ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quinta-feira, 10 de março de 2011

Isolite Systems - Iluminação intrabucal

Muitas vezes somos forçados a assumir posições não ergonômicas para possibilitar uma iluminação mais adequada no campo de trabalho. Aos colegas que realizam tratamentos com a ortodontia lingual, imagino, isso deve ser ainda mais frequente.

Daí uma solução complementar para a melhor visualização do campo: Iluminação acoplada no sugador.

Veja o que o fabricante fala sobre o produto e acesse o site indicado abaixo para assistir um filme de demonstração.






Maior visibilidade. Pela iluminação da cavidade oral do paciente de dentro da boca, Isolite proporciona uma iluminação original, sem sombras com benefícios para o Dentista e para o paciente. Isolamento rápido e confiável. Isolite é o único dispositivo dental que proporciona a retração contínua, proteção e aspiração. procedimentos mais rápidos.



Dentistas, auxiliares odontológicos e higienistas, usando Isolite, estão reduzindo os tempos de processo por 20-50%, fazendo com que toda a prática torne-se mais produtiva.

Melhor ergonomia.

Que tipos de procedimentos são adequados para Isolite? Isolite é adequado para quase todos os procedimentos odontológicos, onde o isolamento rápido, fiável e uma melhor iluminação são necessários.

Pela iluminação da cavidade oral do paciente de dentro da boca, Isolite proporciona uma iluminação única sem sombras que é incomparável. Ao contrário de iluminação convencional emanadas, a luz do bocal Isolite não pode ser bloqueada pela cabeça dos profissionais ou das mãos. Iluminação limpa e brilhante reduz a fadiga ocular para o praticante e permite melhor visibilidade do campo de trabalho.


Tensão associada com os refletores odontológicos ou o movimento da luz em cima dos olhos dos pacientes são muito reduzidos ou eliminados.

Como isolamento é melhorada com Isolite? O bocal flexível de forma mais eficaz e confortável substitui dispositivos de isolamento.

Aspiração e controle de umidade oral são tão completa que os testes demonstraram que o isolamento é realizado através de Isolite mais seco do que um dique de borracha.

É o Isolite desconfortável para o paciente?

Não. Quando o tamanho correto, os pacientes experimentam um maior conforto. Dá-lhes um lugar para descansar sua mandíbula e eles já não se preocupam em machucar sua língua ou bochecha. Eles relaxam.


Existem diferentes tamanhos de bocal Isolite? Sim. Está disponível em quatro tamanhos : Adulto Small, Medium Adulto, Adulto Grande, e Pediátrica. Todas as boquilhas são fabricados de soft flexível Isoflex ™, um elastômero termoplástico não-látex.

Para um olhar virtual em Isolite em acção, ver o vídeo "Introdução à Isolite" no site do fabricante:

quarta-feira, 9 de março de 2011

Corrosão de fios ortodonticos níquel-titânio por ions inplantados por soluções de fluoretadas presentes em enxaguatórios bucais


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Materials Journal; pelos autores Masahiro IIJIMA, Toshihiro YUASA, Kazuhiko ENDO, Takeshi MUGURUMA, Hiroki OHNO e Itaru MIZOGUCHI; da Division of Biomaterials and Bioengineering, Department of Oral Rehabilitation, School of Dentistry, Health Sciences University of Hokkaido e da Division of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Department of Oral Growth and Development, School of Dentistry, Health Sciences University of Hokkaido, Kanazawa, Hokkaido - Japão. Mostra um estudo realizado em fios Ortodonticos em imersão no enxaguatório bucal fluoretado em saliva artificial.

Este estudo investigou as propriedades da corrosão por íon implantados no fio de níquel-titânio (Neo Sentalloy Ionguard) em saliva artificial em soluções de fluoreto em enxaguatórios bucais (Butler F bochecho, Ora-Bliss). E íons não implantados em fios de níquel-titânio (Neo Sentalloy) foram utilizados como controle.

O comportamento de corrosão anódica foi analisado pela medida de polarização. As superfícies das espécimes (Fios) foram examinados em MEV. Os perfis de profundidade elementares foram caracterizados por XPS. O fio Neo Sentalloy Ion posto em saliva artificial e no Enxagüatório Fluoretado (500 ppm) tiveram uma menor densidade de corrente do que Neo Sentalloy. Além do potencial de degradação, do Ion NeoSentalloy em Ora-Bliss (900 ppm) foi muito maior do que a de Neo Sentalloy embora ambos os fios possuiram potencial de corrosão similares de Ora-Bliss (450 e 900 ppm).


CONCLUSÕES

Nas condições deste estudo, as seguintes conclusões foram tiradas:

1. As propriedades de corrosão do fio ortodontico níquel-titânio são influenciados pela implantação de íons de nitrogênio.

2. Neo Sentalloy Ion (nitrogênio implantados no fio de níquel-titânio) apresentaram maior resistência à corrosão em saliva artificial e solução de flúor neutra de enxaguaorios bucais de Neo Sentalloy.

3. Neo Sentalloy Ion apresentaram baixa susceptibilidade a corrosão localizada.

Link do artigo na integra via JSDMD:

terça-feira, 8 de março de 2011

08 de Março - Dia Internacional das Mulheres


“Só pode ser chamado e considerado homem aquele que aprendeu a respeitar as mulheres.”

Luis Alves

segunda-feira, 7 de março de 2011

Projeto Homem Virtual






O Projeto Homem Virtual consiste no desenvolvimento de imagens tridimensionais das estruturas do corpo humano, utilizando recursos da computação gráfica, aliado a projetos de diversas áreas.

Isto porque as imagens dinâmicas que reproduzem os componentes do nosso organismo, desde moléculas a músculos, apresentam o conhecimento científico de maneira objetiva, simples e rápida. Permitindo não só a compreensão da anatomia e fisiologia, mas também a demonstração de: patologias, ações dos medicamentos e das técnicas de procedimentos cirúrgicos.

Cada projeto é desenvolvido por uma equipe de profissionais das áreas de digital design, comunicação, tecnologia, além de médicos e demais profissionais de saúde.

Estas características tornam o Homem Virtual uma moderna ferramenta educacional. Os vídeos funcionam como objetos de aprendizagem, ou seja, conjuntos reutilizáveis de informações que podem ser empregados em diferentes contextos. São ilhas de conhecimento, aplicáveis a públicos-alvo distintos, dentro de estratégias pedagógicas que visam objetivos específicos.

O Homem Virtual foi criado em 2003 pelos professores doutores: György Miklós Böhm e Chao Lung Wen, da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, que buscavam um novo método para transmitir conhecimentos sobre saúde.

E neste belo projeto a Odontologa está inserida, já existem dois videos: um sobre a estrutura dos dentes e outro bem interessante sobre a Articulação Temporo Mandibular ( ATM ). Vale apena conferir !

Link do site:


Estrutura dos dentes e Articulação Temporo Mandibular ( ATM ):


Folder explicativo em PDF:

domingo, 6 de março de 2011

Pensamento da semana



"Quando você precisa tomar uma decisão e não toma, está decidindo a não fazer nada."

Willian James

sábado, 5 de março de 2011

Anquilose intencional dos caninos decíduos como reforço de ancoragem para a tração reversa da maxila. Estudo cefalométrico prospectivo.






Neste artigo de 2006, publicado na revista Dental Press, pelos Autores Omar Gabriel da Silva Filho, Terumi Okada Ozawa, Celeste Hiromi Okada, Helena Yuko Okada, Luciana Dahmen; do HRAC - Profis - Bauru - São Paulo. Mostram uma forma interessante de se realizar a tração reversa da maxila.

Desde a divulgação da máscara facial por Delaire, o emprego da tração reversa da maxila como forma de tratamento da má oclusão de Classe III é quase convenção, tamanha a freqüência com que é usada e publicada na literatura. A pretensão primeira de tal abordagem é ortopédica e consiste em estimular o crescimento sutural da face média para corrigir a discrepância sagital com o avanço da maxila. A comprovação de sua possibilidade vem dos estudos com animais. Os efeitos provocados pela máscara facial em macacos demonstram avanço da maxila com abertura e remodelação das suturas circumaxilares. Isto implica em estiramento das fibras do tecido conjuntivo, remodelação das suturas e neoformação óssea. Os modelos fotoelásticos e biomecânicos tornam compreensíveis os efeitos mecânicos imediatos induzidos pela tração reversa da maxila.

A circunstância da tração reversa da maxila ser ancorada no arco dentário superior, portanto, longe do centro de resistência da maxila, compromete os propósitos da Ortopedia de avanço maxilar e justifica o grau variável, mas importante, de compensação dentária. Para potencializar a ancoragem, a expansão rápida da maxila usando o aparelho expansor fixo com parafuso tem sido usada associada à tração reversa da maxila, com o intuito de: 1) romper a sutura palatina mediana durante o acionamento do parafuso expansor, imediatamente antes da tração reversa; 2) unir dentes e base óssea numa unidade, sobretudo quando o aparelho é dento-muco-suportado e 3) estabelecer pontos de inserção intrabucais para a ação ortopédica sagital; tudo isso visa potencializar o efeito ortopédico durante a tração reversa da maxila. O efeito ortopédico induzido pela tração reversa da maxila é mais significativo quando a expansão rápida da maxila antecede o uso da máscara facial, com conseqüente redução da compensação dentária.

A anquilose intencional de caninos decíduos tem sido usada com o propósito de potencializar os efeitos ortopédicos e reduzir os efeitos ortodônticos da tração reversa da maxila.

O tratamento ortopédico precoce da Classe III associada ao Padrão III é, sem dúvida, bastante complexo, pensando-se em termos de estabilidade, pelo fato do resultado em longo prazo não refletir necessariamente o resultado imediato. O prognóstico difere da Classe II com Padrão II, onde os efeitos ortodônticos e ortopédicos conseguidos com a ancoragem extrabucal mostram uma certa estabilidade. Não se pode ignorar que o mais fundamental para o comportamento da oclusão e da face após o tratamento de uma má oclusão Classe III é o potencial de crescimento facial. A mudança esquelética e principalmente a compensação dentária conseguidas com a Ortopedia Mecânica têm chance de serem preservadas ao longo dos anos somente se o crescimento facial permitir, o que significa dizer se o crescimento facial manifestar-se como Padrão I. Se o crescimento facial comportar-se como Padrão III, o tratamento precoce estará comprometido. Isso implica necessariamente em um tempo prolongado de contenção e acompanhamento, com a possibilidade de ser necessário desfazer as compensações adquiridas, com vistas à cirurgia ortognática na maturidade esquelética. Independentemente da influência que o crescimento facial exerce na estabilidade pós-tratamento, o que se pretende de imediato, em um tratamento ortopédico para o Padrão III, é o máximo de mudanças esqueléticas com o mínimo de compensação dentária.

Uma das pretensas intenções da anquilose intencional dos caninos decíduos é eliminar a compensação dentária superior. Não que a compensação dentária terapêutica seja intolerável, mesmo porque é inevitável em um tratamento ortopédico. No entanto ela deve estar dentro do limite de aceitação periodontal. Como não se consegue eliminar por completo a compensação dentária, uma ancoragem reforçada poderia reduzir a participação dentoalveolar na tração reversa da maxila.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

sexta-feira, 4 de março de 2011

HYCON





Este "Parafuso" para fechamento de espaço, produzida pela Adenta fabrica Alemã com escritorio nos Estados Unidos da America, com o funcionamento que lembra muito os antigos aparelhos idealizados pelo Dr. Angle. Sua ativações são feitas com o auxilio de uma chave propria que dá um giro de 180º, e segundo o fabricante faz com que o dente mesialize 0,175 mm. Prometendo desta forma, um maior controle da mecânica.

O que a Adenta diz:

Adenta tem trabalhado em estreita colaboração com o engenheiro Dr. Winfried Schutz da Alemanha, um único dispositivo para fornecer uma abordagem passo a passo para o movimento dentário de mesialisação, distalmente, mas mais especificamente no fechamento de espaço. Com cada ativação, o dispositivo HYCON permite mover os dentes com uma força bastante elevada, sem diminuição do suprimento sangüíneo ao redor da estrutura do periodonto. Este dispositivo permite-lhe fazer exatas e ativação controlada em pequenos passos. Cada volta de 180 ° fecha o espaço de 0,175 milímetros, com uma precisão absoluta.

Eestemunho do Dr. Dennis Dionne, Ortodontista, Windsor, Ontário, Canadá. "Acho que o dispositivo Hycon é útil para ter por perto, quando uma situação se revelar difícil de fechar os últimos poucos milímetros de espaço, especialmente em adultos. É bem recebido pelos pacientes, e é previsível em uso clínico".

Uma vantagem inerente do método envolvendo o fechamento do espaço com HYCON ® é que há menos tensão nas unidades de ancoragem. Ativar o HYCON ® tem um efeito de ambos os lados do espaço. O aumento da utilização de meios de fixação ( elásticosa), permite o ortodontista controlar a fixação, a fim de diminuir ou neutralizar o efeito da HYCON ® ao lado do espaço onde pouco ou nenhum movimento dentário é exigido.

Ao ativar o dispositivo com a chave de fenda, o paciente deve estabilizar simultaneamente a ligação do fio com o dedo para evitar a sua torção. O dispositivo HYCON é um meio extremamente eficaz para o tratamento, e combina eficiência para o ortodontista com ótimo conforto para o paciente.

Link do site do fabricante:


Link de uma artigo na integra publicado na Journal of Clinical Orthodontics:

quinta-feira, 3 de março de 2011

Relação entre os índices de maturação das vértebras cervicais e os estágios de calcificação dentária




Neste Artigo de 2009, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Clarissa Lopes Vieira, Ana Emília Figueiredo de Oliveira, Cecília Cláudia Costa Ribeiro, Andréa Arraes dos S. Jacintho Lima; da Universidade Federal do Maranhão – UFMA. Avaliou a relação entre os diferentes índices de maturação óssea das vértebras cervicais e os estágios de calcificação dentária, bem como verificou as diferenças existentes entre os gêneros, em uma amostra de indivíduos de 10 a 14 anos de idade.

O conhecimento do período de ocorrência do surto de crescimento puberal (SCP) é considerado vantajoso para os tratamentos ortodônticos que necessitem do uso de dispositivos influenciados pelo estágio de maturação do complexo craniofacial. Tal fase de crescimento também auxilia na elaboração do plano de tratamento, principalmente na indicação de procedimentos cirúrgicos. O momento em que ocorre o SCP varia muito, tendo seu início, em média, entre os 10 e 12 anos, com seu pico ocorrendo geralmente 2 anos após o seu início e seu término por volta dos 15 anos de idade para o gênero masculino e dos 17 anos para o feminino.

O estado de desenvolvimento de uma criança é melhor estimado considerando estágios específicos da maturidade fisiológica que, segundo a literatura, englobam 4 índices fisiológicos ou de desenvolvimento: maturidades somática, esquelética, dentária e sexual. Dentre esses índices, a maturidade esquelética seria o índice mais confiável e mais frequentemente usado na rotina clínica.

A região da mão e punho vem sendo amplamente estudada e empregada como área de determinação da maturação óssea, sendo sua eficácia já cientificamente comprovada. Nas últimas décadas, várias pesquisas vêm desenvolvendo e aperfeiçoando novos métodos para determinar a maturação óssea, sendo, atualmente, a análise das vértebras cervicais o método mais pesquisado.

Segundo García-Fernandez et al., o uso das vértebras cervicais para determinar a maturidade esquelética ocorre desde a década de 70, quando Lamparski analisou as mudanças morfológicas da segunda até a sexta vértebras cervicais e as classificou em seis estágios de maturação, comparando-os posteriormente com as modificações ósseas observadas na região da mão e punho. O autor concluiu que as vértebras cervicais, como vistas nas telerradiografias laterais de rotina, foram tão estatística e clinicamente confiáveis na avaliação da idade esquelética quanto a técnica da mão e punho. García-Fernandez et al., no seu estudo, confirmaram tal afirmação de Lamparski. Em 1995, Hassel e Farman aperfeiçoaram o método estudado por Lamparski, analisando as mudanças morfológicas ocorridas somente da segunda até a quarta vértebra cervical, classificando-as em seis estágios de maturação, e também chegaram à mesma conclusão de Lamparski, assim como outras pesquisas realizadas posteriormente.

A maturidade dentária também é um índice fisiológico que vem sendo intensamente estudado para a predição do crescimento. Tal maturidade é identificada através da determinação da idade dentária, que pode ser avaliada de acordo com o número de dentes presentes na cavidade bucal ou com os estágios de calcificação de múltiplos dentes ou de elementos dentários individuais. Silva afirmou que a utilização da idade dentária para a predição de crescimento seria ideal – por ser um dado prático e de fácil aplicação clínica –, pois a observação da irrupção dentária e dos estágios de desenvolvimento dos dentes é um dado de rápida assimilação e torna fácil a comunicação de ideias entre profissionais.

A existência de fortes relações entre os índices fisiológicos para a determinação do estado de desenvolvimento do indivíduo implicaria numa concordância dos seus mecanismos de controle, servindo aos profissionais no diagnóstico e plano de tratamento. Já é bem estabelecido na literatura que existem fortes inter-relações entre as maturidades somática, esquelética e sexual. Também é constatado que somente a idade cronológica não se constitui num índice confiável para a determinação do surto de crescimento puberal, pois essa sofre uma grande variação pela influência de fatores genéticos, raciais, ambientais, nutricionais, hormonais e sexuais. Tratando-se da maturação dentária, ainda existem muitas controvérsias na literatura quanto à determinação da sua relação com os outros índices fisiológicos, além de ainda não ter sido encontrado nenhum estudo que tenha analisado essa relação utilizando a maturação das vértebras cervicais como método para a determinação da maturação óssea.
Considerando as afirmativas de Franchi, Bacceti e McNamara Jr., os resultados encontrados neste estudo revelaram que o pico de crescimento puberal ocorreu, com maior frequência, a partir dos 10 anos e 7 meses no gênero feminino, e a partir dos 12 anos e 7 meses no gênero masculino. Assim, tais dados demonstram que, na amostra estudada, o SCP se iniciou e atingiu o seu pico, com maior frequência, dois anos antes para o gênero feminino em relação ao gênero masculino, estando de acordo com registros da literatura.

As diferenças nas idades cronológicas de ocorrência das várias fases de formação dentária encontradas entre os gêneros também foram confirmadas no estudo de Carvalho, Carvalho e Santos-Pinto, no qual os autores evidenciaram o fato já conhecido de que o gênero feminino tende a ser mais precoce na cronologia de mineralização dentária. Por outro lado, Kullman, Johanson e Akesson encontraram precocidade de calcificação dentária no gênero masculino, porém, esses autores utilizaram o terceiro molar inferior como elemento dentário de referência para a análise da cronologia de mineralização e, consequentemente, sua amostra se diferenciava também na faixa etária.

Com base na literatura consultada e nos resultados obtidos neste estudo, foi observada uma correlação estatisticamente significativa entre os índices de maturação das vértebras cervicais e os estágios de calcificação do segundo molar inferior, em ambos os gêneros. Além disso, houve uma precocidade, tanto na maturação das vértebras cervicais quanto na calcificação do segundo molar inferior, no gênero feminino em relação ao gênero masculino.


Link do Artigo na Integra via Scielo:

quarta-feira, 2 de março de 2011

Documentação do cirurgião-dentista frente ao direito civil Brasileiro - Uso dos contratos de prestação de serviços em odontologia


Em todo momento estamos sendo procurados para falar sobre os contratos ortodônticos. No entanto apenas o contrato não é o suficiente para a segurança do ortodontista. O prontuário completo e assinado, os esclarecimentos, radiografias de controle, anamnese e documentação inicial/trans/final devem fazer parte da rotina do ortodontista que pretende não estar nas garras de oportunistas.

A comunicação entre o profissional e o ortodontista é a principal causa das demandas judiciais. Portanto nunca abra mão de ter um bom relacionamento com os pacientes.


Complementando algumas palestras sobre responsabilidade civil que tenho feito, acredito ser de leitura obrigatória a tese da Dra. Adriana Onesti que trata de contratos e sugere um modelo para uso nos consultórios. Vale à pena a leitura!










Link para a tese completa em PDF

terça-feira, 1 de março de 2011

Estudo comparativo das análises cefalométricas manual e computadorizada


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Priscila de Araújo Guedes, July Érika Nascimento de Souza, Fabrício Mesquita Tuji, Ênio Maurício Nery; Mestrado em Ortodontia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic - Campinas/SP; da disciplina de Diagnóstico Integrado pelo Centro Universitário do Pará e da disciplina de Propedêutica Odontológica da UFPA - Pará. Realiza uma análise comparativa dos traçados manual e computadorizado utilizando um software específico, com a finalidade de definir os resultados inter e intra-avaliadores.

Com os trabalhos de Broadbent e Hoffrat, em 1931, deu-se o início ao desenvolvimento da cefalometria e sua aplicação na Odontologia, principalmente na Ortodontia, tornando-a imprescindível no diagnóstico, planejamento e na avaliação dos resultados de casos tratados ortodonticamente.

Para a realização da análise cefalométrica, há necessidade de se definir com muita exatidão a maneira de demarcar os diversos pontos específicos utilizados, a fim de atribuir universalidade aos exames – o que, inclusive, é uma de suas qualidades primordiais. Com efeito, o uso quase generalizado da padronização dos métodos de análise foi o que permitiu o desenvolvimento da telerradiografia cefalométrica como meio de diagnóstico, graças à comparação de clichês feitos em condições análogas.

Atualmente, a cefalometria radiográfica pode ser considerada um produto da evolução dos estudos antropométricos e arqueológicos. Com relação aos estudos dos ossos, surgiu a necessidade de padronizar a comunicação entre a Arqueologia e a Antropometria, de tal maneira que as descrições se tornassem mais precisas e possibilitassem comparações objetivas da morfologia óssea. Ocorreu, então, o surgimento dos procedimentos de mensurações ósseas, a chamada osteometria, sendo que a medição específica dos ossos do crânio foi denominada craniometria. Contudo, a cefalometria consiste na mensuração da cabeça, incluindo os tecidos moles de revestimento.

Como o uso do computador auxiliando nas análises cefalométricas ganhou popularidade, tanto em pesquisas quanto em aplicações clínicas, em 1995, Nimkarn e Miles pesquisaram a confiabilidade da cefalometria computadorizada. Para isso, foram utilizadas 40 radiografias obtidas em um mesmo aparelho de raios X, as quais foram escolhidas aleatoriamente. Cada radiografia foi traçada num papel de acetato, e as imagens das radiografias e dos traçados foram capturadas com uma câmara de vídeo e projetadas num monitor, onde os pontos foram digitalizados. As medidas cefalométricas foram obtidas pelo programa Quick Ceph, versão 5.1 (Quick Ceph Systems, EUA). O programa realizou os cálculos para as 40 medições, a partir de 22 pontos marcados. Para calcular os erros metodológicos e identificar a fonte de erros, o estudo consistiu de cinco partes: (1) reprodutibilidade de técnica de medição computadorizada; (2) imagem de vídeo, digitalização e software; (3) digitalização e software; (4) medições por computador versus medição manual; (5) calibração do software e erros de digitalização do operador. Os resultados mostraram que as medições realizadas pelo computador foram comparáveis às medições manuais, não ocorrendo diferenças estatisticamente significativas.

O objetivo do presente trabalho foi comparar as medições efetuadas pelo programa de traçado cefalométrico computadorizado com as medições efetuadas manualmente, com a finalidade de definir qual o nível de concordância entre ambos, bem como avaliar os resultados intra e interavaliadores.

CONCLUSÃO DOS AUTORES

De acordo com os resultados obtidos através da metodologia utilizada na presente pesquisa, conclui-se que:

1) Pode-se aumentar a confiança nos resultados dos traçados cefalométricos obtidos pelo computador, haja vista que as discrepâncias encontradas entre as medidas dos traçados cefalométricos manual e computadorizado, em sua maioria, não foram estatisticamente significativas.

2) As medidas lineares intra-avaliadores apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os traçados manual e computadorizado em um dos avaliadores.

3) As medidas lineares interavaliadores apresentaram diferenças estatisticamente significativas tanto no traçado manual quanto entre os traçados manual e computadorizado. Porém, não houve diferença estatística nos resultados dos traçados
computadorizados.

4) O tempo gasto para a realização do traçado manual foi maior do que o gasto na realização pelo traçado computadorizado.

5) A utilização de recursos do programa do traçado cefalométrico computadorizado – como o zoom, a alteração de brilho, densidade e contraste – auxiliou na determinação dos pontos cefalométricos.


Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n2/07.pdf

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

OrtoPodCast - Episódio 5





Saudações amigos leitores e ouvintes do nosso Blog! Está no ar o quinto episódio do OrtoPodCast.



Neste episódio falamos sobre os Possíveis fatores etiológicos para desordens temporomandibulares de origem articular com implicações para diagnóstico e tratamento.






Vale à pena ler o artigo na íntegra, que está disponível no formato PDF. Ou vale à pena escutar no seu Iphone, Ipod ou qualquer outro dispositivo leitor de mp3.






ou acesse a Itunes e assine gratuitamente o OrtoPodCast







Wendel Shibasaki

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Articulação Temporomandibular de um paciente com Artrite Reumatóide após Tratamento ortodôntico












Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodontics, pelos autores Kenichi Sasaguri; Rika Ishizaki-Takeuchi; Sakurako Kuramae; Eliana Midori Tanaka; Takashi Sakurai; Sadao Sato; do Department of Craniofacial Growth & Development Dentistry, Kanagawa Dental College, Yokosuka City - Japão. Mostra um caso interessante de um paciente com artrite reumatóide e um surpreendente efeito após conclusão do tratamento Ortodontico e controle pós contenção, uma remodelação dos condilos com a estabilização da oclusão, impressionante.

Uma paciente com 32 anos de idade japonesa consultou os autores, em uma clínica dentária com o historico de 4,5 anos de artrite reumatóide (AR). Ela queixou-se de dor durante a abertura bucal e dificuldade em comer devido à disfunção mastigatória causada por uma mordida aberta anterior.

Imagens mostraram grave erosão e achatamento de ambos condilos. A Artrite reumatóide estabilizada após terapia farmacológica e tornou-se inativa durante o tratamento ortodôntico que visava reconstruir uma ótima oclusão capaz de promover reposicionamento funcional da mandíbula.

Atualmente, 4 anos e 2 meses pos-contenção, a oclusão reconstituída permanece estável, e ambos condilos continuam a ser remodelados. A distância da posição de referência para a posição de intercuspidação tem diminuído gradualmente ao longo dos 4 anos e no periodo pós contenção.

A terapia Ortodôntica abrangente que reconstrói oclusão e melhora o funcionamento da mandíbula pode induzir remodelação da erosão da condilos, mesmo aqueles com uma história de artrite reumatóide.


Link do artigo na Integra via Angle Orthodontics:

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Tipos de micro parafusos utilizados como ancoragem na mecanica da ortodontia lingual - Um caso de biprotrusão bimaxilar com exo dos 2º pré-molares





Neste artigo de 2004, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Masayoshi Kawakami; Shouichi Miyawaki; Haruhiro Noguchi; Tadaaki Kirita; do Department of Oral and Maxillofacial Surgery, Nara Medical University, Kashihara Nara, Japan; Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Okayama University Graduate School of Medicine and Dentistry, Japan. Mostra a eficiencia do micro implante ortodontico como metodo de ancoragem na mecanoterapia em ortodontia lingual.

Os pacientes adultos muitas vezes rejeitam o uso de aparelhos extrabucais e colocação de um aparelho labial visível, por causa de estética e preocupações sociais. No entanto, a falta de resultados dessa cooperação com perda de ancoragem e os resultados do tratamento insuficientes. A Ortodontia Lingual é uma alternativa de solução, mas a ancoragem estável usando um aparelho extrabucal é muitas vezes necessária. A recente introdução de mini implantes proporciona aos profissionais um sistema de fixação alternativa em vez do aparelho extrabucal convencional e barra transpalatina.

O mini parafusos de titânio foram concebidos para fornecer um meio simples de ancoragem para obter uma retracção em massa sem perda de ancoragem. Um sistema de fixação com parafusos de titânio proporciona vantagens no tratamento ortodôntico, incluindo o fechamento do espaço, intrusão e distalização dos dentes posteriores. Os parafusos normalmente são colocados no osso alveolar vestibular, onde a raiz dentária não será danificada. Com as vantagens da colocação cirúrgica fácil e osteointegração não é necessária, apenas um curto período de fixação é necessária após os parafusos são colocados. No entanto, poucos relatos têm sido publicados sobre ortodontia lingual combinado com a ancoragem dos parafusos de titânio.

Uma mulher de 22 anos se apresentou com uma queixa principal de dentes anteriores irregularmente alinhados e salientes. Uma revisão de sua história médica não revelou alergias ou problemas médicos, e não apresenta sinais ou sintomas de disfunção temporomandibular. A paciente tinha um perfil convexo e biprotrusão, e as relações molares de Classe I com moderado apinhamento nos dentes anteriores. A linha média dentária inferior estava desviada dois milímetros para a esquerda por causa do leve apinhamento dos incisivos. Além disso, ambos os incisivos superiores e inferiores anterior exibido biprotrusão grave, com um ângulo interincisivos de 106,98º.

Mini Parafusos de titânio (1,5 mm de diâmetro, 15 mm de comprimento, Martin Medizin-Technik Gebruder-Martin GmbH, Tuttlingen, Alemanha) foram implantados no ossos alveolares superior e inferior entre os primeiros e segundos molares, sob anestesia local. Para evitar o dano à raiz, os parafusos foram colocados nas áreas interseptais dos molares. Dois meses após o implante, os segundos pré-molares superiores e inferiores foram extraídos e o nivelamento foi iniciado através de um aparelho ortodôntico fixo lingual (aparelho Kurz sétima geração, Ormco Co Glendora, CA, EUA).

A aplicação de força para a retração dos dentes anteriores foi realizada com fixação reforçada através da ligadura dos parafusos de titânio para o gancho do primeiro molar com um elástico. Após a retração dos dentes anteriores em 12 meses, todos os parafusos de implante foram removidos. O tratamento ortodôntico lingual foi concluído, e o uso de aparelhos removíveis superior e inferior, foi iniciada quando a paciente tinha 25 anos e 10 meses de idade. O tratamento ativo, incluindo a colocação do implante durou 29 meses. A melhora do Perfil e retração acentuada dos dentes anteriores foram alcançados.

O processo de tratamento atual pode ser criticado por necessitar de uma cirurgia de implante temporário. No entanto, a operação é simplificada através da eliminação da incisão, levantando retalho e sutura, pois a cirurgia de implante convencional requer um retalho de espessura total. A paciente facilmente aceitou a cirurgia, e os sintomas de dor pós-operatória e desconforto foram quase insignificantes. Além disso, há pouco risco em o implante de curar transmucosally. Durante a retração ativa dos dentes anteriores, não encontramos qualquer afrouxamento dos implantes, e peri-implante de tecido mole condições eram favoráveis.

O tratamento ortodôntico atual exige tempo de tratamento mínimo e mínima colaboração do paciente, oferecendo máxima eficácia do tratamento. Concluiu-se que a ortodontia lingual é um excelente sistema para o tratamento invisível em um paciente adulto e que a ancoragem em mini implantes de titânio pode ser usado para a manutenção de ancoragem eficiente com os procedimentos de retração anterior.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.1043/0003-3219%282004%29074%3C0715%3ASIUAAF%3E2.0.CO%3B2

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Possíveis fatores etiológicos para desordens temporomandibulares de origem articular com implicações para diagnóstico e tratamento


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Aline Vettore Maydana, Ricardo de Souza Tesch, Odilon Vitor Porto Denardin, Weber José da Silva Ursi, Samuel Franklin Dworkin; do Departamento de DTM e Dor Orofacial da Faculdade de Medicina de Petrópolis - Rio de Janeiro; Departamento de Cabeça e Pescoço do Hospital Heliópolis; Departamento de Ortodontia da Universidade do Estado de São Paulo – São José dos Campos - São Paulo; Department of Oral Medicine School of Dentistry. Department of Psychiatric and Behavioral Sciences School of Medicine University of Washington; Mostra atraves de uma revisão os fatores envolvidos na etiologia, diagnóstico e tratamento das desordens temporomandibulares (DTM) de origem articular. Critérios específicos de inclusão e exclusão para o diagnóstico de DTM são essenciais, mas apresentam utilidade limitada. Atualmente, os Critérios Diagnósticos de Pesquisa para Desordem Temporomandibular (RDC/TMD) oferecem a melhor classificação baseada em evidências para os subgrupos mais comuns de DTM.

As desordens temporomandibulares (DTM)referem-se a um conjunto de condições que afetam os músculos da mastigação e/ou a articulação temporomandibular (ATM). Essas condições falharam em demonstrar uma etiologia comum ou base biológica clara para sinais e sintomas relacionados e, por isso, são consideradas como um grupo heterogêneo de problemas de saúde relacionados à dor crônica. Sintomas característicos — como dor muscular e/ou articular, dor à palpação, função mandibular limitada e ruídos articulares — podem ser prevalentes, isoladamente ou associados, em até 75% na população adulta. Apesar disso, o surgimento de alguns sintomas, como ruídos articulares, não parecere estar relacionado, na maioria da população, à dor ou outros fatores fisiopatológicos que requeiram tratamento.

Estudos epidemiológicos sugerem que a prevalência de sintomas como dor e restrição de ovimentos varia entre 5 e 15%, com a maioria dos casos ocorrendo em adultos jovens com idades entre 20 e 40 anos, especialmente no gênero feminino. A prevalência reduzida de DTM entre as faixas etárias mais avançadas, como vista em estudos transversais e longitudinais, está de acordo com a natureza tipicamente limitante de seus sintomas.

A classificação corrente é largamente descritiva, baseada mais na presença de sinais e sintomas do que em sua etiologia, devido principalmente à incompleta compreensão da relação entre os fatores etiológicos e os mecanismos fisiopatológicos. Contudo, do ponto de vista clínico, é provavelmente irrelevante estender-se à divisão dos chamados subgrupos diagnósticos se todas as desordens dentro de um mesmo subgrupo puderem ser controladas usando procedimentos terapêuticos similares.

O objetivo do presente trabalho foi abordar os possíveis fatores etiológicos para o desenvolvimento de desordens temporomandibulares de origem articular (grupos II e III de acordo com o RDC/TMD), sugerindo implicações para seu diagnóstico e tratamento.

Conclusões dos autores:

Apesar das más oclusões serem historicamente consideradas como fatores de risco para o desenvolvimento de DTM, incluindo as predominantemente articulares, em muitos casos a associação estabelecida entre essas variáveis parece ter direções opostas.

Assim, investigações clínicas prospectivas e laboratoriais direcionadas a aspectos relacionados à etiologia dessas condições, principalmente nos estágios iniciais do seu desenvolvimento, podem guiar os passos seguintes da terapia no futuro.

De acordo com Legrell e Isberg, os achados da indução de redução do ramo da mandíbula, secundários ao deslocamento anterior do disco articular, indicam que o reposicionamento do disco em crianças e adolescentes jovens pode ter mais sentido do que previamente se pensava.

Em vista disso, o uso de dispositivos ortopédicos para o avanço da mandíbula, como o aparelho de Herbst — que demonstrou eficiência em melhorar o posicionamento prévio do disco articular deslocado em estágios iniciais desse processo — deve ser testado por meio de estudos clínicos randomizados adequados. Enquanto o uso terapêutico dos suplementos alimentares, como o sulfato de glicosamina, parece ser uma alternativa segura ao uso de drogas antiinflamatórias normalmente usadas no controle da dor relacionada à osteoartrite da ATM, da mesma forma que para as placas estabilizadoras, a evidência da sua eficácia para a maioria dos pacientes com DTM ainda não foi completamente estabelecida.


Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n3/10.pdf

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O status atual da tomografia computadorizada Cone Bean na Ortodontia





Neste artigo de 2011, publicado pelo Dentomaxillofacial Radiology, pelos autores S Kapila, RS Conley and WE Harrell Jr; do Department of Orthodontics and Pediatric Dentistry, University of Michigan, Ann Arbor, Michigan, USA; Mostra o que este revolucionario metodo de diagnostico por imagem proporciona para a Ortodontia nas suas diversas situações de tratamento.

A Tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT) tornou-se uma fonte cada vez mais importante da obtenção de dados volumetricos das três dimensões (3D) na ortodontia clínica desde a sua introdução na Odontologia, em 1998. O objetivo deste artigo é destacar a compreensão atual de evidências para o uso clínico da CBCT em ortodontia, e revisar os resultados para responder questões clinicamente relevantes.

As informações atualmente disponíveis geradas a partir de estudos utilizando CBCT podem ser organizadas em cinco grandes categorias:

1 - Na avaliação da tecnologia da CBCT,
2 - Sua utilização em análises morfométricas crânio-faciais;
3 - Em achados incidentais;
4 - Na análise dos resultados dos tratamentos
5 - Na eficácia da CBCT no diagnóstico e planejamento do tratamento.

Os resultados nessas áreas tópicos são resumidos, seguido por indicações atuais e protocolos para a utilização de CBCT em casos específicos. Apesar da crescente popularidade da CBCT em ortodontia, e suas vantagens sobre a radiografia de rotina em casos específicos, os efeitos da informação obtida a partir dessas imagens que possam alterar as decisões de diagnóstico e tratamento ainda não foi demonstrada em diversos tipos de casos.

Por conseguinte, é recomendado que CBCT possa ser utilizada em casos selecionados, em situações que a radiografia convencional não possa fornecer informações de diagnóstico satisfatório, que incluem pacientes com fissura palatina, na avaliação da posição dos dentes inclusos, dentes supranumerários, na identificação de reabsorção radicular e para o planejamento de cirurgia ortognática.

A necessidade de utilização de outros tipos de imagens de determinados casos deve ser feita analisando caso a caso, após avaliação dos riscos versus benefícios da digitalização destas situações.

Link do artigo na integra via dmfr BirJournals:

http://dmfr.birjournals.org/cgi/reprint/40/1/24

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Instrumentais em Ortodontia Lingual





Desde o SPO 2010, quando assisti a aula sobre ortodontia lingual do Prof. Prieto, percebi que alguns mitos que eu mesmo criei em torno desta técnica eram mesmo apenas mitos. Fiquei aguardando uma oportunidade de fazer um curso mais aprofundado sobre o assunto e recentemente estreitamos os laços com o Dr. Marcos Prieto, com a perspectiva de trazê-lo para o GEORTO.

Achei este artigo publicado na Ortho Science, em 2009 (Orthodontic Science and Practice. 2009; 2(6)) que tem o objetivo expor alguns dos instrumentais específicos e indispensáveis para a clínica em Ortodontia Lingual, esclarecendo ao ortodontista que não se faz necessário um grande investimento para a aquisição dos mesmos, uma vez que são poucos e de relativa simplicidade. Em razão do exposto, novas perspectivas se abrem para que mais profissionais se encantem pela Técnica Lingual, atendendo aos anseios de muitos pacientes que desejam ser tratados com aparelhos invisíveis.

A Ortodontia Lingual foi desenvolvida no início dos anos 70 por Craven Kurz, em Los Angeles - USA. Paralelamente, no Japão, Kinja Fujita publicou o primeiro artigo científico sobre a técnica lingual por ele desenvolvida. Hoje a técnica já é exercida por muitos ortodontistas no mundo todo e alcança novos adeptos a cada dia. Para esse crescente número de aspirantes é importante que haja uma evolução na fabricação de instrumentais que sejam específicos para a Ortodontia Lingual, o que contribuirá para o crescimento da técnica.

Conclusão

Sair da zona de conforto é uma tomada de decisão própria e inerente a cada profissional. Desse modo é lento e gradual o ingresso de profissionais ortodontistas na Téc- nica Lingual. O desconhecimento de quais brackets e ins- trumentais a serem empregados, assim como dos passos mecânicos a serem executados é uma barreira que pou- cos estão dispostos a romper. Acreditamos que este traba- lho tenha contribuído para que alguns dos muitos colegas que almejam trabalhar com a Ortodontia Lingual, se mo- bilizem para tal e dêem o primeiro passo, buscando levar esta técnica encantadora a beneficiar seus pacientes, uma vez que são muitos os que gostariam de ser tratados com uma mecânica ortodôntica 100% estética ou os jovens que poderiam ter mais desenvoltura na prática dos esportes, dispensando protetores bucais enquanto corrigem seus dentes. Também por preservar totalmente o esmalte exter- no dos dentes a Técnica Lingual é muito apreciada pelos pacientes (1 e 4). Portanto, resta ao ortodontista de van- guarda fazer a sua parte. Um bom começo seria buscar o treinamento adequado com profissionais conceituados que já exercem a Ortodontia Lingual ha algum tempo.

Link para o artigo completo em PDF: AQUI



domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pensamento da Semana


"E sem saber que era impossível, ele foi lá e fez."


Jean Cocteau
1889 - 1963
Link sobre o autor:

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Avaliação da estabilidade primária de miniimplantes ortodônticos em diferentes regiões da maxila e mandíbula de porcos


Neste artigo de 2007, publicado pelo INNOVATIONS IMPLANT JOURNAL - BIOMATERIALS AND ESTHETICS; pelos autores Matheus Melo Pithon; Lincoln Issamu Nojima; Especialista em Ortodontia pela Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL; Mestre em Ortodontia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e Doutor em Ortodontia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ; Professor adjunto de Ortodontia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ - Rio de Janeiro; Avalia a estabilidade primária de mini-implantes ortodônticos inserido em diferentes regiões da maxila e mandíbula de porcos.

A utilização de mini-implantes como recurso de ancoragem ortodôntica já está bem estabelecida na literatura. O seu uso revolucionou a ortodontia, possibilitando uma ancoragem comprovadamente estável. Entretanto, para que os mini-implantes possam promover ancoragem adequada, contrapondo as forças reacionárias ao movimento ortodôntico, é necessário que esses dispositivos estejam inseridos em tecido ósseo de maneira estável.

Didaticamente a estabilidade de um mini-implante é subdividida em primária, que é aquela decorrente do contato direto entre o mini-implante e o osso, e a secundária ou tardia, que ocorre após cicatrização. A estabilidade primária é um importante indício do sucesso na técnica de inserção dos mini-implantes, visto que a maioria dos casos de falha desses, ocorre nos estágios iniciais pós-inserção.

Quando se deseja avaliar mecanicamente a estabilidade de um mini-implante, uma das metodologias que vem ganhando corpo é o ensaio de tração, amplamente utilizado em áreas médicas como a ortopedia, neurocirurgia, cirúrgia plástica e maxilofacial, quando deseja-se testar a estabilidade primária de diversos parafusos. O ensaio de tração consiste em extrair o miniimplante do tecido ósseo à uma velocidade constante, avaliando-se, dessa forma, a força máxima necessária para remoção desse dispositivo do tecido ósseo.

Uma vez que estudos precedentes de força de tração relataram variação na força encontrada, com alteração no tempo desde a inserção até o ensaio mecânico de tração, Roe relatou ausência de diferenças estatísticas quando realizado o teste, imediatamente após o sacrifício dos animais, quando comparado com testes uma semana após sacrifício estocados a -20°C. Outro trabalho relata diminuição da força com aumento do tempo de estocagem de cerca de 4 a 8 semanas. No presente trabalho, as peças foram dissecadas imediatamente após o sacrifício dos animais e estocados em solução salina por 15 dias a uma temperatura de -15°C, como realizado por trabalhos precedentes quando avaliou mini-implantes ortodônticos. Ao fim do 15° dia, a peça foi deixada à temperatura ambiente para descongelamento gradual.

Objetivando fixar o fragmento ósseo durante o ensaio mecânico confeccionou-se dispositivo metálico que foi acoplado à máquina universal de ensaios mecânicos. A parte superior do dispositivo se acoplava na parte móvel da máquina e a inferior na base. A parte inferior do dispositivo foi confeccionado de tal maneira que o bloco ósseo fi cou imóvel sem a necessidade de incluir o mesmo em resina como sugerido na literatura. A escolha da não inclusão em resina se deve ao fato do bloco ósseo ser pequeno e, em virtude disso, a resina poderia penetrar no tecido ósseo, mascarando os resultados.

Em estudos, avaliando-se a tração de parafusos imediatamente após a colocação e, 8 semanas depois, não foram verificadas diferenças estatísticas. Em outro estudo, avaliando a força de ligação de implantes de titânio em ossos faciais, permitindo cicatrização por 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12 e 32 semanas, um modesto ganho na força de tração foi medido quando comparado com um dia de colocação. Baseado nesses trabalhos a estabilidade secundária desejada durante o tratamento está diretamente relacionada à estabilidade primária conseguida durante a instalação dos mini-implantes. Entretanto, mais estudos são necessários avaliando a estabilidade primária e a secundária em mini-implantes sem a colocação de forças.

A forças necessárias para os movimentos ortodônticos geralmente variam entre 0.3 a 4 N. As forças de tração encontradas neste trabalho foram substancialmente maiores que as necessárias clinicamente, validando todas as áreas bucais estudadas.

Uma vez que a espessura da cortical é reconhecidamente importante na estabilidade primária dos mini-implantes, fez-se necessário a medição, possibilitando, dessa forma, qualificar e quantificar as regiões as quais foram escolhidas para inserção dos mini-implantes. A área da sutura palatina mediana apresentou-se com menor espessura, com média de 0.92 mm. Esses resultados foram diretamente proporcionais à estabilidade primária alcançada pelos mini-implantes e estão corroborando com a literatura.

Pode-se concluir com a realização deste trabalho que: a região de sutura palatina mediana fornece menor estabilidade primária aos mini-implantes e a de molar superior a maior; a estabilidade primária está diretamente relacionada com a espessura da cortical óssea.

Link do artigo na integra via Sinimplante:

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Responsabilidade civil e ética do ortodontista



Neste artigo publicado pela revista Dental Press de nov./dez. 2004, Bruno MINERVINO*, Omásio Teixeira SOUZA**; (* Professor de Ortodontia da FOPLAC e ABO (Taguatinga). Mestre em Ortodontia pela UNESP - Araraquara. Aluno do Curso de Direito da UNIP/DF. ** Advogado. Professor de Direito Civil da UNIP/DF.), apresentam os aspectos relacionados à natureza legal e ética a que os ortodontistas estão submetidos, diariamente, em suas clínicas, mencionando aspectos pilares da responsabilidade civil do ordenamento jurídico atual, como também a postura ética que o ortodontista deverá ter com seu assistido.


Concluem que o diploma acadêmico e de pós-graduação habilita o profissional para exercer determinada atividade; é o diploma oficial de conhecimento, contudo, a conduta ética e a moral, que não vêm estampada num diploma, devem ser exercitadas a todo dia, sempre norteadas pelo bom senso, pelo Código de Ética e pelo bom trato para com o paciente.


Cabe ao ortodontista propor o melhor tratamento e ao paciente aceitá-lo, após discussão significativa e exaustiva do mesmo, onde todas as dúvidas devem ser sanadas, criando-se o respeito mútuo. É importante o profissional manter-se em atualização constante, pedir opinião de colegas em casos de tratamento multifatoriais, ter um arquivo de tudo que foi feito e pedido e esclarecer o plano de tratamento, informando a técnica e o material a ser utilizado.


Nota-se pela jurisprudência que, ambas as obrigações de meio e fim, têm fundamentação ju- rídica. Com isso, não se define em um contrato a modalidade obrigacional, apesar de existir uma tendência a considerar os procedimentos odonto- lógicos como de fim. Contudo, essa corrente jurí- dica não deve prosperar sem que haja discussão significativa sobre o tema.


Na dúvida, aconselha-se ser cauteloso ao mencionar as chances de sucesso no tratamento, atingindo-se mais uma obrigação de meio, sem, contudo eximir o ortodontista das responsabilidades de todo o tratamento; pré e pós contenção. Assim, existe na Odontologia como em qualquer outra profissão, uma obrigação genérica de não causar dano por negligência, imprudência ou imperícia.


Em todos os artigos consultados sobre o assunto, sempre há a uma abordagem referente à importância da comunicação entre o profissional e o paciente. Por isso, controle "seus instintos mais primitivos"e explique tudo quantas vezes for perguntado. Ou até mesmo tente perceber as dúvidas e aborde o assunto antes de ser perguntado.


O artigo completo em formato PDF está disponível, via scielo, neste link:


http://www.scielo.br/pdf/dpress/v9n6/a13v9n6.pdf

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

OrtoPodCast - Episódio 4



Meus agradecimentos às mais de 500 pessoas que baixaram o OrtoPodCast! Ao que parece, a nossa loucura é também de muitos por aí...
Um agradecimento especial ao norte do estado do Mato Grosso. Desta região temos tido dezenas de downloads.

Neste episódio falaremos do distrator ósseo apresentado pelo artigo encaminhado pelo Dr. Thiago Coleta. Este artigo foi publicado neste blog no dia 11 de fevereiro.

Primando pela qualidade, avisamos que editaremos apenas um episódio do PodCast por quinzena. Tentaremos fazer entrevistas e estaremos em desenvolvimento contínuo.





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Para download do arquivo mp3, clique aqui.
Um abraço a todos,