ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 15 de março de 2011

Uma conversa com o Dr. James Boyd - NTI-tss

* Originalmente publicado na edição de Novembro de 2001 Dental Practice Report. Copyright 1999-2002 Medec Dental Communications.




James P. Boyd, D.D.S, é instrutor clínico sênior e diretor de pesquisas no White Memorial Medical Center Craniofacial Pain Clinic in Los Angeles. Ele é o diretor executivo da NTI-TSS, Inc. e desenvolveu as patentes e protocolos clínicos do NTI, um dispositivo odontológico aprovado pelo FDA para a prevenção de disfunções temporomandibulares e enxaquecas diagnosticadas clinicamente. Informações adicionais sobre o dispositivo NTI podem ser obtidas visitando www.nti-tss.com.

É um dispositivo de aparência simples que dizem ter um impacto significativo em muitos pacientes na prevenção das desordens temporo-mandibulares (DTM)
e enxaquecas diagnosticadas clinicamente. Informações adicionais sobre o dispositivo NTI podem ser obtidas visitando www.nti-tss.com.







James P. Boyd, D.D.S, é instrutor clínico sênior e diretor de pesquisas no White Memorial Medical Center Craniofacial Pain Clinic in Los Angeles. Ele é o diretor executivo da NTI-TSS, Inc. e desenvolveu as patentes e protocolos clínicos do NTI, um dispositivo odontológico aprovado pelo FDA para a prevenção de disfunções temporomandibulares

É um dispositivo de aparência simples que dizem ter um impacto significativo em muitos pacientes na prevenção das desordens temporo-mandibulares (DTM) e com enxaqueca diagnosticada clinicamente. E com a recente aprovação pelo FDA do NTI, os dentistas estão começando a ouvir mais a respeito desse aparelho. E eles não são os únicos. A mídia, incluindo um dos shows de notícia matutinos também o notou, chamando a atenção e despertando o interesse dos pacientes. Para descobrir mais a respeito da ciência por de trás deste dispositivo e suas aplicações práticas, nosso editor clínico, Dr. David Hornbrook, entrevistou o dentista que desenvolveu as patentes internacionais e o protocolo clínico do NTI.



O NTI tem ganhado muita notoriedade após sua recente aparição no Good Morning America (programa televisivo de notícias norte-americano). Este dispositivo, entretanto, já está no mercado há uns dois anos. Mesmo assim, os dentistas não estão familiarizados com ele. O que é o NTI e o que ele significa?
Boyd : O NTI-tss ou NTI é um dispositivo odontológico que foi recentemente aprovado pelo FDA para a prevenção da migrânia diagnosticada médicamente, assim como para a prevenção da disfunção temporomandibular. É um sistema de supressão de tensão que utiliza os reflexos naturais do corpo quando usado durante o dia. À noite, ele previne e reduz o componente muscular, dores de cabeça crônicas, enxaquecas e desordens mandibulares ao prevenir o contato parafuncional dos dentes caninos e molares. Ele representa um grande avanço sobre placas no tratamento e prevenção do apertamento excessivo dos dentes, ranger dos dentes, bruxismo, tensão no pescoço, hipersensibilidade dos dentes, dores de cabeça causadas por tensão e DTM.

É um aparelho pequeno em forma de concha, transparente, que é colocado sobre os dois dentes frontais. Na borda incisiva do aparelho se encontra uma protuberância ou barra que se extende anteriormente e posteriormente para proporcionar um ponto de parada.

NTI significa Nociceptive Trigeminal Inhibition (inibição nociceptiva trigeminal). Este é um jeito técnico de dizer que a abertura da mandíbula é um reflexo, e esse dispositivo proporciona um modo de suprimir os músculos que movimentam a mastigação.



Clínicos estão familiarizados com esse conceito. Isso é o que um desprogramador anterior ou "jig" faz. Entretanto, a razão pela qual um jig não pode ser utilizado de forma terapêutica numa modalidade "noite após noite" é que se a mandíbula se movimentar, ela vai anular o jig ao fazer com que este entre em contato com o canino. O NTI é uma adaptação do jig que propicia movimentação mandibular enquanto ainda suprime a intensidade do tensionamento oclusal.

O NTI permite contato com incisivo inferior um pouco antes da oclusão posterior. Isso permite um assentamento condilar ou o melhor posicionamento condilar durante o fechamento.



É um conceito relativamente simples. Para se ter sucesso com o NTI, você não precisa assistir muitos cursos ou aprender um monte de teoria. É baseado em atividades médicas e fisiológicas já estabelecidas.

Quem fabrica o NTI, o dentista ou um laboratório?
Boyd : O NTI é uma matriz pré-fabricada que elimina todo o trabalho de laboratório e a maioria dos procedimentos de consultório que envolvem a fabricação e adaptação da mini-placa. ( Veja figuras 1 a 9 ). Embora o dentista possa fazer um aparelho tipo NTI à partir do zero, a matriz pré-fabricada poupa 75% do trabalho de produzir o aparelho final.


Figura 1: O NTI antes da fabricação. Figura 2: O dispositivo é primeiro experimentado no paciente.

Figura 3: O acrílico auto-polimerizável é misturado antes de ser colocado na mini-placa. Figura 4: O NTI é colocado na boca para alinhamento do acrílico.

Figura 5: O paciente morde o NTI antes do acrílico se polimerizar. Figura 6: O excesso de acrílico é removido.

Figura 7: O NTI finalizado. Note que apenas os incisores anteriores se tocam. Figura 8: Movimento excursivo para a esquerda.

Não há necessidade de se tomar um molde ou criar modelos. Um dentista poderia fazer isso em seu consultório sem uma matriz NTI e não estaria infringindo as patentes. Para aqueles esquemas oclusais que não permitem uma utilização fácil do aparelho, nosso site descreve como fabricar um aparelho tipo NTI sob medida no consultório.

Qual foi a sua motivação de criar o NTI?
Boyd : Foi realmente para o meu próprio uso. Eu era um típico paciente com disfunção de ATM. Tinha dor de cabeça todos os dias, durante o dia todo e ocasionalmente sofria de enxaqueca. Parte de meus sintomas envolviam um estalo audível na articulação e dificuldade em abrir minha mandíbula que às vezes ficava dolorida após mastigação. Eu passei pela terapia tradicional com placas estabilizadoras e eu era um daqueles que pareciam ficar pior usando o aparelho. Eu o usaria por algumas noites e então ficaria sem ele por uma ou duas noites para somente então voltar a usá-lo.



Os conceitos de bruxismo, DTM e apertamento excessivo tendem a ter várias definições, e muitos clínicos relacionam hábitos parafuncionais com a "Caixa de Pandora" do bruxismo. Como você define bruxismo e como você se posiciona fora do pensamento tradicional da terapia com placas estabilizadoras?
Boyd : Médicos, dentistas e o público em geral tendem a pensar que bruxismo significa ranger de dentes, mas isso é apenas o "segundo tempo" da atividade real dessa condição.

Você pode ter a mandíbula numa posição de descanso e move-la excursivamente para os lados, para frente e para trás. Isso não é bruxismo, embora os pterigóides laterais estejam funcionando. Você tem que elevar a mandíbula primeiro, o que vamos definir como apertamento e/ou tensionamento. Uma vez que os dentes entram em contato ou estão em oclusão, devido à continua elevação da mandíbula, só aí é que a ranger é possível.

Nesse momento, espera-se que os pterigóides laterais se contraiam e reabram a mandíbula. Essa é uma ação normal ao se mastigar ou engolir. Entretanto, no bruxismo, os músculos temporais se recusam a se soltar e mantém os dentes "em oclusão", como nós dizemos na odontologia. A intensidade da elevação ou a intensidade do apertamento perpétuo na presença das tentativas dos pterigóide laterais em reabrir a mandíbula vai ditar a severidade do ranger dos dentes que vai resultar.

À medida em que os músculos temporais se contraem mais intensamente, os dentes entram em oclusão de forma mais tensionada, dessa forma provocando maior resistência do pterigóide lateral. Em outras palavras, a atividade de ranger os dentes pode ficar mais severa. No grau máximo de tensionamento, a mandíbula não consegue se mover e os pterigóides laterais não possuem nenhuma chance de atividade excursiva. Então, eu vejo o bruxismo como função do apertamento. A intensidade do apertamento dita a severidade da ranger dos dentes.

A odontologia parece entrar num meio termo. Uma vez que a mandíbula tenha sido elevada, os dentes estão em contato. À medida em que os pterigóides laterais naturalmente tentam reabrir a mandíbula, eles encontram a resistência proporcionada pelos temporais, com frequência resultando em sinais e sintomas de DTM, e nós assim os tratamos. Meu enfoque para o bruxismo é suprimir primeiramente a intensidade do pressionamento dos dentes, ao invés de tratar os resultados da atividade da pterigóide lateral.

No passado, eu utilizei uma placa de oclusão total, montada com relação central, para tentar tratar de bruxismo. Alguns clínicos sentem que esse enfoque intensifica o apertamento dos dentes. Você acredita que isto é correto?
Boyd : A capacidade máxima de contração do temporais acontece com os dentes ligeiramente separados. Em alguns pacientes, quando você providencia uma placa de cobertura total de dois milímetros de grossura e montada de relação central, você pode estar possibilitando uma capacidade otimizada da intensidade de apertura dos dentes. E se o paciente faz isso, ele ou ela terá articulação de mandíbula estabilizada idealmente. Você terá tratado a DTM e terá sido bem sucedido.

O paciente pode ter ainda dor de cabeça ou enxaqueca ou estas podem se intensificar. Não seria aparente para o dentista, entretanto. Nós tendemos a olhar abaixo do osso zigomático, e teremos algum sucesso com aqueles sintomas e nunca considerar que talvez a intensificação da dor de cabeça ou enxaqueca do paciente possa ter sido ocasionada por essa nova capacidade de apertar os dentes com intensidade mais eficiente.

Alguns clínicos acham que o aparelho NTI é essencialmente um desprogramador. É uma analogia justa? Também, como ele se difere do dispositivo desprogramador usado no Pankey Institute ou de um Jig de Lucia?
Boyd : O dispositivo Pankey é um desprogramador pré-fabricado. Um jig é um dispositivo que você mesmo fabrica. Não existe nenhum desacordo no que esses dispositivos fazem. Eles foram projetados para criarem um acondicionamento condilar ideal e relaxamento da musculatura. Entretanto, a razão pela qual eles nunca foram incorporados na prática terapêutica - deixando o paciente usá-los toda noite - é que a mandíbula fica se movendo.

Vamos olhar para um exemplo de como esse movimento pode afetar o paciente. Se a mandíbula se move para a esquerda, o canino inferior direito teria a capacidade de entrar em contato com o aparelho desprogramador. O contato do canino permite um tensionamento quase máximo dos temporais. Se a mandíbula mostra um movimento excursivo para a esquerda com o canino direito em contato, pode resultar em um tensionamento significativo da articulação. Assim, você pode ver um paciente após quatro ou cinco noites de uso do desprogramador que dirá que o aparelho funciona muito bem, mas então uma semana depois ele poderá estar dizendo que sua articulação o está matando.



Os dentistas iriam normalmente responder, "Nós não podemos usar esse dispositivo no longo prazo porque poderá haver tensionamento da articulação". Nenhuma consideração é dada em como aquela tensão foi criada. O NTI é a resposta contra aquele movimento mandibular potencial que ajuda a prevenir esse tensionamento.

Existe qualquer contra-indicação para o NTI?
Boyd : A contra-indicação primária do NTI é a presença de algum grau de desarranjo interno da articulação que não esteja relacionada com a disfunção muscular. De fato, é algo raro, mas nesse casos você tem algum grau de condição de luxação ou sub-luxação. Um dispositivo NTI poderia ser contra-indicado mesmo quando a intensidade muscular do paciente seja reduzida. Eles ainda têm a habilidade de mover excursivamente, o que poderia estar forçando a articulação. Nestes casos, uma placa de cobertura total será uma opção melhor.

Fora esse tipo de condição, não há realmente nenhuma contra-indicação para o dispositivo NTI. A menos que, é claro, o paciente não possua incisivos ou se o dentista utilize incorretamente o dispositivo ao aumentar a dimensão vertical mais do que é necessário, o que poderia acarretar em tensionamento da articulação. Óbviamente, se os dentistas não seguirem o protocolo, eles podem de fato prejudicar.

Então o NTI poderia ser usado como uma alternativa à terapia de longo prazo utilizando placas?
Boyd : Exatamente. Eu tenho usado o meu todas as noites por 12 anos agora. Alguns clínicos podem dizer, "Qual a possibilidade de extrusão posterior ocorrer?". Um dente posterior que recebe estimulação álveolar regular, algo que acontece quando uma pessoa mastiga comida uma ou duas vezes ao dia, não tem oportunidade para extrusão.

No meu caso, nenhum dos meus dentes teve extrusão desde que eu comecei a usar o NTI. De fato, nós nunca vimos um caso autêntico de extrusão posterior com esse dispositivo. Entretanto, clínicos as vezes identificam por engano supra-erupção posterior quando a mandíbula de um paciente se reposiciona sozinha, isto é, o condilo se acondiciona em sua posição músculo-esqueletal estável após não ter ficado assim antes. Se os condilos se movem posteriormente e superiormente, aquele reposicionamento cria mais oclusão posterior e menos anterior, dando assim a ilusão de supra erupção posterior. Entretanto, ambos os planos de oclusão permaneceram inalterados, e é o deslocamento mandibular que você está vendo.

Como você está ciente, hoje há muito interesse e controvérsia envolvendo a oclusão. Qual é o seu background em oclusão e sua filosofia com relação a como estes pacientes deveriam ser tratados?
Boyd : Eu observo os três componentes: musculatura, ossos e dentes. Para mim, os dentes, que estão presos ao osso, vão de carona com o movimento que a musculatura lhes dá. Eu gosto do termo que o Dr. Jeff Okeson usa, "músculo-esqueletal estável".

Eu acredito que todos os dentistas são muito bem treinados em restaurações oclusais na posição condilar músculo-esqueletal estável. Nós queremos a musculatura num estado normal, não parafuncional ou disfuncional.

O modo de conseguir esse estado é não dar a oportunidade da musculatura de agir parafuncionalmente, com hipercontrações. A musculatura só pode fazer isso quando os dentes posteriores ou caninos estão em oclusão. Antes de iniciar a terapia de oclusão, o NTI pode proporcionar uma musculatura normalizada, dessa forma permitindo um posicionamento condilar músculo-esqueletal estável e otimizado. A relação cêntrica acontece durante a atividade dinâmica, enquanto o condilo está posicionado durante o tensionamento ativo contra resistência, que é o alimento entre os dentes. Não é algo que um dentista pode ditar, mas algo que a musculatura normal cria. A odontologia pode proporcionar musculatura normal, dessa forma permitindo um ótimo posicionamento condilar. O dentista será então apresentado a um esquema oclusal que pode ou não requerer restauração. Uma vez que a mandíbula se fecha e os dentes estão entrando em contato, normalmente a mandíbula iria começar a reabrir. Isso que é esperado que as pterigóides laterais façam. Mas quando os músculos de elevação se recusam a relaxar, os pterigóides laterais encontram resistência. A presença de interferências oclusais causa um desbalanceamento nos pterigóides laterais criando então mudanças na posição condilar. Então faz sentido tratar das interferências para criar um esquema oclusal livre delas.

Uma vez que essas interferências são removidas, o paciente pode ter um condilo posicionado otimizadamente e um esquema oclusal também otimizado. Isso não significa que a atividade muscular parafuncional vai parar. Você observa isso quando coloca uma placa "ideal" de cobertura completa montada em relação cêntrica. Pacientes ainda mordem com força esses dispositivos. Eu não estou convencido que esquemas de oclusão ideais e condilar idealmente posicionada irão eliminar a hiperatividade muscular. De fato, às vezes isso só vai permitir a ela se perpetuar.

Deu a impressão que a FDA aprovou de repente o NTI para a prevenção da enxaqueca. Isso significa que existe relação entre tensionamento e enxaqueca? Deveriam estar os dentistas tratando enxaquecas?
Boyd : Existe uma relação entre enxaqueca e apertamento dos dentes. Por exemplo, todos os pacientes de enxaqueca e dor de cabeça tensional apresentam musculatura pericranial dolorida.

Na Odontologia, nós instintivamente sabemos o que isso significa. Na Medicina, os Médicos não fazem rotineiramente apalpação muscular e típicamente não perguntam sobre ou investigam dor pericranial. Quando pacientes com dor de cabeça tensional ou que sofrem de enxaqueca descrevem sua dor, o Médico faz perguntas, faz o diagnóstico e recomendações. O que eles não reconhecem é que a dor pericranial é muito possívelmente o resultado da hiperatividade da musculatura. Esses pacientes, que estão apertando os dentes noturnamente, têm hiper atividade dos temporais. Este é um ingrediente o qual os cientistas neurológicos chamam de sintomas e/ou eventos de enxaqueca.

O relacionamento para com as enxaquecas vem do fato de que esses pacientes têm um alto grau de pressionamento dos dentes quando estão dormindo. Os dentistas não vêem isso porque muitas vezes os dentes dos pacientes de enxaquecas parecem perfeitos. As articulações de suas mandíbulas estão bem porque elas estão bem suportadas durante o pressionamento e podem mesmo estar num relacionamento ideal.



Tudo isso não é para sugerir que os dentistas devessem diagnosticar enxaquecas. Existe uma grande diferença entre diagnóstico de enxaquecas e a prevenção de enxaquecas. O diagnóstico da enxaqueca requer que o Médico execute um CAT-scan, MRI, tire raios-X e faça um exame de sangue.

Uma vez que o paciente tenha sido diagnosticado com cefaleia tipo tensional ou enxaqueca, significando que nada exista de errado com ele objetivamente, o dentista pode fácilmente executar uma apalpação para determinar dor pericranial. É quando o NTI é utilizado, como parte de um protocolo para prevenir a enxaqueca.

Quais são as taxas de sucesso com o NTI em termos de eliminação do bruxismo, apertamento dos dentes e dor de cabeça?
Boyd : Nos dados de testes clínicos enviados ao FDA, 82 por cento dos pacientes diagnosticados como sofredores de enxaqueca - a quem eu chamo de "pressionadores de dentes primários" - apresentaram uma média de 77 por cento de redução na frequência de suas enxaquecas dentro das primeiras oito semanas de uso do NTI.



Por outro lado, quando olhamos DTM ou atividades excursivas - bruxismo - os dentistas têm obtido taxas de sucesso ainda maiores porque os pacientes que eles estão tratando com esse dispositivo não apresentam tanta intensidade de apertamento dos dentes. Os dentistas estão um pouco surpresos pela eficácia do NTI. Na mesma moeda, eles também vêem o quão rápido um paciente pode piorar se eles não aderirem ao protocolo apropriado.

Eu digo aos dentistas: Não pense que é uma coisa fácil e automática e que tudo o que têm de fazer é colocar isso na boca do paciente e eles vão melhorar. Você poderia fazer alguém ficar muito pior com esse dispositivo. Se usado apropriadamente, entretanto, é bem efetivo.

Quais são alguns dos fatores críticos que determinam o sucesso do NTI?
Boyd : O fator mais significativo em alcançar sucesso com o NTI é o grau da dimensão vertical do espaço livre que o dispositivo cria.

À medida em que a dimensão vertical aumenta, nós temos que perguntar se a condilo tem sido significantemente transladado pela presença do dispositivo. Eu penso em translação como deixando a "base principal". Durante a parafunção, você deseja que a condilo esteja tão próxima da "base principal" quanto possível o tempo todo. Se você tem uma dimensão vertical excessiva, quer dizer, translação, você pode estar ocasionando oclusão canina ou posterior em movimento excursivo, dessa forma permitindo um aumento da intensidade da apertura e/ou tensionamento da articulação.

Digamos que o paciente tenha um ou dois milímetros de desoclusão ou espaço livre com o NTI no lugar, mas no momento em que eles se movem você tem um contato posterior ou um contato dos caninos, portanto permitindo o pressionamento dos dentes com intensidade enquanto a articulação foi transladada em algum grau.

É a dimensão vertical do espaço livre criado pelo NTI que tem que ser ajustada com precisão. Por exemplo, a medida em que o paciente move excursivamente e você observa um contato posterior com o NTI colocado, vai ser a mais óbvia apresentação de interferência que você poderia conseguir. Isso seria um momento propício para obter o equilíbrio oclusal.

Vindo de um passado em estética, eu converso com muitos clínicos que sentem ser prudente colocar placas de cobertura total em seus pacientes após aplicar em coroas veneers, inlay/onlay e coroas cerâmicas. Essa é uma aplicação para o NTI?
Boyd : É uma aplicação ideal para o NTI, com uma exceção. Se você fosse colocar um NTI nos incisores superiores e você tivesse colocado coroas nos incisores inferiores e tem suspeita de que este paciente tem alguma atividade parafuncional, a face incisiva das coroas inferiores estarão em risco. Isso me deixaria nervoso.

Aqui está um outro conceito a considerar: Se um NTI foi planejado para uso como dispositivo protetor para coroas, eu iria fazer com que o paciente usasse o dispositivo por duas ou três semanas antes de aplicar as coroas. A razão é que você pode observar reposicionamento condilar. Uma vez que você tenha permitido esse período de ajustamento, o NTI é um dispositivo ideal. Ele pode ser colocado e tirado de cima das coroas protéticas por toda a vida e não irá danificar as restaurações.

Considerando todas as opções disponíveis para tratar do bruxismo, apertamento dos dentes e proteger restaurações existentes, como um dentista poderia determinar se um paciente é candidato para o NTI?
Boyd : São basicamente os mesmo critérios que nós utilizamos para determinar se alguém é candidato para uma placa oclusal. Pacientes que sofrem de bruxismo e aqueles que dizem ter dor de cabeça ao acordar ou têm frequentes dores de cabeça ou enxaquecas são candidatos ao NTI. Adicionalmente, o dispositivo deveria ser considerado para pacientes que demonstrem, através de apalpação da musculatura, musculatura pericranial dolorida.

Onde os clínicos podem aprender mais sobre essa modalidade de tratamento?
Boyd : O modo mais fácil é visitar o web site da NTI-tss em www.NTI-tss.com. O propósito do site é providenciar toda a informação que um dentista irá precisar para aplicar o dispositivo. É também um site que o paciente pode visitar para aprender sobre o conceito e encontrar um dentista que está disponibilizando o NTI em sua região.

* Originalmente publicado na edição de Novembro de 2001 Dental Practice Report. Copyright 1999-2002 Medec Dental Communications.


Mais informações em:
http://www.newimage.com.br/imagens_arquivos/30102006_113108.pdf

segunda-feira, 14 de março de 2011

OrtoPodCast - Episódio 6





Está no ar o episódio número 6 do OrtoPodCast!

Neste Artigo de 2009, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Clarissa Lopes Vieira, Ana Emília Figueiredo de Oliveira, Cecília Cláudia Costa Ribeiro, Andréa Arraes dos S. Jacintho Lima; da Universidade Federa
l do Maranhão – UFMA. Avaliou a relação entre os diferentes índices de maturação óssea das vértebras cervicais e os estágios de calcificação dentária, bem como verificou as
diferenças existentes entre os gêneros, em uma amostra de indivíduos de 10 a 14 anos de idade.



Assine o OrtoPodCast na loja da Itunes GRATUITAMENTE:


domingo, 13 de março de 2011

Pensamento da Semana


"Aprendi que as oportunidades nunca são perdidas. Alguém vai aproveitar as que você perdeu."


Willian Shakspere

sábado, 12 de março de 2011

O Uso da Placa-lábio Ativa Superior como Dispositivo de Ancoragem do Aparelho Pêndulo




Neste artigo de 2003, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Júlio de Araújo Gurgel, Acácio Fuziy, Paulo César tukasan, eduardo Sant`Ana; da UNIMAR - Marilia e USP - Bauru em São Paulo. Mostra uma aplicação da PLA fora do seu sitio de uso que seria o arco inferior. Como todos distallizadores intra-orais o pêndulo causa uma mesialização indesejada das unidades anteriores. Os autores bolaram uma ancoragem dos prés superiores com a PLA durante uma distalização com Pêndulo. O Artigo mostra toda a ideia, mas os resultados longitudinais não foram mostrados.

Após sua divulgação em 1992, o aparelho pêndulo vem tendo excelente aceitação como dispositivo mecânico de distalização de molares superiores. Atualmente, muitos profissionais procuram utilizar tanto o pêndulo como o pendex, em substituição ao arco extrabucal (AEB). A ancoragem mucodentosuportada do pêndulo dispensa a exigência de uma colaboração maior do paciente, realizando a tão objetivada distalização de molares, entretanto sem a interferência estética ligada ao AEB. Embora em pequeno número, a literatura pertinente aos efeitos dentolaveolares e esqueléticos revelam uma substancial distalização dos molares acompanhada sempre de perda da ancoragem. O movimento recíproco para mesial dos pré-molares com repercussão nos dentes anteriores, representa uma dificuldade para o tratamento ortodôntico da má oclusão de Classe II. Este efeito indesejável da inclinação mesial dos dentes anteriores resulta em uma retração anterior com maior amplitude e mais complexa. Em parece ser uma ponto de crítica do aparelho Pêndulo.

A PLA (placa lábio-ativa) apresenta efeitos bem definidos para o arco inferior, tais como, expansão dentária mais restrita à região de caninos e pré-molares e vestibularização de incisivos. Entretanto, a efetiva verticalização e distalização de molares inferiores tem-se descrito somente para a PLA com escudo vestibular de acrílico. O posicionamento vertical deste escudo mostra-se bem eficiente para promover alterações na quantidade de vestibularização dos incisivos. Quando mais direcionada para o fundo do vestíbulo jugal ântero-inferior, o escudo vestibular permite que o lábio toque nos incisivos reduzindo a inclinação vestibular dos mesmos. De modo contrário, quando posiciona-se o escudo afastando integralmente o lábio dos incisivos, o efeito de inclinações apresenta-se mais acentuado.

O uso da PLA adaptada em tubos de molares superiores não tem-se mostrado comum em decorrência da pouca evidência de alterações dentárias e esqueléticas. Enquanto a pressão média em repouso do lábio inferior é de 9-12g/cm2 para o lábio superior a força é de 2-5g/cm2. Recentemente, Häsler e Ingerval encontraram como efeitos da PLA superior o aumento transversal do arco na região dos pré-molares, um moderado aumento no comprimento do arco em conseqüência da vestibularização dos incisivos e discreta inclinação distal dos molares.

Link do Artigo na Integra via Dental Press:

quinta-feira, 10 de março de 2011

Isolite Systems - Iluminação intrabucal

Muitas vezes somos forçados a assumir posições não ergonômicas para possibilitar uma iluminação mais adequada no campo de trabalho. Aos colegas que realizam tratamentos com a ortodontia lingual, imagino, isso deve ser ainda mais frequente.

Daí uma solução complementar para a melhor visualização do campo: Iluminação acoplada no sugador.

Veja o que o fabricante fala sobre o produto e acesse o site indicado abaixo para assistir um filme de demonstração.






Maior visibilidade. Pela iluminação da cavidade oral do paciente de dentro da boca, Isolite proporciona uma iluminação original, sem sombras com benefícios para o Dentista e para o paciente. Isolamento rápido e confiável. Isolite é o único dispositivo dental que proporciona a retração contínua, proteção e aspiração. procedimentos mais rápidos.



Dentistas, auxiliares odontológicos e higienistas, usando Isolite, estão reduzindo os tempos de processo por 20-50%, fazendo com que toda a prática torne-se mais produtiva.

Melhor ergonomia.

Que tipos de procedimentos são adequados para Isolite? Isolite é adequado para quase todos os procedimentos odontológicos, onde o isolamento rápido, fiável e uma melhor iluminação são necessários.

Pela iluminação da cavidade oral do paciente de dentro da boca, Isolite proporciona uma iluminação única sem sombras que é incomparável. Ao contrário de iluminação convencional emanadas, a luz do bocal Isolite não pode ser bloqueada pela cabeça dos profissionais ou das mãos. Iluminação limpa e brilhante reduz a fadiga ocular para o praticante e permite melhor visibilidade do campo de trabalho.


Tensão associada com os refletores odontológicos ou o movimento da luz em cima dos olhos dos pacientes são muito reduzidos ou eliminados.

Como isolamento é melhorada com Isolite? O bocal flexível de forma mais eficaz e confortável substitui dispositivos de isolamento.

Aspiração e controle de umidade oral são tão completa que os testes demonstraram que o isolamento é realizado através de Isolite mais seco do que um dique de borracha.

É o Isolite desconfortável para o paciente?

Não. Quando o tamanho correto, os pacientes experimentam um maior conforto. Dá-lhes um lugar para descansar sua mandíbula e eles já não se preocupam em machucar sua língua ou bochecha. Eles relaxam.


Existem diferentes tamanhos de bocal Isolite? Sim. Está disponível em quatro tamanhos : Adulto Small, Medium Adulto, Adulto Grande, e Pediátrica. Todas as boquilhas são fabricados de soft flexível Isoflex ™, um elastômero termoplástico não-látex.

Para um olhar virtual em Isolite em acção, ver o vídeo "Introdução à Isolite" no site do fabricante:

quarta-feira, 9 de março de 2011

Corrosão de fios ortodonticos níquel-titânio por ions inplantados por soluções de fluoretadas presentes em enxaguatórios bucais


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Materials Journal; pelos autores Masahiro IIJIMA, Toshihiro YUASA, Kazuhiko ENDO, Takeshi MUGURUMA, Hiroki OHNO e Itaru MIZOGUCHI; da Division of Biomaterials and Bioengineering, Department of Oral Rehabilitation, School of Dentistry, Health Sciences University of Hokkaido e da Division of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Department of Oral Growth and Development, School of Dentistry, Health Sciences University of Hokkaido, Kanazawa, Hokkaido - Japão. Mostra um estudo realizado em fios Ortodonticos em imersão no enxaguatório bucal fluoretado em saliva artificial.

Este estudo investigou as propriedades da corrosão por íon implantados no fio de níquel-titânio (Neo Sentalloy Ionguard) em saliva artificial em soluções de fluoreto em enxaguatórios bucais (Butler F bochecho, Ora-Bliss). E íons não implantados em fios de níquel-titânio (Neo Sentalloy) foram utilizados como controle.

O comportamento de corrosão anódica foi analisado pela medida de polarização. As superfícies das espécimes (Fios) foram examinados em MEV. Os perfis de profundidade elementares foram caracterizados por XPS. O fio Neo Sentalloy Ion posto em saliva artificial e no Enxagüatório Fluoretado (500 ppm) tiveram uma menor densidade de corrente do que Neo Sentalloy. Além do potencial de degradação, do Ion NeoSentalloy em Ora-Bliss (900 ppm) foi muito maior do que a de Neo Sentalloy embora ambos os fios possuiram potencial de corrosão similares de Ora-Bliss (450 e 900 ppm).


CONCLUSÕES

Nas condições deste estudo, as seguintes conclusões foram tiradas:

1. As propriedades de corrosão do fio ortodontico níquel-titânio são influenciados pela implantação de íons de nitrogênio.

2. Neo Sentalloy Ion (nitrogênio implantados no fio de níquel-titânio) apresentaram maior resistência à corrosão em saliva artificial e solução de flúor neutra de enxaguaorios bucais de Neo Sentalloy.

3. Neo Sentalloy Ion apresentaram baixa susceptibilidade a corrosão localizada.

Link do artigo na integra via JSDMD:

terça-feira, 8 de março de 2011

08 de Março - Dia Internacional das Mulheres


“Só pode ser chamado e considerado homem aquele que aprendeu a respeitar as mulheres.”

Luis Alves

segunda-feira, 7 de março de 2011

Projeto Homem Virtual






O Projeto Homem Virtual consiste no desenvolvimento de imagens tridimensionais das estruturas do corpo humano, utilizando recursos da computação gráfica, aliado a projetos de diversas áreas.

Isto porque as imagens dinâmicas que reproduzem os componentes do nosso organismo, desde moléculas a músculos, apresentam o conhecimento científico de maneira objetiva, simples e rápida. Permitindo não só a compreensão da anatomia e fisiologia, mas também a demonstração de: patologias, ações dos medicamentos e das técnicas de procedimentos cirúrgicos.

Cada projeto é desenvolvido por uma equipe de profissionais das áreas de digital design, comunicação, tecnologia, além de médicos e demais profissionais de saúde.

Estas características tornam o Homem Virtual uma moderna ferramenta educacional. Os vídeos funcionam como objetos de aprendizagem, ou seja, conjuntos reutilizáveis de informações que podem ser empregados em diferentes contextos. São ilhas de conhecimento, aplicáveis a públicos-alvo distintos, dentro de estratégias pedagógicas que visam objetivos específicos.

O Homem Virtual foi criado em 2003 pelos professores doutores: György Miklós Böhm e Chao Lung Wen, da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, que buscavam um novo método para transmitir conhecimentos sobre saúde.

E neste belo projeto a Odontologa está inserida, já existem dois videos: um sobre a estrutura dos dentes e outro bem interessante sobre a Articulação Temporo Mandibular ( ATM ). Vale apena conferir !

Link do site:


Estrutura dos dentes e Articulação Temporo Mandibular ( ATM ):


Folder explicativo em PDF:

domingo, 6 de março de 2011

Pensamento da semana



"Quando você precisa tomar uma decisão e não toma, está decidindo a não fazer nada."

Willian James

sábado, 5 de março de 2011

Anquilose intencional dos caninos decíduos como reforço de ancoragem para a tração reversa da maxila. Estudo cefalométrico prospectivo.






Neste artigo de 2006, publicado na revista Dental Press, pelos Autores Omar Gabriel da Silva Filho, Terumi Okada Ozawa, Celeste Hiromi Okada, Helena Yuko Okada, Luciana Dahmen; do HRAC - Profis - Bauru - São Paulo. Mostram uma forma interessante de se realizar a tração reversa da maxila.

Desde a divulgação da máscara facial por Delaire, o emprego da tração reversa da maxila como forma de tratamento da má oclusão de Classe III é quase convenção, tamanha a freqüência com que é usada e publicada na literatura. A pretensão primeira de tal abordagem é ortopédica e consiste em estimular o crescimento sutural da face média para corrigir a discrepância sagital com o avanço da maxila. A comprovação de sua possibilidade vem dos estudos com animais. Os efeitos provocados pela máscara facial em macacos demonstram avanço da maxila com abertura e remodelação das suturas circumaxilares. Isto implica em estiramento das fibras do tecido conjuntivo, remodelação das suturas e neoformação óssea. Os modelos fotoelásticos e biomecânicos tornam compreensíveis os efeitos mecânicos imediatos induzidos pela tração reversa da maxila.

A circunstância da tração reversa da maxila ser ancorada no arco dentário superior, portanto, longe do centro de resistência da maxila, compromete os propósitos da Ortopedia de avanço maxilar e justifica o grau variável, mas importante, de compensação dentária. Para potencializar a ancoragem, a expansão rápida da maxila usando o aparelho expansor fixo com parafuso tem sido usada associada à tração reversa da maxila, com o intuito de: 1) romper a sutura palatina mediana durante o acionamento do parafuso expansor, imediatamente antes da tração reversa; 2) unir dentes e base óssea numa unidade, sobretudo quando o aparelho é dento-muco-suportado e 3) estabelecer pontos de inserção intrabucais para a ação ortopédica sagital; tudo isso visa potencializar o efeito ortopédico durante a tração reversa da maxila. O efeito ortopédico induzido pela tração reversa da maxila é mais significativo quando a expansão rápida da maxila antecede o uso da máscara facial, com conseqüente redução da compensação dentária.

A anquilose intencional de caninos decíduos tem sido usada com o propósito de potencializar os efeitos ortopédicos e reduzir os efeitos ortodônticos da tração reversa da maxila.

O tratamento ortopédico precoce da Classe III associada ao Padrão III é, sem dúvida, bastante complexo, pensando-se em termos de estabilidade, pelo fato do resultado em longo prazo não refletir necessariamente o resultado imediato. O prognóstico difere da Classe II com Padrão II, onde os efeitos ortodônticos e ortopédicos conseguidos com a ancoragem extrabucal mostram uma certa estabilidade. Não se pode ignorar que o mais fundamental para o comportamento da oclusão e da face após o tratamento de uma má oclusão Classe III é o potencial de crescimento facial. A mudança esquelética e principalmente a compensação dentária conseguidas com a Ortopedia Mecânica têm chance de serem preservadas ao longo dos anos somente se o crescimento facial permitir, o que significa dizer se o crescimento facial manifestar-se como Padrão I. Se o crescimento facial comportar-se como Padrão III, o tratamento precoce estará comprometido. Isso implica necessariamente em um tempo prolongado de contenção e acompanhamento, com a possibilidade de ser necessário desfazer as compensações adquiridas, com vistas à cirurgia ortognática na maturidade esquelética. Independentemente da influência que o crescimento facial exerce na estabilidade pós-tratamento, o que se pretende de imediato, em um tratamento ortopédico para o Padrão III, é o máximo de mudanças esqueléticas com o mínimo de compensação dentária.

Uma das pretensas intenções da anquilose intencional dos caninos decíduos é eliminar a compensação dentária superior. Não que a compensação dentária terapêutica seja intolerável, mesmo porque é inevitável em um tratamento ortopédico. No entanto ela deve estar dentro do limite de aceitação periodontal. Como não se consegue eliminar por completo a compensação dentária, uma ancoragem reforçada poderia reduzir a participação dentoalveolar na tração reversa da maxila.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

sexta-feira, 4 de março de 2011

HYCON





Este "Parafuso" para fechamento de espaço, produzida pela Adenta fabrica Alemã com escritorio nos Estados Unidos da America, com o funcionamento que lembra muito os antigos aparelhos idealizados pelo Dr. Angle. Sua ativações são feitas com o auxilio de uma chave propria que dá um giro de 180º, e segundo o fabricante faz com que o dente mesialize 0,175 mm. Prometendo desta forma, um maior controle da mecânica.

O que a Adenta diz:

Adenta tem trabalhado em estreita colaboração com o engenheiro Dr. Winfried Schutz da Alemanha, um único dispositivo para fornecer uma abordagem passo a passo para o movimento dentário de mesialisação, distalmente, mas mais especificamente no fechamento de espaço. Com cada ativação, o dispositivo HYCON permite mover os dentes com uma força bastante elevada, sem diminuição do suprimento sangüíneo ao redor da estrutura do periodonto. Este dispositivo permite-lhe fazer exatas e ativação controlada em pequenos passos. Cada volta de 180 ° fecha o espaço de 0,175 milímetros, com uma precisão absoluta.

Eestemunho do Dr. Dennis Dionne, Ortodontista, Windsor, Ontário, Canadá. "Acho que o dispositivo Hycon é útil para ter por perto, quando uma situação se revelar difícil de fechar os últimos poucos milímetros de espaço, especialmente em adultos. É bem recebido pelos pacientes, e é previsível em uso clínico".

Uma vantagem inerente do método envolvendo o fechamento do espaço com HYCON ® é que há menos tensão nas unidades de ancoragem. Ativar o HYCON ® tem um efeito de ambos os lados do espaço. O aumento da utilização de meios de fixação ( elásticosa), permite o ortodontista controlar a fixação, a fim de diminuir ou neutralizar o efeito da HYCON ® ao lado do espaço onde pouco ou nenhum movimento dentário é exigido.

Ao ativar o dispositivo com a chave de fenda, o paciente deve estabilizar simultaneamente a ligação do fio com o dedo para evitar a sua torção. O dispositivo HYCON é um meio extremamente eficaz para o tratamento, e combina eficiência para o ortodontista com ótimo conforto para o paciente.

Link do site do fabricante:


Link de uma artigo na integra publicado na Journal of Clinical Orthodontics:

quinta-feira, 3 de março de 2011

Relação entre os índices de maturação das vértebras cervicais e os estágios de calcificação dentária




Neste Artigo de 2009, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Clarissa Lopes Vieira, Ana Emília Figueiredo de Oliveira, Cecília Cláudia Costa Ribeiro, Andréa Arraes dos S. Jacintho Lima; da Universidade Federal do Maranhão – UFMA. Avaliou a relação entre os diferentes índices de maturação óssea das vértebras cervicais e os estágios de calcificação dentária, bem como verificou as diferenças existentes entre os gêneros, em uma amostra de indivíduos de 10 a 14 anos de idade.

O conhecimento do período de ocorrência do surto de crescimento puberal (SCP) é considerado vantajoso para os tratamentos ortodônticos que necessitem do uso de dispositivos influenciados pelo estágio de maturação do complexo craniofacial. Tal fase de crescimento também auxilia na elaboração do plano de tratamento, principalmente na indicação de procedimentos cirúrgicos. O momento em que ocorre o SCP varia muito, tendo seu início, em média, entre os 10 e 12 anos, com seu pico ocorrendo geralmente 2 anos após o seu início e seu término por volta dos 15 anos de idade para o gênero masculino e dos 17 anos para o feminino.

O estado de desenvolvimento de uma criança é melhor estimado considerando estágios específicos da maturidade fisiológica que, segundo a literatura, englobam 4 índices fisiológicos ou de desenvolvimento: maturidades somática, esquelética, dentária e sexual. Dentre esses índices, a maturidade esquelética seria o índice mais confiável e mais frequentemente usado na rotina clínica.

A região da mão e punho vem sendo amplamente estudada e empregada como área de determinação da maturação óssea, sendo sua eficácia já cientificamente comprovada. Nas últimas décadas, várias pesquisas vêm desenvolvendo e aperfeiçoando novos métodos para determinar a maturação óssea, sendo, atualmente, a análise das vértebras cervicais o método mais pesquisado.

Segundo García-Fernandez et al., o uso das vértebras cervicais para determinar a maturidade esquelética ocorre desde a década de 70, quando Lamparski analisou as mudanças morfológicas da segunda até a sexta vértebras cervicais e as classificou em seis estágios de maturação, comparando-os posteriormente com as modificações ósseas observadas na região da mão e punho. O autor concluiu que as vértebras cervicais, como vistas nas telerradiografias laterais de rotina, foram tão estatística e clinicamente confiáveis na avaliação da idade esquelética quanto a técnica da mão e punho. García-Fernandez et al., no seu estudo, confirmaram tal afirmação de Lamparski. Em 1995, Hassel e Farman aperfeiçoaram o método estudado por Lamparski, analisando as mudanças morfológicas ocorridas somente da segunda até a quarta vértebra cervical, classificando-as em seis estágios de maturação, e também chegaram à mesma conclusão de Lamparski, assim como outras pesquisas realizadas posteriormente.

A maturidade dentária também é um índice fisiológico que vem sendo intensamente estudado para a predição do crescimento. Tal maturidade é identificada através da determinação da idade dentária, que pode ser avaliada de acordo com o número de dentes presentes na cavidade bucal ou com os estágios de calcificação de múltiplos dentes ou de elementos dentários individuais. Silva afirmou que a utilização da idade dentária para a predição de crescimento seria ideal – por ser um dado prático e de fácil aplicação clínica –, pois a observação da irrupção dentária e dos estágios de desenvolvimento dos dentes é um dado de rápida assimilação e torna fácil a comunicação de ideias entre profissionais.

A existência de fortes relações entre os índices fisiológicos para a determinação do estado de desenvolvimento do indivíduo implicaria numa concordância dos seus mecanismos de controle, servindo aos profissionais no diagnóstico e plano de tratamento. Já é bem estabelecido na literatura que existem fortes inter-relações entre as maturidades somática, esquelética e sexual. Também é constatado que somente a idade cronológica não se constitui num índice confiável para a determinação do surto de crescimento puberal, pois essa sofre uma grande variação pela influência de fatores genéticos, raciais, ambientais, nutricionais, hormonais e sexuais. Tratando-se da maturação dentária, ainda existem muitas controvérsias na literatura quanto à determinação da sua relação com os outros índices fisiológicos, além de ainda não ter sido encontrado nenhum estudo que tenha analisado essa relação utilizando a maturação das vértebras cervicais como método para a determinação da maturação óssea.
Considerando as afirmativas de Franchi, Bacceti e McNamara Jr., os resultados encontrados neste estudo revelaram que o pico de crescimento puberal ocorreu, com maior frequência, a partir dos 10 anos e 7 meses no gênero feminino, e a partir dos 12 anos e 7 meses no gênero masculino. Assim, tais dados demonstram que, na amostra estudada, o SCP se iniciou e atingiu o seu pico, com maior frequência, dois anos antes para o gênero feminino em relação ao gênero masculino, estando de acordo com registros da literatura.

As diferenças nas idades cronológicas de ocorrência das várias fases de formação dentária encontradas entre os gêneros também foram confirmadas no estudo de Carvalho, Carvalho e Santos-Pinto, no qual os autores evidenciaram o fato já conhecido de que o gênero feminino tende a ser mais precoce na cronologia de mineralização dentária. Por outro lado, Kullman, Johanson e Akesson encontraram precocidade de calcificação dentária no gênero masculino, porém, esses autores utilizaram o terceiro molar inferior como elemento dentário de referência para a análise da cronologia de mineralização e, consequentemente, sua amostra se diferenciava também na faixa etária.

Com base na literatura consultada e nos resultados obtidos neste estudo, foi observada uma correlação estatisticamente significativa entre os índices de maturação das vértebras cervicais e os estágios de calcificação do segundo molar inferior, em ambos os gêneros. Além disso, houve uma precocidade, tanto na maturação das vértebras cervicais quanto na calcificação do segundo molar inferior, no gênero feminino em relação ao gênero masculino.


Link do Artigo na Integra via Scielo:

quarta-feira, 2 de março de 2011

Documentação do cirurgião-dentista frente ao direito civil Brasileiro - Uso dos contratos de prestação de serviços em odontologia


Em todo momento estamos sendo procurados para falar sobre os contratos ortodônticos. No entanto apenas o contrato não é o suficiente para a segurança do ortodontista. O prontuário completo e assinado, os esclarecimentos, radiografias de controle, anamnese e documentação inicial/trans/final devem fazer parte da rotina do ortodontista que pretende não estar nas garras de oportunistas.

A comunicação entre o profissional e o ortodontista é a principal causa das demandas judiciais. Portanto nunca abra mão de ter um bom relacionamento com os pacientes.


Complementando algumas palestras sobre responsabilidade civil que tenho feito, acredito ser de leitura obrigatória a tese da Dra. Adriana Onesti que trata de contratos e sugere um modelo para uso nos consultórios. Vale à pena a leitura!










Link para a tese completa em PDF

terça-feira, 1 de março de 2011

Estudo comparativo das análises cefalométricas manual e computadorizada


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Priscila de Araújo Guedes, July Érika Nascimento de Souza, Fabrício Mesquita Tuji, Ênio Maurício Nery; Mestrado em Ortodontia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic - Campinas/SP; da disciplina de Diagnóstico Integrado pelo Centro Universitário do Pará e da disciplina de Propedêutica Odontológica da UFPA - Pará. Realiza uma análise comparativa dos traçados manual e computadorizado utilizando um software específico, com a finalidade de definir os resultados inter e intra-avaliadores.

Com os trabalhos de Broadbent e Hoffrat, em 1931, deu-se o início ao desenvolvimento da cefalometria e sua aplicação na Odontologia, principalmente na Ortodontia, tornando-a imprescindível no diagnóstico, planejamento e na avaliação dos resultados de casos tratados ortodonticamente.

Para a realização da análise cefalométrica, há necessidade de se definir com muita exatidão a maneira de demarcar os diversos pontos específicos utilizados, a fim de atribuir universalidade aos exames – o que, inclusive, é uma de suas qualidades primordiais. Com efeito, o uso quase generalizado da padronização dos métodos de análise foi o que permitiu o desenvolvimento da telerradiografia cefalométrica como meio de diagnóstico, graças à comparação de clichês feitos em condições análogas.

Atualmente, a cefalometria radiográfica pode ser considerada um produto da evolução dos estudos antropométricos e arqueológicos. Com relação aos estudos dos ossos, surgiu a necessidade de padronizar a comunicação entre a Arqueologia e a Antropometria, de tal maneira que as descrições se tornassem mais precisas e possibilitassem comparações objetivas da morfologia óssea. Ocorreu, então, o surgimento dos procedimentos de mensurações ósseas, a chamada osteometria, sendo que a medição específica dos ossos do crânio foi denominada craniometria. Contudo, a cefalometria consiste na mensuração da cabeça, incluindo os tecidos moles de revestimento.

Como o uso do computador auxiliando nas análises cefalométricas ganhou popularidade, tanto em pesquisas quanto em aplicações clínicas, em 1995, Nimkarn e Miles pesquisaram a confiabilidade da cefalometria computadorizada. Para isso, foram utilizadas 40 radiografias obtidas em um mesmo aparelho de raios X, as quais foram escolhidas aleatoriamente. Cada radiografia foi traçada num papel de acetato, e as imagens das radiografias e dos traçados foram capturadas com uma câmara de vídeo e projetadas num monitor, onde os pontos foram digitalizados. As medidas cefalométricas foram obtidas pelo programa Quick Ceph, versão 5.1 (Quick Ceph Systems, EUA). O programa realizou os cálculos para as 40 medições, a partir de 22 pontos marcados. Para calcular os erros metodológicos e identificar a fonte de erros, o estudo consistiu de cinco partes: (1) reprodutibilidade de técnica de medição computadorizada; (2) imagem de vídeo, digitalização e software; (3) digitalização e software; (4) medições por computador versus medição manual; (5) calibração do software e erros de digitalização do operador. Os resultados mostraram que as medições realizadas pelo computador foram comparáveis às medições manuais, não ocorrendo diferenças estatisticamente significativas.

O objetivo do presente trabalho foi comparar as medições efetuadas pelo programa de traçado cefalométrico computadorizado com as medições efetuadas manualmente, com a finalidade de definir qual o nível de concordância entre ambos, bem como avaliar os resultados intra e interavaliadores.

CONCLUSÃO DOS AUTORES

De acordo com os resultados obtidos através da metodologia utilizada na presente pesquisa, conclui-se que:

1) Pode-se aumentar a confiança nos resultados dos traçados cefalométricos obtidos pelo computador, haja vista que as discrepâncias encontradas entre as medidas dos traçados cefalométricos manual e computadorizado, em sua maioria, não foram estatisticamente significativas.

2) As medidas lineares intra-avaliadores apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os traçados manual e computadorizado em um dos avaliadores.

3) As medidas lineares interavaliadores apresentaram diferenças estatisticamente significativas tanto no traçado manual quanto entre os traçados manual e computadorizado. Porém, não houve diferença estatística nos resultados dos traçados
computadorizados.

4) O tempo gasto para a realização do traçado manual foi maior do que o gasto na realização pelo traçado computadorizado.

5) A utilização de recursos do programa do traçado cefalométrico computadorizado – como o zoom, a alteração de brilho, densidade e contraste – auxiliou na determinação dos pontos cefalométricos.


Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n2/07.pdf

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

OrtoPodCast - Episódio 5





Saudações amigos leitores e ouvintes do nosso Blog! Está no ar o quinto episódio do OrtoPodCast.



Neste episódio falamos sobre os Possíveis fatores etiológicos para desordens temporomandibulares de origem articular com implicações para diagnóstico e tratamento.






Vale à pena ler o artigo na íntegra, que está disponível no formato PDF. Ou vale à pena escutar no seu Iphone, Ipod ou qualquer outro dispositivo leitor de mp3.






ou acesse a Itunes e assine gratuitamente o OrtoPodCast







Wendel Shibasaki

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Articulação Temporomandibular de um paciente com Artrite Reumatóide após Tratamento ortodôntico












Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodontics, pelos autores Kenichi Sasaguri; Rika Ishizaki-Takeuchi; Sakurako Kuramae; Eliana Midori Tanaka; Takashi Sakurai; Sadao Sato; do Department of Craniofacial Growth & Development Dentistry, Kanagawa Dental College, Yokosuka City - Japão. Mostra um caso interessante de um paciente com artrite reumatóide e um surpreendente efeito após conclusão do tratamento Ortodontico e controle pós contenção, uma remodelação dos condilos com a estabilização da oclusão, impressionante.

Uma paciente com 32 anos de idade japonesa consultou os autores, em uma clínica dentária com o historico de 4,5 anos de artrite reumatóide (AR). Ela queixou-se de dor durante a abertura bucal e dificuldade em comer devido à disfunção mastigatória causada por uma mordida aberta anterior.

Imagens mostraram grave erosão e achatamento de ambos condilos. A Artrite reumatóide estabilizada após terapia farmacológica e tornou-se inativa durante o tratamento ortodôntico que visava reconstruir uma ótima oclusão capaz de promover reposicionamento funcional da mandíbula.

Atualmente, 4 anos e 2 meses pos-contenção, a oclusão reconstituída permanece estável, e ambos condilos continuam a ser remodelados. A distância da posição de referência para a posição de intercuspidação tem diminuído gradualmente ao longo dos 4 anos e no periodo pós contenção.

A terapia Ortodôntica abrangente que reconstrói oclusão e melhora o funcionamento da mandíbula pode induzir remodelação da erosão da condilos, mesmo aqueles com uma história de artrite reumatóide.


Link do artigo na Integra via Angle Orthodontics:

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Tipos de micro parafusos utilizados como ancoragem na mecanica da ortodontia lingual - Um caso de biprotrusão bimaxilar com exo dos 2º pré-molares





Neste artigo de 2004, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Masayoshi Kawakami; Shouichi Miyawaki; Haruhiro Noguchi; Tadaaki Kirita; do Department of Oral and Maxillofacial Surgery, Nara Medical University, Kashihara Nara, Japan; Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Okayama University Graduate School of Medicine and Dentistry, Japan. Mostra a eficiencia do micro implante ortodontico como metodo de ancoragem na mecanoterapia em ortodontia lingual.

Os pacientes adultos muitas vezes rejeitam o uso de aparelhos extrabucais e colocação de um aparelho labial visível, por causa de estética e preocupações sociais. No entanto, a falta de resultados dessa cooperação com perda de ancoragem e os resultados do tratamento insuficientes. A Ortodontia Lingual é uma alternativa de solução, mas a ancoragem estável usando um aparelho extrabucal é muitas vezes necessária. A recente introdução de mini implantes proporciona aos profissionais um sistema de fixação alternativa em vez do aparelho extrabucal convencional e barra transpalatina.

O mini parafusos de titânio foram concebidos para fornecer um meio simples de ancoragem para obter uma retracção em massa sem perda de ancoragem. Um sistema de fixação com parafusos de titânio proporciona vantagens no tratamento ortodôntico, incluindo o fechamento do espaço, intrusão e distalização dos dentes posteriores. Os parafusos normalmente são colocados no osso alveolar vestibular, onde a raiz dentária não será danificada. Com as vantagens da colocação cirúrgica fácil e osteointegração não é necessária, apenas um curto período de fixação é necessária após os parafusos são colocados. No entanto, poucos relatos têm sido publicados sobre ortodontia lingual combinado com a ancoragem dos parafusos de titânio.

Uma mulher de 22 anos se apresentou com uma queixa principal de dentes anteriores irregularmente alinhados e salientes. Uma revisão de sua história médica não revelou alergias ou problemas médicos, e não apresenta sinais ou sintomas de disfunção temporomandibular. A paciente tinha um perfil convexo e biprotrusão, e as relações molares de Classe I com moderado apinhamento nos dentes anteriores. A linha média dentária inferior estava desviada dois milímetros para a esquerda por causa do leve apinhamento dos incisivos. Além disso, ambos os incisivos superiores e inferiores anterior exibido biprotrusão grave, com um ângulo interincisivos de 106,98º.

Mini Parafusos de titânio (1,5 mm de diâmetro, 15 mm de comprimento, Martin Medizin-Technik Gebruder-Martin GmbH, Tuttlingen, Alemanha) foram implantados no ossos alveolares superior e inferior entre os primeiros e segundos molares, sob anestesia local. Para evitar o dano à raiz, os parafusos foram colocados nas áreas interseptais dos molares. Dois meses após o implante, os segundos pré-molares superiores e inferiores foram extraídos e o nivelamento foi iniciado através de um aparelho ortodôntico fixo lingual (aparelho Kurz sétima geração, Ormco Co Glendora, CA, EUA).

A aplicação de força para a retração dos dentes anteriores foi realizada com fixação reforçada através da ligadura dos parafusos de titânio para o gancho do primeiro molar com um elástico. Após a retração dos dentes anteriores em 12 meses, todos os parafusos de implante foram removidos. O tratamento ortodôntico lingual foi concluído, e o uso de aparelhos removíveis superior e inferior, foi iniciada quando a paciente tinha 25 anos e 10 meses de idade. O tratamento ativo, incluindo a colocação do implante durou 29 meses. A melhora do Perfil e retração acentuada dos dentes anteriores foram alcançados.

O processo de tratamento atual pode ser criticado por necessitar de uma cirurgia de implante temporário. No entanto, a operação é simplificada através da eliminação da incisão, levantando retalho e sutura, pois a cirurgia de implante convencional requer um retalho de espessura total. A paciente facilmente aceitou a cirurgia, e os sintomas de dor pós-operatória e desconforto foram quase insignificantes. Além disso, há pouco risco em o implante de curar transmucosally. Durante a retração ativa dos dentes anteriores, não encontramos qualquer afrouxamento dos implantes, e peri-implante de tecido mole condições eram favoráveis.

O tratamento ortodôntico atual exige tempo de tratamento mínimo e mínima colaboração do paciente, oferecendo máxima eficácia do tratamento. Concluiu-se que a ortodontia lingual é um excelente sistema para o tratamento invisível em um paciente adulto e que a ancoragem em mini implantes de titânio pode ser usado para a manutenção de ancoragem eficiente com os procedimentos de retração anterior.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.1043/0003-3219%282004%29074%3C0715%3ASIUAAF%3E2.0.CO%3B2

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Possíveis fatores etiológicos para desordens temporomandibulares de origem articular com implicações para diagnóstico e tratamento


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Aline Vettore Maydana, Ricardo de Souza Tesch, Odilon Vitor Porto Denardin, Weber José da Silva Ursi, Samuel Franklin Dworkin; do Departamento de DTM e Dor Orofacial da Faculdade de Medicina de Petrópolis - Rio de Janeiro; Departamento de Cabeça e Pescoço do Hospital Heliópolis; Departamento de Ortodontia da Universidade do Estado de São Paulo – São José dos Campos - São Paulo; Department of Oral Medicine School of Dentistry. Department of Psychiatric and Behavioral Sciences School of Medicine University of Washington; Mostra atraves de uma revisão os fatores envolvidos na etiologia, diagnóstico e tratamento das desordens temporomandibulares (DTM) de origem articular. Critérios específicos de inclusão e exclusão para o diagnóstico de DTM são essenciais, mas apresentam utilidade limitada. Atualmente, os Critérios Diagnósticos de Pesquisa para Desordem Temporomandibular (RDC/TMD) oferecem a melhor classificação baseada em evidências para os subgrupos mais comuns de DTM.

As desordens temporomandibulares (DTM)referem-se a um conjunto de condições que afetam os músculos da mastigação e/ou a articulação temporomandibular (ATM). Essas condições falharam em demonstrar uma etiologia comum ou base biológica clara para sinais e sintomas relacionados e, por isso, são consideradas como um grupo heterogêneo de problemas de saúde relacionados à dor crônica. Sintomas característicos — como dor muscular e/ou articular, dor à palpação, função mandibular limitada e ruídos articulares — podem ser prevalentes, isoladamente ou associados, em até 75% na população adulta. Apesar disso, o surgimento de alguns sintomas, como ruídos articulares, não parecere estar relacionado, na maioria da população, à dor ou outros fatores fisiopatológicos que requeiram tratamento.

Estudos epidemiológicos sugerem que a prevalência de sintomas como dor e restrição de ovimentos varia entre 5 e 15%, com a maioria dos casos ocorrendo em adultos jovens com idades entre 20 e 40 anos, especialmente no gênero feminino. A prevalência reduzida de DTM entre as faixas etárias mais avançadas, como vista em estudos transversais e longitudinais, está de acordo com a natureza tipicamente limitante de seus sintomas.

A classificação corrente é largamente descritiva, baseada mais na presença de sinais e sintomas do que em sua etiologia, devido principalmente à incompleta compreensão da relação entre os fatores etiológicos e os mecanismos fisiopatológicos. Contudo, do ponto de vista clínico, é provavelmente irrelevante estender-se à divisão dos chamados subgrupos diagnósticos se todas as desordens dentro de um mesmo subgrupo puderem ser controladas usando procedimentos terapêuticos similares.

O objetivo do presente trabalho foi abordar os possíveis fatores etiológicos para o desenvolvimento de desordens temporomandibulares de origem articular (grupos II e III de acordo com o RDC/TMD), sugerindo implicações para seu diagnóstico e tratamento.

Conclusões dos autores:

Apesar das más oclusões serem historicamente consideradas como fatores de risco para o desenvolvimento de DTM, incluindo as predominantemente articulares, em muitos casos a associação estabelecida entre essas variáveis parece ter direções opostas.

Assim, investigações clínicas prospectivas e laboratoriais direcionadas a aspectos relacionados à etiologia dessas condições, principalmente nos estágios iniciais do seu desenvolvimento, podem guiar os passos seguintes da terapia no futuro.

De acordo com Legrell e Isberg, os achados da indução de redução do ramo da mandíbula, secundários ao deslocamento anterior do disco articular, indicam que o reposicionamento do disco em crianças e adolescentes jovens pode ter mais sentido do que previamente se pensava.

Em vista disso, o uso de dispositivos ortopédicos para o avanço da mandíbula, como o aparelho de Herbst — que demonstrou eficiência em melhorar o posicionamento prévio do disco articular deslocado em estágios iniciais desse processo — deve ser testado por meio de estudos clínicos randomizados adequados. Enquanto o uso terapêutico dos suplementos alimentares, como o sulfato de glicosamina, parece ser uma alternativa segura ao uso de drogas antiinflamatórias normalmente usadas no controle da dor relacionada à osteoartrite da ATM, da mesma forma que para as placas estabilizadoras, a evidência da sua eficácia para a maioria dos pacientes com DTM ainda não foi completamente estabelecida.


Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n3/10.pdf

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O status atual da tomografia computadorizada Cone Bean na Ortodontia





Neste artigo de 2011, publicado pelo Dentomaxillofacial Radiology, pelos autores S Kapila, RS Conley and WE Harrell Jr; do Department of Orthodontics and Pediatric Dentistry, University of Michigan, Ann Arbor, Michigan, USA; Mostra o que este revolucionario metodo de diagnostico por imagem proporciona para a Ortodontia nas suas diversas situações de tratamento.

A Tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT) tornou-se uma fonte cada vez mais importante da obtenção de dados volumetricos das três dimensões (3D) na ortodontia clínica desde a sua introdução na Odontologia, em 1998. O objetivo deste artigo é destacar a compreensão atual de evidências para o uso clínico da CBCT em ortodontia, e revisar os resultados para responder questões clinicamente relevantes.

As informações atualmente disponíveis geradas a partir de estudos utilizando CBCT podem ser organizadas em cinco grandes categorias:

1 - Na avaliação da tecnologia da CBCT,
2 - Sua utilização em análises morfométricas crânio-faciais;
3 - Em achados incidentais;
4 - Na análise dos resultados dos tratamentos
5 - Na eficácia da CBCT no diagnóstico e planejamento do tratamento.

Os resultados nessas áreas tópicos são resumidos, seguido por indicações atuais e protocolos para a utilização de CBCT em casos específicos. Apesar da crescente popularidade da CBCT em ortodontia, e suas vantagens sobre a radiografia de rotina em casos específicos, os efeitos da informação obtida a partir dessas imagens que possam alterar as decisões de diagnóstico e tratamento ainda não foi demonstrada em diversos tipos de casos.

Por conseguinte, é recomendado que CBCT possa ser utilizada em casos selecionados, em situações que a radiografia convencional não possa fornecer informações de diagnóstico satisfatório, que incluem pacientes com fissura palatina, na avaliação da posição dos dentes inclusos, dentes supranumerários, na identificação de reabsorção radicular e para o planejamento de cirurgia ortognática.

A necessidade de utilização de outros tipos de imagens de determinados casos deve ser feita analisando caso a caso, após avaliação dos riscos versus benefícios da digitalização destas situações.

Link do artigo na integra via dmfr BirJournals:

http://dmfr.birjournals.org/cgi/reprint/40/1/24