ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Retração rápida de caninos






Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Paulo Renato Carvalho Ribeiro, Sérgio Henrique Casarim Fernandes, Gustavo Saggioro Oliveira; Equipe do Curso de Espe- cialização em Ortodontia - ABO Juiz de Fora - Minas Gerais; Mostra a retração rápida de caninos por distração do ligamento periodontal associada a uma técnica de movimentação dentária que permite o fechamento de espaço da extração de primeiros pré-molares em um intervalo de duas ou três semanas, proporcionando uma redução significativa no tempo do tratamento ortodôntico.

A distração osteogênica é um processo de crescimento de novo osso por estiramento mecânico de um tecido ósseo preexistente. Foi popularizada pelos estudos de Ilizarov que demonstrou, em centenas de pacientes, que novo osso poderia ser formado após a corticotomia cirúrgica e posterior distração osteogênica.


Liou e Huang, em 1998, introduziram os conceitos da distração osteogênica na movimentação dentária. Os autores observaram que o processo de osteogênese do ligamento periodontal, durante o movimento dentário induzido por forças ortodônticas, é semelhante ao da sutura mediana durante a disjunção palatina realizada para correção de mordidas cruzadas. A principal diferença seria a quantidade de movimentação. Enquanto, no movimento dentário ortodôntico, os dentes se movimentam em taxas de aproximadamente 1mm por mês, na disjunção palatina, a sutura é separada em até 1mm por dia. Desta forma, os autores idealizaram uma maneira de distender o ligamento periodontal na mesma velocidade que a sutura palatina mediana, de forma a permitir a rápida movimentação de caninos em pacientes que necessitem de exodontias de primeiros pré-molares. Essa técnica foi denominada distração dentária (DD).


Independentemente da técnica utilizada, a retração rápida de caninos (RRC) tem sido bem indicada para as seguintes situações clínicas: apinhamentos severos, má oclusão de Classe II 1a divisão, biprotrusões dentárias, encurtamentos e más formações radiculares e, ainda, em pacientes com problemas periodontais. Tais indicações se devem ao fato de que, como o movimento dentário é realizado de forma muito rápida, com o canino sendo completamente distalizado em cerca de duas a três semanas, sem perda de ancoragem, o espaço obtido pode ser utilizado para a resolução rápida dos apinhamentos.


A tomografia tem se mostrado um importante aliado para o estudo da RRC. Sua utilização permite que se faça um planejamento adequado do tempo cirúrgico, já que é possível determinar, com exatidão, o quanto será necessário de aprofundamento do alvéolo para se eliminar completamente todas as interferências à movimentação dos caninos.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


A retração rápida de caninos (RRC) é uma técnica que proporciona uma redução significativa no tempo de tratamento ortodôntico. A utilização da tomografia Cone-Beam facilita, em demasia, o procedimento cirúrgico e, em conjunto com o acesso vestibular, proporciona maior velocidade e segurança ao procedimento. O distrator posicionado por palatina é biomecanicamente mais eficaz que o por vestibular. Sua utilização, no mínimo, proporcionou a preservação da tábua óssea vestibular. Apesar das diversas possibilidades clínicas de utilização dessa técnica, consideramos os preparos ortocirúrgicos, os casos com apinhamento anterior severo e os pacientes com comprometimento periodontal, os principais beneficiados por esse protocolo de tratamento.


Link do artigo na integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n1/19.pdf

domingo, 10 de abril de 2011

Pensamento da Semana


"Não é digno de saborear o mel, quem de afasta da colmeia com medo das picadelas das abelhas."

William Shakespeare

sábado, 9 de abril de 2011

Aplicações Práticas da tomografia feixe cônico(Cone-beam) computadorizada na Ortodontia








Neste artigo de 2010, publicado no The Journal of the American Dental Association, pelos autores James K. Mah, John C. Huang e HyeRan Choo; do Herman Ostrow School of Dentistry of USC, University of Southern California, Los Angeles; School of Dental Medicine, University of Nevada, Las Vegas; Division of Orthodontics, School of Dentistry, University of California, San Francisco; Orthodontics 3-D Craniofacial Function and Imaging Research Center, University of California, San Francisco; Department of Plastic and Reconstructive Surgery, Children’s Hospital of Philadelphia; Mostra as aplicações e vantagens Tomografia computadorizada Con-Beam na Ortodontia

Este recurso de diagnóstico permite uma visualização abrangente e registros do complexo craniofacial sendo um recurso de documentação na ortodontia. Estas tarefas eram realizadas por meio dos modelos de gesso, fotografias e radiografias. Estas abordagens evoluíram ao longo do tempo, e a tomografia cone-beam computadorizada(CBCT) surgiu como uma modalidade de imagem global na ortodontia.

Os autores fornecem um guia prático para aplicação CBCT na Ortodontia, com ênfase em situações em que a imagem latente convencional é limitada. Estas situações incluem o desenvolvimento dentário, os limites do movimento dentario, na avaliação das vias aéreas, na morfologia craniofacial e superposição.

Complexidades do complexo craniofacial, dentição e os desafios presentes na obtenção das imagens convencionais das vias aéreas. A CBCT tem vantagens na fidelidade de imagem sobre os métodos convencionais de imagem , que pode levar à melhoria visualização.

A CBCT está mudando com a ortodontia em relação à avaliação clínica dos pacientes e está evoluindo com respeito ao diagnóstico, as técnicas clínicas e resultados.

A proposição de valor clínico do CBCT é descrever a anatomia craniofacial com precisão e fornecer informações completas sobre anatomia e suas relações com resultados individuais do paciente para melhor diagnóstico de planejamento, tratamento e prognóstico.


Link do artigo na integra via JADA:

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Precisão de medição através de uma análise assistida tridimensional computadorizada e um método convencional bidimensional



Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodonthist, pelos autores Huseyin Olmez; Serkan Gorgulu; Erol Akin; Ali Osman Bengi; ̇Ibrahim Tekdemir; Fatih Ors; do Department of Orthodontics, Gulhane Military Medical Academy, Ankara, Turkey; Department of Anatomy, Ankara University, Ankara, Turkey; Department of Radiology, Gulhane Military Medical Academy, Ankara, Turquia; Mostra um estufo realizado em Crânios secos comparando a mensuração cefalometrica convencional 2D com a computadorizada 3D.

Este estudo foi realizado com o intuito de determinar as diferenças entre as medições manual e cefalométricas em diferentes partes de um crânio humano, que foram obtidos utilizando imagens geradas por computador em três dimensões (3D) e na técnica convencional em duas dimensões(2D).

As medições foram realizadas em 13 crânios humanos secos, em seguida, cefalogramas 2 e 3D foram obtidos por tomografia computadorizada (TC). Marcos anatômicos fora determinados e marcados com argila antes da tomada da TC, e os mesmos marcos foram marcados com a ajuda de bolas de metal e pinos para cefalogramas lateral e frontal. Traçados cefalometricos manuais, lateral e frontal, e assistido por computador 3D foram comparados estatisticamente. Uma forma de análise de variância e teste de diferença significante de Tukey honestamente foi utilizado para comparar os resultados entre os grupos.


Todas as medidas foram estatisticamente insignificantes entre os modelos 3D realizados por computador e medições manuais. Por outro lado, as diferenças entre as analises 2D convencionais e as medidas manuais foram estatisticamente significativas. A maior quantidade de ampliação foi encontrado a uma distância násio-Mento (14,6%), que foi localizado em uma boa distância do feixe de raios-X central no cefalograma lateral (P, 0,01). Pela mesma razão, o maior alargamento (16,2%) foi observada a distância entre as suturas zygomaticomaxilar na radiografia convencional frontal (P, 0,01).


As analises cefalometricas realizadas por computador 3D foram consideradas ser a mais precisa que as medidas cefalométricas convencionais. Os resultados mostraram que as cefalometrias 3D foram mais consistentes que as medições manual. Além disso, a ampliação e distorção pode limitar os resultados das medidas cefalométricas convencionais.


Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist:


http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/070810-387.1

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CONFORTO E FONAÇÃO COM A NOVA GERAÇÃO DE BRÁQUETES ORTODÔNTICOS LINGUAIS INDIVIDUALIZADOS




Adriano Marotta Araújo, Fernanda de Oliveira e Silva, Weber José da Silva Ursi, Eduardo César Werneck em Rev. CEFAC. 2009 Out-Dez; 11(4):701-707

Recentemente o número de pacientes desejando um tratamento ortodôntico e estético ao mesmo tempo aumentou consideravelmente. A técnica lingual oferece a opção mais estética de tratamento ortodôntico, pois os bráquetes ficam invisíveis colados na superfície lingual dos dentes e os lábios não ficam protuberantes. Apesar da grande vantagem estética, essa terapia possui desvantagens como restrição no conforto oral, na fala, na higiene, irritações na língua, restrição no espaço da língua e dificuldades na alimentação. Para amenizar essas desvantagens uma nova geração de bráquetes linguais otimizados ao máximo através da individualização das bases dos bráquetes, da posição de colagem e dos fios utilizados no tratamento ortodôntico foi desenvolvida recentemente.

Objetivo: realizar uma revisão sistemática da literatura para verificar a adaptação do paciente a diferentes dispositivos ortodônticos linguais e a influência desses dispositivos no conforto e na fala, principalmente.

Conclusão: atualmente a literatura suporta que os bráquetes linguais de última geração individualizados por computador proporcionam maior conforto e facilidade na fonação quando comparados aos bráquetes tradicionais da técnica lingual. No entanto, o sucesso na terapia requer orientações detalhadas sobre o potencial de restrição do conforto oral, articulação de palavras, mastigação e higiene oral, independente do sistema de bráquetes a ser utilizado.

Artigo completo, clique aqui

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A influência de imagens tridimensionais no plano de tratamento ortodôntico


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Iury Oliveira Castro, Carlos Estrela, José Valladares-Neto; do Mestrado em Clínica Odontológica, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Goiás.; verifica a influência de imagens tridimensionais (3D) no plano de tratamento ortodôntico.

A tomografia computadorizada (TC) convencional (ou médica) foi desenvolvida, em 1972, pelo engenheiro inglês Hounsfield e pelo físico norte- americano Comark. Representou grande evolução e, por essa razão, seus idealizadores foram consagrados com o prêmio Nobel de Medicina em 1979. Apesar do avanço, a TC convencional foi aplicada na Odontologia com restrições, em decorrência da elevada dosagem de radiação, excessiva dimensão da aparelhagem, necessidade de posição supina do paciente durante a tomada, além do custo financeiro. Ao final da década de 90, o avanço tecnológico conduziu a uma nova versão que atendeu as necessidades da região dos dentes e maxilofacial, e se tornou conhecida como tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) ou, no idioma inglês, cone-beam.


Como o nome sugere, a TCFC produz um feixe de radiação em forma de cone que gira em torno do paciente para adquirir dados volumétricos. Uma quantidade específica de raios X absorvida corresponde a uma estrutura cuboide tridimensional chamada de voxel, correspondente ao pixel das imagens bidimensionais. A reconstrução volumétrica computadorizada é obtida por softwares utilizando algoritmos para reproduzir a imagem tridimensional (3D) em alta resolução. A dosagem de radiação emitida pela TCFC depende do campo de visão desejado, tempo de exposição, miliamperagem e quilovoltagem, mas tem sido relatado que corresponde a aproximadamente 20% da TC convencional e é equivalente à exposição completa de radiografias periapicais. O diferencial da TCFC também está na possibilidade de captação de imagens em tamanho real nos três planos do espaço, diferentemente dos exames radiográficos bidimensionais, que projetam a imagem das estruturas em um só plano, muitas vezes distorcidas e sobrepostas.


O objetivo do presente artigo foi avaliar a influência de exames 3D no redirecionamento do plano de tratamento ortodôntico. Para isso, duas situações clínicas foram descritas, nas quais os exames clínico e/ou radiográfico convencional sugeriram a complementação com imagens tomográficas. Em ambas, as imagens foram obtidas pelo tomógrafo i-CAT® (Imaging Sciences International, Hatfield, EUA) cujos dados foram exportados para o sofware Xoran versão 3.1.62 (Xoran Technologies, Ann Arbor, EUA) para a reconstrução em 3D.


CASO CLINICO 1


O paciente procurou tratamento ortodôntico aos 40 anos e 6 meses de idade. Apresentava como queixa principal a má distribuição dos diastemas inferiores para a adequada reabilitação com implantes dentários. Sua história médica não possuía registros significativos, e a odontológica apresentou o antecedente das perdas dentárias (dentes 12, 36 e 37), do tratamento endodôntico (dentes 11, 22 e 46) e da instalação do implante (região do dente 12). Em relação ao padrão dentário, apresentava Classe II, divisão 2, subdivisão esquerda, de Angle, com desvio da linha mediana inferior para o lado esquerdo, migração distal dos dentes 33, 34 e 35, além de apinhamento suave nas arcadas superior e inferior.


As imagens tomográficas comprovaram a presença de defeito ósseo (ausência de cortical óssea vestibular) e reabsorção radicular por vestibular no dente 22. Baseado no risco de perda do incisivo durante a movimentação ortodôntica e na queixa principal do paciente, a decisão foi compartilhada com o paciente e redirecionada para a simplificação do tratamento ortodôntico.


CASO CLÍNICO 2


O paciente procurou retratamento ortodôntico aos 41 anos e 8 meses de idade, após dois anos de tratamento ortodôntico com extração dos dentes 14 e 24. Alegou não ter concluído o tratamento como deveria. Apresentava como queixa principal “espaços entre os dentes da frente”. Sua história médica não possuía registros significativos. Em relação ao padrão dentário, apresentava má oclusão de Classe II de Angle com diastema superior e apinhamento inferior. Radiograficamente, observou-se perda óssea horizontal na região anterossuperior e re- absorção radicular nos dentes 11, 12, 13, 15, 21, 22, 23 e 25.


As imagens 3D mostraram, adicionalmente, deiscências ósseas extensas nos elementos 13, 16, 23 e 26, não detectadas previamente ao exame clínico e radiográfico convencional. Ao ser informado sobre as condições dentárias e periodontais, o paciente consentiu com a realização do tratamento ortodôntico focado na resolução da queixa.


Informações de diagnóstico são essenciais para a decisão válida do plano de tratamento. Imagens precisas conduzem a um melhor plano de tratamento e potencializam resultados mais previsíveis e adequados. A TCFC é uma modalidade tecnológica emergente apropriada para a região dos dentes e das estruturas maxilofaciais, e que pode oferecer ao clínico informações mais relevantes, quando comparadas com as radiografias convencionais.


CONCLUSÃO


A TCFC representa um avanço tecnológico na obtenção de imagens dentárias e maxilofaciais. Imagens 3D podem identificar lesões camufladas pela limitação bidimensional de exames conven- cionais, e são capazes de redirecionar o plano de tratamento ortodôntico. No entanto, o uso rotineiro da TCFC ainda não deve ser recomendado, mas, sim, como ferramenta complementar quando dúvidas surgirem após os exames clínico e radiográfico convencional.


Link do artigo na Integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n1/12.pdf

domingo, 3 de abril de 2011

Pensamento da semana


"Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Por isso aprendemos sempre"

Paulo Freire
1921 - 1997

Link sobre o Autor:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire


Um abraço especial aos meus novos amigos e colegas da XIII turma do Mestrado em Ortodontia da Universidade Cidade de São Paulo. Estou muito feliz em estar fazendo parte deste grupo !!!

Marlos Loiola

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Movimentação ortodôntica em dentes com comprometimento periodontal: relato de um caso clínico




Neste artigo de 2005, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Anderson Calheiros, Álvaro Fernandes, Cátia Abdo Quintão, Emanoela Volles Souza; da Disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UERJ - Rio de Janeiro. Mostra que é possível tratar de maneira eficiente casos com comprometimento Periodontal, com uma abordagem multidisciplinar e adequação da mecânica ortodôntica à necessidade de cada indivíduo em particular.


O número de pacientes adultos que procuram o tratamento ortodôntico tem aumentado sensivelmente nos últimos anos. Muitas vezes esses casos requerem um plano de tratamento e mecânicas mais complexas. Dentre as suas limitações mais freqüentes pode-se citar as doenças periodontais, com perda de inserção e a ausência de elementos dentários. Tais problemas podem afetar a migração fisiológica dos dentes, resultando em más oclusões com inclinações axiais de difícil correção. Normalmente, esses casos apresentam as seguintes características: diastemas medianos ou espaços generalizados, principalmente no segmento anterior; inclinação vestibular exagerada e extrusão dos incisivos superiores; rotação e inclinação de pré-molares e molares com colapso da oclusão posterior reduzindo a dimensão vertical. Esse quadro pode ainda ser agravado por algum tipo de trauma oclusal e hábitos, como a interposição lingual.

Geralmente o tratamento ortodôntico desses pacientes é bastante limitado, seja por diminuição exagerada do suporte ósseo, ou pela falta de ancoragem devido às perdas de vários elementos. Deve-se considerar no tratamento uma abordagem multidisciplinar, com elaboração de um plano de tratamento bastante diferenciado, adequando a mecânica à necessidade de cada indivíduo em particular.

Considerando-se os problemas periodontais, os conceitos mais atuais afirmam que a correlação entre a profundidade da sondagem e a presença ou ausência de doença ativa não é tão expressiva quanto se acreditava até algum tempo atrás. Por isto, atualmente, a eliminação da bolsa já não é um objetivo primordial da terapia periodontal. Hoje, o sucesso do tratamento periodontal centraliza-se na conversão do local com periodontite ativa para o estado inativo. Sendo assim, considera-se apto ao tratamento ortodôntico aquele paciente cujos problemas periodontais encontram-se controlados, sem sangramento gengival a sondagem e com boa higiene bucal, mesmo que o periodonto encontre-se reduzido, sem que isso signifique mais deteorização do tecido de sustentação.


Outro problema bastante comum em pacientes adultos é a perda de vários elementos dentários, o que pode significar sérias limitações ao tratamento ortodôntico. Em muitos desses pacientes, para se viabilizar a correção da má oclusão, é necessário a utilização de implantes como ancoragem. Porém, não existem métodos padronizados a seres seguidos no tratamento de indivíduos adultos. Os princípios biomecânicos usados na Ortodontia devem ser adaptados à anatomia particular das áreas onde o movimento dentário está sendo planejado. Dessa forma em alguns casos, mesmo com perdas dentárias generalizadas, é possível executar um tratamento ortodôntico adequado, sem o auxílio de implantes, simplesmente com a aplicação de mecânica ortodôntica diferenciada, superando assim o problema da falta de ancoragem.


O tratamento ortodôntico em adultos apresenta limitações que podem ser divididas didaticamente em: limitações intrínsecas (de natureza biológica) e limitações extrínsecas (dificuldades biomecânicas). A limitação intrínseca mais marcante é o fato de não existir mais crescimento no adulto. Dessa forma, grandes discrepâncias esqueléticas sópodem ser corrigidas com cirurgia ortognática. O tratamento ortodôntico, nesses casos, fica restrito ao movimento dentário com conseqüente remodelação do processo alveolar. Esse tipo de movimentação não apresenta maiores problemas quando executado em pacientes adultos com periodonto sadio, uma vez que as reações tissulares requeridas na movimentação ortodôntica não dependem da idade.


No estágio inicial do tratamento ortodôntico em adultos, é recomendada uma força intermitente de 20-30g. Posteriormente, a força pode ser aumentada para 30-50g (movimento de inclinação) e 50-80g (movimento de corpo) dependendo do grau de perda óssea marginal e da qualidade de osso alveolar remanescente. Segundo Birte Melsen et al.8, a força ideal para a intrusão em dentes comprometidos periodontalmente é entre 5 a 10g por elemento.


CONCLUSÃO

Embasado cientificamente pela literatura e com a observação clínica, acredita-se que é possível tratar ortodonticamente e de maneira eficiente, casos em que limitações, tais como os problemas periodontais generalizados e as perdas de vários elementos dentários, estão presentes. Contudo, o plano de tratamento deve ser multidisciplinar, atendendo as particularidades de cada caso. Por isso, previamente ao tratamento ortodôntico, é imprescindível que a adequação do meio bucal tenha sido obtida, com todas as restaurações e extrações necessárias executadas e principalmente com a periodontite totalmente controlada. Considerando-se o aspecto mecânico do tratamento, deve-se criar um eficiente sistema de ancoragem, e cuidar para que as forças aplicadas sejam suaves e intermitentes permitindo dessa forma um bom controle do movimento. Com esses cuidados, espera-se obter uma efetiva movimentação dentária, sem que, contudo, sejam causados danos adicionais ao tecidos de suporte e as raízes dos elementos envolvidos.



Link do artigo na integra via Scielo:


quinta-feira, 31 de março de 2011

Produtos e dispositivos atuais na Prática da ancoragem óssea em ortodontia



Neste artigo de 2006, publicado pelo Journal of Orthodontics, pelos autores Jagadish Prabhu, Richard R. J. Cousley; do Orthodontic Department, Peterborough and Stamford Hospitals NHS Foundation Trust, Peterborough, Reino Unido. Mostra um estudo bibliografico completo dos meios de ancoragem ortodontica atuais, suas indicações, vantagens e desvantagens.
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O Controle de ancoragem ortodôntica é uma parte fundamental do tratamento ortodôntico. Por um lado, o estuo centrou-se no movimento eficiente dos dentes para minimizar a perda da ancoragem pela melhora do materiais ortodônticos, desenho dos bracket (por exemplo, auto-ligáveis ou braquetes Tip-EdgeTM) e protocolos de tratamento com menor atrito (por exemplo, a técnica do arco segmentado). Alternativamente, os métodos utilizados para reforçar a ancoragem ortodôntica tradicional envolvem o uso de aarelhos extra-oral e intra-oral (arco transpalatino, quadhelix, etc). No entanto, reconhece-se que estas sistemas convencionais de fixação estão limitados por vários fatores, tais como a colaboração do paciente, o número relativo de unidades de ancoragem e suporte periodontal, alergia, lesões iatrogênicas e reação desfavorável de movimentos.
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Nos últimos anos, inúmeras publicações têm introduzido novas formas de reforçar a ancoragem utilizando uma variedade de dispositivos temporariamente ancorado no osso. A ancoragem óssea (OBA) é indicada quando uma grande quantidade de movimentação dentária (por segmento vestibular na retratação ou movimento mesia ou distal posterior de múltiplos dentes) é necessário ou ancoragem dentária não é suficiente por causa de dentes ausentes ou perda de suporte periodontal. Tais dispositivos também podem ser útil em movimentos dentarios assimétricos, mecânica invasiva, na fixação intermaxilar / tração ortopédica e parecem ganhar rapidamente a aceitação na prática ortodôntica de rotina. Em um esforço para melhorar e diferenciar seus produtos, os fabricantes produzem sistemas com design m caracteristicas inovadoras e diferentes protocolos clínicos.
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Dado que não há um consenso claro sobre a nomenclatura, estes dispositivos são referidos por uma matriz de confusão de nomes, incluindo mini-implantes, micro-implantes, implantes microparausos, miniparafusos ou Dispositivos de ancoragem temporária (TADs). Embora alguns destes sinónimos se refiram a dispositivos semelhantes, as terminologias utilizadas são vagas ou imprecisas. Por exemplo, a palavra 'micro' não é o ideal, uma vez que um dispositivo possui extremamente pequenas dimensões. O termo "mini-implante" não representa todos os sistemas disponíveis atualmente, e "TAD" é inespecífico uma vez que todos os dispositivos de fixação são complementares e sua fixação no osso não é claramente indicado. Uma vez que a característica comum a todos estes dispositivos é que eles fornecem ancoragem, quer através de um encravamento mecânico ou uma integração bioquímica com osso, os autores sugerem que eles sejam melhores denominado de Dispositivo ortodôntico de fixação óssea (BADs).
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Embora, as mini-placas possam ser colocadas em locais remotos, independente do rebordo alveolar, isto significa que o acesso cirúrgico pode ser difícil. Esta é a sua principal desvantagem, juntamente com o consequente aumento de perda por paciente, o grau de invasividade e custos relativamente elevados. No entanto, eles têmv antagens de ser favorável à carga imediata e versatilidade em termos de aplicação de forças em vetores diferentes.
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Indiscutivelmente, os mini-implantes serão mais amplamente utilizados que os outros dois grupos de BAD, devido à sua facilidade de inserção e remoção, grande variedade de sitios, inserção a baixo custo, baixo indice de perda e desconforto do paciente, e recebe carga imediata. Eles também são bem aceitos pelos ortodontistas por serem facilmente inseridos como um procedimento de rotina. Embora, os mini-implantes possam sea deslocar sob forte carga, podem ser seguramente colocados na maioria das áreas interproximais. Suas principais limitações são a dependência de qualidade óssea adequada /profundidade para a estabilidade, a inflamação dos tecidos moles adjacentese um pequeno risco de fratura durante a inserção ou remoção. Em suma, parece que as técnicas tendam a evoluir, mini-implantes podem ser a BAD de escolha na maioria das situações clínicas que requerem ancoragem máxima de reforço, enquanto os implantes e mini-placaspossam ser reservados para aqueles casos que exijam a utilização de sitios remotos de ancoragem devido ao excesso de variações anatômicas.
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Link do artigo na integra via Jortod:

quarta-feira, 30 de março de 2011

OrtoPodCast - Episódio 7

Sejam muito bem vindos ao episódio 7 do OrtoPodCast! Nós estamos muito empolgados com todos os projetos que envolvem este Blog, o ortopodcast e o GEORTO.

Nosso Blog (de todos vocês também) tem tomado grandes proporções e muitos colegas de outros países tem nos e
scrito e contribuindo com artigos e idéias legais. O OrtoPodCast, em seu 7o episódio já faz escola e tem estimulado outros colegas a iniciarem seus podcasts também. Isso só acrescenta na nossa profissão.

O GEORTO vai muito bem, obrigado. Iniciado o ciclo de conferencias com sala cheia e tivemos 2 dias de muito aprendizado e muita confraternização também.

Lembro a todos que o GEORTO é, como todos os demais projetos, democrático. Não estamos ligados a nenhuma escola ou filosofia. TODOS SÃO BEM VINDOS! Desde que seja ortodontista ou esteja cursando especialização.


Este episódio do OrtoPodCast é sobre o artigo publicado na SEXTA-FEIRA, 25 DE MARÇO DE 2011

O Sorriso em Doentes Submetidos a Cirurgia Ortognática


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segunda-feira, 28 de março de 2011

Aparelho de avanço mandibular aumenta o volume da via aérea superior de pacientes com apneia do sono

Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Luciana Baptista Pereira Abi-Ramia, Felipe Assis Ribeiro Carvalho, Claudia Torres Coscarelli, Marco Antonio de Oliveira Almeida; do departamento de Ortodontia pela Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FO-UERJ) - Rio de Janeiro. Avalia o efeito do aparelho de avanço mandibular (Twin Block, TB) no volume das vias aéreas superiores, por meio de tomografia computadorizada Cone-Beam (CBCT). Dezesseis pacientes (6 homens e 10 mulheres) portadores de SAOS leve a moderada, idade média de 47,06 anos, utilizaram um aparelho de avanço mandibular e foram acompanhados por 7 meses, em média.

Com o aumento das desordens respiratórias do sono, como ronco, síndrome da resistência da via aérea superior (SRVAS) e síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), houve a necessidade de melhores meios de diagnóstico e de tratamento para esses distúrbios. O tratamento da SAOS é importante, uma vez que é considerada uma doença de alto grau de morbidade e caráter progressivo.


A efetividade dos aparelhos de protrusão mandibular foi demonstrada em diversos estudos. Embora a radiografia cefalométrica seja um método simples, amplamente utilizado na Odontologia e muito usado em estudos de apneia obstrutiva do sono, tal método gera imagens bidimensionais de estruturas tridimensionais, o que limita a validade e reprodutibilidade das medidas do espaço aéreo.


Os estudos baseados em imagens tridimensionais para determinar a efetividade e mecanismo de ação de aparelhos intrabucais demonstraram que o aparelho é capaz de modificar a geometria da faringe, aumentando significativamente a área faríngea mínima.


A comparação, usando CBCT, de pacientes saudáveis com pacientes portadores de SAOS demonstrou que as dimensões anteroposteriores e a área orofaríngea mínima dos pacientes com SAOS foram significativamente menores em relação aos pacientes que não apresentavam a síndrome.


Os estudos tridimensionais em pacientes com SAOS demonstram um aumento da via aérea superior, principalmente relacionado à região da orofaringe e velofaringe. Porém, a maioria desses estudos se limitou a avaliar a via aérea a partir de medidas lineares, ou seja, utilizaram dados bidimensionais obtidos através de exames tridimensionais. Segundo Zhao, Liu, Gao e Kyung, Park, Pae, o aumento da via aérea ocorre às custas de um incremento do diâmetro transverso. Para Gale et al., há um aumento da área faríngea com aparelho de avanço mandibular, porém, com uma grande variabilidade individual.


Conclusões do Autores


Com base nos resultados apresentados das comparações de volumes em mm3 das vias aéreas superiores de pacientes portadores de SAOS e tratados com aparelho de avanço mandibular, pode-se concluir que o Twin Block modificado alterou significativamente o volume da via aérea superior.


Link do artigo na integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n5/20.pdf

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Sorriso em Doentes Submetidos a Cirurgia Ortognática




Nesta tese de Mestrado de 2009, publicada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, pelo autor Nuno Maia Barbosa, para obter o titulo de MESTRADO EM CIRURGIA ORTOGNÁTICA E ORTODONTIA, Orientada pelo Professor Doutor José Manuel Lopes Teixeira Amarante. Avaliou as características do sorriso espontâneo em 13 doentes operados a cirurgia ortognática e numa população controle emparelhada, de 26 indivíduos. A análise do sorriso foi efectuada pela filmagem da face em posição frontal, sendo registada a duração do sorriso máximo e total.

O sorriso é formado por duas etapas. Na primeira fase há a elevação do lábio superior no sentido do sulco nasogeniano mediante a contracção dos músculos elevadores, que se originam na prega e se inserem no lábio superior. Os feixes musculares internos elevam o lábio ao nível dos dentes anteriores e os grupos musculares distais e externos elevam o lábio ao nível dos dentes posteriores. Então, o lábio encontra resistência do sulco nasogeniano devido à gordura da bochecha.

A segunda fase do sorriso envolve ainda maior elevação do lábio e do sulco por três grupos musculares: o levator labii; os zygomaticus major; e as fibras superiores do buccinator.

A fase final do sorriso espontâneo é acompanhada pelo franzir dos olhos, que representa a contracção da musculatura periocular (orbicularis oculi) para suportar o máximo da elevação do lábio superior, através da elevação do sulco nasogeniano.

Do ponto de vista anátomo-funcional distingue-se, o sorriso espontâneo, que envolve simultaneamente os músculos orbicularis oculi e zigomaticus major é considerado “sorriso Duchenne”, e o “sorriso social” ou “sorriso não Duchenne” que não apresenta contracção do orbicularis oculi.

Numa perspectiva contemporânea, Ekeman, descreve o sorriso como uma expressão universal e transcultural, postulando que a activação da emoção inicia um programa neuronal eferente, responsável pelo envio de impulsos para os músculos que produzem os movimentos faciais.

Estudos em crianças nascidas surdas e cegas demonstram que estas apresentam expressões faciais, como o sorriso, num contexto adequado à emoção expressa. Tal dificilmente pode ser atribuível a expressões aprendidas ou adquiridas.

O sorriso estimula as partes do cérebro que utilizam a Dopamina e Oxitocina como mensageiros do bem-estar. Isto coloca o riso na categoria das coisas que queremos fazer muitas vezes seguidas, tais como - por exemplo - comer chocolate ou ter relações sexuais. O sorriso é uma fonte de prazer e pode tornar-se viciante para os mecanismos cerebrais.

As descrições e as técnicas de reposicionamento dos segmentos esqueléticos faciais estão descritas desde o século XIX. No entanto, só após a primeira metade do século passado e com base nos trabalhos e ao esforço de divulgação de Obwegeser e Trauner, é que a cirurgia ortognática se tornou numa opção corrente para correcção de discrepâncias dento-esqueléticas, tendo mais tarde alargado o seu âmbito e indicações.

A principal indicação da cirurgia ortognática consiste na correcção de alterações do desenvolvimento facial, que resultam de um crescimento diferenciado do esqueleto superior e inferior da face, condicionando discrepâncias das relações entre os maxilares.

As técnicas mais frequentemente efectuadas na prática clínica são a osteotomia Le Fort I para avanço maxilar, a osteotomia segmentar do maxilar e a osteotomia sagital da mandíbula de tipo Obwegeser para avanço ou recuo mandibular, podendo ser efectuadas várias associações destas técnicas na mesma cirurgia, complementadas por vezes com mentoplastia.

Proffit e White em 1990 estimaram, com base em estudos de saúde pública na população americana na década de 60, que a prevalência de maloclusão esquelética de classe II de Angle, se
situava nos 10%, sendo que em 3% dos casos a gravidade da discrepância era suficiente para serem operados. Para maloclusões de Classe III de Angle os dados correspondentes eram 0.6% dos quais 21% apresentando necessidade de cirurgia correctiva. Em relação à mordida aberta severa, a prevalência era de 0.6% estimando em 16% os casos com indicação cirúrgica.

Curiosamente, há evidência de um elevado grau de satisfação (95%) dos doentes submetidos a cirurgia ortognática, referindo estes, ainda, que a maior parte das expectativas pré-operatórias foram cumpridas. Após a cirurgia, os doentes valorizam ainda mais a melhoria de autoconfiança, a melhoria do sorriso e a melhoria da vida social, relegando para um segundo plano as expectativas de melhorias funcionais inicialmente referidas.

A cirurgia ortognática implica, em maior ou menor grau, alterações do esqueleto facial com consequente reposicionamento e alteração das inserções musculares condicionando a modificação da tensão e dos vectores das forças da musculatura da mímica facial.

Em 2004 surge um estudo de Nooreyazdan que analisa os movimentos faciais (incluindo o sorriso instruído e espontâneo) de 19 doentes, 6 meses antes e um ano após, terem sido submetidos a cirurgia ortognática, concluindo que os movimentos faciais, incluindo o sorriso, são afectados pela maloclusão préoperatória dos doentes e pelos procedimentos da cirurgia ortognática. Refere ser útil que trabalhos futuros comparem os movimentos faciais após a cirurgia ortognática com indivíduos sem deformidades dentofaciais.

Estudar o sorriso é um desafio pela sua enorme complexidade metodológica. A primeira dificuldade reside no sorriso que deve ser analisado. O sorriso não Duchenne é uma opção mais exequível, pelo seu carácter voluntário, podendo desta forma ser instruído. No entanto, o sorriso de Duchenne ou espontâneo exibe uma maior constância das suas características (padrão temporal, movimentos produzidos e simetria) e uma melhor reprodutibilidade inter-indivíduos. Tende, pelo seu carácter espontâneo, a ser relativamente imune ao contexto laboratorial inerente à colheita dos dados.

O objetivo da cirurgia ortognática é proporcionar ao doente a melhoria da função do aparelho estomatognático, do aparelho ventilatório, fonatório, e da estética facial, contribuindo para promover a auto-estima e a socialização. A visualização dinâmica do sorriso dos doentes melhora a nossa compreensão diagnóstica e constitui um importante documento de avaliação dos resultados cirúrgicos.

Em conclusão, os resultados obtidos apoiam o pressuposto da hipótese experimental de que o sorriso dos doentes submetidos a cirurgia ortognática apresenta diferenças em relação a um grupo de controlo. No entanto, a forma como a cirurgia ortognática provoca estas alterações não é clara. A revisão da literatura não revela informação se as alterações encontradas têm implicações estéticas ou na percepção do sorriso. É importante salientar que todas as outras medições efectuadas do sorriso não revelaram diferenças entre os doentes e os controles.


Link da Tese na Integra via Respositorio aberto UP:

quinta-feira, 24 de março de 2011

Implantes osteointegrados como coadjuvante a um tratamento com máscara facial : Relato de um caso



















Neste artigo de 2000, publicado pelo Angle Orthodontics, pelos autores Steven L. Singer, Dortha; Patrick J. Henry, Ian Rosenberg; do Princess Margaret Hospital, and private practice, Perth - Australia, mostram uma forma de tratamento precoce da classe III com mascara facial associada a implantes osteo-integrados.

Implantes idealizados por Brånemark foram colocados nos pilares zigomático da maxila em uma paciente de 12 anos e 10 mês do sexo feminino com uma má oclusão Classe III causada pelo retardo do crescimento maxilar, secundário a reparação de uma fissura de lábio-palatina unilateral.

Os implantes foram deixados para a osteo-integração por 6 meses; seguidos pela colocação de Artefatos personalizados projectados para o sulco bucal. Elásticos de tração (400 gr por lado) foi aplicada a partir de uma máscara para os implantes com 30º de inclinação para o plano oclusal e uso por 14 horas/dia durante 8 meses (Dos 12 anos e 10 meses a 13 anos e 6 meses).

A maxila deslocou para baixo e frente com 4 milímetros e rotação anterior como foi deslocado. A mudança do plano oclusal superior resultou numa abertura secundária da mandíbula. Houve um aumento de 2º n angulo SN-mandibular e um aumento no plano násio-menton de 9 mm. Clinicamente, isto resultou em um aumento na plenitude da a região infraorbital e correção do prognatismo mandibular.

Houve um aumento nasal em destaque com o avanço da maxila. Isto contribuiu para o aumento da convexidade facial. O deslocamento de da maxila ficou 1 ano estável após suspensa a terapia com máscara. O perfil da paciente foi melhorada com a idade de 13 anos e 6 meses. Detalhes do procedimento clínico e tratamento mudanças são apresentado do artigo.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fio Termo ativado TriTanium

Um único fio de NITI Termo ativado com 3 forças diferentes.





A American Orthodontics lançou o TriTanium, um fio termo ativado que promete exercer três níveis diferentes de força. Mais leve na região anterior, moderada na região intermediária, e mais pesada na região posterior.

Disponível em vários calibres, com intensidades de força proporcional.