ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Efeito da terapia com alinhadores estéticos na inclinação vestíbulo-lingual dos caninos inferiores e na distância intercanina.



O artigo de 2015, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores  Thorsten Grunheid; Sara Gaalaas; Hani Hamdan; Brent E. Larson. Da Division of Orthodontics, School of Dentistry, University of Minnesota, Minneapolis, Minn. Aprensentam um estudo com o objetivo de comparar as mudanças na inclinação vestíbulo-lingual de caninos inferiores e distância intercanina em pacientes tratados com alinhadores estéticos e aparelho ortodôntico fixo pré-ajustado.

Foram medidas em tomogramas computorizados de feixe cônico,  a inclinação vestíbulo-lingual de caninos inferiores e a distância intercanina, pré e pós-tratamento de 30 pacientes tratados com alinhadores estéticos, e 30 pacientes que haviam sido tratados com aparelho fixo pré-ajustado. Diferenças entre as medidas pré e pós-tratamento dos grupos de alinhadores estéticos e aparelhos fixos,  foram testadas quanto à significância estatística. Os pacientes do grupo de aparelhos fixos foram correspondentes aos do grupo alinhadores estélicos para idade e gênero; Por esse motivo, os grupos consistiram cada um com 22 pacientes do sexo feminino e 8 do sexo masculino, com média de idade similar. Todos os pacientes completaram o tratamento sob a supervisão de ortodontistas experientes que foram minuciosamente treinados para o uso de alinhadores, praticou mecanoterapia semelhante com objetivos de tratamento idênticos (por exemplo, correta angulação e inclinação das coroas, sem rotações, contatos interproximais justos,  correção da curva de Spee).

Observou-se que diferenças entre os grupos foram estatisticamente significativa da seguinte forma: a inclinação vestíbulo-lingual foi maior no grupo de alinhadores que no grupo de aparelho fixo (P = .011). No grupo de aparelho fixo, a inclinação vestíbulo-lingual diminuiu ao longo do tratamento, deixando os dentes mais verticais em T2 (P = .046). Em contrapartida, a inclinação tendeu a aumentar com o tratamento do grupo de alinhadores; No entanto, essa mudança não foi estatisticamente significativa (P = .132). A distância intercanina não diferiu entre os grupos antes ou depois tratamento. No entanto, aumentou significativamente ao longo do tratamento no grupo de alinhadores, enquanto não observou mudança significativa no grupo de aparelhos fixos.

Os autores concluíram que o tratamento ortodôntico com alinhadores estéticos, tende a aumentar a distância intercanina, com pouca mudança de inclinação dentária, em comparação com o tratamento com aparelhos fixos, que manteve a distância intercanina inalterada, mas deixou os caninos inferiores em posição mais vertical.
(Angle Orthod. 2016; 86: 10-16.)

PALAVRAS-CHAVE:  Alinhador estético; Inclinação vestibulo-lingual; Tomografia computadorizada cone bean;  Distância intercanina; Canino inferior

Nossos agradecimentos a Dra Nathalia Torres pela ajuda na tradução.

Link do Artigo na integra via Angle Orthodontist:



segunda-feira, 3 de julho de 2017

Impactação pós-traumática do incisivo superior: diagnóstico e tratamento







Neste artigo de 2013, publicado pelo Annali di Stomatologia, pelos autores Valeria Paoloni, Chiara Pavoni, Manuela Mucedero, Patrizio Bollero, Giuseppina Laganà, and Paola Cozza, do Department of Orthodontics, University of Rome “Tor Vergata”, Italy. Mostra o relato de um caso clinico onde é descrito uma tecnica voltada para o tracionamento de incisivos.

Este artigo teve o objetivo de fornecer aos ortodontistas clínicos, informações úteis para o diagnóstico imediato e gerenciamento dos incisivos superiores impactados devido a trauma.

Os autores apresentaram um caso de impactação pós-traumática de um incisivo central superior direito em paciente jovem. O plano de tratamento consistiu na administração interventiva (cirúrgica e ortodôntica), valorização do espaço necessário para movimentar o dente impactado na posição normal e uma abordagem biomecânica para ancoragem, evitando prótese e substituição por implantes.

A terapia que envolve o tracionamento de um incisivo superior impactado devido ao trauma requer uma abordagem multidisciplinar: considerações ortodônticos, cirúrgicas, endodônticas e periodontais. Que são essenciais para o sucesso do tratamento.

O relato é do caso de uma menina branca de 9 anos de idade, encaminhada pelo seu clínico geral para o Departamento de Ortodontia da Universidade de Roma para uma avaliação ortodôntica. A queixa principal foi a preocupação com o atraso de erupção, o que resultou em um aspecto inestético. A criança estava em excelente saúde física e não tinham histórico de doença, mas não havia uma história de trauma dental anterior aos 4 anos aos seus incisivos primários. Este trauma induziu a uma necrose e anquilose do direito primário incisivo central superior.

Os autores concluíram que a exposição cirúrgica e o tracionamento ortodôntico é o tratamento que mais freqüentemente usado no caso de impactação do incisivo pós-traumático : esta técnica de fato pode levar a resultados adequados a nível periodontal, oclusal e estético em um estágio inicial e mais definitiva do que com outras opções de tratamento.

Link do artigo na integra via ncbi:

terça-feira, 27 de junho de 2017

Tratamento em duas fases da maloclusão de classe II com caninos impactados





Neste artigo de 2017, publicado pela Contemporary Clinical Dentistry, pelos autores Vaibhav Gandhi, Falguni Mehta, Hrishabh Joshi. Do Department of Orthodontics, Government Dental College and Hospital, Ahmedabad, Gujarat, India. Apresenta um relato de caso utilizando aparelho Twin Block na primeira fase de tratamento de má oclusão de Classe II em um paciente em crescimento, e aparelho ortodôntico fixo para acabamento e detalhamento.

No presente relato, uma adolescente do sexo feminino de 14 anos foi ao Departamento de Ortodontia com a queixa principal de dentes da frente superior para fora. O exame clínico revelou que a paciente apresentava relação molar Classe II da divisão 1 de Angle, com todos os dentes permanentes em erupção, incluindo todos os segundos molares, exceto que os quatro caninos decíduos retidos, com caninos permanentes impactados. De acordo com os dados cefalométricos (SNA: 80 °, SNB: 72 °, ANB: 8 °)  observou-se relação de base esquelética Classe II com maxila protognática e mandíbula retrognática, com padrão de crescimento horizontal, aumento da sobressaliência e sobremordida.

O tratamento foi iniciado com o dispositivo removível Twin Block modificado com arco labial (Fase I) para reduzir o overjet, alcançar relações molares de Classe I e obter ancoragem no início do tratamento para simplificar o estágio do aparelho fixo. O objetivo da retenção de dentes decíduos era manter espaço para caninos permanentes. O aparelho foi monitorado a cada 3 semanas e foi mantido no total por 11 meses. Após a conclusão da correção funcional, o tratamento com aparelho fixo foi iniciado usando a prescrição MBT de slot 0,22". Sequencialmente, a progressão do fio foi feita a partir de 0,014 "NiTi, 0,016" NiTi, 0.017 "× 0.025" NiTi termoativado, e fio de aço inoxidável de 0.017 "× 0.025". Depois disso, todos os quatro caninos decíduos retidos foram extraídos e a exposição cirúrgica dos quatro caninos permanentes foi realizada. Em seguida, a progressão do fio foi feita até 0,019 "× 0,025" de aço inoxidável. A duração total do tratamento foi de 24 meses, incluindo 11 meses de fase I e 13 meses de fase II.

Os autores concluíram que o aparelho funcional Twin Block tem maior efeito dentoalveloar com pequeno componente esquelético. E que há uma série de situações em que os aparelhos funcionais podem ser usados com sucesso para corrigir má oclusão Classe II.  Eles simplificam a fase seguinte do aparelho fixo alcançando a relação molar Classe I.

Palavras-chave: Classe II, Aparelho funcional, Maturação esquelética, Twin Block

Agradecimentos a Dra Nathalia Torres pela tradução do artigo e colaboração com o BLOG

Link do Artigo na Integra:


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Uma viagem no tempo - Tweed em Tucson-AZ


Durante muitos anos temos postado artigos sobre novas tecnologias neste Blog, bem como na coluna OrtoTecnologia da Revista Orto-SPO. Acceledent, corticotomias, novos desenhos de braquetes, etc. Tudo em primeira mão. Mas também usamos esse espaço para compartilhar com os amigos experiências ligadas a nossa especialidade e que podem, de alguma forma, influenciar positivamente.
Hoje tenho algo diferente para compartilhar com vocês. Algo que retorna aos românticos tempos dos braquetes standards, sem nenhum ajuste, soldas em prata e muita habilidade e conhecimento. Sim, a ortodontia já foi "Homemade".
O processo de desenvolvimento tecnológico seria maravilhoso caso os conceitos básicos não fossem subjugados e aspectos incontroversos não fossem preteridos. Daí a vontade de voltar no tempo foi aumentando e fui ao local de nascimento da nossa especialidade: Tucson, no estado do Arizona - EUA.
É em Tucson que ficava a escola e consultório do Dr. Charles Tweed, bem conhecido de qualquer ortodontista. Hoje funciona no mesmo lugar e com pouquíssimas modificações estruturais, a Fundação Internacional para pesquisas ortodônticas Charles H. Tweed. 

Com algum esforço, poderá ver a cidade de Tucson na foto acima, uma cidade plana, horizontal e nenhum problema de espaço. Em Tucson fica uma importante base da aeronáutica Americana também. Essa foto foi tirada do topo da Lemmon Mountain durante o único dia que tive para sair ao redor e conhecer a cidade.



 Como podem ver, apesar de muitas reformas sofridas, as instalações permanecem muito similares e talvez, caso Dr. Tweed pudesse voltar, ele não sentiria dificuldades em reconhecer a escola dos dias atuais.

O primeiro curso de Ortodontia que fiz foi na UEL (Universidade Estadual e Londrina) com o Dr. James Vaden, e lembro dele ter feito o convite para irmos à Tweed Foundation... Se fazer especialização em Ortodontia já era um sonho naquela época, ir para o Arizona definitivamente não estava nos planos. Eis que 15 anos depois, lá eu estava com o próprio Dr. Jimmy.

 Se você ainda não entendeu o que eu fui fazer lá, permita-me explicar melhor: Além de ser a mais antiga escola de ortodontia do mundo, esse treinamento é uma excelente oportunidade de melhorar as habilidades em confecções de arco, incorporação das 3 ordens de dobras e solda em prata. Em duas semanas simulamos tratamentos de diversas más oclusões em typodonts e confeccionamos dezenas de arcos utilizando braquetes sem qualquer pre ajuste. 

Se na especialização demoramos semanas ou meses para concluir um typo, lá terminávamos em um ou dois dias. Só valeria à pena mesmo se deixasse um pouco de sangue na bancada. OK, feito!

Vermelho como um camarão foi como fiquei quando escutei, em excelente português, a Profa. Marjorie Langer, do Peru, me chamando pelo nome. Se apresentou como seguidora deste Blog e interessada no curso avançado da Academia da Ortodontia Contemporânea (www.ortodontiacontemporanea-academia.com). Uma amizade que começou assim e promete sedimentar-se por muuuuitos anos. Grande abraço, Marjorie!


Essa foto acima é do Team da mesa 2, neste dia liderado pelo Instrutor Dr. Bob Stoner, de Indianápolis. Um abraço ao Dr. Sérgio Mota,  de Juiz de Fora e demais componentes do Japão e Romênia. Ao lado, a equipe do Dr. Paulo Picanço, de Fortaleza, que foi muito bem representado. Uma pena não termos tido tempo para mais integração. 
E para não dizer que não falei das flores... Sim, alguns raros momentos de descontração no jardim atrás do laboratório, onde celebrávamos a ortodontia responsável e satirizávamos os aparelhos milagrosos. Ali de costas, sentado e com um bom senso de humor, Dr. Klontz, que sozinho contaria quase toda a história da ortodontia que conhecemos hoje. Sem dúvida, foi uma grande oportunidade poder conversar e escutar o que ele tem a dizer de foram tão descontraída e informal.


 Como todos os cursos, fica uma saudade até mesmo dos momentos de maior tensão. Grandes amizades foram feitas com colegas residentes, professores, presidentes de associações e clínicos fantásticos do mundo inteiro. Essa foto abaixo reúne ortodontistas de Chicago, Espanha, Republica Dominicana, Austrália, Califórnia, Flórida, Peru e Bahia-Brasil ✋. Espero poder cultivar essas boas amizades por toda a vida. Sabe? Se tem um lugar bom para fazer amizades é na Tweed Foundation. Não tem gente que gosta de atalhos por lá... já é um começo.






















Nesta outra foto estão todos os alunos que finalizaram a turma 123 da Tweed Foundation, 2017. Ali no centro, mais a cima, de camisa branca sou eu! Achou?


Finalizo com esta classica foto da frente da Tweed Foundation. Abraço a todos vocês!


  



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Condições de forças ótimas para controlar a mecânica de deslize dos dentes anteriores










Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Jun-ya Tominaga; Motohiro Tanaka; Yoshiyuki Koga; Carmen Gonzales; Masaru Kobayashi; Noriaki Yoshida; do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Nagasaki University Graduate School of Biomedical Sciences, Nagasaki, Japão; Mostra através de um estudo com elementos finitos a eficiência de uma mecânica de deslize com o auxilio de mini implantes.


Este estudo teve o objetivo de determinar ótimas condições de carga, como a altura da retração e vigor do braço de força e sua posição no arco ortontico na mecânica de deslizamento. o metodo 3D de Elementos Finitos (MEF) foi usado para simular a retração maciçamente dos dentes anteriores na mecânica de deslizamento. O grau de alteração labiolingual dos incisivos centrais superiores foi calculado e o vigor da retração foi aplicado a diferentes alturas de um determinado braço de força localizado a mesial ou distal do canino.


Quando o braço de força foi colocado a mesial do canino, o nível de 0 mm (braquete nível do slot), foi observado uma inclinação lingual descontrolada da coroa do incisivo e o segmento anterior do arco ortodontico foi deformada para baixo. Na altura do braço de força de 5,5 mm, o movimento corporal foi produzido e os acos ortodonticos foram menos deformados. Quando a altura do braço de força excedeu 5,5 mm, o segmento anterior do arco ortodontico foi levantado para cima e a inclinação lingual da raiz ocorreu. Quando o braço de força foi posicionado a distal do canino, uma inclinação lingual da coroa foi observada até um nível de 11,2 mm.


A colocação do braço de força e de um arco ortodontico entre o incisivo lateral e o canino permite aos ortodontistas manter um melhor controle dos dentes anteriores em uma mecânica de deslizamento. Ambos os princípios biomecânicos associados ao centro da resistência do dente e da deformação do arco ortodontico devem ser tidos em consideração para a previsão e planejamento ortodôntico na movimentaçao dentaria.




Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Tratamento da maloclusão de classe III com ancoragem esquelética, e seus efeitos nas vias aéreas respiratórias





Este artigo publicado em 2015 pelo Angle Orthodontist, pelos autores Tung Nguyen; Hugo De Clerck; Michael Wilson; Brent Golden. Do Department of Orthodontics, School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill, NC. Apresenta um estudo comparativo do efeito do tratamento da maloclusão de Classe III com ancoragem esquelética, sobre as vias aéreas respiratória nestes pacientes.

O artigo comparou os volumes das vias aéreas respiratórias e as alterações mínimas na secção transversal em pacientes com maloclusão de classe III tratados com protração maxilar esquelética (PME) versus grupo controle de pacientes com Classe III não tratados. 

Foram avaliados vinte e oito pacientes com Classe III esquelética, na faixa etária entre 10 e 14 anos (idade média de 11,9 anos), tratados com PME, foram instaladas quatro miniplacas, sendo duas na crista infra-zigomática e duas entre os incisivos laterais e caninos inferiores. As miniplacas modificadas (Bollard, Tita-Link, Bruxelas, Bélgica) foram fixadas ao osso por dois (mandíbula) ou três (maxila) parafusos, com diâmetro de 2,3 mm, e 5 mm de comprimento. As extensões das placas perfuraram a gengiva inserida próxima à junção mucogengival. Três semanas após a cirurgia, as miniplacas foram ativadas usando elásticos de Classe III com de 100g de força de cada lado. A força foi aumentada para 200g após 1 mês de tração, e para 250g após 3 meses. Os pacientes foram orientados substituir os elásticos pelo menos uma vez por dia e usa-los por 24 horas por dia. Nos casos de sobremordida associada, foram inseridas placas de mordida no arco superior para eliminar a interferência oclusal. 

Os avaliados fizeram tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) tomadas antes dos tratamento (T1) e 1 ano após (T2). Vinte e oito pacientes Classe III não tratados com idade média de 12,4 anos, tiveram TCFC tomadas e cefalogramas gerados. Os volumes das vias aéreas foram avaliadas usando o software Dolphin Imaging 11.7 3D. 
De T1 a T2, o volume das vias aéreas dos pacientes tratados com PME apresentou aumento significativo (1499,64 mm3 ). A área na secção mais estreita aumentou ligeiramente (15,44 mm2). O volume das vias aéreas de pacientes com PME em T2 foi 14136,61 mm3, em comparação com pacientes Classe III não tratados foi de 14432,98 mm3. 
Os autores concluíram que o tratamento com PME não impediu o desenvolvimento da orofaringe. (Angle Orthod.2015; 85: 591-596.)

PALAVRAS-CHAVE: Ancoragem esquelética; Via aérea; Classe III

Artigo Traduzido pela Colega: Nathalia Torres

Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontist:


terça-feira, 30 de maio de 2017

Micro-osteoperfurações como acelerador do movimento ortodôntico. Inovação ou precipitação?







Saiu mais um artigo da coluna OrtoTecnologia da Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia. Que foi abordado o protocolo de osteoperfurações para aceleração do movimento dentário.

Pacientes e ortodontistas se beneficiariam com métodos para reduzir o tempo total do tratamento. Mais pacientes iniciariam seu tratamento e os que já estão em tratamento ficariam mais satisfeitos ao concluírem. Há muitas etapas no tratamento ortodôntico que podem influenciar no tempo total do mesmo, mas o grande desafio atual é modular as respostas biológicas às forças ortodônticas aplicadas. 

Entre os métodos menos invasivos de tentar potencializar a liberação de mediadores químicos estão as micro osteoperfurações. Essas pequenas perfurações da cortical alveolar causam injúria nos tecidos e estimulam o fenômeno aceleratório regional (RAP). Por sua praticidade e boa aceitação pelos pacientes, este procedimento tem sido visto com grande interesse pelos ortodontistas clínicos e pesquisadores. No entanto, os estudos ainda possuem alto risco de viés e apenas um estudo clínico foi realizado. 

Concluiu-se que ainda não há suporte científico para a recomendação de MOPs na clínica diária, devendo-se aguardar mais estudos clínicos randomizados e controlados que evidenciem possíveis efeitos colaterais, custos biológicos relacionados e os reais benefícios da sua indicação.

Link do artigo  via OrtoCiencia:

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Validade da superposição palatina tridimensional de modelos digitais, em casos tratados com expansão rápida da maxila e mascaras de protração maxilar



Neste artigo de 2012, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Jin-Il Choi, Bong-Kuen Cha, Paul-Georg Jost-Brinkmann, Dong-Soon Choi, In-San Jang; do Departament of Orthodontics, College of Dentistry, Gangneung-Wonju National University, Gangneung, Korea;  Departament of Orthodontics, Dentofacial Orthopedics and Pedodontics, Center for Dental and Craniofacial Sciences, Charité- Universitätsmedizin, Berlin, Germany; Mostra um estudo que compara os modelos digitais tridimensionais através de um superposição com o objetivo de avaliar os resultados da disjunção maxilar associada a protração.

O propósito deste estudo foi avaliar a validade do método de sobreposição tridimensional (3D) de modelos digitais em pacientes que receberam o tratamento com expansão rápida da maxila (ERM) associada a protração maxilar.

O material consistiu de modelos dentários digitais superiores pré e pós-tratamento além de cefalogramas laterais de 30 pacientes, que foram submetidos a RME e tratamento protração maxilar. Os modelos digitais foram sobrepostas utilizando o palato como uma área de referência. O movimento do incisivo central superior e primeiro molar foi medido nos cefalogramas sobrepostos e nos modelos 3D digitais. Para determinar se existia alguma diferença entre as duas técnicas de medição, as  correlação intra-classe (ICC) e Bland-Altman foram analisados.

As medições de sobreposição dos modelos 3D digitais e cefalogramas mostrou uma correlação muito alta em relação a direção ântero-posterior (ICC, 0,956 para 0,941 incisivo central e para primeiro molar) e uma correlação moderada na direção vertical (ICC, 0,748 para incisivo central e 0,717 para primeiro molar). 

Os autores concluíram que o método de sobreposição de modelos 3D utilizando o palato como um a área de referência é clinicamente confiável para avaliar a movimentação dentária antero-posterior assim como a sobreposição cefalométrica, mesmo nos casos tratados com aparelhos ortopédicos, tais como RME e mascaras de protração maxilar.

Link do artigo na integra via e-kjo:

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Variante do gene receptor hormonal do crescimento e da morfologia tridimensional mandibular



Neste artigo publicado em 2017, na Angle Orthodontist, pelos autores Takatoshi Nakawaki; Tetsutaro Yamaguchi; Mutsumi Isa; Akira Kawaguchi;Daisuke Tomita; Yu Hikita; Yoko Suzuki-Tomoyasu; Mohamed Adel; Hajime Ishida; Koutaro Maki; Ryosuke Kimura; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Showa University, Tokyo, Japan, Department of Human Biology and Anatomy, Graduate School of Medicine, University of the Ryukyus, Okinawa, Japan; Department of Human Biology and Anatomy, Graduate School of Medicine, University of the Ryukyus, Okinawa, Japan; Mostra um estudo de marcadores genticos que norteiam o crescimento tridimensional da mandíbula.
 
 Foi realizado um estudo com intuito de examinar a relação entre a morfologia tridimensional mandibular e as variantes do gene do receptor da hormonal do crescimento (GHR) numa população japonesa saudável.

Os sujeitos eram pacientes ortodônticos japoneses não relacionados, consistiam em 64 homens e 114 mulheres. Utilizando o ensaio de genotipagem de Taqman, as variantes do gene GHR rs6184 e rs6180 foram detectadas no DNA genómico extraído da saliva. O volume e o comprimento mandibular foram medidos a partir de imagens de tomografia computadorizada cone-beam e foram analisadas usando o software de processamento de imagem Analyze. A relação entre as variantes do gene GHR e a morfologia mandibular tridimensional foi analisada estatisticamente.

Foi observada significância estatística para a relação entre a distância entre os processos coronoide esquerdo e direito e rs6180 (P, 0,05).

Os autores concluíram que os resultados indicaram que a variante do GHR rs6180 está associada à distância entre o processo coronoide esquerdo e direito nos pacientes japoneses.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

 
 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O que será que os pacientes falam, de forma espontânea, sobre braquetes e alinhadores?

Saber se comunicar bem com o paciente pode ser um grande diferencial na vida clínica. Para isso, entender as demandas, expectativas e o que sente os pacientes antes, durante e após o tratamento é muito importante.

Ao serem perguntados sobre sua experiência com os parelhos, os pacientes podem se sentir acanhados para responder abertamente o que sentem. Daí um grupo de pesquisadores Americanos da Virginia Commonwealth University em Richmond, Va, pesquisaram os comentários espontâneos dos usuários do twitter (rede social) para saber o que pensam eles sobre os aparelhos ortodônticos e se eles expressam mais pontos positivos na rede sobre aparelhos tradicionais ou sobre Invisalign. Legal, não!?
Os autores (Daniel Noll ; Brendan Mahon ; Bhavna Shroff ; Caroline Carrico ; Steven J. Lindauer) objetivaram, neste estudo, examinar as experiencias ortodônticas dos paciente com aparelhos tradicionais de braquetes em comparação com as dos que usam Invisalign, por meio de uma análise em grande escala do Twitter. A hipótese nula foi a de que não há diferença entre os sentimentos expressados nos tweets sobre braquetes e Invisalign.

Foi criado um programa personalizado de coleta de dados que coletou tweets contendo as palavras '' braquetes '' ou '' Invisalign '' por um período de 5 meses. Uma análise de classificação de sentimento foi desenvolvida para classificar os tweets em cinco categorias: positivo, negativo, neutro, propagandas, ou não aplicável. Cada categoria então teve seu conteúdo específico analisado.
Resultados: Foram coletados um total de 419.363 tweets aplicáveis à ortodontia. Usuários postaram
Tweets significativamente mais positivos (61%) do que tweets negativos (39%; P .0001). Não houve diferença significativa na distribuição do sentimento positivo e negativo entre braquetes e tweets Invisalign (P .4189). Tweets positivos relacionados à Ortodontia muitas vezes destacou gratidão por um grande sorriso acompanhado com selfies. Tweets ortodônticos negativos freqüentemente focava na dor.


Conclusões: 

  • Os usuários do Twitter compartilharam sentimentos mais positivos do que negativos sobre suas experiências ortodônticas.
  • Não houve diferença significativa na distribuição do sentimento positivo e negativo entre tweets sobre braquetes e tweets sobre Invisalign.
  • Tweets ortodônticos negativos freqüentemente focados na dor.
  • Tweets ortodônticos positivos muitas vezes ressaltou a gratidão por um grande sorriso acompanhado por selfies.
Link para o artigo original aqui.