segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Disfunção temporomandibular com mordida aberta esquelética tratados com placa oclusal para estabilização e fixação zigomática com uso de miniplacas: Um relato de caso
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Sintomas auditivos em pacientes com disfunção temporomandibular tratados com aparelhos oclusais lisos e planos
O presente estudo teve o objetivo de avaliar os sintomas otológicos em pacientes portadores de disfunções temporomandibulares, tratados com aparelhos oclusais lisos e planos.
Foram acompanhados clinicamente durante 90 dias, 25 voluntários com disfunções temporomandibulares e sintomas otológicos, tratados com aparelhos oclusais lisos e planos. Radiografias transcranianas bilaterais das articulações temporomandibulares e audiometrias tonais foram realizadas antes e depois do tratamento. A dor foi mensurada com uma escala visual analógica modificada (EVAM).
No final do tratamento, observou-se remissão estatisticamente significativa dos sintomas otológicos, acompanhada de mudança na posição das cabecas da mandíbula observada radiograficamente, mas não se notou variação estatisticamente significativa nos valores audiométricos.
Os autores concluiram que os aparelhos oclusais lisos e planos foram eficientes em promover a remissão total ou parcial dos sintomas otológicos em portadores de disfunções temporomandibulares e mudanças na posição das cabeças da mandíbula observadas radiograficamente. As audiometrias não permitiram relacionar os sintomas otológicos relatados com a disfunção temporomandibular nem com qualquer indício de deficiência auditiva.
Link do artigo na integra via Elsevier:
http://apps.elsevier.es/watermark/ctl_servlet?_f=10&pident_articulo=90166170&pident_usuario=0&pcontactid=&pident_revista=330&ty=93&accion=L&origen=elsevierpt%20&web=http://www.elsevier.pt&lan=pt&fichero=330v53n04a90166170pdf001.pdf
sexta-feira, 6 de julho de 2012
CEFALÉIA E DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
De acordo com a Sociedade Internacional de Cefaléia (International Headache Society - IHS), existem mais de cento e cinqüenta tipos diferentes de dores de cabeça. Estima-se que quase 90% da população, já sofreu algum dia de dor de cabeça (cefaléia). Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia (SBCe), a dor de cabeça é um sintoma comum a diversas doenças, que podem ter como origem distúrbios do metabolismo, intoxicações e reações infecciosas. Em 2004, a Sociedade Internacional de Cefaléia publicou a 2a edição da Classificação Internacional de Cefaléias (The International Classification of Headache Disorders 2nd Edition). De acordo com esta classificação, as cefaléias primárias tem origem ligada a alterações intrínsecas da bioquímica cerebral. Este tem como principais representantes, a cefaléia migrânea ou enxaqueca, a do tipo tensional e a em salvas.
Estudos demonstraram que há uma maior prevalência de DTM em grupos e faixas etárias específicas, crianças e adolescentes (BERTOLI em 2007, TOSATO & CARIA em 2006), mulheres de 19 a 43 anos (PEREIRA et al. em 2005), embora possa ocorrer em qualquer idade e sexo. Por outro lado, cerca de 70% da população geral tem pelo menos um sinal de DTM, sendo que somente 25% têm conhecimento deste e apenas 3,5% procuram tratamento (BRUNO em 2004). Alguns sinais e sintomas tais como: dor na musculatura mastigatória e/ou na ATM, cefaléia, bruxismo, estalos, otalgia, dor facial, dor cervical, cansaço na musculatura mastigatória, limitação de abertura de boca, dor durante a mastigação, zumbido, são freqüentemente encontrados em pacientes com DTM. A cefaléia é apontada como um dos mais freqüentes sintomas encontrados no paciente com DTM, sendo muitas vezes a causa da busca da ajuda do profissional. Nesse contexto, vale citar alguns profissionais que compõem a equipe multiprofissional responsável pela assistência a estes pacientes, composta por: médico cefaliatra, especialista em dor, neurologista, otorrinolaringologista, além de cirurgião-dentista especialista em Dor orofacial e DTM, fisioterapeuta, psicólogo, entre outros. Somente através da integração multidisciplinar destes profissionais, se conseguirá promover a elucidação da(s) causa(s) da cefaléia e recuperar a condição de saúde e bem estar do paciente.
Conclusão do autor:
Existe uma relação muito próxima entre alguns quadros de cefaléia e a DTM. Parece que a maior dificuldade, durante o atendimento ao paciente com esse quadro, não é propriamente o diagnóstico da presença da DTM, mas sim se esta é a única causadora do quadro, ou se simplesmente é um componente de um processo patológico mais complexo. Ainda existe muito a ser estudado e descoberto sobre as cefaléias, sendo um assunto de grande relevância e igual complexidade.
Por fim, vale a pena destacar a fundamental importância da atuação multiprofissional nestes casos, contribuindo para um melhor entendiamento do processo patológico, e para a identificação da(s) causa(s) deste distúrbio.
Link do artigo na integra via UFSM:
http://www.ufsm.br/dentisticaonline/0906.pdf
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
DISFUNÇÕES OROFACIAIS NOS PACIENTES EM TRATAMENTO ORTODÔNTICO
http://www.revistacefac.com.br/revista84/artigo04.pdf
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Imaginologia da articulação temporomandibular durante o tratamento ortodôntico: uma revisão sistemática
Com o advento de exames imaginológicos com especificidade, sensibilidade e maior precisão na reprodução das estruturas anatômicas articulares — tais como ressonância magnética nuclear (RMN), tomografia computadorizada e tomografia volumétrica Cone Beam, bem como métodos de reconstrução em 3D —, essa inter-relação pode ser avaliada com maior exatidão. Somado a esse fato, teve-se a realização de estudos clínicos com desenhos e critérios metodológicos mais rigorosos, gerando maiores índices de evidências.
Foi realizada uma busca computadorizada nas bases de dados MEDLINE, Cochrane, EMBASE, Pubmed, Lilacs e BBO no período compreen- dido de 1966 a fevereiro de 2009. Os descritores de pesquisa utilizados foram “orthodontics”, “orthodontic treatment”, “temporomandibular disorder”, “temporomandibular joint”, “craniomandibular disorder”, “tmd”, “tmj”, “magnetic resonance imaging” e “tomography”, os quais foram cruzados nos mecanismos de busca.
Após a aplicação dos critérios de inclusão, obtiveram-se 14 estudos, sendo o índice Kappa de concordância entre os revisores igual a 1,00. Desses estudos, 2 eram estudos clínicos randomizados e 12 eram estudos longitudinais sem critérios de randomização.
Entre os estudos selecionados, 11 eram baseados em imagens de ressonância magnética e 3 em imagens de tomografia computadorizada. Nenhum estudo selecionado utilizou a tomografia volumétrica Cone Beam para avaliação da ATM.
Torna-se cada vez mais importante analisar a literatura corrente de uma maneira crítica e rigorosa, de modo a verificar-se qual o nível de evidência científica que a informação gera. A aplicação de critérios metodológicos de pesquisa — como cálculo amostral, randomização, calibragem, cegamento e controle de fatores envolvidos — é extremamente importante para qualificar o nível de evidência gerada. E essas informações devem estar disponíveis para a apreciação e discussão do leitor.
Atualmente, o acesso a informações científicas encontra-se disponível por meio das mais diferentes formas. Devido a essa facilidade, o conhecimento acerca da hierarquia dos níveis de evidência científica é essencial para avaliar a qualidade do estudo em questão. Assim, metaanálises, revisões sistemáticas e estudos clínicos randomizados ganham papel de destaque. Estar atento a esse fato é importante, visto que a grande maioria dos artigos publicados em periódicos brasileiros corresponde a estudos de baixo potencial de aplicação clínica direta.
CONCLUSÕES
» Pela revisão sistemática da literatura, verifica- se que o correto relacionamento oclusal, em decorrência do tratamento ortodôntico, não é obtido às custas de um posicionamento não fisiológico tanto do côndilo quanto do disco articular. Assim, a Ortodontia, quando utilizada de forma correta, não acarreta efeitos adversos à ATM.
» A aplicação de forças durante determinadas mecânicas ortodônticas, especialmente situações ortopédicas, pode acarretar alterações no crescimento condilar e em estruturas ósseas da ATM. Assim, a aplicação da mecânica deve ser realizada de forma adequada e deve-se ter conhecimento acerca dessas repercussões.
» Em alguns estudos, através da análise de exames de imagens, observou-se que houve melhoras em situações de DTM preexistentes no início da terapia ortodôntica. Porém, esses dados são apenas sugestivos, necessitando-se de mais estudos clínicos randomizados para se obter conclusões mais precisas.
» É necessária a realização de novos estudos clínicos randomizados, de natureza longitudinal e intervencionista, para que se determinem associações causais mais precisas, dentro de um contexto de uma Odontologia Baseada em Evidências Científicas.
Como citar este artigo: Machado E, Grehs RA, Cunali PA. Imaginologia da articulação temporomandibular durante o tratamento ortodôntico: uma revisão sistemática. Dental Press J Orthod. 2011 May-June;16(3):54.e1-7.
Link do artigo na Integra via Scielo:
http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n3/a05v16n3.pdf
terça-feira, 5 de julho de 2011
Termo do 1o Consenso em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

Por definição, dor orofacial é toda a dor associada a tecidos moles e mineralizados (pele, vasos sanguíne- os, ossos, dentes, glândulas ou músculos) da cavidade oral e da face. Usualmente, essa dor pode ser referida na região da cabeça e/ou pescoço ou mesmo estar associada a cervicalgias, cefaleias primárias e doenças reumáticas como fibromialgia e artrite reumatoide.
As principais fontes de dor orofacial são proble- mas odontogênicos, cefaleias, patologias neurogênicas, dores musculoesqueléticas, dores psicogênicas, câncer, infecções, fenômenos autoimunes e trauma tecidual.
Historicamente, a Odontologia tem se dedicado fundamentalmente ao diagnóstico e tratamento da dor odontogênica (pulpar e periodontal). Não se pode, porém, descuidar da identificação de outras fontes de dor orofacial como processos inflamatórios típicos (sinusites, parotidites), dores neuropáticas contínuas ou intermitentes (nevralgias, dor por de- saferentação, dor mantida pelo simpático), cefaleia e disfunção temporomandibular.
A dor orofacial apresenta alta prevalência na população, sendo causa de grande sofrimento para os pacientes. Além disso, pode resultar de patologias que põem em risco a vida do indivíduo. Daí a fundamental importância da participação do cirurgião-dentista na prática de um processo diagnóstico adequado.
Foi estimado que aproximadamente 22% da população haviam apresentado ao menos um tipo de dor orofacial nos 6 meses que antecederam a coleta dos dados. A causa mais frequente da dor orofacial apontada nesse estudo foi a de origem odontogênica (12,2%), seguida pela disfunção temporomandibular (DTM), constatada em 5,3% da população.
Segundo a Academia Americana de Dor Oro-facial, a DTM é definida como um conjunto de distúrbios que envolvem os músculos mastigatórios, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas.
Os sintomas mais frequentemente relatados pelos pacientes são: dores na face, ATM e/ou mús- culos mastigatórios, dores na cabeça e na orelha. Outros sintomas relatados pelos pacientes são as manifestações como zumbido, plenitude auricular e vertigem.
Estudos epidemiológicos estimam que 40% a 75% da população apresentem ao menos um sinal de DTM, como ruídos na ATM e 33%, pelo menos um sintoma, como dor na face ou na ATM.
No Brasil, poucos são os estudos que verificaram a prevalência de sinais e sintomas de DTM em amostras populacionais. Um estudo recente concluiu que 37,5% da população apresentavam ao menos um sintoma de DTM. Entre estudantes universitários, estima-se que 41,3% a 68,6% apresentem algum sinal ou sintoma de DTM.
Ainda não há método confiável de diagnóstico e mensuração da presença e severidade das disfunções temporomandibulares que possa ser usado de maneira irrestrita por pesquisadores e clínicos. Para o diagnóstico de casos individuais, a anamnese continua sendo o passo mais importante na formulação da impressão diagnóstica inicial.
O exame físico, constituído por palpação muscular e da ATM, mensuração da movimentação mandibular ativa e análise de ruídos articulares, quando executado por profissionais treinados e calibrados, é instrumento de grande validade no diagnóstico e na formulação de propostas de terapia, assim como de acompanhamento da eficácia dos tratamentos propostos.
A Academia Americana de Dor Orofacial (AAOP) estabeleceu, na 4o edição de seu manual, novas diretrizes para o diagnóstico e classificação das diferentes formas de DTM, que são divididas em dois grandes grupos (DTM muscular e DTM articular) com suas respectivas subdivisões.
A tentativa de isolar uma causa nítida e universal da DTM não tem sido bem-sucedida. Estudos recentes concluem que a DTM tem origem multifatorial.
Faz parte de uma anamnese completa a identificação de fatores predisponentes (que aumentam o risco da DTM), fatores iniciadores (que causam a instalação das DTMs) e fatores perpetuantes (que interferem no controle da patologia). Dentre esses fatores citaremos aqueles que supostamente são mais relevantes.
Trauma
• Trauma direto ou macrotrauma.
• Trauma indireto: representado por lesões do tipo chicote.
• Microtrauma: provocado por traumas de pequena monta, realizados de maneira repetitiva, como hábitos parafuncionais (bruxismo, apertamento dentário, etc).
Fatores psicossociais
• Ansiedade, depressão, etc.
Fatores fisiopatológicos
• Fatores sistêmicos: doenças degenerativas, endócrinas, infecciosas, metabólicas, neoplásicas, neurológicas, vasculares e reumatológicas.
• Fatores locais: alteração na viscosidade do líquido sinovial, aumento da pressão intra-articular, estresse oxidativo, etc.
• Fatores genéticos: presença de haplótipos associados à sensibilidade dolorosa.
O objetivo do tratamento da DTM é controlar a dor, recuperar a função do aparelho mastigatório, reeducar o paciente e amenizar cargas adversas que perpetuam o problema.
A etiologia indefinida, o caráter autolimitante e a altíssima eficácia recomendam a utilização inicial de terapias não-invasivas e reversíveis para os pacientes que sofrem de DTM.
Alguns estudos relatam o controle de sinais e sintomas em mais de 90% dos pacientes que re- ceberam tratamentos preservadores. Educação do paciente, automanejo, intervenção comportamental, utilização de fármacos, placas interoclusais, terapias físicas, treinamento postural e exercícios compõem a lista de opções aplicáveis a quase todos os casos de DTM.
Há carência de políticas públicas que visem divulgar a patologia e acolher os indivíduos que sofrem de DTM. É insignificante o volume de atendimentos proporcionados pelo Estado. Essa falta de assistência e informação, invariavelmente, frustra o paciente, provocando uma insistente busca por outras especialidades que tratam sintomas semelhantes, mas não promovem controle adequado do problema em questão. A especialidade de “Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial”, regulamentada pelo Conselho Federal de Odontologia, é esquecida dentro do contexto da saúde bucal.
A especialidade DTM e Dor Orofacial foi criada em 2002 pelo Conselho Federal de Odontologia. A despeito disso, mesmo entre profissionais da saúde, essa especialidade ainda é pouco conhecida. A adoção da disciplina de DTM e Dor Orofacial na grade curricular dos cursos de graduação de Odontologia é indispensável e urgente. O reconhecimento e o apoio, por parte das autoridades que gerenciam a política de saúde pública, são necessários para que o atendimento primário ao paciente com dor orofacial seja viabilizado de forma eficaz. Essas medidas reduzirão o sofrimento desses indivíduos e a sobrecarga financeira sobre eles.
Deve ser considerada postura antiacadêmica estabelecer protocolo ou promover cursos de Educação Continuada apoiados na terapia oclusal como forma de terapia definitiva para o controle de sinais e sintomas de DTM.
Link do Artigo na Integra via Scielo:
http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n3/14.pdf
terça-feira, 15 de março de 2011
Uma conversa com o Dr. James Boyd - NTI-tss
É um dispositivo de aparência simples que dizem ter um impacto significativo em muitos pacientes na prevenção das desordens temporo-mandibulares (DTM)
e enxaquecas diagnosticadas clinicamente. Informações adicionais sobre o dispositivo NTI podem ser obtidas visitando www.nti-tss.com.

James P. Boyd, D.D.S, é instrutor clínico sênior e diretor de pesquisas no White Memorial Medical Center Craniofacial Pain Clinic in Los Angeles. Ele é o diretor executivo da NTI-TSS, Inc. e desenvolveu as patentes e protocolos clínicos do NTI, um dispositivo odontológico aprovado pelo FDA para a prevenção de disfunções temporomandibulares
É um dispositivo de aparência simples que dizem ter um impacto significativo em muitos pacientes na prevenção das desordens temporo-mandibulares (DTM) e com enxaqueca diagnosticada clinicamente. E com a recente aprovação pelo FDA do NTI, os dentistas estão começando a ouvir mais a respeito desse aparelho. E eles não são os únicos. A mídia, incluindo um dos shows de notícia matutinos também o notou, chamando a atenção e despertando o interesse dos pacientes. Para descobrir mais a respeito da ciência por de trás deste dispositivo e suas aplicações práticas, nosso editor clínico, Dr. David Hornbrook, entrevistou o dentista que desenvolveu as patentes internacionais e o protocolo clínico do NTI.

O NTI tem ganhado muita notoriedade após sua recente aparição no Good Morning America (programa televisivo de notícias norte-americano). Este dispositivo, entretanto, já está no mercado há uns dois anos. Mesmo assim, os dentistas não estão familiarizados com ele. O que é o NTI e o que ele significa?
Boyd : O NTI-tss ou NTI é um dispositivo odontológico que foi recentemente aprovado pelo FDA para a prevenção da migrânia diagnosticada médicamente, assim como para a prevenção da disfunção temporomandibular. É um sistema de supressão de tensão que utiliza os reflexos naturais do corpo quando usado durante o dia. À noite, ele previne e reduz o componente muscular, dores de cabeça crônicas, enxaquecas e desordens mandibulares ao prevenir o contato parafuncional dos dentes caninos e molares. Ele representa um grande avanço sobre placas no tratamento e prevenção do apertamento excessivo dos dentes, ranger dos dentes, bruxismo, tensão no pescoço, hipersensibilidade dos dentes, dores de cabeça causadas por tensão e DTM.
É um aparelho pequeno em forma de concha, transparente, que é colocado sobre os dois dentes frontais. Na borda incisiva do aparelho se encontra uma protuberância ou barra que se extende anteriormente e posteriormente para proporcionar um ponto de parada.
NTI significa Nociceptive Trigeminal Inhibition (inibição nociceptiva trigeminal). Este é um jeito técnico de dizer que a abertura da mandíbula é um reflexo, e esse dispositivo proporciona um modo de suprimir os músculos que movimentam a mastigação.

Clínicos estão familiarizados com esse conceito. Isso é o que um desprogramador anterior ou "jig" faz. Entretanto, a razão pela qual um jig não pode ser utilizado de forma terapêutica numa modalidade "noite após noite" é que se a mandíbula se movimentar, ela vai anular o jig ao fazer com que este entre em contato com o canino. O NTI é uma adaptação do jig que propicia movimentação mandibular enquanto ainda suprime a intensidade do tensionamento oclusal.
O NTI permite contato com incisivo inferior um pouco antes da oclusão posterior. Isso permite um assentamento condilar ou o melhor posicionamento condilar durante o fechamento.

É um conceito relativamente simples. Para se ter sucesso com o NTI, você não precisa assistir muitos cursos ou aprender um monte de teoria. É baseado em atividades médicas e fisiológicas já estabelecidas.
Quem fabrica o NTI, o dentista ou um laboratório?
Boyd : O NTI é uma matriz pré-fabricada que elimina todo o trabalho de laboratório e a maioria dos procedimentos de consultório que envolvem a fabricação e adaptação da mini-placa. ( Veja figuras 1 a 9 ). Embora o dentista possa fazer um aparelho tipo NTI à partir do zero, a matriz pré-fabricada poupa 75% do trabalho de produzir o aparelho final.
Figura 1: O NTI antes da fabricação. Figura 2: O dispositivo é primeiro experimentado no paciente.
Figura 3: O acrílico auto-polimerizável é misturado antes de ser colocado na mini-placa. Figura 4: O NTI é colocado na boca para alinhamento do acrílico.
Figura 5: O paciente morde o NTI antes do acrílico se polimerizar. Figura 6: O excesso de acrílico é removido.
Figura 7: O NTI finalizado. Note que apenas os incisores anteriores se tocam. Figura 8: Movimento excursivo para a esquerda.
Não há necessidade de se tomar um molde ou criar modelos. Um dentista poderia fazer isso em seu consultório sem uma matriz NTI e não estaria infringindo as patentes. Para aqueles esquemas oclusais que não permitem uma utilização fácil do aparelho, nosso site descreve como fabricar um aparelho tipo NTI sob medida no consultório.
Qual foi a sua motivação de criar o NTI?
Boyd : Foi realmente para o meu próprio uso. Eu era um típico paciente com disfunção de ATM. Tinha dor de cabeça todos os dias, durante o dia todo e ocasionalmente sofria de enxaqueca. Parte de meus sintomas envolviam um estalo audível na articulação e dificuldade em abrir minha mandíbula que às vezes ficava dolorida após mastigação. Eu passei pela terapia tradicional com placas estabilizadoras e eu era um daqueles que pareciam ficar pior usando o aparelho. Eu o usaria por algumas noites e então ficaria sem ele por uma ou duas noites para somente então voltar a usá-lo.

Os conceitos de bruxismo, DTM e apertamento excessivo tendem a ter várias definições, e muitos clínicos relacionam hábitos parafuncionais com a "Caixa de Pandora" do bruxismo. Como você define bruxismo e como você se posiciona fora do pensamento tradicional da terapia com placas estabilizadoras?
Boyd : Médicos, dentistas e o público em geral tendem a pensar que bruxismo significa ranger de dentes, mas isso é apenas o "segundo tempo" da atividade real dessa condição.
Você pode ter a mandíbula numa posição de descanso e move-la excursivamente para os lados, para frente e para trás. Isso não é bruxismo, embora os pterigóides laterais estejam funcionando. Você tem que elevar a mandíbula primeiro, o que vamos definir como apertamento e/ou tensionamento. Uma vez que os dentes entram em contato ou estão em oclusão, devido à continua elevação da mandíbula, só aí é que a ranger é possível.
Nesse momento, espera-se que os pterigóides laterais se contraiam e reabram a mandíbula. Essa é uma ação normal ao se mastigar ou engolir. Entretanto, no bruxismo, os músculos temporais se recusam a se soltar e mantém os dentes "em oclusão", como nós dizemos na odontologia. A intensidade da elevação ou a intensidade do apertamento perpétuo na presença das tentativas dos pterigóide laterais em reabrir a mandíbula vai ditar a severidade do ranger dos dentes que vai resultar.
À medida em que os músculos temporais se contraem mais intensamente, os dentes entram em oclusão de forma mais tensionada, dessa forma provocando maior resistência do pterigóide lateral. Em outras palavras, a atividade de ranger os dentes pode ficar mais severa. No grau máximo de tensionamento, a mandíbula não consegue se mover e os pterigóides laterais não possuem nenhuma chance de atividade excursiva. Então, eu vejo o bruxismo como função do apertamento. A intensidade do apertamento dita a severidade da ranger dos dentes.
A odontologia parece entrar num meio termo. Uma vez que a mandíbula tenha sido elevada, os dentes estão em contato. À medida em que os pterigóides laterais naturalmente tentam reabrir a mandíbula, eles encontram a resistência proporcionada pelos temporais, com frequência resultando em sinais e sintomas de DTM, e nós assim os tratamos. Meu enfoque para o bruxismo é suprimir primeiramente a intensidade do pressionamento dos dentes, ao invés de tratar os resultados da atividade da pterigóide lateral.
No passado, eu utilizei uma placa de oclusão total, montada com relação central, para tentar tratar de bruxismo. Alguns clínicos sentem que esse enfoque intensifica o apertamento dos dentes. Você acredita que isto é correto?
Boyd : A capacidade máxima de contração do temporais acontece com os dentes ligeiramente separados. Em alguns pacientes, quando você providencia uma placa de cobertura total de dois milímetros de grossura e montada de relação central, você pode estar possibilitando uma capacidade otimizada da intensidade de apertura dos dentes. E se o paciente faz isso, ele ou ela terá articulação de mandíbula estabilizada idealmente. Você terá tratado a DTM e terá sido bem sucedido.
O paciente pode ter ainda dor de cabeça ou enxaqueca ou estas podem se intensificar. Não seria aparente para o dentista, entretanto. Nós tendemos a olhar abaixo do osso zigomático, e teremos algum sucesso com aqueles sintomas e nunca considerar que talvez a intensificação da dor de cabeça ou enxaqueca do paciente possa ter sido ocasionada por essa nova capacidade de apertar os dentes com intensidade mais eficiente.
Alguns clínicos acham que o aparelho NTI é essencialmente um desprogramador. É uma analogia justa? Também, como ele se difere do dispositivo desprogramador usado no Pankey Institute ou de um Jig de Lucia?
Boyd : O dispositivo Pankey é um desprogramador pré-fabricado. Um jig é um dispositivo que você mesmo fabrica. Não existe nenhum desacordo no que esses dispositivos fazem. Eles foram projetados para criarem um acondicionamento condilar ideal e relaxamento da musculatura. Entretanto, a razão pela qual eles nunca foram incorporados na prática terapêutica - deixando o paciente usá-los toda noite - é que a mandíbula fica se movendo.
Vamos olhar para um exemplo de como esse movimento pode afetar o paciente. Se a mandíbula se move para a esquerda, o canino inferior direito teria a capacidade de entrar em contato com o aparelho desprogramador. O contato do canino permite um tensionamento quase máximo dos temporais. Se a mandíbula mostra um movimento excursivo para a esquerda com o canino direito em contato, pode resultar em um tensionamento significativo da articulação. Assim, você pode ver um paciente após quatro ou cinco noites de uso do desprogramador que dirá que o aparelho funciona muito bem, mas então uma semana depois ele poderá estar dizendo que sua articulação o está matando.

Os dentistas iriam normalmente responder, "Nós não podemos usar esse dispositivo no longo prazo porque poderá haver tensionamento da articulação". Nenhuma consideração é dada em como aquela tensão foi criada. O NTI é a resposta contra aquele movimento mandibular potencial que ajuda a prevenir esse tensionamento.
Existe qualquer contra-indicação para o NTI?
Boyd : A contra-indicação primária do NTI é a presença de algum grau de desarranjo interno da articulação que não esteja relacionada com a disfunção muscular. De fato, é algo raro, mas nesse casos você tem algum grau de condição de luxação ou sub-luxação. Um dispositivo NTI poderia ser contra-indicado mesmo quando a intensidade muscular do paciente seja reduzida. Eles ainda têm a habilidade de mover excursivamente, o que poderia estar forçando a articulação. Nestes casos, uma placa de cobertura total será uma opção melhor.
Fora esse tipo de condição, não há realmente nenhuma contra-indicação para o dispositivo NTI. A menos que, é claro, o paciente não possua incisivos ou se o dentista utilize incorretamente o dispositivo ao aumentar a dimensão vertical mais do que é necessário, o que poderia acarretar em tensionamento da articulação. Óbviamente, se os dentistas não seguirem o protocolo, eles podem de fato prejudicar.
Então o NTI poderia ser usado como uma alternativa à terapia de longo prazo utilizando placas?
Boyd : Exatamente. Eu tenho usado o meu todas as noites por 12 anos agora. Alguns clínicos podem dizer, "Qual a possibilidade de extrusão posterior ocorrer?". Um dente posterior que recebe estimulação álveolar regular, algo que acontece quando uma pessoa mastiga comida uma ou duas vezes ao dia, não tem oportunidade para extrusão.
No meu caso, nenhum dos meus dentes teve extrusão desde que eu comecei a usar o NTI. De fato, nós nunca vimos um caso autêntico de extrusão posterior com esse dispositivo. Entretanto, clínicos as vezes identificam por engano supra-erupção posterior quando a mandíbula de um paciente se reposiciona sozinha, isto é, o condilo se acondiciona em sua posição músculo-esqueletal estável após não ter ficado assim antes. Se os condilos se movem posteriormente e superiormente, aquele reposicionamento cria mais oclusão posterior e menos anterior, dando assim a ilusão de supra erupção posterior. Entretanto, ambos os planos de oclusão permaneceram inalterados, e é o deslocamento mandibular que você está vendo.
Como você está ciente, hoje há muito interesse e controvérsia envolvendo a oclusão. Qual é o seu background em oclusão e sua filosofia com relação a como estes pacientes deveriam ser tratados?
Boyd : Eu observo os três componentes: musculatura, ossos e dentes. Para mim, os dentes, que estão presos ao osso, vão de carona com o movimento que a musculatura lhes dá. Eu gosto do termo que o Dr. Jeff Okeson usa, "músculo-esqueletal estável".
Eu acredito que todos os dentistas são muito bem treinados em restaurações oclusais na posição condilar músculo-esqueletal estável. Nós queremos a musculatura num estado normal, não parafuncional ou disfuncional.
O modo de conseguir esse estado é não dar a oportunidade da musculatura de agir parafuncionalmente, com hipercontrações. A musculatura só pode fazer isso quando os dentes posteriores ou caninos estão em oclusão. Antes de iniciar a terapia de oclusão, o NTI pode proporcionar uma musculatura normalizada, dessa forma permitindo um posicionamento condilar músculo-esqueletal estável e otimizado. A relação cêntrica acontece durante a atividade dinâmica, enquanto o condilo está posicionado durante o tensionamento ativo contra resistência, que é o alimento entre os dentes. Não é algo que um dentista pode ditar, mas algo que a musculatura normal cria. A odontologia pode proporcionar musculatura normal, dessa forma permitindo um ótimo posicionamento condilar. O dentista será então apresentado a um esquema oclusal que pode ou não requerer restauração. Uma vez que a mandíbula se fecha e os dentes estão entrando em contato, normalmente a mandíbula iria começar a reabrir. Isso que é esperado que as pterigóides laterais façam. Mas quando os músculos de elevação se recusam a relaxar, os pterigóides laterais encontram resistência. A presença de interferências oclusais causa um desbalanceamento nos pterigóides laterais criando então mudanças na posição condilar. Então faz sentido tratar das interferências para criar um esquema oclusal livre delas.
Uma vez que essas interferências são removidas, o paciente pode ter um condilo posicionado otimizadamente e um esquema oclusal também otimizado. Isso não significa que a atividade muscular parafuncional vai parar. Você observa isso quando coloca uma placa "ideal" de cobertura completa montada em relação cêntrica. Pacientes ainda mordem com força esses dispositivos. Eu não estou convencido que esquemas de oclusão ideais e condilar idealmente posicionada irão eliminar a hiperatividade muscular. De fato, às vezes isso só vai permitir a ela se perpetuar.
Deu a impressão que a FDA aprovou de repente o NTI para a prevenção da enxaqueca. Isso significa que existe relação entre tensionamento e enxaqueca? Deveriam estar os dentistas tratando enxaquecas?
Boyd : Existe uma relação entre enxaqueca e apertamento dos dentes. Por exemplo, todos os pacientes de enxaqueca e dor de cabeça tensional apresentam musculatura pericranial dolorida.
Na Odontologia, nós instintivamente sabemos o que isso significa. Na Medicina, os Médicos não fazem rotineiramente apalpação muscular e típicamente não perguntam sobre ou investigam dor pericranial. Quando pacientes com dor de cabeça tensional ou que sofrem de enxaqueca descrevem sua dor, o Médico faz perguntas, faz o diagnóstico e recomendações. O que eles não reconhecem é que a dor pericranial é muito possívelmente o resultado da hiperatividade da musculatura. Esses pacientes, que estão apertando os dentes noturnamente, têm hiper atividade dos temporais. Este é um ingrediente o qual os cientistas neurológicos chamam de sintomas e/ou eventos de enxaqueca.
O relacionamento para com as enxaquecas vem do fato de que esses pacientes têm um alto grau de pressionamento dos dentes quando estão dormindo. Os dentistas não vêem isso porque muitas vezes os dentes dos pacientes de enxaquecas parecem perfeitos. As articulações de suas mandíbulas estão bem porque elas estão bem suportadas durante o pressionamento e podem mesmo estar num relacionamento ideal.

Tudo isso não é para sugerir que os dentistas devessem diagnosticar enxaquecas. Existe uma grande diferença entre diagnóstico de enxaquecas e a prevenção de enxaquecas. O diagnóstico da enxaqueca requer que o Médico execute um CAT-scan, MRI, tire raios-X e faça um exame de sangue.
Uma vez que o paciente tenha sido diagnosticado com cefaleia tipo tensional ou enxaqueca, significando que nada exista de errado com ele objetivamente, o dentista pode fácilmente executar uma apalpação para determinar dor pericranial. É quando o NTI é utilizado, como parte de um protocolo para prevenir a enxaqueca.
Quais são as taxas de sucesso com o NTI em termos de eliminação do bruxismo, apertamento dos dentes e dor de cabeça?
Boyd : Nos dados de testes clínicos enviados ao FDA, 82 por cento dos pacientes diagnosticados como sofredores de enxaqueca - a quem eu chamo de "pressionadores de dentes primários" - apresentaram uma média de 77 por cento de redução na frequência de suas enxaquecas dentro das primeiras oito semanas de uso do NTI.

Por outro lado, quando olhamos DTM ou atividades excursivas - bruxismo - os dentistas têm obtido taxas de sucesso ainda maiores porque os pacientes que eles estão tratando com esse dispositivo não apresentam tanta intensidade de apertamento dos dentes. Os dentistas estão um pouco surpresos pela eficácia do NTI. Na mesma moeda, eles também vêem o quão rápido um paciente pode piorar se eles não aderirem ao protocolo apropriado.
Eu digo aos dentistas: Não pense que é uma coisa fácil e automática e que tudo o que têm de fazer é colocar isso na boca do paciente e eles vão melhorar. Você poderia fazer alguém ficar muito pior com esse dispositivo. Se usado apropriadamente, entretanto, é bem efetivo.
Quais são alguns dos fatores críticos que determinam o sucesso do NTI?
Boyd : O fator mais significativo em alcançar sucesso com o NTI é o grau da dimensão vertical do espaço livre que o dispositivo cria.
À medida em que a dimensão vertical aumenta, nós temos que perguntar se a condilo tem sido significantemente transladado pela presença do dispositivo. Eu penso em translação como deixando a "base principal". Durante a parafunção, você deseja que a condilo esteja tão próxima da "base principal" quanto possível o tempo todo. Se você tem uma dimensão vertical excessiva, quer dizer, translação, você pode estar ocasionando oclusão canina ou posterior em movimento excursivo, dessa forma permitindo um aumento da intensidade da apertura e/ou tensionamento da articulação.
Digamos que o paciente tenha um ou dois milímetros de desoclusão ou espaço livre com o NTI no lugar, mas no momento em que eles se movem você tem um contato posterior ou um contato dos caninos, portanto permitindo o pressionamento dos dentes com intensidade enquanto a articulação foi transladada em algum grau.
É a dimensão vertical do espaço livre criado pelo NTI que tem que ser ajustada com precisão. Por exemplo, a medida em que o paciente move excursivamente e você observa um contato posterior com o NTI colocado, vai ser a mais óbvia apresentação de interferência que você poderia conseguir. Isso seria um momento propício para obter o equilíbrio oclusal.
Vindo de um passado em estética, eu converso com muitos clínicos que sentem ser prudente colocar placas de cobertura total em seus pacientes após aplicar em coroas veneers, inlay/onlay e coroas cerâmicas. Essa é uma aplicação para o NTI?
Boyd : É uma aplicação ideal para o NTI, com uma exceção. Se você fosse colocar um NTI nos incisores superiores e você tivesse colocado coroas nos incisores inferiores e tem suspeita de que este paciente tem alguma atividade parafuncional, a face incisiva das coroas inferiores estarão em risco. Isso me deixaria nervoso.
Aqui está um outro conceito a considerar: Se um NTI foi planejado para uso como dispositivo protetor para coroas, eu iria fazer com que o paciente usasse o dispositivo por duas ou três semanas antes de aplicar as coroas. A razão é que você pode observar reposicionamento condilar. Uma vez que você tenha permitido esse período de ajustamento, o NTI é um dispositivo ideal. Ele pode ser colocado e tirado de cima das coroas protéticas por toda a vida e não irá danificar as restaurações.
Considerando todas as opções disponíveis para tratar do bruxismo, apertamento dos dentes e proteger restaurações existentes, como um dentista poderia determinar se um paciente é candidato para o NTI?
Boyd : São basicamente os mesmo critérios que nós utilizamos para determinar se alguém é candidato para uma placa oclusal. Pacientes que sofrem de bruxismo e aqueles que dizem ter dor de cabeça ao acordar ou têm frequentes dores de cabeça ou enxaquecas são candidatos ao NTI. Adicionalmente, o dispositivo deveria ser considerado para pacientes que demonstrem, através de apalpação da musculatura, musculatura pericranial dolorida.
Onde os clínicos podem aprender mais sobre essa modalidade de tratamento?
Boyd : O modo mais fácil é visitar o web site da NTI-tss em www.NTI-tss.com. O propósito do site é providenciar toda a informação que um dentista irá precisar para aplicar o dispositivo. É também um site que o paciente pode visitar para aprender sobre o conceito e encontrar um dentista que está disponibilizando o NTI em sua região.
* Originalmente publicado na edição de Novembro de 2001 Dental Practice Report. Copyright 1999-2002 Medec Dental Communications.
Mais informações em:
http://www.newimage.com.br/imagens_arquivos/30102006_113108.pdf
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Possíveis fatores etiológicos para desordens temporomandibulares de origem articular com implicações para diagnóstico e tratamento
As desordens temporomandibulares (DTM)referem-se a um conjunto de condições que afetam os músculos da mastigação e/ou a articulação temporomandibular (ATM). Essas condições falharam em demonstrar uma etiologia comum ou base biológica clara para sinais e sintomas relacionados e, por isso, são consideradas como um grupo heterogêneo de problemas de saúde relacionados à dor crônica. Sintomas característicos — como dor muscular e/ou articular, dor à palpação, função mandibular limitada e ruídos articulares — podem ser prevalentes, isoladamente ou associados, em até 75% na população adulta. Apesar disso, o surgimento de alguns sintomas, como ruídos articulares, não parecere estar relacionado, na maioria da população, à dor ou outros fatores fisiopatológicos que requeiram tratamento.
Estudos epidemiológicos sugerem que a prevalência de sintomas como dor e restrição de ovimentos varia entre 5 e 15%, com a maioria dos casos ocorrendo em adultos jovens com idades entre 20 e 40 anos, especialmente no gênero feminino. A prevalência reduzida de DTM entre as faixas etárias mais avançadas, como vista em estudos transversais e longitudinais, está de acordo com a natureza tipicamente limitante de seus sintomas.
A classificação corrente é largamente descritiva, baseada mais na presença de sinais e sintomas do que em sua etiologia, devido principalmente à incompleta compreensão da relação entre os fatores etiológicos e os mecanismos fisiopatológicos. Contudo, do ponto de vista clínico, é provavelmente irrelevante estender-se à divisão dos chamados subgrupos diagnósticos se todas as desordens dentro de um mesmo subgrupo puderem ser controladas usando procedimentos terapêuticos similares.
O objetivo do presente trabalho foi abordar os possíveis fatores etiológicos para o desenvolvimento de desordens temporomandibulares de origem articular (grupos II e III de acordo com o RDC/TMD), sugerindo implicações para seu diagnóstico e tratamento.
Conclusões dos autores:
Apesar das más oclusões serem historicamente consideradas como fatores de risco para o desenvolvimento de DTM, incluindo as predominantemente articulares, em muitos casos a associação estabelecida entre essas variáveis parece ter direções opostas.
Assim, investigações clínicas prospectivas e laboratoriais direcionadas a aspectos relacionados à etiologia dessas condições, principalmente nos estágios iniciais do seu desenvolvimento, podem guiar os passos seguintes da terapia no futuro.
De acordo com Legrell e Isberg, os achados da indução de redução do ramo da mandíbula, secundários ao deslocamento anterior do disco articular, indicam que o reposicionamento do disco em crianças e adolescentes jovens pode ter mais sentido do que previamente se pensava.
Em vista disso, o uso de dispositivos ortopédicos para o avanço da mandíbula, como o aparelho de Herbst — que demonstrou eficiência em melhorar o posicionamento prévio do disco articular deslocado em estágios iniciais desse processo — deve ser testado por meio de estudos clínicos randomizados adequados. Enquanto o uso terapêutico dos suplementos alimentares, como o sulfato de glicosamina, parece ser uma alternativa segura ao uso de drogas antiinflamatórias normalmente usadas no controle da dor relacionada à osteoartrite da ATM, da mesma forma que para as placas estabilizadoras, a evidência da sua eficácia para a maioria dos pacientes com DTM ainda não foi completamente estabelecida.
Link do artigo na integra via Scielo:
http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n3/10.pdf







