
terça-feira, 31 de maio de 2011
Professor Celestino Nobrega no Ciclo sobre Braquetes Autoligáveis do GEORTO

segunda-feira, 30 de maio de 2011
Influência da largura do septo inter-radicular sobre a estabilidade dos mini-implantes


A utilização de mini-implantes como recurso de ancoragem vem se tornado rotina na prática ortodôntica, devido à sua alta previsibilidade e benefícios comprovados cientificamente. A proporção de sucesso desses dispositivos varia de 70 a 95%.
De acordo com a literatura, tem sido considerado que o local e ângulo de inserção, a espessura da cortical e qualidade do tecido ósseo, a presença de gengiva inserida, as características do mini-implante, o grau de estabilidade primária e a intensidade de carga, a higienização e o grau de inflamação dos tecidos peri-implantares constituem fatores associados à estabilidade dos mini-implantes. Além disso, alguns estudos mais recentes têm considerado a proximidade e o contato do mini-implante à raiz dentária como fatores de risco relevantes para o insucesso desse sistema de ancoragem. Entretanto, resultados contraditórios com relação ao grau de influência desses diversos fatores sobre a proporção de sucesso dos mini-implantes são constantemente observados na literatura, devido à heterogeneidade das amostras e à grande quantidade de variáveis estudadas.
Sabe-se que os mini-implantes autoperfurantes representam a mais recente evolução desses dispositivos de ancoragem ortodôntica. O procedimento cirúrgico foi simplificado, visto que dispensa a utilização de motores e brocas cirúrgicas e, consequentemente, apresenta redução da necrose óssea superficial, causada pelo aquecimento da broca cirúrgica durante a perfuração do tecido ósseo. Além disso, estudos têm demonstrado uma maior área de contato entre a superfície dos mini-implantes e o tecido ósseo, favorecendo a sua estabilidade.
Deve-se, ainda, considerar que o risco cirúrgico de causar lesões nas raízes dentárias adjacentes ao mini-implante foi significativamente reduzido com essa evolução do sistema de ancoragem, sobretudo quando guias cirúrgicos de orientação tridimensional são utilizados. Embora a diminuição dos riscos inerentes ao procedimento de inserção favoreça a colocação desses mini-implantes em áreas de dimensões críticas, poucos estudos têm avaliado se mini-implantes inseridos muito próximo ao ligamento periodontal podem apresentar sua estabilidade comprometida.
CONCLUSÕES
Com base nos resultados obtidos para a amostra estudada, e de acordo com a metodologia aplicada, foi possível concluir que:
1) Não houve diferença estatisticamente significativa para o grau de mobilidade e proporção de sucesso entre os mini-implantes autoperfurantes inseridos em septos com largura mesiodistal críti- ca (≤ 3mm) e não crítica (> 3mm).
2) Dentre as variáveis estudadas, nenhuma demonstrou estar relacionada ao insucesso dos mini-implantes. No entanto, observou-se maior sensibilidade nos pacientes que apresentavam mini-implantes com algum grau de mobilidade, e que a falha desses dispositivos de ancoragem ocorria logo após sua inserção.
Link do Artigo na Integra via Scielo:
http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a05v16n2.pdf
sábado, 28 de maio de 2011
GEORTO - Ciclo de Conferências sobre Braquetes Auto-Ligados

quinta-feira, 26 de maio de 2011
Uso da tomografia multidirecional na visualização de dente impactado
No diagnóstico inicial de dentes impactados, as radiografias convencionais são utilizadas, porém, esses exames mostram uma imagem bidimensional de uma estrutura tridimensional, acarretando a sobreposição dos tecidos, imagem pouco nítida, com um contraste relativamente baixo, o que dificulta a visualização de detalhes importantes das estruturas anatômicas e a interpretação integral de determinadas patologias. Recentemente, são requeridos outros exames imagenológicos da região de cabeça e pescoço, como por exemplo, a tomografia multidirecional, que permite a observação minuciosa das regiões anatômicas a serem avaliadas. Apresenta como desvantagem um maior custo, porém, compensado pelo benefício de imagens com melhor definição, que assegura a correta evolução do plano de tratamento.
http://www.revistargo.com.br/include/getdoc.php?id=4236&article=1960&mode=pdf
quarta-feira, 25 de maio de 2011
ALTERAÇÕES DA MUCOSA BUCAL ASSOCIADAS AO TRATAMENTO ORTODÔNTICO

Em se tratando de uma lesão branca resistente à raspagem, a primeira conduta é tentar correlacionar a área da lesão com alguma possível fonte de traumatismo mecânico. Não havendo nenhuma correlação com agentes traumáticos, a lesão branca necessitará ser removida e submetida a exame histopatológico.
TRATAMENTO COM CORTICOSTERÓIDES
Os corticosteroides promovem alivio dos sintomas inflamatórios, bem como redução da evolução clinica, por supressão da resposta inflamatória as preparações de corticosteróides utilizadas para aplicação oral devem estar na forma de Orabase, ou seja, uma formulação de carboximetilcelulose, polietileno e óleo mineral, que conferem maior adesão à mucosa e resistência à dissolução e deslocamento.
Principais medicamentos:
Omcilon-A (Bristol): 1mg – 2 a 3 vezes ao dia por 7 dias;
Triancinolona: 1mg – 2 a 3 vezes ao dia, 7 dias.
PREPARAÇÕES FARMACÊUTICAS ALTERNATIVAS
Preparações farmacêuticas com extrato da própolis auxiliariam na cicatrização das lesões ulceradas causadas por trauma ortodôntico.
Preparações farmacêuticas contendo extrato de malva também possuem grande relevância na terapêutica odontológica e podem ser usados pelo ortodontista por um período de 7 dias, com 2 a 3 aplicações diárias.
O uso de locutórios e enxaguatórios bucais além de auxiliar na higienização, também podem facilitar no reparo das lesões, uma vez que tais preparações contenham princípios ativos adequados.
A formulação abaixo corrobora para o tratamento destas lesões.
• Prednisolona - 0,1%
• Lidocaina - 2,0%
• Agua mentolada q.s.p - 60ml
TERRAMICINA®
A Terramicina® (Pfizer) é o nome comercial de um antibiótico derivado das tetraciclinas. As tetraciclinas constituem um grupo de antibióticos bacteriostáticos de amplo espectro, que foram extensamente empregados no tratamento das infecções.
TRATAMENTO DA CANDIDOSE
A candidose é o tipo de infecção fúngica bucal mais comumente encontrada, principalmente em indivíduos usuários de prótese mal higienizadas ou portadores de algum quadro de imunossupressão. No ato da anamnese, cabe ao profissional certificar se o paciente não é portador de doença hepática ou renal. Vários medicamentos são descartados no caso de comprometimento hepático ou renal, tal como o clotrimazol. A nistatina é o fármaco de escolha, na forma de pastilhas ou aplicação tópica.
Em situações extremas onde há resistência fúngica, a alternativa terapêutica é a administração de itraconazol (dose de 200mg/dia), ou ainda, a anfotericina B (fármaco com considerada hepatotoxicidade) pela via intravenosa.
A clorexidina é um agente antisséptico eficaz e por vezes útil no tratamento da candidose, utilizada na forma de enxagüatório bucal na concentração de 0,02 a 0,12%, 2 a 3 vezes ao dia. A clorexidina, por vezes, pode ser útil antes de procedimentos odontológicos, ou seja, como medida profilática, e os ortodontistas também deveriam adotar o uso desta, antes de seus procedimentos.
Caso não ocorra regressão da lesão em torno de 15 dias e ainda haja dúvidas quanto ao diagnóstico definitivo, então, recomenda-se a realização de uma biópsia da região envolvida. Se confirmado a presença de hifas no exame histopatológico devesse recorrer a medicamentos mais eficazes, porém com custo mais elevado, indicando-se nesses casos os derivados azólicos (cetoconazol, fluconazol e itraconazol).
Cabe ao ortodontista a eliminação do fator agressor causador da lesão e a aplicação de fármacos adequados, vislumbrando a reparação tecidual rápida e o alivio dos sintomas flogísticos.
LINK:
domingo, 22 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Cisto ósseo simples em pacientes sob tratamento ortodôntico – relato de dois casos
Artigo publicado na Revista Dental Press Ortodontia e Ortopedia Facial em 2008, pelos autores Carla Peixoto Valladares, Mônica Simões Israel, José Wilson Noleto, Cícero Luiz Souza Braga, Simone de Queiroz Chaves Lourenço, Eliane Pedra Dias com o objetivo de apresentarem dois casos clínicos de cisto ósseo simples em pacientes sob tratamento ortodôntico. Os referidos autores discutem, baseados na literatura, a possível relação do tratamento ortodôntico e a etiologia do cisto ósseo simples.
O cisto ósseo simples constitui uma lesão óssea não neoplásica que representa aproximadamente 1% de todos os cistos maxilares, acometendo as regiões de corpo e sínfise de mandíbula com maior freqüência. Sua etiologia e patogênese ainda não são bem conhecidas, mas acredita-se em uma origem traumática, que levaria à hemorragia intra-óssea e conseqüente liquefação do coágulo, levando ao desenvolvimento do cisto.
Nos casos apresentados, discute-se se há relação do trauma associado ao tratamento ortodôntico com o surgimento do cisto ósseo simples, ou se representa apenas um achado radiográfico. Em um dos relatos descritos, a lesão surgiu em vigência do tratamento ortodôntico, sugerindo que o trauma resultante da movimentação dentária mecanicamente induzida poderia ter provocado a ruptura de pequenos vasos sangüíneos e o conseqüente desenvolvimento do cisto. Porém os autores abordam alguns pontos importantes, como:
1. 1 . O rígido controle radiográfico no tratamento ortodôntico possibilita a descoberta ocasional de lesões intra-ósseas, levando a um aumento da freqüência do diagnóstico de certas doenças.
2A 2. A segunda década de vida, onde há maior prevalência deste cisto, também representa a faixa etária de maior procura pelo tratamento ortodôntico.
Conclusão dos autores
Apesar das freqüentes publicações sobre relatos de caso e modalidades de tratamento, a escassez de pesquisas científicas que melhor investiguem a etiopatogênese do cisto ósseo simples impede que qualquer afirmação conclusiva possa ser feita sobre a efetiva participação do trauma ortodôntico no desenvolvimento desta lesão.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Entrevista com Marlos Loiola e Wendel Shibasaki


sábado, 14 de maio de 2011
Morfologia tridimensional da raiz e do osso trabecular alveolar durante a movimentação dentária através da tomografia micro computadorizada



Vinte e dois, ratos Sprague Dawley de 11 semanas de idade, foram divididos aleatoriamente em dois grupos que receberam uma força mesial ortodôntica dirigida aos primeiros molares superiores direitos com diferentes magnitudes de força, 30 g ou 100 g, durante 2 semanas. Os molares contra laterais serviram como controle. Os dentes e ossos alveolares ao redor dos dentes foram dissecados e os animais sacrificados, posteriormente foram escaneados com micro-tomografia computadorizada (TC). As propriedades estruturais do osso trabecular e o volume da reabsorção nas raízes mesial dos primeiros molares superiores foram analisados .
A fração do volume ósseo do grupo 30gr e do grupo de 100 gr aumentou significativamente em ambos os grupos e a separação trabecular do grupo de 100 gr diminuiu significativamente em comparação com os controles (P, 0,05). O volume total de reabsorção radicular em todos os grupos experimentais e o volume de reabsorção da superfície inferior distal no grupo de 100 gr aumentou significativamente em comparação com os controles (P, 0,01). O volume da superfície da raiz mesial superior no grupo de 30 gr aumentou significativamente em comparação com o grupo de 100 gr e controles (P, 0,05).
O osso alveolar trabecular ficou mais denso, após a aplicação de força ortodôntica durante 14 dias. Os efeitos de 30 gr e 100 gr de forças ortodônticas sobre a reabsorção radicular foi diferente nas superfícies superior mesial e inferior distal, das raízes mesiais dos primeiros molares superiores.
Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:
http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/071910-418.1
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Expansão cirúrgica da maxila



Artigo publicado em 2009 na R Dental Press Ortodon Ortop Facial, pelos autores Eduardo Sant’Ana, Marcos Janson, Érika Uliam Kuriki, Renato Yassutaka F. Yaedú. Os autores apresentam caso clínico de atresia maxilar tratada com expansão cirúrgica e discutem sobre o assunto.
Embora a expansão rápida da maxila possa ser considerada um procedimento ortodôntico eficaz e amplamente utilizado na correção da deficiência transversa maxilar em crianças e pacientes adolescentes jovens, seu prognóstico não se apresenta muito favorável na correção dessa condição oclusal em pacientes adultos ou no final da adolescência. Nesses pacientes, a correção da deficiência transversa pode ser realizada com sucesso através da intervenção cirúrgica, seja por meio da expansão assistida ou da osteotomia multissegmentada da maxila.
A deficiência transversa da maxila é uma condição de etiologia multifatorial e, apesar da obstrução das vias aéreas superiores e hábitos parafuncionais como sucção digital e de chupeta serem considerados os fatores mais comuns, não menos importantes são o pressionamento lingual atípico, as perdas dentárias precoces e as assimetrias esqueléticas.
Historicamente, a sutura palatina mediana foi considerada como sendo a área de maior resistência à expansão, mas Lines, Bell e Jacobs demonstraram que as áreas de aumento da resistência são as suturas zigomatotemporais, zigomatofrontais e zigomatomaxilares. Soma-se a isso a diminuição da bioplasticidade óssea, que torna mais rígidos os pilares de dissipação das forças na maxila.
A expansão rápida da maxila assistida cirurgicamente é um procedimento eficaz, mas restringese a pacientes que apresentam somente problemas transversais maxilares. Nos casos de deficiências em outros planos, a expansão cirurgicamente assistida pode ser realizada como um primeiro tempo cirúrgico, não dispensando a correção dos demais planos numa cirurgia posterior. Atualmente, quando a deficiência transversa da maxila associa-se a outras, o paciente pode ser submetido a um único procedimento cirúrgico, no qual essa atresia é corrigida com a osteotomia multissegmentada da maxila.
Os autores descrevem um caso clínico realizado sob anestesia local e discutem sob atresia maxilar.
Baseado na experiência dos autores:
1. O serviço tem indicado a expansão cirurgicamente assistida de maxila usando expansor Hyrax somente em duas situações: a primeira quando só se pretende expandir a maxila e mais nada, ou seja, em pacientes com relação sagital boa e sem mordida aberta anterior; e a segunda nos casos em que se pretende corrigir sagitalmente os maxilares previamente à cirurgia ortognática, onde esta expansão será maior do que 10mm.
2. Anestesia local em 100% dos casos clínicos
3. Afirmam que a multissegmentação maxilar resolve quase todos os casos clínicos onde exista atresia maxilar, permitindo, com segurança, a correção precisa dessa atresia e o posicionamento correto dos dentes em oclusão, proporcionando uma boa estabilidade pós-operatória e facilitando o tratamento dos pacientes com palato ogival e profundo.
CONCLUSÕES DOS AUTORES
A expansão rápida da maxila assistida cirurgicamente é um procedimento eficaz e seguro para a correção da deficiência transversa em pacientes adultos. Entre suas vantagens, podemos citar a rapidez para obter a expansão, a segurança para correções de até 14mm e a possibilidade de uso de anestesia local, o que reduz o custo do procedimento.
Um diagnóstico correto das deficiências transversais da maxila e um plano de tratamento realizado em conjunto pelo ortodontista e pelo cirurgião bucomaxilofacial possibilitam o sucesso da correção dessas deficiências e a satisfação dos pacientes.
Link: http://link.periodicos.capes.gov.br/sfxlcl3?sid=metalib:L_SCIELO&id=doi:&genre=&isbn=&issn=1415-5419&date=2009&volume=14&issue=5&spage=92&epage=100&aulast=Sant%27Ana&aufirst=&auinit=&title=Rev.%20Dent.%20Press%20Ortodon.%20Ortop.%20Facial&atitle=Expans%C3%A3o%20cir%C3%BArgica%20da%20maxila&sici=&__service_type=&pid=%3Cmetalib_doc_number%3E009902360%3C/metalib_doc_number%3E%3Cmetalib_base_url%3Ehttp://svrperiodicos2.periodicos.capes.gov.br%3C/metalib_base_url%3E%3Copid%3E%3C/opid%3E