ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

domingo, 30 de abril de 2017

Pensamento da semana



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terça-feira, 25 de abril de 2017

Tensões, fatores que afetam o osso cortical ao redor do miniparafuso. Um estudo tridimensional com elementos finitos




Neste artigo de 2012, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Ramzi Duaibis; Budi Kusnoto; Raghu Natarajan; Linping Zhao; Carla Evans; do Department of Orthodontics, University of Illinois at Chicago; Department of Orthopedic Surgery, Rush University Medical Center e do Craniofacial Center, University of Illinois at Chicago, and Biomedical Engineering, Shriners Hospitals for Children-Chicago, Chicago. Mostra uma pesquisa realizada pelo metodo de elementos finitos das tensões geradas no osso cortical após a inserção de mini parafusos.

O artigo descreve um estudo realizado com o objetivo de Avaliar os vários tipos de estresse no osso cortical ao redor de mini parafusos, usando análise de elementos finitos.

Vinte e seis conjuntos tridimensionais de modelos de mini parafusos foram colocados em blocos ósseos alveolares, que foram construídos usando Abaqus (Dassault Systemes Simulia Corp, Providence, RI), um pacote comercial de software para análise de elementos finitos. As variáveis ​​do modelo, incluindo fatores como o design do implante  e do osso foram relacionados. Todos os mini parafusos foram instalados por mesial com uma força linear igual a 2 N. O "pico de von Mises" e os valores das principais tensões no osso cortical foram comparados entre os diferentes modelos para cada fator.

Os resultados demonstraram que alguns fatores afetam as tensões no osso (diâmetro do implante, comprimento da cabeça do implante, tamanho de rosca e o módulo de elasticidade de osso esponjoso), enquanto que outros fatores não o fizeram diferença (forma rosca, "passo" de rosca e espessura do osso cortical).

Os autores concluíram o diâmetro do mini parafuso, comprimento da cabeça e o tamanho da rosca, bem como os módulos de elasticidade do osso esponjoso afetam as tensões na camada cortical do osso circundante ao mini parafuso e podem, por conseguinte, afetar a sua estabilidade.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Tratamento ortodôntico acelerado com corticotomia assistida e com exposição dos caninos impactados palatinamente




Neste artigo de 2007, publicado pela Angle Orthodontist, pelo autor Tom J. Fischer; Instructor, Graduate Orthodontics, Harvard University, Boston; Mostra uma importante manobra para facilitar o deslocamento de caninos impactados.

O objetivo deste artigo foi avaliar a eficácia de uma nova técnica cirúrgica para o tratamento da caninos impactados palatinamente.

Seis pacientes consecutivos com caninos impactados bilateralmente foram comparados. Um dos caninos foi cirurgicamente exposto usando uma técnica cirúrgica convencional, enquanto o canino contralateral foi exposto usando uma corticotomia através de uma técnica assistida.

Apósa movimentação dentária concluída, comparações estatísticas entre os dois métodos revelou uma redução do tempo de tratamento de 28-33% para o corticotomia assistida dos caninos. Não foram observadas diferenças significativas na condição periodontal final entre os caninos expostos por estes dois métodos.

Este estudo preliminar apoia o conceito de que uma técnica de corticotomia-cirúrgica assistida ajuda a reduzir o tempo de tratamento ortodôntico dos caninos impactados palatinamente.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

terça-feira, 11 de abril de 2017

Fios ortodônticos: conhecer para otimizar a aplicação clínica


Neste artigo de 2009, publicado pela Revista Dental Press, pelas autoras Cátia Cardoso Abdo Quintão, Ione Helena Vieira Portella Brunharo; da disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UERJ - Rio de Janeiro. Resume as principais características dos fios utilizados em Ortodontia, em relação ao histórico, propriedades mecânicas e aplicação clínica, de acordo com fases específicas de tratamento.


O bom ortodontista deveria possuir a habilidade manual de um artesão e o conhecimento profundo da ciência ortodôntica. Porém, o profissional poderia se questionar: “Estudar fios ortodônticos melhoraria a habilidade manual do ortodontista, ou aumentaria a sua clientela?”. Se apenas a habilidade manual bastasse, grandes artesãos seriam excelentes ortodontistas. Portanto, o conhecimento a respeito de fios ortodônticos permite ao profissional realizar movimentos maiseficientes e evitar danos aos dentes e tecidos de suporte.


A mecânica ortodôntica é baseada no princípio da acumulação de energia elástica e transformação dessa energia em trabalho mecânico, por meio da movimentação dos dentes. Cada ajuste do aparelho armazena e controla o mecanismo de transferência e distribuição das forças. Um ótimo controle do movimento dentário requer a aplicação de um sistema de forças específico, que é devidamente guiado por meio de acessórios, tais como os fios ortodônticos.


Desde quando os primeiros profissionais vislumbraram a possibilidade de promover a movimentação dentária, essa era obtida pelo apoio dos dentes nos fios. Edward Angle foi, indubitavelmente, o patrono da Ortodontia mundial. A especialidade foi a primeira reconhecida pela Odontologia e comemorou 100 anos no congresso da American Association of Orthodontists (AAO), em Chicago/EUA, no ano de 2000. Inicialmente, em 1887, Edward Angle utilizava ligas de níquel-prata para acessórios ortodônticos. Posteriormente, as substituiu pelas ligas de cobre, níquel e zinco, sem prata. Finalmente, as ligas de ouro passaram a ser as de sua escolha.


Até o início da década de 1930, a liga de ouro (tipo IV) foi a mais empregada na fabricação de acessórios ortodônticos. O ouro de 14 a 18 quilates foi rotineiramente utilizado, naquela época, para fios, bandas, ganchos e ligaduras, assim como as bandas e os arcos de irídio-platina. A vantagem das ligas de ouro residia no fato de serem tratadas termicamente, de forma a variar sua rigidez em cerca de 30%, e possuírem excelente resistência à corrosão. No Brasil, as ligas de ouro foram utilizadas pelos pioneiros da Ortodontia brasileira, professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, até o início da década de 1950.


Os aços inoxidáveis foram introduzidos na Ortodontia em 1929, quando a empresa americana Renfert Company começou a vender fios dessa liga, produzida pela empresa alemã Krupp. No Congresso da AAO de 1931, Norris Taylor e George Paffenbarger introduziram o aço como substituto ao ouro, alegando possuir maior resiliência e menor possibilidade de rompimento sob tensão. Em 1933, o fundador da empresa Rocky Mountain, Archie Brusse, sugeriu o primeiro sistema de aplicação clínica do aço inoxidável em Ortodontia, durante o encontro da Sociedade Americana, na cidade de Oklahoma. A partir de então, a rivalidade entre o ouro e o aço se iniciou formalmente. Fatores econômicos, indubitavelmente, influenciaram, em todo o mundo, esta vasta aceitação do aço em relação ao ouro.


Foi a Elgin Watch Company que, na década de 40, desenvolveu a liga de cobalto-cromo composta por cobalto (40%), cromo (20%), prata (16%) e níquel (15%), primeiramente utilizada na fabricação de molas para relógios. Na década de 60, as ligas de cobalto-cromo foram introduzidas na Ortodontia e patenteadas como Elgiloy®, pela Rocky Mountain Orthodontics.


A liga de beta-titânio tem sido utilizada como material estrutural desde 1952. Porém, até 1979, a tecnologia de trefilação não permitia a fabricação de fios com secções transversais compatíveis com as aplicadas em Ortodontia. Em 1977, a fase beta do titânio foi estabilizada à temperatura ambiente. As primeiras aplicações clínicas dessa liga para a Ortodontia ocorreram na década de 80, quando uma forma diferente de titânio, chamado “de alta temperatura”, foi sugerida. A partir de então, ganharam vasta aceitação clínica e popularidade, sendo comercialmente disponibilizados como “TMA” (titanium molybdenum alloy) e, durante muitos anos, apenas uma empresa possuía o direito de fabricação. Atualmente, o mercado oferece um maior número de marcas comerciais.


Em 1963, as ligas de níquel-titânio foram desenvolvidas no Laboratório Naval Americano, em Silver Springs – Maryland, pelo pesquisador Willian Buehler. Ele observou pela primeira vez o chamado “efeito memória de forma” desse material. Não havia ainda aplicação dessa liga na Ortodontia. Em 1972, a Unitek Corporation produziu essa liga para uso clínico, sob o nome comercial de Nitinol®, composta por 55% de níquel e 45% de titânio, numa estrutura equiatômica. Entretanto, naquela época, a liga não possuía efeito memória de forma ou superelasticidade. Mesmo assim, foi considerada como um avanço para a obtenção de forças leves sob grandes ativações. Em 1976, váriasmarcas de fios de níquel-titânio foram colocadas no mercado ortodôntico e os mesmos foram caracterizados como materiais de alta recuperação elástica e baixa rigidez, ganhando vasta aceitação clínica por essas propriedades. Não apresentavam, entretanto, efeitos de termoativação nem superelasticidade.


As ligas termodinâmicas de níquel-titânio surgiram, para fins comerciais, na década de 90. Além das propriedades de recuperação elástica e resiliência dos fios superelásticos, os fios de níqueltitânio termodinâmicos possuem a característica adicional da ativação pela temperatura bucal.


Como o tratamento ortodôntico estende-se por vários meses, a aparência da aparelhagem é avaliada pelos pacientes como um fator significativo a ser considerado. A demanda pela estética fez com que diversas empresas começassem a produzir, no final da década de 70, braquetes não-metálicos, de policarbonato ou cerâmicos. Atualmente, os braquetes estéticos representam uma realidade na clínica ortodôntica, oferecendo uma alternativa aos metálicos. Entretanto, o mesmo não ocorreu em relação aos fios estéticos, que foram pouco relatados na literatura ortodôntica até meados da primeira década do século XXI.


Muitos ortodontistas escolhem determinados fios ortodônticos com base em impressões clínicas. O ideal, entretanto, seria que a utilização deles estivesse diretamente relacionada ao conhecimento de suas propriedades mecânicas. Na época em que a grande maioria dos ortodontistas utilizava apenas arcos de aço inoxidável com módulos de elasticidade praticamente idênticos para o mesmo diâmetro, a ferramenta mais comumente utilizada para dosar a quantidade de força aplicada era a variação da secção transversal do fio. Com a introdução de novas ligas no mercado que apresentam diferentes propriedades mecânicas, assim como ligas de níquel-titânio e betatitânio, o ortodontista passou a dispor de variáveis adicionais para obter o controle sobre a magnitude da força aplicada.


A utilização de arcos cujas dimensões podem permanecer constantes enquanto suas propriedades mecânicas são alteradas, a fim de atingir aquelas desejadas em determinada fase do tratamento, em teoria, poderia levar a uma menor quantidade de trocas de arco. Porém, para desempenhar esse papel de forma satisfatória, é preciso saber se o arco em questão apresenta a durabilidade necessária para permanecer na cavidade bucal por um período igual ou maior do que a média de permanência dos arcos utilizados até então.


Conhecer cientificamente os fios ortodônticos é tarefa árdua e longa. O tema, entretanto, se torna fascinante na medida em que possibilita ao profissional escolher o melhor protocolo de tratamento para o paciente, realizando tratamentos mais eficazes, mais rápidos, de menor custo e com menor possibilidade de causar danos aos dentes e tecidos de suporte. O mais importante advento do conhecimento de fios, entretanto, reside no fato de permitir ao ortodontista optar por materiais com segurança na escolha, sem se deixar influenciar apenas por recursos de propagandas.




Link do artigo na integra via Scielo:


quarta-feira, 5 de abril de 2017

O tratamento ortodôntico realizado em dentes tratados endodonticamente




Saiu na ultima edição da Revista Cientifica Ortodontia SPO mais uma coluna OrtoTecnologia. Que mostra os cuidados do manejo ortodontico em dentes tratados endodonticamente.  


Resumo:  

O tratamento ortodôntico de dentes não vitais ainda é um assunto controverso que gera discussões e dúvidas, sendo necessários mais estudos que permitam uma melhor compreensão do assunto. É comum que, na maioria das vezes, este tipo de tratamento seja baseado em opiniões que se fundamentam em observações do dia a dia clínico. Por esse motivo, busca-se compreender melhor a relação entre a Endodontia e a Ortodontia, explorando situações como: possibilidade de reação pulpar devido à movimentação, entender se há diferença ao movimentar dentes não vitais e os tempos de espera para início ou continuação dos mesmos, esclarecer as particularidades do movimento no caso de dentes traumatizados e compreender se os dentes que passaram por endodontia têm maior chance de reabsorção do que dentes vitais durante a movimentação ortodôntica. A partir das dúvidas levantadas e da revisão realizada, pôde-se concluir que: a movimentação ortodôntica gera reações pulpares, no entanto, estas são leves e transitórias na maioria dos casos; tratamento endodôntico prévio não contraindica a movimentação induzida, desde que a obturação do conduto tenha sido realmente bem realizada e haja saúde do ligamento periodontal; existem tempos específicos para iniciar ou retomar a movimentação após a endodontia, considerando as particularidades de cada caso; não há diferença estatística capaz de afirmar que dentes não vitais sofrem mais reabsorção do que dentes vitais durante a Ortodontia. O que se pode considerar como fator predisponente para reabsorção seriam os dentes traumatizados, com raízes curtas e de forma irregular.  

Link do Ortociencia: 

http://www.ortociencia.com.br/Artigo/Index/22282


terça-feira, 4 de abril de 2017

Intrusão do primeiro molar superior extruido usando dois miniparafusos ortodonticos
























Neste artigo de 2007, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Neal D. Kravitza; Budi Kusnotob; Peter T. Tsayc; William F. Hohltd; do departamento de Ortodontia da Universidade de Illinois em Chicago. Mostram mais uma das aplicabilidades e soluções dos mini implates ortodonticos.


A perda do primeiro molar inferior conduz frequentemente à extrusão do oponente, o primeiro molar superior, resultando em interferências oclusais, perda do suporte ósseo periodontal, e local inadequado para reabilitar o espaço desdentado inferior.


Sem intrusão ortodontica do molar extruido ou de uma cirurgia segmentada de impacção cirúrgica, o restabelecimento da oclusão posterior implica muitas vezes a necessidade de redução significativa da coroa do molar superior, com a eventual necessidade de dispendioso tratamento do canal radicular e colocação de coroa protética.


A literatura tem mostrado uma redução da rebilitação protética do molar, em função da intrusão utilizando miniparafusos ortodônticos palatinos e vestibulares e miniplacas fixadas na região do zigomático.


Neste artigo, os autores apresentam com êxito a intrusão ortodôntica de um molar superior com dois miniparafusos, em um paciente com extrema ansiedade e significativa erosão dental devido ao refluxo gástrico. Usando dois miniparafusos ortodônticos para fixação esquelética para intruir o molar superior, simplificando desta forma, o tratamento ortodôntico, eliminando a necessidade de uma extensa cirurgia, aparelho e extrabucal, e ancoragens intraorais, preservando todo esmalte dentário da unidade dentaria extruida.


Os resultados clínicos mostraram significativa intrusão através da cortical do assoalho do seio maxilar, mantendo saúde periodontal, vitalidade dental e sem o comprimento radicular.




Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontics:


segunda-feira, 20 de março de 2017

Mapeamento de sítios anatômicos para mini-implantes na área de primeiros molares superiores com auxílio do sistema NewTom3G






Neste artigo de 2010, publicado no l'Orthodontie Française, pelos autores Marius Dumitrache, Annabelle Grenard; Boulevard de la Reine, Versailles, France e Avenue Henri Barbusse, Gagny, France. Mostra um estudo com tomografia que avalia espaços nos sitios de inserção de Mini impliantes na regiao do Primeiro Molar Superior.

O objetivo deste estudo foi construir um mapa dos sítios de implante na região de gengiva inserida ao redor dos primeiros molares superiores que seriam locais apropriados para a colocação de microparafusos para servir como ancoragem ortodôntica.

Foram realizados 58 exames radiográficos com a técnica do feixe cônico com NewTom 3G. Em cada espaço interdental, entre os segundos pré-molares superiores e primeiros molares (5/6) e entre os primeiros e segundos molares superiores (6/7), foi estudado a largura mésio-distal e profundidade de buco-lingual do osso em dois níveis diferentes, L1 e L2, que correspondia aos limites inferior e superior de gengiva inserida na população em geral.

As larguras dos espaços interdentais variaram muito pouco entre L1 e L2 e estas variações foram comparáveis. Ao nível do espaço de 5/6, as larguras interdentais exibida uma distribuição de Gaussian, que tornou possível a determinação dos intervalos de confiança para as duas bordas da gengiva inserida como uma função da idade. As profundidades interdentais aumentou em direção apical e sua variação diminuiu. 

Os autores concluíram que as áreas mesiais dos primeiros molares constituem zonas confiáveis ​​para a implantação de microparafusos com um máximo de 2-2,3 mm para idades de 12 a 17 anos  ou 1,5-1,6 milímetros para 18 a 48 anos de largura e de um máximo de 9-10 mm de comprimento se o nível da inserção gengival for forte ou fraco. As áreas distais dos primeiros molares, devido à sua grande variabilidade, exigem um estudo radiográfico individualizado antes que qualquer miniparafuso possa ser colocados.



Link do artigo na integra via Orthodfr.org :

segunda-feira, 13 de março de 2017

Mudança de largura da arcada superior e o corredor bucal utilizando braquetes Damon e convencionais: Uma análise retrospectiva



Neste artigo de 2015, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Corey Shook; Sohyon (Michelle) Kim; John Burnheimer. Do department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, School of Dental Medicine, University of Pittsburgh, Pittsburgh, Pa. É apresentada uma análise do efeito do sistema auto-ligante Damon e dos braquetes convencionais sobre a área e largura do corredor bucal.

Este estudo apresenta a análise de uma amostra retrospectiva de pacientes tratados consecutivamente usando braquetes convencionais Roth 0,022” Roth (Victory Series, 3M Unitek, Monrovia, Calif), e aparelho do sistema Damon, slot 0,022” (Ormco / A Companhia, Orange, Calif). Os critérios de inclusão foram pacientes com dentição permanente (independentemente da classificação de Angle), com ausência congénita de agenesia, dentes supranumerários e comparáveis ​​antes e depois a largura do sorriso. Não foram utilizados aparelhos de expansão. Todos pacientes foram tratados sem extração, com oclusão ideal de acordo com os seis chaves e diretrizes de Roth.

A amostra total consistiu de 84 pacientes com idade média de 15,13 anos. O grupo convencional continha 23 pacientes do sexo feminino e 22 do sexo masculino, enquanto o grupo Damon eram 20 do sexo feminino e 19 do sexo masculino. As fotografias do pré e pós-tratamento foram tiradas num local padrão dentro do departamento de ortodontia com iluminação ambiente. Foi solicitado um sorriso descontraído do paciente com a cabeça em posição natural. As fotografias foram então avaliadas no Dolphin Imaging System 11.7 Premium (Dolphin, Chatsworth, Califórnia). As fotografias frontais de sorriso foram então transferidas para Photoshop CC, onde todas as medições fotográficas foram tomadas.

As medidas e propoções foram determinadas da seguinte forma: Distância intercanina à largura do sorriso (IC: LS); Distância visível do dente superior à largura do sorriso (IS: LS); o corredor bucal e canino com relação a área total do sorriso (CBC: ATS); a área do corredor bucal com o último dente superior visível e relação com a área total do sorriso (CBD: ATS). Os modelos digitais pré e pós tratamento (Orthocad Versão 3.5, San Jose, Calif) foram medidos utilizando a ferramenta de medição do arco, ao invés do método tradicional de pinças digitais e gesso, uma vez que as medições se mostraram igualmente precisas.

Não houve diferenças significativas nas relações intercaninas ou intermolares e largura do corredor bucal no pós tratamento, dentro ou entre os grupos convencionais e auto-ligantes. Houve fortes correlações entre a distância intercanina e o corredor bucal correspondente com as medições da largura do sorriso. E uma correlação inversa com a área do corredor bucal em relação ao o canino e a largura total do sorriso.

Os autores concluíram que é provável que seja observado aumento na largura do arco em pacientes tratados com braquetes convencionais ou com sistema Damon. E que é altamente improvável que haja qualquer diferença significativa na área ou largura do corredor bucal em pacientes tratados com braquetes convencionais ou com sistema auto-ligantes Damon. (Angle Orthod., 2016, 86: 655-660).

PALAVRAS-CHAVE: Damon; Corredor bucal; Largura do arco superior.

Tradução: Nathalia Torres

Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist: 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Prof. Helder Jacob da universidade de Houston-TX-EUA. Será que tem polêmica?

Muito tem se falado sobre o uso de miniplacas para casos de Classe II em pacientes hiperdivergentes. A justificativa sempre é a necessidade de ancoragem esquelética para intrusão posterior e através do giro da mandíbula alcançar uma melhor relação sagital dos arcos e avanço do queixo.

Mas.... Isso já é feito há muito tempo com uso de minimplantes instalados pelo próprio ortodontista. E o melhor de tudo: Seus efeitos estudados por pessoas sérias em universidade séria. Um grande pesquisador sobre o assunto e atualente Professor na Universidade de Houston, Dr. Helder Jacob estará conosco na Academia explicando esse tema e outros mais. Acompanhe essa mini-entrevista e conheça mais sobre ele: 
     
     
  

Helder Baldi Jacob
  • ·      Ex-Professor, Departamento de Ortodontia, Texas A&M University Baylor College of Dentistry, Dallas-TX/ EUA
  • ·      Post-Doctoral Fellow, Departamento de Ortodontia, Texas A&M University Baylor College of Dentistry, Dallas-TX/ EUA
  • ·      Ex-professor,  Cursos de Especialização em Ortodontia pela GESTOS/Famosp e FAEPO/UNESP, Araraquara-SP, Brasil
  • ·      Mestre e Doutor, Universidade Estadual Paulista-UNESP, Faculdade de Odontologia de Araraquara, Araraquara-SP, Brasil
  • ·      Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial, EAP/APCD-Araraquara, Araraquara-SP, Brasil
  • ·      Graduação, Universidade Estadual Paulista-UNESP, Faculdade de Odontologia de Araraquara, Araraquara-SP, Brasil
  • ·      Revisor científico, Angle Orthodontist e European Journal of Orthodontics


      Gentilmente, atendendo nossa solicitação, o professor Helder Jacob respondeu algumas perguntas propostas e esperamos que gostem. Se tiverem mais alguma dúvida ou se quiserem sugerir algo deixe seu comentário aqui no Blog ou em qualquer rede social (Ortodontia Contemporanea).


(Wendel Shibasaki) - Muito se fala sobre a má-formação do ortodontista Brasileiro, mas como em todas generalizações, atribuimos rótulos injustamente àqueles que sempre buscam o melhor. Diante da solidez da sua formação ortodôntica no Brasil e como professor numa das mais expressivas universidades americanas, como você avalia sua formação comparativamente a dos americanos, hoje?

            (Prof. Helder Jacob) - Olá amigos da Ortodontia Contemporânea, é um prazer poder compartilhar um pouco da nossa especialidade. Obrigado aos amigos Wendel e Marlos pela oportunidade de falar um pouco de ortodontia aqui com vocês. Frequentemente me deparo com a questão da formação entre a ortodontia brasileira e a norte-americana e, de certa forma, como avalio a minha formação. Basicamente, os cursos de especialização no Brasil tem uma carga horária muito inferior aos norte-americanos (duas mil horas e tres mil e setecentas horas, respectivamente). Portanto, se eu tivesse apenas a especialização eu diria que, não importasse o meu esforco como aluno, eu estaria em desvantagem, situação a qual mudou para mim a alguns anos. Para o ortodontista clínico brasileiro eu gostaria de dizer que a baixa carga horária pode ser compensada com cursos de atualização, grupos de estudos com reuniões frequentes e leituras de artigos científicos. Deixe um tempo em sua agenda para estudos pois isso fará muita diferença na sua formação ao longo da carreira.

(Wendel Shibasaki) - A classe II de Angle aglutina uma grande variedade de problemas distintos e que devem ser tratados de formas igualmente distintas para se obter um bom resultado. Na sua opinião, quais os maiores desafios da classe II?
        
     (Prof. Helder Jacob) - Na minha opinião o maior desafio é o correto diagnóstico e saber as limitações das abordagens. Saber diagnosticar as diferentes causas da Classe II e, então, fazer o correto plano de tratamento torna a correção mais fácil e eficiente. Dependendo da abordagem, o ortodontista precissa entender que há limitações estéticas e funcionais além de possíveis efeitos indesejáveis de algumas mecânicas ortodônticas/ortopédicas. Por exemplo, acredito que os aparelhos funcionais são apropriados para pacientes Classe II hipodivergentes mas em pacientes hiperdivergentes o ortodontista deve considerar as vantagens da ancoragem esquelética para promover a rotação anterior da mandíbula. O paciente Classe II vertical com retrusão mandibular, sem dúvida, é o que apresenta um dos maiores desafios para o ortodontista.

(Wendel Shibasaki) - O crescimento craniofacial tem sido estudado há muitos anos. Vários autores descreveram o crescimento de forma que toda a face ocupa uma posição mais anteriorizada e inferiorizada de acordo com uma proporção que varia segundo o tipo facial. Qual a visão do crescimento facial nos dias atuais e qual a importância da rotação da mandíbula nesse contexto?
            
         (Prof. Helder Jacob) - Por muitos anos os ortodontistas foram ensinados que a face inferior desloca-se para baixo e para frente, em especial a mandíbula. Erroneamente os profissionais mantiveram seu foco no crescimento condilar por considerá-lo o principal fator determinante na projeção do queixo. Nos últimos anos, trabalhando com o Dr. Buschang, tenho tentado mostrar aos ortodontistas a importância de promover a rotação mandibular verdadeira em casos de retrusão mandibular. Compreendendo a rotação mandibular e saber como controlá-la significa uma possibilidade de potencializar o tratamento ortodôntico;  uma das melhores maneiras de se otimizar o resultado é ter a habilidade para controlar os efeitos advindos do crescimento. Entender como, quando e porque certas alterações ocorrem, devido ao crescimento, possibilita a elaboração de um melhor plano de tratamento e o processo de crescimento e as compensações dentárias a ele relacionadas pode aumentar a eficiência do tratamento.

(Wendel Shibasaki) - Aguardamos ansiosamente sua aula na Academia da Ortodontia contemporânea em março de 2016. Pode nos adiantar o que pretende trazer para os Ortodontistas Brasileiros?

            O que quero mostrar aos ortodontistas brasileiros que estarão presentes na Ortodontia Contemporânea é como promover ortopedia através da ortodontia. Falarei da importância de conhecer o crescimento e desenvolvimento craniofacial e como é possivel tratar pacientes hiperdivergentes (com ou sem mordida aberta) de forma eficaz e eficiente com o uso de miniparafusos, através da rotação anterior da mandíbula. O especialista que comparecer vai, também, poder entender como os miniparafusos podem ser úteis no tratamento das diferentes formas de Classe II. Sem dúvida a tecnologia de novos materiais associada a novas técnicas ajuda muito o ortodontista atual mas não podemos esquecer do básico: crescimento e desenvolvimento craniofacial e biomecânica.

(Wendel Shibasaki) - Suas considerações finais

           (Prof. Helder Jacob) - Estou ansioso para poder encontrá-los em Salvador, mais uma vez,  e podermos conversar sobre ortodontia. Ao longo dos últimos anos tenho desenvolvido alguns projetos na área de crescimento craniofacial e tratamentos relacionados a má-oclusão de Classe II com especial atenção a pacientes com excessivo crescimento vertical. Será uma oportunidade incrível de compartilhar um pouco do meu trabalho e mostrar uma abordagem diferente que pode resolver grande parte dos problemas de pacientes hiperdivergentes Classe II. Estarei mostrando uma variedade de casos casos clínicos, muita evidência científica e resultados consistentes. Espero encontrá-los em breve. Um abraço.

   Ficamos muito felizes em poder receber o Prof. Dr. Helder Jacob por 8 horas na Academia da Ortodontia Contemporânea Turma 2017. Seria muito legal se você, ortodontista leitor desse Blog, pudesse estar conosco nesta turma (inscreva-se aqui).

Agradecemos a gentileza do Prof. Dr. Helder por aceitar ocupar-se para escrever essas linhas para os Ortodontistas Brasileiros. Grande abraço e até março/2017!