ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Avaliação clínica de sinais e sintomas da disfunção temporomandibular em crianças


Neste artigo 2006, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Eduardo César Almada Santos, Franscisco Antonio Bertoz, Lilian Maria Brisque Pignatta, Flávia de Moraes Arantes; da Disciplina de Ortodontia Preventiva da Faculdade de Odontologia de Araçatuba/UNESP; Avaliou a freqüência dos sinais e sintomas, dos hábitos parafuncionais e das características oclusais de 80 crianças.

A Disfunção Temporomandibular (DTM) consiste de um conjunto de sinais e sintomas que envolvem os músculos mastigatórios, as ATM e estruturas associadas. Ela pode ser caracterizada por dores musculares e articulares, limitação e desvio na trajetória mandibular, ruídos articulares durante a abertura e fechamento bucal, dores de cabeça, na nuca e pescoço e dores de ouvido.

Apesar da DTM não apresentar etiologia definida, acredita-se que fatores funcionais, estruturais
e psicológicos estejam reunidos, caracterizando multifatoriedade à origem da disfunção da ATM. Algumas condições, como más oclusões, parafunções e estado emocional estão presentes com determinada freqüência em pacientes com sinais de disfunção. Entretanto, não se pode afirmar até que ponto estes fatores são considerados predisponentes ou, apenas, coincidentes.

Devido à possibilidade das disfunções da ATM se originarem no início do crescimento craniofacial, há uma elevada porcentagem de crianças que apresentam sinais e sintomas associados com distúrbios temporomandibulares.

Considerando estudos relevantes em pacientes jovens, destaca-se o de Nilner e Lassing, que determinaram a prevalência de sinais e sintomas de distúrbios funcionais e doenças do sistema estomatognático em 440 crianças de 7 a 14 anos de idade, as quais foram entrevistadas e examinadas clinicamente. A entrevista revelou que 36% apresentavam sintomas, sendo 5% com dores de cabeça recorrentes e 13% relataram estalidos nas ATM. Setenta e sete por cento das crianças apresentaram ao menos uma parafunção oral.

Recentemente, Thilander et al. analisaram uma amostra de 4.724 crianças, de 5 a 17 anos de idade, agrupadas de acordo com a idade cronológica e o estágio de desenvolvimento dentário. Os registros incluíram a oclusão funcional, os desgastes dentários, a mobilidade mandibular e dor, à palpação, muscular e nas ATM. A dor de cabeça foi o único sintoma da DTM relatado pelas crianças. Os resultados mostraram que um ou mais sinais clínicos foram registrados em 25% dos indivíduos. As prevalências aumentaram durante os estágios de desenvolvimento dentários. Associações significantes foram encontradas entre diferentes sinais e a DTM foi associada com mordida cruzada posterior, mordida aberta anterior, má oclusão Classe III de Angle e trespasse horizontal excessivo.

Neste corrente estudo a freqüência de mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e mordida cruzada anterior foi maior quando comparada com os achados de Nilner, Lassing10; Bernal e Tsamtsouris. Egermark-Eriksson et al. e Thilander et al. afirmaram que mordida cruzada posterior, mordida aberta anterior e más oclusões Classe II e Classe III de Angle têm influência no desenvolvimento da DTM.

O hábito de apertar ou ranger os dentes, conhecido como bruxismo, foi o sinal mais encontrado (35%), sendo associado com a maioria dos sintomas dolorosos da DTM, juntamente com os hábitos de sucção digital e onicofagia, que em nosso estudo foram também muito freqüentes, com 21,2% e 47,5%, respectivamente. Vanderas afirma que os hábitos parafuncionais podem ser causas “suficientes” para o desenvolvimento da disfunção temporomandibular.

A dor de cabeça foi o sintoma mais freqüente, com 22,5%, aproximando-se do resultado encontrado por Bernal e Tsamtsouris, que obtiveram um percentual de 22%, e 19% de Nilner e Lassing, porém superior aos 11,4% obtidos por Thilander et al. Estes decréscimos nas porcentagens podem ser justificados pelo fato destes autores terem pesquisado crianças em faixas etárias mais elevadas. As crianças mais novas são mais cooperativas e podem responder às perguntas com falsa afirmativa.

O estalido durante o movimento da ATM foi observado em 8,7% dos pacientes estudados, valor semelhante ao encontrado por Nilner e Lassing (8%), mas inferior aos resultados de Almeida, Silva e Cardoso et al., que obtiveram 25%, e 18,13% de Sönmez et al., com crianças na dentadura mista. Thilander et al. associam o estalido com o deslocamento da mandíbula, sensibilidade muscular, capacidade de abertura bucal reduzida e interferências, contudo neste estudo tais sinais e sintomas não foram observados.

Os autores concluiram que os sinais e sintomas mais freqüentes foram o hábito de ranger os dentes, dores de cabeça e ruídos na ATM. A onicofagia e o bruxismo foram os hábitos parafuncionais mais prevalentes. Diante disto, eles aconselham que a avaliação de sinais e sintomas da disfunção da ATM em crianças seja adotada como rotina durante o exame clínico inicial. Eles ressaltaram que a freqüência de sinais e sintomas da Disfunção Temporomandibular pode ser verificada em crianças por meio da entrevista e exame clínico minucioso.


Link do artigo na integra via Scielo:

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Análise de reabsorção radicular ortodonticamente induzida, usando tomografia micro-computadorizada (Micro-CT)




Neste artigo de 2009, publicada pela Angle Orthodontist, pelos autores Tom Wierzbicki; Tarek El-Bialy; Saleh Aldaghreer; Guang Li; Michael Doschak; da Universidade de Alberta, Edmonton, Alberta, Canadá. Mostra a eficiência e perfeição da micro tomografia em casos de reabsorção radicular.

O artigo mostra umestudo que visou estabelecer um protocolo para avaliação da reabsorção radicular ortodonticamente induzida dentaria (OITRR) em pré-molares humanos utilizando micro-tomografia computadorizada.

Dez primeiros pré-molares superiores extraídos foram obtidos de oito pacientes adolescentes saudáveis; cinco destes pré-molares foram extraídos antes de qualquer movimento ortodôntico aplicada a eles, e os outros cinco pré-molares foram envolvidos no tratamento ortodôntico sem extração por 1 ano antes do planejaamento de tratamento e depois conduzido ao tratamento com extração.

Foi utilizada reconstrução com imagens digitalizadas, que mede os principais parâmetros de lacunas de reabsorção, incluindo o número, volume e profundidade em cada superfície, assim como sua extensão corono-apical.

O tratamento ortodôntico levou a um número significativamente maior de reabsorção radicular com volumes de lacunas, número, profundidade máxima, e extensão corono-apical, bem como em áreas de desmineralização de dentina subjacente às lacunas de reabsorção do que nos pré-molares em condições normais.

O estudo estabelece um protocolo para avaliar quantitativamente OITRR e disponibilizou um método para prever novas reabsorções baseado em desmineralização de dentina.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/anglonline/?request=get-document&issn=0003-3219&volume=079&issue=01&page=0091


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mecanismo e Classificação das Reabsorções Radiculares


Neste artgo de 2006, publicado pela Revista da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária; pelos autores Manuel Marques Ferreira, Eunice V. P. Carrilho, Jorge Leitão; da LMD - FMUC - Portugal; Mostra que as reabsorções radiculares, são situações clínicas indesejáveis e que podem ter uma etiologia multifactorial, cabendo ao clínico estar atento e desperto para o seu diagnóstico e tratamento.

Em 1530 surgiu em Leipzig (Alemanha) a primeira publicação científica, exclusivamente dedicada à Medicina Dentária. Dois séculos depois (1723), Pierre Fauchard, considerado por alguns, o pioneiro e fundador da Medicina Dentária moderna, é autor de uma obra onde sintetiza tudo o que no Ocidente, se sabia sobre esta área da Medicina. Desde então, e até aos nossos dias, a medicina dentária tem sofrido uma evolução constante, assistindo-se no século XX à sua divisão em várias especialidades, com a criação da Endodôncia em 1964. Esta, na sua evolução, compreende várias fases: época do empirismo (séc I - 1910); época da infecção focal (1910 - 1928); época do ressurgimento endodôntico (1928 - 1936); época da concretização da endodôncia (1936-1928); época da simplificação da técnica endodôntica (1940 até hoje).

O desenvolvimento de novas tecnologias, no campo do diagnóstico e dos meios auxiliares, permitiu que, com a radiologia digital obtivéssemos a aquisição instantânea da imagem. Esta, quando comparada com as radiografias convencionais, apresenta maior facilidade de armazenamento, facilita a sua transmissão para locais distantes e utiliza menor dose de radiação e menos tempo de exposição.

De acordo com Zwemer TJ., (1993; A Glossary of Accepted Terms in all Disciplines of Dentistry), a reabsorção radicular é uma condição clínica que pode ocorrer fisiologicamente quando da esfoliação da dentição decídua para dar lugar à definitiva, ou então devido a um processo patológico, do qual resulta a perda de cemento e de dentina com consequente perda da peça dentária.

Considera-se que, excetuando a hipótese de reabsorção idiopática, ela é o resultado de lesões dos tecidos do ligamento periodontal ou do tecido pulpar. Esta situação clínica pode ser consequência de traumatismos que desencadearam luxações, fraturas radiculares ou avulsões, bem como ser resultante de infecções crónicas da polpa ou das estruturas periodontais. Existem referências científicas sobre as RR, atribuindo a sua etiologia ao movimento dentário induzido ortodonticamente.

O processo da reabsorção dentária envolve uma interação complexa entre as células inflamatórias, células de reabsorção - os clastos - e as estruturas dos tecidos duros mineralizados. O diagnóstico, terapêutica e prognóstico não são uma tarefa fácil para o médico dentista. Os clastos são as células-chave responsáveis pelo processo de reabsorção. Estes são formados a partir de macrófagos e monócitos, que dão origem a células gigantes multinucleadas. Estas células orquestram um complexo evento molecular biológico que envolve citocinas, enzimas e hormonas, as quais influenciam a progressão do processo. A diferença estrutural e funcional entre dentinoclastos, cementoclastos e osteoclastos é insignificante.

A forte irrigação sanguínea que existe no LPD e na polpa propicia a instalação de infiltrado inflamatório, devido aos fenómenos exsudativos desencadeados por agentes agressores, como bactérias e os seus produtos e a hipóxia ou anóxia induzidas por forças ortodônticas. Esse exsudato inflamatório contém produtos derivados de proteínas plasmáticas, de células locais, de bactérias e de leucócitos.

Como diz Consolaro (2002), entre esses produtos destacamos as interleucinas (IL-1 e IL-2), as prostaglandinas, os factores de crescimento epidérmico (EGF) e as endotoxinas ou lipopolissacaridos (LPS) libertados pelas bactérias. Todos estes produtos são fortes mediadores da osteoclasia que, associados à plasmina, induzem a libertação das colagenases. Por sua vez, o pH ácido e a acção das colagenases atuam de forma a que os OB e os CB se desagreguem e os cristais de hidroxiapatite fiquem expostos à ação dos clastos, exercendo simultaneamente uma acção quimiotática nos mesmos.

Na superfície exposta, os clastos acabam por aderir firmemente, por acção dos seus bordos em escova, criando um micro-ambiente próprio entre o clasto e a superfície mineralizada. Essa união firme pode, no entanto, ser modificada por acção de alguma substância que seja utilizada como terapêutica no controlo da reabsorção, como por exemplo, o hidróxido de cálcio.

Nesse micro-ambiente o pH é baixo, porque os clastos libertam ácidos que actuam diretamente na desmineralização óssea ou de cemento. Nesse local também são libertadas enzimas, como a fosfatase ácida e as colagenases, que actuam na destruição da matéria orgânica. A actividade dos clastos leva então à formação de escavações na dentina ou no osso, a que são chamadas lacunas de Howship.

Essas escavações, quando ocorrem na parte interna da cavidade pulpar, levam à exposição dos túbulos dentinários que, em caso de necrose, vão permitir a passagem de produtos microbianos, como os lipopolissacaridos (LPS), da polpa para a superfície externa, ou ainda de medicamentos que se coloquem como medicação no interior dos canais. A atividade clástica cessa quando existem alterações locais, como seja o aumento do ph através da alcalinização do meio, proporcionado pela utilização do Hidróxido de Cálcio (HC).

Trope M. e col., (1995) efetuaram um estudo em cães “beagle”, com dentes reimplantados e utilização de HC, concluindo que, quanto mais tempo o HC permanece no interior do canal, mais efectivo era no tratamento da reabsorção radicular inflamatória. Assim, foi realçado o interesse da utilização deste material como medicação intracanal.

Da revisão bibliográfica realizada podem-se formular algumas conclusões:

1 - A vasta nomenclatura das reabsorções dentárias, varia em função dos critérios adoptados para a sua classificação.

2 - As reabsorções dentárias, devem ser referidas utilizando uma uniformização de critérios, no sentido de facilitar a sua padronização e comunicação entre os clínicos.
3 - A reabsorção radicular, para se iniciar requer determinadas condições como: a) - destruição dos cementoblastos ou dos odontoblastos que são considerados os guardiões da estrutura calcificada do dente, uma vez que não possuem receptores de superfície para os mediadores da osteoclasia; b) - a presença de áreas extensas da superfície radicular sem recobrimento celular, pré-cemento e pré-dentina; c) - a existência de condições locais para os clastos poderem actuar, sendo o processo inflamatório uma fonte de mediadores químicos.

4 - Com a eliminação das causas, e do processo inflamatório, perdem-se as condições locais apropriadas para a osteoclasia. Consequentemente ocorrem processos de reparação das estruturas afectadas, com deposição de tecido duro cementoide, sem que no entanto se restabeleçam os limites anteriores.


Link do artigo na integra via SPMED:

terça-feira, 7 de julho de 2009

Liberação de flúor de cimentos ortodônticos antes e após recarga com solução fluoretada



Neste artigo de 2009, pulicada pela Revista Odonto Ciência da PUC-RS, pelos autores Rogério Lacerda dos Santos, Matheus Melo Pithon, Julia Barbosa Pereira Leonardo, Edna Lúcia Couto Oberosler, Delmo Santiago Vaitsman, Antônio Carlos de Oliveira Ruellas; da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; Mostra um estudo comparativo sobre a liberação de flúor de cimentos de ionômero de vidro (CIV) utilizados para cimentação ortodôntica, antes e após recarga de flúor.

Há várias décadas, a Odontologia tem dado ênfase à prevenção tanto da cárie dental quanto de doenças periodontais. Em Ortodontia, as lesões de mancha branca e a gengivite marginal são os aspectos clínicos mais significativos, principalmente na ortodontia fixa, onde uma das grandes preocupações está relacionada à fixação dos dispositivos ortodônticos aos dentes. A técnica do condicionamento ácido do esmalte, com o objetivo de aumentar a resistência de união da resina à superfície do dente, foi desenvolvida por Buonocore, em 1955, e proporcionou grandes pro-gressos na odontologia restauradora e também na prática ortodôntica. Atualmente, a colagem dos bráquetes é reali-zada em todos os dentes, com exceção dos molares, que são bandados.

Bráquetes e bandas usados no tratamento ortodôntico são um desafio para higienização pelo paciente, agindo como estruturas retentoras de biofilme e podendo potencializar a desmineralização do esmalte adjacente. Com o objetivo de diminuir a ocorrência dessa desmineralização, a fixação desses dispositivos pode ser feita com um material que tenha capacidade de liberar flúor e proporcione adequada adesão ao esmalte e ao aço inoxidável, como os cimentos de ionômero de vidro (CIV). Entretanto, os CIV são mais susceptíveis à desidratação e hidratação por água ou saliva durante a sua fase inicial de presa, o que afeta as propriedades físicas de adesão e aumenta a possibilidade dedesintegração do material. Para evitar isto, recomenda-se a proteção imediata da superfície do CIV com materiais impermeabilizantes como os vernizes. O CIV requer 24 h para que ocorra toda presa do material e atinja a força de resistência máxima.

A liberação de flúor depende de vários fatores e diminui com o tempo, sendo de interesse clínico um efeito continuado para prevenção de desmineralização do esmalte adjacente a bráquetes e bandas colados com CIV. Estudos anteriores têm demonstrado diferença de liberação de flúor de materiais ionoméricos restauradores expostos à recarga de flúor por pouco tempo e em intervalos de alguns dias ou após um dia de exposição. Entretanto, esta liberação pode ser diferente em função dos materiais testados. Assim sendo, o objetivo deste estudo foi comparar a liberação de flúor de cimentos de ionômero de vidro utilizados para cimentação ortodôntica, antes e após recarga de flúor.

Este estudo mostrou que o padrão de liberação de flúor foi similar para os diferentes CIV avaliados, sendo que todos os materiais apresentaram uma maior liberação de flúor no primeiro dia e um decréscimo rápido até o sétimo dia. A exposição à solução fluoretada proporcionou maior liberação de flúor pelos materiais, mas sem atingir os mesmos níveis do primeiro dia. De modo geral, os cimentos Meron e Vidrion C apresentaram maior liberação de flúor comparado ao cimento Ketac-Cem, tanto antes quanto após a recarga de flúor.

A liberação de flúor foi avaliada durante quatro semanas porque pacientes com aparelhos fixos normalmente vão ao ortodontista uma vez ao mês. O uso de bráquetes e bandas ortodônticas agem como estruturas retentoras de placa, podendo causar desmineralização do esmalte adjacente durante o tratamento ortodôntico. Os CIV ou outros materiais que contenham flúor possuem efeito de inibição cariogênica comparados com compósito sem flúor. Já a solução de flúor utilizada neste estudo para conferir recarga de flúor ao CIV tinha concentração de 1000 ppm NaF, similar à concentração de flúor nos cremes dentais utilizados para escovação bucal. O protocolo de troca de água diária para avaliar a liberação de flúor utilizado no presente estudo evita o acúmulo de flúor na solução. Foi utilizada água deionizada ao invés de água destilada, uma vez que a água deionizada não possui íons, cuja presença poderia mascarar os resultados.

Os resultados deste estudo não podem ser diretamente extrapolados para a clínica devido às limitações de um experimento laboratorial que não reproduz todas as condições clínicas. Por exemplo, Hallgren et al. observaram que bráquetes e bandas cimentadas com CIV aumentaram significativamente a concentração de flúor na saliva, mas ressaltaram a importância de controle regular, pois o flúor liberado pode não inibir completamente lesões de cárie em desenvolvimento em bandas ortodônticas que podem estar soltas ou em áreas sem contato com CIV.

De acordo com a metodologia deste estudo, pode-se concluir que:
• Os cimentos Meron e Vidrion C apresentaram maior liberação de flúor que o cimento Ketac-Cem.
• O uso de solução com flúor permite elevar a quantidade de captação e liberação de flúor pelos CIVs.


Link do artigo na Integra via revistas eletrônicas da PUC-RS:

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Dica para desestressar ...


Pela primeira vez aqui no Blog, venho dar uma dica de turismo, apesar de não entender muito, vou arriscar. Pois sofremos com Stress diário da rotina de consultório ( - Doutor, quando vamos iniciar e montar o aparelho; - doutor quando vai montar o AP. inferior; - doutor quando é que vai tirar o aparelho?; RS ... perguntas que ouvimos todo santo dia). Moro em Salvador na Bahia, mas mesmo quem mora aqui por incrível que pareça, estressa também! Decidi semana passada desmarcar pacientes na sexta-feira e pegar estrada, em função do cansaço procurei evitar lugares badalados como a Praia do Forte, Costa do Sauípe, Itaparica. Lugares com mega Resorts e todo o conforto que eles oferecem, mas queria PAZ!







Pesquisando achei um pequeno município chamado Conde, localizado a +- 170 Km de Salvador, 2 horas de carro pela linha verde (Estrada costeira do litoral norte da Bahia). A 06 Km da cidade chegamos no Sitio do Conde, distrito localizado a beira mar. Em plena sexta feiraas 14:30, ruas desertas e aquela calma que infelizmente não vemos mais nas capitais. Casas com portas abertas, vizinhos conversando sentados na calçada, crianças brincando nas ruas, uma Paz .........








Via Net visitei o site de uma pousada e gostei muito, a Apoena EcoPousada ( www.apoena.ch ), idealizada e administrada pelos simpáticos irmãos Fred e Simone, Europeus de nascimento e Brasileiros de coração. A pousada além de estar em frente ao Oceano Atlântico, possui 04 charmosos e confortáveis bangalôs, com direito a redes na varanda. A pousada possui mais 05 apartamentos e uma coisa interessante, uma casa de veraneio que pode ser alugada por temporadas. Tudo de muito bom gosto. A Apoena Ecopousada, possui toda uma filosofia voltada para reciclagem do lixo, cuidado com a vegetação nativa e até com o tratamento dado a água da piscina.









Na sexta feira curtimos a praia da pousada e mais tarde a piscina, não chegamos a conhecer o projeto Tamar, que existe no município, mas soubemos que dependendo do dia, os biólogos soltam os filhotes de tartarugas marinhas do ninho para o oceâno. Praias com quilômetros e quilômetros desertos, um sonho.










No sábado fomos conhecer uma vila de pescadores paradisíaca, chamada de Siribinha, 13 Km do Sitio do Conde. Estrada “de chão”, beira mar, margeada por um intocável mangue e toda sua biodiversidade, e com muitos coqueiros. Chegando a vila, se faz um passeio de lancha que passa por todo o mangue e termina no encontro do Rio Itapicurú com o mar, imagem de cinema. Lá existem barraquinhas rústicas com cadeiras dentro do rio e sem luz elétrica, cervejas e refrigerantes super gelados em caixas de isopor com gelo e tira gostos a base de mariscos e peixes frescos, pescado no mesmo local.





Com retorno já marcado com o piloto da lancha Sr. José Luiz, voltamos para a vila e almoçamos uma deliciosa moqueca de robalo no aconchegante restaurante do nosso guia Sr. José a beira do cais. Terminado tudo, a volta para a pousada, mais descanso, praia e piscina. Meu filho de 03 anos se esbaldou. Por-do- sol magnífico nas dunas da pousada.



No domingo, a triste realidade o retorno para cidade após o café manhã, mas com todas as energias recompostas, cabeça em ordem e preparado para mais meses de muito trabalho. Eu, minha esposa e filho saímos com muitas lembranças de Siribinha, Sitio do Conde, Pousada Apoena, e todas as simpáticas pessoas que conheçemos nesta bela viajem.


Se vocês amigos leitores, estiverem um dia a procura de um paraíso deserto, sem aglomeração de pessoas, num local ainda virgem, com pessoas hospitaleiras, acomodações confortáveis, boa comida, praias maravilhosas, conheçam o Sitio do Conde, que ainda possui mais locais para se conheçer, mas infelizmente fiquei por pouco tempo, espero voltar em breve e passar mais tempo.

Links Interessantes:

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Braquetes autoligáveis - futuro da Ortodontia?



Neste artigo publicado agora em 2008 pela revista Dental Press o Dr. Marcos A. Lenza, Chefe do departamento de Crescimento e Desenvolvimento (Ortodontia e Odontopediatria) e coordenador do programa de pós-graduação em Ortodontia (mestrado e doutorado) da Faculdade de Odontologia da Universidade de Nebraska - EUA. Fala um pouco deste "revolucionario" sistema que muitos acham e falam que é atualissimo, mas sua concepção vem desde 1935.

O interesse em se corrigir uma má posição dentária esteve presente mesmo antes da era Angle. Este interesse veio sempre associado a novas invenções tecnológicas. Kingsley (1825-1896) desenvolveu a tração occipital e o plano inclinado. Farrar (1839-1913) já desenvolvia um interesse mais aguçado pela biologia da movimentação dentária e pelo estudo da mecânica dos movimentos. Da mesma forma, desenvolveu dispositivos para a correção de rotações dentárias e expansão da maxila com parafuso expansor. Angle (1855-1930) não só contribuiu para a Ortodontia como ciência, mas patenteou inúmeros aparelhos ortodônticos.

Nestes últimos 10 anos, pode-se observar uma proliferação de aparelhos pré-ajustados com tecnologia de dispositivos autoligáveis. Segundo os seus idealizadores, quando associados ao uso de fios superelásticos com formato mais expansivo, permitem ao profissional a obtenção de excelentes resultados, sem a necessidade de extração de prémolares, além de propiciarem uma força “fisiológica” leve e contínua para movimentação dentária, gerando baixo nível de atrito e resultando em um tratamento finalizado em um menor período de tempo.

Apesar do seu uso ser relativamente recente, os braquetes autoligáveis não são novidade na Ortodontia, tendo sido descrito pela primeira vez por Stolzenberg, em 1935. Hoje, ganharam enorme popularidade em todo o mundo, pois, na era digital, as “novidades” são transmitidas muito mais rapidamente.

Toda uma filosofia de tratamento em Odontologia deveria estar alicerçada em evidências científicas, como vem acontecendo desde os primórdios da Ortodontia. Entretanto, atualmente, por força de uma campanha de marketing agressiva por parte dos fabricantes, tem-se observado a indicação de um novo tipo de braquete – autoligáveis, associados a fios ortodônticos de formato mais expansivo – para todos os indivíduos, independente do padrão facial ou tipo de má oclusão.

Há necessidade de novos estudos para avaliar o efeito desta expansão promovida pela técnica dos braquetes autoligáveis com arcos expansivos. A falta de mais evidências científicas não nos permite apenas contemplar os resultados estéticos. A Ortodontia como ciência tem a sua história. Não se pode permitir que haja a substituição dos princípios fundamentais que são inerentes a esta história pelo modismo atual de uma nova técnica. É preciso se preocupar...


Link do Artigo na Scielo:
http://www.scielo.br/pdf/dpress/v13n6/02.pdf

Dr. Marcos Lenza:

Sistemas AutoLigaveis:
http://www.speedsystem.com/HTML/the_speed_appliance/how_speed_works/01_understanding_speed.html

http://www.gacintl.com/UserFiles/File/literature/WP_Righellis.pdf

http://www.americanortho.com/pdfs/catalog_web.pdf#Page=6

http://www.ormco.com/index/damon

http://www.forestadent.com/en/news/001a.php?PHPSESSID=c4aa8a7b185d0544b86d8c5d8a36727f

http://www.aditek.com.br/site_pt/stream_video/video_a.html

http://solutions.3m.com.br/wps/portal/3M/pt_BR/3MUnitek/Home/SolucoesOrtodontia/BracktesAutoLigados/SmartClipMBT/

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Proteção para Mini Implantes


A Comfort Solutions, é uma empresa Canadense especializada só em desenvolver proteções para varios aparatos ortodonticos, dando desta forma, mais conforto aos pacientes. Os Mini implantes que tanto vem revolucionando a mecanoterapia Ortodontica, são dependendo da localização de instalação extremamente incômodos.


Site:

https://www.comfortsolutions.ca/products.php

domingo, 21 de junho de 2009

Pensamento da Semana


"Passar anos trabalhando sem descanso é análogo a esperar que um automóvel ande sete anos com a mesma bateria."


(Ricardo Frank Semler)


Link sobre o autor:

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Postura e Disfunção Temporo-Mandibular: Controvérsias Atuais



Neste artigo de 2008, publicado pela Revista Portuguesa de Estomatologia,Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial, pelos autores Rita Grade, João Caramês, Ana Pragosa, José Carvalhão, Sérgio Sousa; da disciplina de Gnatofisiologia, Oclusão e Disfunção Temporo-Mandibular e Clínica de Reabilitação Oral da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa - Portugal; Busca averiguar se existe, na atualidade, consenso entre os vários autores sobre a relação entre a DTM e as DCE.

As desordens temporomandibulares, também conhecidas pelo termo disfunção temporomandibular (DTM), constituem um grupo de patologias que afectam os músculos mastigadores, a ATM (articulação temporomandibular) e/ou estruturas associadas. A incidência deste tipo de disfunção tem vindo a aumentar consideravelmente, calculando-se que na atualidade 50 a 75% da população exibe pelo menos um sinal e 25% tem sintomas associados.

Do mesmo modo, as alterações morfológicas do sistema locomotor (DCE), decorrentes dos hábitos posturais e da idade, constituem nos dias de hoje uma das mais graves doenças no grupo das doenças crónico-degenerativas.

Qualquer dos tipos de disfunção pode ser altamente debilitante para o paciente, sendo que, no caso da DTM, os sinais e sintomas podem variar entre: dor, cefaleias, ruído articular; alterações da dinâmica mandibular, desvios e deflexões, restrição dos movimentos e alterações do tônus muscular. Verifica-se ainda que a prevalência é maior em mulheres, bem como adultos com idades compreendidas entre os 15 e os 45 anos.

A hiperatividade muscular corresponde a 80% da etiologia da DTM e tem por sua vez como principal causa a prática de hábitos parafuncionais que são agravados pelo stress emocional. Outras causas são alterações na oclusão, condições sistémicas e, nos últimos anos, alguns autores têm vindo a apontar as alterações posturais, como potencial factor etiológico ou perpetuante da DTM.

A ATM representa a ligação da mandíbula à base do crânio, que por sua vez apresenta conexões musculares e ligamentares com a região cervical. Juntos formam um sistema funcional denominado sistema crânio-cervico-mandibular. Devido à íntima relação existente entre estes dois sistemas, iniciaram-se estudos com o objetivo de confirmar que alterações posturais da cabeça e restantes partes do corpo poderiam levar a um processo de desvantagem biomecânica da ATM e, consequentemente, a um quadro de DTM.

Em 1947, o relatório do Comité de Postura da Associação Americana de Cirurgiões Ortopédicos, definiu postura como o arranjo relativo das diferentes partes do corpo. Uma boa posturaseria definida por um estado de equilíbrio do sistema esquelético e muscular que protege as estruturas de suporte do corpo contra as lesões ou progressiva deformidade, independentemente da atitude em que estas estruturas estão a trabalhar (deitado, de pé…). Em tais condições os músculos vão funcionar de forma eficiente e posições óptimas são assumidas para os órgãos toráxicos e abdominais. A má postura seria aquela em que há uma relação defeituosa entre as várias partes do corpo, o que produz um aumento do esforço nas estruturas de suporte e um equilíbrio menos eficiente na sua base de sustentação. No entanto esta definição pode ainda ser considerada incompleta, não realçando a importância do movimento e a facilidade com que se passa de uma posição para outra. Para Gelb o alinhamento é apenas um dos determinantes da Postura, embora
talvez o mais importante, no entanto uma abordagem estática da postura, para este autor, torna impossível a análise do sistema somático.

O renovado interesse que suscitou este tema nos últimos anos, provavelmente na tentativa de ir ao encontro das necessidades de uma população com elevado nível de sedentarismo e cada vez mais envelhecida, fez com que evoluíssem os métodos de diagnóstico e que se iniciassem esforços no sentido de promover a consciencialização da população para as consequências da perpetuação dos maus hábitos posturais. A investigação nesta área e a cooperação entre profissionais ligados a áreas da Fisioterapia, Medicina e Medicina Dentária, tem contribuído para alimentar a hipótese de uma correlação entre as DCE e alterações ao nível do sistema estomatognático.

Em 1950, foi publicado um dos primeiros estudos, no qual Brodie afirmava que a posição de repouso da mandíbula é determinada pelo equilíbrio muscular existente entre os músculos da mastigação e os músculos cervicais posteriores, concluindo que esse equilíbrio muscular é uma função da manutenção postural da cabeça. Mohl concluiu que a postura da cabeça era a condição que maior efeito imediato tinha na posição de repouso mandibular. Em 1959, Brill explica como a extensão da cabeça aumenta o espaço livre interoclusal, alterando a posição de repouso.

A reciprocidade desta relação é abordada nos estudos de Daly, nos quais verifica que o aumento da dimensão vertical de repouso provoca a extensão do crâneo em 90% dos casos. No ano seguinte Tallgreen reafirma que a dimensão vertical de repouso está directamente relacionada com a posição da cabeça e do osso hióide. Em 1984, Darling afirma que a determinação errada desta dimensão, em doentes com má postura, pode levar a apertamento dentário, disfunção da ATM, dor e perda de estética facial.

A utilização de instrumentos auxiliares como a electromiografia, radiografias e outros métodos de avaliação postural permitiu reunir mais evidências para corroborar a hipótese já avançada por Mohl de que a postura da cabeça e pescoço tem o efeito mais imediato na posição de repouso da mandíbula. Por outro lado, estudos também sugerem que a melhoria da relação côndilo-fossa tem resultados benéficos na postura ou mesmo que alterações a nível oclusal podem estar directamente relacionados com desordens posturais. Kibana, em 2002, foi outro dos autores a sugerir que a perda de suporte oclusal posterior, unilateral e bilateralmente, levariam não só a mudanças na posição mandibular, mas também a alterações na postura da cabeça.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, Bricot foi outro dos autores a sustentar que distúrbios do aparelho estomatognático, como a hiperatividade muscular, levam a anteriorização cérvico-escapular. A actividade aumentada dos músculos da mastigação interfere na musculatura de contra-apoio (esternocleidomastoideo, trapézio…) levando ao encurtamento dos músculos posteriores do pescoço e alongamento dos anteriores, promovendo uma projeção anterior do corpo que ultrapassa o quadrilátero de sustentação. Simultaneamente, a posição anterior da cabeça irá provocar distúrbios de posicionamento e funcionamento mandibular, levando a uma crescente tensão na musculatura mastigadora e, consequentemente, DTM.

FHP – Forward Head Posture ou Posição Anterior da Cabeça; Segundo Urbanowicz (1991), na FHP dá-se uma extensão do ocipital sobre o atlas e do atlas sobre o áxis o que provoca um compromisso da mobilidade. Há uma diminuição da lordose cervical e um aumento da cifose toráxica, observando-se, ao mesmo tempo, a elevação e protrusão dos ombros, alteração da posição de repouso da mandíbula e respiração toráxica superior, o que aumenta a hiperactividade nos músculos acessórios da respiração e respiração bucal com perda de posição de repouso para a língua. Segundo o mesmo autor, a fadiga que os pacientes com DTM frequentemente se queixam pode ser atribuída, em parte, ao efeito da gravidade na FHP, o que causa uma tensão muscular crescente e forças compressivas nos tecidos moles, apófises articulares e superfícies posteriores dos corpos vertebrais, com excessivo alongamento dos flexores do pescoço e encurtamento dos extensores. Por último, o autor refere o encurtamento dos músculos sub-occipitais e supra-hioideos, com alongamento dos infra-hioideos e elevação do osso hioide. Numa segunda fase, pode dar-se extensão da cabeça, numa tentativa de nivelar o plano ocular e melhorar a respiração, o que leva a um aumento da lordose cervical.

O fato de se verificar uma correlação entre o tipo de oclusão do individuo e a sua postura, bem como as já referidas alterações no sistema estomatognático, relacionadas com a FHP, fez com que alguns autores discutissem a possibilidade de modificar a relação disfuncional entre componentes do triângulo cervical, através do uso de aparelhos orais. Estudos de Rocabado corroboram esta hipótese. Mas Rocabado não foi o único a sugerir o tratamento das DCE com terapia oclusal, Chessa em 2001, também verificou melhorias no alinhamento postural de pacientes que apresentavam os dois tipos de disfunção, após tratamento da DTM com placas de resina acrílica. Huggare e Raustia chamaram a atenção para a influência recíproca entre as duas desordens, uma vez os seus estudos suportam a associação entre DTM, postura da cabeça e morfologia crânio-facial, tendo obtido algum grau de correcção do alinhamento postural após 6 meses de tratamento à base de exercícios para mandíbula, ajuste oclusal e aparelhos oclusais.

Apesar dos inúmeros estudos publicados e das evidências apresentadas, continuam a existir dificuldades em chegar a uma conclusão definitiva sobre esta matéria, devido à controvérsia existente, o que por sua vez impede o clínico de valorizar a possibilidade dos desequilíbrios posturais agirem como agentes etiológicos ou perpetuantes da DTM. A verdade é que existem autores que sustentam que os efeitos encontrados a curto prazo, nos estudos que corroboram essa hipótese, não dão indicações do desenvolvimento de dor crónica no sistema mastigatório, como resultado de má postura. Outros estudos referem que a correlação encontrada entre DTM e as desordens posturais se limita ao tracto crânio-cervical, não se estendendo à postura corporal, pelo que não aconselham o tratamento de desequilíbrios posturais com terapia oclusal ou vice-versa, sobretudo tratando-se de tratamentos irreversíveis.

Na ausência de fortes indícios que apontem para uma correlação significativa, há que tomar decisões, baseando-nos nas evidências de que dispomos, o que se traduz na necessidade de uma abordagem biomecânica global (que inclui o corpo como um todo) quando procedemos ao exame e elaboração do plano de tratamento do paciente com disfunção temporo-mandibular. É aconselhável um exame postural cuidadoso em pacientes que não respondem às terapias oclusais conservadoras, ou quando uma cefaleia ou dor da região oro-facial não pode ser explicada clinicamente sobre uma base patológica ou por uma DTM. A coordenação entre especialistas das várias áreas, nomeadamente da Medicina Dentária e Fisiatria deve ser procurada, de forma a proporcionar o melhor tratamento aos pacientes com disfunção.


Link do artigona integra via SPEMD:

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Influência da extração do primeiro prémolar na angulação do terceiro molar mandibular



Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Suruchi Jain; Ashima Valiathan; do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Manipal College of Dental Sciences, Mangalore, Karnataka, India e do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Manipal College of Dental Sciences, Manipal, Karnataka, India; Adjunct Professor, Case Western Reserve University, Cleveland, Ohio; Mostra o real efeito da extração do pré molar e sua intima relação com o grau de inclinação do 3º molar.

Para comparar as variações angulares no desenvolvimento em ambos terceiros molares mandibular a exodontia dos primeiros pré-molares e casos sem extração e para determinar se a extração do pré resulta em um movimento mais mesial do segmento posterior mandíbular e mudanças favoráveis na rotação da mandíbula e na inclinação do terceiro molar, que pode causar melhora depois da erupção dos terceiros molares.

Foram feitas tomadas radiograficas panorâmicas pré-tratamento (T1) e pós (T2) de 25 indivíduos que tinham sido tratados com extração de todos os primeiros premolares e 25 indivíduos que tinham sido tratados sem extração. Um plano horizontal de referência foi utilizado para medir e comparar as mudanças nos ângulos da mandíbula e o desenvolvimento dos terceiros molares.

A média de nclinação dos terceiros molares mandibulares visto no grupo de extração foi de 8,2 a 5,4 graus no lado esquerdo e de 6,3 a 6,5 graus no lado direito, após o tratamento. Para o grupo sem extraçao a diferença média foi de 1,3 a 4,3 graus à esquerda e de 1,7 a 5,4 graus no lado direito. Houve uma diferença estatisticamente significativa entre os grupos.

As extrações de pré molares tiveram uma influência positiva sobre o desenvolvimento da angulação dos terceiros molares. A terapia sem extração não teve quaisquer efeitos adversos.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontics:

terça-feira, 16 de junho de 2009

Avaliação da influência dos tipos de tratamento superficial da porcelana glazeada na colagem de braquetes ortodônticos



Neste artigo 2009, pela revista Dental Press, pelos autores Camila Belo Falcão, Adriano Marques Brito, Fernando Jorge Mendes Ahid; da UNESP/Araraquara - São Paulo e Universidade Federal do Maranhão - UFMA. Avaliou a influência do tipo de tratamento superficial da porcelana na resistência adesiva da colagem de braquetes ortodônticos e o modo de fratura após a descolagem.

Com a introdução do condicionamento das superfícies de esmalte com ácido fosfórico, por Buonocore (em 1955), e com o advento da resina composta, por Bower (em 1963), a colagem de braquetes ortodônticos em esmalte usando a técnica adesiva tornou-se prática rotineira, deixando em desuso o sistema de cimentação de bandas em dentes anteriores.

Desse modo, a colagem de braquetes representou um dos mais significativos avanços da Ortodontia na montagem de aparelhos ortodônticos. A colagem tem muitas vantagens sobre a bandagem na prática ortodôntica. Molares colados demonstram menor acúmulo de placa, inflamação gengival e perda de inserção interproximal de tecido conjuntivo, tanto em adultos como em adolescentes. A colagem de braquetes é mais estética, em áreas visíveis, podendo ser realizada onde a bandagem é difícil ou fisicamente impossível, como em dentes com irrupção parcial ou pontes fixas. Outra importante vantagem proporcionada pelo sucesso da técnica de colagem é a eliminação de algumas fases do tratamento, como, por exemplo, a separação dos dentes.

Por outro lado, para a obtenção do sucesso na colagem ortodôntica, vários fatores devem ser levados em consideração, tais como: a superfície a ser colada, seu preparo, tipo de material de colagem, conformação da base do braquete e a resistência adesiva nas interfaces superfície/material e material/braquete.

Para um material de colagem ser considerado ideal, deve apresentar as seguintes características:
possuir força de adesão suficiente para resistir às forças ortodônticas e àquelas decorrentes da mastigação de alimentos; ser atóxico; apresentar tempo de trabalho compatível com as necessidades clínicas; não danificar a superfície colada; ser insolúvel aos fluidos bucais; não sofrer alteração de cor e possibilitar a remoção do aparelho, sem provocar danos à superfície colada.

Da mesma forma, uma grande preocupação na colagem reside no potencial retentivo dos braquetes. A colagem direta desses dispositivos pode trazer resultados nem sempre satisfatórios, de acordo com alguns fatores ligados ao retículo retentivo (base do braquete), pois a presença de pontos de solda grosseiros entre a tela e a base propriamente dita, o calibre do fio da tela usado e o jateamento da base podem influenciar na sua fixação final.

Quando uma força é aplicada a um material, diversos fatores podem influenciar sua resistência adesiva, dentre eles encontra-se a resistência ao cisalhamento, que ocorre quando uma porção plana do material é forçada a deslizar sobre outra porção ou, em outras palavras, quando a união entre o adesivo e o dente é quebrada por uma força que trabalha paralelamente à superfície dentária.

Para obter-se retenção em porcelana, existem as seguintes possibilidades: a retenção micromecânica, a retenção química e a combinação dessas. A retenção micromecânica pode ser obtida mediante a asperização da superfície ou com a criação de microrretenções. A asperização é realizada utilizando-se pontas diamantadas, discos diamantados, jateamento, ácido hidrofluorídrico de 8 a 9% ou pedras asperizadoras. Já a retenção química pode ser alcançada com a utilização do silano, que é um agente que promove a ligação química entre a porcelana e o adesivo do compósito.

A adesão em porcelana é recente na Odontologia, bem como na Ortodontia. Existem vários métodos e possibilidades de colagem de braquetes diretamente à superfície da porcelana. Porém, pesquisas recentes apresentam opiniões divergentes sobre manter ou remover o glazer da porcelana, utilizar ou não o silano na colagem, e sobre qual é o melhor adesivo e a melhor resina.

O objetivo deste estudo foi avaliar, in vitro, a influência dos vários tipos de tratamentos da superfície da porcelana na resistência adesiva da colagem de braquetes ortodônticos sob tensão de cisalhamento e o modo de fratura após a descolagem.

Com base na metodologia desenvolvida e nos resultados dessa pesquisa, podemos concluir que:

• Não houve diferença estatisticamente significativa na resistência adesiva entre os vários tratamentos da superfície de porcelana na colagem de braquetes ortodônticos, sob tensão de cisalhamento.

• O modo de fratura, após a descolagem, foi, em sua grande maioria, na união adesivo/braquete.


Link do artigo na integra via Scielo:


http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-54192009000300014

domingo, 14 de junho de 2009

Pensamento da Semana


"Determinação, coragem e auto confiança são fatores decisivos para o sucesso.Se estamos possuidos por uma inabalável determinação conseguiremos superá-los. Independentimente das circustancias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho."


Dalai Lama


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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Relação entre força oclusal e morfologia do côndilo mandibular








Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Aya Kurusu; Mariko Horiuchi; Kunimichi Soma; do Department of Orofacial Development and Function, Division of Oral Health Science, Graduate School, Tokyo Medical and Dental University, Tokyo, Japão; Mostra esta correlação interessant entre a forma do condilo e a força oclusal.

Para esclarecer a relação entre força oclusal e a morfologia do côndilo mandibular utilizando os dados clínicos. Os individuos foram 40 pacientes do sexo feminino com maloclusão. A morfologia do côndilo mandíbular foi avaliada por meio de imagem de tomografia cone-beam CT. O vigor oclusal máximo foi calculado utilizando filmes sensíveis à pressão. As morfologias dos condilos maxilar foram analisadas por meio de dados de cefalogramas lateral.

A analise de correlação mostrou que a força oclusal foi correlacionado com o raio lateral e posterior do condilos, e com o plano mandibular ao ângulo horizontal do plano Frankfourt (FH). Além disso, o coprimento condilar foi significativamente correlacionado com o plano oclusal ângulo para o FH, o plano mandibular ângulo para o FH, a inclinação do ramo, e as alturas facial posterior(S-Go). O vigor oclusal inferior dos pacientes tendem a ter menores condilos mandibular. Este diferença de tamanho foi mais marcante na lateral e posterior.

O vigor oclusal influencia não só a morfologia maxilar mas também a do condilo mandibular.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dermatite no Rosto e Pescoço com aparelho ortodontico de Aço Inoxidável



Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodontist, pelas autoras Minna Ehrnrooth; Heidi Kerosuo; da Vaasa Central Hospital, Vaasa - Finlandia e do Institute of Dentistry, University of Turku, Finlandia; Institute of Clinical Dentistry/Faculty of Medicine, University of Tromso, Tromso - Noruega. Mostra um caso de alergia severa numa paciente de 34 anos, em função do uso de um disjuntor maxilar.

Embora o níquel seja a causa mais comum de contato alérgico, contendo em aparelhos ortodônticos, o niquel raramente causa reações adversas que resultaram em interrupção do tratamento. Relatamos um surto de dermatite na face e pescoço de uma paciente adulta do sexo feminino após a colocação de um aparelho de expansão rápida maxilar (ERM). Porque a suspeita da paciente ter alergia ao níquel, e sua tolerância ao material do aparelho foi testado antes do tratamento por cimentação intraoral das bandas em quatro dentes durante uma semana.

Não foram observadas reações visíveis adversas durante o ensaio. Uma semana após a cimentação do aparelho ERM , a paciente relatou forte comichão do rosto vermelho e uma erupção cutânea. O exame clínico mostrou um eritema papuloso pruriginoso na face e pescoço. Não foram observadas reações ou sintomas intraorais.

O aparelho ERM foi removido, e os sintomas desapareceram em 4 a 5 dias. A paciente foi encaminhada para um teste de contato ao níquel, que deu um forte resultado positivo. Paciente de potenciais reações alérgicas deverão ser diagnosticados com cuidado, e seu possível impacto relativa à continuação do tratamento deve ser avaliada em conformidade.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Avaliação cefalométrica das alterações dentoesqueléticas de jovens com má oclusão de Classe II dentária tratados com distalizadores Jones jig






Neste artigo de 2009, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Mayara Paim Patel, José Fernando Castanha Henriques, Guilherme Janson, Marcos Roberto de Freitas, Renato Rodrigues de Almeida; da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo. Avaliou cefalometricamente as alterações dentoesqueléticas de jovens com Classe II dentária tratados com o distalizador Jones jig selecionados na Clínica dePós-Graduação da Faculdade de Odontologia de Bauru.

Os distalizadores intrabucais surgiram no intuito de simplificar o movimento de distalização dos molares superiores e, principalmente, como uma alternativa para pacientes não colaboradores.

A cooperação do paciente é um fator de extrema importância para se alcançar resultados satisfatórios ao final do tratamento. A colaboração está diretamente relacionada à idade do paciente, a características de personalidade, ao gênero, ao nível socioeconômico, ao comportamento e à motivação. Sendo que, em Ortodontia, cooperar com o tratamento resume-se à manutenção da higiene bucal adequada, uso de aparelhos extrabucais (AEB), aparelhos removíveis e elásticos intermaxilares.

A partir da década de 70, dispositivos intrabucais capazes de movimentar os molares superiores para relação molar normal começaram a ser empregados com o intuito de corrigir a má oclusão de Classe II.

O primeiro dispositivo capaz de distalizar os molares superiores a partir de um método diferenciado foi o sistema de magnetos de repulsão preconizado por Gianelly et al. Ao final da distalização, comprovaram a eficiência desse distalizador, principalmente pela rápida movimentação distal dos molares superiores e devido à perda mínima de ancoragem.

Durante alguns anos, a distalização dos molares superiores por meio de aparelhos intrabucais esteve em desuso. Contudo, o tratamento da Classe II com distalizadores intrabucais passou a ser novamente evidenciado na década de 90, em decorrência da mínima necessidade de cooperação do paciente. Em 1992, Hilgers desenvolveu o Pendulum, cujo mecanismo de ação refere-se a um botão de Nance modificado apoiado ao palato e aos primeiros pré-molares e molas de TMA de 0,032” que liberam força leve e contínua.

Os distalizadores, de uma forma geral, têm como princípio a dissipação de uma força em direção distal, sendo que – como efeito indesejável – ocorre a angulação dos molares movimentados e a perda de ancoragem, isto é, a mesialização dos pré-molares e dentes anteriores, o que resulta, geralmente, em aumento da sobressaliência e do apinhamento anterossuperior. Esses efeitos podem ser diversificados de acordo com a região da força dissipada e o reforço de ancoragem empregado. Em suma, dentre as diversas vantagens, os distalizadores intrabucais destacam-se principalmente por dependerem de mínima cooperação do paciente e, além disso, permitem que o ortodontista tenha maior controle sobre o tratamento.

O aparelho Jones jig é constituído por um fio 0,036” inserido no tubo redondo do acessório soldado à banda do molar a ser distalizado. Nesse corpo é inserida uma mola de secção aberta de níquel-titânio, que, em ativação, libera uma força de 70 a 75 gramas sobre os primeiros molares. Acima desse fio está soldado um fio de 0,016”, que é encaixado no slot retangular do tubo do molar e orienta o movimento distal.

Durante a instalação, o ortodontista não deve provocar dobras compensatórias ao longo do corpo do distalizador, para que não altere o seu mecanismo de ação. A ativação do aparelho é realizada por meio de um fio de ligadura 0,010” que comprime o cursor em direção ao braquete do segundo pré-molar. A mola deve ser ativada em 5mm e não deve ser excessivamente comprimida, com o intuito de evitar forças intensas e, consequentemente, perda de ancoragem. A reativação da mola pode ser realizada no período de 5 a 8 semanas após a instalação do distalizador.

Como ancoragem, é utilizado um botão de Nance cimentado, geralmente, nos segundos prémolares, quando esses estiverem totalmente irrompidos, caso contrário, o dispositivo de ancoragem pode ser cimentado nos primeiros pré-molares ou segundos molares decíduos.

Todo movimento dentário pode estar associado a uma recidiva, isto é, o dente movimentado retorna à posição inicial; portanto, a má oclusão de Classe II deve ser sobrecorrigida. Essa manobra é considerada essencial para o sucesso do tratamento com distalizadores intrabucais. Considera-se necessário distalizar a cúspide mesial dos molares superiores 1mm além do sulco vestibular dos primeiros molares inferiores, manobra essa denominada “super Classe I” de molar.

Diversos trabalhos avaliaram as alterações promovidas por distalizadores intrabucais. No entanto, são na maioria artigos clínicos, sendo apenas alguns de cunho científico. Portanto, em virtude dessa limitação, o presente estudo visou avaliar cefalometricamente as possíveis alterações decorrentes da distalização dos primeiros molares superiores com o distalizador Jones jig, além de observar o comportamento dos dentes de ancoragem.

Os estudos referentes ao distalizador Jones jig, quando comparado a outros dispositivos intrabucais, demonstraram menor quantidade de distalização. Provavelmente, essa diferença é resultado da quantidade de força dissipada. Geralmente, o distalizador Jones jig atua com uma força média de 75 gramas, valor inferior ao dos trabalhos que avaliaram outros distalizadores, como o Pendulum e o Distal jet. Em outras pesquisas a distalização não ultrapassou 3mm. Contudo, o fator que varia constantemente nesses estudos e que está relacionado à quantidade final de distalização é o tempo de tratamento.

A força de distalização associada à qualidade do reforço de ancoragem também influencia na quantidade de angulação dos molares e pré-molares superiores, como ocorreu no presente estudo, onde se observou angulação distal tanto no primeiro como no segundo molar superior (SN.7 e SN.6, respectivamente) e angulação mesial dos segundos pré-molares superiores (SN.5).

Não há na literatura estudos científicos comparando a qualidade do reforço de ancoragem quando apoiado em dois ou quatro pré-molares. Contudo – seguindo-se o raciocínio de que os dentes permanentes (por apresentarem raízes de melhor qualidade) demonstram maior efetividade como suporte da distalização –, especula-se que o número de dentes suporte pode influenciar na quantidade e qualidade da distalização.

O reforço de ancoragem pode ser inserido nos segundos molares decíduos, primeiros e/ou segundos pré-molares. Obviamente, quanto maior o número de dentes de suporte para ancoragem, menores serão os efeitos indesejáveis. Alguns estudos na literatura ortodôntica comprovam que a efetividade da ancoragem não depende somente do tecido mucoso, e sim da qualidade dos dentes de suporte.

A efetividade dos segundos molares decíduos como reforço de ancoragem, quando comparados aos pré-molares, é claramente inferior, visto que fisiologicamente, em longo prazo, a superfície radicular passa por um processo de reabsorção, o que compromete a qualidade do reforço de ancoragem, provocando mobilidade e possível remoção prematura do aparelho.

Os precursores do distalizador Jones jig não relatam modificações no perfil mole, no entanto, observaram uma mínima movimentação para anterior dos incisivos superiores, que poderia ser refletida ao perfil facial, sendo agravada quando na associação do dispositivo intrabucal ao aparelho fixo superior. Essa mesma protrusão dos incisivos superiores foi observada em outros estudos e determinada como perda de ancoragem, sendo associada a um aumento da altura facial anteroinferior, o que provavelmente resultou nos efeitos indesejáveis como aumento na projeção dos lábios superior e inferior de 0,38mm e 1mm, respectivamente.


CONCLUSÕES
Com base na metodologia empregada e a partir dos resultados obtidos, possibilitou-se avaliar as alterações dentárias e esqueléticas durante a distalização por meio do aparelho Jones jig, podendo-se chegar às seguintes conclusões.

Efeitos esqueléticos

 Não houve alterações esqueléticas significativas na maxila.

 Ocorreu rotação mandibular anti-horária, representada pelo aumento das variáveis NS.Gn e
AFAI.

Distalização dos molares superiores

 Os primeiros e segundos molares, ao fim da distalização, resultaram em alterações lineares, angulares e verticais, sendo que apenas a distalização e a angulação distal demonstraram significância estatística.

 A distalização mensal dos primeiros molares superiores foi numericamente inferior à mesialização dos segundos pré-molares.

Comportamento dos dentes de ancoragem

 Os dentes de ancoragem, ou seja, os segundos pré-molares, movimentaram-se significativamente de forma linear, angular e vertical; ou seja, demonstrou-se a perda significativa de ancoragem diante da mesialização, angulação mesial e extrusão desses dentes.

 Os incisivos superiores, que refletem indiretamente o comportamento do reforço de ancoragem, apresentaram apenas uma significativa protrusão, sendo certamente o fator determinante para o aumento do trespasse horizontal ao final da distalização.

 A extrusão significativa dos segundos prémolares provavelmente foi o fator responsável pela rotação horária da mandíbula, o que resultou em alterações significativas do trespasse vertical e da altura facial anteroinferior; e, consequentemente, na significativa protrusão do lábio inferior.


Link do artigo na integra via Scielo:

domingo, 7 de junho de 2009

Pensamento da Semana


“Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.”


Albert Einstein

1879 - 1955


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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cefalometria automatizada: Desempenho e Confiabilidade do sistema utilizando criterios dependentes de marcações




Neste artigo de 2009, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Chihiro Tanikawa; Masakazu Yagi; Kenji Takada; Departmento de Ortodontia e Ortopedia Dentofacial, Graduação da Escola de Odontologia, Center for Advanced Medical Engineering and Informatics, Osaka University, Osaka, Japão. Mostra através deste estudo a confiabilidade das marcações automáticas feitas por um software nas telerradiografias. Esta tecnologia tem que chegar voando aqui no Brasil.

O objetivo deste estudo foi avaliar a confiabilidade de um sistema que executa reconhecimento automático das marcas anatômicas e estruturas adjacentes em cefalogramas lateral utilizando critéios especificos para cada marcação.

Para avaliar a confiabilidade do sistema, um sistema foi utilizado para analisar 65 cefalogramas lateral. A área de cada região anatômica foram identificados em torno da estrutura e a posição de cada região anatômica foram comparados com as normas utilizando, com confiança, que foram obtidas a partir da scattergramas de 100 estimativas obtidas de acordo com o método relatado por Baumrind e Frantz.

Com a área sobreposta já no sistema de identificação, o reconhecimento da estrutura anatômica foi considerado bem sucedido. Além disso, quando o sistema de ponto identificado foi localizado interior a norma da área, a identificação macro foi considerada bem sucedida. Com base nestes critérios, as taxas de sucesso foram calculadas para todos os lugares.

O sistema de identificação foi relizado com êxito em todas as estruturas anatômicas especificada em todas as imagens e determinou as posições dos pontos com uma taxa média de sucesso de 88% (variação de 77% a 100%).

Com a incorporação da avaliação racional e critérios estabelecidos pela confiança, o sistema proposto de cefalometria autmatizada foi confirmado para ser confiável.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

domingo, 31 de maio de 2009

Pensamento da Semana


"Todo grande progresso da ciência resultou de uma nova audácia da imaginação."


( John Dewey )
1859 - 1952


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sábado, 30 de maio de 2009

Dentes mais resistentes à reabsorção dentária: a perspectiva dos bisfosfonatos


Neste artigo de 2005, pela Revista Dental Press, pelo Dr. Alberto Consolaro, Professor Titular em Patologia Bucal pela Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB-USP - São Paulo. Uma boa opção para a prevenção das reabsorções radiculares, os Bifosfonatos.

Quando se quer dentes mais resistentes à cárie dentária, de uma forma ou de outra, providencia-se a incorporação de flúor nas estruturas dentárias desde o início da odontogênese, principalmente no esmalte. O flúor se incorpora à hidroxiapatita e faz parte da estrutura mineral do dente.

Todos sabemos que os tecidos dentários não sofrem remodelação constante como ocorre com o tecido ósseo. Mesmo na gravidez, os dentes maternos não perdem mineral ou ficam enfraquecidos. Uma vez um íon incorporado na estrutura dentária, dificilmente será removido. Assim ocorre com o flúor.

Os bisfosfonatos são drogas utilizadas para controlar processos patológicos que levam o esqueleto à osteoporose, prescrevendo-se atualmente, de forma mais freqüente, o alendronato. Inicialmente seus efeitos são lentamente perceptíveis, mas após alguns meses o controle da remodelação óssea patológica se estabelece de forma segura e continuada. As moléculas do grupo de medicamentos dos bisfosfonatos se unem ao cálcio e juntos se incorporam na matriz óssea e participam da composição óssea à medida que sua ingestão se faça por longos períodos.

Após alguns meses pode-se afirmar que parte do esqueleto tem bisfosfonatos incorporados em sua estrutura mineral. Ao longo dos anos, se a ingestão for regular, todo esqueleto terá bisfosfonatos em sua composição.

Em nosso corpo existem aproximadamente 1 a 3 milhões de unidades osteoremodeladoras com clastos em atividade. Quando no tecido ósseo existem bisfosfonatos incorporados ao cálcio, ao passarem pelo citoplasma dos clastos, estas moléculas induzem a apoptose destas células, embora atuem também por outros mecanismos. Este tipo de morte “fisiológica” denominado de apoptose é estimulado pelos bisfosfonatos nos clastos quando da reabsorção óssea e promove uma regulação da remodelação e ao mesmo tempo se contém a osteopenia e a osteoporose. Quando a remodelação óssea está no nível da normalidade, os bisfosfonatos não atuam significantemente, reduzindo a chance de efeitos colaterais em pessoas normais.

Em uma de nossas últimas pesquisas revelou-se que a ingestão de bisfosfonatos desde a gravidez e ou desde o nascimento em dentes de animais, e por extrapolação em crianças, incorporam suas moléculas no osso, mas também nos dentes. Nos dentes esta incorporação é definitiva, pois os dentes não sofrem remodelação ao longo da vida. Quando houver traumatismo dentário ou movimentação ortodôntica e criar-se uma situação em que habitualmente ocorreria reabsorção radicular, se houver moléculas incorporadas de bisfosfonatos na estrutura dentária, os clastos sofrerão apoptose e a perda de estrutura não ocorrerá.

A administração precoce e incorporação de bisfosfonatos na estrutura radicular aumentam a resistência do dente à reabsorção radicular de dentes permanentes, se administrada desde os 2 a 3 anos de idade, o período em que se inicia a formação radicular e cessando-se ainda na adolescência.

Ensaios experimentais clínicos ainda devem ser realizados sobre os efeitos colaterais dos bisfosfonatos em crianças normais durante a fase de crescimento, apesar de casuísticas e estudos já realizados em casos de portadores infantis de distúrbios metabólicos revelarem que estes efeitos são mínimos e não contra-indicadores. Mas, a premissa de aumentarmos a resistência biológica dos dentes à reabsorção radicular é promissora e encantadora!


Link do artigo na integra via Dental Press: