ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Análise tridimensional de protração maxilar com elásticos intermaxilares e miniplacas





Neste artigo de 2010, publicado pelo American Journal Orthodontics Dentofacial and Orthopedics, pelos autores Gavin C. Heymann, Lucia Cevidanes, Marie Cornelis, Hugo J. De Clerck, e J. F. Camilla Tulloch; do Department of Orthodontics, University of North Carolina, Chapel Hill e Department of Orthodontics, University of Geneva; Formerly consultant, Experimental Morphology Unit and Department of Orthodontics, Université catholique de Louvain, Brussels, Belgium; Mostra um belo estudo de sobreposição com Tomografias Computadorizadas Cone-Beam, demonstrando a eficiencia e resultados promissores do protocolo de protração maxilar associando Mini Placas e Elasticos Intermaxilares.


O tratamento da Classe III, com mascara de tração reversa geralmente resulta em protração maxilar esquelética, mas também é freqüentemente acompanhado por efeitos desfavoráveis dentoalveolar.


Um tratamento alternativo com elásticos intermaxilares associados a um dispositivo de ancoragem temporária, poderia permitir alterações esqueléticas favoráveis sem os efeitos dentoalveolares indesejados.

Seis pacientes (três meninos, três meninas, com idades, 10-13 anos 3 meses), com oclusão Classe III associada a deficiência maxilar, foram tratados usando elásticos intermaxilares e miniplacas de titânio.

Tomografias Computadorizadas Cone-beam foram tomadas antes e após o tratamento e posteriormente usados para criar modelos tridimensionais volumétricos, que foram sobrepostos a estruturas da base anterior do crânio para determinar alterações anatômicas durante o tratamento.

O efeito das forças intermaxilares com elástico agiu em todas as estruturas nasomaxilares. Todos os 6 pacientes mostraram melhorias no relacionamento esquelético, principalmente através de avanço maxilar, com pouco efeito sobre as unidades dentoalveolares ou mudança de posição mandibular.

CONCLUSÃO

O uso de forças intermaxilares aplicadas a dispositivos temporários de ancoragem parece ser um método de tratamento promissor.


Link do artigo na integra via NCBI:

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Deiscência e fenestração nas má oclusões esquelética de Classe I, II, III avaliadas com tomografia computadorizada cone-beam


Neste artigo de 2012, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Ahmet Yagci; Ilknur Veli; Tancan Uysal; Faruk Izzet Ucar; Torun Ozer; Sukru Enhos; Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Erciyes University, Kayseri; Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Dicle University; Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Dicle University - Turkey; Department of Pediatric Dentistry and Orthodontics, College of Dentistry, King Saud University, Riyadh, Saudi Arabia; Mostra um estudo avaliando caracteristicas do periodonto de sustentação nas má oclusões através de imagens obtidas com tomografias de feixe cônico. 

Este estudo foi realizado com o intuito de testar a hipótese nula de que a presença de deiscência e fenestração não seria diferente entre os pacientes com padrão esquelético e má oclusões de Classe I, II, III.

Neste estudo retrospectivo, um total de 123 imagens deTomografias Computadorizada de Feixe Cônico(CBCT) foram obtidas com um tomografo iCAT(Imaging Sciences International, Hatfield, Pa). Os pacientes com padrões verticais normais foram classificados de acordo com a má oclusão dentária e ângulo ANB. Classe I composta por 41 pacientes - 21 meninas e 20 meninos (idade média de 22,4 +- 4,5 anos), Classe II foi composta por 42 pacientes - 22 meninas e 20 meninos (idade média de 21,5 +- 4,2 anos) e Classe III constituída de 40 indivíduos - 22 meninas e 18 meninos (idade média, 22,1 +- 4,5 anos). Um total de 3444 dentes foram avaliados. A análise de variância e teste de Tukey foram usados ​​para comparações estatísticas no nível P< 0,05.

A análise estatística indicou que o grupo de Classe II teve uma maior prevalência de fenestração que os outros grupos (P < .001). Não foi encontrada diferença na prevalência de deiscência entre os três grupos. Embora fenestração tenha ocorrido com maior prevalência na maxila, foi encontrada mais deiscências na mandíbula em todos os grupos. Na Classe I, os defeitos alveolares (deiscência, fenestração) foram pareados relativamente em ambos as bases osseas (maxila e mandibula). Além disso, nos indivíduos Classe II e de Classe III tinham mais defeitos alveolares (41,11% e 45,02%, respectivamente) na mandíbula. Deiscências foram observados com maior freqüência nos incisivos inferiores de todos os grupos.

A hipótese nula foi rejeitada. Diferenças significativas na presença de fenestração foram encontrados entre os indivíduos com padrão esquelético de Classe I, Classe II, e Classe III. Fenestrações teve maior prevalência na maxila, mas deiscências foram mais encontradas na mandíbula.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:



sábado, 14 de outubro de 2017

Estimulação de materiais biomiméticos com polidopamina e células-tronco mesenquimais derivadas da medula óssea para promover os efeitos osteogênicos






Neste artigo 2017, publicado na Nature pelos autores Dong Joon Lee, Yan-Ting Lee, Rui Zou, Renie Daniel e Ching-Chang Ko. Do Oral and Craniofacial Health Sciences Research, e do Department of Oral and Maxillofacial Surgery, School of Dentistry, University of North Carolina , Chapel Hill, USA
 
 
Um material composto por hidroxiapatita-colágeno (HC) pode imitar a composição e as ultra-estruturas do osso natural e proporcionar interações bioativas de material e tecido. A incorporação de dopamina (DA) é uma das chaves para aumentar a resistência mecânica do material HC para se aproximar da do osso cortical. 

Neste estudo, os efeitos osteogénicos in vitro do silicato de cálcio e colágeno de hidroxiapatita com ligação à polidopamina (HCCS-PDA) foram examinados através da cultura de células-tronco mesenquimais de ratos (rMSCs) em placas revestidas de HCCS-PDA e HCCS. O grupo HCCS-PDA demonstrou menos citotóxicos do teste citotóxico Vivo/Morto e apresentou maior ligação celular, proliferação e mineralização do que o grupo HCCS in vitro. 

Para a regeneração óssea in vivo, as partículas de HCCS-PDA ou HCCS com ou sem agregados de rMSC foram implantadas em defeitos de calvária de tamanho crítico de rato (CSD). Após 12 semanas, a regeneração do osso calvário foi avaliada radiograficamente, histologicamente e histomorfométricamente. Enquanto a maioria da nova formação óssea ocorreu em torno das partículas de HCCS-PDA com agregados de rMSC, as partículas de HCCS-PDA sem agregados de rMSC mostraram osteoconductividade limitada. HCCS com ou sem agregados de rMSC resultou em menor formação óssea, indicando um papel proeminente de DA na regeneração óssea etiva. 

Portanto, o biomaterial HCCS-PDA com o auxílio de rMSCs pode ser usado para desenvolver estratégias terapêuticas na engenharia de tecido ósseo com aplicações clínicas numeráveis.

Os autores concluir que  o novo biomaterial HCCS-PDA foi testado para o efeito osteogênico nas rMSCs. Verificou-se que as partículas de HCCS-PDA semeadas com agregados de rMSC poderiam aumentar a ligação celular, a proliferação e a mineralização in vitro com uma citotoxicidade mínima. Além disso, a implantação dessas partículas em um defeito de tamanho crítico calválico de rato produziu um efeito sinérgico para aumentar a formação óssea local in vivo. A DA gratuita da HCCS-PDA teve um efeito sobre mineralização por receptores DA expressados em rMSCs. No geral, os resultados indicam que o biomaterial HCCS-PDA pode servir como um material osteocondutor, com potencial de desenvolvimento em estratégias  terapêuticas e aplicações clínicas na engenharia de tecido ósseo.

Link do artigo na integra via Nature:

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Um novo sistema de braquetes com slots elásticos e mecânicos de fio em V





Neste artigo de 2017, publicado pela Angle Orthodontist, pela autora Andrea Wichelhaus, Director and Chairperson, Department of Orthodontics, University of Munich (LMU) Medical Center, Munich, Germany. Mostra um novo design de braquete ortodontico.

Foi realizado um estudo que testou biomecanicamente um novo sistema com slots elásticos e mecânica de fio em V.

Os braquetes convencionais geminados e auto-ligados e o novo braquete elastodinâmico foram testados biomecanicamente. Os braquetes convencionais tinham um slot rectangular de 0,022 e o novo braquete elastodinâmico tinha uma ranhura em V, uma nova geometria de slot. As medições de torque foram realizadas com fios de aço inoxidável 0.018x 0.025 e 0.019 x 0.025 aço inoxidável. Um fio V de níquel-titânio foi utilizado para as medições biomecânicas no braquete elastodinâmico. As medições foram feitas com a ajuda de um sensor de medição de seis componentes.

Os resultados dos testes biomecânicos revelaram uma ação entre os braqutes com geometria de slot retangular. O slot em V do braquete elastodinâmico assegurou que o fio se encaixasse perfeitamente na ranhura. Os momentos dinâmicos de 5 a 10 Nmm foram transmitidos sem qualquer alteração. Não houve deformação permanente da ranhura no novo braquete elastodinâmico por causa da ranhura elástica.

A autora concluiu que o controle do torque para o posicionamento tridimensional dos dentes no arco dentário com uma geometria de slot retangular como é usado na terapia de arco reto é difícil. Se o torque estiver inserido no fio, devido a aplicação de uma técnica existe um alto risco de que seja demais, pouco ou sem nenhum momento que seja transmitido aos dentes. O fio em V / e a geometria do braquete em conjunto com a composição de níquel titânio não tem reprodução e permite uma redução de forças e momentos com transmissão direta e contínua de torque no braquete. Devido à elasticidade do braquete, ocorre um limite superior a um momento possível.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Mini-implantes vs aparelhos funcionais fixos para o tratamento de pacientes adultos jovens do sexo feminino com má oclusão de Classe II: Um ensaio clínico prospectivo






Neste artigo de 2012, publicado no Angle Orthodontist, pelos autores Madhur Upadhyay; Sumit Yadav; K. Nagaraj; Flavio Uribe; Ravindra Nanda; do Departmentof Craniofacial Sciences, University of Connecticut, Health Center, Farmington; Department of Orthodontics, KLE University, Belgaum, India; Mostra um estudo comparativo dos efeitos estéticos e biomecanicos no protocolo de tratamento da classe II 1ª divisão tratados com mini-implantes associados a extrações de primeiros prés e a terapia com propulsor mandibular. Um excelente estudo !!!

Este estudo foi realizado com o intuito de  comparar os efeitos do tratamento de retração dos dentes anteriores superiors com mini-implantes de ancoragem em adultos jovens com Classe II divisão 1 de Angle, submetidos a extração dos primeiros pré-molares superiores com pacientes similares tratados por um aparelho funcional fixo.

Trinta e quatro adultos jovens do sexo feminino com (idade média de 16,5 + - 3,2 anos, overjet mm> = 6) com má oclusão de Classe II divisão 1, foram divididos em dois grupos: grupo 1 (G1), em que a correção do overjet foi obtida com um aparelho funcional fixo (FFA) e o grupo 2 (G2), na qual os primeiros pré-molares superiores foram extraídos, seguido por fechamento do espaço com mini-implnates como unidades de ancoragem. Alterações do tecido dento esqueléticos e tegumentares foram analisadas em telerradiografias tomadas antes (T1) e após (T2) a correção do overjet.

Ambos os métodos foram úteis na melhora da sobressaliência e relações interincisal. Movimentos de extrusão e mesialisação do molar inferior, juntamente com menor proclinação incisivo, foram observados em G1. G2 mostraram distalização e intrusão do molar superior. O ângulo de Nasio-labial tornou-se mais obtuso no G2, enquanto protrusão do lábio inferior foi observado para G1.

Os autores concluiram que: Os dois protocolos de tratamento, são adequados para a compensação dentária da má oclusão de Classe II, mas não para corrigir a discrepância esquelética. Houve diferenças significativas nos efeitos do tratamento dentário  e dos tecidos moles entre os dois protocolos de tratamento.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Comparação da eficiência utilizando a técnica de mensuração dentaria em modelos digitais ortodônticos



Neste artigo a ser publicado em 2010, na Angle Orthodontist, pelos autores Heather M. I. Horton; James R. Miller; Philippe R. Gaillard; Brent E. Larson; do Department of Developmental and Surgical Sciences, Division of Orthodontics, Department of Developmental and Surgical Sciences University of Minnesota School of Dentistry, Minneapolis, Minnesota. Mostra um estudo realizado com a tecnologia dos modelos digitais para mensuração do tamanho dentario utilizand diversas técnicas de medição com esta técnologia.

Este estudo foi realizado com o intuito de determinar a melhor técnica para medir a largura do dente mesial-distal com modelos digitais.

As larguras mesial e distal individual de cada dente foram medidos ( de primeiro molar a primeiro molar, superiores e inferiores) em 32 modelos de gesso e outros modelos digitais (emodels, GeoDigm, Chanhassen, Minn). Os modelos digitais foram medidos com cinco diferentes técnicas: oclusal, face oclusal zoom sobre cada dente individual, aspecto facial como r otação necessária, aspecto facial de três posições padrão (R bucal, facial e bucal L), e qualitativamente girar o modelo em qualquer posição considerada necessária. As medidas foram repetidas três vezes com pelo menos 1 semana de intervalo. O tempo necessário para o operador completar cada conjunto de
medições foi registrada.

Quatro de cinco técnicas de medição digital (exceto para o aspecto facial de três posições padrão) mostraram um leve desvio positivo (superestimativa de largura medidos) em comparação com medições. A Medição da face oclusal, resultou em maior correlação de Pearson (98,509%), o mínimo desvio padrão Bland Altman das diferenças de valor (1,881 mm), e o tempo de medição de segundo mais rápido (2 minutos 3 segundos). Qualitativamente rotativo o modelo teve correlação de Pearson semelhantes e valores de Bland-Altman para a técnica oclusal, mas levou mais tempo para medir (7 minutos 1 segundo).

A técnica de medição oclusal de modelos digitais foi a melhor combinação de precisão, repetibilidade e velocidade de medição.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Borda WALA e sua determinação como ponto de referência no tratamento ortodôntico




Neste artigo de 2008, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Alberto Consolaro, Gastão Moura Neto, Milton Santamaria Jr.; da FOB-USP e pós-graduação da FORP-USP, SPO-Botucatu; Mostra a impotância desta referência na determinação do arco dental ideal.


A Borda Wala foi identificada, inicialmente por Andrews e Andrews, em 1995, como uma estrutura anatômica constituída pela proeminência espacial mais externa da face vestibular da mandíbula. Clinicamente, quando analisada sem o estiramento das bochechas e do lábio inferior, corresponde a uma linha rosa-brancacenta cujo limite inferior geralmente corresponde à linha ou
junção mucogengival inferior, ou seja, o limite entre a gengiva e a mucosa alveolar.


Quando durante a sua observação há o estiramento das bochechas e do lábio inferior esta linha acentua-se mais ainda, especialmente por ressaltar sua coloração branca. Provavelmente a cor rosa-brancacenta da Borda Wala decorre da transparência da fina mucosa gengival que recobre a proeminência óssea subjacente. Quando ocorre o estiramento das partes moles a ela relacionadas, provavelmente, ocorre uma isquemia que acentua mais ainda a coloração branca e seu delineamento visual.


Em seus escritos, Andrews e Andrews pontificam o conceito da Borda Wala ora incluindo os tecidos moles em sua constituicão, ora considerando apenas as estruturas ósseas, ora referindo-se a ela como uma linha espacial de delimitação mais externa da mandíbula em sua face vestibular.


A identificação da Borda Wala por parte de Andrews e Andrews procurou atender à necessidade de se encontrar uma estrutura anatômica estável que determinasse o contorno ideal do arco mandibular sem se deixar influenciar por fatores externos e internos. Esta estrutura estável no tempo e no espaço serve como ponto de referência para se calcular angulações do longo eixo dentário, orientar prescrições de braquetes e outros parâmetros importantes para o diagnóstico, tecnologia e terapêutica ortodôntica e ortopédica.


A determinação da Borda Wala, em geral, se faz em modelos de gesso cujas moldagens incluíram as inserções dos tecidos moles abaixo da linha mucogengival, moldagens essas chamadas ortodônticas e realizadas com moldeiras extendidas apropriadas para se atingir esses objetivos. Além disso, o ortodontista precisa ter treinamento apropriado para conseguir esses resultados nos procedimentos de moldagem, apesar de aparentemente serem considerados procedimentos de pequena complexidade.


Em planejamentos de casos e de pesquisas em que relevam-se a Borda Wala, as inserções musculares e os freios como referências anatômicas, o tipo de modelo de gesso e a técnica de sua confecção devem ser considerados um fator muito importante.

A Borda Wala chamou inicialmente a atenção do professor Doutor Lawrence F. Andrews quando uma de suas profissionais protéticas o questionou se deveria ou não remover dos seus modelos, via recorte manual, aquela estrutura mais proeminente. A partir deste acontecimento, Andrews percebeu a constante presença da estrutura e sua estabilidade estrutural, estabelecendo, a partir de então, este conceito em seu Syllabus of Andrews philosophy and techniques, em 1995. O nome Borda Wala advém da conjunção das iniciais dos pesquisadores que a revelaram como estrutura anatômica a ser considerada: Willians Andrews e Lawrence Andrews.


A movimentação ortodôntica de dentes em contato e/ou através das corticais tende a intensificar as forças no ligamento periodontal, pois falta elasticidade a estas estruturas.


A falta de uma deflexão óssea nas corticais, em decorrência de sua rigidez, faz com que toda força aplicada sobre o dente se restrinja ao ligamento periodontal.


Nesta situação, aumenta-se a chance de lesar a camada de cementoblastos na superfície radicular, por excesso de compressão do ligamento periodontal. Nas áreas radiculares sem cementoblastos iniciam-se as reabsorções dentárias.


Apenas quando a força aplicada se dissipar e os cementoblastos vizinhos recomporem a camada cementoblástica, teremos o reparo da superfície radicular, às custas da deposição de novo cemento e a volta à normalidade na região.


A cada reativação do aparelho todo este processo se reinicia. Ao final da movimentação dos dentes em contato e/ou através das corticais, a perda de estrutura radicular pode ser significante.


As abordagens sobre a Borda Wala cada vez mais induzem os autores a pesquisar, pois vários aspectos ainda estão para ser definidos, com metodologias adequadas e aplicação de rigor científico.


Para avaliarmos a influência das terapêuticas ortodônticas e ortopédicas sobre a Borda Wala os autores acreditamo ser necessário estabelecer critérios e métodos mais precisos para o seu delineamento. Além disso, se a região da Borda Wala for modificada durante a confeção dos modelos de gesso, especialmente os zocalados, os resultados destas avaliações realizadas devem ser questionados.




segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Morfometria tridimensional (3D) da face




Neste artigo de 2010, publicado pela Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Márcio de Menezes, Chiarella Sforza; do Departamento de Morfologia Humana e Ciências Biomédicas da Universidade de Milão, Itália. Mostra mais uma inovação de diagnóstico na Ortodontia Contemporânea.

Como a antropometria facial desempenha um papel importante no diagnóstico de diversas síndromes, diferentes áreas que trabalham com as estruturas da face (Odontologia, Cirurgia Plástica e Craniomaxilofacial, Otorrinolaringologia) estão cada vez mais interessadas por novas tecnologias que promovam um correto diagnóstico e preparação do plano de tratamento de pacientes que serão submetidos a tratamentos ortodônticos, cirurgias ortognáticas, cirurgias plásticas da face, diagnóstico de malformações congênitas ou adquiridas e pesquisas morfométricas.


A marcação de pontos craniométricos representa uma ligação entre a antropometria convencional e a digital: a antropometria convencional identifica os pontos faciais e, através deles, realiza medições utilizando paquímetros, réguas cefalométricas, etc. Fundamentalmente, a antropometria digital capta as posições dos pontos identificados na face, e usa as coordenadas X, Y e Z para cálculos baseados na geometria euclidiana: distâncias lineares e ângulos. Associados com as medidas clássicas, cálculos matemáticos e geométricos permitem análises mais complexas como estimativas de volume, área da superfície, análises de simetria, avaliação de formas, utilizando os mesmos pontos já computados.

Dois grupos principais de instrumentos podem ser utilizados na antropometria facial em 3D: instrumentos de contato (digitalizadores eletromagnéticos e eletromecânicos, sondas ultrassônicas) e instrumentos ópticos ou de não-contato (laser scanner, instrumentos óptico-eletrônicos, topografia Moiré, estereofotogrametria). Todos esses instrumentos não são invasivos e nem nocivos, não provocando dor ou desconforto aos pacientes. Entretanto, ambas as modalidades desses instrumentos possuem vantagens e limitações que devem ser consideradas de acordo com os problemas a serem investigados e os recursos disponíveis.

Um método de análise morfométrica quantitativa ideal para a avaliação de pacientes deve:
• ser não-invasivo;
• ser de baixo custo;
• ser rápido (obtenção das informações através de uma técnica simples e que promova captação e armazenamento dos dados digitais tridimensionais da morfologia facial);
• possibilitar a criação de um banco de dados;
• possibilitar a visualização, simulação e análise quantitativa do tratamento.


As sondas ultrassônicas e os digitalizadores eletromagnéticos ou eletromecânicos estão entre os mais utilizados. O método de ultrassom é amplamente adotado em exames de pré-natal e a utilização de imagens intrauterinas e reconstruções 3D da face do feto está se tornando uma prática comum. Entretanto, a sua aplicação no pós-natal é limitada, sendo somente para avaliação da espessura do tecido mole que recobre a face. Digitalizadores eletromagnéticos e eletromecânicos fornecem as coordenadas tridimensionais dos pontos de referência demarcados previamente na face, que correspondem diretamente às estruturas anatômicas e antropométricas dos indivíduos analisados, ou seja, as coordenadas são obtidas ponto por ponto.


Os métodos mais utilizados dessa categoria são os lasers scanners e os sistemas de esterofotogrametria. O laser scanner ilumina a face com uma luz laser de baixa potência e, assim, câmeras digitais captam a luz refletida; as informações de profundidade são obtidas por meio de triangulação geométrica. Os sistemas de estereofotogrametria, que vêm sendo amplamente estudados e aplicados, utilizam fontes de luz padrão ou convencionais para iluminar a face, e duas ou mais câmeras fotográficas sincronizadas salvam as imagens utilizando diferentes angulações. A calibração prévia do sistema fornece informações matemáticas necessárias para a reconstrução estereoscópica da face. O sistema pode, também, registrar a textura facial e combinar as informações tridimensionais com uma precisa reprodução de todas as características faciais.


Instrumentos ópticos não necessitam de contato com a pele dos pacientes, o que elimina o risco de compressão cutânea, evitando danos ou erros na mensuração.



Link do artigo na integra via Scielo:


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Sistema virtual para a técnica de colagem indireta utilizando a estereolitografia


Os autores Kyoung-Hui Son, DDS; Jae-Woo Park, DDS, MSD, PhD; Dong-Keun Lee, DDS, MSD, PhD; Ki-Dal Kim, DDS, MSD, PhD; Seung-Hak Baek, DDS, MSD, PhD; publicaram este artigo no Vol. 41, No. 2, 2011 da Korean Journal of Orthodontic.



O objetivo deste artigo é introduzir um novo sistema virtual para o tratamento ortodôntico(VOT), que pode ser usado para construir modelos virtuais em três dimensões(3D), estabelecer um setup virtual 3D, permitem a colagem dos braquetes virtuais na predeterminada posição, e fabricar a moldeira de transferência com uma base de braquete personalizado para colagem indireta (BID), utilizando a técnica estereolitografia.




O posicionamento preciso do braquete é fundamental para alcançar todo o potencial do aparelho straight-wire e melhorar os resultados do tratamento e reduzir o tempo de tratamento. Embora o método de colagem indireta (BID), permite a colocação precisa dos braquetes na superfície do dente, reduzindo assim o tempo de cadeira, tem algumas desvantagens:procedimento manual pesado, de alto custo, técnica e sensibilidade do material, e a curva deaprendizagem significativa.

Keim et al. Sheridan e relatou que 10% a 12% dos ortodontistas nos Estados Unidos usaram o método do BID. No entanto, vários estudos têm sido tomadas para superar as desvantagens da técnica do BID convencionais, tais como a maneira pela qual os braquetes são aplicadas aogesso e os materiais e técnicas especializadas usadas para fabricar as placas de transferência exigidas para a
colagem dos braquetes aos dentes. Uma pesquisa conduzida entre residentes ortodônticos nos Estados Unidos revelou que 46% deles planejam usar BID em suas clínicas.

Processo de tratamento ortodôntico virtual sis-tema

Construção de modelos 3D virtual

Neste caso, após 10 dias de expansão maxilar usando um parafuso (Hyrax, Dentaurum, Alemanha), espaço suficiente para alinhamento foi obtido. Depois de um período de retenção de 10 semanas, modelos de gesso pré-tratamento precisos foram obtidos pela impressão desilicone de borracha com uma mordida em cera em oclusão cêntrica(CO). Então, a digitalização 3D de modelos de gesso foi realizada usando um scanner 3D (sem contato laser scanner,Orapix, Seoul, Coréia; acurácia, ± 20Hm). Os dados de varredura adquiridas foram editadaspara obter um pré-tratamento modelo virtual 3D usando 3Txer programa (Orapix, Seoul, Coréia)






Execução do virtual 3D set-up e posicionamentode braquetes virtuais
A forma do arco adquirida foi comparado com os pré-formados arcos disponíveis comercialmente usando o programa 3Txer (Orapix, Seoul, Korea).A forma do arco mais semelhante ao que foi obtido pela forma do arco Damon (Ormco,Sybron Dental Specialties, Orange, CA, EUA). Ao ajustar a forma do arco e a largura e reposicionar o dente individualmente em Classe I A relação canina e molar, na base de 6 Andrews"Chaves para a oclusão normal, uma configuração 3D virtual foi construído. Então, os braquetes prescrito virtualmente foram colocados no eixo facial (FA) com ponto virtual 0,021 × 0,025 fios de aço inoxidável.

Após o posicionamento ideal dos braquetes totalmente customizados, utilizando a técnica da estereolitografia, é confeccionado os posicionadores individuais para a colagem dos acessórios exatamente na posição estabelecida no mundo virtual.

O planejamento virtual e as técnicas de "impressão" dos modelos atualmente em desenvolvimento, nos fazem imaginar que a ortodontia deve caminhar nesse sentido e todos os acessórios deverão ser confeccionados para, exclusivamente, o paciente a ser tratado.

Erros de execução do plano de tratamento proposto deve ser minimizado, mas o diagnóstico e plano de tratamento ainda sairão da cabeça do ortodontista. Não podemos esquecer isso.

Vale à pena ler o artigo na íntegra e comparar com outros métodos de virtualização de modelos e auxiliares do tratamento, como os métodos para a ortodontia lingual (incognito) e Invisalign. Ambos já discutidos neste blog.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Na sua opinião, quem são os melhores professores de Ortodontia?

QUEM SÃO OS MELHORES PROFESSORES DE ORTODONTIA DO BRASIL?


Alguém que marcou sua formação? Assistiu um curso que fez diferença na sua vida clinica?
Ajude ele(a) a estar entre os melhores professores do Brasil em nossa pesquisa. Participe!
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