








Desde que Pancherz, em 1979, reintroduziu o aparelho de Herbst na prática clínica, ele tem despertado grande interesse. Já foram propostas várias alterações em seu sistema telescópico e, também, diferentes formas de inserção de seu mecanismo nas arcadas dentárias. Ainda, durante os últimos 20 anos, em grande número de pesquisas têm sido avaliados os efeitos dentários e esqueléticos do tratamento com esse aparelho.
Mais recentemente, duas investigações sobre a taxa de complicações durante o tratamento com o Herbst revelaram que o padrão de complicações depende do tipo de aparelho utilizado, sendo observadas mais fraturas nos pacientes que usaram o aparelho com bandas. Mais descolagens foram encontradas nos pacientes que fizeram uso do splint metálico. Apesar de não ter ocorrido diferença na frequência geral de complicações quando comparados o aparelho com bandas e o modelo com splint metálico, foi recomendado o uso desse a fim de poupar tempo tanto de atendimento clínico quanto de laboratório.
Em 2007, Schiöth et al. compararam a prevalência do tipo e da frequência das complicações com o uso dos splints metálicos total (canino a molares) e reduzido (canino a segundo pré-molar). Concluíram que o descolamento do splint superior é a principal complicação durante o uso do aparelho de Herbst com splint metálico. A redução do comprimento do splint inferior não aumenta a prevalência das complicações, mas reduz os gastos, e seu uso pode ser recomendado.
Apesar de estar sendo amplamente utilizado na Europa e nos Estados Unidos há mais de duas décadas, somente neste século o aparelho de Herbst passou a ser mais utilizado no Brasil.
Uma das explicações para a demora em adotar essa modalidade terapêutica é o custo do aparelho. Há alguns anos, encontrava-se disponível para venda no Brasil apenas uma marca de sistema telescópico, que custava 10 vezes mais do que nos Estados Unidos. Hoje, podem-se encontrar no Brasil várias marcas de sistemas telescópicos a um custo mais acessível.
O aparelho de Herbst com cantiléver (CBJ) tem como principal vantagem a facilidade de confecção, pois os pivôs já vêm soldados na coroa superior e no cantiléver inferior, facilitando muito a sua confecção. Além disso, clinicamente o aparelho mostrou-se bastante resistente. As desvantagens do CBJ são as seguintes: o custo elevado do aparelho; a tendência de abaixamento do cantiléver inferior, provocando a inclinação do molar; e a tendência do pivô inferior machucar a bochecha do paciente durante a primeira semana de uso. Já o aparelho de Herbst com splint inferior removível tem como vantagens: o custo re-duzido; a possibilidade de remover o splint para a escovação dos dentes (o que facilita a higiene); adaptação mais fácil para o paciente; e uma curva de aprendizagem menor que a do CBJ para o profissional. A desvantagem observada clinica- mente no aparelho de Herbst com splint foi uma menor resistência do splint inferior de acrílico.
Schiöth et al., ao comparar as complicações com o uso dos splints metálicos total (canino a molares) e reduzido (canino a segundo pré-molar), dividiram os pacientes em quatro categorias de acordo com a frequência das complicações: baixa frequência (1 a 3 complicações), frequência moderada (4 a 6 complicações), alta frequência (7 a 10 complicações), muito alta frequência (mais de 10 complicações). A maioria dos pacientes avaliados teve baixa frequência e em torno de 10% dos pacientes dos dois grupos tiveram alta frequência. Sanden et al. encontraram que 55% dos pacientes experimentaram de 1 a 3 complicações, 29% de 4 a 6, 13% de 7 a 10, e 3% mais de 10 ocorrências de complicações. Ao analisar os 14 pacientes tratados com CBJ e 19 pacientes tratados com splint que apresentaram complicações, resolvemos dividi-los em três grupos: 0-1, 2-3, ou mais que 3 complicações durante o tratamento com o aparelho de Herbst. No grupo CBJ nenhum paciente apresentou individualmente mais de 3 ocorrências de complicações, o que demonstra o bom desempenho clínico do aparelho. No grupo Splint, 33% do pacientes tiveram mais de 3 ocorrências de complicações durante o tratamento, e o número máximo de 6 foi observado em dois pacientes. Ao comparar os resultados desse estudo com os de Schiöth et al. e Sanden et al., pode-se concluir que os aparelhos de Herbst com cantiléver e com splint inferior apresentaram bom desempenho clínico quando comparados ao aparelho de Herbst com splint metálico e com bandas.
CONCLUSÕES
» O grupo CBJ apresentou um menor número de complicações durante o tratamento com o aparelho de Herbst.
» Em ambos os grupos, nenhum paciente apre- sentou, individualmente, um grande número de complicações.
» O aparelho de Herbst com coroas de aço nos primeiros molares e cantiléver nos molares inferiores (CBJ) é preferível ao modelo com splint inferior removível de acrílico, devido à economia de tempo clínico e laboratorial.
Link do Arttigo na integra via Scielo:
http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n1/05.pdf




Marlos Loiola - Alguns professores brasileiros irão ministrar palestras no AAO em Chicago em maio de 2011. Dr. Lee Graber que opinião o doutor tem sobre Ortodontia brasileira, dos profissionais e do trabalho que está sendo desenvolvido e publicado?
Dr. Lee Graber - A comunidade ortodôntica no Brasil continua a ser forte. Há excelentes programas de residência(formação) no Brasil, que têm contribuído com pesquisadores e clínicos de destaque. O desenvolvimento do Board Brasileiro de Ortodontia e pós-graduação em ortodontia melhorou e têm servido como modelo no continente (os diretores fundadores da BBO foram e continuam a ser bem conhecidos da nossa especialidade: Dr. Roberto Mario Amaral Lima Filho, Dr. Carlos Jorge Vogel, Dr. Estélio Zen, Dra. Ana Maria Bolognese, Dr. José Nelson Mucha e Dra. Telma Martins de Araújo). A America do Sul de fato está representada no Comitê Executivo da Federação Mundial de Ortodontistas pelo professor Kurt Faltin. Apenas mais um exemplo de ortodontistas brasileiros reconhecidos internacionalmente e que vem contribuindo para o aprimoramento da nossa especialidade.
Marlos Loiola - Gostaria que o doutor enviasse uma menssagem para os ortodontistas brasileiros que acompanham nosso BLOG?
Dr. Lee Graber - Tenho a honra de passar algum tempo em reunião com muitos colegas Ortodontistas do Brasil e do exterior. Os problemas enfrentados por ambos nos nossos consultórios são: (1) O manejo clínico dos pacientes, bem como (2) As pressões da sociedade sobre as nossas práticas, que são semelhantes. É importante sempre discutir, para que possamos continuar a oferecer o melhor em ortodontia. Essas opções incluem não só a integração da ortodontia como uma parte importante de sua saúde dentária geral, mas na seleção do clínico(Ortodontista) devidamente treinado para prestar cuidados. Nossas associações de ortodontia estão em melhor posição para fornecer esta informação ao público, mas para serem eficazes, devem continuar a ser apoiada por líderes voluntários fortes e o apoio financeiro dos membros.
Marlos Loiola - Qual é a importância das mídias sociais como Twitter, Facebook e Blogs na comunicação entre os colegas da nossa area.
Dr. Lee Graber - A mídia social continuará a transformar os meios pelos quais os profissionais e o público obtenham e compartilhem informações. Na AAO, temos desenvolvido informações que são compartilhadas por quase todos os recursos de mídias sociais. Nós continuamos a utilizar meios de pesquisa através da qual nossa Associação possa compartilhar informações em um ambiente de mídia onde poderemos continuar a ser um recurso confiável para o público. Com a maior facilidade que os consumidores acessam essas informações de saúde obtém informações para seu benefício. Mas também pode ser em seu detrimento quando recebem informações de recursos que não são dos seus maiores interesses. Esta é outra razão pela qual as associações nacionais da especialidade em ortodontia deve permanecer fortes e ativas na educação do público e dos seus colegas de profissão. Leva tempo e dinheiro, mas continua a ser uma responsabilidade para nós, como prestadores de cuidados de saúde dentária.
OBS - Professores Brasileiros que irão ministrar palestras no Congresso da AAO em Chicago:
Prof. Dr. Kurt Faltin - São Paulo - SP;
Profa. Dra. Daniela Garib - Bauru - SP;
Prof. Dr. Bruno Gribel - Belo Horizonte - MG;
Prof. Dr. Luiz G. Gandini - Araraquara - SP;
Prof. Dr. Guilherme Janson - Bauru - SP;
Prof. Dr. Marcos Lenza - Goiânia - GO;
Prof. Dr. Weber Ursi - São José dos Campos - SP;
Prof. Dr. Roberto Lima Filho - São J. do Rio Preto - SP;
Prof. Dr. Marcos Janson - Bauru - SP;
Prof. Dr. José Augusto Miguel - Rio de Janeiro - RJ;
Profa. Dra. Ana Carla Nahás - São Paulo - SP
Link do "livro" virtual da programação da reunião da AAO em Chicago 2011:

Marlos Loiola - Dr. Lee Graber, a Associação Americana de Ortodontia é uma das entidades de classe mais respeitadas mundialmente. Quais são suas atuações nos Estados Unidos e Canadá?
Dr. Lee Graber - Fundada em 1900, a Associação Americana de Ortodontia (AAO) é a mais antiga e maior organização de especialidade odontológica no mundo. A AAO tem mais de 16.500 membros ortodontistas nos Estados Unidos, Canadá e no exterior. Aproximadamente 18% dos membros da AAO são membros internacionais com cerca de 120 desses membros localizados no Brasil.
A AAO tem continuado o seu programa de sensibilização do público para educar o consumidor sobre cuidados de saúde como a diferença entre um ortodontista e um clínico geral. Esta é uma distinção importante saber se é feito em os EUA, Canadá ou Brasil!
Destacamos em nossos Programas de Conscientização do Consumidor que "os ortodontistas são excepcionalmente qualificados para corrigir os dentes mal alinhados e as bases ósseas maxilares. Eles são especialistas no diagnóstico, prevenção e tratamento das irregularidades dentais e faciais".
Nos Estados Unidos, os ortodontistas recebem uma formação especializada adicional de dois a três anos, além do ensino odontologico, em um programa de residência em ortodontia credenciado. "Somente aqueles que tenham concluído este projeto de formação na especialidade pode chamar-se "Ortodontista" nos Estados Unidos e Canadá, e apenas os especialistas em ortodontia identificados por sua educação e credenciamento são elegíveis para participação no AAO.
Marlos Loiola - Eu li uma entrevista que o doutor concedeu ao New York Times sobre os novos recursos em Ortodontia. Estes englobariam os modelos tridimensionais digitais e métodos de diagnóstico em ortodontia, incluindo imagens geradas em scanners de tomografia computadorizada de feixe cônico. Sabemos também que o tratamento ortodôntico contemporâneo conta com estas metodologias associadas a acessórios mecânicos e novas técnicas na cirurgia disponíveis como: mini implantes, braquetes auto-ligáveis, novas ligas de fios e protocolos como as corticotomias que promovem movimentos rápidos e eficientes das unidades dentarias. Estamos caminhando para atingir os mais altos níveis de excelência no tratamento Ortodontico?
Dr. Lee Graber - Na minha opinião, somos mais capazes de oferecer alta qualidade, personalização do tratamento ortodôntico do que jamais ocorreu antes. Certamente, uma melhor compreensão da base biológica sobre a prática continua a ser importante, mas os avanços tecnológicos nos deram instrumentos através dos quais podemos diagnosticar melhor na ortodontia (e em outras áreas relacionadas da odontologia), facilitando na detecção dos problemas, no plano de tratamento e a na execução do plano de tratamento. A integração das tecnologias baseadas na informática expande nossas capacidades em todas essas áreas.
Como regra geral, nós, como profissionais de saúde deveremos ser adequadamente muito conservadores em fazer mudanças nas técnicas que empregamos. Devemos ter cuidado, no entanto, em dar as novas tecnologias uma avaliação justa e estar preparado para fazer as alterações que estas se revelem benéficas para os nossos pacientes.
Em tempo para a reunião da AAO, acabamos de concluir, a 5 ª edição do livro, Graber e Vanarsdall, “Ortodontia: Princípios e Técnicas atuais”. Na preparação deste volume, as maiores mudanças nesta edição são vistos em tecnologia da informação relacionados, juntamente com a aplicação de instrumentos com os quais o ortodontista pode avaliar adequadamente e instituir novas técnicas para os seus protocolos de atendimento ao paciente.
Marlos Loiola - Em Maio haverá a principal Congresso Mundial de Ortodontia, que AAO organiza, e será em Chicago. Quais são os tópicos mais relevantes que serão discutidos?
Dr. Lee graber - A reunião em Chicago, foi planejada para fornecer uma visão de largo espectro das práticas atuais em Ortodontia para os clínicos ortodônticos, educadores e funcionários das clinicas ortodônticas. Além disso, a série terá um orador destacado por outras questões que têm impacto na ciência e as nossas práticas de vida cotidiana.
O programa científico tem sido desenvolvido nos últimos três anos, sob a orientação dos Professores Rolf Behrents e James A. McNamara. Os tópicos incluem uma gama de considerações para um ortodontista que permeiam à ciência básica até às especificidades técnicas clínicas. Gostaria de incentivar quem estiver considerando a vir para Chicago que registre-se na reunião, a página de visualização é através do programa do doutor em: http://www.aaomembers.org/Flipbook%20AS11%20Doctors%20NEW/Layout_1/index.html
Neste livro você vai encontrar não só o programa científico e uma explicação de cada uma das palestras, mas também uma listagem das atividades especiais associadas com a reunião. Um aspecto por vezes esquecido, é a apresentação do expositor, que será a maior coleção que em qualquer outro lugar do mundo e contará com materiais e serviços para os profissionais de ortodontia.
Chicago é a minha "terra natal" e eu sei que os nossos colegas convidados do Brasil terão uma excelente experiência nesta reunião. Gostaria também de mencionar aos que irão participar desta reunião, que será uma excelente oportunidade de se tornar um membro Internacional da AAO e desfrutar de outros benefícios como membro internacional, além da nossa sessão anual.
Link da AAO:
http://www.aaomembers.org/
Link da Entrevista que o Dr. Lee Graber concedeu ao The New York Times:
http://www.nytimes.com/2010/07/08/fashion/08skin.html?pagewanted=1&_r=3






Este estudo foi realizado como o intuito de examinar a remodelação no osso de suporte de mini-implantes, comparando um grupo que recebeu uma “não” droga (ND) com um grupo que recebeu um bisfosfonato potente intravenoso em um cão modelo.
Doze cães machos esqueleticamente maduros (2 - 3 anos de idade), foram divididos em dois grupos. Em sete cães foram administrados 0,1 mg / kg / mês de ácido zoledrônico (ZA) por 16 semanas, enquanto em cinco cães não foi administrado nenhuma droga. Dois mini-implantes (Tomas, Dentaurum, Newton, Pa) foram colocados unilateralmente na maxila e na mandíbula (4 mini-implantes por animal 3 12 5 48). Um serial de detiquetas fluorescentes óssea foram administrados in vivo. Post-mortem, os blocos ósseos contendo os mini-implantes foram removidos e utilizados para análise histomorfométrica em duas regiões de interesse (adjacentes: dentro de 1 mm de interface; distante: 1- 4 mm da interface) de apoio ao mini-implante. Os dados foram analisados através de modelos mistos.
Em geral, o grupo ZA teve uma taxa de formação óssea significativamente menor do que o grupo ND (P, 0,05) para todas as garras / regiões, exceto nas região adjacentes a maxila, P 5 0,12. Apesar da redução, a média de remodelação intracortical no grupo ZA variou de 35% - 42% ao ano do implante ao osso adjacente. Essa taxa é substancialmente mais elevada do que o relatado para os sítios mandibulares não lesados.
A remodelação óssea é geralmente elevada no osso de suporte do implante. Após a administração do ZA, a resposta de cura representada pelo volume aumentado de turnover no osso de suporte do implante foi diminuída, mas não foi abolida.
Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist:
http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/070710-384.1