ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Cirurgia
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terça-feira, 25 de outubro de 2022

Frequência de dentes retidos e categorização dos caninos retidos: um estudo radiográfico retrospectivo utilizando radiografias panorâmicas





Neste artigo 2017, publicado pelo European Journal of Dentistry, pelos autores Hassan Al‐Zoubi, Abdulgader Abdullatif Alharbi, Donald J. Ferguson, Muhammad Sohail Zafar. Do Departmento de odontopediatria e  Ortodontia, College of Dentistry, Taibah University, Al Madinah, Al Munawwarah 41311, Arabia Saudita. King Fahad Hospital, Al Madinah, Al Munawwarah 41311, Arabia Saudita. Departmento de Ortodontia, European University College, Dubai. Department of Restorative Dentistry, College of Dentistry, Taibah University, Al Madinah, Al Munawwarah, Arabia Saudita. Departmento of Dental Materials, Islamic International Dental College, Riphah International University, Islamabad 44000, Pakistan.

O estudo teve o objetivo de determinar a frequência de caninos superiores impactados utilizando sete sistemas de classificação de subtipos. Para este propósito, os caninos superiores impactados foram divididos em sete diferentes subtipos.

Trata-se de um estudo descritivo, transversal e retrospectivo realizado com dados radiográficos de residentes da Madinah, Al Munawwarah. Dados radiográficos de 14.000 pacientes, que frequentaram a Faculdade de Odontologia da Universidade Taibah, de janeiro de 2011 a fevereiro de 2015, foram selecionados com base nos critérios de seleção para a presença de dentes retidos. Os indivíduos com caninos impactados na maxila foram pareados com a impactação canina maxilar. A ocorrência de cada subtipo de caninos impactados foi calculada.

Os dentes impactados são mais comuns na maxila do que na mandíbula. O canino impactado representou a maior proporção de todos os dentes superiores impactados, seguidos pelos segundos pré-molares e pelos incisivos centrais. De acordo com o sistema de classificação representado, o Tipo II de impactação canina representou a maior proporção (51%), enquanto o Tipo IV (0,5%) apresentou a menor frequência. O canino superior é o dente mais freqüentemente impactado, seguido pelos caninos inferiores.

Os autores concluíram que embora existam muitas variações, a maioria dos caninos impactados se enquadra no Tipo II da classificação dos caninos impactados.

Link do Artigo na Integra via European Journal of Dentistry:

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Tratamento de uma Classe II associada a mordida aberta e um incisivo central superior anquilosado







Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Dong-Hyun Hwang; Ki-Ho Parkb; Yong-Dae Kwon; Su-Jung Kim; do Department of Orthodontics, Graduaate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e do Department of Oral & Maxillofacial Surgery, Kyung Hee University Dental Hospital, Seoul, Korea. Mostra a aplicação de um sistema de intrusão ancorado em mini implantes e um procedimento de corticotomia para o tracionamento de um incisivo central anquilosado.

Dentes anquilosados em pacientes em crescimento, podem causar incômodos e problemas dentoalveolares, por isso necessitam de cuidados especiais para a realização de uma terapêutica a longo prazo resultados estéticos e funcionais.
A várias modalidades de tratamento para os dentes anquilosados, que incluem a reabilitação após a extração, luxação extrusiva cirúrgica, osteotomia segmentar individual ou a corticotomia e distração osteogênica alveolar.
Este artigo descreve um caso de um menino de 13 anos de idade com mordida aberta anterior complicada por um incisivo central superior anquilosado que foi movimentado pela corticotomia facilitada com tratamento ortodôntico.
CONCLUSÕES

. O paciente em questão tinha mordida aberta induzida por etiologias complexas, como um padrão hiperdivergente esquelético, um dente anquilosado e hábitos anormais (deglutição atípica e respiração bucal). Portanto, vários fatores tiveram que ser considerados ao tratar o paciente.
. A anquilose dentária e a mordida aberta esquelética são difíceis de tratar e os resultados são incertos.
. Corticotomias individuais e aplicação mini parafusos aumentam a eficiência de tratamento para mordida aberta e anquilose dentaria.
Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:
http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/102010-578.1

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A Expansão Rápida da Maxila tem efeito na voz?





Assistindo o filme "Sing - Quem canta seus males espanta", em cartaz, vi esse super ratinho cantor. No filme, ele se chama Mike e é um dos destaques de uma competição de canto que centraliza todos os atos desta animação.

Quando ele começou a cantar me surpreendi com o timbre grave da sua voz (ao contrário de outros tantos ratos da televisão e cinema que são dublados com voz aguda) e pensei: Será que ratos com a anatomia tão estreita deveria mesmo ter a voz mais aguda? E mais: Se expandirmos o palato dele com um disjuntor teríamos influência na sua voz?

Esse mês, a Angle Orthodontist apresenta um artigo dos autores, Gizem Yurttadur, Faruk Ayhan Bascıftcı e Kayhan Ozturk, da Turquia, que testaram exatamente o efeito da expansão rápida da maxila na voz.
A hipótese testada nesse estudo foi que a expansão rápida da maxila (ERM) afeta a qualidade da voz pois posiciona a língua mais anteriormente.



20 pacientes com dentição permanente, classe I, com deficiência transversal foram avaliados quando pronunciavam o fonema /a/ antes e após a ERM. Utilizando o teste t pariado para os tempos T1 (antes) e T2 (depois), bem como o teste t independente para os grupos tratado e controle, não foi detectado diferenças na qualidade ou ressonância da voz nos pacientes tratados.

Os autores concluíram que 

é seguro indicar a Expansão Rápida da Maxila para pacientes que temem alterações na voz.

Ufa! Se o Mike do filme aparecer no consultório, não precisa ter receio de indicar a ERM.

Para ver o artigo na íntegra, clique aqui.





segunda-feira, 25 de julho de 2016

Comparação de dois protocolos para a protração maxilar: âncoragem óssea versus máscara facial com expansão rápida da maxila






Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Lucia Cevidanes; Tiziano Baccetti; Lorenzo Franchi; James A. McNamara, Jr; Hugo De Clerck; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill, NC; Department of Orthodontics, University of Florence, Florence, Italy; Thomas M. Graber, Department of Orthodontics and Pediatric Dentistry, School of Dentistry, University of Michigan, Ann Arbor, Michigan; Center for Human Growth and Development, The University of Michigan, Ann Arbor, Michigan. Faz um estudo comparativo entre o protocolo classico de protração maxilar com mascara facial ao com o metodo contemporâneo de protração com mini placas ortodonticas.


Este estudo foi realizado com o intuito de se testar a hipótese de que não há diferença nos efeitos do tratamento ativo para avanço da maxila induzida por protração maxilar com ancoragem ossea(BAMP) e os efeitos do tratamento ativo com a máscara facial, em associação com a expansão rápida da maxila (ERM / FM).


Este estudo foi feito em pacientes tratados consecutivamente. As mudanças em variáveis cefalométricas dento esqueléticas desde o início do tratamento (T1) até o final do tratamento ativo (T2) com um intervalo médio T1-T2 de cerca de um ano e depois foram contrastados em uma amostra de 21 indivíduos BAMP com uma amostra RME / FM de 34 pacientes . Todos os pacientes eram pré-púberes em T1. A comparação estatística foi feita com testes t para amostras independentes.


O protocolo BAMP produziu resultados significativamente maiores do que a terapia de avanço da maxila RME / FM (com uma diferença de 2 mm a 3 mm). As alterações mandibulares sagitais foram semelhantes, enquanto as alterações verticais foram melhor controladas com BAMP. As relações sagitais intermaxilares melhoraram em 2,5 milímetros a mais nos pacientes BAMP. Resultados adicionais favoráveis do tratamento BAMP foram a falta de rotação no sentido horário da mandíbula, bem como uma falta de retroinclinação dos incisivos inferiores.


Os autores concluíram que o protocolo BAMP produziu avanço maxilar significativamente maior do que o avanço da maxila pela terapia RME / FM.




Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Entrevista com o Professor Dr. Seong-Hun Kim - Parte 3


BLOG Ortodontia Contemporânea tem a grande honra de dividir com os leitores que nos seguem diariamente, a 3ª parte da entrevista, concedida pelo Ortodontista, Pesquisador e Professor, Dr. Seong-Hun Kim da Universidade de Kyung Hee, em Seul, na Coréia. Que gentilmente vem dividindo conosco nestes dias, novos conceitos ligados a Corticotomia, ao tratamento Ortodontico Acelerado, inclusive a engenharia tecidual que associa enxertos ósseos a corticotomia em "áreas críticas". Acompanhem aqui, mais esta valiosa difusão de conhecimento ....


Marlos Loiola - O que vocês acham de associar este procedimento a outros recursos, como Braquetes auto-ligádos, fios superelasticos ou termoativados e terapia com laseres de baixa potência?




Dr. Seong-Hun Kim - O nosso estudo (Kim SJ et al., 2009) sobre os efeitos combinados de Corticotomia e Laserterapia de baixa potência, sobre a taxa de movimento do dente e da remodelação paradentária, demonstrou que os indices de movimento de caninos a segundos pré-molares com corticotomia foram maiores num nivel de 2,08 vezes que no grupo de terapia a laser, mas 0,52 vezes menor nível no grupo com laserterapia + Corticotomia do que no grupo controle.

A Laserterapia de Baixa Intencidade periódica após a Corticotomia em torno de um dente diminuiu a taxa de movimento do dente e atividade de remodelação alveolar. Portanto, laserterapia de baixa potencia deve ser usada com cuidado em combinação com a corticotomia.



O fio superelástico é um elemento chave, ao se  ecaixar um fio retangular NiTi com tamanho 0.018X0.025" aplica-se uma carga com força ortodontica pesada imediata, o que propicia uma leitura das prescrições dos acessórios.





Marlos Loiola - Numa ultima publicação sua e dos seus colaboradores em 2011 no AJO-DO, vocês demonstram um procedimento de corticotomia numa paciente classe III com necessidade de descompensação para preparo Ortodontico-Cirurgico. Neste caso a corticotomia foi associada a um enxerto e membrana, foi demonstrado no artigo uma formação de tecido ósseo. Explique este processo e como anda a casuística da sua equipe em relação a tal procedimento.



Dr. Seong-Hun Kim - O tratamento de corticotomia com aumento combinado, proporcionou uma descompensação eficaz dos incisivos inferiores em pacientes portadores de Classe III esquelética, mantendo a espessura do osso vestibular e sem quaisquer efeitos secundários periodontais. Esta técnica reduz ou elimina o risco de se mover as raízes através da placa vestibular durante a descompensação, com o risco associado de recessão gengivais. O nosso estudo retrospectivo (.. Ahn et ai, Lee et al, AJODO no prelo) mostrou uma proclinação significativa dos incisivos inferiores foi demostrado depois da descompensação (P <0,001; IMPA 10.45 °, 10,74 ° ISPA), enquanto que a espessura do osso alveolar aumentou 1,56 milímetros no ápice da raiz e 1,98 milímetros no nível do ponto B (P <0,001). Não houve recessão gengival, independentemente do grau de proclinação dos incisivos inferiores. Dois tipos de padrão de aumento ósseo foram evidentes. Um foi caracterizado por um aumento na espessura do osso alveolar vestibular com um aumento concomitante na altura da crista alveolar. O outro mostrou um aumento da espessura alveolar no ponto B, sem um aumento da altura da crista alveolar.


O procedimento de SOO é como se segue: Imediatamente após a colagem de braquetes, a espessura total dos retalhos vestibulares foram rebatidos usando uma incisão sulcular. Uma incisão vertical para liberação foi feita na área  de pré-molares, conforme necessário. Decorticação foi realizada com a utilização de uma broca esférica Nº 2 em uma peça de mão de alta velocidade ou com dispositivos cirúrgicos piezoeléctricos. Ranhuras verticais foram feitas no espaço interradicular, no meio caminho entre as saliências radiculares que se estendem a partir de um ponto de 2 a 3 mm abaixo da crista ossea a um milímetro além dos ápices das raízes. Estas corticotomias verticais, então, foram conectadas com corticotomias horizontais apicais na extremidade da raiz.

Sangramento suficiente na área decorticada é observado, e, em seguida, os materiais de enxerto ósseo são colocados. Enxerto mineral ósseo mineralizado e desproteinizado bovino foi utilizado para o de aumento alveolar  e as papilas interdentais foram reposicionadas e suturadas com nylon 5-0 ou 6-0 com suturas verticais por eversão. É crítico alcançar o fechamento primário para proteger o material do enxerto ósseo.


Após o retalho reposicionado, uma força ortodontica pesada e imediata é aplicada, com um fio de NiTi 0,018 X 0,025 inserido. Em casos de dentição severamente comprometida com alvéolos finos, A AOO como o único procedimento é insuficiente para a descompensação. A utilização de enxertos ósseos combinados com regeneração tecidual guiada pode servir como um recurso para a formação do coágulo e de estabilização.


Marlos Loiola - Vocês realizam um curso teórico/prático com cirurgia ao vivo no departamento de ortodontia da Universidade de Kyung Hee. Nos explique um pouco mais sobre este evento.
  
Dr. Seong-Hun Kim - O  Curso Internacional de Ortodontia Cirurgica Acelerada (“Speedy”) Kyung Hee, com cirurgia ao vivo é realizada no Kyung Hee University Dental Hospital  em Seul, na Coréia.

Alguns amigos que vieram nos visitar aqui na Coréia para participar deste curso e alguns outros amigos estão agora atendendo. 

Como todos sabemos, este curso inovador de SSO é essencialmente voltado para Periodontistas, Cirurgiões BucoMaxiloFaciais e Ortodontistas que estão buscando uma nova forma de resolver problemas com possíveis complicações em pacientes adultos e com uma opção cirúrgica sem anestesia geral.

No Primeiro curso da KIFOC (4 a 6 de junho de 2010), 15 participantes de 6 países desfrutaram de palestras, observação de cirurgia ao vivo,  completamente juntos com discussões por três dias inteiros, sobre ortodontia, implantes contemporâneos e tratamentos ortodônticos com corticotomia assistida.


No segundo curso, no 1º dia, vamos nos concentrar em mini placas ortodônticas, com duas peças parciais osseointegradas “C-implantes” e aplicação da placa palatina com inovações em tratamentos simples vestibular e lingual através de palestras e curso com Typodont e hands-on.


2º Dia, nós vamos lidar com vários tipos de tratamento ortodôntico, corticotomias assistidas desenvolvidas pelaos cursos nas faculdades, tais como “corticision” corticotomia em janela, para protração de molar, ortodontia cirúrgica “Speedy” para protrusão bimaxilar ou mordida aberta ou correção com compensações sem cirurgia ortognática.



3º dia - Será coberto com cirurgias ao vivo, sem anestesia geral e com discussão sobre os procedimentos cirúrgicos dos casos e dicas clínicas.


Durante o curso, os participantes podem desfrutar das belas paisagens coreanas e da deliciosa comida com jantares emocionantes.




Espero que estas informações sejam úteis para apreciação dos amigos brasileiros que se interessarem em  realizar o nosso curso.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Entrevista com o Professor Dr. Seong-Hun Kim - Parte 2


BLOG Ortodontia Contemporânea tem a grande honra de dividir com os leitores que nos seguem diariamente, a 2ª parte da entrevista, concedida pelo Ortodontista, Pesquisador e  Professor Dr. Seong-Hun Kim da Universidade de Kyung Hee, em Seul, na Coréia. Que gentilmente vem dividindo conosco nestes dias, novos conceitos ligados a Corticotomia, ao tratamento Ortodontico Acelerado, inclusive a engenharia tecidual que associa enxertos ósseos a corticotomia em "áreas críticas". Acompanhem aqui, mais esta valiosa difusão de conhecimento .... 

Marlos Loiola - Gostaria que o doutor nos relate,  como vem realizando a corticotomia com o objetivo de acelerar e otimizar  a Terapêutica Ortodontica ativa. Hoje qual é o tempo médio de um tratamento ortodôntico com 04 extrações de pré molares em um paciente submetido a corticotomia?


Dr. Seong-Hun Kim - Primeiro, descreveremos brevemente os procedimentos de SSO. Na maxila, a Corticotomia palatal e Vestibular são realizadas e  na mandíbula, a osteotomia segmentar anterior rápida (SASO) é realizada, em vez da corticotomia. (Chung et al., 2009, Choo HR et al., 2011., Kim SH et al ., 2009)


Corticotomia Palatal:


A cirurgia é realizada no ambulatório em 2 etapas. Corticotomias Bilaterais verticais e horizontais maxilares são executadas no lado palatino entre os primeiros e segundos pré-molares superiores durante a primeira fase. É realizada no lado vestibular com uma incisão mucoperióstal e elevação na crista alveolar de 3 mm acima os ápices dos dentes.







Corticotomia Vestibular



Duas a três semanas mais tarde, numa segunda fase, a corticotomia é realizada nos lados vestibulares. A corticotomia horizontal é realizada a partir do ápice do premolar para o sitio contralateral do pré-molar. A força rotineiramente usada para retrair o segmento anterior após corticotomia perisegmental é e 500-900 grs por lado. A força é aplicada durante 4 a 6 meses. A quantidade e velocidade da retração segmentar pode depender mais qualidade de tecido ósseo dos pacientes do que a força de retração utilizada.






Corticotomia Inferior Anterior e Osteotomia Segmentar Aterior



Em contraste as corticotomias superiores perisegmentais, as corticotomias inferiores com tração ortopédica são mais limitadas por causa das pequenas quantidades de osso esponjoso disponíveis, e em função de um osso cortical mais espesso, e um design complex do aparelho necessário para tração lingual.

 

Os procedimentos cirúrgicos para  ASO são descritos como se segue abaixo:

A incisão é feita através da mucosa do canino de um lado ao canino contralateral. Em seguida, o retalho é rebatidao inferiormente a uma área abaixo dos apices doss pré-molares. As linhas de design horizontal da osteotomia, são paralelas ao plano oclusal e pelo menos 3 mm inferior aos ápices dos caninos, que corre verticalmente ao longo do eixo longitudinal dos primeiros pré-molares.

Usando uma broca maior que 2 mm de diâmetro, as osteotomias horizontais são aprofundadas e alargadas a partir da cortical vestibular, mas não perfurantes. Os primeiros pré-molares são extraídos e após o procedimento, as superfícies das raizes podem ser identificadas, na sequência as osteotomias verticais são realizadas através da cortical vestibular.

As osteotomias verticais são realizadas com brocas nos alveolos das unidades extraídas, a remoção da quantidade de osso necessário para atingir a retração planejada. Após completar a osteotomia vertical, a osteotomia horizontal é completada através da perfuração cuidadosa da cortical lingual. O segmento anterior é, então, fraturado, reposicionado, e é fixado com uma placa óssea e parafusos.

Osteotomia segmentar anterior  rápida “Speedy (SASO), é uma modificação da técnica ASO, que oferece diversas vantagens sobre a técnica ASO convencional:

1) Precisa, baixo risco na osteotomia, pois utiliza um dente como um guia e após o procedimento a extração do dente é realizada

2) Não há necessidade de tratamentos ortodôntico pré-cirúrgico, assim, alcança a melhoria imediata do perfil lateral de pacientes que procuram tratamento,

3) redução do tempo de cirurgia e edema pós-operatório, pelo uso de ferramentas de corte eletrocirúrgicos

4) Uso de anestesia local apenas o que elimina custos com sala de cirurgia e tempo de anestesista.


Uma ilustração esquemática da arquitetura vascular na região maxilar anterior. A circulação colateral permitido Osteotomias interdentais e subapical antéro-maxilares, sem comprometer fornecimento de sangue intra-ósseo e intrapulpar. Reproduzido, com permissão, a partir de Bell, Am J Orthod 57:158, 1970. BD. Ilustração esquemática do projeto de corticotomia perisegmental para a retração anterior. Largura da corticotomia deve ser suficiente para permitir o movimento segmentar ser concluído antes do contato com a cortical. Reproduzido com a permissão de Chung. (Chung et al. Tratamento Cirúrgico Ortodôntico Speedy. J Oral Surg Maxillofac 2009).

A - Ilustrações esquemáticas da miniplaca C-palatal, B - retração do segmento anterior usando o afastados C-palatal e C – Placa/mecânica combinados após retração.

Na Ortodontia Cirurgica Rápida (Speedy surgical orthodontics), o fechamento do segmento maxilar retraído é frequentemente alcançado dentro de 3 a 6 meses após a corticotomia perisegmental. Portanto, os movimentos dentários ortodônticos imediatamente após a retração ortopédica muitas vezes ocorrem dentro do tempo influenciado pelo fenômeno regional acelerado. Geralmente, a duração média do tratamento ortodôntico com extração de 04 pré-molares em pacientes submetidos a SSO é de 12-15 meses.


Marlos Loiola - Quanto tempo após o procedimento cirúrgico pode iniciar uma retração ou intrusão na região operada ?

Dr. Seong-Hun KimA colagem de braquetes é tipicamente feita na semana anterior a corticotomia. No entanto, a variação pode ocorrer até 1 a 2 semanas após a cirurgia. Em todos os casos, a iniciação da força ortodôntica não deve ser retardada mais que 2 semanas após a cirurgia. Um atraso maior vai deixar de aproveitar ao máximo o período de tempo que o RAP está ocorrendo. Período de RAP é geralmente de 4 a 6 meses, após isso os movimentos de acabamento pode ocorrer com uma velocidade normal. Dada esta "janela" limitada de movimento rápido, o ortodontista precisará avançar nos tamanhos de arco rapidamente, até atingir o arco com maior espessura possível.



Marlos Loiola - Hoje quais são os casos em que vocês indicam e contra indicam a corticotomia? 


Dr. Seong-Hun Kim - Ela pode ser usada na maioria dos casos onde a terapia tradicional com aparelho ortodôntico fixo é utilizado. Tem sido demonstrada ser eficaz quando a quantidade de movimento  dentario antecipado é significativamente grande e no qual necessita exceder os limites anatómicos. No entanto, se o paciente possuir uma doença periodontal progressiva, deve ser avaliado. Alguns casos entre eles os que necessitem de enxerto de tecido conjuntivo podem precisar de uma pré-corticotomia.



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Entrevista com o Professor Dr. Seong-Hun Kim - Parte 1




O BLOG Ortodontia Contemporânea tem a grande honra de dividir com os leitores que nos seguem diariamente, mais uma entrevista, com um pesquisador de renome Internacional o Professor Dr. Seong-Hun Kim da Universidade de Kyung Hee, em Seul, na Coréia. Que gentilmente irá dividir conosco nestes  03 dias novos conceitos ligados a Corticotomia, ao tratamento Ortodontico Acelerado, inclusive a engenharia tecidual que associa enxertos ósseos  a corticotomia em "áreas críticas". Acompanhem aqui, mais esta valiosa difusão de conhecimento .... 


Marlos Loiola -  Dr. Seong-Hun Kim, conte-nos um pouco sobre a sua carreira na Ortodontia, pós-graduações, ensino, trabalhos realizados e publicados.

Dr. Seong-Hun Kim (DMD, MSD, PhD) -  Sou Professor Associado e membro da cadeira do Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia, da Universidade de Kyung Hee, em Seul, na Coréia. Sou também  professor assistente visitante da Divisão de Ortodontia, do Departamento de Ciências Orofaciais da Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF) e professor visitante associado do Departamento de Ortodontia do Hospital Nacional de Odontologia e Estomatologia em Ho Chi Minh City, Vietnã. 

Recebi o  titulo de especialista em Ortodontia e MS (Mestrado) no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Kyung Hee University, Seoul, Coréia do Sul, e doutorado no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Nacional de Seul, Seul, Coréia. 

Fui professor assistente da Divisão de Ortodontia da Universidade Católica da Coréia, Hospital Uijongbu de Santa Maria e Escola de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas Clínica.

Atualmente sou o diretor da Associação Coreana de Ortodontistas, Editor  no Jornal coreano de Ortodontia (Revista SCIE), na área de Casos Clínicos em Seul, na Coréia e também faço parte do conselho revisor editorial do American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, The Angle Orthodontist, Orthodontics and Craniofacial Research, Saudi Medical Journal, International Journal of Oral and Maxillofacial Implants (SCI journal), and World Journal of Orthodontics. Sou membro da World Federation of Orthodontists (WFO) e Sociedade Coreana de Ortodontia acelerada (KSSO).

Ministro palestras e apresento seminários nos Estados Unidos e internacionalmente sobre novos tipos de dispositivos temporários de ancoragem esquelética relacionados com tratamentos ortodônticos e métodos de engenharia de tecidos em diversos  casos anatomicamente complexos. Também ensino e leciono na Faculdade de Odontologia da UCSF sobre ortodontia e implantes, sou  autor de cinco livros internacionais e mais de 120 artigos científicos nacionais e internacionais  sobre o tema.


Marlos Loiola - O que vem a ser a Corticotomia?

Dr. Seong-Hun Kim -  A corticotomia é definida como um procedimento cirúrgico em que apenas o osso cortical é cortado, perfurado, ou mecanicamente alterado enquanto osso medular não é alterado. Isto vai em contraste com uma osteotomia, que é definido como um corte cirúrgico através de ambos os ossos cortical e medular.

Heinrich Kole (1959) descreveu pela primeira vez a moderna corticotomia facilitando a ortodontia. Ele interpretou o movimento dentário rápido sendo atribuível ao movimento do "bloco ósseo" após a cirurgia corticotomia. Ele considerava que a espessura da camada mais densa de osso cortical gerava mais a resistência ao movimento de dente. Contudo, um estudo Wilcko et al. (2001), mostrou que o movimento rápido do dente não foi o resultado do movimento do bloco ósseo, mas sim um processo transiente de desmineralização / remineralização localizado no invólucro do osso alveolar consistente com o padrão de cicatrização de feridas do RAP. Num esforço para aumentar os volumes ósseos após a aplicação de forças ortodônticas, eles também sugerem a utilização de osso em partículas de enxerto em combinação com os procedimentos descorticação.

Expandindo o campo corticotomia, o novo conceito da "Speedy ortodontia cirúrgica (SSO)", envolve uma corticotomia perisegmental, uma miniplaca C-palatal e um afastador C-palatal como componentes essenciais no tratamento de protrusão maxilar em adultos foi introduzido pelo Dr. Kyu-Rhim Chung, antigo presidente da Associação Coreana de Ortodontia e meu chefe.





Dr. Kyu-Rhim Chung

Embora ambas, a “Speedy” ortodontia cirúrgica e a corticotomia facilitadora a ortodontia utilisarem uma corticotomia perisegmental, a técnica anterior, o bloco ósseo corticotomizado inclui 6 dentes anteriores em vez de um único dente. Mais importante, a “Speedy” ortodontia cirúrgica pode induzir a um efeito de flexão óssea, aplicando uma força ortopédica pesada contra um dispositivo de ancoragem esquelética palatal temporária. 

Outra parte do novo conceito para a corticotomia é a “Speedy” ortodontia osteogênica (SOO). Que é uma técnica valiosa para a descompensação dos dentes anteriores inferiores em pacientes Classe III submetidos à terapia de ortognática. Que será ainda descrito na oitava pergunta desta entrevista.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Efeitos do tratamento com máscara facial ancorada com miniplacas após expansões rápida da maxila e constrições alternadas: Um estudo piloto


Neste artigo de 2011, publicada pela Angle Orthodontist, pelos autores Demet Kaya; Ilken Kocadereli; Bahadir Kan; Ferda Tasar; do Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Karadeniz Technical University, Trabzon, Turkey; Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Hacettepe University, Ankara, Turkey; Mostra a junção de dois protocolos contemporaneos da protração maxilar, a expanção e contração alternadas associadas a mini-placas ortodonticas.



Este estudo foi realizado com o intuito de descrever os efeitos nos tecidos moles e dento-esqueletal no tratamento com máscara facial ancorada com miniplacas após expansões rápida da maxila e constrições Alternadas (Alt-RAMEC) em pacientes com retrusão maxilar.

A amostra consistiu de 15 pacientes com idade esquelética média de 11,6 +- 1,59 anos, submetidos a oito semanas de Alt-RAMEC seguida de protração maxilar. Trezentos e cinquenta a quatrocentas gramas de força por parte foi aplicada à máscara em miniplacas de titânio inseridas na parede nasal lateral da maxila. Tempo total de tratamento foi de 9,9 +- 2,63 meses. Alterações do tratamento foram avaliadas cefalometricamente e analisadas por meio do teste t dependente e teste de classificação Wilcoxon.

As miniplacas resistiram as forças ortopédicas exercidas durante o tratamento. Achados cefalométricos mostraram que a maxila avançou por 2 mm, com uma rotação anti-horário e 0.8º sem movimento incisivo. A mandíbula moveu-se ligeiramente em uma direção para baixo e para trás (1.2º). As inclinações dos incisivos inferiores diminuiram significativamente (2º). Aumentos estatisticamente significativos foram observados na dimensão vertical (1º-1.3º). Mudanças dos tecidos moles foram mais acentuadas nos tecidos moles do lábio superior e pogônio do que no lábio inferior.


Conclusões:

Este tipo de tratamento pode oferecer uma vantagem para corrigir uma retrusão maxilar leve / moderada em pacientes com má oclusão de Classe III.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist: