ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Tratamento do ronco e apneia do sono com um dispositivo de reabilitação lingual

 


Neste artigo de 2020, publicado pelo Journal of Clinical Orthodontics, pelos Autores CHRISTIANE CAVALCANTE FEITOZA,  NILTON COELHO, NILTON COSTA, ALEXANDRE PONTE e WANDERSON AZEVEDO da Federal University of Alagoas e da Faculdades Unidas do Norte de Minas, Maceió, Brazil. Apresenta um dispositivo removível para o controle da lingua e da apneia obstrutiva do sono.

O artigo apresenta o "Tongue Rehabilitator",  um aparelho desenvolvido para pacientes ortodônticos com hábitos de ronco, apneia do sono ou mordidas abertas causadas por interposição lingual. Ao contrário dos dispositivos convencionais que movem a mandíbula para frente, o mecanismo de ação do Reabilitador de Língua se baseia em elevar a língua e direcioná-la para uma posição fisiológica, fortalecendo-a o suficiente para permitir uma vedação labial completa (primeira válvula). O contato língua-palato (segunda válvula) promove a abertura da orofaringe em uma direção látero-lateral, e a base da língua então ativa a terceira válvula, iniciando o contato com o palato mole.

O Reabilitador de Língua foi projetado para projetar a língua e estimular os receptores neurais, selando assim as válvulas durante a deglutição e abrindo a via aérea posterior. A língua é um forte órgão muscular responsável por uma parte significativa da obstrução faríngea durante o sono. Quando posicionado em posição anterior, o músculo genioglosso estimula os músculos supra-hióideos, que por sua vez movem o osso hióide para frente, abrindo ainda mais a hipofaringe. Pode ser adaptado a uma série de aparelhos ortodônticos diferentes.

Embora o Reabilitador de Língua tenha mostrado resultados promissores, mais estudos são necessários para fornecer evidências científicas adicionais da funcionalidade deste novo dispositivo, principalmente em comparação com aparelhos de avanço mandibular, no tratamento do ronco e apneia do sono.


Link do Artigo na Integra via JCO-ONLINE:

https://www.jco-online.com/media/38373/2020_07_400_feitoza.pdf


quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Ortodontia no Oeste do Estados Unidos: Quando Pasadena, foi a Meca do ensino da Odontologia



Neste Artigo de 1992, escrito pelo autor Norman Wahl, Professor da Historia da Ortodontia da UCLA, Los Angeles, California. Conta a Historia acadêmica e de fundação da Escola de Ortodontia do Professor Edward Harley Angle. 

Um breve resumo do texto, que no final tem um link de acessa a integra do belo trabalho disponibilizado pela Universidade da California.

A Cidade Pasadena, em um momento em que foi anfitriã da história da elite da odontologia. Entre 1924 e 1927, dentistas de todo os Estados Unidos da América e de países distantes como Finlândia, Austrália, Irlanda e Brasil passaram a estudar no "Angle College of Orthodontia". O "campus" deles era apenas um pequeno edifício escondido no distrito residencial de Orange Heights, sua reputação se espalhou por toda parte.



Era uma estrutura  dedicada exclusivamente para o ensino de ortodontia (de 1923 a 1924, foi chamada Angle School of Orthodontia). Até então, a disseminação  desse conhecimento altamente especializado era realizada nos consultórios de dentistas preceptores ou em locais construídos para outra finalidade.



Depois de aperfeiçoar o aparelho Edgewise, o Professor Angle estabeleceu que seu próximo objetivo seria criar uma legislação que controlasse a prática da ortodontia. Isso ele nunca conseguiu. Como forma de protestar, por mais injusto que isso pudesse resultar,  na fase que a faculdade vinha em franco em progresso, ele fechou as portas em 1927.

Angle nunca mais ensinou. Nunca mais houve um Colégio de Ortodontia. Em 11 de agosto de 1930, Angle morreu em sua casa de verão em Santa Mônica, pouco depois de ter anunciado à esposa que "eu terminei meu trabalho" . Pouco depois a Sra. Angle alugou a grande casa na Madison Avenue e se mudou para o prédio da escola. Seria sua casa pelos próximos vinte e sete anos. A clínica foi dividida em quartos, enquanto a sala de aula serviu como sala de estar e salão de visitas.

Dos 174 homens e nove mulheres graduados (estimativa do Autor de todas as quatro turmas), apenas um sobrevive: MatthewLasher, de Rancho Mirage, Califórnia. Vinte e cinco se tornaram presidentes da Associação Americana de Ortodontia, onze se tornaram chefes de departamento de ortodontia e três se tornaram reitores de faculdades de odontologia: Bordie, Noys e Frank M. Casto. Brodie, como diretor fundador da pós-graduação em ortodontia  da Universidade de Illinois, perpetuou os preceitos de Angle ao longo de seus 36 anos de mandato e treinou mais de 250 ortodontistas, quinze dos quais se tornaram chefes de outros departamentos de ortodontia.




Link do Artigo na Integra:



segunda-feira, 27 de julho de 2020

Biomecânica com mini-implantes extra-alveolares






Neste artigo de 2019, publicado pela Dental Press Journal of Orthodontics, pelo Autor Professor Dr. Marcio R. Almeida, Da Universidade Norte do Paraná, Curso de Mestrado Acadêmico em Ortodontia e Doutorado em Dentística (Londrina/PR, Brazil). Mostra diversas possibilidades e aplicabilidades biomecânicas com os recursos de ancoragem esquelética baseados nos mini implantes extra alveolares.

É inegável que a ancoragem extra-alveolar de mini-implantes revolucionou a Ortodontia. Do mesmo modo, o entendimento adequado da biomecânica de mini-implantes permitiu ampliar a gama de movimentos dentários como nunca antes visto na prática clínica. Entretanto, para produzir melhores tratamentos, principalmente no que diz respeito aos efeitos no plano oclusal, é importante estar ciente das inúmeras possibilidades de aplicação de sistemas de força baseados na ancoragem esquelética. Assim, este artigo tem como objetivo abordar, por meio de casos clínicos, a aplicação de conceitos biomecânicos extremamente relevantes para o emprego adequado de mini-implantes extra-alveolares.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Historia da Ortodontia - Tracionamento de Canino Incluso











Os caninos superiores permanentes desempenham um importante papel no estabelecimento e manutenção da forma e função da dentição, sendo sua presença no arco dentário fundamental para o estabelecimento de uma oclusão dinâmica balanceada, além da estética e harmonia facial. Assim, dada a sua importância no arco dentário, diante de uma impactação do canino superior permanente, esforços deverão ser empregados para manter o dente evitando sua extração.

Quando não diagnosticado e tratado, caninos superiores impactados podem causar perturbações mecânicas e infecciosas. O prognóstico do tratamento depende da posição do canino em relação aos dentes adjacentes e sua altura no processo alveolar. Também se deve levar em consideração a possibilidade do canino impactado não se movimentar ortodonticamente. Neste caso, será necessária a sua extração e o espaço poderá ser ocupado pelo premolar ou por uma prótese.

Hoje em dia existem metodos de diagnósticos variados, como um simples Rx Periapical, Rx com a Tecnica de Clark, Rx Oclusal da Maxila, Rx Panorâmico e as confiáveis e imprescindíveis tomografias de feixe cônico. Mas imaginem esta situação em 1899, foi quando Dr. Edward H. Angle, publicou no seu classico livro The Angle System of Regulation and Retention of the teeth and Treatment of Fractures f the Maxille. No Capitulo VII ele descreve uma técnica tracionamento de um canino superior direito, associado a exodontia do 1º Pré-molar superior direito, com um aparato preso ao 2º Pré-Molar inferior direito. Foi feito uma pequena Perfuraçao no canino e a peça cimentada a coroa. E o paciente instruido a usar uma ligadura elastica. Neste mesmo capitulo ele mostra também uma situação de solução para um incisivo superior incluso.

Link de um bom artigo sobre este assunto de 2008 na Scielo do Dr. Mario Cappellette e colaboradores:

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Efeitos a longo prazo da expansão rápida da maxila seguido pelo uso de aparatologia fixa



Neste artigo publicado em 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Hakan Gurcan Gurel; Badel Memili; Mustafa Erkan; Yusuf Sukurica; do GATA Military Research and Training Hospital, Dental Clinic, Section of Orthodontics, Istanbul; e do Selcuk University, Faculty of Dentistry, Department of Orthodontics, Konya, Turquia. Mostra um estudo sobre a estabilidade da Expanção Rápida da Maxila.

Este estudo foi feito com o intuito de avaliar as mudanças a longo prazo em larguras do arco maxilar, sobressaliência e sobremordida em pacientes que foram tratados com expansão rápida da maxila (ERM), seguidos pelo uso de aparelhos edgewise.

O material para o estudo constistuiu numa tomada de modelos de estudo de 41 pacientes (19 homens e 22 mulheres), em quatro ocasiões diferentes (antes do tratamento -> T1, após ERM -> T2; após o tratamento --> T3, e durante o período de acompanhamento -> T4). A parte superior inter-caninos, inter-premolar e a largura inter-molares, sobressaliência e a sobremordida foram medidos em cada conjunto de modelos de estudo. A média de idade dos pacientes era de 13,2 +- 1,3 anos (variação, 11,2 a 16,9 anos), no T1: 13,3+- 1,3 anos (variação, 11,3 a 17 anos), no T2: 15,5 +- 1,4 anos (variação, 13,1 a 18,8 anos), no T3: 20,4 +- 1,6 anos (variação, 17,9 a 24,8 anos) com T4.

O aumento real na largura intercaninos, largura interpremolar, largura intermolares, sobressaliência e sobremordida foi de 1,4 +- 2,4 mm, 4,6 +- 2,6 mm, 4,3 +- 2,5 mm, 0,1 +- 0,6 mm, e 0,2 +- 0,6 mm, respectivamente, e as taxas de recidiva foram de 37% para a largura inter-caninos, 19% para a largura inter-premolar, e 17% para a largura inter-molares no final do período de acompanhamento.

Uma quantidade significativa de recidiva em larguras de arco maxilar no pós-contenção ocorreram, sendo o maior na largura intercaninos. A ERM diminuiu significativamente a sobremordida e a sobressaliência ficou aumentada, e uma redução estatisticamente significativa foi observada em ambos tanto na sobremordida como na sobressaliência, na avaliação pós-contenção.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/011209-22.1

terça-feira, 14 de julho de 2020

Historia da Ortodontia - 1º Meeting da Angle Society of Orthodontists



   
Abaixo, trechos do discurso que o Dr. Edward H. Angle fez na abertura do 1º Meeting da Angle Society em junho de 1922, publicado posteriormente na Angle Orthodontist:


“Esta é a nossa primeira reunião anual, que será de grande valor para nós e para a humanidade, na proporção da seriedade, sinceridade e espírito de progresso que levamos a ela. Vamos fazer com que este ato se destaque no progresso da ortodontia. Ou devemos gastar este tempo precioso, como em tantas outras sociedades é gasto? Em conversa inútil,  demonstração de orgulho e auto-promoção, em intrigas políticas, na escuta de trabalhos inconsequentes e realizados com descuido, embasados em teorias não comprovadas. Alguns destes trabalhos, infelizmente ainda são largamente publicados na literatura voltada a ortodontia, mas nenhuma ciência jamais foi empurrada para a frente com estes tipos de trabalhos...”
“As coisas que perduram na ortodontia são aquelas fáceis de explicar e de entender, para desta forma, ser dominada e ser feita com benefício prático apenas com a aplicação eterna do pensamento, da razão e a partir de princípios básicos. Apartir dai isto passa a ser constantemente aplicado...”
“Quando você conhece a história inteira de ortodontia, como eu conheço e como vocês estão conhecendo, perceberão que o progresso da verdadeira ortodontia jamais foi conseguido por homens “bitolados”, com a eterna visão rígida de um único ideal. Deste modo, progresso algum foi alcançado em qualquer área da ciência...”
“Deve ser a nossa missão, individual e coletiva, em todos os nossos atos e somando todos os nossos esforços, manter o navio da ortodontia sempre navegando no seu verdadeiro curso. Que nenhum membro desta sociedade nunca seja conhecido como adormecido ou desistente...”
“Eu me pergunto se vocês percebem a importância das suas responsabilidades: Em manter elevados os ideais no seu trabalho como indivíduos e como membros desta sociedade, nesta fase especial na história da ortodontia..."

Edward Hartley Angle

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist :

http://www.angle.org/doi/pdf/10.1043/0003-3219%281931%29001%3C0008%3AFMOTEH%3E2.0.CO%3B2

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Previsibilidade do movimento ortodôntico com alinhadores ortodônticos: um estudo retrospectivo







Neste artigo de 2017, publicado na Progress in Orthodontics, pelos autores Luca Lombardo, Angela Arreghini, Fabio Ramina, Luis T. Huanca Ghislanzoni and Giuseppe Siciliani. Da Faculdade de Ortodonti, Universidade de Ferrara, Via Fossato di Mortara, 44100 Ferrara, Italia

O artigo relata um  estudo que avaliou a previsibilidade de alinhadores F22 (Sweden & Martina, Due Carrare, Itália) na condução dos dentes para as posições planejadas usando uma configuração ortodôntica digital.

Dezesseis pacientes adultos (6 homens e 10 mulheres, idade média de 28 anos e 7 meses) foram selecionados, e um total de 345 dentes foram analisados. Pré-tratamento, pós-tratamento ideal - conforme planejado na configuração digital - e os modelos reais de pós-tratamento foram analisados ​​usando o software VAM (Vectra, Canfield Scientific, Fairfield, NJ, EUA). A rotação prescrita e real, a ponta mesiodistal e a ponta vestíbulo-lingual foram calculadas para cada dente e, posteriormente, analisadas por tipo de dente (incisivos superiores e inferiores direitos e esquerdos, caninos, pré-molares e molares) para identificar o erro médio e a acurácia de cada tipo de movimento. alcançado com o alinhador em relação aos planejados usando a configuração.

Foi observado que a previsibilidade média dos movimentos obtidos com os alinhadores F22 foi de 73,6%. A inclinação mesiodistal mostrou a maior previsibilidade, em 82,5% em relação ao ideal;  seguido por inclinação vestíbulo-lingual (72,9%) e finalmente rotação (66,8%). Em particular, a ponta mesiodistal nos molares superiores e inferiores foi alcançada com a maior previsibilidade (93,4 e 96,7%, respectivamente), enquanto a rotação nos caninos inferiores foi  menos eficaz (54,2%).

Ou autores concluíram neste estudo que sem o uso de recursos auxiliares, os alinhadores ortodônticos são incapazes de atingir o movimento programado com 100% de previsibilidade. Em particular, embora os movimentos de inclinação tenham sido eficazes, especialmente nos molares e pré-molares, a rotação dos caninos inferiores foi um movimento extremamente imprevisível.

Link do artigo na integra via NCBI:

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Amenizando o aerosol no sistema de AVAC (Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado)

Video da Entrevista

A amenização dos aerossóis na área clínica é um tópico importante de discussão, pois as práticas ortodônticas irão reabrir em meio à pandemia de COVID-19 nos Estados Unidos. Embora nenhuma mudança tenha sido determinada neste momento, muitos ortodontistas estão avaliando suas opções. A Orthodontic Products conversou com o Professor Dr. Jay Bowman, DMD, MSD, membro de  conselho editorial. Ele vem trabalhado no levantamento dos diferentes produtos no mercado.

Preparativos para a reabertura:

Para começar, falou sobre as mudanças que ele fez em seu consultório em Michigan antes da reabertura em 1º de junho.

Ele falou sobre:

. A organização da cadeira e as tarefas atribuídas a cada membro da sua equipe - incluindo a introdução de uma função de um membro para as escrita.

. Como lidar na rotina com a comunicação com os pais que não podem estar na área clínica durante a consulta de seus filhos

. Como ele está transferindo os EPIs dos seus dois consultórios satélites que permanecerão fechados para garantir que seu principal tenha suprimentos suficientes.

E quando se trata de triagem de pacientes, Bowman fornece algumas informações valiosas sobre termômetros e as especificidades do que é necessário para uma leitura precisa da temperatura.


Amenizando o aerosol:

No  tópico de diminuição de aerossóis, muitos ortodontistas se opõem à idéia de adicionar equipamentos a seus consultórios - argumentando que estavam empregando as melhores práticas antes do COVID-19 para manter os pacientes seguros. Mas, assim como os ortodontistas a muito tempo atras clinicavam sem luvas,  mudou com o passar das épocas. E o que antes parecia um fardo pode se tornar o padrão daqui para frente.

Com isso em mente, Bowman começa falando sobre a diminuição de aerossóis na boca do paciente. Ele discute os produtos que descobriu que pode adicionar aos seus dispositivos sucção para eliminar a necessidade de outro membro da equipe, além de máquinas de sucção extraorais.

Ele então fala sobre o consultório como um todo. O consultório de Bowman tem mais de 20 anos e, com isso, um sistema de AVAC desatualizado. Já sabendo que ele precisava para substituir o sistema de calefação, Bowman recentemente contratou um engenheiro AVAC para avaliar seu sistema e recomendar atualizações para proporcionar uma melhor filtragem de ar em meio COVID-19.

Ações de Bowman:

As mudanças que ele fará - Filtros de retenção de partículas de alta eficiência (HEPA) para filtros de luz UV

Por isso que precisa saber onde é o sistema de exaustão - uma lição que Bowman aprendeu quando o engenheiro de AVAC descobriu que seu equipamento de evacuação se esvaziava direito sob a área da sua clínica, em vez de fora do edifício.

Bowman também fala sobre por que ele optou por transformar uma sala de registros em uma sala de pressão negativa. Ele explica como a conversão não é tão assustadora quanto parece e por que pode ser mais econômica a longo prazo.

Para concluir, Bowman da algumas orientações sobre a contratação de um especialista em AVAC. 


Link do artigo na integra:

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Historia da Ortodontia - Museu da ASPAD














Atualizando a parte da Historia da Ortodontia, me deparei com a bela pagina da Associação da Salvaguarda do Patrimônio da Arte Dentaria em Paris. E fiquei surpreso com que vi. Um mergulho na Historia da Ortodontia Européia. Temos muitas referências da Ortodontia Norte Americana, principalmente via Dental Cosmos (Digitalizada na Universidade de Michigan). E pelos belos trabalhos realizados por Dr. Edward H. Angle e posteriormente pelos seus seguidores e alunos.

Pouco conhecia da Historia da Ortodontia Européia, se restringia  a publicação do Dr. Pierre Fauchard e seu celebre Bandelet. Mas com que eu vi nesta pagina fiquei surpreso, principalmente pelo que os colegas europeus desenvolveram a nível de aparatologia Ortodontica e dinâmica de tratamento entre 1800 e 1900.






Aconselho vocês a visitarem a pagina, irão dar um passeio pela historia da nossa especialidade, vendo belas fotografias e aparelhos, para distalização, expansão, movimento de coroa dentaria, aparelhos removíveis, Ortopédicos, entre outros.

Sempre falo aos alunos, que conhecendo a historia do que quer que nos interesse, conseguiremos distinguir nos dias de hoje o que são novas fronteiras na nossa especialidade ou simplesmente a repetição de um conceito com nova roupagem!

Aproveitem este belo passeio virtual !!!


Link do site do Museu:

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Bate papo com o Professor Dr. Júlio Gurgel - Parte 1






Link do vídeo via Youtube: https://youtu.be/nZWfh3BtTAg


Iniciando 2020 com um novo projeto. Conversando com entusiastas e apaixonados pela Ortodontia Científica e Clínica. O primeiro bate papo foi com o Amigo e Professor Dr. Júlio Gurgel. Uma conversa de mais uma Hora em que falamos sobre a Historia do Professor, Fios Ortodonticos e suas aplicações, Arco de Expansão Dento-Alveolar, Tecnologia 3D, Ancoragem Esquelética, Disjuntores MARPE, Ciência e muito mais. Nessa semana será compartilhada a Primeira parte dessa conversa que me Honrou muito! 

segunda-feira, 9 de março de 2020

Avaliação 3-D das alterações dentoalveolares transversais e do comprimento da raiz dos primeiros molares superiores após expansão rápida ou lenta da maxila em crianças




Neste Artigo de 2019, publicado pela Dental Press Journal of Orthodontics, pelos Autores Helder Baldi Jacob, Gerson Luiz Ulema Ribeiro, Jeryl D. English, Juliana da Silva Pereira, Mauricio Brunetto. Da University of Texas Health Science Center at Houston School of Dentistry, Department of Orthodontics (Houston/ TX, USA) e Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Ortodontia (Florianópolis/SC, Brazil).

Teve como  objetivo do estudo realizar um ensaio clínico randomizado comparando os efeitos da expansão rápida da maxila (ERM) e expansão lenta da maxila (ELM). O comprimento  da raiz dos primeiros molares superiores permanentes e a movimentação dentária através do alvéolo que foram estudados por meio da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC).

Foram incluídos indivíduos com deficiências transversais maxilares entre 7 e 10 anos de idade. Utilizando expansores tipo Haas, e as crianças foram aleatoriamente divididas em dois grupos: ERM (19 indivíduos, idade média de 8,60 anos) e ELM (13 sujeitos, com média de idade de 8,70 anos).

Quanto a  cortical óssea, espessura vestibular e largura dentoalveolar diminuíram em ambos os grupos. No grupo ERM o maior decréscimo foi relacionado à espessura do osso distal (1,26mm), seguido pela espessura do osso mesial (1,09mm), largura alveolar (0,57mm) e cortical vestibular (0,19mm). No grupo ELM, a espessura do osso mesial diminuiu mais (0,87 mm) e a cortical vestibular diminuiu a menor (0,22 mm). A espessura do osso lingual aumentou nos grupos ERM e ELM (0,56 mm e 0,42 mm, respectivamente). A raiz mesial aumentou significativamente no grupo ERM (0,52mm) e no grupo ELM (0,40mm), possivelmente devido à formação incompleta do ápice radicular em T1 (antes da instalação dos expansores).

Os Autores concluíram que a expansão maxilar (ERM e ELM) não interrompe a formação das raízes e não mostra a reabsorção radicular apical de primeiro molar em pacientes jovens. Embora ligeiramente maiores no grupo ERM que no grupo ELM, ambos os protocolos de ativação mostraram espessura óssea vestibular semelhante e alterações da espessura do osso lingual, sem diferença significativa; e a ERM apresentou alterações ósseas corticais vestibulares similares às ELM.

Link do Artigo na Integra via Scielo:


terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Existem benefícios em realizar a expansão maxilar suportada esqueleticamente em vez da expansão dento suportada? Uma revisão sistemática com meta-análise




Neste artigo de 2020, publicado pela Progress in Orthodontics. Pelos autores Marietta Krüsi, Theodore Eliades e Spyridon N. Papageorgiou. Da Clinic of Orthodontics and Pediatric Dentistry, Center of Dental Medicine, University of Zurich, Plattenstrasse 11, CH-8032 Zurich, Switzerland. Mostra  uma revisão sistemática que compara os efeitos clínicos da expansão rápida da maxila (ERM) por via óssea ou híbrida com origem óssea com a ERM convencional por via dentária no tratamento da deficiência maxilar.

Nove bancos de dados foram pesquisados até setembro de 2018 em busca de ensaios clínicos randomizados comparando a ERM de origem óssea ou híbrida de origem dentária com a ERM convencional de origem dentária em pacientes de qualquer idade ou sexo. Após a seleção duplicada do estudo, extração de dados e avaliação do risco de viés com a ferramenta Cochrane, foram realizadas meta-análises de efeitos aleatórios das diferenças médias (MD) e seus intervalos de confiança de 95% (ICs), seguidas pela avaliação da qualidade da evidência com GRAU.

Um total de 12 artigos em 6 estudos únicos com 264 pacientes (42,4% do sexo masculino; idade média de 12,3 anos) foram finalmente incluídos. Evidências limitadas indicaram que a ERM óssea foi associada a uma maior abertura da sutura no primeiro pós-retenção molar (1 ensaio; MD 2,0 mm; IC95% 1,4 a 2,6 mm; qualidade moderada da evidência) em comparação à ERM transmitida por dente, enquanto não houve diferenças significativas foram encontradas em relação à inclinação do dente, largura da cavidade nasal e reabsorção radicular (qualidade de evidência muito baixa a baixa). O ERM híbrido dente-osso foi associado a menor inclinação bucal do primeiro pré-molar (2 ensaios; MD - 4,0 °; IC95% - 0,9 a - 7,1 °; qualidade moderada da evidência) e menor resistência das vias aéreas nasais pós-retenção (1 ensaio clínico; MD - 0,2 Pa s / cm3; IC95% - 0,4 a 0 Pa s / cm3; qualidade moderada da evidência) em comparação com a ERM transmitida por dente, enquanto não foi encontrada diferença significativa em relação à largura esquelética da maxila, inclinação molar e analgésico uso (qualidade da evidência baixa a moderada). As principais limitações que afetam a validade dos presentes achados foram (a) imprecisão devido à inclusão de poucos estudos com tamanhos de amostra limitados que impediram a detecção robusta de diferenças existentes e (b) questões metodológicas dos estudos incluídos que poderiam levar a viés.

Os Autores concluíram que as evidências são limitadas nos estudos randomizados e indicam que a ERM de origem óssea ou híbrida de origem óssea pode apresentar vantagens em termos de aumento da abertura sutural, menor inclinação dos dentes e menor resistência das vias aéreas nasais em comparação com a ERM convencional. No entanto, o número limitado de estudos e artigos sobre as  questões existentes na sua conduta impede a obtenção de conclusões definitivas.

Link do Artigo na integra via Progress in Orthodontics:



terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Comparação de mudanças de inclinação e verticais entre técnicas de retração de fio único e duplo em ortodontia lingual






Neste artigo de 2020, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Bui Quang Hung, Mihee Hong, Wonjae Yu e Hee-Moon Kyung. Do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Kyungpook National University, Daegu, Korea. Teve como objetivo comparar a inclinação e as mudanças verticais entre as técnicas de fio único e duplo durante a retração em massa com diferentes comprimentos de braços de alavanca na ortodontia lingual, usando uma versão atualizada do  Sistema de Indução de Calor Typodont (HITS).

Os braquetes linguais do duplos, com dois solos principais, foram utilizados neste estudo. Quarenta amostras foram divididas em quatro grupos, de acordo com o comprimento do braço de alavanca (gancho de 3 mm ou 6 mm) e o fio de retração (fio único ou duplo). Quatro milímetros de retração em massa foram realizados com aparelhos linguais. Posteriormente, imagens tridimensionais do typodont foram analisadas para medir a inclinação e as mudanças verticais dos dentes anteriores.

A inclinação do incisivo apresentou mais alterações nos grupos de fio único do que nos grupos de fio duplo. No entanto, a inclinação canina não diferiu entre esses grupos. Em relação às alterações verticais, apenas os incisivos laterais nos grupos de fio único apresentaram valores significativamente maiores que os dos grupos de fio duplo. Combinando o efeito do comprimento do gancho, entre os quatro grupos, o grupo de fio único com o gancho de 3 mm teve o valor mais alto, enquanto o grupo de fio duplo com o gancho de 6 mm mostrou a menor diminuição na inclinação e extrusão da coroa.

Os autores concluiram que a técnica de fio duplo com um braço de alavanca estendido proporcionou vantagens sobre a técnica de fio único com o mesmo comprimento de braço de alavanca na prevenção de perda de torque e extrusão dos dentes anteriores durante a retração em massa na ortodontia lingual.

Link do Artigo na Integra via e-KJO:

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Comparação do movimento dentário alcançado e previsto dos primeiros molares superiores e incisivos centrais: tratamento com extração do primeiro pré-molar com Invisalign




Neste artigo de 2019, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Fan-Fan Dai; Tian-Min Xu; Guang Shu. Do Department of Orthodontics, Peking University School and Hospital of Stomatology, Beijing, China. Comparou os movimentos dentários alcançados e previstos dos primeiros molares superiores e incisivos centrais em casos de extração de primeiro pré-molar tratados com Invisalign.

O estudo envolveu 30 pacientes que realizaram tratamento com extração do primeiro pré-molar superior e submetidos a tratamento com Invisalign. O modelo real de pós-tratamento foi comparado com o modelo de pré-tratamento na região palatina estável e sobreposto ao modelo virtual de pós-tratamento. Os movimentos dentários alcançados e previstos dos primeiros molares superiores e dos incisivos centrais foram comparados pelo teste t pareado. Análises lineares de modelo de efeito misto foram usadas para explorar a influência da idade (adolescentes versus adultos), Attachements (G6 otimizado  vs. 3 mm na vertical vs. 3 mm na horizontal vs. 5 mm na horizontal) e apinhamento inicial nas diferenças entre movimento dentário previsto e alcançado (DPATM).

Os primeiros molares alcançaram maior inclinação mesial, translação mesial e intrusão do que o previsto. Os incisivos centrais obtiveram menores retração e maior torque e extrusão da coroa para lingual do que o previsto. Os adolescentes apresentaram maior DPATM na translação mesiodistal dos primeiros molares e translação vestíbulo lingual dos incisivos centrais e menor DPATM na translação ocluso-gengival dos primeiros molares e torque da coroa dos incisivos centrais do que os adultos. O grupo com attachments verticais de 3 mm apresentou maior DPATM na translação mesiodistal dos primeiros molares versus o grupo com attachements otimizados G6. O apinhamento inicial teve uma correlação inversa com o DPATM na angulação e translação mesiodistal dos primeiros molares.

O autores concluíram que o controle da ancoragem do primeiro molar e a retração do incisivo central não foram totalmente alcançados, como previsto no tratamento de extração do primeiro pré-molar com Invisalign. Idade, Attachements e apinhamento inicial afetaram as diferenças entre os movimentos dentários previstos e alcançados.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist: 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

A inclinação do molar e a alteração do osso alveolar circundante com relação ao design dos expansores da base óssea superior: Um estudo com tomografia de feixe cônico








Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Hyung-Wook Moon; Min-Jung Kim; Hyo-Won Ahn; Su-Jung Kim; Seong-Hun Kim; Kyu-Rhim Chung; Gerald Nelson. Do Department of Orthodontics, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e da Division of Orthodontics, Department of Orofacial Science, University of California – San Francisco, San Francisco, California. Avaliaram a inclinação molar e as alterações ósseas (esqueléticas e alveolares) ao comparar os expansores maxilares do tipo dento ósseo (MSE) e tecido ósseo (expansor C) usando tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) no final da adolescência.

Uma amostra de 48 pacientes  na fase de adolescência tardia, foi dividida em dois grupos de acordo com o tipo de expansor: grupo MSE (n = 24, idade = 19,2 +- 5,9 anos) e grupo expansor C (n = 24, idade = 18,1 +- 4,5 anos). Os exames de TCFC foram realizados antes do tratamento e 3 meses após a expansão. Expansão esquelética e dentaria transversal, inclinação alveolar, eixo dentário, altura óssea alveolar bucal, espessura, deiscência e fenestração foram avaliadas no primeiro molar superior. Teste t pareado, teste t independente, teste qui-quadrado de Pearson e análise de correlação de Spearman foram realizados.

O grupo MSE produziu maior expansão dentária (P menor que 0,05), enquanto a expansão esquelética foi semelhante nos dois grupos (P = 0,859). O grupo expansor C apresentou maior alteração na inclinação óssea alveolar (P menor que 0,01) e o grupo MSE apresentou maior inclinação vestibular dos dentes de ancoragem (P menor que 0,01 ou menor que 0,001). A perda da altura do osso alveolar vestibular e as alterações de espessura foram maiores no grupo MSE (P menor que 0,01 ou menor que 0,001). A formação de deiscências foi mais frequente no grupo MSE (P menor que 0,001), enquanto que nas fenestrações não houve diferenças significativas entre os dois grupos. A perda de altura óssea bucal no grupo MSE teve uma correlação negativa com a espessura óssea bucal inicial.

Os Autores concluíram que a incorporação de dentes aos expansores ósseos resultou em um aumento na gravidade dos efeitos colaterais. Para pacientes no final da adolescência, os expansores ósseos teciduais oferecem efeitos esqueléticos comparáveis aos expansores ósseos dentários, com menos efeitos colaterais dentoalveolares.


Link do Artigo na integra via Angle:





quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Bate Papo com o Professor Dr Júlio Gurgel - Última Parte







Novo perfil do pacientes e profissionais na visão da Associação Americana de Ortodontia, Congresso Americano e Brasileiro de Ortodontia e suas características mudanças e perfis dos palestrantes, Destaque e qualidade dos pesquisadores brasileiros nos mais importantes periódicos e suas considerações e conselhos finais.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Bate Papo com o Professor Dr Júlio Gurgel - Parte 3






Link do vídeo via Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=JqEaoH9ctZ0

Na terceira parte do bate papo com o Amigo e Professor Dr. Júlio Gurgel. Foram discutidos temas como Protocolos de diagnose para uso do MARPE, Tecnologias digitais 3D, Admiração pelo trabalho do Professor James McNamara, observação e resultados de diversas pesquisas ligadas ao MARPR. Boas Reflexões !!!!

sábado, 11 de janeiro de 2020

Bate papo com o Professor Dr. Júlio Gurgel - Parte 2




Na segunda parte do bate papo com o Amigo e Professor Dr. Júlio Gurgel. Foram discutidos temas como as mudanças na sociedade contemporânea, evolução e incorporação de novos recursos e acessórios na rotina ortodôntica, Novos limites dos movimentos ortodônticos associados as ancoragens com mini parafusos, O lançamento do livro de sua autoria (Editora Dental Press) que aborda o protocolo MARPE. Boas Reflexões !!!!.