ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Universidade de Nova Iorque





Dr. Jerry Clark e Wendel Shibasaki








Nesta semana o amigo Wendel Shibasaki encontra-se no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova Iorque (NYU). Onde um grupo de Brasileiros coordenados pelo Prof. Dr. Celestino Nobrega passa  por um processo de aperfeiçoamento profissional com renomados professores de Ortodontia dos Estados Unidos da America. Um orgulho para nos do Ortodontia Contemporânea. Aguardem novidades, fotografias e informações adquiridas lá pelo Dr. Wendel Shibasaki. 


Professores do Curso:

. Prof. Dr. Mladen KUFTINEC (New York University)
. Prof. Dr. Jerry R. CLARK (University North Carolina)
. Prof. Dr. Martin EPSTEIN (New York University)


Um resumo do ultimo e-mail que o Wendel enviou:

Há 60 universidades de Ortodontia nos EUA, mas a NYU forma 8% dos dentistas americanos. Fundada em 1865 é a primeira e maior. Tem 1289 alunos e 368 funcionários.Tem a filosofia straight wire de 3ª geração como eles chamam.

Chamam a 1ª do Andrews, a 2ª do Rhoth e a 3ª geração é a atualmente utilizada aqui na NYU e difundida pelo Dr. Marty. Uma fusão de tecnologia atualizada  e biologia ortodoxa.

Aguradem mais noticias em breve ...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

OrtoPodCast - Episódio 16. Lançamentos em voz natural. Por Wendel Shibasaki e Marlos Loiola


O OrtoPodCast também está renovado! Com cara nova, integrada com os demais canais do grupo, está no ar com seu episódio 16!

Neste episódio, gravamos em voz natural para explicar os novos projetos do grupo Ortodontia Contemporânea e a origem de todos os projetos.

Não deixem de comentar !


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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ortodontia Contemporânea: de cara nova e com novo projeto


Após 03 anos divulgando informação e promovendo educação continuada através da internet, o Ortodontia Contemporânea está de cara nova. Como você vê, nossa página ganhou novas cores e uma nova marca. Mudanças que pontuam a ampliação, profissionalização e aprofundamento do nosso projeto, que em breve estará lançando sua grande novidade: um Curso Avançado de Ortodontia Contemporânea.

O Curso Avançado será voltado para especialistas de todo o país e está sendo montado com todo cuidado, a fim de proporcionar conhecimento altamente qualificado aos participantes. Nele, teremos aulas presenciais e contaremos com grandes professores do Brasil. O cronograma é de 01 ano, com início em março de 2012 e aulas a cada 02 meses. Todo o curso será gerido pela Academia da Ortodontia Contemporânea, o novo braço acadêmico do nosso projeto.

Em breve traremos mais informações sobre o Curso Avançado e sobre a abertura de inscrições.

Veja abaixo o filme que mostra um pouco da abrangência que alcançamos e apresenta a nova marca do Ortodontia Contemporânea.



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Influência da degradação térmica ou química sobre a força de atrito de um fio de NiTi experimental revestido


Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Ana Maria Bezerra Bandeira; Marcia Pereira Alves dos Santos; Gino Pulitini; Carlos Nelson Elias; Marysilva Ferreira da Costa; do Program of Metallurgical and Materials Engineering, COPPE, Federal University of Rio de Janeiro, da Community Dentistry Program, Faculty of Dentistry, Fluminense Federal University, Niteroi; do Department of Orthodontics, Sarandi University, FAISA, Parana ́; do Materials Science Department, Military Engineer- ing Institute, Rio de Janeiro - Brazil; Mostra um estudo realizado com arcos de fios Niti com revestimento em que analisa a possibilidade de degradação em meios ácidos ou com alterações térmicas.

Este estudo foi realizado com o intuito de avaliar a força de atrito de deslizamento em sistemas compostos por arcos de NiTi revestido, submetidos a ciclos térmicos e revestidos de NiTi submetidos a imersão em solução de ácida, e compará-los com fios de NiTi e poliméricos. A hipótese nula é que não haverá diferença entre os fios como a força de atrito.

As amostras de NiTi (n 5 05), revestido de NiTi (n 5 15), e OPTIS (n 5 05) 0,016 polegadas de diâmetro e 50 mm de comprimento, em conjunto com ligaduras Metafasix e saliva em braquetes InVu, foram submetidos ao teste de atrito. Entre as 15 amostras revestidas NiTi, 5 foram submetidos a termociclagem por 3000 ciclos, os outros cinco dentes foram imersos em solução ácida por 30 dias. Os resultados foram analisados estatisticamente em P. 0,05 ou P. .01. Análise microscópica foi realizada nos fios revestidos NiTi antes e após termociclagem e imersão em solução ácida.

A média (desvio-padrão 6) da força de atrito máxima do NiTi, NiTi revestido, foi OPTIS 105,20 6 (2,63); 99,65 6 (0,64); 59,76 6 (4,93) (P 5 0,000), respectivamente. Não houve diferença significativa no NiTi, NiTi revestido, e NiTi revestido imersos em ácido (P.. 05). Entre os Fios NiTi revestidos que passaram por ciclos térmicos ou imersos em ácido houve menor força de atrito nos submetidos a ciclagem térmica (5 P 0,001). O NiTi revestido e OPTIS apresentou uma superfície homogênea, enquanto que os fios de NiTi apresentaram uma superfície heterogênea. As fraturas foram observadas nos fios revestidos NiTi submetidos à ciclagem térmica.

Conclusão dos Autores

O OPTIS, o NiTi revestido em ciclagem termica, o NiTi revestido, o NiTi, o NiTi revestido e imerso em ácido apresentaram, respectivamente, aumentando os valores de força máximas de atrito.


Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontist:


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

FIOS ORTODÔNTICOS, PROPRIEDADES MECÂNICAS E SUAS APLICAÇÕES CLÍNICAS




Nesta monografia de 2001, apresentada na Faculdade de Odontologia da Universidade São Francisco; pela autor GENÉSIO APARECIDO ROSANI; para obtenção do Título de ESPECIALISTA em Ortodontia pela Universidade Sao Franciscom em Bragança Paulista - São Paulo. Faz um grande apanhado sobre os fios Ortodonticos, tipos de liga e suas devidas aplicações.

O ortodontista utiliza no seu dia-a-dia clínico, em noventa porcento dos casos, metais, mais propriamente dito, ligas metálicas. Mas usar não basta, para se praticar uma Ortodontia de excelência é necessário conhecer as propriedades mecânicas (física) e químicas dos fios, para assim poder otimizar seu uso, a localização anatômica em que se aplicará a força e, por fim, os princípios biomecânicos utilizados (Langlade, 1993).

Entender as propriedades mecânica e química dos fios, promove um aumento de nossas habilidades em virtude das propriedades inerentes a estas novas ligas, é possível desenvolver forças leves e constantes, ideais para a movimentação. O uso destes fios, quando largas deflexões são requeridas no alinhamento e nivelamento dentário do tratamento ortodôntico, é mais indicado (Burstone, 1996).

Dizer que a civilização dos povos marcha paralela com o conhecimento e uso dos metais é uma verdade (Almeida et al., 1996). A palavra metal vem do grego métallon, que significa "procurar".
A história indica que o cobre foi o primeiro metal de que se serviu o homem para fabricar as armas e os instrumentos, isso por volta de 6000 a.C., pois até esse momento estes eram fabricados em pedra. Por volta de 3600 a.C., por acaso, o homem descobriu a primeira liga metálica, quando minérios de cobre e estanho foram aquecidos ao mesmo tempo resultando o bronze, o homem vivia a idade do bronze (Esperidião & Nóbrega, 2001).

Os povos mais antigos conheciam o uso odontológico dos metais, tanto que na época dos Fenícios 2500 a.C. usava-se substituir os dentes que haviam sido extraídos por traumas ou causas patológicas com aparatos protéticos que eram confeccionados por meio dos metais, no caso o ouro (Ring, 1998).

Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, foram aparecendo os demais metais, até o século XIX, período em que a metalurgia se converteu em uma verdadeira ciência, com o uso dos metais nos tratamentos médicos e dentários. No caso do aço, ferro ligeiramente misturado com até 2,0% em peso de carbono, é interessante observar que o mesmo já era conhecido desde alguns séculos antes do nascimento de Cristo, quando o ferro contido em meteoritos aparecia misturado nas rochas (Chianca & Portella, 1994). Mas foram precisos mais de 2000 anos para ser atingida a sua era, iniciada há pouco mais de uma centena de anos. Como vimos, semelhante aconteceu com o ferro que sendo conhecido e trabalhado desde as primeiras dinastias egípcias, só foi produzido em larga escala três milênios depois pelos hititas.

Há controvérsias na literatura sobre o período correto do surgimento das ligas de níquel-titânio. Almeida et al. (1996) citam que foram criadas por volta de 1970, inicialmente na URSS no período da Guerra-Fria, para serem usadas em naves espaciais, mas foi nos USA que, pela primeira vez, foram usadas na confecção de arcos ortodônticos. Já Burstone (1994), diz que o Nitinol foi desenvolvido por Willian F. Buehler no início dos anos 60, sendo que esta liga original tinha 55% de níquel e 45% de titânio.

Proffit (1986) diz que na década de 70 o Nitinol (Unitek Corp) foi desenvolvido para o programa espacial (Ni, níquel; Ti, titânio; NOL, Naval Ordinance Laboratory). Nesta mesma época surgiu o Beta titânio (titânio molibdênio). Em 1985 foram vendidas as ligas de NiTi superelásticas japonesas pela Ormco e GAC (Proffit, 1986). A ciência busca agora incorporar novos materiais às ligas, à procura daquele que será chamado "fio ideal".

As propriedades mecânicas e aplicações clínicas dos fios de aço inoxidável, fios de cromo-cobalto, níquel-titânio, beta-titânio e fios trançados, foram descritas por Kapila & Sachdeva, em 1989, a fim de dar ao ortodontista o conhecimento necessário para a aplicação de fios ortodônticos apropriados para determinadas situações clínicas. As propriedades mecânicas destes fios são obtidas por testes de tensão, curvatura e torção. Apesar das características determinadas por estes testes não refletirem necessariamente o comportamento dos fios em condições clínicas, as mesmas nos fornecem uma base para realizar comparações entre os fios. As características desejáveis para um fio ortodôntico são: boa capacidade de memória, baixa dureza, boa formabilidade, alta energia acumulada, biocompatibilidade, baixa fricção e capacidade de aceitar soldas de auxiliares.

Os fios de aço inoxidável são populares desde sua introdução na Ortodontia em virtude de sua formabilidade, biocompatibilidade, dureza, resiliência e baixo custo. Fios de cromo-cobalto podem ser manipulados em um estado e depois serem submetidos a tratamento térmico. Depois de submetidos a tratamento térmico, temos um fio com propriedades semelhantes as do aço inoxidável. Fios de Nitinol têm uma boa memória e baixa dureza, no entanto, tem má formabilidade e má aceitação à solda. Fios de beta-titânio fornecem uma combinação de memória apropriada, dureza média, boa formabilidade e aceita solda de auxiliares. Fios trançados têm uma alta capacidade de memória e baixa dureza, quando comparados aos fios de aço inoxidável.

Devido ao largo espectro das propriedades dos fios ortodônticos, o seu uso pode ser mais bem direcionado para seleção de um tipo de fio adequado para uma situação clínica específica. Assim, a progressão do tratamento pode envolver o aumento na rigidez do aparelho, mudando-se a liga sem aumentar o calibre do fio. Este conceito é chamado módulo variável em Ortodontia, e difere do diâmetro variável em Ortodontia, usado até então, onde o aumento da rigidez do fio era conseguido durante o tratamento, aumentando-se a espessura do fio. As vantagens desse conceito incluem melhor controle na folga entre o fio e o braquete, uso de fios retangulares nos primeiros estágios do tratamento, orientação dos fios como desejado e trocas freqüentes dos mesmos.

As interações entre diâmetro do fio e tipo de liga, sobre a força de fricção braquete-fio, para ambos os canais de encaixe e todas as larguras do braquete foram estatisticamente significantes. Isto implica que, para a seleção do fio apropriado, durante as fases do tratamento que envolve o deslocamento dentário ao longo do fio, é importante considerar tanto o diâmetro como o tipo de liga do fio ortodôntico.

Burstone, em 1997, testou a soldagem em fios beta-titânio (TMA) e percebeu que o fio não ficou debilitado. Além de ser muito útil no tratamento ortodôntico, tem uma carga/deflexão melhor que a do aço inoxidável, quase o dobro. Os estudos mostraram que a solda, corretamente executada, não produz aumento significante em tamanho de grãos ou na carga, garantindo a alta versatilidade da liga.

Ao examinarem as propriedades mecânicas dos fios NiTi japonês, produzidos pela Companhia Elétrica Furukawa Ltda., Miura et al., em 1986, comparando-as com fios de aço de Co-Cr-Ni, fios de aço inoxidável e os fios NiTi trabalhando a frio (Nitinol-Unitek Corp.), através de testes de tração e curvatura, avaliaram, também, a influência do tratamento térmico especial nestes fios. Utilizaram para o teste de curvatura o método de curvatura em três pontos, o qual simula a pressão do fio aos dentes na cavidade bucal.

Pelo teste de tração, o fio NiTi japonês apresentou propriedades superelásticas, indicada graficamente pela deformação linear na mesma quantidade de tensão. De modo diferente, os fios Co-Cr-Ni, aço inoxidável e Nitinol mostraram um relacionamento entre tensão e deformação proporcionais.

Foi publicado recentemente que ligas de níquel-titânio japonesas possuem propriedades positivas quando usadas na clínica ortodôntica. Quando um arco é submetido a uma carga para criar deflexão do fio, a carga permanece constante em razão da presença da superelasticidade. Também, independente da quantidade de deflexão, uma deformação permanente não ocorre em virtude de sua ótima propriedade de memória. Outros estudos demonstraram que usando um processo controlado de tratamento térmico é possível curvar o arco e mudar sua capacidade de superelasticidade a um nível desejado sem perder propriedades mecânicas.

Miura et al., em 1990, determinaram que o tratamento térmico pode favorecer e simplificar o tratamento ortodôntico, uma vez que o novo fio NiTi retangular superelástico (Neo Sentalloy-GAC Int.) poderia ser utilizado na fase inicial do tratamento produzindo forças extremamente leves. Desta forma, proporcionaria um controle tridimensional do movimento dentário, ou seja, permitiria o controle do torque e ao mesmo tempo o nivelamento horizontal e vertical com o mesmo arco.

Os autores explicaram que o nível de força do fio NiTi superelástico poderia ser afetado por muitos fatores, dentre eles as condições do tratamento térmico, o método de processamento e, o mais importante, a proporção dos elementos constituintes da liga, pois obtiveram uma diminuição considerável no nível de força com a redução do índice atômico do níquel. Mencionaram, também, que o tratamento térmico, além de permitir o controle do nível de força, controlava também a memória de forma. Desenvolveram uma técnica para confeccionar um arco individualizado pré-cirúrgico, que poderia ser usado desde o início do tratamento até o período de contenção pós-cirúrgico.

Kusy & Greenberg, em 1982, compararam a força, a elasticidade e a dureza de duas ligas de titânio como configuração de dois arcos. De quatro beta-titânio e oito níquel-titânio, avaliados segundo o tamanho disponível, todos os arcos removidos foram avaliados tanto em dobradura quanto em torção. Os resultados mostraram que a rigidez das duas composições de liga sobrepõem, substancialmente, com exceção daqueles fios de extremo maior e menor rigidez, quer dizer, o 0,016’’ e 0,018’’ níquel-titânio, os 0,017’’ por 0,025’’ e 0,019’’, incluindo o arco de 0,025’’ beta-titânio, respectivamente. A conclusão é de que a variação-secção transversal X módulo de elasticidade, ilustrada dentro do contexto de um quadro de dureza dos fios, se equivale aos fios de aço convencionais.

Três métodos de esterilização de calor aprovados foram usados: calor seco, vapor de formaldeído, álcool, e autoclave a vapor. Foram obtidos módulos elásticos em 3 segmentos que foram dobrados. Um laser de varredura de superfície de fios foi usado para descobrir alterações de superfície e se elas foram causadas por mancha, corrosão ou bolhas. As propriedades elásticas eram determinadas com 7 minutos de duração. Dentro dos métodos de esterilização presente, nenhuma mudança prejudicial foi observada para as propriedades mecânicas selecionadas ou a topografia de superfície. Quando foram comparados os valores dos dois produtos, Nitinol era menos complacente, mas mais forte que Titanal. O aparelho de laser mostrou que o Titanal possuiu, pelo menos, três vezes mais refletividade de espectro que Nitinol.

CONCLUSÕES DO AUTOR

Neste trabalho, foram consideradas várias possibilidades no uso de muitas ligas metálicas na Ortodontia atual e passada.

Muitos autores se preocuparam em avaliá-las dentro de suas propriedades, argumentando vantagens e desvantagens.

Outros fizeram a comparação de uma liga determinada versus outra completamente diferente para chegarem a suas conclusões.

Foram também considerados os meios de avaliação, dando novo alento para que realmente se entenda e se faça o melhor uso dessas ligas.

Mas, ficou óbvio que, estamos longe de conseguirmos um consenso entre os estudiosos e clínicos; por ser a Ortodontia uma especialidade que agrega a Biologia às Ciências Exatas.

Link do artigo na integra via site da Morelli:

domingo, 6 de novembro de 2011

Pensamento da Semana





"O único homem que está isento de erros, é aquele que não arrisca acertar !"


Albert Einstein




Albert Einstein - Wikipedia, the free encyclopedia

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Principais alterações sistêmicas relacionadas com a movimentação dentária induzida



Neste artigo de 2007, publicado pela Revista Gaúcha de Odontologia, pelos autores Carla Maria Melleiro GIMENEZ, Leila MURAD, Bruna Ramos MEIRELES, Flávia de Moraes ARANTES, José Luiz Cintra JUNQUEIRA, Eduardo César Almada SANTOS; da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia, Araçatuba - São Paulo; Discorre sobre a interferência das condições metabólicas e fatores sistêmicos no processo de movimentação dentária induzida pelo tratamento ortodôntico.

O maior acesso da população ao tratamento ortodôntico e a necessidade de correções dento-esqueléticas em pacientes com alterações sistêmicas exigem novos conhecimentos acerca dos efeitos destas nos tecidos dentário e ósseos envolvidos na movimentação dentária induzida, a qual tem sido objeto de vários estudos com o intuito de conhecer seus mecanismos e as interferências que podem alterá-los.

No movimento dentário ortodôntico aplicam-se pressão e/ou tensão em condições apropriadas e controladas, promovendo alterações dinâmicas quanto ao aumento da espessura das fibras gengivais livres. A compreensão inicial é compensada pela reabsorção óssea alveolar interna, enquanto que o estiramento do ligamento é balanceado pela deposição óssea. O ligamento periodontal transmite a pressão ou tensão e, por tal motivo, é essencial para a movimentação dentária.

É difícil a obtenção de material para pesquisa em seres humanos. Portanto, muitos trabalhos sobre este assunto são realizados em animais e, uma vez observados que estes possuem uma reação tecidual básica praticamente idêntica aos seres humanos, não se faz necessário separar os estudos. Por tratar-se de um processo bastante complexo, que envolve tecidos distintos como osso, fibras colágenas do ligamento periodontal e vasos sanguíneos, a resposta do dente à força ortodôntica será influenciada pelos seguintes fatores: a) magnitude da força aplicada (forças inócuas, leves ou pesadas); b) ritmo de aplicação da força (contínua ou intermitente); c) condições anatômicas (volume radicular, implantação óssea dos elementos dentários, idade do paciente, compleição óssea); d) condições metabólicas (fatores hormonais, fatores nutricionais, fatores vitamínicos).

O tecido ósseo está continuamente promovendo o processo de remodelação. Em conseqüência a glândulas paratireóides produzem o paratormônio (PTH) estimulando a produção de vitamina D3. Esta vitamina, assim gerada estimula tanto a diferenciação do pró-monócitos em monócitos e, estes em osteoclastos, como a síntese e secreção de concentração de prostaglandina E2 (PGE2) pelos monócitos, macrófagos, linfócitos e osteoblastos, elevando a concentração local de prostanóide. O aumento da concentração da prostaglandina E2 (PGE2) ativa os osteoblastos para a produção de um fator solúvel capaz de iniciar o processo de reabsorção óssea pelos osteoclastos.

Vários fatores locais e sistêmicos controlam a formação e a reabsorção óssea. Dentre os sistêmicos, os quais são temas de nossa abordagem, destacam-se hormônios como o do crescimento, o tiroidismo, os glicocorticóides, o paratormônio, a calcitonina e a vitamina D3.

Fatores sistêmicos

É provável que a principal razão para a remodelação seja permitir que os ossos respondam e se adaptem às forças mecânicas quando estas ocorrem como um resultado do exercício físico e durante a aplicação de carga mecânica, como na movimentação dentária ortodôntica. As anormalidades na remodelação óssea ocorrem em algumas das doenças mais comuns que afetam os seres humanos tal como osteoporose, periodontite, artrite, insuficiência renal crônica e osteólise induzida por tumor. Embora estas disfunções sejam comuns, na maioria dos casos, pouco se sabe sobre os mecanismos responsáveis pela disfunção da remodelação óssea que as caracteriza.

Embora não tenha sido encontrada nenhuma informação na literatura pesquisada em relação ao possível efeito da diabete na movimentação ortodôntica induzida, é importante salientar que um dos fatores locais que controlam a reabsorção e aposição óssea é o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF), e, portanto, sugere-se que possivelmente esta condição sistêmica exerça alguma influência, muito embora sejam necessárias pesquisas específicas que investiguem esta hipótese.

Fatores hormonais

O aumento nos níveis de paratormônio, produzido pela paratireóide (hiperparatiroidismo), induz a um aumento do número de osteoclastos com conseqüente estímulo à reabsorção óssea. Já a calcitonina, produzida pela tireóide, inibe a atividade osteoclástica com diminuição da reabsorção óssea.

Da mesma forma, os hormônios sexuais (testosterona ou estrógeno), quando em excesso, têm efeito sobre as alterações no tecido ósseo, sendo em geral estimuladores da formação óssea, e este fator poderia relacionar-se à movimentação dentária induzida. O hormônio estrogênio influencia a remodelação óssea, e este fator poderia relacionar-se à movimentação dentária induzida. O hormônio estrogênio influencia a remodelação óssea, e apesar de seu mecanismo não ser totalmente compreendido, sabe-se que pode agir diretamente sobre os osteoblastos ou indiretamente de forma a regular outros hormônios também importantes neste fenômeno.

Fatores nutricionais

O tratamento ortodôntico envolve um processo contínuo de remodelação óssea relacionado à movimentação dentária nos ossos maxilares, exigindo do organismo um equilíbrio metabólico. Essa homeostase representa um verdadeiro desafio ao organismo, na medida em que o indivíduo em tratamento atravessa períodos específicos de necessidades nutricionais, tais como aqueles durante o crescimento e principalmente na puberdade. A. falta de proteínas na dieta leva à deficiência de aminoácidos, responsáveis na síntese de colágeno presente no tecido ósseo e nas fibras periodontais. É do equilíbrio nutricional que dependem os níveis de cálcio e vitamina D, suprimentos indispensáveis ao processo continuado de remodelação óssea que o tratamento ortodôntico impõe.

Relacionou-se a liberação do hormônio da paratireóide com a regulação de cálcio iônico no fluido extracelular, e que a hipocalcemia é a doença mais importante do raquitismo comum, sendo que durante o diagnóstico, apenas metade dos pacientes apresentam baixos níveis de cálcio. Os estudos concluíram ainda que a deficiência de cálcio na dieta pode conduzir a um quadro de raquitismo e osteomalácia, e que a prevenção destas doenças é fundamental ao metabolismo de cálcio e fósforo. Em 1990, a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) adaptou as recomendações nutricionais à população brasileira através de um trabalho publicado por Vannucchi et al. Segundo esta entidade, o cálcio recomendado a uma criança de sete a dez anos de idade é de 975mg/dia.

Fatores vitamínicos

A vitamina A está intimamente relacionada à distribuição e atividade dos osteoblastos e osteoclastos, influindo no equilíbrio entre aposição e reabsorção óssea.

A vitamina C interfere na síntese do colágeno, podendo levar à diminuição da deposição óssea quando de sua carência.

Por fim, a vitamina D, que promove a absorção de cálcio a nível intestinal, quando deficiente levará aos mesmos resultados que a falta de cálcio?

Da avaliação dos inúmeros fatores que afetam a resposta biológica dos dentes às forcas ortodônticas, deduz-se a complexidade do estudo destas reações. Outro fator é a enorme variação individual frente à mecânica ortodôntica, seja por condições anatômicas e/ou metabólicas, hormonais e nutricionais, como pela dificuldade de quantificar a exata magnitude e ritmo das cargas aplicadas.

O ortodontista que visa o sucesso da terapia deverá basear-se em sólido conhecimento da anatomia e histologia local; respeitar as condições de cada paciente, procurando saber se há alguma patologia de base, deficiência nutricional ou alteração hormonal, e estar alerta aos sinais como dor e mobilidade dentária, sinais estes que apontam para a perda de controle da mecânica ortodôntica. Considerando-se estes aspectos da biomecânica ortodôntica é possível planejar de maneira individualizada cada caso, possibilitando uma adequada resposta sistêmica para a obtenção de bons resultados ortodônticos, e a estabilidade destes em longo prazo.


Link do Artigo na integra via RGO:

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

OrtoPodCast - Episódio 15 Como realizar uma análise crítica de um artigo científico


Olá amigos leitores do Ortodontia Contemporânea!

Decidimos gravar a postagem do dia 20 de outubro em áudio para aqueles que acharam interessante a abordagem, mas ainda não conseguiram ler. Ouçam no trânsito!

Atualmente, muitos periódicos científicos são publicados; porém, nem todas as informações contidas nestes são confiáveis. Faz-se necessário, então, que os profissionais de saúde adquiram o hábito de realizar uma leitura crítica da literatura científica para que possam julgar a validade dos trabalhos publicados. Neste contexto, o objetivo desse estudo foi auxiliar os leitores a identificar e selecionar artigos com valor científico e ainda analisá-los criticamente. Para esse fim, os requisitos necessários para realização de uma análise crítica da literatura científica foram analisados.

Para o trabalho completo clique no link abaixo.


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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Análise do arco maxilar força/sistemas duplos para uma simulação de má oclusão com canino elevado: Parte 2. ligadura elástica




Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Jonathan Fok; Roger W. Toogood; Hisham Badawi; Jason P. Carey; Paul W. Major; Department of Dentistry, University of Alberta, Edmonton, Canada; Faculty of Engineering, University of Alberta, Edmonton, Canada. Mostra um estudo com simulação computadorizada da biomecanica ortodontica com ligaduras elásticas.

Este estudo foi realizado com o intuito de entender melhor a interação mecânica do braquete / fio de por meio da análise de força e distribuição ao longo do arco maxilar por ligadura elástica e comparar estes resultados com ligadura passiva.

Um simulador ortodôntico foi usado para estudar uma má oclusão com canino elevado. Forças e distribuições produzidas pela ligadura elástica e fio redondo foram medidos. Forças e os pares foram referenciados ao centro de resistência de cada dente. Testes foram repetidos por 12 conjuntos de braquetes com 12 fios por conjunto. Os dados foram comparados com os obtidos a partir de testes semelhantes para ligadura passiva.

Propagação dos sistemas de força / par em torno do arco por ligadura elástica foi extensa. A Ligadura elástica produz resistência significativamente maior para deslize, contribuindo para forças superiores  no centro de resistência, do que foram observados por ligadura passiva.

Conclusões dos Autores: 

Os resultados deste estudo sugerem algumas vantagens potenciais da mecânica passiva sobre a ligadura elástica. Na propagação, especialmente limitada em torno do arco a ligadura passiva reduz a ocorrência de força indesejada  em comparação com ligadura elástica. Estas vantagens não pode transferir para uma clínica por causa das condições dos testes, testes adicionais seriam necessários para determinar se essas vantagens podem ser generalizada.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Comparação entre a radiografia de cavum e a cefalométrica de perfil na avaliação da nasofaringe e das adenoides por otorrinolaringologistas



Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Rhita Cristina Cunha Almeida, Flavia Artese, Felipe de Assis Ribeiro Carvalho, Rachel Dias Cunha, Marco Antonio de Oliveira Almeida, do departamento de Ortodontia da UERJ - Rio de Janeiro. Teve o Objetivo de: (a) conhecer quais exames os otorrinolaringologistas solicitam para avaliar o EAN; (b) verificar o conhecimento da cefalométrica por otorrinolaringologistas; (c) comparar a avaliação de otorrinola- ringologistas nas duas técnicas radiográficas para a medição e a visualização do EAN e da adenoide; (d) correlacionar os resultados do método de inspeção visual com os da medição de Schulhof.


A respiração bucal é um problema funcional relativamente comum, uma vez que 85% das crianças sofrem de algum grau de insuficiência nasal, como revelado por testes funcionais, e 20% respiram pela boca. Os fatores que contribuem para o surgimento de uma respiração bucal podem ser de natureza obstrutiva ou decorrer de hábitos deletérios, como a sucção de dedo ou chupeta, podendo causar alterações no curso normal de crescimento e desenvolvimento craniofacial. Dentre os fatores obstrutivos, a adenoide é o mais comumente citado na literatura médica-odontológica. 

O ortodontista tem como exame de rotina, para traçar o plano de tratamento de seu paciente, a radiografia cefalométrica de perfil descrita por Broadbent. Essa radiografia é obtida de maneira padronizada, sendo sempre feita com a mesma posição da cabeça e com a mesma distância do feixe de radiação, assim permitindo que sejam feitas medições e que essas sejam comparadas nos diferentes tempos do tratamento. Muitos autores a consideram um exame simples, prático e de resultados satisfatórios para diagnosticar o tamanho do espaço aéreo nasofaríngeo. Entretanto, a maior parte dos otorrinolaringologistas utiliza a radiografia de cavum para avaliação da nasofaringe, que é uma radiografia em norma lateral do crânio semelhante à radiografia cefalométrica de perfil, porém sem uma padronização tão rígida, e que fornece a imagem necessária para avaliar o tamanho do espaço aéreo nasofaríngeo, mas é inadequada para o planejamento ortodôntico. 


Major et al. concluíram, em uma revisão sistemática sobre a capacidade de diagnosticar hipertrofia adenoideana e obstrução do espaço nasofaringeano através da radiografia cefalométrica, que existe uma boa correlação nos achados do tamanho da adenoide, mas a habilidade de diagnosticar um espaço aéreo nasofaríngeo pequeno já não é tão boa. Explicam esse achado pelo fato de a adenoide ser uma estrutura anatômica mais simples do que a nasofaringe e, assim, perder menos informação quando transformada em imagem bidimensional.

Alguns trabalhos têm sido feitos comparando a radiografia cefalométrica com a endoscopia naso-faringeana. Ianni Filho et al. compararam os dois métodos e concluíram que o exame radiográfico é importante no diagnóstico inicial das obstruções nasofaringeanas, mas que suas informações seriam limitadas; porém a endoscopia, apesar de fornecer mais informações, é um exame de difícil acesso. Já Vilella et al. encontraram resultados bem próximos em relação ao tamanho anteroposterior da nasofaringe nos dois métodos, e sugeriram que, ao avaliar o modo respiratório da criança, deve ser feito não só exame clínico, mas também medidas cefalométricas do espaço nasofaringeano. 


Existem vários métodos descritos para avaliar radiografias da nasofaringe e a interpretação de quando a adenoide está significativamente grande varia de autor para autor. Os métodos mais usados de medir a adenoide na radiografia de cavum são os de: Johannesson, Fujioka et al., Crepeau et al. e Cohen e Konak. Já quando na utilização da radiografia cefalométrica, existem dois métodos de medição descritos na literatura: o método de McNamara e o de Schulhof. 


CONCLUSÕES DOS AUTORES


O presente estudo concluiu que, segundo a amostra utilizada, os otorrinolaringologistas não têm conhecimento da técnica da radiografia cefalométrica e têm como hábito fazer diagnóstico de obstrução do espaço aéreo naso-faríngeo através da radiografia de cavum, sem utilizar nenhum método de medição. 



Quando avaliadas as duas técnicas sem especificar qual era a radiografia cefalométrica e qual era a de cavum, os otorrinolaringologistas escolheram, na maioria dos casos, a técnica cefalométrica lateral.


Quando comparada a avaliação visual com o método de medição de Schulhof, foi visto que havia baixa correlação entre os métodos. 


Link do artigo na integra via Scielo:

domingo, 30 de outubro de 2011

Pensamento da Semana




"Tem sempre presente que a pele se enruga, que o cabelo se torna branco, que os dias se convertem em anos, mas o mais importante mão muda: tua força interior !!!"



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Invisalign®




O Invisalign é produzido pela Align Technology, a pedidos de alguns leitores postei informações retiradas do site da empresa.

Sobre Align Technology, Inc.

Align Technology, Inc., sediada em Santa Clara, California, foi fundada em Março de 1997 para desenvolver uma nova geração de produtos ortodônticos estéticos.

Invisalign, o principal produto da Align, combina a ciência ortodôntica com computação gráfica em 3-D e tecnologia de produção personalizada em massa. O Invisalign tem dois componentes principais: o ClinCheck e os Alinhadores. ClinCheck é a aplicação baseada na Internet que permite que os ortodontistas simulem o tratamento em 3-D através do modelamento dos estágios de movimentação dentária. Desenvolvido como uma alternativa para a terapia ortodôntica convencional de bráquetes, os Alinhadores Invisalign são praticamente indetectáveis, fáceis de usar e confortáveis.

Align já ganhou dois prémios industriais como resultado do desenho e da produçáo de Invisalign - o 2002 Medical Design Excellence Award e o 2001 Stereolithography Excellence Award. A tecnologia por trás do Invisalign é de última geração, mas o conceito científico por trás do uso uma série de aparelhos individualizados removíveis para tratar um caso do começo ao fim não é novo na ortodontia. Em 1945, Dr. Kesling foi o primeiro a descrever o conceito de movimentação dentária utilizando uma série de estágios planejados. Ele percebeu que o trabalho laboratorial seria muito grande e náo pode descrever como por a idéia em prática. O Dr. Kesling, entretanto, pode antever que um dia a tecnologia para tornar este tipo de tratamento possível estaria disponível.

Atualmente, a Align é um dos maiores fabricantes de produtos personalizados em massa do mundo. Mais de 100.000 pacientes iniciaram tratamento com o Invisalign, e mais de cinco milhões de alinhadores únicos foram produzidos

Estudos Clínicos A Align Technology conduziu diversos estudos clínicos privados e em universidades em todo os Estados Unidos antes de lançar Invisalign comercialmente. A Align iniciou novos estudos clínicos para expandir a aplicabilidade e determinar propriedades específicas dos alinhadores. Como resultado deste estudos, a média de aplicabilidade demonstrada por Invisalign expandiu-se significativamente. Abaixo estão alguns exemplos dos estudos em curso. (última atualização 17/09/03)

Estudos em UniversidadesUniversidade do Pacífico - Escola de Odontologia - A Align está trabalhando com a Universidade do Pacífico, para estudar de suaves a severas maloclusões incluindo extracão de pré-molares, mordidas abertas anteriores e rotaçáes severas. Como resultado, foi publicado um artigo na edição de Dezembro de 2001 do "Seminars in Ortodontics" entitulado, "Three-dimensional diagnçãosis and orthodontic treatment of complex malocclusions with the Invisalign appliance."

Universidade da Flórida - Align está trabalhando com a Universidade da Flórida, para conduzir alguns testes clínicos aleatórios para estudar os vários tipos de attachments para extrusáo, rotação e intrução de dentes para serem usados com aparelhos Invisalign. Um objetivo secundário do estudo a obteno de dados descritivos com relação a incidência de efeitos colaterais tais como cáries, inflamação gengival, reabsorção de raiz,e mudanças na articulação têmporo-mandibular, associadas ao uso de aparelhos Invisalign. Um resumo dos efeitos dos aparelhos Invisalign no tecido periodontal foi apresentado no encontro de 2003 da AADR/IADR

Universidade de Washington - Align está trabalhando com a Universidade de Washington para conduzir testes clínicos para estudar a eficácia de diferentes materiais e diferentes tempos de tratamento para Invisalign. Um resumo da frequência de ativação e rigidez dos aparelhos Invisalign foi apresentado no encontro de 2003 da AADR/IAD
Universidade de Ferrara, Itália - Align está conduzindo um levantamento clínico padronizado na Universidade de Ferrara para estudar a eficiência do uso de um material de alinhador, Exceed 40 (EX 40) no tratamento Invisalign e sua prevalência nos casos de acabamento de caso e correção durante tratamento. Dados associados a fatores de risco potencial com o uso de EX40 em relação a higiene oral, sensibilidade dentária, reabsorção radicular e desconforto da articulação têmporo-mandíbular será examinado.

Universidade de Tel Aviv - A Align está conduzindo testes clínicos na Universidade de Tel Aviv para medir mudanças de tensão ao longo do tempo com o uso dos Alinhadores e determinar as forças produzidas por essas tensões, e correlacionar as tensões e forças com os movimentos programados no aparelho.

Estudos em Clínicas Privadas, Estudo combinado de extração de pré-molares - Align está trabalhando com Ortodontistas para conduzir testes clínicos, avaliando o resultado em tratar casos de extração de pré-molares usando Invisalign em combinação com aparelhos

Estudos com Adolescentes - A Align está trabalhando com ortodontistas para conduzir testes clínicos aleatórios, avaliando os resultados de tratamentos de apinhamento Classe I e espaçamento de maloclusão em pacientes adolescentes, entre 12-18 anos usando Invisalign

Estudos de Acabamento de Caso - A Align está trabalhando com alguns ortodontistas para avaliar o uso de materiais mais espessos ao fim do tratamento e o uso de sobrecorreçães automatizadas para a redução de acabamento de casos. Um objetivo secundário desse estudo é para obter dados relativos aos tipos de posicionamento dentários que são requeridos para sobrecorreção e a quantidade de sobrecorreção que é requerida para atingir os resultados mostrados no estágio final do ClinCheck.

Estudo Tratamento virtual vs. Real - A Align está conduzindo um estudo de caso preliminar com a comparação do tratamento virtual Invisalign com os resultados reais do tratamento em cada estágio de alinhador. O objetivo é mensurar diferenças de localização dos dentes no tratamento virtual e real e analizar as movimentaçães ao longo do tratamento.

Estudo de novos attachments - A Align está trabalhando com alguns ortodontistas para a condução de testes clínicos para a avaliação de novos desenhos de attachments para a extrusão de incisivos, caninos e pré-molares, e rotação de caninos e pré-molares.

Perguntas Mais Frequentes

Qual é o custo de Invisalign®?
Como outros tipos de tratamentos ortodônticos, o custo de Invisalign® depende muito da complexidade do caso do paciente. O custo é geralmente mais caro que um aparelho tradicional, entretanto como Invisalign® não dita o que ortodontistas s cobram de seus clientes pelo tratamento, somos incapazes em informar um custo específico.

Invisalign® realmente funciona?

Sim. Tanto em pesquisas clínicas e em experiências ortodônticas pelo país afora, Invisalign® tem comprovado sua eficácia em alinhar ou endireitar dentes.

Para que tipos de caso Invisalign® funciona?

Invisalign® funciona para uma grande variedade de casos e que vem continuamente se expandindo. De fato, 60% dos pacientes podem ser tratados com Invisalign® quase todos, mas os casos mais severos podem ser tratados com uma certa combinação de tratamento por exemplo: aparelhos de metal para uma parte do tratamento e Invisalign® para o restante do tratamento. Além disso, como parte de nossa Pesquisa Clinica estamos testando frequentemente casos severos. Para ver se você é um candidato Invisalign®.

Quanto tempo leva o tratamento Invisalign®?

A média de tempo do tratamento Invisalign® está entre 12-18 meses. No entanto, como com aparelho convencional, o tempo de tratamento irá variar e em casos de data a completar, Invisalign® termina seus casos aproximadamente na mesmo tempo que aparelhos convencionais.

O que é Invisalign®?
Invisalign® é a nova maneira invisível para alinhar dentes sem aparelhos. Invisalign® usa uma série de alinhadores transparentes e removíveis para gradualmente alinhar dentes sem metal ou fios.

Como funciona Invisalign®?

Invisalign® usa tecnologia de imagem 3-D para descrever o plano completo do tratamento desde à posição inicial até a posição final desejada para produzir cada série de alinhadores "customizados". Cada "alinhador" move gradualmente os dentes e será usado por duas semanas que depois será substituído pelo próximo da série até o posição final ser alcançada.

Quais são os principais benefícios de Invisalign®?

Os principais benefícios de Invisalign®:
1.Invisalign® é praticamente invisível - você pode alinhar seus dentes sem ninguém saber.
2.Invisalign® é removível - você pode comer e beber o que quiser durante o tratamento; você também pode fazer sua higiene bucal (escovar, fio dental) normalmente para manter uma boa higiene oral.

3.Invisalign® é comfortável - não há nenhum fio ou suporte de metal para causar irritação a boca. Além disso, sem metal e sem fios, significa que você gasta menos tempo na cadeira de seu ortodontista fazendo ajustes.

Invisalign® permite que você veja o plano virtual de seu próprio tratamento antes de começar - assim você pode ver como seus dentes alinhados serão quando seu tratamento estiver completo.

Do que são feitos os alinhadores?

Os alinhadores são feitos de plástico médico transparente que são praticamente invisíveis quando se está usando.

Qual a aparência dos alinhadores?

Os alinhadores são praticamente invisíveis e semelhantes à placas de clareamento de dentes, mas customizados com um melhor ajuste para mover os dentes. Alguns ortodontistas têm-se referido a eles como "lentes de contato para dentes."

Esta é uma nova maneira de alinhar os dentes?

Por anos, ortodontistas tem usado aplicações removíveis para casos limitados. Hoje, com a aplicação da tecnologia, Invisalign® trata uma escala bem maior de casos e com maior precisão.

Quanto tempo tem a empresa?


Align Technology, Inc., a empresa que produz os alinhadores Invisalign®, foi fundada em 1997.

Quanto tempo tem esta tecnologia?

Em 1945 Dr. H.D. Kesling imaginou que um dia, a tecnologia moderna seria capaz de usar uma série de posicionadores dentais para produzir os tipos de movimentos necessários para um tratamento ortodôntico detalhado. Com Invisalign®, isto se tornou possível, usando uma avançanda tecnologia Invisalign® gera uma série de aplicações customizadas chamadas "alinhadores". Cada um destes alinhadores é usado sequencialmente pelo paciente para produzir movimentos extensivos nos dentes tanto na arcada superior como na inferior.

Quantos pacientes estão sendo tratados com Invisalign®?

Atualmente, os ortodontista Invisalign® estão tratando mais de 60.000 pacientes e este número cresce diariamente.

Os ortodontistas necessitam treinamento especial para usar Invisalign®?


Embora Invisalign® possa ser usado com qualquer filosofia de tratamento, um treinamento específico é necessário. Todos os ortodontistas interessados em tratar pacientes com Invisalign® precisam assistir a um workshop antes de aceitarem casos para serem tratatos com Invisalign através de seus consultórios.

Como Invisalign® efetivamente move os dentes?

Como suportes e fios, os alinhadores Invisalign® movem os dentes através da colocação apropriada de força controlada sobre os dentes. A principal diferença é que Invisalign® não só controla a força, mas também controla o tempo de força da aplicação. Em cada estágio, somente determinados dentes serão permitidos à mover-se e estes movimentos serão determinados pelo plano ortodôntico do tratamento para cada estágio em particular. Isto resulta em um sistema eficiente de força aplicada.

Invisalign® está disponível fora dos Estados Unidos?

A Invisalign® está disponível em vários paises fora dos Estados Unidos, como Canadá, Austrália, México e Brasil. No entanto, existem planos de expandir o mercado Invisalign® em todo o mundo. Por favor continue monitorando as atualizações através de nosso site.
Qual é o custo de Invisalign®?
Como outros tipos de tratamentos ortodônticos, o custo de Invisalign® depende muito da complexidade do caso do paciente. O custo é geralmente mais caro que um aparelho tradicional, entretanto como Invisalign® não dita o que ortodontista cobram de seus clientes pelo tratamento, somos incapazes em fornecer a informação de um custo específico.

Qual é a idade mínima para tratar-se com Invisalign®?

Praticamente todos adolescentes acima de 14 anos estão prontos para tratamento com o Sistema Invisalign. Muitas vezes, tratamos pacientes mais jovens como de 12 anos que já tiveram seus "dentes de leite" substituídos por dentes adultos e já crescidos.

Este procedimento funciona em casos de sobremordida ou sobresaliências? Como?


Sim, Invisalign® pode corrigir casos pequenos a moderados de sobremordida. Os alinhadores criam uma força nos dentes frontais causando com que eles alinhem-se para dentro, assim corrigindo a sobremordida.

Houve casos em que o paciente foi tratado de um caso um pouco mais severo de apinhamento?


Atualmente estamos testando casos severos como parte de nossa pesquisa com a Universidade de Washington, Universidade do Pacífico, Universidade da Flórida, bem como através de várias experiências privadas em todo o país.
Existem condições dentais que automaticamente excluem você de ser um paciente qualificado?

Sim, algumas condições dentais podem restringir você de ser um paciente qualificado - para maiores informações, por favor consulte seu ortodontista.
As coroas são um problema no tratamento Invisalign®?

Não, coroas não são usualmente um problema no tratamento Invisalign®. Entretanto, algumas vezes pequenos componentes chamados "anexos" são colados sobre os dentes para ajudar a alcançar alguns movimentos. Nestes casos, a localização de coroas devem ser cuidadosamente avaliadas pelo ortodontista. Para descobrir se coroas irão impactar desfavoravelmente seu tratamento ortodôntico, consulte um ortodontista certificado Invisalign®.

A ATM (Articulação Têmporomandibular) afetará o tratamento Invisalign®?


A ATM refere-se a Articulação Têmporomandibular, ou dente maxilar. Indivíduos podem ter alguns problemas com o dente maxilar que podem agravar-se com o uso de aplicações ou tratamentos como o Sistema Invisalign®. Para descobrir se seu problema ATM irá impactar desfavoravelmente no tratamento ortodôntico, consulte um ortodontista certificado Invisalign®.
Invisalign® pode fechar espaços entre os dentes?

Sim. Espaços entre dentes são geralmente fáceis para fechar com o Sistema Invisalign®. Entretanto, o tamanho e a localização dos espaços irão ajudar a determinar se você é ou não um candidato Invisalign®.

Devido as pontes firmarem um elo entre dois, três ou mais dentes juntos, elas podem oferecer uma resistência significativa para o movimento do dente. Seu ortodontista será capaz de determinar se as pontes serão um problema no seu tratamento.

O tratamento será dolorido?
A maioria das pessoas sentem temporariamente, um pequeno desconforto por alguns dias no começo de cada novo estágio do tratamento. Isto é normal e tipicamente descrito como uma sensação de pressão, isto é um sinal de que os alinhadores Invisalign® estão funcionando e sequencialmente movendo seus dentes para seu destino final. Este desconforto geralmente desaparece após alguns dias, depois que você inseriu o novo alinhador da série.

Usando os alinhadores Invisalign® afetará minha fala?

Como todos tratamentos ortodônticos, os alinhadores talvez afetarão temporariamente a fala de algumas pessoas e você talvez tenha um leve balbucio ao falar por um ou dois dias. No entanto, como sua língua irá acostumar-se ao uso de alinhadores em sua boca, qualquer balbucio ou pequeno impedimento de fala causado pelos alinhadores deverão desaparecer.

Existem restrições quanto ao que posso comer durante o tratamento?

Não. Diferente dos ortodônticos tradicionais, você poderá usualmente comer o que quiser durante o tratamento, porque você irá remover seus alinhadores para comer e beber. Assim, não há necessidade de restringir seu consumo de qualquer que seja sua comida favorita e lanches, exceto se for instruído por seu ortodontista . Também, é importante que você escove seus dentes depois de cada refeição e antes de recolocar seus alinhadores para manter uma boa higiene.

Fumar irá manchar os alinhadores?


Nós desencorajamos fumar durante o uso de alinhadores, porque é possível que os alinhadores fiquem descoloridos ou manchados.

Posso mascar goma quando estiver usando os alinhadores?


Não, a goma irá grudar nos alinhadores. Nós recomendamos que remova seus alinhadores para todas as refeições e lanches.

Qual é a melhor maneira de limpar meus alinhadores?


A melhor maneira de limpar seus alinhadores é por escovar e enxaguá-los em água morna.

Os pacientes podem usar alinhadores para clarear os dentes, quando a movimentação dos dentes estiver ocorrendo?

Até onde sabemos, alguns pacientes estão usando alinhadores para fazer clareamento, mas a Align Technology, Inc. não examinou a compatibilidade dos produtos clareadores atuais com nossos alinhadores, nem tem demonstrado eficácia em estudos clínicos. A Align recomenda que você consulte seu ortodontista para mais informações sobre clareamento de dentes.

Com qual frequência deve ver meu ortodontista?


Seu ortodontista irá agendar consultas regulares - geralmente uma vez a cada quatro semanas. Esta é a única maneira de seu Ortodontista assegurar-se de que o tratamento está progredindo conforme planejado.

O que acontece depois do tratamento, para prevenir que meus dentes movam-se novamente?


Isto depende do resultado do tratamento. Alguns pacientes precisam usar um posicionador, ou um retentor convencional, outros pacientes talvez precisem de um retentor plástico transparente, semelhante aos que Invisalign® produz. Discuta estas possibilidades com o ortodontista com quem você está tratando, cada paciente é diferente e os resultados variam.


Link do Site da empresa: