ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Avaliação quantitativa por tomografia computadorizada de feixe cônico de espessuras dos tecidos duros e moles na região da sutura palatina mediana para facilitar a colocação de mini-implantes ortodônticos

 




Neste artigo de 2021, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Song-Hee Oh; Sae Rom Lee;  Jin-Young Choi;  Seong-Hun Kim;  Eui-Hwan Hwang;  Gerald Nelson. Do Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e do Department of Orthodontics, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea. Teve o objetivo de identificar os locais mais favoráveis que otimizariam a estabilidade inicial e a taxa de sobrevivência dos mini-implantes ortodônticos, o estudo mediu as espessuras dos tecidos duros e moles nas regiões mediana e paramediana do palato usando tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) e determinou o sexo possível - e diferenças relacionadas à idade nessas espessuras.

A amostra do estudo foi composta por imagens de TCFC de 189 indivíduos saudáveis. A amostra foi dividida em quatro grupos de acordo com a idade. Uma área de grade foi definida para a medição da espessura dos tecidos duros e moles do palato. As linhas verticais foram marcadas em intervalos de 0, 1,5 e 3,0 mm laterais à sutura palatina mediana, enquanto as linhas horizontais foram marcadas em intervalos de 2 mm até 24 mm da margem posterior do forame incisivo. As medições foram feitas em 65 pontos de intersecção entre as linhas horizontais e verticais.

A espessura do tecido duro palatino diminuiu da região anterior para posterior, com diminuição na direção medial para lateral nas regiões média e posterior. Embora o tecido mole seja bastante espesso ao redor das faces laterais do arco palatino, ele formou uma camada constante com apenas 1–2 mm de espessura em todo o palato. Diferenças estatisticamente significativas foram observadas de acordo com sexo e idade.

Os autores concluíram que tanto o palato ântero-lateral quanto a sutura palatina mediana parecem ser os locais mais favoráveis para a inserção de mini-implantes ortodônticos. A espessura do palato difere por idade e sexo; essas diferenças devem ser consideradas no planejamento da colocação de mini-implantes ortodônticos.

Link do artigo na integra via E-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?doi=10.4041/kjod.2021.51.4.260

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Efeitos a longo prazo da expansão rápida do palato assistida por miniparafuso nas vias aéreas: Um estudo tridimensional de tomografia computadorizada de feixe cônico

 









Neste artigo de 2021, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Shivam Mehta; Dennis Wang; Chia-Ling Kuo; Jinjian Mu; Manuel Lagravere Vich; Veerasathpurush Allareddy; Aditya Tadinada; Sumit Yadav. Da Division of Orthodontics, University of Connecticut Health, Farmington, Conn, USA; Convergence Institute of Translation in Regenerative Engineering, University of Connecticut Health, Farmington, Conn, USA; School of Dentistry, University of Alberta, Edmonton, Canada; Department of Orthodontics, University of Illinois, Chicago, Ill, USA; Division of Oral and Maxillofacial Radiology, University of Connecticut Health, Farmington, Conn, USA e Division of Orthodontics, University of Connecticut Health, Farmington, Conn, USA. Avaliou os efeitos de longo prazo nas vias aéreas em pacientes submetidos a expansão palatina rápida assistida por mini-parafuso (MARPE), expansão palatina rápida (RPE) e controles com análise de tomografia computadorizada de feixe cônico tridimensional (TCFC).

Um total de 180 TCFCs de 60 pacientes foram analisadas em diferentes momentos, como pré-tratamento, pós-expansão e pós-tratamento. Os pacientes foram divididos em três grupos: expansão rápida palatina assistida por mini-parafuso (MARPE), expansão rápida palatina (RPE) e controles. Foram medidos o volume e a área da cavidade nasal, nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Alterações no volume total das vias aéreas, área total das vias aéreas, área transversal mínima, largura intermolares maxilares, largura maxilar externa e largura palatina também foram avaliadas.

Ambos MARPE e RPE causaram um aumento estatisticamente significativo nas vias aéreas após a expansão em comparação com o grupo de controle, mas não houve diferença estatisticamente significativa na mudança nas vias aéreas entre MARPE, RPE e o grupo controle no pós-tratamento, exceto para o volume nasofaríngeo, que aumentou significativamente no grupo MARPE. Não houve correlação entre a quantidade de expansão e o aumento no volume total das vias aéreas.

Os autores concluíram que houve um aumento significativo no volume total das vias aéreas, área total das vias aéreas e área transversal mínima com MARPE e RPE imediatamente após a expansão, mas no pós-tratamento, as mudanças nos grupos MARPE e RPE foram semelhantes à mudança no grupo controle. No entanto, MARPE levou a um aumento significativo a longo prazo no volume nasofaríngeo. A quantidade de expansão não se correlacionou com o aumento do volume das vias aéreas faríngeas.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/2/195/449557/Long-term-effects-of-mini-screw-assisted-rapid



quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Historia da Ortodontia - Livro do Professor Wilhelm Pfaff - Parte 3



Dando continuidade, mostraremos um pouco do belo trabalho realizado pelo Professor Alemão, Dr. Heinrich Wilhelm Pfaff, Médico e Ortodontista, seu livro publicado em 1906: "Lehrbuch der orthodontie fur studierende und zahnartze mit enschluss der geschichte der orthodontie"


Dr. Wilhelm Pafaff, nasceu na cidade de Runzhausen em 1870 e veio a falecer na cidade de Leipzig em 1942, cidade que de 1908 a 1936, foi Professor de Odontologia da Faculdade de Medicina da Universidade lá instalada. Foi o primeiro palestrante em ortodontia, ele logo conseguiu introduzir a Ortodontia como disciplina obrigatória da educação odontológica na Universidade. Lançou as bases para o desenvolvimento de uma ortodontia orientada cientificamente num departamento independente. Em 2008, este celebre ortodontista alemão foi homenageado pelo 100 º aniversário da cadeira de Ortodontia, em Leipzig. 

Mais um belo legado deixado pela Ortodontia Européia  em prol do crescimento da Ortodontia Mundial, aproveitem e vamos aprendendo com estes grandes nomes ....


Disjunção maxilar associada ao tratamento combinado com a tração extra-bucal. Casos em que a alteração dentaria repercute na harmonia facial... 



Recuperação de espaço e tracionamento de caninos, varios recursos biomecânicos, como um utilizando a aparatologia ortodontica com forças assimétricas ...



E não podia faltar: HISTORIA DA ORTODONTIA ...




Link da Universidade de Leipzing, com algumas referencias sobre o Dr. Wilhelm Pafaff:

Historia da Ortodontia - Livro do Professor Wilhelm Pfaff - Parte 2


Dando continuidade, mostraremos um pouco do belo trabalho realizado pelo Professor Alemão, Dr. Heinrich Wilhelm Pfaff, Médico e Ortodontista, seu livro publicado em 1906: "Lehrbuch der orthodontie fur studierende und zahnartze mit enschluss der geschichte der orthodontie"


Dr. Wilhelm Pafaff, nasceu na cidade de Runzhausen em 1870 e veio a falecer na cidade de Leipzig em 1942, cidade que de 1908 a 1936, foi Professor de Odontologia da Faculdade de Medicina da Universidade lá instalada. Foi o primeiro palestrante em ortodontia, ele logo conseguiu introduzir a Ortodontia como disciplina obrigatória da educação odontológica na Universidade. Lançou as bases para o desenvolvimento de uma ortodontia orientada cientificamente num departamento independente. Em 2008, este celebre ortodontista alemão foi homenageado pelo 100 º aniversário da cadeira de Ortodontia, em Leipzig. 

Mais um belo legado deixado pela Ortodontia Européia  em prol do crescimento da Ortodontia Mundial, aproveitem e vamos aprendendo com estes grandes nomes ....


Descrição das diversas má oclusões, em modelos com setas referenciais ...



Protocolos elaborados para confecção de aparelhos, com todo o instrumental e seqüência de montagem, e aparelhos descritos detalhadamente como disjuntores maxilares e arcos linguais ....



Descrição de tratamentos "híbridos", associando a disjunção maxilar e expansão do arco mandibular com o alinhamento dentário ...



Descrição de um expansor maxilar removível e de um acessório ortodontico, concebido para movimento de rotação, giro e binário. Bem interessante, para um período que ainda não se tinha acesso aos braquetes que posteriormente vieram facilitar muitas situações com uma biomecânica elaborada e simplificada ...




Link da Universidade de Leipzing, com algumas referências sobre o Dr. Wilhelm Pafaff:

Historia da Ortodontia - Livro do Professor Wilhelm Pfaff - Parte 1



Esta semana, mostraremos um pouco do belo trabalho realizado pelo Professor Alemão, Dr. Heinrich Wilhelm Pfaff, Médico e Ortodontista, seu livro publicado em 1906: "Lehrbuch der orthodontie fur studierende und zahnartze mit enschluss der geschichte der orthodontie"

Dr. Wilhelm Pafaff, nasceu na cidade de Runzhausen em 1870 e veio a falecer na cidade de Leipzig em 1942, cidade que de 1908 a 1936, foi Professor de Odontologia da Faculdade de Medicina da Universidade lá instalada. Foi o primeiro palestrante em ortodontia, ele logo conseguiu introduzir a Ortodontia como disciplina obrigatória da educação odontológica na Universidade. Lançou as bases para o desenvolvimento de uma ortodontia orientada cientificamente num departamento independente. Em 2008, este celebre ortodontista alemão foi homenageado pelo 100 º aniversário da cadeira de Ortodontia, em Leipzig. 

Mais um belo legado deixado pela Ortodontia Européia  em prol do crescimento da Ortodontia Mundial, aproveitem e vamos aprendendo com estes grandes nomes ....



Odontogênese, e o desenvolvimento da má oclusão com ilustrações feitas de forma impecável ...



Analise das proporções cefalométricas e craniométricas, em diversos tipos faciais e seus padrões verticais e sagitais ....



Em 1906, já existia uma preocupação com a avaliação e analise facial, alguns destes elementos utilizados até os dias de hoje. Inclusive uma "escala" realizada com faces em diversos estágios de crescimento ...



Link da Universidade de Leipzing, com algumas referencias sobre o Dr. Wilhelm Pafaff:

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Novos métodos tridimensionais para analisar a morfologia da cavidade nasal e das vias aéreas faríngeas

 






Neste artigo de 2021, publicado na Angle Orthodontist pelos autores Xiaowen Niu; Sivaranjani Madhan; Marie A. Cornelis; Paolo M. Cattaneo. Da Section of Orthodontics, Department of Dentistry and Oral Health, Health, Aarhus University, Aarhus, Denmark. Melbourne Dental School, Faculty of Medicine, Dentistry and Health Sciences, University of Melbourne, Melbourne, Australia. Avaliou a confiabilidade intra examinador e inter examinador de novos métodos semi automáticos para segmentar a cavidade nasal (NC) e as vias aéreas faríngeas (AP) e determinar a área transversal mínima (SC) e o diâmetro hidráulico (HD) do AP.

Para testar a reprodutibilidade, dois examinadores analisaram o NC e o AP independentemente em 10 imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) selecionadas retrospectivamente usando segmentação semiautomática. A linha central AP foi determinada para avaliar o SC e HD mínimos. O coeficiente de correlação intraclasse (ICC) foi usado para calcular a confiabilidade intraexaminador e interexaminador. Os erros de medição foram avaliados pela fórmula de Dahlberg e testes t emparelhados. O nível de concordância foi avaliado pelo método de Bland-Altman.

As confiabilidades intra examinador e inter examinador foram excelentes (ICC mínimo, 0,960). O erro do método foi bom, exceto para os valores inter examinadores para a orofaringe (P = .016). As medidas mínimas de CS e HD foram confiáveis (ICC mínimo, 0,993; limites estreitos de concordância).

Os autores concluíram que os novos métodos de análise do NC e AP são confiáveis. O SC e HD mínimos demonstraram confiabilidade excelente, que é crítica para detectar a parte mais restrita do AP. A separação da orofaringe dos vazios próximos à área retroglossal não é trivial e deve ser considerada com cautela.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/3/320/451995/Novel-three-dimensional-methods-to-analyze-the


sexta-feira, 30 de julho de 2021

Ortodontia mundial em Luto - Perdemos o Professor Dr. Guilherme Janson (1958-2021)

 


Com muito pesar e tristeza,  perdemos precocemente o Professor Dr. Guilherme dos Reis Pereira Janson no dia 30/07/2021. Aos 62 anos de idade.


Com mais de 400 trabalhos publicados em importantes periódicos da especialidade. Diversas pesquisas que impactaram a vida clinica de Ortodontistas Brasileiros e estrangeiros  na prática diária.  


O Professor possuía graduação em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (1980), mestrado em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (1983) e doutorado em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (1985). Realizou Pós-Doutorado no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto de 1990 a 1991.  Member of the Royal College of Dentists of Canadá. aQue sempre elevou o prestígio da Ortodontia brasileira nos diversos centros de formação e pesquisa do exterior e nacionais.


A revista American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics traz em sua edição do mês de novembro de 2019 a classificação dos pesquisadores mais citados mundialmente na área da Ortodontia, onde se destacou na vice-liderança deste ranking. Onde o levantamento buscou avaliar todos os artigos de revistas de Ortodontia que estavam incluídas no Journal Citation Reports de 2016, publicados entre 2007 e 2017. Os resultados fazeram parte do estudo “Current trends in Orthodontic Journals listed in Journal Citation Reports. A bibliometric study” (“Tendências atuais das revistas de Ortodontia listadas no Journal Citation Reports. Um estudo bibliométrico”). 






 

 

 

 

terça-feira, 27 de julho de 2021

Eficácia dos alinhadores Invisalign® no tratamento de recessão gengival grave: relato de caso

 











Neste artigo de 2021, publicado The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Marcio Antonio de Figueiredo, Fábio Lourenço Romano, Murilo Fernando Neuppmann Feres, Maria Bernadete Sasso Stuani, Ana Carla Raphaelli Nahás-Scocate, Mírian Aiko Nakane Matsumoto. Do Department of Pediatric Dentistry, School of Dentistry of Ribeirão Preto, University of São Paulo, Sao Paulo, Brazil e do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Guarulhos University (UNG), Sao Paulo, Brazil. Foi demonstrada a eficácia do sistema Invisalign® no tratamento de uma recessão gengival grave e deiscência óssea por meio de torque, translação e movimentos de intrusão em uma mulher jovem.

A tomografia computadorizada de feixe cônico foi utilizada para avaliar os parâmetros ósseos e verificar os dentes durante o tratamento. A raiz do incisivo central inferior direito, que estava posicionada vestibularmente e exibia deiscência óssea de 9,4 mm, foi deslocada em direção ao centro do processo alveolar com o sistema Invisalign® e recursos SmartForce®. O paciente foi monitorado por um periodontista durante todo o período de tratamento ortodôntico.

A recessão gengival diminuiu, enquanto a deiscência óssea diminuiu de 9,40 mm para 3,14 mm. Assim, a movimentação da raiz para o alvéolo promoveu a neoformação óssea e tratou a recessão gengival. Os achados deste caso sugerem que o tratamento ortodôntico com o sistema Invisalign®, junto com o monitoramento periodontal, pode auxiliar no tratamento da recessão gengival e defeitos alveolares.


Link do artigo na Integra via KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1953&vmd=Full#N/A

terça-feira, 20 de julho de 2021

Proximidade da raiz com os miniparafusos de ancoragem de miniplacas ortodônticos na área dos incisivos inferiores: Uma análise com tomografia computadorizada de feixe cônico

 





Neste artigo de 2021, publicado no The Koran Journal of Orthodontics, pelos Autores Do-Min Jeong; Song Hee Oh; HyeRan Choo; Yong-Suk Choi; Seong-Hun Kim; Jin-Suk Lee; Eui-Hwan Hwang. Do Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea; Department of Surgery, Division of Plastic and Reconstructive Surgery, Craniofacial and Airway Orthodontic Clinic, Stanford University School of Medicine, Lucile Packard Children’s Hospital, Palo Alto, CA, USA; Department of Orthodontics, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e do Department of Dental Education, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea. Realizaram  um estudo de análise de resultados que avaliou as posições reais da miniplaca ortodôntica e dos parafusos de ancoragem da miniplaca (MPASs) e os fatores de risco que afetam as estruturas anatômicas adjacentes após a colocação da miniplaca na área de incisivos inferiores.

Imagens de tomografias computadorizadas de feixe cônico de 97 miniplacas ortodônticas e seus 194 MPASs (diâmetro, 1,5 mm; comprimento, 4 mm) em pacientes cujas miniplacas forneceram estabilidade clínica suficiente para o tratamento ortodôntico foram revisadas retrospectivamente. Para avaliar as posições reais das miniplacas e analisar os fatores de risco, incluindo os efeitos nas raízes adjacentes, altura de colocação do MPAS (PH), profundidade de colocação (PD), ângulo da placa (PA), ângulo da fossa mental (MA) e proximidade da raiz foram avaliados usando o teste t pareado, análise de variância e modelo linear generalizado e análises de regressão.

Os PDs médios dos MPASs nas posições 1 (P1) e 2 (P2) foram 2,01 mm e 2,23 mm, respectivamente. PA foi significativamente maior no grupo com má oclusão de Classe III do que nos outros grupos. PH foi positivamente correlacionado com MA e PD em P1. Das 97 MPASs em P1, 49 estavam na área sem raiz e 48 na área denteada; além disso, 19 apresentaram grau de contato radicular (19,6%) sem perfuração radicular. Todos os MPASs em P2 estavam na área sem raiz.

Os Autores concluíram que posicionar a cabeça da miniplaca aproximadamente 1 mm abaixo da junção mucogengival provavelmente fornecerá PH suficiente para que os P1-MPASs sejam colocados na área sem raiz.

Link do artigo na integra via KJO:

http://new.kjo.or.kr/journal/view.html?doi=10.4041/kjod.2021.51.4.231#n

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Distalização total do arco maxilar usando aparelho extra-oral em paciente adulto: Reconsiderando a estratégia tradicional na ortodontia modernos

 


Neste artigo de 2021, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Chenshuang Li; Luca Sfogliano; Wenlu Jiang; Haofu Lee; Zhong Zheng; Chun-Hsi Chung; John Jones. Do Department of Orthodontics, School of Dental Medicine, University of Pennsylvania, Philadelphia, Penn. Division of Growth and Development, Section of Orthodontics, School of Dentistry, University of California, Los Angeles, Los Angeles, Calif. Mostra um relato de caso tratado com aparelho extra-oral e acompanhado a longo prazo.

Embora o aparelho extra-oral seja raramente usado em pacientes adultos, seu uso em adultos é principalmente para controle de ancoragem. No presente relato de caso, um paciente de 24 anos tinha uma relação esquelética de Classe I com tendência de Classe II, padrão braquifacial, assimetria facial significativa e relações dentais de Classe II com molares e caninos 3/4 cúspides de Classe II em ambos os lados. 

O paciente recusou a cirurgia e a assimetria facial não era sua preocupação. O objetivo final do tratamento era alcançar uma relação dentária estável de Classe I e oclusão normal sem comprometer significativamente o perfil do paciente. O paciente aderiu ao uso de aparelho extra-oral de tração cervical após recusar as opções de tratamento combinado ortodôntico-ortognático, extração de pré-molares superiores ou mini-implantes de ancoragem esquelética temporária.

Um movimento distal do arco superior de 5 mm foi realizado sem inclinação distal significativa das coroas dos molares. A duração do tratamento ativo foi de 31 meses. Overbite e overjet adequados, oclusão equilibrada e um perfil facial aceitável foram alcançados. 

Os resultados do tratamento inspiram a reconsideração da possibilidade do uso de arnês na correção da Classe II dentária em pacientes adultos.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/2/267/446960/Total-maxillary-arch-distalization-by-using

segunda-feira, 29 de março de 2021

Relação entre o deslocamento rotacional do disco da articulação temporomandibular e a morfologia dentoesquelética

 



Neste artigo de 2021, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores So-Hyun Park; Won-Jeong Han;  Dong-Hwa Chung; Jung-Sub An;  Sug-Joon Ahn. Do Department of Orthodontics, Dankook University Jukjeon Dental Hospital, Yongin, Korea; Department of Oral and Maxillofacial Radiology, College of Dentistry, Dankook University, Cheonan, Korea; Department of Orthodontics, College of Dentistry, Dankook University, Cheonan, Korea; Department of Orthodontics, Seoul National University Dental Hospital, Seoul, Korea e Dental Research Institute and Department of Orthodontics, School of Dentistry, Seoul National University, Seoul, Korea. Teve o  objetivo de  avaliar a relação entre o deslocamento rotacional do disco  (DD) da articulação temporomandibular (ATM) e a morfologia dentoesquelética.

Mulheres com idade maior que17 anos foram incluídas neste estudo. Cada paciente tinha uma queixa primária de má oclusão e foram submetidas a exames cefalométricos de rotina. Elas foram divididas em cinco grupos de acordo com os achados nas imagens de ressonância magnética sagital e coronal de suas ATMs: posição de disco normal bilateral, DD anterior bilateral com redução (ADDR), DD rotacional bilateral com redução (RDDR), DD anterior bilateral sem redução (ADDNR) e DD rotacional bilateral sem redução (RDDNR). Vinte e três variáveis cefalométricas foram analisadas e o teste de Kruskal-Wallis foi usado para avaliar diferenças na morfologia dentoesquelética entre os cinco grupos.

Os pacientes com DD das ATMs  exibiram um padrão hiperdivergente com uma mandíbula retrognata, ao contrário daqueles com uma posição de disco normal. Essas características esqueléticas específicas foram mais severas em pacientes que exibiam DD sem redução do que naqueles com redução, independentemente da presença de DD rotacional. A DD rotacional influenciou significativamente nos padrões esqueléticos horizontais e verticais apenas na fase de DD com redução, e a mandíbula exibiu uma posição mais para trás e rotacionada nos  pacientes com RDDR do que naqueles com ADDR. No entanto, não houveram diferenças dentoesqueléticas significativas entre ADDNR e RDDNR.

Os autores concluíram que os resultados do estudo sugeriram que a DD rotacional da ATM tem um papel importante na morfologia dentoesquelética, principalmente em pacientes que apresentam DD com redução.

Link do Artigo na integra via e-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1962&vmd=Full

terça-feira, 9 de março de 2021

Diferenças na morfologia do côndilo mandibular e da fossa glenóide em relação aos padrões esqueléticos vertical e sagital: um estudo com tomografia computadorizada de feixe cônico

 



Neste artigo de 2021, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Kyoung Jin Noh; Hyoung-Seon Baik;  Sang-Sun Han; Woowon Jang e Yoon Jeong Choi. Do Department of Orthodontics, The Institute of Craniofacial Deformity, Yonsei University College of Dentistry, Seoul, Korea e Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Yonsei University College of Dentistry, Seoul, Korea. Teve como objetivo avaliar a seguinte hipótese nula: não há diferenças na morfologia das estruturas da articulação temporomandibular (ATM) em relação aos padrões cefalométricos verticais e sagitais.

Este estudo retrospectivo foi realizado com 131 participantes sem sintomas de ATM. Os participantes foram divididos em grupos de Classe I, II e III com base nas relações cefalométricas sagitais e em grupos hiperdivergente, normodivergente e hipodivergente com base em suas relações cefalométricas verticais. As seguintes medidas foram realizadas usando imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico e comparadas entre os grupos: volume condilar, tamanho do côndilo (largura, comprimento e altura), tamanho da fossa (comprimento e altura) e espaços articulares côndilo-fossa no pólos condilares anterior, superior e posterior.

A hipótese nula foi rejeitada. O grupo Classe III apresentou maiores valores para largura condilar, altura condilar e altura da fossa do que o grupo Classe II (p <0,05). O volume condilar e o espaço articular superior no grupo hiperdivergente foram significativamente menores do que nos outros dois grupos verticais (p <0,001), enquanto o comprimento e a altura da fossa foram significativamente maiores no grupo hiperdivergente do que nos outros grupos (p <0,01). O grupo hipodivergente apresentou largura condilar maior do que o grupo hipodivergente (p <0,01). Os padrões cefalométricos sagitais e verticais mostraram interações estatisticamente significativas para comprimento e altura da fossa.

Os autores concluíram que a morfologia da ATM diferiu em diversos padrões cefalométricos esqueléticos. O comprimento e a altura da fossa foram afetados pelas interações dos padrões esqueléticos vertical e sagital.


Link do artigo na Integra via E-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1937&vmd=Full

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Sobreposição 3D de imagens craniofaciais - Utilidade da colaboração de multicentros

 






Neste artigo de 2019, publicado pelo Orthodontics Craniofaciasl Reserach, pelos Autores Marilia Yatabe, Juan Carlos Prieto, Martin Styner, Hongtu Zhu, Antonio Carlos Ruellas, Beatriz Paniagua, Francois Budin, Erika Benavides, Brandon Shoukri, Loic Michoud, Nina Ribera, Lucia Cevidanes. Do Department for Orthodontics and Pediatric Dentistry, University of Michigan, Ann Arbor, Michigan, University of North Carolina, Chapel Hill, North Carolina e Kitware Inc., Carrboro, North Carolina. 

As aplicações clínicas dos exames e sobreposição de imagens 3D contribuíram para uma melhor compreensão das mudanças de crescimento e dos resultados clínicos. O uso de imagens dentais e craniofaciais 3D em odontologia requer métodos de análise de imagem validados para um melhor diagnóstico, planejamento de tratamento, navegação e avaliação da resposta ao tratamento. 

As imagens 3D volumétricas, como tomografia computadorizada de feixe cônico, agora podem ser sobrepostas por voxels, superfícies ou pontos de referência. Independentemente da modalidade de imagem ou das ferramentas de software, os conceitos de regiões ou pontos de referência afetam todas as avaliações quantitativas e qualitativas. Este estudo revisa o estado da arte atual em análise de imagens 3D, incluindo sobreposições 3D relativas à base do crânio e diferentes sobreposições regionais, o desenvolvimento de código aberto e ferramentas comerciais para análise 3D, como esta tecnologia aumentou as colaborações de pesquisa clínica de centros em todo o globo, algumas dicas sobre como incorporar inteligência artificial para análise de big data e progresso em direção à ortodontia personalizada.

Os desafios para esses avanços de diagnóstico que utilizam big data e inteligência artificial incluem a necessidade de sistemas robustos e seguros baseados na web com recursos de armazenamento, mineração e análise. Além disso, a padronização e integração de registros diagnósticos de informações clínicas, amostras biológicas e protocolos e modalidades de imagem (como varreduras digitais, fotografias, raios-X, TCFC, TC, ressonância magnética e / ou ultrassom) são cruciais para obter um diagnóstico mais preciso. Uma vez que a variabilidade biológica e o background genético diverso são determinados ou identificados por computadores, isso pode levar a uma ortodontia mais personalizada, em vez de uma ortodontia “tamanho único”.

Link do artigo na integra via NCBI:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6660909/pdf/nihms-1042710.pdf


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

O Invisalign melhorou? Um estudo de acompanhamento prospectivo sobre a eficácia da movimentação dentária com Invisalign


Neste artigo publicado em 2020, no American Journal Of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics. Pelos Autores Nada Haouili, Neal D. Kravitz, Nikhilesh R. Vaid, Donald J. Ferguson,  and Laith Makki. Do Department of Orthodontics, European University College, Dubai Healthcare City, Dubai, United Arab Emirates. Teve o objetivo de fornecer uma atualização sobre a precisão da movimentação dentária com Invisalign (Align Technology, Santa Clara, Calif).

O estudo clínico prospectivo incluiu 38 pacientes tratados com Invisalign Full ou Invisalign Teen. Todos os dentes, do incisivo central ao segundo molar, foram medidos em modelos digitais criados a partir de exames intraorais. Os valores previstos foram determinados pela sobreposição dos modelos no ClinCheck inicial e final, e os valores alcançados foram determinados pela sobreposição dos modelos no Clin-Check iniciais e os modelos digitais dos escaneamentos pós-tratamento. Os dentes individuais foram sobrepostos com uma análise de melhor ajuste e medidos usando o software Compare (versão 8.1; GeoDigm, Falcon Heights, Minn). Os tipos de movimentos dentarios estudados foram ponta da coroa mesial-distal, ponta da coroa vestibulolingual, extrusão, intrusão e rotação mesial-distal.

A precisão média do Invisalign para todos os movimentos dentarios foi de 50%. A maior precisão geral foi alcançada com a ponta da coroa vestíbulo-lingual (56%), enquanto a menor precisão geral ocorreu com a rotação (46%). As precisões para rotação mesial do primeiro molar inferior (28%), rotação distal do canino superior (37%) e intrusão dos incisivos inferiores (35%) foram particularmente baixas.

Os Autores concluiram que houve uma melhora acentuada na precisão geral; no entanto, os pontos fortes e fracos do movimento dentário com Invisalign permaneceram relativamente os mesmos.

Link do Artigo na integra via AJODO:

https://www.ajodo.org/article/S0889-5406(20)30303-6/fulltext


segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Avaliação dos fatores relacionados ao sucesso da expansão rápida do palato assistida por mini-implantes





Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Cibele B. Oliveira; Priscila Ayub; Fernanda Angelieri; Wilson H. Murata; Selly S. Suzuki; Dirceu B. Ravelli; Ary Santos-Pinto. Do department of Pediatric Dentistry, São Paulo State University (UNESP), School of Dentistry, Araraquara, Brazil e do Department of Orthodontics, São Leopoldo Mandic School and Dental Institute, Campinas, São Paulo, Brazil. Avaliou se o sucesso da expansão palatina assistida por mini-implante (MARPE), realizada em pacientes com maturação óssea avançada, se estaria relacionado a fatores como maturação da sutura palatina mediana (MPS), idade, sexo ou ancoragem do mini-implante bicortical.

Vinte e oito tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) de adultos e adolescentes pós-púberes tratados pelo MARPE foram incluídos na amostra. Imagens de TCFC antes (T0) e após a expansão (T1) foram usadas para avaliar as alterações esqueléticas e o sucesso ou fracasso do MARPE. Imagens axiais de MPS foram extraídas de T0 e classificadas em um dos cinco estágios de maturação. A correlação entre o sucesso do MARPE e os fatores de idade, sexo, maturação da MPS e ancoragem do mini-implante bicortical foi investigada.

Apenas a idade apresentou correlação negativa estatisticamente significativa com o sucesso do MARPE e todas as medidas esqueléticas. Observou-se uma taxa de sucesso de 83,3% entre indivíduos de 15 a 19 anos, 81,8% de 20 a 29 anos e 20% de 30 a 37 anos. A maturação do MPS apresentou correlação negativa com o efeito de expansão. Indivíduos com estágio B ou C de maturação da MPS apresentaram 100% de sucesso, seguidos do estágio D (62,5%) e estágio E (58,3%).

Com o aumento da idade, houve uma diminuição no sucesso do MARPE e nos efeitos esqueléticos da expansão maxilar. Sexo e ancoragem com mini-implante bicortical não se mostraram fatores relevantes. Não houve correlação entre a maturação da MPS e o sucesso do MARPE; entretanto, observou-se que todos os casos de falha do MARPE foram classificados como estágio D ou E de maturação da MPS.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/doi/10.2319/051420-436.1/449913/Evaluation-of-factors-related-to-the-success-of