ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Comparação da eficiência utilizando a técnica de mensuração dentaria em modelos digitais ortodônticos



Neste artigo a ser publicado em 2010, na Angle Orthodontist, pelos autores Heather M. I. Horton; James R. Miller; Philippe R. Gaillard; Brent E. Larson; do Department of Developmental and Surgical Sciences, Division of Orthodontics, Department of Developmental and Surgical Sciences University of Minnesota School of Dentistry, Minneapolis, Minnesota. Mostra um estudo realizado com a tecnologia dos modelos digitais para mensuração do tamanho dentario utilizand diversas técnicas de medição com esta técnologia.

Este estudo foi realizado com o intuito de determinar a melhor técnica para medir a largura do dente mesial-distal com modelos digitais.

As larguras mesial e distal individual de cada dente foram medidos ( de primeiro molar a primeiro molar, superiores e inferiores) em 32 modelos de gesso e outros modelos digitais (emodels, GeoDigm, Chanhassen, Minn). Os modelos digitais foram medidos com cinco diferentes técnicas: oclusal, face oclusal zoom sobre cada dente individual, aspecto facial como r otação necessária, aspecto facial de três posições padrão (R bucal, facial e bucal L), e qualitativamente girar o modelo em qualquer posição considerada necessária. As medidas foram repetidas três vezes com pelo menos 1 semana de intervalo. O tempo necessário para o operador completar cada conjunto de
medições foi registrada.

Quatro de cinco técnicas de medição digital (exceto para o aspecto facial de três posições padrão) mostraram um leve desvio positivo (superestimativa de largura medidos) em comparação com medições. A Medição da face oclusal, resultou em maior correlação de Pearson (98,509%), o mínimo desvio padrão Bland Altman das diferenças de valor (1,881 mm), e o tempo de medição de segundo mais rápido (2 minutos 3 segundos). Qualitativamente rotativo o modelo teve correlação de Pearson semelhantes e valores de Bland-Altman para a técnica oclusal, mas levou mais tempo para medir (7 minutos 1 segundo).

A técnica de medição oclusal de modelos digitais foi a melhor combinação de precisão, repetibilidade e velocidade de medição.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Borda WALA e sua determinação como ponto de referência no tratamento ortodôntico




Neste artigo de 2008, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Alberto Consolaro, Gastão Moura Neto, Milton Santamaria Jr.; da FOB-USP e pós-graduação da FORP-USP, SPO-Botucatu; Mostra a impotância desta referência na determinação do arco dental ideal.


A Borda Wala foi identificada, inicialmente por Andrews e Andrews, em 1995, como uma estrutura anatômica constituída pela proeminência espacial mais externa da face vestibular da mandíbula. Clinicamente, quando analisada sem o estiramento das bochechas e do lábio inferior, corresponde a uma linha rosa-brancacenta cujo limite inferior geralmente corresponde à linha ou
junção mucogengival inferior, ou seja, o limite entre a gengiva e a mucosa alveolar.


Quando durante a sua observação há o estiramento das bochechas e do lábio inferior esta linha acentua-se mais ainda, especialmente por ressaltar sua coloração branca. Provavelmente a cor rosa-brancacenta da Borda Wala decorre da transparência da fina mucosa gengival que recobre a proeminência óssea subjacente. Quando ocorre o estiramento das partes moles a ela relacionadas, provavelmente, ocorre uma isquemia que acentua mais ainda a coloração branca e seu delineamento visual.


Em seus escritos, Andrews e Andrews pontificam o conceito da Borda Wala ora incluindo os tecidos moles em sua constituicão, ora considerando apenas as estruturas ósseas, ora referindo-se a ela como uma linha espacial de delimitação mais externa da mandíbula em sua face vestibular.


A identificação da Borda Wala por parte de Andrews e Andrews procurou atender à necessidade de se encontrar uma estrutura anatômica estável que determinasse o contorno ideal do arco mandibular sem se deixar influenciar por fatores externos e internos. Esta estrutura estável no tempo e no espaço serve como ponto de referência para se calcular angulações do longo eixo dentário, orientar prescrições de braquetes e outros parâmetros importantes para o diagnóstico, tecnologia e terapêutica ortodôntica e ortopédica.


A determinação da Borda Wala, em geral, se faz em modelos de gesso cujas moldagens incluíram as inserções dos tecidos moles abaixo da linha mucogengival, moldagens essas chamadas ortodônticas e realizadas com moldeiras extendidas apropriadas para se atingir esses objetivos. Além disso, o ortodontista precisa ter treinamento apropriado para conseguir esses resultados nos procedimentos de moldagem, apesar de aparentemente serem considerados procedimentos de pequena complexidade.


Em planejamentos de casos e de pesquisas em que relevam-se a Borda Wala, as inserções musculares e os freios como referências anatômicas, o tipo de modelo de gesso e a técnica de sua confecção devem ser considerados um fator muito importante.

A Borda Wala chamou inicialmente a atenção do professor Doutor Lawrence F. Andrews quando uma de suas profissionais protéticas o questionou se deveria ou não remover dos seus modelos, via recorte manual, aquela estrutura mais proeminente. A partir deste acontecimento, Andrews percebeu a constante presença da estrutura e sua estabilidade estrutural, estabelecendo, a partir de então, este conceito em seu Syllabus of Andrews philosophy and techniques, em 1995. O nome Borda Wala advém da conjunção das iniciais dos pesquisadores que a revelaram como estrutura anatômica a ser considerada: Willians Andrews e Lawrence Andrews.


A movimentação ortodôntica de dentes em contato e/ou através das corticais tende a intensificar as forças no ligamento periodontal, pois falta elasticidade a estas estruturas.


A falta de uma deflexão óssea nas corticais, em decorrência de sua rigidez, faz com que toda força aplicada sobre o dente se restrinja ao ligamento periodontal.


Nesta situação, aumenta-se a chance de lesar a camada de cementoblastos na superfície radicular, por excesso de compressão do ligamento periodontal. Nas áreas radiculares sem cementoblastos iniciam-se as reabsorções dentárias.


Apenas quando a força aplicada se dissipar e os cementoblastos vizinhos recomporem a camada cementoblástica, teremos o reparo da superfície radicular, às custas da deposição de novo cemento e a volta à normalidade na região.


A cada reativação do aparelho todo este processo se reinicia. Ao final da movimentação dos dentes em contato e/ou através das corticais, a perda de estrutura radicular pode ser significante.


As abordagens sobre a Borda Wala cada vez mais induzem os autores a pesquisar, pois vários aspectos ainda estão para ser definidos, com metodologias adequadas e aplicação de rigor científico.


Para avaliarmos a influência das terapêuticas ortodônticas e ortopédicas sobre a Borda Wala os autores acreditamo ser necessário estabelecer critérios e métodos mais precisos para o seu delineamento. Além disso, se a região da Borda Wala for modificada durante a confeção dos modelos de gesso, especialmente os zocalados, os resultados destas avaliações realizadas devem ser questionados.




segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Morfometria tridimensional (3D) da face




Neste artigo de 2010, publicado pela Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Márcio de Menezes, Chiarella Sforza; do Departamento de Morfologia Humana e Ciências Biomédicas da Universidade de Milão, Itália. Mostra mais uma inovação de diagnóstico na Ortodontia Contemporânea.

Como a antropometria facial desempenha um papel importante no diagnóstico de diversas síndromes, diferentes áreas que trabalham com as estruturas da face (Odontologia, Cirurgia Plástica e Craniomaxilofacial, Otorrinolaringologia) estão cada vez mais interessadas por novas tecnologias que promovam um correto diagnóstico e preparação do plano de tratamento de pacientes que serão submetidos a tratamentos ortodônticos, cirurgias ortognáticas, cirurgias plásticas da face, diagnóstico de malformações congênitas ou adquiridas e pesquisas morfométricas.


A marcação de pontos craniométricos representa uma ligação entre a antropometria convencional e a digital: a antropometria convencional identifica os pontos faciais e, através deles, realiza medições utilizando paquímetros, réguas cefalométricas, etc. Fundamentalmente, a antropometria digital capta as posições dos pontos identificados na face, e usa as coordenadas X, Y e Z para cálculos baseados na geometria euclidiana: distâncias lineares e ângulos. Associados com as medidas clássicas, cálculos matemáticos e geométricos permitem análises mais complexas como estimativas de volume, área da superfície, análises de simetria, avaliação de formas, utilizando os mesmos pontos já computados.

Dois grupos principais de instrumentos podem ser utilizados na antropometria facial em 3D: instrumentos de contato (digitalizadores eletromagnéticos e eletromecânicos, sondas ultrassônicas) e instrumentos ópticos ou de não-contato (laser scanner, instrumentos óptico-eletrônicos, topografia Moiré, estereofotogrametria). Todos esses instrumentos não são invasivos e nem nocivos, não provocando dor ou desconforto aos pacientes. Entretanto, ambas as modalidades desses instrumentos possuem vantagens e limitações que devem ser consideradas de acordo com os problemas a serem investigados e os recursos disponíveis.

Um método de análise morfométrica quantitativa ideal para a avaliação de pacientes deve:
• ser não-invasivo;
• ser de baixo custo;
• ser rápido (obtenção das informações através de uma técnica simples e que promova captação e armazenamento dos dados digitais tridimensionais da morfologia facial);
• possibilitar a criação de um banco de dados;
• possibilitar a visualização, simulação e análise quantitativa do tratamento.


As sondas ultrassônicas e os digitalizadores eletromagnéticos ou eletromecânicos estão entre os mais utilizados. O método de ultrassom é amplamente adotado em exames de pré-natal e a utilização de imagens intrauterinas e reconstruções 3D da face do feto está se tornando uma prática comum. Entretanto, a sua aplicação no pós-natal é limitada, sendo somente para avaliação da espessura do tecido mole que recobre a face. Digitalizadores eletromagnéticos e eletromecânicos fornecem as coordenadas tridimensionais dos pontos de referência demarcados previamente na face, que correspondem diretamente às estruturas anatômicas e antropométricas dos indivíduos analisados, ou seja, as coordenadas são obtidas ponto por ponto.


Os métodos mais utilizados dessa categoria são os lasers scanners e os sistemas de esterofotogrametria. O laser scanner ilumina a face com uma luz laser de baixa potência e, assim, câmeras digitais captam a luz refletida; as informações de profundidade são obtidas por meio de triangulação geométrica. Os sistemas de estereofotogrametria, que vêm sendo amplamente estudados e aplicados, utilizam fontes de luz padrão ou convencionais para iluminar a face, e duas ou mais câmeras fotográficas sincronizadas salvam as imagens utilizando diferentes angulações. A calibração prévia do sistema fornece informações matemáticas necessárias para a reconstrução estereoscópica da face. O sistema pode, também, registrar a textura facial e combinar as informações tridimensionais com uma precisa reprodução de todas as características faciais.


Instrumentos ópticos não necessitam de contato com a pele dos pacientes, o que elimina o risco de compressão cutânea, evitando danos ou erros na mensuração.



Link do artigo na integra via Scielo:


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Sistema virtual para a técnica de colagem indireta utilizando a estereolitografia


Os autores Kyoung-Hui Son, DDS; Jae-Woo Park, DDS, MSD, PhD; Dong-Keun Lee, DDS, MSD, PhD; Ki-Dal Kim, DDS, MSD, PhD; Seung-Hak Baek, DDS, MSD, PhD; publicaram este artigo no Vol. 41, No. 2, 2011 da Korean Journal of Orthodontic.



O objetivo deste artigo é introduzir um novo sistema virtual para o tratamento ortodôntico(VOT), que pode ser usado para construir modelos virtuais em três dimensões(3D), estabelecer um setup virtual 3D, permitem a colagem dos braquetes virtuais na predeterminada posição, e fabricar a moldeira de transferência com uma base de braquete personalizado para colagem indireta (BID), utilizando a técnica estereolitografia.




O posicionamento preciso do braquete é fundamental para alcançar todo o potencial do aparelho straight-wire e melhorar os resultados do tratamento e reduzir o tempo de tratamento. Embora o método de colagem indireta (BID), permite a colocação precisa dos braquetes na superfície do dente, reduzindo assim o tempo de cadeira, tem algumas desvantagens:procedimento manual pesado, de alto custo, técnica e sensibilidade do material, e a curva deaprendizagem significativa.

Keim et al. Sheridan e relatou que 10% a 12% dos ortodontistas nos Estados Unidos usaram o método do BID. No entanto, vários estudos têm sido tomadas para superar as desvantagens da técnica do BID convencionais, tais como a maneira pela qual os braquetes são aplicadas aogesso e os materiais e técnicas especializadas usadas para fabricar as placas de transferência exigidas para a
colagem dos braquetes aos dentes. Uma pesquisa conduzida entre residentes ortodônticos nos Estados Unidos revelou que 46% deles planejam usar BID em suas clínicas.

Processo de tratamento ortodôntico virtual sis-tema

Construção de modelos 3D virtual

Neste caso, após 10 dias de expansão maxilar usando um parafuso (Hyrax, Dentaurum, Alemanha), espaço suficiente para alinhamento foi obtido. Depois de um período de retenção de 10 semanas, modelos de gesso pré-tratamento precisos foram obtidos pela impressão desilicone de borracha com uma mordida em cera em oclusão cêntrica(CO). Então, a digitalização 3D de modelos de gesso foi realizada usando um scanner 3D (sem contato laser scanner,Orapix, Seoul, Coréia; acurácia, ± 20Hm). Os dados de varredura adquiridas foram editadaspara obter um pré-tratamento modelo virtual 3D usando 3Txer programa (Orapix, Seoul, Coréia)






Execução do virtual 3D set-up e posicionamentode braquetes virtuais
A forma do arco adquirida foi comparado com os pré-formados arcos disponíveis comercialmente usando o programa 3Txer (Orapix, Seoul, Korea).A forma do arco mais semelhante ao que foi obtido pela forma do arco Damon (Ormco,Sybron Dental Specialties, Orange, CA, EUA). Ao ajustar a forma do arco e a largura e reposicionar o dente individualmente em Classe I A relação canina e molar, na base de 6 Andrews"Chaves para a oclusão normal, uma configuração 3D virtual foi construído. Então, os braquetes prescrito virtualmente foram colocados no eixo facial (FA) com ponto virtual 0,021 × 0,025 fios de aço inoxidável.

Após o posicionamento ideal dos braquetes totalmente customizados, utilizando a técnica da estereolitografia, é confeccionado os posicionadores individuais para a colagem dos acessórios exatamente na posição estabelecida no mundo virtual.

O planejamento virtual e as técnicas de "impressão" dos modelos atualmente em desenvolvimento, nos fazem imaginar que a ortodontia deve caminhar nesse sentido e todos os acessórios deverão ser confeccionados para, exclusivamente, o paciente a ser tratado.

Erros de execução do plano de tratamento proposto deve ser minimizado, mas o diagnóstico e plano de tratamento ainda sairão da cabeça do ortodontista. Não podemos esquecer isso.

Vale à pena ler o artigo na íntegra e comparar com outros métodos de virtualização de modelos e auxiliares do tratamento, como os métodos para a ortodontia lingual (incognito) e Invisalign. Ambos já discutidos neste blog.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Na sua opinião, quem são os melhores professores de Ortodontia?

QUEM SÃO OS MELHORES PROFESSORES DE ORTODONTIA DO BRASIL?


Alguém que marcou sua formação? Assistiu um curso que fez diferença na sua vida clinica?
Ajude ele(a) a estar entre os melhores professores do Brasil em nossa pesquisa. Participe!
São apenas 6 cliques e é muito rápido.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

9º Congresso Internacional Dental Press



9º Congresso Internacional Dental Press focará em inovação em evento exclusivo

Chris Chang é o convidado internacional do evento que reunirá grandes estrelas da Ortodontia brasileira; o congresso – para apenas 700 pessoas – será em Maringá (PR), nos dias 22, 23 e 24 de março de 2018

A Ortodontia está passando por uma revolução – novas formas de planejar e executar as movimentações dentoalveolares estão sendo propostas. O Congresso Internacional Dental Press, realizado desde 1994, receberá em sua 9ª edição, nos dias 22, 23 e 24 de março de 2018, em Maringá (PR), o maior nome da ortodontia mundial, Chris Chang. 

Com a utilização de mini-implantes em regiões extrarradiculares, ele revolucionou a forma de planejar e executar as movimentações dentoalveolares, baseado em seu profundo conhecimento de Biomecânica. Palestrante, professor e CEO do Beethoven Orthodontic and Implant Group, em Hsinchu, Taiwan, ele é PhD em Fisiologia Óssea e Especialista em Ortodontia pela Indiana University, nos Estados Unidos. 

Novas abordagens da Ortodontia também serão apresentadas por 10 palestrantes nacionais de altíssimo nível: Alberto Consolaro, Carlo Marassi, Carlos Alexandre Câmara, Daniela Garib, Ertty Silva, Jorge Faber, Leopoldino Capelozza, Marcio Almeida, Marcos Janson e Nelson Mucha.

Workshops

Pela primeira vez, a programação do congresso irá ultrapassar os limites do Teatro Calil Haddad e se estenderá à Dental Press, um espaço de 3 mil metros quadrados a poucos passos do teatro. Na sede da editora, serão ministrados três workshops, com vagas limitadas.

Já com vagas esgotadas, o workshop do professor Marcos Janson abordará “Os 20 fundamentos para produzir excelentes resultados em Ortodontia”, em 21 de março, dia que antecede o início do evento principal. Dono de um senso crítico apurado e com milhares de seguidores nas redes sociais, Janson é autor dos best-sellers Ortodontia em Adultos e Tratamento Interdisciplinar e Ortodontia Objetiva, ambos editados pela Dental Press.

Pós-doutor em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP), Marcio Almeida é professor que mais difunde as ideias de Chris Chang no Brasil. Em seu workshop, “Imersão em mini-implantes extrarradiculares: biomecânica, sequência de arcos e finalização”, também na quarta-feira, os participantes poderão conferir na prática o que o professor de Taiwan apresentará no palco do Calil Haddad.

O uso de mini-placas para ancoragem será o tema do workshop do professor Ertty Silva, no dia 24 de março. Autor do livro Sistemas Ertty – Ortodontia, DTM, Oclusão, ele é especialista em Ortodontia pela PUC-RJ.

Para poucos

O evento exclusivo, para apenas 700 ortodontistas, promoverá encontros inesquecíveis. Serão duas grandes festas – a Welcome Party (com food trucks, cerveja artesanal, boa música e muito mais, na Dental Press); e a Festa Principalall inclusive, no espaço mais requintado da cidade, o Moinho Vermelho (com jantar completo, banda e bebidas à vontade).

Inscrições


As inscrições para o 9º Congresso Internacional Dental Press podem ser realizadas pelo site http://dentalpress.com.br/congresso/, onde também estão disponíveis a programação completa, o currículo dos palestrantes e outras informações importantes.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Ortodontia Lingual é para você?


Caros Colegas,

Muitos tem nos perguntado se é muito complicado trabalhar com Ortodontia Lingual. Decidimos fazer uma série de artigos nesse blog para auxiliar nas primeiras decisões de quem está pensando em iniciar na técnica.

O primeiro deles, Publicado em 2008 pelos autores, André da Costa Monini, Luiz Gonzaga Gandini Jr, Marcia Regina Elisa Aparecida S. Gandini e José Fernando Barros de Figueiredo, trata das diferenças  biomecânicas entre a técnica lingual e a labial.

RESUMO:

Pela sua característica essencialmente estética, o aparelho lingual vem despertando interesse por parte dos ortodontistas e da comunidade em geral. O crescente mercado dos serviços de beleza, em todos os setores (médicos, odontológicos, cosméticos), influencia o ressurgimento da técnica lingual. Biomecanicamente diferente da técnica convencional, a técnica lingual necessita de um conhecimento e treinamento diferenciado do profissional que a executa. Verificar as diferenças, encontradas na literatura, com relação às duas técnicas é o objetivo deste trabalho, como parte do processo de amadurecimento e treinamento profissional confirmando a técnica lingual como mais uma opção segura de tratamento ortodôntico. 

Os autores concluíram que:
  • As forças intrusivas aplicadas com a técnica lingual tendem a intruir os incisivos com menos inclinação vestibular que na técnica convencional.
  • A intensidade da força produzida pelo aparelho lingual é maior que na técnica convencional, considerando-se fios semelhantes.
  • A retração pela técnica lingual tende a girar os molares mesiovestibularmente e expandir o arco na área de pré-molares.
  • É praticamente indispensável a colagem indireta com compensações em resina na base dos braquetes na técnica lingual.
  • A técnica lingual exige mais conhecimento sobre questões biomecânicas e habilidade do ortodontista 
  • Na técnica lingual há maior tendência de classe II devido ao toque anterior e abertura da oclusão posterior.
  • Na técnica lingual o controle de ancoragem é mais difícil de ser conseguido.
Para ver o artigo completo, clique AQUI

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Você tem medo de indicar a cirurgia ortognática?



Muitos colegas ortodontistas morrem de medo quando se fala em tratar pacientes com desarmonias esqueléticas importantes, por já preverem que terão que indicar a cirurgia ortognática. Esse é  o seu caso? Então continue lendo.

Fique tranquilo(a)! O pior problema você não tem nesse caso. É mesmo grave quando o paciente tem que ser tratado com cirurgia e você, ortodontista, não reconhece os limites da movimentação dentária e planeja uma abordagem compensatória. Isso normalmente evolui para tratamentos extremamente longos e resultados muito ruins. Em alguns casos, perturba a relação profissional com o paciente e leva à lide judicial.

Portanto, o diagnóstico correto do paciente clareia os limites ortodônticos e define a melhor abordagem terapêutica.

Em 2005, os autores, Marina de Oliveira Ribas, Luís Francisco Gomes Reis, Beatriz Helena Sottile França e Antonio Adilson Soares de Lima, publicaram um artigo na Dental Press, no qual procuram dar orientações legais aos Ortodontista e Cirurgiões para estes casos.

Título original: Cirurgia ortognática: orientações legais aos ortodontistas e cirurgiões bucofaciais
Leitura do artigo completo, clique AQUI


Neste artigo, os autores relatam algumas intercorrências e alerta para a necessidade de informações detalhadas ao paciente e aos familiares sobre todos os aspectos do procedimento e pós operatório. 
Os autores sugerem que sejam observados os seguintes pontos:
  • Oferecidas alternativas ao tratamento (se houver) e listadas as vantagens e desvantagens de cada uma delas.
  • Apresentado o custo total do tratamento desde o início para que a família possa incluir esses gastos em sua previsão orçamentária.
  • Orientação especializada (nutricionista) quanto à dieta enquanto estiver com o aparelho e durante o pós-operatório.
  • Consentimento livre e esclarecido pontuando todas as orientações efetivamente dadas, assinado pelo paciente e familiares.
  • Prontuário assinado a cada consulta, evidenciando os procedimentos realizados, metas alcançadas, além de faltas e quebras do aparelho.
  • Complicações possíveis decorrentes dos procedimentos indicados.

Apesar desse tipo de tratamento parecer bastante complicado, atualmente seus protocolos estão muito bem assimilados por ambos, cirurgião e ortodontista e a segurança para diagnosticar e tratar esses casos pode ser adquirida em cursos reconhecidos nos principais centros de conhecimento do país. 

Abraços a todos!