ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

sábado, 14 de maio de 2011

Morfologia tridimensional da raiz e do osso trabecular alveolar durante a movimentação dentária através da tomografia micro computadorizada




Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Li Zhuang; Yuxing Bai; Xianying Meng; da Department of Orthodontics, School of Stomatology, Capital Medical University, Beijing, China; Mostra um estudo com tomografia computadorizada microscopica da morfologia dentaria e do osso alveolar de ratos que se submeteram a mecanoterapia ortodontica.

Este estudo foi realizado com o intuito de investigar os efeitos da magnitude da força sobre a estrutura tridimensional do osso alveolar e a reabsorção trabecular.

Vinte e dois, ratos Sprague Dawley de 11 semanas de idade, foram divididos aleatoriamente em dois grupos que receberam uma força mesial ortodôntica dirigida aos primeiros molares superiores direitos com diferentes magnitudes de força, 30 g ou 100 g, durante 2 semanas. Os molares contra laterais serviram como controle. Os dentes e ossos alveolares ao redor dos dentes foram dissecados e os animais sacrificados, posteriormente foram escaneados com micro-tomografia computadorizada (TC). As propriedades estruturais do osso trabecular e o volume da reabsorção nas raízes mesial dos primeiros molares superiores foram analisados .


A fração do volume ósseo do grupo 30gr e do grupo de 100 gr aumentou significativamente em ambos os grupos e a separação trabecular do grupo de 100 gr diminuiu significativamente em comparação com os controles (P, 0,05). O volume total de reabsorção radicular em todos os grupos experimentais e o volume de reabsorção da superfície inferior distal no grupo de 100 gr aumentou significativamente em comparação com os controles (P, 0,01). O volume da superfície da raiz mesial superior no grupo de 30 gr aumentou significativamente em comparação com o grupo de 100 gr e controles (P, 0,05).


O osso alveolar trabecular ficou mais denso, após a aplicação de força ortodôntica durante 14 dias. Os efeitos de 30 gr e 100 gr de forças ortodônticas sobre a reabsorção radicular foi diferente nas superfícies superior mesial e inferior distal, das raízes mesiais dos primeiros molares superiores.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/071910-418.1

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Expansão cirúrgica da maxila





Artigo publicado em 2009 na R Dental Press Ortodon Ortop Facial, pelos autores Eduardo Sant’Ana, Marcos Janson, Érika Uliam Kuriki, Renato Yassutaka F. Yaedú. Os autores apresentam caso clínico de atresia maxilar tratada com expansão cirúrgica e discutem sobre o assunto.

Embora a expansão rápida da maxila possa ser considerada um procedimento ortodôntico eficaz e amplamente utilizado na correção da deficiência transversa maxilar em crianças e pacientes adolescentes jovens, seu prognóstico não se apresenta muito favorável na correção dessa condição oclusal em pacientes adultos ou no final da adolescência. Nesses pacientes, a correção da deficiência transversa pode ser realizada com sucesso através da intervenção cirúrgica, seja por meio da expansão assistida ou da osteotomia multissegmentada da maxila.

A deficiência transversa da maxila é uma condição de etiologia multifatorial e, apesar da obstrução das vias aéreas superiores e hábitos parafuncionais como sucção digital e de chupeta serem considerados os fatores mais comuns, não menos importantes são o pressionamento lingual atípico, as perdas dentárias precoces e as assimetrias esqueléticas.

Historicamente, a sutura palatina mediana foi considerada como sendo a área de maior resistência à expansão, mas Lines, Bell e Jacobs demonstraram que as áreas de aumento da resistência são as suturas zigomatotemporais, zigomatofrontais e zigomatomaxilares. Soma-se a isso a diminuição da bioplasticidade óssea, que torna mais rígidos os pilares de dissipação das forças na maxila.

A expansão rápida da maxila assistida cirurgicamente é um procedimento eficaz, mas restringese a pacientes que apresentam somente problemas transversais maxilares. Nos casos de deficiências em outros planos, a expansão cirurgicamente assistida pode ser realizada como um primeiro tempo cirúrgico, não dispensando a correção dos demais planos numa cirurgia posterior. Atualmente, quando a deficiência transversa da maxila associa-se a outras, o paciente pode ser submetido a um único procedimento cirúrgico, no qual essa atresia é corrigida com a osteotomia multissegmentada da maxila.

Os autores descrevem um caso clínico realizado sob anestesia local e discutem sob atresia maxilar.

Baseado na experiência dos autores:

1. O serviço tem indicado a expansão cirurgicamente assistida de maxila usando expansor Hyrax somente em duas situações: a primeira quando só se pretende expandir a maxila e mais nada, ou seja, em pacientes com relação sagital boa e sem mordida aberta anterior; e a segunda nos casos em que se pretende corrigir sagitalmente os maxilares previamente à cirurgia ortognática, onde esta expansão será maior do que 10mm.

2. Anestesia local em 100% dos casos clínicos

3. Afirmam que a multissegmentação maxilar resolve quase todos os casos clínicos onde exista atresia maxilar, permitindo, com segurança, a correção precisa dessa atresia e o posicionamento correto dos dentes em oclusão, proporcionando uma boa estabilidade pós-operatória e facilitando o tratamento dos pacientes com palato ogival e profundo.

CONCLUSÕES DOS AUTORES

A expansão rápida da maxila assistida cirurgicamente é um procedimento eficaz e seguro para a correção da deficiência transversa em pacientes adultos. Entre suas vantagens, podemos citar a rapidez para obter a expansão, a segurança para correções de até 14mm e a possibilidade de uso de anestesia local, o que reduz o custo do procedimento.

Um diagnóstico correto das deficiências transversais da maxila e um plano de tratamento realizado em conjunto pelo ortodontista e pelo cirurgião bucomaxilofacial possibilitam o sucesso da correção dessas deficiências e a satisfação dos pacientes.




Link: http://link.periodicos.capes.gov.br/sfxlcl3?sid=metalib:L_SCIELO&id=doi:&genre=&isbn=&issn=1415-5419&date=2009&volume=14&issue=5&spage=92&epage=100&aulast=Sant%27Ana&aufirst=&auinit=&title=Rev.%20Dent.%20Press%20Ortodon.%20Ortop.%20Facial&atitle=Expans%C3%A3o%20cir%C3%BArgica%20da%20maxila&sici=&__service_type=&pid=%3Cmetalib_doc_number%3E009902360%3C/metalib_doc_number%3E%3Cmetalib_base_url%3Ehttp://svrperiodicos2.periodicos.capes.gov.br%3C/metalib_base_url%3E%3Copid%3E%3C/opid%3E

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Apresentamos o Incognito Invisible






Apresentando Incognito Invisible ™ aparelhos ortodônticos

A ortodontia lingual é muito procurada pelos pacientes com alta exigência estética. No entanto poucos ortodontistas são capacitados para esta técnica, a qual exige alguns passos a mais na montagem do aparelho, como setup e colagem indireta.

O Incognito é o aparelho lingual totalmente individualizado. Sua base "abraça" a face lingual dos dentes.

É feita a moldagem e remetido o modelo para a industria que produz braquetes em ouro ou prata com prescrição, base individualizadas e arcos prontos, o que facilita a montagem e reduz erros.





Fazer a decisão para o tratamento ortodôntico pode ser uma tarefa difícil. Há muitas opções a considerar.

Incognito ™ Ortodontia é uma escolha única, pois os pacientes podem sorrir com confiança durante e após o tratamento. Colocado na parte de trás dos dentes, Incognito Ortodontia bráquetes estão completamente escondidos da vista.

Incognito Aparelhos ortodônticos também são 100% personalizados para atender a prescrição original ortodôntica de cada paciente. Personalização pode levar a uma experiência de tratamento mais conveniente e confortável.

Infelizmente não está disponível para pedidos no Brasil. Em contato por e-mail nos foi relatado a chegada ao Brasil nos próximos dois meses! Aguardemos!



terça-feira, 10 de maio de 2011

Estudo comparativo de complicações durante o uso do aparelho de Herbst com cantiléver e com splint inferior de acrílico removível


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Alexandre Moro, Guilherme Janson, Ricardo Moresca, Marcos Roberto de Freitas, José Fernando Castanha Henriques; Graduação UFPR e Pós-graduação em Ortodontia da UFPR; Universidade Positivo - Graduação e Pós-graduação em Ortodontia; Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP; Verifica e compara os tipos de complicações durante o tratamento com o aparelho de Herbst com cantiléver (CBJ) e com splint removível inferior.

Desde que Pancherz, em 1979, reintroduziu o aparelho de Herbst na prática clínica, ele tem despertado grande interesse. Já foram propostas várias alterações em seu sistema telescópico e, também, diferentes formas de inserção de seu mecanismo nas arcadas dentárias. Ainda, durante os últimos 20 anos, em grande número de pesquisas têm sido avaliados os efeitos dentários e esqueléticos do tratamento com esse aparelho.


Mais recentemente, duas investigações sobre a taxa de complicações durante o tratamento com o Herbst revelaram que o padrão de complicações depende do tipo de aparelho utilizado, sendo observadas mais fraturas nos pacientes que usaram o aparelho com bandas. Mais descolagens foram encontradas nos pacientes que fizeram uso do splint metálico. Apesar de não ter ocorrido diferença na frequência geral de complicações quando comparados o aparelho com bandas e o modelo com splint metálico, foi recomendado o uso desse a fim de poupar tempo tanto de atendimento clínico quanto de laboratório.


Em 2007, Schiöth et al. compararam a prevalência do tipo e da frequência das complicações com o uso dos splints metálicos total (canino a molares) e reduzido (canino a segundo pré-molar). Concluíram que o descolamento do splint superior é a principal complicação durante o uso do aparelho de Herbst com splint metálico. A redução do comprimento do splint inferior não aumenta a prevalência das complicações, mas reduz os gastos, e seu uso pode ser recomendado.


Apesar de estar sendo amplamente utilizado na Europa e nos Estados Unidos há mais de duas décadas, somente neste século o aparelho de Herbst passou a ser mais utilizado no Brasil.


Uma das explicações para a demora em adotar essa modalidade terapêutica é o custo do aparelho. Há alguns anos, encontrava-se disponível para venda no Brasil apenas uma marca de sistema telescópico, que custava 10 vezes mais do que nos Estados Unidos. Hoje, podem-se encontrar no Brasil várias marcas de sistemas telescópicos a um custo mais acessível.


O aparelho de Herbst com cantiléver (CBJ) tem como principal vantagem a facilidade de confecção, pois os pivôs já vêm soldados na coroa superior e no cantiléver inferior, facilitando muito a sua confecção. Além disso, clinicamente o aparelho mostrou-se bastante resistente. As desvantagens do CBJ são as seguintes: o custo elevado do aparelho; a tendência de abaixamento do cantiléver inferior, provocando a inclinação do molar; e a tendência do pivô inferior machucar a bochecha do paciente durante a primeira semana de uso. Já o aparelho de Herbst com splint inferior removível tem como vantagens: o custo re-duzido; a possibilidade de remover o splint para a escovação dos dentes (o que facilita a higiene); adaptação mais fácil para o paciente; e uma curva de aprendizagem menor que a do CBJ para o profissional. A desvantagem observada clinica- mente no aparelho de Herbst com splint foi uma menor resistência do splint inferior de acrílico.


Schiöth et al., ao comparar as complicações com o uso dos splints metálicos total (canino a molares) e reduzido (canino a segundo pré-molar), dividiram os pacientes em quatro categorias de acordo com a frequência das complicações: baixa frequência (1 a 3 complicações), frequência moderada (4 a 6 complicações), alta frequência (7 a 10 complicações), muito alta frequência (mais de 10 complicações). A maioria dos pacientes avaliados teve baixa frequência e em torno de 10% dos pacientes dos dois grupos tiveram alta frequência. Sanden et al. encontraram que 55% dos pacientes experimentaram de 1 a 3 complicações, 29% de 4 a 6, 13% de 7 a 10, e 3% mais de 10 ocorrências de complicações. Ao analisar os 14 pacientes tratados com CBJ e 19 pacientes tratados com splint que apresentaram complicações, resolvemos dividi-los em três grupos: 0-1, 2-3, ou mais que 3 complicações durante o tratamento com o aparelho de Herbst. No grupo CBJ nenhum paciente apresentou individualmente mais de 3 ocorrências de complicações, o que demonstra o bom desempenho clínico do aparelho. No grupo Splint, 33% do pacientes tiveram mais de 3 ocorrências de complicações durante o tratamento, e o número máximo de 6 foi observado em dois pacientes. Ao comparar os resultados desse estudo com os de Schiöth et al. e Sanden et al., pode-se concluir que os aparelhos de Herbst com cantiléver e com splint inferior apresentaram bom desempenho clínico quando comparados ao aparelho de Herbst com splint metálico e com bandas.


CONCLUSÕES


» O grupo CBJ apresentou um menor número de complicações durante o tratamento com o aparelho de Herbst.


» Em ambos os grupos, nenhum paciente apre- sentou, individualmente, um grande número de complicações.


» O aparelho de Herbst com coroas de aço nos primeiros molares e cantiléver nos molares inferiores (CBJ) é preferível ao modelo com splint inferior removível de acrílico, devido à economia de tempo clínico e laboratorial.



Link do Arttigo na integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n1/05.pdf

segunda-feira, 9 de maio de 2011

OrtoPodCast - Episódio 9 Minimplantes


Este é o OrtoPodCast de número 9! Um grande artigo sobre os minimplantes em formato de áudio mp3 para que se possa ouvir em qualquer aparelho leitor deste tipo de arquivo. Aos usuários dos equipamentos da Apple, assine o OrtoPodCast e ouça diretamente do seu Iphone, Ipod, Ipad ou mac.

Não deixem de comentar!

Neste artigo de 2008, publicado na revista Dental Press, pelos Autores Alberto Consolaro, Eduardo Sant’ana, Carlos Eduardo Francischone Jr, Maria Fernanda M-O Consolaro, Bruno Aiello Barbosa, de Bauru - São Paulo. No qual fazem considerações importantes sobre grandes paradigmas que envolvem os Mini Implantes Ortodonticos.


Para a postagem original em texto:



Assine gratuitamente na loja da Apple, a Itunes:

domingo, 8 de maio de 2011

Pensamento da Semana


"Optar por um filho é decidir em dado momento ter seu coração caminhando fora do corpo para sempre."

Elizabeth Stone


FELIZ DIAS DAS MÃES !!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Imagem tridimensional de modelos ortodônticos: um estudo piloto









Neste artigo de 2007, publicado pelo European Journal of Orthodontics; pelos autores Jennifer Asquith, Toby Gillgrass and Peter Mossey; do Edinburgh Postgraduate Dental Institute and and University of Dundee Dental Hospital and School, Scotland, Reino Unido. Mostra um estudo relizado com os modelos Ortodonticos digitais comparados aos de gesso e sua confiabilidade.





A pesquisa foi realizada baseada em modelos ortodônticos digitais computadorizados que foram desenvolvidos e que têm o potencial para substituir modelos de gesso.



O objetivo deste estudo foi analisar a precisão e reprodutibilidade de medições feitas em modelos digitais. Dez conjuntos de modelos de estudo ortodôntico foram escaneados usando o Arius3D Fundação Sistema e tridimensionais (3D) as imagens foram produzidas por computador. Dois examinadores individualmente mediram 11 parâmetros nos modelos convencionais e nos modelos digitais de duas ocasiões.



Os parâmetros incluindo o diâmetro mésio-distal das coroas, as larguras intercaninos e intermolares, o comprimento do arco, overjet e altura da coroa dos incisivos. As técnicas de medição foram comparados com parest-teste, o coeficiente de confiabilidade, e os valores médios calculados e as diferenças entre os métodos.



Foram feitas comparações nas medições feitas nos modelos digitais com aqueles em modelos de gesso, erros sistemáticos foram detectados nos 11 parâmetros no nível de 10 por cento.



As medições mais precisas e reprodutíveis foram menores largura intercaninos (diferença média entre as medidas 0,05 ± 0,32 mm) e overjet (diferença média0,07 ± 0,33 mm). A maioria dos parâmetros dos modelos digitais podem ser mensurado com confiabilidade, e os modelos digitais podem potencialmente, eliminar a exigência para a produção e armazenamento de modelos de gesso, mas isso vai dependerno custo.





Link do artigo na integra via ejo oxfordjournals:



terça-feira, 3 de maio de 2011

Dr. Lee Graber - Presidente da American Association of Orthodontists - Parte 02


O Blog Ortodontia Contemporânea, nesta segunda parte, divide com os nossos leitores a entrevista concedida pelo Dr. Lee Graber, Presidente da Associação Americana de Ortodontia. Ele fala da atuação do Ortodontistas Brasileiros no cenário da Ortodontia Mundial, da Importância da divulgação de Associações de Classe por meio das mídias sociais com os profissionais e com o publico em geral. Mais informações para os colegas e amigos que acompanham o nosso BLOG !!!

O Dr. Lee Graber possui Mestrado em Anatomia e Ortodontia, Doutorado em Cirurgia Odontologica, e Pós-Doutorado em Crescimento e Desenvolvimento Humano. Foi Presidenteda World Federation of Orthodontists (2000-2005) e atual Presidente da Associação Americana de Ortodontia.

Marlos Loiola - Alguns professores brasileiros irão ministrar palestras no AAO em Chicago em maio de 2011. Dr. Lee Graber que opinião o doutor tem sobre Ortodontia brasileira, dos profissionais e do trabalho que está sendo desenvolvido e publicado?


Dr. Lee Graber - A comunidade ortodôntica no Brasil continua a ser forte. Há excelentes programas de residência(formação) no Brasil, que têm contribuído com pesquisadores e clínicos de destaque. O desenvolvimento do Board Brasileiro de Ortodontia e pós-graduação em ortodontia melhorou e têm servido como modelo no continente (os diretores fundadores da BBO foram e continuam a ser bem conhecidos da nossa especialidade: Dr. Roberto Mario Amaral Lima Filho, Dr. Carlos Jorge Vogel, Dr. Estélio Zen, Dra. Ana Maria Bolognese, Dr. José Nelson Mucha e Dra. Telma Martins de Araújo). A America do Sul de fato está representada no Comitê Executivo da Federação Mundial de Ortodontistas pelo professor Kurt Faltin. Apenas mais um exemplo de ortodontistas brasileiros reconhecidos internacionalmente e que vem contribuindo para o aprimoramento da nossa especialidade.


Marlos Loiola - Gostaria que o doutor enviasse uma menssagem para os ortodontistas brasileiros que acompanham nosso BLOG?


Dr. Lee Graber - Tenho a honra de passar algum tempo em reunião com muitos colegas Ortodontistas do Brasil e do exterior. Os problemas enfrentados por ambos nos nossos consultórios são: (1) O manejo clínico dos pacientes, bem como (2) As pressões da sociedade sobre as nossas práticas, que são semelhantes. É importante sempre discutir, para que possamos continuar a oferecer o melhor em ortodontia. Essas opções incluem não só a integração da ortodontia como uma parte importante de sua saúde dentária geral, mas na seleção do clínico(Ortodontista) devidamente treinado para prestar cuidados. Nossas associações de ortodontia estão em melhor posição para fornecer esta informação ao público, mas para serem eficazes, devem continuar a ser apoiada por líderes voluntários fortes e o apoio financeiro dos membros.


Marlos Loiola - Qual é a importância das mídias sociais como Twitter, Facebook e Blogs na comunicação entre os colegas da nossa area.


Dr. Lee Graber - A mídia social continuará a transformar os meios pelos quais os profissionais e o público obtenham e compartilhem informações. Na AAO, temos desenvolvido informações que são compartilhadas por quase todos os recursos de mídias sociais. Nós continuamos a utilizar meios de pesquisa através da qual nossa Associação possa compartilhar informações em um ambiente de mídia onde poderemos continuar a ser um recurso confiável para o público. Com a maior facilidade que os consumidores acessam essas informações de saúde obtém informações para seu benefício. Mas também pode ser em seu detrimento quando recebem informações de recursos que não são dos seus maiores interesses. Esta é outra razão pela qual as associações nacionais da especialidade em ortodontia deve permanecer fortes e ativas na educação do público e dos seus colegas de profissão. Leva tempo e dinheiro, mas continua a ser uma responsabilidade para nós, como prestadores de cuidados de saúde dentária.




OBS - Professores Brasileiros que irão ministrar palestras no Congresso da AAO em Chicago:


Prof. Dr. Kurt Faltin - São Paulo - SP;

Profa. Dra. Daniela Garib - Bauru - SP;

Prof. Dr. Bruno Gribel - Belo Horizonte - MG;

Prof. Dr. Luiz G. Gandini - Araraquara - SP;

Prof. Dr. Guilherme Janson - Bauru - SP;

Prof. Dr. Marcos Lenza - Goiânia - GO;

Prof. Dr. Weber Ursi - São José dos Campos - SP;

Prof. Dr. Roberto Lima Filho - São J. do Rio Preto - SP;

Prof. Dr. Marcos Janson - Bauru - SP;

Prof. Dr. José Augusto Miguel - Rio de Janeiro - RJ;

Profa. Dra. Ana Carla Nahás - São Paulo - SP


Link do "livro" virtual da programação da reunião da AAO em Chicago 2011:

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dr. Lee Graber - Presidente da American Association of Orthodontists - Parte 01


O Blog Ortodontia Contemporânea, tem a honra de dividir com os nossos leitores a entrevista concedida pelo Dr. Lee Graber, Presidente da Associação Americana de Ortodontia. Ele fala da evolução que vem acontecendo na Ortodontia, da Importância da atuação das Associações de Classe no meio profissional e com o publico em geral, da organização da reunião (Congresso) da Associação Americana que irá ocorrer em Chicago neste mês de maio dos dias 14 a 17. O Dr. Graber se mostrou muito solicito e atencioso conosco. Mas um grande momento de alegria e cheio de informações que vamos dividir com vocês, colegas da nossa especialidade e que acompanham o nosso BLOG !!!

O Dr. Lee Graber possui Mestrado em Anatomia e em Ortodontia, Doutorado em Cirurgia Odontologica e Pós-Doutorado em Crescimento e Desenvolvimento Humano. Foi Presidente da World Federation of Orthodontists (2000-2005) e atual Presidente da Associação Americana de Ortodontia. Cujo o Fundador e primeiro Presidente foi o Dr. Edward Hartley Angle.

Marlos Loiola - Dr. Lee Graber, a Associação Americana de Ortodontia é uma das entidades de classe mais respeitadas mundialmente. Quais são suas atuações nos Estados Unidos e Canadá?


Dr. Lee Graber - Fundada em 1900, a Associação Americana de Ortodontia (AAO) é a mais antiga e maior organização de especialidade odontológica no mundo. A AAO tem mais de 16.500 membros ortodontistas nos Estados Unidos, Canadá e no exterior. Aproximadamente 18% dos membros da AAO são membros internacionais com cerca de 120 desses membros localizados no Brasil.


A AAO tem continuado o seu programa de sensibilização do público para educar o consumidor sobre cuidados de saúde como a diferença entre um ortodontista e um clínico geral. Esta é uma distinção importante saber se é feito em os EUA, Canadá ou Brasil!


Destacamos em nossos Programas de Conscientização do Consumidor que "os ortodontistas são excepcionalmente qualificados para corrigir os dentes mal alinhados e as bases ósseas maxilares. Eles são especialistas no diagnóstico, prevenção e tratamento das irregularidades dentais e faciais".


Nos Estados Unidos, os ortodontistas recebem uma formação especializada adicional de dois a três anos, além do ensino odontologico, em um programa de residência em ortodontia credenciado. "Somente aqueles que tenham concluído este projeto de formação na especialidade pode chamar-se "Ortodontista" nos Estados Unidos e Canadá, e apenas os especialistas em ortodontia identificados por sua educação e credenciamento são elegíveis para participação no AAO.


Marlos Loiola - Eu li uma entrevista que o doutor concedeu ao New York Times sobre os novos recursos em Ortodontia. Estes englobariam os modelos tridimensionais digitais e métodos de diagnóstico em ortodontia, incluindo imagens geradas em scanners de tomografia computadorizada de feixe cônico. Sabemos também que o tratamento ortodôntico contemporâneo conta com estas metodologias associadas a acessórios mecânicos e novas técnicas na cirurgia disponíveis como: mini implantes, braquetes auto-ligáveis, novas ligas de fios e protocolos como as corticotomias que promovem movimentos rápidos e eficientes das unidades dentarias. Estamos caminhando para atingir os mais altos níveis de excelência no tratamento Ortodontico?


Dr. Lee Graber - Na minha opinião, somos mais capazes de oferecer alta qualidade, personalização do tratamento ortodôntico do que jamais ocorreu antes. Certamente, uma melhor compreensão da base biológica sobre a prática continua a ser importante, mas os avanços tecnológicos nos deram instrumentos através dos quais podemos diagnosticar melhor na ortodontia (e em outras áreas relacionadas da odontologia), facilitando na detecção dos problemas, no plano de tratamento e a na execução do plano de tratamento. A integração das tecnologias baseadas na informática expande nossas capacidades em todas essas áreas.


Como regra geral, nós, como profissionais de saúde deveremos ser adequadamente muito conservadores em fazer mudanças nas técnicas que empregamos. Devemos ter cuidado, no entanto, em dar as novas tecnologias uma avaliação justa e estar preparado para fazer as alterações que estas se revelem benéficas para os nossos pacientes.


Em tempo para a reunião da AAO, acabamos de concluir, a 5 ª edição do livro, Graber e Vanarsdall, “Ortodontia: Princípios e Técnicas atuais”. Na preparação deste volume, as maiores mudanças nesta edição são vistos em tecnologia da informação relacionados, juntamente com a aplicação de instrumentos com os quais o ortodontista pode avaliar adequadamente e instituir novas técnicas para os seus protocolos de atendimento ao paciente.


Marlos Loiola - Em Maio haverá a principal Congresso Mundial de Ortodontia, que AAO organiza, e será em Chicago. Quais são os tópicos mais relevantes que serão discutidos?


Dr. Lee graber - A reunião em Chicago, foi planejada para fornecer uma visão de largo espectro das práticas atuais em Ortodontia para os clínicos ortodônticos, educadores e funcionários das clinicas ortodônticas. Além disso, a série terá um orador destacado por outras questões que têm impacto na ciência e as nossas práticas de vida cotidiana.


O programa científico tem sido desenvolvido nos últimos três anos, sob a orientação dos Professores Rolf Behrents e James A. McNamara. Os tópicos incluem uma gama de considerações para um ortodontista que permeiam à ciência básica até às especificidades técnicas clínicas. Gostaria de incentivar quem estiver considerando a vir para Chicago que registre-se na reunião, a página de visualização é através do programa do doutor em: http://www.aaomembers.org/Flipbook%20AS11%20Doctors%20NEW/Layout_1/index.html


Neste livro você vai encontrar não só o programa científico e uma explicação de cada uma das palestras, mas também uma listagem das atividades especiais associadas com a reunião. Um aspecto por vezes esquecido, é a apresentação do expositor, que será a maior coleção que em qualquer outro lugar do mundo e contará com materiais e serviços para os profissionais de ortodontia.


Chicago é a minha "terra natal" e eu sei que os nossos colegas convidados do Brasil terão uma excelente experiência nesta reunião. Gostaria também de mencionar aos que irão participar desta reunião, que será uma excelente oportunidade de se tornar um membro Internacional da AAO e desfrutar de outros benefícios como membro internacional, além da nossa sessão anual.



Link da AAO:


http://www.aaomembers.org/


Link da Entrevista que o Dr. Lee Graber concedeu ao The New York Times:


http://www.nytimes.com/2010/07/08/fashion/08skin.html?pagewanted=1&_r=3

domingo, 1 de maio de 2011

Pensamento da Semana



"Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o Céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe."



Leonardo di ser Piero da Vinci

1452 - 1519