ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Cirurgia Ortognática
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terça-feira, 18 de outubro de 2022

Precisão na transferência de planejamentos cirúrgicos ortognáticos bimaxilares usando navegação intraoperatória auxiliada por computador

 




Neste artigo de 2021, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Chen Chen;  Ningning Sun;  Chunmiao Jiang; Yanshan LiuJian Sun. Do Department of Oral and Maxillofacial Surgery, The Affiliated Hospital of Qingdao University, Qingdao, Shandong, China; Department of Emergency Intensive Care Unit, The Affiliated Hospital of Qingdao University, Qingdao, Shandong, China; Department of Orthodontics, The Affiliated Hospital of Qingdao University, Qingdao, Shandong, China e da Dental Digital Medicine & 3D Printing Engineering Laboratory of Qingdao University, Qingdao, Shandong, China. Teve o objetivo de examinar a precisão da navegação intra-operatória auxiliada por computador (Ci-Navi) em cirurgia ortognática bimaxilar, comparando o planejamento pré-operatório e o resultado pós-operatório.

O estudo foi realizado com 45 pacientes com deformidades dentomaxilofaciais congênitas programados para cirurgia ortognática bimaxilar. A cirurgia ortognática bimaxilar virtual foi simulada usando o software Mimics. No intraoperatório, uma osteotomia Le Fort I da maxila foi realizada com placas guia de osteotomia. Após a osteotomia Le Fort I e a osteotomia do ramo sagital bilateral da mandíbula, a maxila mobilizada e o segmento mandibular distal foram fixados com uma placa oclusal, formando o complexo maxilomandibular (MMC). O Ci-Navi em tempo real foi usado para conduzir o MMC na direção designada. A osteoplastia da borda inferior da mandíbula foi realizada com Ci-Navi quando a simetria facial e a harmonia esquelética eram preocupantes. Foram calculadas as distinções lineares e angulares entre o planejamento pré-operatório e os resultados pós-operatórios.

A diferença linear média foi de 0,79 mm (maxila: 0,62 mm, mandíbula: 0,88 mm) e a diferença angular média geral foi de 1,20 °. A diferença observada no ponto incisivo superior para o plano horizontal de Frankfurt, plano sagital médio-facial e plano coronal foi <1 mm em 40 casos.

Os autores concluíram que o estudo demonstrou o papel do Ci-Navi no posicionamento preciso dos segmentos ósseos durante a cirurgia ortognática bimaxilar. O Ci-Navi foi considerado um método confiável para a transferência precisa do plano cirúrgico durante uma operação.


Link do artigo na integra via E-Kjo:

https://e-kjo.org/journal/view.html?doi=10.4041/kjod.2021.51.5.321

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Como a cirurgia ortognática bimaxilar altera as dimensões dos seios maxilares e do espaço aéreo faríngeo?

 





Neste artigo de 2020, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Luiza Roberta Bin; Liogi Iwaki Filho; Amanda Lury Yamashita; Gustavo Nascimento de Souza Pinto; Rui Amaral Mendes; Adilson Luiz Ramos; Isolde Terezinha dos Santos Previdelli; Lilian Cristina Vessoni Iwaki. Do Department of Dentistry, State University of West Parana, Cascavel, Parana, Brazil, Department of Dentistry, State University of Maringa, Maringa, Parana, Brazil, Department of Oral Diagnosis, Area of Oral Radiology, Piracicaba Dental School, University of Campinas, Piracicaba, Sao Paulo, Brazil, Department of Oral and Maxillofacial Medicine and Diagnostic Sciences, Case Western Reserve University, Cleveland, Ohio; and Center for Research in Higher Education Policies, Porto, Portugal, Department of Statistics, State University of Maringa, Maringa, Parana, Brazil. Avalia as alterações no seio maxilar (MS) e no espaço aéreo faríngeo (PAS) após cirurgia ortognática bimaxilar por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC).

As imagens de TCFC de 48 pacientes foram divididas em dois grupos: grupo 1: avanço maxilar e recuo mandibular (n 1⁄4 24); grupo 2: avanço maxilomandibular (n 1⁄4 24). As TCFCs foram adquiridas 1 a 2 meses no pré-operatório e 6 a 8 meses no pós-operatório. Um teste kappa foi usado para determinar a concordância intra e interexaminador. As medidas de área, volume e lineares de MSs e PASs obtidas antes e após a cirurgia foram comparadas usando um modelo misto (P menor que 0,05).

Todas as variáveis do MS apresentaram reduções pós-cirúrgicas significativas em ambos os grupos, exceto o comprimento do MS, que apresentou aumento significativo no grupo 2. O volume e a área axial mínima de PAS apresentaram aumentos pós-cirúrgicos estatisticamente significativos em ambos os grupos (P menor 0,05).

Os autores concluiram que apesar da redução do MS e do aumento da PAS, os resultados indicaram que a via aérea não foi afetada negativamente após o avanço maxilomandibular e o avanço maxilar com recuo mandibular.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/5/715/438643/How-does-bimaxillary-orthognathic-surgery-change

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Fatores que influenciam na precisão de predição de mudanças cefalométricas no perfil do tecido mole após Cirurgia Ortognática



Neste artigo de 2012, publicado pelo Journal Maxillofacial Oral Surgery, pelos autores Olga-Elpis Kolokitha, Evangelia Chatzistavrou, do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Aristotle University of Thessaloniki, 54124 Thessaloniki, Greece. Mostra um estudo baseado em revisão da literatura no qual avalia fatores que devem ser levados em considerações no planejamento da cirurgia Ortognática.

A previsão cefalométrica do resultado do tratamento com cirurgia ortognática é uma parte importante do planejamento cirúrgico e processo essencial no consentimento informado. As mudanças ortodônticas e cirúrgicas devem ser descritas antes do tratamento, a fim de avaliar a viabilidade do tratamento, para otimizar a gestão de processos e aumentar a compreensão do paciente e aceitação do tratamento recomendado.

O objetivo do presente artigo foi investigar os fatores que poderiam influenciar na precisão da previsão cefalométrica, no planejamento da cirurgia ortognática. A revisão da literatura revelou que, além de fatores diretamente relacionados com o método de previsão e seu uso, existe um número considerável de fatores que possam afetar significativamente a precisão da resposta dos tecidos moles. 

Esses fatores podem ser os biológicos, tais como recidiva, o centro de rotação mandibular e variação individual na resposta ao tratamento entre outros, tais como gênero, raça, espessura do tecido mole pré-operatório  e bases de dados para a média das razões para mudanças suaves nos movimentos de tecidos duros.


Alguns dos fatores que afetam a precisão da previsão da resposta dos tecidos moles após a cirurgia ortognática são inevitáveis ​​e há outros, difíceis de controlar e prever. No entanto, os pacientes devem ser informados que as previsões são apenas um guia, pode não representar o resultado real sobre o resultado cirúrgico, e, como tal, devem ser implementadas.

Link do artigo na integra via ncbi:

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Comparação das alterações transversais dentárias entre pacientes com má oclusão esquelética de Classe III e assimetria facial tratadas com cirurgia ortognática com e sem tratamento ortodôntico pré-cirúrgico




Neste artigo de 2017, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Han-Sol Song, Sung-Hwan, Choi Jung-Yul, Cha Kee-Joon Lee e  Hyung-Seog Yu. Do Departmento de Ortodontia, The Institute of Craniofacial Deformity, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea. Mostra um estudo 3D que avalia a eficácia do tratamento cirúrgico de pacientes com alteração esquelética de classe III e assimétricos com e sem preparo ortodontico prévio.

O estudo foi realizado com o objetivo de Avaliar as alterações transversais esqueléticas e dentárias, incluindo as do eixo dentário  vestíbulo lingual, entre pacientes com má oclusão esquelética de Classe III e assimetria facial após osteotomia de ramo vertical intra oral bilateral com e sem tratamento ortodôntico pré-cirúrgico.

Este avaliação retrospectiva incluiu 29 pacientes com má oclusão esquelética Classe III e assimetria facial, incluindo desvio do mento> 4 mm do plano sagital mediano. Para avaliar as alterações nas variáveis transversais esqueléticas e dentárias (ou seja, inclinação vestíbulo lingual dos caninos superiores e inferiores e dos primeiros molares),  16 pacientes foram submetidos à cirurgia ortognática convencional (CS) e foram comparados com os 13 pacientes submetidos à cirurgia ortognática pré-ortodôntica (POGS), utilizando a tomografia computadorizada tridimensional no exame inicial, 1 mês antes da cirurgia e aos 7 dias e 1 ano após a cirurgia.

O exame pós-cirúrgico de 1 ano não revelou alterações significativas no eixo dentário transversal pós-operatório no grupo CS. No grupo POGS, o primeiro molar superior inclinou-se lingualmente em ambos os lados  e o canino inferior inclinou lingualmente o lado sem desvio  durante o tratamento ortodôntico pós-cirúrgico. Não houve diferenças significativas nas variáveis esqueléticas e dentárias entre os dois grupos 1 ano após a cirurgia.

Os autores concluíram que o POGS pode ser uma alternativa clinicamente aceitável ao CS como um tratamento para alcançar eixos transversais estáveis da dentição em ambos os arcos, em pacientes com má oclusão esquelética de Classe III e assimetria facial.


[Korean J Orthod 2017;47(4):256-267]

Palavras-chaves: Cirurgia ortognática pré-ortodôntica, Asimetria facial, Eixo dentário transversal, Tomografia computadorizada tridimensional 






segunda-feira, 22 de abril de 2019

Decisão de tratamento em pacientes adultos com má oclusão de classe III: cirurgia versus ortodontia



Neste artigo de 2018, publicado pela Progress in Orthodontics, pelos Autores Sara Eslami, Jorge Faber, Ali Fateh, Farnaz Sheikholaemmeh, Vincenzo Grassia e Abdolreza Jamilian. Do Department of Orthodontics, Tehran Dental Branch, Craniomaxillofacial Research Center, Islamic Azad University, No 14, Pesiyan Ave., Vali Asr St., Tehran, Iran. Department of Orthodontics, Faculty of Health Science, University of Brasilia, Brasilia, Brazil. Craniomaxillofacial Research Center, Tehran Dental Branch, Islamic Azad University, Tehran, Iran.Multidisciplinary Department of Medical-Surgical and Dental Specialties, University of Campania ‘Luigi Vanvitelli’, Naples, Italy.

Discorre sobre uma das questões mais controversas no planejamento do tratamento de pacientes com má oclusão de classe III que é a escolha entre camuflagem ortodôntica e cirurgia ortognática. O objetivo do estudo foi delinear medidas diagnósticas em casos de classe III limítrofes para a escolha do tratamento adequado.

Telerradiografias de pré-tratamento de 65 pacientes exibindo classe esquelética moderada III foram analisadas. O grupo de camuflagem foi composto por 36 pacientes com idade média de 23,5 (DP 4,8), e o grupo de cirurgia foi composto por 29 pacientes com idade média de 24,8 anos (DP 3,1). O tratamento de camuflagem consistiu na vestibularização dos incisivos superiores e na retração dos incisivos inferiores, e o grupo cirúrgico foi corrigido pelo recuo da mandíbula, avanço maxilar ou cirurgia bimaxilar. O teste U de Mann-Whitney foi usado para comparar as variáveis entre os dois grupos. A análise discriminante stepwise foi aplicada para identificar as variáveis dentoesqueléticas que melhor separam os grupos.

O ângulo de H Holdaway e a avaliação de Wits foram capazes de diferenciar entre os pacientes adequados para camuflagem ortodôntica ou tratamento cirúrgico. Casos com um ângulo de Holdaway maior que 10,3 ° e avaliação de Wits maior que - 5,8 mm seriam tratados com sucesso por camuflagem, enquanto aqueles com ângulo Holdaway inferior a 10,3 ° e com avaliação Wits menor que - 5,8 mm podem ser tratados cirurgicamente . Com base nesse modelo, 81,5% dos pacientes foram devidamente classificados.

Os Autores concluíram que o ângulo H de Holdaway e a avaliação de Wits podem ser usados como um parâmetro diagnóstico crítico para determinar a modalidade de tratamento em casos limítrofes de classe III.

Link do Artigo na Integra via NCBI:

segunda-feira, 11 de março de 2019

Planejamento de tratamento tridimensional voltado a cirurgias segmentadas da maxila e mandibula para uma Classe III adulta: Onde velho encontra novo



Neste artigo publicado em 2019, na Angle Orthodontist, pelos autores R. Scott Conley; Sean P. Edwards. Do Departmento de Ortodontia, University at Buffalo School of Dental Medicine, Buffalo, NY, EUA. Departmento de cirurgia Oral e Maxillofacial, School of Dentistry, University of Michigan, Ann Arbor, MI, EUA.

A má oclusão de mordida aberta associada a Classe III pode estar entre os tipos de casos mais difíceis para se obter um excelente resultado oclusal, esquelético e facial. As opções de tratamento incluem modificação do crescimento, extração para camuflagem ortodôntica e cirurgia ortognática. Em pacientes mais gravemente afetados e que cessaram o período de crescimento, a cirurgia ortognática é frequentemente a mais previsível e, em algumas situações, a única maneira viável de alcançar um resultado ideal. 

Os riscos e benefícios das opções de tratamento cirúrgico podem ocasionalmente ser difíceis de avaliar, particularmente para provedores com experiência limitada. Previsões cirúrgicas bidimensionais podem ajudar, mas não permitem que a terceira dimensão seja visualizada. Novas técnicas de simulação cirúrgica assistida por computador podem permitir que o cirurgião, o ortodontista e o paciente visualizem e compreendam melhor a abordagem do tratamento e permitam que tomem as decisões mais eficazes e eficientes relacionadas ao tratamento.

Este artigo relata um caso mescla o conhecimento de todo o espectro das técnicas cirúrgicas históricas com a nova abordagem da simulação cirúrgica auxiliada por computador (CASS) para realizar cirurgias segmentares complexas maxilar e mandibular para obter um excelente resultado funcional e estético.

Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Estabilidade de mini placas de um sistema de ancoragem Ortodontica no Zigomático









Neste artigo de 2008, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Firdevs Veziroglu; Sina Uckan; Utku Ahmet Ozden; Ayca Arman; do Department of Oral and Maxillofacial Surgery and Department of Orthodontics, School of Dentistry, Baskent University, Ankara, Turquia. Mostra mais um belo estudo através do metodo de elementos finitos para avaliar a estabilidade das min placas ortodonticas no osso zigomático.


Este estudo buscou avaliar as propriedades biomecânicas de uma mini placa Standard com outra de novo design, para sistema de ancoragem ortodôntica.


Um modelo tridimensional da porção posterior da maxila, incluindo o zigomático, foi preparado. Inserção das mini placas standard e novo design, foi simulada num modelo tridimensional. O efeito de 200 g de força ortodôntica na placa, parafusos, e do osso zigomático foi avaliada em modelos tridimensionais através da análise de elementos finitos. Para determinar a distribuição de força, tensão Von Mises, principal máxima e mínima de estresse, e máximo em capital e mínimo valores de deformação elástica foram avaliados.


Em todos os modelos de placas, uma maior tensão ocorreu no local onde a unidade de aplicação de força foi anexada ao osso por parausos.


A alteração da configuração da placa não afetou a distribuição de tensões nas mini-placas com novo design. Para equalizar a distribuição de força, será necessário ser projetada um nova placa para mudar a localização da a unidade de aplicação de força.




Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Uma forma de determinar a osteotomia cirurgica assistida para expansão rápida da maxila em fenda palatina. Abordagem num modelo de elementos finitos




Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Pawan Gautam; Linping Zhao; Pravin Patel; do Craniofacial Center,University of Illinois at Chicago, Chicago; Mostra um estudo realizado em simulação com elementos finitos em crânio com procedimentos de cirurgia ortognática.


Este estudo foi realizado com o intuito de avaliar o padrão de estresse no esqueleto craniofacial em um paciente com um deformidade com fissura unilateral do palato secundário e alvéolos em resposta a várias técnicas de cirurgia assistida para expansão rápida da maxila (ERMAC).

Três modelos específicos de crânios de pacientes específicos compósitos foram desenvolvidos para análise em elementos finitos do modelo. Os detalhes do procedimento de modelagem foram descritos na parte I desta série. A análise dos elementos finitos foram realizadas em cada modelo com uma técnica ERMAC especificada, em combinação com RME usando Abaqus (6.7).

A forma ideal de cirurgia para uma ERMAC em pacientes com fissura unilateral com deformidade do palato secundário e alvéolos, seria uma LeFort I, unilateral completa com disjunção do pterigóide em combinação com a divisão palatina, seguido pela osteotomias com secção palatina isolada e dos pilares zigomático.

Uma técnica mais invasiva para ERMAC pode reduzir significativamente o problema. No entanto, este benefício deve ser pesado contra o risco de aumentar as complicações associadas com cirurgias mais extensas. Quando uma técnica cirúrgica mais conservadora é selecionada, é preferível realizar uma divisão palatina mediana ao invés de osteotomias nos pilares zigomáticos, como indicado pela distribuição de tensão-padrão de deslocamento e associados a técnicas de ERMAC diferentes.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Influência da posição do lábio inferior na atratividade percebida da proeminência do queixo



Neste artigo de 2013, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Faranak Modarai; Jane Catalina Donaldson; Farhad B. Naini; do Department of Orthodontics, Kingston Hospital and King’s College London Dental Institute, London, Biostatistics & Research Methods Centre, King’s College London Dental Institute, London, Department of Ortho- dontics, Kingston and St George’s Hospitals & St George’s Medical School, London. Mostra um estudo realizado com imagens manipuladas a nível do mento para avaliar a percepção estética em leigos e Ortodontistas.

O artigo descreve um estudo com o objetivo de avaliar a influência da proeminência lábio inferior em diferentes graus de proeminências de queixo no plano sagital e determinar se destaque lábio inferior afeta o desejo percebido para cirurgia. Avalia as diferenças de preferência entre ortodontistas e leigos, bem como o efeito da idade, gênero e etnia dos observadores sobre a percepção da atratividade e desejo para a cirurgia.

Uma silhueta de uma imagem idealizada de perfil foi criada. A imagem foi manipulada para criar seis imagens demonstrando diferentes graus de retrogenia e progenia alterada em incrementos de 4 milímetros de -12 milímetros a +12 milímetros e seis imagens que demonstravam queixo e lábio inferior destaque em incrementos de 4 milímetros de -12 milímetros a +12 milímetros. Uma centena de leigos e 30 ortodontistas classificaram as imagens desde os mais para o menos atraente. Uma duplicata de uma das imagens foi utilizada de modo a avaliar a confiabilidade intra-examinadores.

A quantidade e a direção do queixo na posição sagital e a proeminência do lábio inferior revelaram ter um efeito significativo no nível de imagem. A protrusão do queixo foi menos atraente do que a retrusão e a cirurgia foi desejada com mais freqüência para essas imagens. O sentido geral do parecer foi o mesmo para leigos e ortodontistas.

Os autores concluíram que a proeminência do queixo observada em um paciente prognata era considerado menos atraente do que o a proeminência do lábio inferior combinada com a proeminência do queixo observada em um paciente com prognatismo mandibular. Em perfis com um queixo mais proeminentes era o preferido uma posição mais protrusiva lábio inferior. Quando o queixo era retrusivo, uma posição normal lábio inferior era o preferido que o lábio retrusivo.

Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist:

terça-feira, 14 de junho de 2016

Efeito da Cirurgia Ortognática no espaço aéreo posterior (PAS)


Neste artigo de 2008, publicado pelo Annals Academy of Medicine; pelo autor Kok Weng Lye; do Department of Oral & Maxillofacial Surgery, National Dental Centre, Singapura; Mostra a estreita relação entre a cirurgia Otognática e a melhora do quadro da apneia obstrutiva do sono.

A Cirurgia ortognática tem sido utilizada regularmente para o tratamento de deformidades dentofaciais. Os procedimentos cirurgicos afetam tanto a aparência facial, bem como o espaço aéreo posterior (PAS). A literatura atual indica que estes procedimentos  produzem um revés e reposicionamento inferior do osso hióide e o deslocamento posterior da língua e do palato mole. Estes movimentos causam estreitamento posterior e lateral do PAS. A maioria dos autores concorda que estes efeitos são  permanentes.

As mudanças no PAS, por sua vez produz uma postura adaptativa, com um aumento no ângulo craniocervical e a abertura do PAS. Mesmo que a maioria dos pacientes não apresentam ronco e apneia obstrutiva do sono (OSA) pós-cirurgia, há certamente uma maior possibilidade de que os pacientes esteja com as vias aéreas já comprometida pré-cirurgicamente. Portanto, os pacientes que são submetidos a cirurgia ortognática deve ser examinado, para ver se sofre:  sonolência excessiva diurna, ronco,  massa corporal aumentada (IMC) e condições médicas relacionadas com a OSA deverá se encaminhado para uma polissonografia  (PSG), se OSA é suspeita.

Em seguida, o plano de tratamento proposto pode ser modificado de acordo com o risco de comprometimento das vias aéreas em potencial ou mesmo melhorá-lo. Inversamente ao avanço da maxila e mandíbula faz com que ocorra o alargamento da via aérea, tanto no posterior como nas dimensões laterais. Este efeito se traduziria em melhor fluxo de ar e diminuição da resistência das vias aéreas. Este resultado  mostra altas taxas de sucesso quando a cirurgia ortognática, especialmente avanço maxilomandibular (MMA), é utilizada para o tratamento de OSA.


Link do artigo na integra via Annals:

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Tratamento Ortodontico combinado com distração osteogênica mandibular e mudanças no sistema estomatognático












Neste artigo de 2008, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Aya Maeda; Kazuhisa Soejima; Mikinori Ogura; Haruhito Ohmur; Kazumasa Sugihara; Shouichi Miyawaki; das Universidades de Kagoshima e Miyazaki no Japão. A grande polêmica em torno da distração osteogênica são as alterações que todo o sistema estomatognático possa sofrer após o procedimento realizado.


Foi Realizado um tratamento ortodôntico combinado com distração osteogênica mandibular bilateral em um paciente de 15 anos de idade que queria uma correção de uma deficiência de queixo e uma protrusão lábial superior. O paciente possuia uma maloclusão Classe II 1ª Divisão de Angle, com retrusão mandibular, um angulo de plano mandibular baixo.


Inicialmente, um quad-helix foi utilizado para corrigir a mordida cruzada bilateral na região de pré-molar. Mais tarde, foi montada uma aparatologia fixa edgewise nos arcos maxilar e mandibular. Após 3 dias, uma distração osteogênica mandibular foi realizada.


Durante e após a distração, a mordida aberta entre os arcos superior e inferior foi corrigida utilizando elásticos. O tempo total do tratamento com o aparelho edgewise foi de 14 meses. Foi alcançada uma relação equelética Classe I, um bom perfil facial, e uma melhor intercuspidação dos dentes foram alcançados com o tratamento.


Foi realizada uma avaliação eletromiográfica (EMG) da atividade do músculo masseter e temporal anterior. O aumento da área de contato oclusal após o tratamento, pode ter contribuído para o aumento na atividade muscular e do vigor da oclusão. O caso relatado no artigo sugeriu que com o tratamento ortodôntico combinado com a distração osteogênica mandibular em um paciente com retrusão mandibular no período final do crescimento pode ser eficaz para melhorar a função do sistema estomatognático.




Link do artigo na integra na Anlge Orthodontics:


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Relação entre a associação da expansão rápida da maxila, cirurgia e protração maxilar com máscara




Neste artigo ser publicado em 2011, pela Angle Orthodontist, pelos autores Nazan Kucukkeles; Sirin Nevzatoglu; Tamer Koldas; Department of Orthodontics, School of Dentistry, University of Marmara, Istanbul,Turkey; University of Istanbul, Department of Plastic and Reconstructive Surgery, Istanbul, Turkey. Mostra um estudo comparativo no protocolo do tratamento precoceda classe III no quel se utiliza a expanção rápida de maxila e protração com a mascara facial. No qual um grupo se submeteu a uma cirurgia LeFort 1 previamente.


O artigo foi realizado com o intuito de comparar os resultados do tratamento da expansão rápida da maxila (ERM), além de máscara facial (FM) e uma osteotomia LeFort 1 + FM durante a protração maxilar.


Este estudo foi realizado com 34 pacientes todos com retrognatia maxilar, mordida cruzada anterior, Classe III esquelética e características de má oclusão dentária e um perfil côncavo.


Dezoito pacientes com retrognatismo maxilar mais leves foram tratadas com RME + FM. Dezesseis outros pacientes com retrognatismo maxilar severo e moderado foram tratados com a osteotomia LeFort 1 incompleta + FM. Os dados cefalométricos foram avaliados estatisticamente.


Os valores significativamente mais altos de avanço maxilar e reduzido tempo de tratamento foram alcançados com a terapia assistida cirurgicamente FM.


Os autores concluiram que o tratamento cirurgicamente assistido FM foi mais rápido e eficaz na protração maxilar em relação ao tratamento RME + FM.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Estabilidade do tecido duro e mole após Cirurgia Ortognática







Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodonthist, pelos autores Toru Kitahara; Akihiko Nakasima; Shinichi Kurahara; Yuji Shiratsuchi; da Division of Oral Health, Growth & Development, Faculty of Dental Science, Kyushu University, Fukuoka, Japão. Mostra um estudo em pacientes submetidos a cirurgia ortognática com osteotomia sagital e vertical no ramo mandibular, e sua estabilidade.


Este estudo foi realizado com o intuito de testar a hipótese de que não há nenhuma diferença na estabilidade de alterações nos tecidos moles e duros após um recuo mandibular cirúrgico usando uma osteotomia sagital do ramo mandibular ou uma osteotomia vertical intra-oral do ramo mandibular.


A amostra constou de 45 pacientes do sexo feminino com prognatismo mandibular, que foram divididos em dois grupos. Vinte e três foram submetidos a uma osteotomia sagital do ramo (SSRO) com fixação rígida com mini-parafusos de titânio e fixação maxilomandibular (MMF) entre 14,0 +- 0,7 dias. Vinte e duas foram submetidas a osteotomia vertical intra-oral do ramo (ivro), sem fixação rígida, e MMF foi lançado 21,5+-3,3 dias após a cirurgia. Os dados foram coletados a partir tomadas de telerradiografias no início do tratamento ortodôntico pré-operatória (T1), imediatamente após a cirurgia (MMF, T2), e da conclusão do tratamento pós-operatório (T3). Medidas angulares foram comparadas em cada um dos T1, T2 e T3.


Não houve diferenças significativas na morfologia dos tecidos duros e moles pré-tratamento entre os SSRO e ivro. No entanto, quando a fixação foi realizada, a mandíbula foi posteriormente colocado no grupo ivro. No perfil dos tecidos moles, a região mental ficou localizada para trás no grupo ivro na fase de pós-operatória (T3).


A hipótese foi rejeitada. O perfil dos tecidos moles do grupo especial ivro mostrou uma posição retromandibular após o tratamento pós-operatório em comparação com o grupo SSRO. Esta tendência do grupo ivro contribui para o banco de dados para o planejamento do tratamento e sua previsão.



Link do artigo via Angle Orthodontist:


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Historia da Ortodontia - Protocolo para Cirurgia Ortognática









 
Em 1903, o professor Edward Hartley Angle publicou, no periódico científico Dental Cosmos, um artigo que descrevia detalhadamente uma técnica cirúrgica bem elaborada para a época, e voltada a correção de uma má formação esquelética de Classe III em um paciente, sendo apresentada no metting anual de Ortodontia que sua sociedade organizava. 



Neste artigo, o autor relatou que o procedimento foi desenvolvido pelo jovem cirurgião V. P. Blair, que produziu cirurgicamente duas fraturas em segmentos simétricos bilaterais da mandíbula, reposicionando os segmentos em uma relação de Classe I, corrigindo, desta forma, a desarmonia daquela estrutura óssea. 






O Dr. Blair teve o cuidado prévio de simular a cirurgia em um modelo de gesso e mostrar o possível resultado ao paciente. Feito isso, o cirurgião construiu splints que serviram de guias cirúrgicos e de fixação pós-operatória. 



 O Dr. Angle ficou bem impressionado com técnica apresentada e pelo o resultado obtido, tanto a nível de estrutura óssea como nas linhas de expressão facial. Neste artigo, o Dr. Angle demonstrou grande interesse pelo protocolo descrito, finalizando o artigo relatando que “O futuro desta cirurgia será um complemento científico da minha especialidade – a Ortodontia”.