ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Tratamento compensatório da mordida aberta anterior esquelética em pacientes adultos: Utilizando batentes posteriores




Neste artigo de 2016, publicado pelo Angle Orthodontist, pelos autores Arturo Vela-Hernandez; Rocio Lopez-Garcıa; Veronica Garcıa-Sanz; Vanessa Paredes-Gallardo; Felicidad Lasagabaster-Latorre. Do Department of Orthodontics, University of Valencia, Ortodoncia 5ª Planta, Clınica Odontologica UV, C/Gasco Oliag n 81, Valencia, Valencia 46010 Spain. Apresenta um estudo da eficiência do uso de batentes de resina aplicados nos dentes posteriores para correção da mordida aberta anterior em adultos.

Este artigo objetiva avaliar a efetividade dos batentes posteriores na correção da mordida aberta anterior em adultos, sua influência na intrusão dos molares, analisar as alterações ósseas e dentárias, e estabilidade do tratamento a longo prazo. 

A amostra consistiu em 93 cefalogramas laterais de 31 pacientes com mordida aberta anterior dentária e esquelética. Os pacientes receberam tratamento ortodôntico com aparelho Tip-Edge Plus (TP Orthodontics Inc, La Porte, Ind), e batente de resina nos molares superiores. Foram utilizados arcos 0.014” de níquel-titânio (NiTi) para alinhar e nivelar os arcos superiores e inferiores, seguidos por arcos 0.016 × 0.022” NiTi para definir a forma do arco e nivelar o plano oclusal, enquanto os batentes de resina continuavam ativos. Arcos 0.021 × 0.025” de aço inoxidável, foram introduzidos no slot auxiliar combinado com arcos de 0.016” NiTi, para obter o torque e inclinação ideais. Em seguida, os batentes de resina foram removidos. Na fase de finalização, foram utilizados arcos 0.016” NiTi com elásticos verticais posteriores para intercuspidação. Elásticos anteriores não foram utilizados durante o tratamento. Ao final do tratamento, foram instaladas contenções fixas de caninos a caninos superiores e inferiores. As contenções removíveis superiores e inferiores foram ajustadas para evitar contatos prematuros anteriores, e orientadas uso noturno. As análises cefalométricas foram realizadas em tomadas radiográficas antes do tratamento (T1), após tratamento (T2), e após um período de contenção (T3), que foram analisadas ​​e comparadas.

Os autores observaram alterações dentárias e esqueléticas significativas após o tratamento. Uma média de 1 mm de intrusão dos molares; além de 1,44 e 1,57 mm de extrusão dos incisivos inferiores e superiores, respectivamente; e observou-se uma média de 3,98mm de aumento da sobremordida. O ângulo do plano mandibular mostrou uma redução média de 1,198° e houve uma diminuição na altura facial de 0,7 mm. A duração total do tratamento foi uma média de 17,2 meses (DP 4,2, variação de 12-28 meses), e os batentes de resina foram utilizados em média de 14,2 meses (DP 4,4, faixa 9-21 meses). Foi observada uma leve tendência de recidiva, no entanto a estabilidade a longo prazo foi considerada aceitável.

Os autores concluíram que os batentes de resina posteriores, são uma alternativa terapêutica eficaz para a correção de até 3.98mm mordida aberta anterior em adultos. Os resultados permanecem significativamente estáveis ​​durante o período de contenção. (Angle Orthod., 2017; 87: 33-40)


PALAVRAS-CHAVE: Mordida aberta; Acumular; Intrusão molar

Nossos Agradecimentos a Dra Nathalia Torres pela colaboração e Tradução.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Avaliação tridimensional da reabsorção radicular de incisivos superiores após a tração ortodôntica de caninos biorticamente impactados: relato de casos





Neste artigo de 2019, publicado pela Progress in Orthodontics, pelos Autores Luis Ernesto Arriola-Guillén , Yalil Augusto Rodríguez-Cárdenas, Gustavo Armando Ruíz-Mora, Aron Aliaga-Del Castillo, Juan Schilling and Heraldo Luis Dias-Da Silveira, da Division of Orthodontics, School of Dentistry, Universidad Científica del Sur, Calle Cantuarias Miraflores, Lima, Perú e
Division of Oral and Maxillofacial Radiology, School of Dentistry, Universidad Científica del Sur, Calle Cantuarias, MIraflores, Lima, Perú. Descreve a avaliação tridimensional dos impactos radiculares em incisivos superiores após a realização do tracionamento de caninos impactados.

A reabsorção radicular dos incisivos superiores após a tração ortodôntica de caninos impactados é uma preocupação dos clínicos. O objetivo do relato de série de casos foi avaliar a reabsorção radicular dos incisivos superiores após a tração até o plano oclusal dos caninos impactados bicorticamente (colocados entre os dois ossos corticais no meio do processo alveolar) localizados em uma posição complexa usando três superposições dimensionais.

 O relato de série de casos descreveu a reabsorção radicular dos incisivos superiores após tração ortodôntica com molas fechadas de NiTi e um dispositivo de ancoragem máxima de três casos de caninos  impactos bilateralmente e localizados em uma posição complexa (bicorticamente) próximo à linha média. Tomografias computadorizadas de feixe cônico (CBCTs) foram obtidas antes e depois da tração. A reabsorção radicular em todas as superfícies radiais dos incisivos superiores foi avaliada com mapas codificados por cores usando o software ITK-SNAP e 3D Slicer para indicar perda da superfície da raiz (em vermelho) ou ganho da superfície (em azul) e foi quantificado em milímetros pelo método de superposição.

As alterações radiculares ocorreram principalmente no terço apical da raiz dos incisivos superiores e não ultrapassaram 2 mm.

Os autores concluíram que a reabsorção radicular dos incisivos superiores após a tração dos caninos impactados bicorticamente, localizados em posição complexa, foi observada principalmente na região do ápice, e a quantidade de reabsorção radicular foi menor que 2 mm em todas as superfícies radiculares.

Link do artigo na integra via ProgressOrthodontcs:

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Fatores que influenciam na precisão de predição de mudanças cefalométricas no perfil do tecido mole após Cirurgia Ortognática



Neste artigo de 2012, publicado pelo Journal Maxillofacial Oral Surgery, pelos autores Olga-Elpis Kolokitha, Evangelia Chatzistavrou, do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Aristotle University of Thessaloniki, 54124 Thessaloniki, Greece. Mostra um estudo baseado em revisão da literatura no qual avalia fatores que devem ser levados em considerações no planejamento da cirurgia Ortognática.

A previsão cefalométrica do resultado do tratamento com cirurgia ortognática é uma parte importante do planejamento cirúrgico e processo essencial no consentimento informado. As mudanças ortodônticas e cirúrgicas devem ser descritas antes do tratamento, a fim de avaliar a viabilidade do tratamento, para otimizar a gestão de processos e aumentar a compreensão do paciente e aceitação do tratamento recomendado.

O objetivo do presente artigo foi investigar os fatores que poderiam influenciar na precisão da previsão cefalométrica, no planejamento da cirurgia ortognática. A revisão da literatura revelou que, além de fatores diretamente relacionados com o método de previsão e seu uso, existe um número considerável de fatores que possam afetar significativamente a precisão da resposta dos tecidos moles. 

Esses fatores podem ser os biológicos, tais como recidiva, o centro de rotação mandibular e variação individual na resposta ao tratamento entre outros, tais como gênero, raça, espessura do tecido mole pré-operatório  e bases de dados para a média das razões para mudanças suaves nos movimentos de tecidos duros.


Alguns dos fatores que afetam a precisão da previsão da resposta dos tecidos moles após a cirurgia ortognática são inevitáveis ​​e há outros, difíceis de controlar e prever. No entanto, os pacientes devem ser informados que as previsões são apenas um guia, pode não representar o resultado real sobre o resultado cirúrgico, e, como tal, devem ser implementadas.

Link do artigo na integra via ncbi:

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Ortodontia e a Genética




Neste artigo de 2019, publicado pela Dental Press Journal of Orthodontics, pelo Autor Alexandre R. Vieira, do Departmento de biologia Oral, School of Dental Medicine, University of Pittsburgh (Pittsburgh/PA, EUA). Relata que a genética tem sido proposta como uma explicação para a ocorrência das más oclusões, mas isso é questionável, pois a percepção do significado de herança genética está vinculada à herança mendeliana ou monogênica.

O artigo discorreu sobre a herança das más oclusões e ressaltar as áreas do conhecimento nas quais a pesquisa tem explorado mecanismos que explicam a ocorrência de desvios do padrão de crescimento facial. Há interesse em entender como as más oclusões se desenvolvem. Muitos pesquisadores abordam a questão explorando uma hipótese mecanicista. A definição de trajetórias de crescimento pode ajudar a entender os padrões esperados, mas não fornece uma explicação do motivo pelo qual tais eventos ocorrem.

Sabendo que a má oclusão é influenciada por mais de um gene e que esses casos são clinicamente heterogêneos, primeiro foi proposto abordar a questão estudando casos clinicamente bem caracterizados.  A ideia de que deformidades craniofaciais e maloclusões podem ser influenciadas por fatores não diretamente relacionados à base esquelética é intrigante. 

Uma percepção de simetria entre os dois lados da face define atratividade. Desvios dessa harmonia, que são chamados de assimetria, trazem desconforto e baixa auto-estima. Em geral, os lados direito e esquerdo do rosto se espelham, e manter a simetria é aparentemente importante para a definição da linha média. As proteínas esquerdas são responsáveis por interromper a simetria do corpo para poder permitir o posicionamento normal do coração, pulmões e estômago. Na face, um evento semelhante de expressão do "esquerdismo" ocorre apenas no lado esquerdo, que não foi identificado no lado direito,  e essa diferença pode explicar, pelo menos em parte, por que as fendas afetam o lábio ocorrem duas vezes mais lado esquerdo. Da mesma forma, a assimetria facial é tipicamente encontrada no lado esquerdo.

O Autor conclui que as maloclusões têm um padrão complexo ou multifatorial de herança, onde mais de um gene está envolvido no desenvolvimento do fenótipo. Há também a possibilidade de que o ambiente influencie as más oclusões. No entanto, a genética não é sinônimo de um conceito determinista em que um único gene, segregando em famílias, determina a maloclusão.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

terça-feira, 4 de junho de 2019

Efeitos da grade palatina e esporões linguais utilizados no início do tratamento da mordida aberta anterior: Um estudo clínico prospectivo e randomizado




O presente artigo de 2016, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Juliana S. Leite; Luciano B. Matiussi; Anne C. Salem; Maria G. A. Provenzano; Adilson L. Ramos; do Departmento de Odontologia, da Universidade Estadual de Maringá, Maringá, Brasil. Apresenta os efeitos obtidos com uso de grade palatina e esporões linguais, instalados no inicio do tratamento de mordida aberta anterior.

Este artigo descreve o tratamento de pacientes selecionados que portavam hábitos de sucção não nutritiva e / ou língua, na faixa etária de 5 anos a 10 anos idade, apresentando mordida aberta anterior no estágio de dentição mista. E teve como objetivo, avaliar a correção do overbite com uso de grade palatina e esporão lingual no tratamento precoce da mordida aberta anterior na dentição mista, bem como a sua influência sobre as medidas cefalométricas dentárias e esqueléticas.

Os pacientes selecionados apresentavam mordida aberta anterior e uma idade média de 8,23 anos. Eles foram divididos em três grupos por sorteio: controle (n = 13), grade palatina (n = 13), e uso de esporão lingual (n = 13). Os dados da telerradiografia lateral foram obtidas no início do tratamento, após 6 meses, e depois de 1 ano. A análise cefalométrica foi realizada pelo programa Cef-X, registrando os valores de SNA, SNB, ANB, SGn OGn, 1.PP, IMPA, ângulo nasolabial, overbite e overjet.

Após 6 meses e, em seguida, 1 ano iniciada a terapêutica, observou-se que  todos os grupos apresentaram melhora na overbite. Desta forma, os grupos de grade palatina e uso de esporão apresentaram overbite positivo. Em relação ás medidas cefalométricas, não houve mudança significativa ao longo do período analisado.

Os autores concluíram que a grade palatina e esporões são simples e eficazes para o tratamento de mordida aberta anterior, com a vantagem dada à grade palatina. 

Link do artigo na integra:




Colaboração:

Nathalia Torres

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Clareamento dentário simultâneo ao tratamento ortodôntico é seguro?









Foi publicado mais um Artigo nosso, na Coluna OrtoTecnologia da Revista Cientifica de circulação nacional da Sociedade Paulista de Ortodontia (OrtodontiaSPO). Que abordou um tema que gera duvidas e discussão entre os Ortodontistas clinicos e também entre os especialistas em Estética Dentária.

RESUMO

A busca por um sorriso harmonioso e com dentes alinhados, satisfazendo as preferências estéticas da sociedade, é uma das razões pela qual os pacientes buscam o tratamento ortodôntico. No entanto, o uso de aparelhos fixos contribui para o aparecimento de manchas na superfície dos dentes. O clareamento dental durante o tratamento ortodôntico tornou-se viável, uma vez que os produtos e subprodutos conseguem se difundir lateralmente através da estrutura dentária. Entretanto, algumas condições precisam ser consideradas, como: os diferentes estágios de maturação ou mineralização dos dentes que existem nas crianças ou jovens, dentes cobertos por gengiva em regiões cervicais ou dentes intruídos. 

Uma proteção adequada da mucosa bucal e da região cervical dos dentes também se faz necessária para evitar contato entre o agente clareador e a junção cemento-esmalte, prevenindo o surgimento de efeitos colaterais. Dessa maneira, o clareamento dentário durante o tratamento ortodôntico é uma opção para os pacientes que buscam estética.

Unitermos – Ortodontia; Clareamento dental; Clareadores.

OrtodontiaSPO | 2019;52(2):218-21

Link do Artigo via OrtoCiencia:



sexta-feira, 24 de maio de 2019

Biologia da biomecânica: Análise por elementos finitos de um sistema estaticamente determinado para rotacionar o plano oclusal em uma correção de má oclusão de mordida aberta esquelética de Classe III



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Neste artigo de 2015, publicado pelo American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, pelos autores W. Eugene Roberts, Rodrigo F. Viecilli, Chris Chang,Thomas R. Katona, and Nasser H. Paydar. Da Indiana University and Purdue University at Indianapolis, Indianapolis, Ind, and visiting professor, Department of Orthodontics, School of Dentistry, Loma Linda University, Loma Linda, California; Center for Dental Research and Department of Orthodontics, School of Dentistry, Loma Linda University, Loma Linda, California; Beethoven Orthodontic Center, and Newton's A, Hsinchu, Taiwan; Departments of Orthodontics and Oral Facial Genetics, and Mechanical Engineering, Indiana University and Purdue University at Indianapolis, Indianapolis. Mostrou que na ausência de modelos animais ou in vitro adequados, a biomecânica da má oclusão humana deveria ser estudada indiretamente. Desta forma, a análise por elementos finitos (FEA) vem surgindo como uma tecnologia clínica que auxilia no diagnóstico, no planejamento do tratamento e na análise retrospectiva. A hipótese testada foi que a FEA instantânea pode simular retrospectivamente a retração do arco mandibular a longo prazo e a rotação do plano oclusal para a correção de uma má oclusão de Classe III esquelética.

Dezessete relatos de casos publicados foram selecionados de pacientes tratados com mecânica estaticamente determinada usando ancoragem posterior com parafuso ósseo na crista mandibular ou infrazigomática, para retrair o arco mandibular. Medidas bidimensionais foram feitas para os movimentos dos incisivos e molares, rotação do arco mandibular e retração em relação ao arco maxilar. Um paciente com tomografia computadorizada de feixe cônico foi selecionado para uma FEA retrospectiva.

A idade média da amostra foi 23,3 +- 3,3 anos; Eram 7 homens e 10 mulheres. Os movimentos médios dos incisivos foram de 3,35 +- 1,55 mm de retração e 2,18 +- 2,51 mm de extrusão. Movimentos molares correspondentes foram retrações de 4,85 +- 1,78 mm e intrusões de 0,85 +- 2,22 mm. A retração do arco mandibular em relação ao arco maxilar foi de 4,88 +- 1,41 mm. A rotação posterior média do arco mandibular foi de –5,76º +- 4,77º (sentido anti-horário). O tempo médio de tratamento (n = 16) foi de 36,2 ± 15,3 meses. Os parafusos ósseos na região posterior da mandíbula foram mais eficientes para a intrusão de molares e diminuíram a dimensão vertical da oclusão para fechar uma mordida aberta. O paciente Classe III  completa, selecionado para FEA foi tratado com uma pontuação da American Board of Orthodontics avaliação cefalometrica e de modelos ortodônticos  com 24 pontos em cerca de 36 meses com retração em massa e rotação posterior do arco mandibular: a carga bilateral na segmento mandibular foi de cerca de 200 cN. O arco mandibular foi retraído em cerca de 5 mm, a rotação posterior foi de cerca de 16,5º e a intrusão dos molares foi de cerca de 3 mm. Houve uma diminuição do ângulo do plano mandibular de 4º para fechar a mordida aberta esquelética. As iterações seqüenciais retrospectivas (animação FEA) simularam a resposta clínica, conforme documentado por cefalometrias longitudinais. O nível de estresse do ligamento periodontal foi relativamente uniforme (menor que 5 kPa) para todos os dentes no segmento do arco mandibular.

Os autores concluíram que a retração em massa do arco mandibular é eficiente para o tratamento conservador de uma má oclusão de Classe III esquelética. A ancoragem mandibular posterior promove a intrusão dos molares para fechar a dimensão vertical da oclusão e o ângulo do plano mandibular. A FEA instantânea, conforme modelada, poderia ser usada para prever razoavelmente os resultados clínicos de uma carga aplicada.

Link do Artigo na integra via AJODO:




quarta-feira, 22 de maio de 2019

Comparação das alterações transversais dentárias entre pacientes com má oclusão esquelética de Classe III e assimetria facial tratadas com cirurgia ortognática com e sem tratamento ortodôntico pré-cirúrgico




Neste artigo de 2017, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Han-Sol Song, Sung-Hwan, Choi Jung-Yul, Cha Kee-Joon Lee e  Hyung-Seog Yu. Do Departmento de Ortodontia, The Institute of Craniofacial Deformity, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea. Mostra um estudo 3D que avalia a eficácia do tratamento cirúrgico de pacientes com alteração esquelética de classe III e assimétricos com e sem preparo ortodontico prévio.

O estudo foi realizado com o objetivo de Avaliar as alterações transversais esqueléticas e dentárias, incluindo as do eixo dentário  vestíbulo lingual, entre pacientes com má oclusão esquelética de Classe III e assimetria facial após osteotomia de ramo vertical intra oral bilateral com e sem tratamento ortodôntico pré-cirúrgico.

Este avaliação retrospectiva incluiu 29 pacientes com má oclusão esquelética Classe III e assimetria facial, incluindo desvio do mento> 4 mm do plano sagital mediano. Para avaliar as alterações nas variáveis transversais esqueléticas e dentárias (ou seja, inclinação vestíbulo lingual dos caninos superiores e inferiores e dos primeiros molares),  16 pacientes foram submetidos à cirurgia ortognática convencional (CS) e foram comparados com os 13 pacientes submetidos à cirurgia ortognática pré-ortodôntica (POGS), utilizando a tomografia computadorizada tridimensional no exame inicial, 1 mês antes da cirurgia e aos 7 dias e 1 ano após a cirurgia.

O exame pós-cirúrgico de 1 ano não revelou alterações significativas no eixo dentário transversal pós-operatório no grupo CS. No grupo POGS, o primeiro molar superior inclinou-se lingualmente em ambos os lados  e o canino inferior inclinou lingualmente o lado sem desvio  durante o tratamento ortodôntico pós-cirúrgico. Não houve diferenças significativas nas variáveis esqueléticas e dentárias entre os dois grupos 1 ano após a cirurgia.

Os autores concluíram que o POGS pode ser uma alternativa clinicamente aceitável ao CS como um tratamento para alcançar eixos transversais estáveis da dentição em ambos os arcos, em pacientes com má oclusão esquelética de Classe III e assimetria facial.


[Korean J Orthod 2017;47(4):256-267]

Palavras-chaves: Cirurgia ortognática pré-ortodôntica, Asimetria facial, Eixo dentário transversal, Tomografia computadorizada tridimensional 






terça-feira, 21 de maio de 2019

A morfologia da sela túrcica em pacientes ortodônticos adultos











Neste artigo de 2018, publicado pela Bio Med Central Oral Health, pelos autores Gunjan Kumar Shrestha, Prabhat Ranjan Pokharel, Rajesh Gyawali, Bhushan Bhattarai and Jamal Giri. Do Department of Orthodontics, M.B. Kedia Dental College, Rajat Jayanti chowk, Birgunj, Nepal; Department of Orthodontics, College of Dental Surgery, B.P. Koirala Institute of Health Sciences, Dharan, Nepal e Department of Orthodontics, Nobel Medical College, Biratnagar, Nepal. Teve o objetivo de determinar e comparar as formas, tamanhos e ligação da "Ponte" da sela túrcica em pacientes com diferentes padrões esqueléticos e gêneros.

Foi um estudo comparativo transversal. As amostras foram divididas em três grupos de acordo com o padrão esquelético de Classe I, Classe II e Classe III, e cada grupo consistiu de 40 amostras (20 gênero Maculino e 20 gênero Feminino). Os cefalogramas laterais foram traçados e a sela turca foi avaliada quanto ao seu tamanho, forma e ligação da "ponte".

O comprimento médio, o diâmetro ântero-posterior e a profundidade da sela túrcica foram de 8,13 ± 2,03 mm, 9,60 ± 1,43 mm e 6,40 ± 1,21 mm, respectivamente. O comprimento médio da sela turca foi de 7,91 ± 1,52 mm na Classe I, 7,32 ± 1,62 mm na Classe II e 9,16 ± 2,42 na Classe III de padrão esquelético; o diâmetro ântero-posterior era 9,30 ± 1,02 mm na Classe I, 9,15 ± 1,28 mm na Classe II e 10,35 ± 1,64 mm no Padrão Esquelético Classe III; e a profundidade foi de 6,40 ± 0,92 mm na Classe I, 6,07 ± 1,01 mm na Classe II e 6,74 ± 1,54 mm no Padrão Esquelético Classe III. Houve diferenças significativas no comprimento e no diâmetro anteroposterior e sela turca entre os padrões esqueléticos de Classe I, Classe II e Classe III (p = 0,01), (p = 0,01), respectivamente. Não houve diferença significativa no tamanho da sela túrcica entre diferentes sexos e faixas etárias. Sessenta por cento dos pacientes estudados apresentavam morfologia da Sela normal. A ponte de ligação parcial  da Sela turcica e a ponte Sella turcica foram vistas neste estudo em 23,33% e 11,67% dos pacientes, respectivamente.

Os autores concluíram que sessenta por cento dos pacientes apresentavam sela turca normal. Houveram diferenças significativas nos comprimentos e diâmetros anteroposteriores entre os pacientes Classe I, Classe II e Classe III. O tamanho maior estava presente em pacientes esqueleticos de Classe III.

Link do Artigo na integra via NCBI:

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Resultados tridimensional do tratamento em pacientes portadores de Classe II tratados com o aparelho Herbst: Um estudo piloto




Neste artigo de 2013, publicado pelo American Journal of Orthodontics and  Dentofacial Orthopedics. Pelos Autores Megan LeCornu, Lucia H. S. Cevidanes, Hongtu Zhu, Chih-Da Wu, Brent Larson, and Tung Nguyen. Do Department Orthodontics and Pediatric Dentistry, University of Michigan, Ann Arbor, Michigan;  Department of Biostatistics, Gilling School of Global Public Health, University of North Carolina, Chapel Hill, University of Minnesota, Minneapolis.

Os objetivos deste estudo foram analisar as alterações esqueléticas tridimensionais em indivíduos com má oclusão de Classe II tratados com o aparelho de Herbst e compará-las com grupo controles Classe II tratados utilizando técnicas de sobreposição tridimensional.

Sete pacientes consecutivos tratados com Herbst e 7 controles Classe II tratados com elásticos de Classe II que atenderam aos critérios de inclusão tiveram tomografias computadorizadas de feixe cônico tomadas antes do tratamento, e após a remoção de Herbst ou no pós-tratamento para os controles. Modelos tridimensionais foram gerados a partir das imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico, registrados nas bases cranianas anteriores, e analisados por meio de mapas de cores e medidas ponto-a-ponto.

Os pacientes tratados com Herbst demonstraram translação anterior dos côndilos e das  fossas glenoides (fossa anterior direita, 1,69 ± 0,62 mm; fossa anterior esquerda, 1,43 ± 0,71 mm; côndilo anterior direito, 1,20 ± 0,41 mm; côndilo anterior esquerdo, 1,29 ± 0,57 mm) enquanto o deslocamento posterior predominou nos controles (fossa anterior direita, -1,51 ± 0,68 mm; fossa anterior esquerda, -1,31 ± 0,61 mm; côndilo anterior direito, -1,20 ± 0,41 mm; côndilo anterior esquerdo, -1,29 ± 0,57 mm). Houve mais projeção anterior do ponto B nos pacientes com Herbst (2,62 ± 1,08 mm versus 1,49 ± 0,79 mm). O deslocamento anterior do ponto A foi mais predominante nos controles quando comparado aos pacientes com Herbst (1,20 ± 0,53 mm vs -1,22 ± 0,43 mm).

Os Autores concluíram que os  Pacientes moradores de Classe II tratados com o aparelho de Herbst demonstraram deslocamento anterior dos côndilos e fossas da glenoide juntamente com restrição maxilar quando comparados com os controles Classe II tratados; isso pode resultar em mais projeção anterior da mandíbula.

Link do Artigo na Integra via  NCBI: