expansor Hyrax, não provocando rotação do plano palatino e possibilitando intrusão dos primeiros molares permanentes superiores. Entretanto, o expansor encapsulado ocasiona rotação do plano mandibular no sentido horário. Os expansores levam à compressão do ligamento periodontal, inclinação lateral dos processos palatinos, vestibularização dos dentes de ancoragem e abertura da sutura palatina mediana. Alterações na largura maxilar, na distância intermolar superior e inferior, na distância entre os ápices dos incisivos centrais superiores e na largura internasal podem ser observadas.

O aumento na dimensão vertical da face, com aparelho Hyrax, pode ser reduzido ou mesmo anulado com a utilização do expansor colado. Inclinações dentárias não apresentam diferenças significativas. Assim, torna-se fundamental o estudo das alterações esqueléticas e dentárias durante a expansão rápida da maxila e o comportamento destas estruturas, após um período de contenção, avaliando o comportamento dos incisivos inferiores com relação a sua base óssea.

Os autores deste trabalho concluiram que, a expansão rápida da maxila, utilizando-se expansor encapsulado ou Hyrax, não provocou alteração significativa das grandezas /1.NB, /1-NB, /1-Linha I, IMPA, antes, após expansão rápida da maxila e após contenção. Entretanto, observou-se diferença na posição dos incisivos inferiores, com vestibularização destes, após expansão rápida da maxila nos grupos 1 e 2 (Hyrax e expansor colado), demonstrado pelo aumento nos valores das medidas incisais, apesar de estas mudanças não terem sido estatisticamente significativas. Houve um retorno à posição inicial dos incisivos inferiores após contenção e remoção dos aparelhos.


Link do artigo na integra via Revista RGO, depois é clicar em PDF:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Participe !