ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Pesquisa
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segunda-feira, 30 de julho de 2018

A precisão da mensuração com uma nova técnica radiográfica panorâmica dental baseada em tomossíntese


Noriyuki Kitai; Yousuke Mukai; Manabu Murabayashi; Atsushi Kawabata; Kaei Washino; Masato Matsuoka; Ichirou Shimizu; Akitoshi Katsumata

Department of Orthodontics, School of Dentistry, Asahi University, Gifu, Japan.

Angle Orthod. 2013; 83: 117-126





As radiografias panorâmicas, que permitem uma visão geral das estruturas dentoalveolares com baixo custo e relativamente com baixa exposição, são bastante usadas na clínica e pesquisa dentro da odontologia. As maiores desvantagens desta técnica de imagem são ditas como a irregularidade da distorsão, inconstância da magnificação e por apresentar uma camada fina de imagem.


Nos últimos anos, a tomografia computadorizada (TC) tem sido amplamente utilizado no campo das ciências da saúde. No entanto, a TC pode ser desnecessário dependendo da finalidade de um exame individual.  A metodologia de tomosíntese tem sido considerada como uma alternativa para a CT para optimização da exposição. 

Tomosíntese (cunhado a partir de uma combinação das palavras "tomografia" e "síntese'') é uma tecnologia que reconstrói os cortes tomográficos em qualquer plano desejado. Tomosíntese tem sido aplicada nas radiografias na região dentária. Pode resolver as desvantagens da radiografia panorâmica e fazer imagens desfocadas tornarem-se mais clara. 



No entanto, os detectores, que podem adquirir dados a alta velocidade, não têm estado disponíveis. Como resultado, a radiografia panorâmica usando tomosíntese não tem sido utilizado na prática clínica. Um novo detector semicondutor foi desenvolvido e está agora disponível para a radiografia panorâmica. As radiografias feitas usando a tecnologia tomossíntese mostram pouca ou nenhuma distorção de imagens. Imagens tridimensionais panorâmicas (3D) podem ser obtidas usando uma técnica de mapeamento de imagem. 

A nova radiografia panorâmica é adequado para medições quantitativas, incluindo componentes 3D. Como o material tem uma camada de imagem maior do que a radiografia panorâmica convencional, antecipa-se que o posicionamento da cabeça do paciente terá pouca influência sobre as medições. A fim de avaliar a utilidade clínica da nova tecnologia, um novo equipamento radiográfico panorâmico dentário (QRmaster-P, Telesytems Co Ltd, Osaka, Japão) usado neste estudo para determinar a magnitude dos erros de medição e para investigar a influência de diferentes posições da cabeça do paciente.

Portanto, o objetivo do presente estudo foi investigar os erros de medição e os efeitos de posicionamento da cabeça em medições feitas com equipamentos novos radiografia panorâmica dental que envolve o uso de tecnologia de tomossíntese.



CONCLUSÕES
 Os erros de medição em radiografias feitas utilizando o novo equipamento de radiografia panorâmica dental eram pequenos em qualquer direção.

  Em posições de deslocamento da cabeça de 4 mm,  não teve efeito sobre as medidas de uma variedade de dimensões.

  Em posições de deslocamento da cabeça de 12 mm, as medições de dimensões verticais foram pouco afetados pelo posicionamento da cabeça, enquanto os de dimensões laterais e ântero-posterior foram fortemente afetados.


Para o artigo na íntegra, clique aqui.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Propriedades mecânicas dos fios ortodônticos cobertos com um tubo de cetona poliéster-éster








Neste artigo de 2018, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Nobukazu Shirakawa; Toshio Iwata; Shinjiro Miyake; Takero Otuka; So Koizumi; Toshitugu Kawata da Division of Orthodontics, Department of Oral Interdisciplinary Medicine (OIM), Graduate School of Dentistry, Kanagawa Dental University, Yokosuka, Kanagawa, Japan. Mostra um estudo laboratorial realizado com arcos ordonticos recobertos com material estetico.

Os autores realizaram o estudo com o objetivo de avaliar a estética e força de atrito de um fio ortodôntico envolvido por um tubo recém-projetado feito de uma resina de éter de poliéter cetona (PEEK).

Dois tipos de tubos de PEEK padrão foram preparadas em 0,5 x 0,6 x 0,8 e 0,9, e diferentes arcos foram passados através dos tubos. Os valores das cores foram determinados de acordo com o brilho e os matizes. O atrito foi avaliado com diferentes combinações de braquetes e fios, e a rugosidade superficial foi determinada por estereomicroscopia antes e depois da aplicação do atrito.

O tubo de PEEK mostrou uma diferença de cor quase idêntica à dos fios revestidos convencionalmente usados na prática clínica, indicando uma propriedade estética suficiente. O resultado do teste de atrito mostrou que a força de atrito foi bastante reduzida, passando o arco através do tubo PEEK em quase todos os arcos testados.

Os autores concluir que o uso do novo tubo PEEK demonstrou uma boa combinação de propriedades estéticas e funcionais para uso em aparelhos ortodônticos.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/082417-572.1

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O que será que os pacientes falam, de forma espontânea, sobre braquetes e alinhadores?

Saber se comunicar bem com o paciente pode ser um grande diferencial na vida clínica. Para isso, entender as demandas, expectativas e o que sente os pacientes antes, durante e após o tratamento é muito importante.

Ao serem perguntados sobre sua experiência com os parelhos, os pacientes podem se sentir acanhados para responder abertamente o que sentem. Daí um grupo de pesquisadores Americanos da Virginia Commonwealth University em Richmond, Va, pesquisaram os comentários espontâneos dos usuários do twitter (rede social) para saber o que pensam eles sobre os aparelhos ortodônticos e se eles expressam mais pontos positivos na rede sobre aparelhos tradicionais ou sobre Invisalign. Legal, não!?
Os autores (Daniel Noll ; Brendan Mahon ; Bhavna Shroff ; Caroline Carrico ; Steven J. Lindauer) objetivaram, neste estudo, examinar as experiencias ortodônticas dos paciente com aparelhos tradicionais de braquetes em comparação com as dos que usam Invisalign, por meio de uma análise em grande escala do Twitter. A hipótese nula foi a de que não há diferença entre os sentimentos expressados nos tweets sobre braquetes e Invisalign.

Foi criado um programa personalizado de coleta de dados que coletou tweets contendo as palavras '' braquetes '' ou '' Invisalign '' por um período de 5 meses. Uma análise de classificação de sentimento foi desenvolvida para classificar os tweets em cinco categorias: positivo, negativo, neutro, propagandas, ou não aplicável. Cada categoria então teve seu conteúdo específico analisado.
Resultados: Foram coletados um total de 419.363 tweets aplicáveis à ortodontia. Usuários postaram
Tweets significativamente mais positivos (61%) do que tweets negativos (39%; P .0001). Não houve diferença significativa na distribuição do sentimento positivo e negativo entre braquetes e tweets Invisalign (P .4189). Tweets positivos relacionados à Ortodontia muitas vezes destacou gratidão por um grande sorriso acompanhado com selfies. Tweets ortodônticos negativos freqüentemente focava na dor.


Conclusões: 

  • Os usuários do Twitter compartilharam sentimentos mais positivos do que negativos sobre suas experiências ortodônticas.
  • Não houve diferença significativa na distribuição do sentimento positivo e negativo entre tweets sobre braquetes e tweets sobre Invisalign.
  • Tweets ortodônticos negativos freqüentemente focados na dor.
  • Tweets ortodônticos positivos muitas vezes ressaltou a gratidão por um grande sorriso acompanhado por selfies.
Link para o artigo original aqui.




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A Expansão Rápida da Maxila tem efeito na voz?





Assistindo o filme "Sing - Quem canta seus males espanta", em cartaz, vi esse super ratinho cantor. No filme, ele se chama Mike e é um dos destaques de uma competição de canto que centraliza todos os atos desta animação.

Quando ele começou a cantar me surpreendi com o timbre grave da sua voz (ao contrário de outros tantos ratos da televisão e cinema que são dublados com voz aguda) e pensei: Será que ratos com a anatomia tão estreita deveria mesmo ter a voz mais aguda? E mais: Se expandirmos o palato dele com um disjuntor teríamos influência na sua voz?

Esse mês, a Angle Orthodontist apresenta um artigo dos autores, Gizem Yurttadur, Faruk Ayhan Bascıftcı e Kayhan Ozturk, da Turquia, que testaram exatamente o efeito da expansão rápida da maxila na voz.
A hipótese testada nesse estudo foi que a expansão rápida da maxila (ERM) afeta a qualidade da voz pois posiciona a língua mais anteriormente.



20 pacientes com dentição permanente, classe I, com deficiência transversal foram avaliados quando pronunciavam o fonema /a/ antes e após a ERM. Utilizando o teste t pariado para os tempos T1 (antes) e T2 (depois), bem como o teste t independente para os grupos tratado e controle, não foi detectado diferenças na qualidade ou ressonância da voz nos pacientes tratados.

Os autores concluíram que 

é seguro indicar a Expansão Rápida da Maxila para pacientes que temem alterações na voz.

Ufa! Se o Mike do filme aparecer no consultório, não precisa ter receio de indicar a ERM.

Para ver o artigo na íntegra, clique aqui.





quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Molas feitas de TMA também "cansam"?


 A técnica do arco segmentado (TAS) se utiliza de alças pré-calibradas para realizar os movimentos dentários desejados, o que dimunui imprevistos entre as consultas e uma maior previsibilidade no tratamento. Para o fechamento de espaços, a TAS prioriza o uso de molas T, que foram desenvolvidas a partir da evolução da alça vertical, e desde então diversos estudos tentam aprimorar o uso dessas molas. Apesar de suas vantagens, as molas T não são a primeira escolha para realizar o fechamento de espaços entre os ortodontistas brasileiros. Mesmo assim, entender os conceitos envolvidos é importante independente da mecânica utilizada.

Nesse aspecto o recente artigo brasileiro publicado na Angle Orthodontist “Effects of stress relaxation in beta-titanium orthodontic loops: Part II” avaliou o efeito do relaxamento de tensão nessas molas, que pode alterar a mecânica pré-estabelecida, e identificou onde tal efeito ocorre.

Autores: Roberto S.S. Júnior; Sergei G.F.R. Caldas; Lídia P. Martins; Renato P. Martins


O relaxamento de tensão é a deformação sofrida por um determinado material quando submetido a uma carga ou estresse constante dentro do seu limite elástico. Por exemplo, imagine uma mola que possui um limite elástico de 100g (só sofrerá deformação quando for submetida a uma tensão maior ou igual a 100g), sendo submetida a uma tensão constante de 50g (abaixo de seu limite elástico) por um certo período de tempo. Essa tensão constante ao longo do tempo irá causar a deformação plástica (permanente). Esse processo acomete as molas T quando aplicadas clinicamente, uma vez que são submetidas a uma tensão constante até que ocorra o fechamento de espaços. A deformação provocada pelo relaxamento de tensão pode alterar toda a mecânica planejada, fazendo com que o fechamento planejado não ocorra ou ocorra de forma ineficiente.
A literatura já relatou o efeito do relaxamento de tensão em arcos ortodônticos de diferentes ligas metálicas e em molas T, mas ainda não havia sido identificado em qual região da mola o relaxamento de tensão era mais intenso.
O estudo em questão dividiu cada mola em 9 ângulos (figura 1) e mensurou cada ângulo de cada mola antes e após a simulação de uso clínico ao longo de 12 semanas para identificar qual região sofreu maior deformação. Ao realizar a simulação de ativação da mola no Loop software, identifica-se as regiões de alta tensão da mola (figura 2).




Figura 1 – Mola T pré-ativada por dobra com seus ângulos a serem mensurados, enumerado de 1 a 9.


Figura 2 – Simulação da ativação de uma mola T pré-ativada por dobra mostrando uma maior concentração de tensão, indicada pelas setas, nas dobras presentes nas hastes horizontais.

Após a simulação de uso clínico foi observado que o efeito do relaxamento de tensão ocorreu com maior intensidade nas primeiras 24 horas e continuou aumentando, em menor proporção, até o período de 12 semanas. A deformação se concentrou nas regiões de maior tensão da mola (os pares de ângulos 5 e 6, 7 e 8), como observado pela simulação de ativação (figura 2), que representam as regiões onde são realizadas dobras agudas (durante a confecção da mola e para a pré-ativação) (figura 3).


Figura 3 – Gráfico mostrando a variação de cada ângulos nos 5 períodos avaliados.

Os autores concluíram que para diminuir o efeito do relaxamento de tensão em molas T é realizar a pré-ativação por curvatura ao invés da pré-ativação por dobra, de forma que a tensão seja distribuída por toda a extensão da haste horizontal da mola.




quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Já estou no fio retangular e longe de finalizar. Sabe por quê?

       
       O aparelho ortodôntico deveria nos fornecer todos os movimentos que desejamos para os dentes até a finalização do tratamento. No entanto, na etapa de finalização percebe-se algumas inconsistências entre aquilo que esperávamos e aquilo que realmente conseguimos, principalmente em relação aos torques. 

É bastante comum também visualizarmos erros de finalização mesmo utilizando os aparelhos "totalmente pré-ajustados”. Isso acontece porque as dimensões dos slots dos braquetes e também dos fios ortodônticos não correspondem, exatamente, a prescrição indicada pelo fabricante. A limitação da fabricação faz com que os slots fiquem levemente maiores e os fios levemente menores além dos seus ângulos com algum grau arredondamento. Toda essa imprecisão é evidenciada na posição final dos dentes. 

Então, se você finaliza sua sequência de fios e percebe que ainda tem muita coisa pra fazer, mesmo tendo colado com muito critério, saiba que pode não ser um erro seu. Embora não o exima da responsabilidade de conhecer essa folga.

Um grupo de pesquisadores da Itália pesquisaram sobre a folga entre os fios ortodônticos e o slot dos bráquetes. 

Comparative analysis of real and ideal wire-slot play in square and rectangular archwires 
Luca Lombardoa; Angela Arreghinib; Elena Brattic; Francesco Mollicad; Giorgio Spedicatoe; Mattia Merlind; Annalisa Fortinif; Giuseppe Siciliani

Eles testaram a hipótese de que as dimensões dos fios (retangulares e quadrados) não diferem significativamente das dimensões ideais (indicadas pelos fabricantes) e que o arredondamento dos cantos dos fios não afetam a interação destes com o braquete.
O que você acha?

Os autores testaram arcos de fabricantes que vendem no mundo inteiro, como Ormco, Ortho Technology, GAC, 3M entre outros. Escolheram várias dimensões diferentes e ligas diversas também.
A folga entre o fio e o braquete chega a quase 35º quando utilizado o fio 16x22 de aço da Ormco em um braquete de slot 22!
O que isso significa!?
A menos que o dente esteja absurdamente mal posicionado (vestibularizado ou lingualizado excessivamente) o fio 16x22 e o redondo fazem o mesmo efeito de torque: 0. 

Os autores concluem:
  • Os arcos ortodônticos no mercado têm dimensões diferentes das declaradas pelos fabricantes; alguns são grandes e alguns são subdimensionados, num intervalo entre - 26,47% e + 5,10%.
  • Estas discrepâncias são de tamanho estatisticamente significativas em relação ao ideal em alguns casos e em outros não significativas.
  • Há fraca correlação entre a precisão dimensional dos arcos e a liga ou fabricante.
  • Em secção transversal, fios quadrados e retangulares apresentam arredondamento dos cantos  variável em cada canto, e isso tem uma influência significativa sobre a interação dos fios com o braquete.
  • A folga real é invariavelmente maior do que o ideal, caindo dentro do intervalo + 0.98º e + 17.38º; em alguns casos, a folga real é de até três vezes maior do que o ideal.
  • O grau de arredondamento dos cantos do fio está correlacionado com o material usado para fazer o fio ortodôntico; fios revestidos e TMA apresentam menor arredondamento, enquanto esta medição é maior em arcos de aço inoxidável convencionais e super temperado.
  • Para estimar com mais precisão a capacidade de expressão de terceira ordem (torque) dos aparelhos ortodônticos, os clínicos se beneficiariam se mais informações sobre a tolerância dimensional dos fios fossem divulgadas, especialmente o raio de arredondamento dos cantos.


Vale à pena ler este artigo publicado pala Angle (link)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Mensuração e comparação da acurácia na transferência dos braquetes em 5 diferentes técnicas de colagem indireta

Colagem indireta wendel shibasaki ortodontia contemporanea marlos loiola
     
     Durante a década de 70, com a introdução dos aparelhos pré-ajustados, aumentou a preocupação dos ortodontistas com o correto posicionamento dos braquetes nas unidades dentárias, fato este que garante um melhor e mais eficiente resultado ao final do tratamento. Pensando em eliminar fatores contrários para a obtenção deste correto posicionamento, como dificuldade de acesso e visualização, principalmente dos dentes posteriores, diminuir tempo de cadeira minimizando assim o desconforto para o paciente e aumentando produtividade do profissional, passaram a ser elaboradas técnicas de colagem indireta. 

     Separei este artigo de hoje para responder uma pergunta que me fiz quando testei algumas das técnicas existentes até achar uma que realmente me poupasse o tempo: Os braquetes ficam na posição exata que colocamos no gesso ou sofre pequenas alterações?
     Este artigo foi publicado na Angle Orthodontics, vol 84, nº 4, 2014, pelos autores Ana E. Castillaa; Jennifer J. Crowea; J. Ryan Mosesa; Mansen Wangb; Jack L. Ferracanec; David A. Covell, Jr.

Wendel shibasaki colagem indireta marlos loiola ortodontia contemporanea


     Neste artigo, os autores objetivaram medir e comparar a precisão de transferência de suporte de cinco técnicas de colagem indireta: Utilizando placas de acetato a vacuo, silicone de condensação e alguma variáveis desses dois materiais, como dupla placa, dupla silicone, silicone e placa. Braquetes foram colados em 25 modelos idênticos. 

Colagem indireta wendel shibasaki ortodontia contemporanea marlos loiola 1

     Foram feitas molheiras de transferencias  (em 5 para cada técnica) para transferir cos raquetes  para outros 25 modelos identicos. Utilizando de fotografias digitais calibradas e padronizadas, foram mensuradas as discrepâncias existentes. O teste t pareado foi utilizado para comparar posições de braquetes entre os modelos de trabalho e os modelos de pacientes, e a análise de variância foi utilizada para comparar a precisão de transferência de braquetes entre as cinco técnicas. 


Colagem indireta wendel shibasaki ortodontia contemporanea marlos loiola 2


     Resultados: Entre os modelos de trabalho e os modelos de pacientes, a técnica de dupla placa teve a maioria dos dentes com diferenças significativas (n 5 6) e Silicone com placa a vácuo, o menor número (n 5 1; P, 0,05).

     Quando foram comparadas as técnicas, precisão na transferência dos braquetes foi semelhante para duplas silicone, silicone pesado, e silicone com placa, enquanto que dupla placa e uma placa mostraram significativamente menos precisão na direção Ocluso-gengival.

Conclusões: Embora diferenças globais na posição do braquete foram relativamente pequenas, molheiras de transferencias à base de silicone tiveram consistentemente alta precisão na transferência de braquetes, enquanto que os métodos que exclusivamente utilizadas moldeiras a vácuo foram menos consistentes.
(Orthod Angle de 2014; 84.: 607-614.)

Para ver o artigo na integra, acesse: Angle Orthodontist

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quantidade de tecido ósseo relacionado à inclinação dos incisivos superiores

 O conhecimento das características do periodonto, antes de se iniciar o tratamento, é de extrema importância na determinação do risco do paciente em desenvolver problemas periodontais futuros quando da movimentação dentária induzida.

Este estudo realizado no Brasil, pelos autores, Ana Carla Raphaelli Nahás-Scocate, Aluana de Siqueira Brandão, Mayara Paim Patel, Michel Eli Lipiec-Ximenez, Israel Chilvarquer e Karyna Martins do Valle-Corotti, avaliou a quantidade de tecido ósseo de suporte vestibular e lingual de 60 incisivos centrais superiores e a relação com suas respectivas inclinações dentárias (1.PP).



Trinta pacientes adultos, sem tratamento ortodôntico prévio, foram avaliados por meio da tomografia computadorizada de feixe cônico. Quantificou-se o tecido ósseo nos terços cervical, médio e apical em cortes sagitais.

Concluiu-se que a quantidade de tecido ósseo na região apical era maior que as regiões média e cervical, e a região média maior que a região cervical e que quanto maior era o 1.PP maior era a quantidade de osso na região apical vestibular, porém com valores do coeficiente baixos.

Gostaria de parabenizar os autores pela publicação em tão renomada revista e pela seriedade com que conduzem suas pesquisas, em especial a Prof.Dra. Ana Carla Raphaelli Nahás-Scocate.


Clique aqui para ver PDF completo do artigo via Angle Ortodontist.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

OrtoPodCast Episódio 29 está no ar!




Olá amigos ouvintes do ortopodcast! Neste episódio falamos sobre as tomografias cone beam, como moldar pacientes utilizando aparelho fixo e muito mais. Escutem sem moderação!



Para os artigos na íntegra acesse:
http://www.dentalpress.com.br/cms/wp-content/uploads/2008/06/dica_clinica_diagr_laercio01.pdf
http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n5/17.pdf





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Para fazer um comentário e qualificar o cast:
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Reprodutibilidade das mensurações da espessura das tábuas ósseas na tomografia computadorizada Cone-Beam utilizando diferentes protocolos de aquisição de imagem




                 

Neste artigo de 2010, publicado pela Dental Press, os autores, Carolina Carmo de Menezes, Guilherme Janson, Camila da Silveira Massaro, Lucas Cambiaghi e  Daniela G. Garib, pesquisaram a influência do tamanho do voxel das TCFC na reprodutibilidade das mensurações das tábuas ósseas.

Quanto menor a dimensão do voxel, maior a nitidez da imagem de tomografia computadorizada Cone-Beam (TCCB), porém, maior a dose de radiação emitida. Por isso é importante saber equilibrar a dose de radiação com o objetivo do exame.

Exames de TCCB foram tomados de 12 mandíbulas humanas secas, com dimensão do voxel de 0,2; 0,3 e 0,4mm, no aparelho i-CAT Cone-Beam 3-D Dental Imaging System. No software i-CAT Viewer, foi mensurada a espessura das tábuas ósseas vestibular e lingual, em um corte axial passando 12mm acima do forame mentoniano do lado direito. A reprodutibilidade intraexaminador foi avaliada por meio da aplicação do teste t pareado. Para a comparação interexaminadores, foi utilizado o teste t independente. Os resultados foram conside- rados com o nível de significância de 5%. Resultados: observou-se uma excelente reprodutibilidade interexaminadores para os três protocolos avaliados. A reprodutibilidade intraexaminadores foi muito boa, com exceção de algumas regiões dos dentes anteriores, que mostraram diferenças estatisticamente significativas, independentemente da dimensão do voxel. 



Conclusão: a mensuração da espessura das tábuas ósseas vestibular e lingual em imagens de TCCB mostrou boa precisão para exames obtidos com voxel de 0,2; 0,3 ou 0,4mm. A reprodutibilidade das mensurações na região anterior da mandíbula foi mais crítica do que na região posterior. 


Referência:


1. Menezes CC de, Janson G, Massaro CDS, Cambiaghi L, Garib DG. Reprodutibilidade das mensurações da espessura das tábuas ósseas na tomografia computadorizada Cone-Beam utilizando diferentes protocolos de aquisição de imagem. Dental Press J Orthod. 2010;15(5):143–9.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Destaque Orto SPO 2012 - APARELHO PÊNDULO MODIFICADO ASSOCIADO À ANCORAGEM ESQUELÉTICA


APARELHO PÊNDULO MODIFICADO ASSOCIADO À ANCORAGEM ESQUELÉTICA POR MEIO DE IMPLANTES PALATINOS

Otazú A*, Fuziy A, Loiola M, Biasutti R, Lima S.


O aparelho pêndulo e suas variações apresentam como característica comum a ancoragem dentomucosuportada, sendo assim durante a distalização dos molares superiores ocorre simultaneamente o movimento mesial de pré-molares e de caninos e o movimento vestibular de incisivos. A ancoragem esquelética foi introduzida associando-se aos aparelhos distalizadores intrabucais para promover o controle da unidade de ancoragem .






O objetivo do trabalho foi apresentar por meio de painel a técnica passo-a-passo da utilização do aparelho pêndulo associado a ancoragem por meio de parafusos no palato .

Os autores concluiram que o aparelho pêndulo associado a ancoragem esquelética por meio dos parafusos palatinos mostrou-se um método eficaz e controlado para promover a distalização dos molares superiores com controle da unidade de ancoragem.



Parabéns ao Dr. Aldo Otazú, demais autores e ao seu Orientador Prof. Dr. Acácio Fuziy, pelo belo trabalho !!!

Se você também quiser compartilhar seu trabalho com os leitores do nosso portal, basta enviar o resumo com algumas fotos ilustrativas (livre de direitos autorais) e um email de contato. Agradeceríamos calorosamente.
blog@ortodontiacontemporanea.com