ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Avaliação clínica dos procedimentos de expansão cirurgicamente assistida da maxila (ECAM)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Avaliação clínica dos procedimentos de expansão cirurgicamente assistida da maxila (ECAM)













Neste artigo de 2006, publicado na revista Dental Press, pelos autores Paulo Domingos Ribeiro Jr., Eduardo Sanches Gonçales, Paulo César Ulson de Souza, Hugo Nary Filho, João Gualberto Cerqueira Luz, de Bauru - São Paulo. Fizeram um estudo com 10 pacientes que realizaram este procedimento necessário para viabilisar a disjução palatina em pacientes adultos, estudo bem abrangente.

Para uma oclusão normal existe a necessidade de que o arco dentário superior guarde dimensões
compativelmente maiores que as do arco dentário inferior10. Quando estas dimensões forem menores no sentido lateral teremos uma deficiência transversal maxilar, esta pode atingir de 3 a 18% da população.

Na etiologia desta discrepância inclui-se a hereditariedade, injúrias traumáticas iatrogênicas ou não, aberrações de erupção, comprimento inadequado do arco, macroglossia e hábitos parafuncionais.

Como se sabe, a expansão rápida da maxila é utilizada com previsibilidade em crianças e adolescentes, já em pacientes adultos este procedimento apresenta deficiências que podem levar o tratamento a um insucesso ou complicações.

As indicações para a realização da ECAM são quando da ocorrência de falha da expansão ortopédica, quando existir uma deficiência transversal maior que 5mm em pacientes fora da fase de crescimento, em pacientes que já adquiriram maturidade esquelética, na existência de problemas periodontais, presença de uma mandíbula larga e em pacientes com idade esquelética de 15 anos ou mais.

Os efeitos vantajosos deste tipo de tratamento são conhecidos, entre estes: a manutenção da saúde periodontal, a melhora do fluxo de ar nasal, a eliminação do espaço negativo posterior, evitase exodontias, envolve o mínimo de morbidade e desconforto durante a expansão, além de propiciar alta estabilidade.

As falhas relacionadas com a expansão ortopédica da maxila parecem estar acontecendo em fases mais precoces. Morselli relatou falhas de expansão ortopédica em pacientes de 8 e14 anos de idade. Neste estudo foi possívelcconstatar falha da expansão ortopédica em três pacientes, com idades de 17,4 a 22,8 anos. Estas características somadas aos achados na literatura nos fazem acreditar que a maturidade esquelética dos pacientes está sendo atingida em períodos mais precoces.

A técnica cirúrgica que envolve a liberação de todas as articulações da maxila é a preferida por diversas correntes. Betts et al. afirmaram que a separação dos processos pterigóides deve ser realizada em todos os casos para que não haja prejuízo da expansão na região posterior, porque ao contrário da maxila o osso esfenóide é um osso único que possui dois processos que se articulam com cada osso maxilar. Outros acreditam que a osteotomia dos processos pterigóides não é necessária.

O período médio de permanência hospitalar dos pacientes avaliados no estudo foi de 13 horas e meia, variando de duas horas e meia a 24 horas após a extubação, isto devido à utilização de drogas de metabolização e excreção rápida.

Com base no tratamento de pacientes por meio da técnica de ECAM, o estudo pode concluir que:

- Este foi um procedimento eficiente, com mínimas complicações;

- A técnica cirúrgica utilizada proporcionou adequado auxílio para a correção das deficiências transversais, com mínima morbidade;

- A metodologia utilizada para a ativação não deve ser tida como regra em todos os pacientes;

- Houve diferença estatisticamente significante entre os aumentos inter-dentários e o total de ativação do expansor (p<0,05).>

- Houve um aumento entre os processos alares de 4,75mm em média, estatisticamente significante (p<0,05);

- A remoção do aparelho expansor ocorreu 138 dias em média após o término da ativação;

- O fechamento parcial do diastema inter-incisivos ocorreu 37,5 dias em média após o término da expansão;

- A maioria dos pacientes (60%) relatou melhora na respiração nasal.


Link do artigo na integre via Scielo:

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