ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Comportamento
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segunda-feira, 1 de maio de 2017

O que será que os pacientes falam, de forma espontânea, sobre braquetes e alinhadores?

Saber se comunicar bem com o paciente pode ser um grande diferencial na vida clínica. Para isso, entender as demandas, expectativas e o que sente os pacientes antes, durante e após o tratamento é muito importante.

Ao serem perguntados sobre sua experiência com os parelhos, os pacientes podem se sentir acanhados para responder abertamente o que sentem. Daí um grupo de pesquisadores Americanos da Virginia Commonwealth University em Richmond, Va, pesquisaram os comentários espontâneos dos usuários do twitter (rede social) para saber o que pensam eles sobre os aparelhos ortodônticos e se eles expressam mais pontos positivos na rede sobre aparelhos tradicionais ou sobre Invisalign. Legal, não!?
Os autores (Daniel Noll ; Brendan Mahon ; Bhavna Shroff ; Caroline Carrico ; Steven J. Lindauer) objetivaram, neste estudo, examinar as experiencias ortodônticas dos paciente com aparelhos tradicionais de braquetes em comparação com as dos que usam Invisalign, por meio de uma análise em grande escala do Twitter. A hipótese nula foi a de que não há diferença entre os sentimentos expressados nos tweets sobre braquetes e Invisalign.

Foi criado um programa personalizado de coleta de dados que coletou tweets contendo as palavras '' braquetes '' ou '' Invisalign '' por um período de 5 meses. Uma análise de classificação de sentimento foi desenvolvida para classificar os tweets em cinco categorias: positivo, negativo, neutro, propagandas, ou não aplicável. Cada categoria então teve seu conteúdo específico analisado.
Resultados: Foram coletados um total de 419.363 tweets aplicáveis à ortodontia. Usuários postaram
Tweets significativamente mais positivos (61%) do que tweets negativos (39%; P .0001). Não houve diferença significativa na distribuição do sentimento positivo e negativo entre braquetes e tweets Invisalign (P .4189). Tweets positivos relacionados à Ortodontia muitas vezes destacou gratidão por um grande sorriso acompanhado com selfies. Tweets ortodônticos negativos freqüentemente focava na dor.


Conclusões: 

  • Os usuários do Twitter compartilharam sentimentos mais positivos do que negativos sobre suas experiências ortodônticas.
  • Não houve diferença significativa na distribuição do sentimento positivo e negativo entre tweets sobre braquetes e tweets sobre Invisalign.
  • Tweets ortodônticos negativos freqüentemente focados na dor.
  • Tweets ortodônticos positivos muitas vezes ressaltou a gratidão por um grande sorriso acompanhado por selfies.
Link para o artigo original aqui.




domingo, 21 de dezembro de 2014

Feliz Natal!


Amigos Ortodontistas,

Celebramos juntos mais um final de ano. Gostaríamos de oferecer os nossos mais sinceros votos de prosperidade e felicidade para todos os 19 mil, quinhentos e noventa e nove colegas que tem tornado a Ortodontia Contemporânea esse importante ponto de convergência de técnicas e filosofias ortodônticas. Que em cada um dos 2 milhões, vinte e sete mil, trezentos e sessenta e um acessos ao nosso site, você tenha aprendido, se inspirado ou até mesmo apenas sonhado com uma carreira melhor e mais prazerosa. Esse sempre foi o nosso sonho e pretendemos contagiar você.

Equipe Ortodontia Contemporânea.

sábado, 18 de outubro de 2014

Porque os dentistas clínicos indicariam seus pacientes à você?

Porque um clínico geral encaminha seus pacientes para um ortodontista e não para um outro?
Isso é uma questão difícil de responder. Existem muitos fatores envolvidos nesta decisão. Mais recentemente temos notícias até de motivos mercadológicos para as indicações, o que preferimos não acreditar.

Pensando nisso, Jason F. Hall, Woosung Sohn e James A. McNamara Jr. , todos da universidade de Michigan, realizaram uma pesquisa publicada na The Angle Orthodontist: Vol. 79, No. 1, pp. 5–11.

Eles fizeram um questionário com 35 questões e entregaram a 1000 dentistas clínicos escolhidos aleatoriamente na Região Centro-Oeste dos Estados Unidos.

3/4 dos dentistas responderam que a qualidade dos tratamentos ortodônticos dos casos já encaminhados e a satisfação dos pacientes ou pais dos pacientes têem o mesmo peso na hora da indicação.

Se for considerar fatores adicionais, a qualidade do resultado dos tratamentos, julgados pelo dentista clínico, era muito mais importante do que a localização do consultório do ortodontista, a reputação do ortodontista, ou o custo previsto do tratamento.

No que diz respeito à desejada oclusão e suas características funcionais, a maioria dos odontólogos classificam como sendo a guia canina a mais importante.

Outras características estavam: relações de classe I de canino e molar, contatos simultâneos em oclusão cêntrica, quantidade de overjet e overbite, ausência de diastemas e, a falta de interferência em balanceio.

Os autores concluíram que a decisão do dentista clínico para indicar um ortodontista ao seu paciente é baseada em uma série de fatores interativos. Resta ao ortodontista oferecer tratamento de alta qualidade, além de interagir com os seus pacientes e suas famílias, para manter uma boa comunicação com os clínicos gerais na sua comunidade.


NOTA DE POSTAGEM: Interessante como os dentistas clínicos
americanos percebem tantos itens ao julgar um tratamento ortodôntico.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Acidentes com o Arco Extra-Bucal (AEB): Como evitar.



Muitos colegas ficaram apreensivos com a notícia que correu pelas redes sociais de que um colega ortodontista de Goiás teria sido condenado a pagar R$ 100.000,00 a uma criança, como indenização por um acidente com um Arco Extra-Bucal (AEB). Segundo a notícia propagada (sem a fonte), o desenbargador lista como erros profissionais:

1. Captar clientes sob o argumento de tratamento gratuito;
2. Fornecer à criança aparelho dentário sem mecanismo de segurança, inclusive, não condizente com a faixa etária e discernimento do paciente.

Momentos depois desta notícia tornar-se popular nas comunidades e grupos de ortodontia na internet, muitos colegas debatiam sobre o que seriam esses mecanismos de segurança. Apesar de não serem novidades, sentimo-nos motivados a esclarecer alguns aspectos sobre o tema. Espero que esse post seja útil para vocês.

Desde 1947, quando Silas Kloehn soldou um arco interno a outro externo criando o Arco Extra-Bucal (AEB) tem-se utilizado em diversas técnicas e com propósitos diferentes. Apesar de estarem sendo cada dia menos utilizados na ortodontia, na ortopedia facial parece ser ainda um importante mecanismo de tratamento da Classe II maxilar.

No entanto, infelizmente, segundo Dr. Russell Samuels¹ tem havido alguns relatos de casos de lesões dos tecidos moles causadas pelo uso de AEB na literatura médica e odontológica nos últimos 25 anos. 

Para determinar a etiologia das lesões dois estudos foram realizadas na Europa. No primeiro estudo, um questionário foi enviado para as sociedades de Ortodontia e escolas de ortodontia em 23 países europeus solicitando qualquer informação sobre as lesões pelo uso de AEB que eram conhecidas como tendo ocorrido. Detalhes de 9 lesões foram devolvidos. No segundo estudo, um questionário foi enviado a 1.117 ortodontistas ativos no Reino Unido e na Irlanda solicitando qualquer informação sobre as lesõespor AEB. De 859 profissionais que utilizam esse dispositivo detalhes de 33 feridos foram relatados com a maioria ocorrendo à noite. Estas lesões variou de lacerações menores à perda de um olho.




As informações obtidas a partir destes dois estudos e relatos de casos revelaram que os ferimentos foram causados ​​pelo efeito catapulta da tração extra-oral com elástico (elásticos ou material elástico) ou o AEB desencaixando dos tubos bucais durante a noite, quando o paciente vai dormir. As causas podem ser ainda subdivididas em quatro categorias mostradas abaixo:

Etiologia das Lesões:

1. Desencaixe acidental do AEB enquando a criança brinca usando um AEB e tração com elástico convencional. O AEB é desencaixado dos tubos e recua para trás ferindo o paciente.

2. Manuseio incorreto por parte da criança durante a instalação ou remoção do AEB e tração com elástico convencional.

3. Desencaixe deliberado (puxando) um AEB e tração com elástico convencional, por outra criança. Outra criança puxa o AEB para frente até o arco intraoral saia da boca e solta, fazendo com que o arco retorne pela força elástica da tração.

A relevância dos microrganismos orais às lesões dos tecidos moles:

Este fator é muitas vezes mais discutido ao avaliar questões de segurança.
A presença de microrganismos orais nas extremidades do arco facial interior tem um enorme significado nessas lesões, porque isso invariavelmente significa que as lesões dos tecidos moles estão infectadas. Isto altera significativamente o prognóstico de qualquer lesão de tecido mole provocada pelas extremidades do arco interno. Os pacientes que sofreram uma lesão no olho durante a noite têm relatado que geralmente há o mínimo de desconforto e que não mobilizam as crianças para procurar atendimento imediatamente. Este atraso no tratamento permite que a infecção se espalhe rapidamente com resultados desastrosos. O olho é um excelente meio de cultura e pode ser difícil de tratar com sucesso mesmo com antibióticos apropriados.
Quando apenas um olho é ferido o outro olho ainda pode estar em risco de endoftalmite contralateral.

Dispositivos de segurança

O risco de lesão a um paciente pode ser pequeno, mas todos os pacientes devem ser protegidos contra um risco conhecido, ainda que pequeno.
Vários dispositivos estão disponíveis atualmente com o objetivo de melhorar a segurança da tração extra oral. Sabemos que para serem eficientes  devem evitar o efeito catapulta e o desencaixe acidental durante a noite.
Em pesquisa nos catálogos das empresas atuantes no mercado brasileiro, apenas a nacional, Morelli disponibiliza um dispositivo de segurança para AEB. Trata-se de uma presilha com mola e que desarma quando puxada com força superior à desejada (leve, média ou pesada).




Não foi encontrado, no mercado nacional, dispositivo de segurança que visa evitar o desencaixe acidental durante o sono. No entanto, um artigo que disponibilizo o link abaixo, propõe  uma forma  de travar o arco interno com um acessório soldado (NITOM). Pode-se confeccionar no próprio consultório ou solicitar ao laboratório que o faça.






Dicas Clínicas
1.   Tração extra-oral só deve ser prescrita para os pacientes que são suscetíveis de cumprir as instruções do ortodontistas. Os pacientes devem ser advertidos para não usá-lo enquanto estiver jogando ou mexer nele enquanto estiver distrído.
2.   A utilização do AEB deve ser claramente demonstrado para o paciente e / ou pais,
consentimento obtido, e registrar no espaço de evolução do caso do prontuário. Para alguns dos mais jovens, menos pacientes hábeis,  seus pais podem também ser cuidadosamente instruído sobre como ajustar o aparelho, para que eles possam supervisionar a instalação e remoção do aparelho em casa.
3.   Instruções escritas devem ser emitidas para todos os pacientes e para os pais. Registra-se o termo de entrega.
4.   Uma advertência deve ser dada de que o não cumprimento das instruções pode resultar em lesões.
5.   O AEB deve ser cuidadosamente verificado em cada revisão e uma registro feito no espaço de evolução do caso do prontuário. O paciente deve ser perguntado se eles tiveram algum problema com o aparelho desde a última consulta.
6.   Se o paciente remove a tração extra-oral durante o sono deixando o AEB em cima da cama, e não consegue se lembrar de reposicioná-lo em mais de duas ocasiões, uma análise cuidadosa deve ser considerada e  a interrupção da tração extra-oral deve ser pensada.
7.   Antes de montar o arco facial no paciente demonstrar e descrever sua função em um modelo de um arco superior com bandas nos molares. Em seguida, encorajar o paciente a colocar e retirar o AEB no modelo. Isso ajuda o paciente a ver como o AEB se encaixa dentro dos tubos.

8.   Se o AEB for usado ​​com dispositivos removíveis, construí-los como uma parte integrante do aparelho. 


1. http://orthocare.co.uk/images/Nitom2/Website%20for%20Nitom%202%20Clinician%20Info.pdf

Link para a Morelli:
http://www.morelli.com.br/br/produtos/sobre-os-produtos/buscar/s/7040/Tracionador-c-Dispositivo-de-Seguranca-10-un

Link para o artigo:
http://jorthod.maneyjournals.org/content/29/2/101.full.pdf

domingo, 10 de agosto de 2014

Feliz dia dos Pais!


Acreditamos que casais equilibrados,
sustentados pelo amor e exemplo, 
devam ter filhos. 
Mais que por realização pessoal, mas por 
responsabilidade social.  

Parabéns a todos os colegas que aceitaram sua responsabilidade! Feliz dia dos Pais!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Fotografia no consultório é um problema para você?

Há muito tempo tenho procurado a melhor opção para as fotografias dos meus pacientes. Comprei livros sobre o assunto, li muitos artigos, comprei lentes e equipamentos que me custaram uma boa parcela das reservas nas viagens e não fiquei satisfeito com nada.
Tenho a sensação que teríamos que reservar tempo demais para estudar fotografia. Muito além do que temos. A Ortodontia já nos consome o tempo de leitura que livros não técnicos é um luxo raro... Colocar mais assuntos técnicos paralelos ao lado da cama não estava me deixando feliz.

Olhando a timeline do colega dentista, Prof. Marcelo Daltro, de Goiânia, percebi em uma foto, um objeto que não consegui identificar sobre a mesa. A legenda da foto dizia que ele iria ministrar uma aula em Tokyo-JP. Então perguntei sobre "aquilo" e assim nasceu essa dica para vocês. 


Trata-se da eyespecial C-II da Shofu. Uma máquina fotográfica digital feita especialmente para dentistas. Simples, leve, compacta e pensada para as nossas necessidades. Sem nenhum conhecimento avançado de fotografia, qualquer um pode tirar fotos intrabucais satisfatórias. 



eyespecial-ii-camera


Veja o vídeo e entenda porque as aulas de fotografias tendem a voltar a ser para fotógrafos e não para dentistas.
Caso o video não abra no seu  navegador acesse o aqui Link do video

Infelizmente ainda não está disponível para compra no Brasil, mas dá pra comprar nos EUA. Quem sabe no próximo AAO?
Preço no EUA: $2500,00 (abril de 2014)



Exemplo de foto feita com o flash da própria máquina. A paciente segurando os afastadores e eu fotografando de uma só mão. Sem necessidade de auxiliares.

Espero que tenha sido útil esta postagem. Grande abraço!


Como se atualizar?

e-mail: cursos@ortodontiacontemporanea.com
Whatsapp: [71]8875.2226 
Site: www.ortodontiacontemporanea-academia.com (presencial - único não gratuito)
Blog: www.ortodontiacontemporanea.com
Videos: www.youtube.com/user/TVOrtodontia/ 
Twitter: http://twitter.com/ORTODONTIA 
Google Plus: http://google.com/+Ortodontiacontemporanea


Ou em muitas outras redes sociais, buscando por Ortodontia Contemporânea.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Vincent Kokich Falece e Deixa a Ortodontia Mundial Triste (1944 - 2013)



O Dr. Vinvent Kokich inspirou milhares de ortodontistas ao redor do mundo durante as últimas décadas. Muito conhecido pela excelência no tratamento interdisciplinar e de adultos, Dr. Kokich faleceu ontem à noite. Foi um grande professor,  autor de inúmeros artigos e editoriais incríveis no cargo de editor chefe do American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics (AJODO). Seu falecimento nos deixa tristes e saudosos.

No último editorial publicado deixa claro sua visão otimista em relação a qualidade dos trabalhos publicados em Ortodontia. Ele mesmo se encarregou de produzir clássico de leitura obrigatória, mas observava melhoras metodológicas importantes para o crescimento da especialidade.

Criticou duramente a forma de ensino nas faculdades, a qual não prevê a integralidade do tratamento quando separa disciplinas interdependentes na clínica diária.


A Ortodontia Contemporânea homenageia este grande ortodontista que nos deixa e deseja que seus familiares sejam amparados com os sentimentos de pesar espalhados pelo mundo.


Entrevista 2004 DentalPress (português)
http://www.scielo.br/pdf/dpress/v9n6/a05v9n6.pdf

Entrevista 2006 DentalPress (português)
http://www.scielo.br/pdf/dpress/v9n6/a05v9n6.pdf

Site de cursos do Prof. Kokich:
http://www.vincekokich.com

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Você reutiliza brackets em pacientes novos?

O jateamento de brackets para sua recolagem é um procedimento bastante difundido e já estudado quanto as suas alterações na malha de colagem. Mas a utilização de brackets usados em novos pacientes é uma idéia que me incomoda e a muitos colegas (e pacientes) também.

Não tenho certeza se a cultura brasileira tolera esse procedimento, mas se você não concorda comigo e trabalha dessa forma, poderá gostar muito desse artigo.

Neste estudo realizado no Reino Unido mostra que quase metade dos ortodontistas usam brackets reutilizados e apenas 7,2% informam isso aos pacientes. Apesar da legislação local (acredito que a nossa também) exigir a validação do processo e comprovação de que ele não altera as características originais, informação na embalagem de quantas vezes o processo foi realizado e o expresso consentimento  do paciente e/ou responsáveis.

Discussão dos autores:

O fato de quase 90 por cento de questionários foram devolvidos sugere um elevado grau de interesse no assunto de reciclagem no presente. Reciclagem Comercial de braquetes metálicos ortodônticos parece ser uma prática generalizada entre os ortodontistas britânicos. Os resultados do estudo sugerem que cerca de metade dos britânicos ortodontistas reciclam brackets metálicos e que a reciclagem é mais popular entre os profissionais especializados do que os consultores hospitalares. Uma série de fatores parecem influenciar a decisão sobre reciclar ou não reciclar, indicando que reciclagem não é puramente de cunho financeiro. Os resultados deste questionário sugerem que os ortodontistas não costumam informar seus pacientes de que os seus brackets são reciclados, uma prática  antiética na visão dos Professores da Universidade. 


Autores: A. COLEY-SMITH, W. P. ROCK 


1. Coley-Smith A, Rock W. Bracket recycling--who does what? Journal of Orthodontics [Internet]. Br Orthodontic Soc; 1997;24(2):172–4. Available from: http://jorthod.maneyjournals.org/content/24/2/172.full.pdf

Arquivo na íntegra: Clique aqui.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Análise de modelos no seu smartPhone




Model Analysis on a Smartphone

JCO VOLUME 46 : NUMBER 06 : PAGES (356-358) 2012


PAVAN KUMAR MAMILLAPALLI, MDS

PRAVEEN KUMAR NEELA, MDS

VASU MURTHY SESHAM, MDS




O smartphone é um aparelho celular que oferece funções avançadas além das de um telefone celular típico. Com os recursos de um sistema operacional completo e aplicações móveis ou "apps", o celular que tinha um propósito único tornou-se um computador de mão.

Os autores desenvolveram  uma aplicação para simplificar os cálculos matemáticos necessários para a análise de moldes ortodônticos. 
Este aplicativo, chamado iModelAnalysis, roda em  smartphones baseados em Android (um aplicativo para iPhone está previsto) e está disponível como um download gratuito do Google Play loja (play.google.com/loja) ou pela leitura deste código QR ​ com um telefone Android:








O aplicativo realiza rápidas e precisas matemática ematical cálculos para:
• Bolton análise
• discrepâncias tamanho dentário/arco, na maxila e mandibula
• Howes análise
• Pont e Linder-Harth arco de largura de análises
• Tanaka-Johnston análise da dentição mista

Ele também funciona como um guia de bolso para estas análises, tornando-se uma ferramenta para e-learning.

Alguns leitores deste blog são, sabidamente, amantes da tecnologia e portanto acredito que esta dica de aplicativo pode vir a ser muito útil. Embora também o seja, não possuo smartphone com android e fiquei impossibilitado de testar. Mas...Aproveitem!

Esse artigo foi publicado originalmente na JCO e pode ser lido na íntegra clicando aqui.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O que é um PodCast?



Olá a todos os amigos do Ortodontia Contemporânea!

Com certa periodicidade comunicamos a publicação de um novo OrtoPodCast. Mas o que é isso?
O termo PodCast foi criado em 2004 através de um artigo do jornal britânico  The Guardian que se referia a um arquivo de áudio digital transferido pela internet e atualizado via RSS

Calma! Vamos explicar!

Todo mundo já ouviu falar do aparelho da Apple que se chama iPod, certo? Ok. Reza a lenda que o "i" significa Internet e o Pod significa Personal On Demand (Pessoal sob demanda, literalmente). Desse modo foi o maior sucesso e todos viram como a reinvenção do tocador de músicas portátil. 

Broadcasting (do Inglêsto broadcast, "transmitir") ou radiodifusão é o processo pelo qual se transmite ou difunde determinada informação, tendo como principal característica que a mesma informação está sendo enviada para muitos receptores ao mesmo tempo. Este termo é utilizado em rádio,telecomunicações e em informática.

Portanto se um arquivo de áudio é transferido para muitos iPODs ao mesmo tempo (broadcast) é um PodCast.
Mas como vou saber quem quer receber meu arquivo de áudio? Para isso que serve o RSS que nada mais é que uma forma de "assinar" meu conteúdo. 


Se você se inscreve no OrtoPodCast, será avisado sempre que colocarmos um novo arquivo de áudio (episódio) no ar. Caso você possua um iPhone, iPod, ou qualquer computador com iTunes, tudo isso acontece automaticamente. Basta clicar em assinar o OrtoPodCast e os novos episódios serão transferidos, gratuitamente, para o seu aparelho.

O "podcast" surge então como um novo recurso tecnológico, um canal de comunicação informal de grande utilidade, que permite a transmissão e distribuição de noticias, áudios, vídeos e informações diversas na internet, o que contribui para a disseminação da informação de maneira fácil, rápida e gratuita.

Mas você não gosta dos iTrecos? Não tem problema! O OrtoPodCast foi feito para você também. Postamos os episódios em formato mp3. Ou seja, qualquer tocador de músicas vai conseguir ler o OrtoPodCast. Basta entrar na página do provedor do nosso cast e assinar com seu email. Assim toda vez que colocarmos um novo episódio no ar, você receberá um email avisando e com o link para baixar. Bom, não?


Nosso PodCast nasceu em 23 de janeiro de 2011 com a nossa logomarca antiga do Blog redimensionada para os parâmetros do servidor. Iniciamos com um sinterizador de voz humana adquirido para ler os artigos do blog ortodontia contemporânea. Isso aconteceu por dois motivos, timidez do produtor e ilusão que não seria trabalhoso.


Com o tempo descobrimos que para o sintetizador conseguir pronunciar as palavras inteligivelmente deveríamos escrevê-las erradamente, enfatizando sílabas. Alguns ouvintes nos reportaram que ficavam desconfortáveis com a monotonia da voz robótica, o que culminou na estréia da voz natural, o que ainda me constrange bastante.


Em novembro de 2011 lançamos a nossa nova marca geral e o OrtoPodCast aderiu a linha. Mas a maior alteração se deu em agosto de 2012, quando incorporamos um formato mais profissional com blocos definidos (Notícias, artigo destaque e dica clínica) separados por vinhetas encomendadas exclusivamente para o nosso Cast.  


Hoje temos 25 episódios e mais de 600 downloads por episódio o que nos alegra a marca de 15 MIL downloads! O maior conteúdo em áudio sobre ortodontia! Gratuito!
Na categoria de ciências e medicina somos diversas semanas destaque dentre as centenas de milhares de podcasts hospedados no provedor Podomatic.



A Apple nos coloca como um dos mais populares casts (terceiro mais) da categoria Medicina. E  o único podcast sobre ortodontia do mundo a povoar a lista dos mais populares. 

Como pode isso!? Risos.

A resposta é simples: Você escuta, gosta ou reconhece o esforço e percebe a melhora constante ; ) e indica a um colega, que indica outro, que qualifica o nosso cast na iTunes e indica outro que faz um review, etc. Daí fica popular...





Já fez isso? Então vai lá e marque quantas estrelas você acha que vale a exposição deste colega. Risos. E escreva uma resenha com sugestões, críticas ou elogios. É a única forma de ajudar!
Não poderia deixar de agradecer a todos os colegas de Cuiabá, São Paulo, Porto Alegre e de toda a Bahia que tanto nos prestigiam. Um abraço!

Links: 
http://itunes.apple.com/br/podcast/ortopodcast/id416479625
http://ortopodcast.podomatic.com/rss2.xml
http://ortopodcast.podomatic.com/

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fatores que afetam a duração do tratamento ortodôntico: Uma revisão sistemática

Neste artigo de 2008, publicado pelo Jornal Europeu de Ortodontia (Europen Journal of Orthodontics) , os autores Dimitrios Mavreas e Athanasios E. Athanasiou, da Universidade de Thessaloniki - Grecia, apresentaram uma revisão sistemática sobre os fatores que influenciam no tempo do tratamento ortodôntico.


Muitos autores relatam que o tempo total de tratamento elevado é um desestimulante para o início de tratamentos nos adultos. Acredito que seja importante compreender este aspecto da vida clínica diária para saber evitar atrasos desnecessários.

Os autores pesquisaram 41 artigos de 5 grandes revistas de ortodontia e concluíram que (01) os tratamentos com exodontias tendem a demorar mais que os sem exodontias. (02) A idade parece não determinar alterações do tempo de tratamento desde que estejam todos em dentição permanente. (03) Quando considerada a classe II, divisão , está evidenciado que quanto antes começar o tratamento maior será o tempo total. (04) Não se tem uma informação segura quanto ao tempo de tratamento na rede publica. (05) Quando o tratamento é orto-cirúrgico a duração pode variar muito e parece depender dos profissionais envolvidos. (06)  Vários fatores , como a técnica empregada, a habilidade e número de  profissionais envolvidos, cooperação do paciente e a severidade da má oclusão inicial, tem sua parte na determinação do tempo do tratamento. (07) Caninos impactados parecem prolongar o tempo total.

Para ter acesso ao artigo completo em PDF, via EJODO, clique aqui.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Mixer para Alginato econômico



Pode parecer uma "gambiarra", mas mostra a criatividade que é característica do dentista. Este artigo revela uma adaptação de um mixer de cozinha para preparar o alginato na clínica. 

Publicado na coluna de dicas clínicas da JCO, em abril de 2012, o autor, Dr. MANJUNATH, da India, mostra   a forma como ele dobrou as lâminas de uma mixer doméstico para usá-lo na clínica. 

Segundo o autor reduziu o tempo de mistura do alginato em 30% e não hove formação de bolhas ou grãos sem misturar.










1. Manjunath G, Ravi K, Patil V, Sana S. An Economical Alginate Mixer. J Clin Orthod. 2012 Apr. 24;:1–1. 


Para o artigo completo clique aqui.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

OrtoPodCast - Episódio 15 Como realizar uma análise crítica de um artigo científico


Olá amigos leitores do Ortodontia Contemporânea!

Decidimos gravar a postagem do dia 20 de outubro em áudio para aqueles que acharam interessante a abordagem, mas ainda não conseguiram ler. Ouçam no trânsito!

Atualmente, muitos periódicos científicos são publicados; porém, nem todas as informações contidas nestes são confiáveis. Faz-se necessário, então, que os profissionais de saúde adquiram o hábito de realizar uma leitura crítica da literatura científica para que possam julgar a validade dos trabalhos publicados. Neste contexto, o objetivo desse estudo foi auxiliar os leitores a identificar e selecionar artigos com valor científico e ainda analisá-los criticamente. Para esse fim, os requisitos necessários para realização de uma análise crítica da literatura científica foram analisados.

Para o trabalho completo clique no link abaixo.


Para ir à página com todos os OrtoPodCasts gravados clique no link abaixo:


Para assinar gratuitamente na iTunes:


segunda-feira, 29 de março de 2010

Ortodontia Baseada em Evidência Científica: Incorporando ciência na prática clínica


Um artigo primoroso da conhecida revista Dental Press, escrito por Maria Tereza Scardua MarianoI; Eduardo JanuzziII; Eduardo GrossmannIII

IMestre em Disfunção Temporomandibular - Unifesp. Especialista em Ortodontia - USP/Bauru. Especialista em Saúde Baseada em Evidência Científica - Hospital Sírio Libanês. Diplomada pelo Board Brasileiro de Ortodontia
IIMestre em Disfunção Temporomandibular - Unifesp. Especialista em Prótese e Periodontia USP/Bauru
IIIProfessor doutor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Diretor do Centro de Dor e Deformidade Orofacial (CENDDOR), Porto Alegre/RS

RESUMO

O objetivo deste artigo é despertar o ortodontista e conscientizá-lo sobre a importância da tomada de decisão baseada em evidência científica no cuidado aos pacientes. Serão descritos os passos essenciais para a prática da Odontologia baseada em evidência (OBE), assim como os princípios da ciência e da pesquisa. Existem caminhos adequados para a busca da informação de qualidade, sendo esses a única garantia de encontrar artigos válidos. Na seleção de artigos científicos, o primeiro passo é definir o seu desenho, pois para cada dúvida clínica há um delineamento adequado capaz de respondê-la. Dessa maneira, questões sobre tratamento, etiologia, diagnóstico, prognóstico ou prevenção só podem ser respondidas por um artigo que tenha sido delineado para tal. O conhecimento da alocação randomizada, do mascaramento e do grupo-controle é fundamental para que possamos realizar uma leitura crítica dos artigos científicos, reconhecendo os que merecem credibilidade. Em meio a tantas publicações, precisamos definir, com segurança, o que deve ser incorporado ao nosso conhecimento e o que deve ser incorporado à prática clínica, mudando a nossa conduta. Desse modo, poderemos oferecer aos nossos pacientes opções terapêuticas mais consistentes e previsíveis.


CONCLUSÕES

Informações baseadas em provas científicas são as mais confiáveis para uma tomada de decisão conscienciosa em relação à abordagem clínica oferecida aos pacientes. Diante das inúmeras publicações e da crescente inovação tecnológica, torna-se necessário que o ortodontista se familiarize com a utilização das ferramentas para a prática da Odontologia Baseada em Evidência. Pacientes ortodônticos merecem um alto nível de cuidado, que somente é alcançado por meio do uso judicioso das melhores informações disponíveis. Assim, o profissional deve estar apto a realizar uma leitura crítica dos artigos científicos, decidindo, com segurança, qual conhecimento será incorporado à sua prática clínica.


Para acessar o artigo na íntegra:


domingo, 8 de março de 2009

Por que a Odontologia se transformou numa profissão de mulheres?




Um artigo antigo, mas ainda muito atual, sobre como a mulher tem se tornado predominante no campo da odontologia. Nosso Blog o republica em comemoração ao dia internacional da mulher.


Parabéns a todas as mulheres da ortodontia, odontologia e frequentadoras desse blog!!!


Este estudo teve por objetivo identificar os fatores que levaram a Odontologia a transformar-se numa profissão com predomínio de profissionais do sexo feminino. Analisamos a identidade feminina nos aspectos biológicos, psicossociais e sua relação com a reprodução da força de trabalho. Em conclusão, podemos afirmar que o processo de transformação deve-se a um conjunto de fatores econômico-culturais e relaciona-se à busca pela igualdade de direitos sociais.


Conclusão:

Tentamos mostrar a fronteira existente entre o agir e pensar. Nós, mulheres, vivemos obscurecidas e interpretadas por um emaranhado de definições e explicações que muitas vezes não retratam a verdade.

Precisamos estabelecer distinções entre o que realmente a mulher reinvindica com as exigências e comportamento impostos pela sociedade.

O conflito por nós vivenciado é a chance de reconhecer o caráter ambíguo que nos colocamos.
A discriminação da mulher que marca o período circunscrito pelo autoritarismo masculino remete-nos ao desafio de redesenhar a lógica do agir e pensar, reorientando nossos legítimos interesses e ideologias.

Portanto, a Odontologia, através de seu conteúdo e prática, nunca se revelou como sendo uma profissão de homens. A exigência da força física, maior resistência ao sofrimento humano e "sangue frio" para intervenções cirúrgicas, originam-se numa determinação cultural de que a mulher, pelas suas características físicas, não poderia exercê-la. Coube à sociedade, e não à Biologia, determinar os papéis para os sexos.

A rotulação da Odontologia como profissão masculina suportava as idéias da sociedade patriarcal que mantinha a mulher adstrita ao lar.

Sabemos que o físico não interfere na execução dos procedimentos odontológicos e as "parteiras" e as enfermeiras no front das guerras demonstram como suportar tanto sofrimento e dor que assolam tais situações.

Como não influenciava no poder, a mulher não era premissa a ser letrada, logo seu ingresso às Universidades não tinha razão de ser, e, quando obteve tal oportunidade, preferiu a área de saúde por esta não provocar o rompimento com suas atividades do âmbito doméstico.

A pediatria e a dentística, como sendo as especialidades que mais tendem às mulheres, vêm ao encontro de suas propaladas características de bondade, paciência, saber ouvir, cuidar de crianças (pediatria) e serviços que requerem habilidades manuais (dentística).

Até hoje, o homem que opta por pediatria e a mulher, por cirurgia, são olhados de esguelha.

A tendência à "feminilização" no setor saúde, registrada no período pós-setenta, representa as mudanças verificadas na estrutura produtiva do capitalismo. A hegemonia patriarcal adstringiu a mulher ao lar enquanto não interessava ao capitalismo sua mão-de-obra. O modo de produção foi cedendo lugar ao modo de vida. Frente à expansão de interesses econômicos, a mulher foi requisitada com menores salários e dupla jornada.

Os movimentos sociais sacudiram e desmistificaram várias teorias e com elas a mulher configura seu novo tempo.

Logo, o aumento de sua participação como força de trabalho resulta do apelo do crescimento do sistema econômico, restando-lhe lutar pelo reconhecimento do direito de ter direitos.


Silvia Braga Rabello- Aluna do Curso de Especialização em Educação em Saúde Pública (FO – UFF)
Carla Valéria C.Godoy- Mestranda em Odontologia Social (FO – UFF)
Wilton W. N. Padilha- Professor Titular de Clínica Integrada (FO – UFF
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Artigo publicado na Revista Brasileira de Odontologia - Março / Abril 2000, volume 57, número 2