ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Monografias
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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Apresentação das Monografias Orientadas


Ana Leticia, Crislene Borges, Jussivânia Vieira e Cristiane Ribeiro - SPO 2010


Neste mês de Junho, seis alunas orientadas na revisão de literatura das suas monografias, apresentarão seus trabalhos no CEBEO - Centro Baiano de estudos Odontologicos. Desejo a todas muito sucesso dentro da nossa especialidade.  Demostraram competência na elaboração da apresentação, coleta dos artigos cientificos e interpretação dos mesmos,  me ajudaram e muito no entendimento de varias questões pertinentes em cada um dos temas pesquisados. Agradeço também ao coordenador do curso o Professor Gino Pulitini, por ter me confiado este trabalho junto com as 06 novas Ortodontistas.







quinta-feira, 3 de novembro de 2011

OrtoPodCast - Episódio 15 Como realizar uma análise crítica de um artigo científico


Olá amigos leitores do Ortodontia Contemporânea!

Decidimos gravar a postagem do dia 20 de outubro em áudio para aqueles que acharam interessante a abordagem, mas ainda não conseguiram ler. Ouçam no trânsito!

Atualmente, muitos periódicos científicos são publicados; porém, nem todas as informações contidas nestes são confiáveis. Faz-se necessário, então, que os profissionais de saúde adquiram o hábito de realizar uma leitura crítica da literatura científica para que possam julgar a validade dos trabalhos publicados. Neste contexto, o objetivo desse estudo foi auxiliar os leitores a identificar e selecionar artigos com valor científico e ainda analisá-los criticamente. Para esse fim, os requisitos necessários para realização de uma análise crítica da literatura científica foram analisados.

Para o trabalho completo clique no link abaixo.


Para ir à página com todos os OrtoPodCasts gravados clique no link abaixo:


Para assinar gratuitamente na iTunes:


sexta-feira, 30 de julho de 2010

O USO DO LASER NA REMOÇÃO DE BRÁQUETES CERÂMICOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA


Nesta Monografia de 2008, apresentada ao Programa e Especialização em Ortodontia do Instituto de Ensino e Pesquisa de Cruzeiro; pela autora Dra. DANIELLA BRITO FERREIRA; Orientador: Prof. Dr. Eduardo César Werneck do IEPC - INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA DE CRUZEIRO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ORTODONTIA, Cruzeiro-São Paulo. Teve como objetivo apresentar uma revisão de literatura sobre os resultados da utilização do laser na descolagem de bráquetes cerâmicos. Com o desenvolvimento do laser na área odontológica, muitos trabalhos relataram benefícios na sua utilização, incluindo a descolagem de bráquetes cerâmicos.

Na ortodontia fixa, principalmente entre adultos, a estética da aparatologia ortodôntica vem se tornando uma exigência crescente nos consultórios. No intuito de suprir tal demanda, surgiram os bráquetes cerâmicos que apresentam como grande vantagem, o menor contraste com o esmalte dentário quando comparados com os metálicos. Entretanto, sua utilização ainda é limitada, principalmente, devido ao seu alto custo, alta resistência do atrito à mecânica de deslizamento e danos iatrogênicos ao esmalte durante a sua remoção por exercer forte união na interface compósito bráquete. Sendo assim, a impossibilidade de sofrerem distorções gera uma tensão excessiva na união esmalte-compósito, podendo favorecer o aparecimento de fraturas e danos ao esmalte dentário durante os procedimentos de descolagem pelas técnicas convencionais.

Na literatura são escassos os trabalhos que relatam as técnicas de remoção de bráquetes estéticos e seus resultados na superfície dentána e este assunto não parece ser aprofundado entre os profissionais da área de Ortodontia. Sabe-se que a descolagem não deve ocasionar irregularidades no esmalte, como estrias profundas e fraturas tanto de bráquetes metálicos quanto estéticos. As técnicas que promovem a falha de união na interface bráquete/adesivo são mais indicadas, pois a permanência de resina no dente diminui o risco da remoção de esmalte durante a descolagem. São propostos inúmeros métodos de remoção de bráquetes, dentre esses se destacam: alicate removedor de bráquetes número 347, alicate tipo How, alicate removedor de bandas, alicate de corte de amarrilho, alicate indicado pelo fabricante, pistola removedora, descolagem eletrotérmica, utilização de ultra-som e laser.

A descolagem de bráquetes cerâmicos vem se tornando um problema para os ortodontistas, face às dificuldades encontradas principalmente no que se refere ao grande número de fraturas dos mesmos e injúrias ao esmalte dental. Diante deste fato, surgiram novas técnicas de remoção e entre elas as que utilizam o amolecimento da resina através do aquecimento com irradiação laser. A grande preocupação, no entanto, reside no fato de se avaliar qual a reação pulpar decorrente deste aumento de temperatura provocado pelo laser.

A área médica foi amplamente beneficiada com o desenvolvimento dos aparelhos de laser. Com a utilização dos diferentes tipos de lasers foi possível uma grande alteração nos procedimentos médicos e odontológicos, proporcionando uma redução significativa do tempo de duração das cirurgias, na recuperação dos pacientes, nas complicações pós-operatórias e na redução de edemas. Este ainda facilitou a biorregulação dos tecidos moles e um maior controle e domínio das dores crônicas. Os dentistas verificaram que este sistema de luz poderia ser aplicado em muitos procedimentos odontológicos e que havia um futuro promissor nesta nova fonte de investigação, logo após a difusão do laser na área médica.

Conforme demonstrou Wang, Meng, Tarng, o bráquete cerâmico com base de retenção mecânica tem a vantagem de boa estética, boa rigidez e força de adesão suficiente, sem apresentar danos ao esmalte depois de sua remoção e, portanto, consideramos ser o tipo de base mais adequado para tratamento com bráquetes estéticos. Entretanto, decorrente da fragilidade e friabilidade do material cerâmico, depois de meses em utilização, a fratura pode ocorrer em partes do bráquete durante a descolagem. Neste caso, recomenda- se retirar o remanescente com brocas diamantadas, em alta rotação sempre com irrigação abundante.

Strobl K. et al (1992) estudaram a remoção de bráquetes cerâmicos da superfície do esmalte dental usando laser de CO2 e YAG verificando que nenhum dano visível à superfície do esmalte foi observado. A remoção de bráquetes sem o uso do laser resultou em um ligeiro aumento de falhas. No entanto, nenhum dano visível à superfície do esmalte do dente foi observado. As vantagens da técnica de remoção de bráquetes com laser observado neste estudo foram: o calor produzido era localizado e controlado e o método pode ser utilizado para a remoção de vários tipos de bráquetes cerâmicos, não dependendo do seu design.

O laser de CO2 foi utilizado para atacar o esmalte e descolar o bráquete in vitro e in vivo por Obata et al (1999). Foi medida a resistência de cisalhamento de bráquetes e a temperatura da cavidade pulpar, utilizando os mesmos critérios, resultando em uma menor resistência adesiva de cisalhamento e um aumento de temperatura pulpar dentro dos limites aceitáveis fisiologicamente.

Azzeh E. et al (2003) após uma revisão de literatura concluíram que desde a invenção do laser de rubi no início dos anos 60, enormes progressos foram feitos na tecnologia do laser óptico. Ortodontistas têm encontrado vários usos para lasers, incluindo a descolagem de bráquetes cerâmicos. A energia do laser degrada a resina adesiva usada na colagem dos bráquetes. Conseqüentemente, forças menores podem ser usadas quando comparadas a descolagem mecânica, reduzindo o risco de dano no esmalte. No entanto, o calor produzido por alguns lasers pode prejudicar a polpa dentária. Selecionando-se a combinação apropriada laser, resina e bráquete pode-se minimizar os riscos e tornar mais eficiente a descolagem.

A energia do laser degrada a resina adesiva usada na colagem dos bráquetes. Conseqüentemente, forças menores podem ser usadas quando comparadas a descolagem mecânica, reduzindo o risco de dano no esmalte. Com isso diminui a quantidade de resina residual na superfície do esmalte, facilitando a aproximação das condições pré-tratamento. Apesar de o laser ser muito eficaz para a descolagem de bráquetes, sem apresentar fraturas, observa-se pequenas trincas no esmalte após a irradiação. Vindo de encontro a este estudo pode-se observar que apesar facilitar a descolagem, tanto o laser quanto o método mecânico promovem a remoção de tufos de prismas de esmalte, riscos ou fissuras.

Com o desenvolvimento de utilização do laser na Odontologia, muitos trabalhos relataram benefícios na sua utilização, incluindo a descolagem de bráquetes cerâmicos. A técnica à laser para remoção de bráquetes cerâmicos parece muito promissora, no entanto, requer novos estudos para avaliar as reações pulpares.


Link do Monografia na Integra via Instituto Werneck:

quarta-feira, 30 de junho de 2010

MOVIMENTAÇÃO ORTODÔNTICA EM PACIENTES PERIODONTALMENTE COMPROMETIDOS


Nesta Monografia de 2010, apresentada ao Curso de Especialização em Ortodontia da CIODONTO, pelo autor Dr. FELIPE GONÇALVES VIEIRA, Especialista em Ortodontia em João Pessoa - Paraíba. Revisa a literatura sobre o tema, mostrando a viabilidade do tratamento ortodôntico no paciente adulto periodontalmente comprometido, bem como os benefícios da referida terapia, tendo em vista que a movimentação ortodôntica não é mais contra-indicada para pacientes com perda de inserção decorrente de patologia periodontal, ressaltando que a infecção deve necessariamente ser debelada antes do início do tratamento ortodôntico.

É grande a preocupação na sociedade contemporânea com a estética, de tal forma que as pessoas desejam ter uma boa aparência para serem inclusas no padrão estético estabelecido socialmente, e assim elevar sua autoestima, o que evidencia um alto grau de competitividade. Essas exigências estéticas têm levado a um acréscimo significante no número de pacientes adultos que buscam tratamento ortodôntico. Entretanto, grande parte desse público apresenta migrações dentárias em decorrência de patologias periodontais.

No passado, preconizava-se o tratamento ortodôntico apenas para pacientes jovens, porém, a literatura atual tem demonstrado a viabilidade desse tratamento em pacientes com idades mais avançadas. Para tal é importante a cooperação entre as especialidades da periodontia e da ortodontia, uma vez que ambas desenvolvidas com excelência clínica podem transformar pacientes que possuem sorrisos esteticamente desagradáveis, com migrações dentárias ou extrusões, e periodonto inflamado e reduzido, em pessoas com dentições e sorrisos atraentes.

Para a obtenção de um prognóstico de sucesso, tanto do ponto de vista funcional quanto estético, nesses pacientes com comprometimento periodontal, faz-se necessário a intervenção no periodonto, previamente à terapia ortodôntica, a fim de restabelecer a saúde desse tecido, uma vez que a combinação de inflamação, tracionamento ortodôntico e trauma oclusal podem produzir uma destruição mais rápida do que aquela que poderia ocorrer com inflamação isoladamente, desvirtuando assim, o objetivo do tratamento.

O ligamento periodontal está sujeito a mudanças de acordo com a idade. Ele é mais espesso na criança, adelgaçando-se com o passar dos anos devido a deposição cementária e a neoformação óssea na região antes ocupada exclusivamente pelos componentes conjuntivos do ligamento periodontal. Já o osso alveolar apresenta uma camada cortical subjacente e em contato com o tecido gengival é bastante plástico, sofrendo remodelagem por ação de pressões transmitidas pelos dentes e ligamento periodontal. Esta característica de plasticidade existe no ser humano desde a infância e adolescência, permanecendo presente na idade adulta em menor grau.

A sociedade atual, cada vez mais, dita padrões estéticos, de modo que as pessoas se sentem movidas pelo desejo de se enquadrarem dentro desse perfil, possuindo uma aparência aceitável conforme as exigências estéticas. Em conseqüência disso, autores apontam o fator estética como o principal motivador para os adultos buscarem por tratamento ortodôntico, fazendo a ressalva de que os problemas de uma dentição afetada por alguma patologia periodontal são encontrados com mais facilidade nesses pacientes se comparados com a criança e o adolescente, em especial a periodontite, que consiste em uma doença inflamatória e infecciosa, provocada por bactérias, que afeta o periodonto.

Em um periodonto intacto, forças labiais e linguais não-balanceadas são geralmente compensadas por forças do ligamento periodontal. Entretanto, quando há destruição periodontal, sua função estabilizadora não mais existe, e os incisivos começam a se mover. Uma conseqüência dessa hipótese pode ser o fato de que pessoas com doença periodontal avançada e migração dentária podem precisar de contenção permanente após a correção ortodôntica, tendo em vista que em algumas situações, a força exercida pelos tecidos moles, língua, bochechas e lábios, são causas para a migração dentária, sendo também relatada a associação dessa patologia com os hábitos de higiene oral.

Nos casos de intrusão sem higiene oral, os resultados variam de moderada reparação periodontal até o agravo da perda óssea periodontal, tendo os autores concluído que a combinação do tratamento periodontal com a intrusão ortodôntica pode alcançar uma melhoria na condição periodontal, contanto que o sistema biomecânico de forças e a higiene oral passam ser mantidos sob controle.

O objetivo primordial da terapia periodontal é restaurar e manter a saúde e a integridade dos tecidos de suporte do dente, sendo a eliminação, ou redução, do acúmulo de placa e da inflamação gengival o elemento chave no tratamento ortodôntico de pacientes adultos com doença periodontal. Corroborando neste sentido, Goldman e Cohen (1973) estabeleceram que o momento mais indicado para se iniciar a movimentação ortodôntica seria após a redução da inflamação. Especificamente, esta deveria iniciar-se após o controle de cáries, terapia endodôntica, extrações, curetagem de tecidos moles e raspagem radicular, instruções de higiene bucal e geralmente antes da contenção, estabilização, ajuste oclusal e eliminação de bolsas, pois a movimentação dentária culmina em modificações na anatomia óssea.

O tratamento ortodôntico completo ou limitado movimento dental pode ser um auxiliar para prevenir ou interceptar a progressão da doença e até ser terapêutico do ponto de vista periodontal. O não controle do processo inflamatório durante o movimento dental em um paciente periodontalmente suscetível pode resultar na perda irreversível da crista óssea, causando possivelmente mais prejuízos que benefícios ao paciente.

A intensidade da força desempenha um papel essencial. Uma força leve de 51g usada no estudo de Gordillo, foi suficiente para aumentar o volume ósseo, diminuindo as condições de inflamação, levando os autores a concluir que a aplicação de forças ortodônticas, uma vez que a infecção periodontal tenha sido controlada, contribui para o aumento do volume do osso alveolar, conseqüentemente melhorando a qualidade óssea.

O tratamento ortodôntico inadequado feito em pacientes periodontais pode certamente contribuir para o futuro colapso dos tecidos periodontais. Em particular, a combinação de inflamação, forças ortodônticas e trauma oclusal pode produzir uma destruição mais rápida do que a que ocorreria com a inflamação isoladamente. Entretanto, com a realização de um tratamento adequado, pode-se conseguir uma movimentação ortodôntica extensa em adultos com um periodonto reduzido, mas sadio, sem a conseqüente deterioração periodontal.

A cooperação entre as especialidades da periodontia e da ortodontia é indiscutivelmente importante, estas que desenvolvida com excelência clínica pode transformar pacientes que possuem sorrisos esteticamente desagradáveis, com migrações dentarias ou extrusões e periodonto inflamado e reduzido, em pessoas com dentições e sorrisos mais atraentes.

O estudo de pacientes comprometidos periodontalmente com características similares permite o autor deste trabalho sugerir a possibilidade de se realizar tratamento ortodôntico em pacientes com periodonto de inserção reduzido, porém sadio. O tratamento periodontal prévio, bem como o controle da placa bacteriana antes, durante e após o tratamento ortodôntico, constituem requisitos básicos para evitar-se maior perda do periodonto de inserção.