ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Distalização do arco superior de acordo com o número de mini parafusos ortodônticos






Este artigo de 2012, publicado pelo Angle Orthodontist, pelos autores Till E. Bechtold; Jin-Wook Kim; Tae-Hyun Choi; Young-Chel Park; Kee-Joon Lee. Do  Department of Orthodontics, College of Dentistry, Yonsei University, 134 Shinchon-dong, Seodaemun-gu, Seoul, 120-752, South Korea. Apresenta um relato de caso de distalização realizada com ancoragem esquelética. Avaliando e comparando a eficiência do uso de um ou dois mini parafusos ortodônticos.


O presente trabalho aponta os efeitos do(s) vetor(es) de força linear(es) dos mini parafusos interradiculares na distalização do arco superior. Foram avaliados vinte e cinco pacientes adultos com maloclusão de Classe II, leve a moderada e apinhamento suave.  Separados em dois grupos, foram inseridos um (grupo A, n = 12) ou dois (grupo B, n = 13) mini parafusos  na área interradicular posterior para fornecer apoio para a mecânica de distalização. Os padrões de deslocamento dos incisivos e molares superiores foram comparados.

Todos os pacientes utilizaram aparelho da prescrição Roth com slot 0.018x0.025”. Após o alinhamento e nivelamento inicial, foram instalados os ganchos bola no fio 0.016x0.022” de um aço inoxidável para apoio das ligaduras elásticas. No grupo A, mini parafusos de 7,0 mm de comprimento e 1,8 mm de diâmetro (Orlus 18107, Ortholution, Seoul, Coreia) foram inseridos entre os segundos pré-molares e os primeiros molares superiores.  No grupo B, foram colocados mini parafusos adicionais entre primeiros e segundos pré-molares superiores. Todos os mini parafusos foram inseridos com angulação de 45º em relação ao plano oclusal na junção mucogingival. Correntes elásticas (Ormco, Glendora, Calif) foram aplicadas de cada mini parafuso aos ganchos bola ​​(TP Orthodontics, La Porte, Ind) correspondentes, com uma magnitude de força de aproximadamente 200g cada, significando 400g em cada lado do grupo B. As correntes elásticas foram renovadas a cada 4 semanas.

Observou-se a distalização nos molares e incisivos em ambos os grupos. No entanto, no grupo B houve maior distalização e intrusão do primeiro molar e retração dos incisivos, assim como significativa redução do plano mandibular, em comparação com a rotação do plano oclusal no grupo A.

Concluíram que os mini-parafusos interradiculares induziram, de forma previsível, a distalização total do arco para correção da Classe II. Mini parafusos ortodônticos adicionais na área dos pré-molares parecem facilitar a intrusão e distalização de todo o arco de acordo com a posição dos vetores de força. (Angle Orthod. 2013; 83: 266-273.)

PALAVRAS-CHAVE: Arco maxilar; Classe II; Interradicular; Miniscrew; Distalização

Link do artigo na integra:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/032212-123.1


Créditos da Tradução a Dra Nathalia Torres

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Abertura das suturas circumaxilares por expansão rapida da maxila alternada por constricção




Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Yu-Chi Wang; Peter M.S. Chang; Eric Jein-Wein Liou; do Department of Orthodontics and Craniofacial Dentistry, Gung Memorial Hospital, Taipei, Taiwan; Mostra esta interessante manobra na disjunção maxilar.


Este artigo buscou analisar quantitativamente a sutura circumaxilar após sua abertura através da expansão rápida maxilar e sua constrição.


Doze gatos foram aleatoriamente agrupadas em dois grupos iguais com 1 semana de expansão rápida da maxila (RME) (1 mm / dia) ou 5 semanas de Expansão rápida da maxila aternada pela constricção (Alt-RAMEC) (1 mm / dia). Ao final do experimento, o esqueleto craniofacial de cada gato foi recolhida. Cada sutura circumaxilar foram, então, analisadas em três sítios com 0,5mm por sonda periodontal.


Cinco semanas de Alt-RAMEC abriram as suturas circumaxilar significativamente superior a 1 semana da RME. Isso afetou as suturas circumaxilar articulando diretamente a maxila.


Os autores concluiram que a Expansão rápida da Maxila alternada com a constricção Alt-RAMEC abre tanto a sagitalmente com coronalmente as suturas circumaxilares quantitativamente mais do que as convencionais expansões rápidas da maxila RME. No entanto, mais de 5 semanas de Alt-RAMEC seriam necessários para aumentar a abertura do coronalmente as suturas circumaxilares.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

10 motivos para você vir para a Academia da Ortodontia Contemporânea



Top 10 (a maioria vem pelo 7)
Fizemos uma lista com 10 razões para você vir:

1. Todos os temas em um único curso (Ortognática, ancoragem esquelética, autoligados, biomecânica, alinhadores, ortodontia lingual...)

2. Fazemos oficinas práticas laboratoriais para melhor sedimentação do aprendizado. 

3. Apesar de termos 26 grandes professores reconhecidos internacionalmente, cada um fica um dia inteiro com você. Não é um congresso (palestra), é um curso completo com cada professor. 

4. Os Professores são oriundos das mais diversas escolas filosóficas da ortodontia Brasileira. Isso assegura que você não terá um direcionamento para uma técnica. São todas as melhores formas de fazer para você decidir a que melhor se adequa a sua realidade clínica. 

5. Grandes ídolos, autores de livros e todos famosos. Os professores do curso ficarão frente-a-frente com você por 8h, cada um. A tietagem sempre acontece com sessão de fotos. 

6. A Academia da Ortodontia Contemporânea fica em Salvador, na Bahia. Aproveitando a vocação natural do estado para férias, temos vários voos diários vindos de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro além da melhor acomodação e receptividade para que você possa evoluir com conforto. 

7. A turma é composta por apenas 25 Ortodontistas. Exigir a comprovação da especialidade nos assegura um alto nível dos participantes, que vem de vários estados do país e de outros países também. O ambiente descontraído nos faz trocar experiências incríveis com os colegas. 

8. As aulas são de dois em dois meses, e sempre de quarta a sábado. Isso nos possibilita trabalhar ajustar a agenda sem prejuízos no consultório. Da até para ficar no domingo para relaxar.

9. Uma coletânea de material didático é oferecida aos alunos. Reunimos várias apostilas, slides, artigos e material cedido pelos professores e compilamos tudo em um pendrive. 

10. O curso é coordenado por Ortodontistas como você. Tudo é feito entendendo as suas necessidades e o que você quer. Fique seguro: Você vai adorar estar conosco!

Inscreva-se agora. 

http://ortodontiacontemporanea-academia.com/curso.php?cod=37


Academia da Ortodontia Contemporânea Rua Frederico Simões, 477, Edf. CEO - Caminho das Árvores

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Análise da retração palatina em massa associada a um retrator C-lingual em uma mini-placa palatal




Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Jun-Shik Kim; Seong-Hun Kim; Yoon-Ah Kook; Kyu-Rhim Chung; Gerald Nelson; do  Department of Orthodontics, College of Dentistry, Kyung Hee University, Seoul, Korea; Division of Orthodontics, The Catholic University of Korea, Seoul, Korea; Department of Orofacial Science, Division of Orthodontics, The University of California San Francisco, San Francisco, California.

Este estudo foi realizado com o objetivo de analisar os resultados do emprego  de dispositivos palatinos temporários de ancoragem esquelética (TSADs) como fonte exclusiva de ancoragem para retração em massa dos dentes antero superiores.

A pesquisa clínica retrospectiva foi embasada por relatos de casos preliminares, sendo realizada comparando radiografias cefalométricas pré-tratamento com as tomadas pós retração em massa dos seis dentes anteriores. A amostra consistiu de 35 pacientes pós crescimento, com uma idade média de 22,9 anos. O período de retração média foi de 10 meses (variação de 6-15 meses).  Um total de 35 placas C-palatais  (C-plates) foram utilizadas como a única fonte de ancoragem para retração anterior superior com o afastador C-lingual (C-retractor), eliminando assim a necessidade de acessórios colados ou  bandados em dentes de ancoragem. As telerradiografias foram analisadas e as diferenças das variávies entre pré e pós retração, incluíam relações de tecido esquelético, dentário, e mole.

Foi alcançada uma significativa retração de incisivos e caninos  em todos os pacientes, e os dentes superiores posteriores não mostraram movimentação mesial significativa  durante o período de retração. De acordo com o comprimento do braço de alavanca do C-retractor, o movimento dos dentes mostraram diferentes direções.

Os autores concluiram que a retração em massa dos seis dentes anteriores ocorreu com um bom torque e controle de intrusão eficaz  usando TSADs palatais como a única fonte de ancoragem.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/100110-574.1

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

08 Anos do BLOG Ortodontia Contemporânea


E tudo começou assim....





Visitantes de 166 Países, 5836 cidades dos 5 Continentes do globo.... Aqui no Brasil, visita de colegas de todos os estados e do distrito federal !!!









Fonte: Google Analytics 






Mais de 2.300.000 Visualizações !!!



Mais de 23.000 na FanPage do Facebook !!!



Mais de 38.000 Visualizações no Youtube!!!



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Coluna OrtoTecnologia - Slot 0,018" ou 0,022": por que existem duas opções? Um guia para a escolha




Foi publicada mais uma coluna OrtoTecnologia na Revista OrtodontiaSpo da Sociedade Paulista de Ortodontia. Que abordou a questão da variação da dimensão dos Slots de Braquetes disponíveis comercialmente para aplicação clinica. Qual melhor opção o 0.018"ou 0.022"?  


Os primeiros braquetes Edgewise eram utilizados com fios de ouro e concebidos com o slot de 0,022" de altura, para que apresentassem rigidez suficiente. Com a substituição do ouro pelo aço inoxidável, mais barato e mais rígido, foi proposta a redução do slot para 0,018". As duas diferentes dimensões de braquetes são utilizadas na Ortodontia contemporânea e muitos ortodontistas clínicos desconhecem suas vantagens. O objetivo deste artigo foi apresentar, baseando-se na literatura ortodôntica, as principais características influenciadas pelo tamanho do slot dos braquetes e compilar os dados para direcionar o ortodontista na escolha do braquete que melhor atenda às suas necessidades clínicas.



Link da Revista OrtodontiaSPO:

http://www.ortociencia.com.br/Artigo/Index/22239

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Avaliação da assimetria mandibular em pacientes portadores de mordida cruzada posterior unilateral e bilateral utilizando tomografia computadorizada cone-beam






Neste artigo de 2011, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Ilknur Veli; Tancan Uysal; Torun Ozer; Faruk Izzet Ucar; Murat Eruz do Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Dicle University, Diyarbakir, Turkey; DepartmentofOrthodontics,Facultyof Dentistry, Izmir Katip Celebi University, Izmir, Turkey; Department of Pediatric Dentistry and Orthodontics, College of Dentistry, King Saud University, Riyadh, Saudi Arabia ; Mostra um estudo realizado com reconstrução anatomica 3d para avaliação da assimetria mandibular.

Este estudo foi realizado com intuito de testar as hipóteses: (1) De que não há diferença na assimetria mandibular entre o lado da mordida cruzada e com o lado norma em um grupo de mordida cruzada unilateral (UCG) e entre os lados direito e esquerdo em um grupo de mordida cruzada bilateral (BCG) e um grupo controle (CG ) e (2) Que não há diferença significativa na assimetria mandibular entre os grupos de mordida cruzada e o grupo controle.

As tomografias computadorizadas cone-beam  de três grupos foram estudadas: (1) 15 pacientes (6 do sexo masculino, 9 do sexo feminino, com idade média: 13,51 +- 2,03 anos) com mordida cruzada posterior unilateral; (2) 15 pacientes (8 do sexo masculino , 7 do sexo feminino, com idade média: 13,36 +- 2,12 anos) com mordida cruzada posterior bilateral, e (3) 15 pacientes (8 do sexo masculino, 7 feminino, com idade média: 13,46+- 1,53 anos) como grupo controle. Quatorze parâmetros (oito lineares, três de superfície, e três volumétricos) foram medidos. Comparações dos lados foram analisados nas amostras com teste t pareado, e para a comparação entre os grupos, a análise de variância (ANOVA) e teste de Tukey foram usados ​​no nível P< 0,05.

De acordo com as comparações dos lados, não houve diferença estatisticamente significativa  encontrada na UCG. Houve diferenças estatisticamente significativas na hemi mandibula (P = 0,008) e ramo (P = 004) volumes para a BCG e em altura do ramo (P = 0,024) e comprimento do corpo (P = 0,021) para o CG. Comparações intergrupos revelou diferenças significativas na  hemi mandibula (P= 0,002) e volume corporal (P< 0,001) para o lado normal em relação aos lados UCG  e deixou os outros grupos, e em unidade de comprimento angular (P = .025) e largura condilar  (P = .007) para o lado da mordida cruzada UCG e os lados direito dos outros grupos.

Conclusões dos Autores: 

Ao contrário da UCG, nos grupos CG e BCG foram encontrados para assimetria lateral-especifica. Componentes esqueléticos da mandíbula tiveram uma assimetria significativa entre os grupos mordida cruzada e o CG.


Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

''Zonas de segurança" de colocação de mini parafusos implantados em diferentes padrões dento esqueléticos



Neste artigo de 2011, publicado pela NegritoAngle Orthodontist, pelos autores Pajongjit Chaimanee; Boonsiva Suzuki; Eduardo Yugo Suzuki; do Department of Orthodontics and Pediatric Dentistry, Faculty of Dentistry, Chiang Mai University, Chiang Mai, Thailand; Mostra um estudo realizado com o intuito de mensurar espaços inter radiculares como sitios de inserção de mini implantes, em radiografias de pacientes dos tres padrões esqueléticos classe I, II e III.


Este estudo foi realizado com o intuito de avaliar a influência de diferentes padrões dento esqueléticos e suas disponibilidades de espaços inter radiculares e determinar as zonas seguras para a colocação de mini implantes.

Radiografias periapicais de 60 indivíduos com padrões Classe I II ou III esqueléticos foram examinados. Para cada sitio interradicular, as áreas e as distâncias de 3, 5, 7, 9 e 11 mm da crista alveolar foram medidos.

Na maxila, o maior espaço inter radicular foi entre o segundo pré-molar e primeiro molar. Na mandíbula, o maior espaço inter radicular estava entre os primeiros e segundos molares, seguidos pelo primeiro e segundo pré-molares. Diferenças significativas nos espaços inter radiculares entre os padrões esqueléticos foram observados. Espaços inter radicular maxilar, particularmente entre os primeiros e segundos molares, nos indivíduos com padrões esqueléticos Classe II, foram maiores do que nos indivíduos com padrões esqueléticos Classe III. Em contraste, na mandíbula, os espaços inter radiculares nos indivíduos com padrões esqueléticos Classe III foram superiores aos dos indivíduos com padrões de Classe II esquelético.

Para todos os padrões esqueléticos, as zonas mais seguras eram os espaços entre o segundo pré-molar e primeiro molar na maxila, e entre o primeiro e segundo pré-molares entre os primeiros e segundos molares na mandíbula.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/061710-111.1

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Influência da posição do lábio inferior na atratividade percebida da proeminência do queixo



Neste artigo de 2013, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Faranak Modarai; Jane Catalina Donaldson; Farhad B. Naini; do Department of Orthodontics, Kingston Hospital and King’s College London Dental Institute, London, Biostatistics & Research Methods Centre, King’s College London Dental Institute, London, Department of Ortho- dontics, Kingston and St George’s Hospitals & St George’s Medical School, London. Mostra um estudo realizado com imagens manipuladas a nível do mento para avaliar a percepção estética em leigos e Ortodontistas.

O artigo descreve um estudo com o objetivo de avaliar a influência da proeminência lábio inferior em diferentes graus de proeminências de queixo no plano sagital e determinar se destaque lábio inferior afeta o desejo percebido para cirurgia. Avalia as diferenças de preferência entre ortodontistas e leigos, bem como o efeito da idade, gênero e etnia dos observadores sobre a percepção da atratividade e desejo para a cirurgia.

Uma silhueta de uma imagem idealizada de perfil foi criada. A imagem foi manipulada para criar seis imagens demonstrando diferentes graus de retrogenia e progenia alterada em incrementos de 4 milímetros de -12 milímetros a +12 milímetros e seis imagens que demonstravam queixo e lábio inferior destaque em incrementos de 4 milímetros de -12 milímetros a +12 milímetros. Uma centena de leigos e 30 ortodontistas classificaram as imagens desde os mais para o menos atraente. Uma duplicata de uma das imagens foi utilizada de modo a avaliar a confiabilidade intra-examinadores.

A quantidade e a direção do queixo na posição sagital e a proeminência do lábio inferior revelaram ter um efeito significativo no nível de imagem. A protrusão do queixo foi menos atraente do que a retrusão e a cirurgia foi desejada com mais freqüência para essas imagens. O sentido geral do parecer foi o mesmo para leigos e ortodontistas.

Os autores concluíram que a proeminência do queixo observada em um paciente prognata era considerado menos atraente do que o a proeminência do lábio inferior combinada com a proeminência do queixo observada em um paciente com prognatismo mandibular. Em perfis com um queixo mais proeminentes era o preferido uma posição mais protrusiva lábio inferior. Quando o queixo era retrusivo, uma posição normal lábio inferior era o preferido que o lábio retrusivo.

Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Efeitos transversais da expansão rápida da maxila em pacientes com má oclusão de Classe II: avaliação por Tomografia Computadorizada Cone-Beam





Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Carolina Baratieri, Lincoln Issamu Nojima, Matheus Alves Jr., Margareth Maria Gomes de Souza, Matilde Gonçalves Nojima; do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Ortodontia da UFRJ - Rio de Janeiro. Avalia por meio de Tomografia Computadorizada Cone-Beam (TCCB) os efeitos transversais, imediatos e após o período de contenção, da expansão rápida da maxila (ERM) em pacientes com má oclusão de Classe II.

As má oclusões de Classe II, divisão 1, estão fortemente associadas a problemas transversais, apresentando largura maxilar significativamente reduzida quando comparada à de indivíduos com oclusão normal. No entanto, seu diagnóstico muitas vezes passa despercebido ao exame clínico, pois a deficiência transversal é camuflada pelo próprio padrão esquelético da Classe II. Assim, os dentes superiores ocluem em região mais anterior da mandíbula, mais estreita, mostrando a maxila com desenvolvimento aparentemente normal no sentido transversal, mesmo na presença de deficiência transversal.

Para compensar essa deficiência esquelética e da base alveolar, os molares superiores encontram-se inclinados para vestibular. Por essa razão, deve ser considerada a realização da expansão rápida da maxila (ERM) no tratamento de pacientes com má oclusão de Classe II, divisão 1.

A ERM tem sido o tratamento de escolha por muitos ortodontistas para a correção de atresia maxilar esquelética em pacientes em crescimento. A característica fundamental da ERM refere-se ao fato de a força aplicada aos dentes e aos processos alveolares, através da ativação do parafuso expansor, promover a abertura da sutura palatina mediana. A estabilidade da expansão esquelética também é parte fundamental do tratamento, o que faz a fase de contenção tão importante quanto a fase ativa15, devendo o aparelho disjuntor permanecer no local por pelo menos três meses. O aparelho disjuntor de Haas é um dos aparelhos mais utilizados na prática ortodôntica, no qual o parafuso é envolvido por um bloco de acrílico sobre as paredes laterais do palato, aumentando a ancoragem, potencializando o efeito ortopédico e diminuindo o efeito ortodôntico.

Apesar de haver inúmeros artigos sobre os efeitos da expansão rápida da maxila com o aparelho expansor de Haas, a literatura ainda é escassa em estudos que avaliem os efeitos transversos em pacientes com má oclusão de Classe II. O objetivo deste estudo foi avaliar, por meio da Tomografia Computadorizada Cone-Beam, os efeitos transversais dentários e esqueléticos provocados, imediatamente e após seis meses de contenção, pela expansão rápida da maxila com o expansor de Haas em pacientes com má oclusão de Classe II.

Este estudo clínico prospectivo foi realizado na clínica do Departamento de Ortodontia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foram selecionadas 17 crianças (8 meninos e 9 meninas, médias de idade de 10,67 anos e 10,05 anos, respectivamente) com má oclusão de Classe II, divisão 1, e deficiência transversal esquelética da maxila. Os critérios de inclusão foram: idade de 7 a 12 anos; relação molar de Classe II (uni ou bilateral) e esquelética (ANB ≥ 4º)21; deficiência transversal esquelética da maxila (distância do ponto J à linha facial frontal > 12mm)20; e ainda não ter atingido o pico da curva do surto de crescimento puberal.

Até recentemente, o método de avaliação mais preciso dos efeitos transversais provocados após a ERM eram as radiografias cefalométricas posteroanteriores. As dificuldades inerentes à técnica não permitem, muitas vezes, a localização e identificação correta das estruturas craniofaciais. Já as Tomografias Computadorizadas Cone-Beam (TCCB), além de permitirem a visualização tridimensional de todo o complexo craniofacial, possibilitam medições precisas e fiéis das alterações provocadas pela ERM, devido à ausência de sobreposições de imagens e distorções de tamanho.

A abertura da sutura palatina mediana foi clinicamente confirmada em todos os pacientes com a abertura do diastema interincisivos do terceiro ao quinto dia após o início da ativação do aparelho expansor, e visualizada na imagem tomográfica realizada em T2. A média de abertura do parafuso foi de 7mm (mínimo de 5,6mm e máximo de 9mm). Durante o período de contenção, um paciente voltou sem o aparelho, sendo substituído por placa de contenção removível, porém os dados de T3 não foram computados.

Conclusão

Os pacientes com má oclusão de Classe II avaliados obtiveram aumento significativo da dimensão transversa, tanto esquelético quanto dentário, sem causar alterações nos molares de ancoragem. O período de seis meses de contenção com aparelho expansor de Haas permitiu manter o ganho transversal esquelético e o retorno da inclinação dentoalveolar inicial.


Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n5/11.pdf