ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quarta-feira, 12 de março de 2014

Tratamento cirúrgico da macroglossia: relato de 2 casos





Neste artigo de 2009, publicado pela Revista de Cirurgia Traumatologia Buco-Maxilo-facial, pelos autores Karina Magalhães Lopes, Marcelo Rodrigues dos Santos, Fernando Simões Morando, Basílio de Almeida MilaniI, Gabriel H.Franchim, Waldyr Antônio Jorge; do serviço de CTBMF do Hospital Municipal do Campo Limpo-São Paulo. Descreve dois casos de deformidade dentofacial e má oclusão classe III de Angle associada à macroglossia relativa, submetidos à cirurgia ortognática e glossectomia parcial.

A língua é um órgão de grande importância na deglutição e na fonação, encontrando-se diretamente relacionada à oclusão, ao desenvolvimento do esqueleto facial e ao crescimento ântero-posterior do processo alveolar. Macroglossia é uma doença de etiologia múltipla, classificada como verdadeira, quando há o alargamento ou crescimento excessivo da língua, e como relativa, quando há um desequilíbrio entre o tamanho da língua e da cavidade oral, resultando em espaço insuficiente para a estrutura em questão. A macroglossia pode ser congênita ou adquirida.

A inexistência de um método eficaz e prático para dimensionar a língua dificulta o diagnóstico da macroglossia e sua interferência na oclusão. Por essa razão, a observação de sinais e sintomas é fundamental para o correto diagnóstico para a indicação da redução cirúrgica da língua, para o planejamento do tratamento ortodôntico-cirúrgico e para o prognóstico da estabilidade pós-operatória nos casos de correção cirúrgica das deformidades dentofacias. Diversos autores descreveram diferentes incisões para a correção cirúrgica da macroglossia por meio da glossectomia parcial. Tais técnicas cirúrgicas podem ser divididas em dois grupos: glossectomia ao longo da linha mediana e glossectomia na região periférica da língua.

A indicação da glossectomia parcial é motivo de controvérsias devido à dificuldade para diagnosticar a macroglossia relativa. Vários são os critérios utilizados para este diagnóstico: observação clínica da discrepância entre o tamanho da língua e da cavidade oral; mensuração lingual de forma direta ou indireta; interposição crônica da língua entre as arcadas dentais; presença de aspectos clínicos e cefalométricos, como: mordida aberta, prognatismo mandibular, má oclusão classe III, aumento transversal do arco dental e instabilidade do tratamento ortodôntico eortodôntico-cirúrgico.

A indicação do tratamento cirúrgico baseia-se na presença de 3 consequências da macroglossia: dificuldade
de deglutição, fonação e respiração; alterações dentoesqueléticas pela ação excessiva da língua nas estruturas adjacentes e problemas psicológicos associados à estética. Alguns autores recomendam o tratamento ortodôntico e ortodôntico-cirúrgico inicialmente e indicam a glossectomia parcial, se houver recidiva causada pela ação da língua. O tratamento ortodôntico-cirúrgico altera as estruturas esqueléticas e os tecidos moles orofaciais, por isso observamos que a cirurgia ortognática com recuo de mandíbula provoca, em sua maioria, diminuição do tamanho da cavidade oral, o que pode gerar falta de espaço para a língua, mesmo esta tendo dimensões normais. Quando antecipamos no pré-operatório ou observamos no transoperatório incompatibilidade de tamanho entre a cavidade oral e a língua, podemos prever uma adaptação fisiológica deficiente desta, necessitando da glossectomia parcial.

A glossectomia parcial é uma técnica cirúrgica pouco frequente e com indicação restrita nos casos de macroglossia relativa. Quando bem indicada, apresenta ótimos resultados no que se refere à estabilidade do tratamento ortodôntico e ortodôntico-cirúrgico, ao restabelecimento das funções de fonação, deglutição e respiração e à obtenção da harmonia facial, além de causar pouca ou nenhuma alteração na gustação, mobilidade e sensibilidade lingual.


Link do artigo na integra via Revista de Cirurgia BMF:

terça-feira, 11 de março de 2014

TRATAMENTO ORTODÔNTICO DA MORDIDA CRUZADA ANTERIOR NO PACIENTE ADULTO





Neste artigo de 2008, publicado pela Revista OrtodontiaSPO, pelos autores ALEXANDRE DE ALBUQUERQUE FRANCO, CARLOS EDUARDO CÉSAR D’ABREU, FLÁVIA FARIAS DE SANTANA, LUCIA HELENA SOARES CEVIDANES; do curso de Especialização em Ortodontia-Ortopedia Facial da ABO-SE e do Department of Orthodontics, School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill. Discute e estabelece critérios sobre a etiologia, diagnóstico e tratamento ortodôntico da mordida cruzada anterior em adultos, bem como apresenta e discute um caso clínico de uma paciente com 33 anos de idade, tratada ortodonticamente por meio de aparelho corretivo.

O tratamento odontológico em pacientes adultos tem alcançado grande repercussão nas publicações da última década. Isso reflete por um lado o trabalho de conscientização da classe odontológica em busca de soluções bem planejadas e estáveis ou pelo menos mais duradouras, e por outro uma cultura mais difundida e valorizada pela população, que busca incessantemente qualidade de vida.

A procura de correção de más-oclusões tem sido quantificada em pacientes adultos como parte integrante de uma reabilitação bucal decorrente de uma exigência estética e funcional, dentre elas a mordida cruzada anterior que ocasionalmenteé observada na dentadura adulta.

A mordida cruzada anterior é caracterizada pela alteraçãona relação vestíbulo lingual no posicionamento dos incisivos superiores e inferiores, podendo envolver um ou mais elementos em cada arco dentário, além de geralmente interferir nos processos normais de crescimento e desenvolvimento facial e dos arcos dentários, devendo ser tratada precocemente. Um diagnóstico acurado da mordida cruzada anterior em adultos não deve ficar dissociado dos registros da anamnese, em virtude de fatores etiológicos, como os hábitos bucais deletérios e histórico de trauma em idade precoce, apresentarem íntima relação com as posições finais que os incisivos permanentes ocupam nos arcos dentários.

O tratamento ortodôntico da mordida cruzada anterior em pacientes adultos geralmente é mais desafiador, requerendo uma maior habilidade profissional, já que são esperadas respostas reparadoras mais lentas, frente à aplicação de forças leves e contínuas. Ademais, desde que os objetivos da terapêutica seja o alcance de um perfil facial harmônico, além de uma oclusão morfológica e funcional balanceadas, as alterações no perfil alcançam um importante papel na avaliação dos efeitos do tratamento. Poderia-se dizer que devido à fácil identificação de um perfil côncavo em casos de mordida cruzada anterior, os pacientes “agonizam” com problemas psicossociais desde a infância, o que torna a melhora da estética facial uma das principais razões para a procura do tratamento.

A mordida cruzada anterior é classificada pela estrutura em que se encontra a discrepância. Dento alveolar, cujas alterações estão relacionadas aos dentes e ao osso alveolar, estando as bases ósseas bem relacionadas; esquelética, que é caracterizada por discrepâncias entre as bases ósseas, envolvendo também assimetria ou crescimento anormal de qualquer osso do crânio ou da face; e a funcional, onde a causa principal são anomalias que levam ao desvio da função normal da musculatura. Considerara mordida cruzada anterior como indicador único damá-oclusão de Classe III de Angle é errôneo, uma vez que podeestar presente na Classe I e Classe II de Angle.

De modo geral, a abordagem da mordida cruzada anterior é favorecida quando diagnosticada pelo cirurgião-dentista precocemente, obtendo-se melhores mudanças dento esqueléticas comparadas a um tratamento tardio. Estudos relatam que a mordida cruzada anterior na dentadura decídua pode se autocorrigir durante o estágio de transição para adentadura mista precoce, por meio da supressão do hábito parafuncional, do posicionamento da mandíbula mais posteriormente, ausência de dentes supranumerários, dentre outros. Entretanto, para alguns pesquisadores, a mordida cruzada anterior na fase da dentadura decídua raramente se autocorrige, podendo se estabelecer de forma mais severa na dentadura permanente.

Nenhuma fórmula única de tratamento é adequada paratodos os pacientes adultos; pois muitas vezes eles apresentam problemas que envolvem outras áreas da Odontologia, além da Ortodontia. Autores realizaram um tratamento combinado ortodôntico-reabilitador em uma paciente com mordida cruzada anterior dos incisivos centrais e agenesiados incisivos laterais. A terapêutica consistiu na distalização dos caninos e descruzamento dos incisivos centrais obtendo conseqüentemente a abertura dos espaços para a reabilitação protética. Outros autores descreveram um caso clínico com tratamento combinado endodôntico-cirúrgico-ortodôntico deum incisivo lateral superior fusionado ao supranumerário em mordida cruzada e um canino impactado. Neste caso, a terapia endodôntica foi realizada no incisivo lateral e no supranumerário fusionado e, posteriormente, a anatomia do lateral foi restabelecida por meio da hemisecção com o supranumerário. Em seguida foi realizado o tratamento cirúrgico-ortodôntico para o tracionamento do canino impactado e a correção damordida cruzada anterior entre os remanescentes. Os autores afirmaram que o tratamento combinado endodôntico-cirúrgico-ortodôntico é ideal quando necessário.


CONCLUSÃO

A partir da opinião dos diferentes autores consultados, pôde-se observar que a mordida cruzada anterior apresenta etiologia multifatorial como o comprimento inadequado do arco, dentes supranumerários, retenção de dentes ou de raiz decídua, desvio do germe permanente por meio de trauma nos dentes decíduos anteriores, trauma ósseo impedindo o crescimento, deslocamento mandibular funcional prolongado.

O diagnóstico da mordida cruzada anterior se dentária, funcional ou esquelética deve ser obtido a partir dos dados da anamnese, exame clínico, telerradiografia lateral e manipulação do paciente em relação cêntrica.

O tratamento da mordida cruzada anterior no paciente adulto, requer uma movimentação dentária minuciosa, com forças leves e contínuas, por meio de compensações dentoalveolares(camuflagem ortodôntica) ou integrado à Cirurgia Ortognática.


Link do artigo na integra via RevistaSPO:

segunda-feira, 10 de março de 2014

Corticotomias alveolares na Ortodontia: indicações e efeitos na movimentação dentária


Neste artigo de 2010, publicado pela Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Dauro Douglas Oliveira, Bruno Franco de Oliveira, Rodrigo Villamarim Soares; do Mestrado em Protese da PUC-Minas; do Mestrado em Ortodontia da PUC-Minas; do Mestrado em Periodontia da PUC-Minas. Revê a perspectiva histórica dessa abordagem terapêutica, apresenta e ilustra com casos clínicos suas principais indicações e, por fim, discute os fundamentos biológicos que justificam sua utilização.


O profissional que considerar a realização de corticotomias alveolares para potencializar o tratamento ortodôntico não terá como fugir desse desafio. Reintroduzida no final do século passado, essa alternativa de tratamento gerou muita curiosidade e controvérsia, talvez até pelo forte interesse comercial que cercava os profissionais que a recolocaram no cenário ortodôntico. Apesar da resistência inicial ao assunto, alguns pesquisadores viram potencial nos relatos clínicos apresentados e passaram a investigar os efeitos das corticotomias com uma visão mais científica. Atualmente, existem pelo menos dez centros e grupos de pesquisa estudando o assunto, espalhados por países como Coreia do Sul, EUA, Japão e Brasil.


As corticotomias alveolares (CAS) são definidas como intervenções cirúrgicas limitadas à porção cortical do osso alveolar. Enquanto nas osteotomias tanto material da cortical quanto do osso trabecular é removido em quantidades consideráveis; nas CAS, a incisão deve perfurar a camada cortical e, ao mesmo tempo, obter mínima penetração no osso medular. Durante a última década, a realização de CAS foi novamente sugerida como uma possibilidade para se potencializar o tratamento ortodôntico.


O emprego das CAS como auxiliares à terapia ortodôntica se manteve restrito. Entretanto, desde 2001, percebe-se nova tentativa de popularização de tal abordagem terapêutica. A realização de uma variação da técnica cirúrgica original, mais localizada, se mostrou bastante eficaz no auxílio à intrusão com magnetos de molares supraextruídos. Além disso, outra modificação da técnica, tornando-a mais generalizada e executada em associação a enxertos de osso liofilizado, foi apresentada como forma de acelerar o tratamento ortodôntico convencional, diminuindo sobremaneira sua duração.


A movimentação ortodôntica convencional é um processo biológico caracterizado pela reação sequencial do tecido periodontal e do osso alveolar adjacente às forças mecânicas geradas pelos aparelhos ortodônticos. Variáveis como as propriedades do sistema de forças envolvido, as características de turnover do ligamento periodontal e os níveis de metabolismo ósseo exercem papéis importantes na determinação do tipo e quantidade da movimentação dentária obtida. A possibilidade de acelerar a movimentação ortodôntica para diminuir o tempo total da terapia é a indicação proposta pelos irmãos Wilcko em 2001 e mais detalhadamente explicada em 2009.


Como a eficiência da movimentação ortodôntica depende do bom controle das forças aplicadas aos dentes e de como o osso alveolar vai responder ao estímulo mecânico gerado por essas forças, antes de se pensar em estimular o osso alveolar com as corticotomias, é preciso definir quais forças serão utilizadas e como as forças reacionais indesejadas serão controladas. O manejo dos efeitos colaterais de qualquer mecânica ortodôntica é, muitas vezes, a parte mais difícil do tratamento e sua adequada avaliação é, portanto, fundamental para melhorar sua eficiência. Sendo assim, é inegável que a introdução dos dispositivos de ancoragem esquelética (DAE) representou um avanço enorme para facilitar o controle de movimentos ortodônticos complexos.


Em pacientes em crescimento, a intrusão relativa dos molares superiores devido à restrição do crescimento vertical do processo alveolar da maxila é bastante viável com o uso de aparelhos extrabucais, desde que o paciente seja colaborador. Por outro lado, a intrusão real de molares supraextruídos em pacientes adultos é um dos movimentos mais difíceis na Ortodontia. Os dispositivos de ancoragem esquelética são a primeira opção para esses casos. Entretanto, não é tão raro assim se deparar com situações clínicas onde variações anatômicas dos pacientes impedem a colocação de mini-implantes no local ideal para que forças intrusivas puras sejam aplicadas. Além disso, as miniplacas, apesar de serem uma ótima alternativa para intrusão de dentes, são rejeitadas por muitos pacientes devido ao seu custo mais elevado e à necessidade de um segundo ato cirúrgico para sua remoção. Nessas condições, as corticotomias podem ser consideradas uma alternativa interessante.


Recentemente, estudos em animais ajudaram a ampliar o entendimento sobre o que acontece com o osso alveolar após a realização de corticotomias alveolares. Oliveira observou que, em cães, a densidade do osso alveolar se apresentou diminuída de forma localizada e transitória. Os maiores decréscimos na densidade óssea foram registrados imediatamente e 7 dias após o ato cirúrgico. Entretanto, as aferições aos 14 e aos 28 dias pós-cirurgia mostraram recuperação progressiva, porém parcial, da densidade óssea pré-cirúrgica. O trauma cirúrgico limitado à cortical óssea ocasionou mudanças significativas na estrutura do osso trabecular próximo ao sítio cirúrgico, havendo diminuição tanto no volume quanto na densidade. Houve aumento no tamanho das trabéculas ósseas, menor conexão entre essas estruturas e redução na densidade do trabeculado ósseo. Esses resultados são condizentes com as características do fenômeno aceleratório regional observadas na cicatrização de ossos longos e, assim, sugerem que tal fenômeno está presente também no osso alveolar após a realização das CAS.



CONCLUSÕES


O interesse pelo uso das corticotomias alveolares como abordagem coadjuvante ao tratamento ortodôntico vem crescendo e a compreensão de seus efeitos tem aumentado e se tornado mais embasada cientificamente.


O estímulo biológico gerado pelas corticotomias repercute na estrutura do osso trabecular, o que proporciona uma oportunidade para que certas movimentações ortodônticas sejam potencializadas.


Apesar de serem indicadas primariamente para encurtar o tempo de tratamento ortodôntico, os autores do presente trabalho acreditam que as indicações mais racionais para as CAS são nos casos onde dispositivos de ancoragem esquelética não podem ser utilizados, ou até mesmo em associação a eles.


Novos estudos elucidarão ainda mais como utilizar as CAS na Ortodontia, ou estimularão a busca por novos procedimentos que causem o mesmo estímulo das corticotomias, porém de forma menos invasiva.




Link do artigo na integra via Scielo:


domingo, 9 de março de 2014

Pensamento da Semana



"Eu acredito demais na sorte. E tenho constatado que, quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho."

sexta-feira, 7 de março de 2014

Estudo da reprodutibilidade de pontos cefalométricos quando se realiza uma análise cefalometrica tridimensional (3D)




Neste artigo de 2012, publicado pelo Medic Oral Patologic Oral Cir Bucal, pelos autores Natalia Zamora,  José-María Llamas,  Rosa Cibrián, José-Luis Gandia, Vanessa Paredes, do Department of Orthodontics, Faculty of Medicine and Dentistry, University of Valencia, Valencia, Spain. Mostra um estudo que procura criar referencias  anatomicas cefalometricas 3D. 

A tomografia computadorizada com feixe conico (TCCB) tem a possibilidade de modificar algumas das ferramentas de diagnóstico utilizados em ortodontia, como a cefalometria. 
O primeiro passo foi estudar as características destes dispositivos em termos de precisão e confiabilidade das referências mais comumente usadas. Os objetivos do estudo foram: 
1 - Avaliar a confiabilidade intra e inter-observador na localização de pontos anatômicos pertencentes aos tecidos duros do crânio em imagens geradas com um dispositivo de TCCB, 
2 - Determinar qual destas referencias são mais ou menos confiáveis
3 - Introduzir planos de referência, de modo a criar as análises cefalométricas apropriadas para a realidade 3D.
Desenho do estudo: Quinze pacientes que se submeteram a um TCCB (i-CAT ®) como um registo de diagnóstico foram selecionados. Para avaliar a reprodutibilidade da localização de referência e as diferenças nas medições de dois observadores em momentos diferentes, 41 pontos de referência foram definidos nos três eixos espaciais (X, Y, Z) e localizados. 3.690 medidas foram tomadas e, como cada determinação tem 3 coordenadas, 11.070 dados foram processados com SPSS ® estatística. Para descobrir a reprodutibilidade do método no local da referencia, uma análise de variância foi realizada utilizando dois fatores de variação: tempo (t1, t2 e t3) e observador (Ob1 e Ob2) para cada eixo (X, Y e Z) e referencia. A ordem dos scans de TCCB apresentadas aos observadores (Ob1, Ob2) em T1, T2 e T3, eram diferentes e aleatorias. As comparações múltiplas foram realizadas usando o teste de Bonferroni. Os ICCs intra e inter-examinador foram calculados.
Os Autores concluiram que confiabilidade intra e inter-examinador foi alta, sendo ambos ICC ≥ 0,99, com a melhor freqüência no eixo Z.  Os pontos de referência mais confiáveis ​​foram: násio, Sela, básio, Pório esquerdo, ponto A, espinha nasal anterior, pogônio, Gnátio, Menton, suturas frontozigomatica, primeiros molares inferiores e superiores e incisivos inferiores. Aqueles com menos confiabilidade foram os supraorbital e zigonio direito e espinha nasal posterior.

Link do artigo na integra via medicinaoral:

quinta-feira, 6 de março de 2014

Contenção estética ASTICS








A contenção estética ASTICS possui um tipo de fio especial de resina não polimerizada transparente acondicionado em um invólucro que após da adaptação no modelo de gesso do paciente passa por uma fotopolimerização muma camara especial, o invólucro é removido do fio e este se encaixa com um adesivo especial em dois conectores metálicos adaptados a um fio de aço no qual é feito os dobras em forma de "U" e os adams em cada lado do modelo de gesso. Depois tudo é incluido na acrilização que recobre o palato.


Não encontrei artigos cientificos que comprovem eficiência e a durabilidade desta aparatologia, só encontrei o artigo do fabricante, mas achei interessante este tipo de contenção estética, espero que em breve apareçam os artigos cientificos que demonstrem a viabilidade ou a inviabilidade desta inovação.



Link do artigo do fabricante na integra:


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Coluna Ortotecnologia - A Ortodontia e as mídias sociais



Este mês foi publicado mais um artigo da coluna Ortotecnologia da Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia. Tivemos a grande satisfação de contar com a inestimável participação do Colega e Amigo George Bueno. Também Autor do Blog Bueno Ortodontia. Elemento fundamental na elaboração deste artigo que também contou com a colaboração do Prof. Dr. Jonas Capelli Júnior. Tema inédito na Literatura Ortodôntica Brasileira e de grande importância para os colegas que precisam contar com estas ferramentas no seu dia-a-dia profissional.






Link do Blog Bueno Ortodontia:


Link da Revista SPO:


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Ortodontia e endocardite infecciosa




Neste artigo de 1999, publicado pelo British Journal of Orthodontics, pelos autores M. KHURANA, M.ORTH., M. V. MARTIN, F.R.C.PATH; do Department of Clinical Dental Sciences, University of Liverpool, Liverpool, Reino Unido. Mostra a relação do tratamento Ortodontico com a Encardite Bacteriana.

A Endocardite infecciosa associada ao tratamento ortodontico é uma ocorrência rara. Infelizmente, muitos profissionais da ortodontia não tratam os pacientes potencialmente em risco de desenvolver endocardite devido à falta de orientações práticas e medo de precipitar a infecção. Além disso, muitos pacientes que se submetem ao tratamento ortodôntico, recebem prescrições de forma inadequada de cobertura antibiótica para procedimentos que têm um risco mínimo de bacteriémica.

Neste trabalho a literatura que liga o tratamento ortodôntico e endocardite infecciosa é examinada. São feitas recomendações para a gestão adequada dos pacientes em risco de endocardite infecciosa por procedimentos ortodônticos.

A endocardite infecciosa é uma complicação rara, mas muito grave em pacientes que se submetem ao tratamento odontológico. Um pré-requisito necessário para o desenvolvimento da endocardite infecciosa é uma bacteriemia, que pode se desenvolver como um resultado do tratamento odontológico. Pacientes com as condições que predispõem ao desenvolvimento da endocardite infecciosa precisam ser identificados e dado antibiótico profilático durante o tratamento odontológico conhecidos por gerar uma bacteriemia. A maioria dos tipos de tratamentos odontológicos, que são conhecidos por causar bacteriémias, foram investigados e orientações para a prevenção de endocardite infecciosa foram publicados.

A ligação entre ortodontia e endocardite infecciosa não foi totalmente definida (Gaidry et al., 1985; Hobson e Clark, 1995). Hobson e Clark (1995), em uma pesquisa com 1038 ortodontistas, encontraram apenas oito casos de endocardite infecciosa diagnosticados durante ou imediatamente após o tratamento ortodôntico que envolvia aparelhos fixos e removíveis. A escassez de casos relatados pode refletir o fato de que muitos tratamentos ortodônticos, pouco tem sido feito em pacientes suscetíveis à endocardite infecciosa. Na verdade, o inverso É verdade, a ortodontia é amplamente praticada em pacientes suscetíveis para endocardite infecciosa, tanto na Europa como nos E.U.A. Seria necessariamente que, uma vez que exista uma escassez de casos, o risco entre endocardite infecciosa e ortodontia deve ser muito pequena. No entanto, é ainda claro que os procedimentos clínicos em ortodontia poderia resultar no desenvolvimento de endocardite.

Tem sido postulado que a colocação de bandas ortodonticas pode resultar em uma bacteriemia. McLaughlin et al. (1996) foram capazes de detectar bacteriémias em 10 por cento de amostras de sangue colhidas durante a colocação da banda. Um outro estudo não detectou microrganismos na corrente sangüínea durante o bandagem (Degling 1972). Esta aparente contradição, as taxas de detecção pode ser um resultado de dificuldades de técnicas de detecção de bacteremia. Poderia também (e mais provável) ser devido ao fato de que nem sempre a bandagem produz bacteriémias detectáveis que podem causar endocardite infecciosa.

O paciente acha que a profilaxia as vezes é interpretada no sentido do antibiótico profilático. No entanto, ele também deve estar preocupado com o manutenção de uma boa higiene bucal e prevenção da ooença oral. Má higiene oral resulta em acúmulo de placa bacteriana e um consequente aumento quantitativo de placa bacteriana. A inflamação gengival posterior e sangramento espontâneo causado por capilares quebrados, conduzirá a transição bacteriémias. Assim, a colocação de aparelhos ortodônticos e inflamação gengival em tal situação irá resultar em um aumento nos episódios bacteriémica.

Um método eficaz para reduzir o nível de bacteremia é usar uma solução bucal de 0,2 por cento (w / v) solução de clorexidina (Stirrups et al., 1981; Mcfarlane et al., 1984). Repetidas aplicações de clorexidina não foi encontrado por resultar em mudanças na sensibilidade a este desinfetante (Schiott 1976; Millns et al., 1994). Este medicamento foi utilizado em casos distintos de pacientes que receberam a longo prazo antibióticos em cepas resistentes de estreptococos orais, a maioria das bactérias comuns identificadas na endocardite bacteriana, tendem a estar presentes na boca (Longman et al., 1992).

O fator mais importante na avaliação de pacientes em risco de endocardite infecciosa é o historico médico do paciente. Os pacientes podem ser divididos em três tipos de altura, risco moderado ou insignificante. Os pacientes de alto risco pode que eventualmente se submetar a um tratamento ortodôntico, mas o cardiologista do paciente deve ser consultado para avaliar o risco antes do tratamento. Se, após consulta com o médico do paciente, o risco de endocardite infecciosa é considerado alto, então o tratamento não deve ser realizada. Pacientes com risco moderado de endocardite pode receber tratamento ortodôntico e precisarão cobertura antibiótica para procedimentos que causam bacteremia. Pacientes com risco insignificante pode ser tratado sem antibiótico profilático, mas, novamente, a condição do paciente deve ser confirmada com o médico antes de no início do tratamento. Muitos pacientres em potenciais para a ortodôntia podem ter uma história de um sopro no coração. Isto exige um inquérito e esclarecimentos sobre se o sopro é inocente, antes de empreender qualquer tratamento ortodôntico.

A ausência de casos relatados na literatura, sugere que endocardite infecciosa associada ao tratamento ortodôntico é extremamente rara. No entanto, as orientações são necessariamente com base na evidência científica disponível, mas infelizmente, essas provas são escassas.

1. Os pacientes podem ser divididos em alto, moderado e insignificante risco de endocardite infecciosa com base nem sua condição médica.

2. Pacientes com uma predisposição alta para a endocardite infecciosa só devem ser tratados após consulta seu médico responsável.

3. Os doentes em risco "médio" podem ser tratados, mas com antibióticos profilátcos, que devem ser considerado apenas para os procedimentos que causam bacteriémias.

4. Na opinião dos autores, com base na disposição de provas, os pacientes com um «baixo risco» de endocardite infecciosa podem ser facilmente tratados, geralmente sem antibiótico profilático. Todos os pacientes devem usar 0,2 por cento w / v clorexidina antes de cada manutenção.

5. Certos procedimentos são conhecidos por serem associados a bacteriémias, estes incluem colocação de banda, a remoção de bandas, e exposição cirúrgica dos dentes. Tais procedimentos requerem profilaxia com antibióticos em pacientes de risco.

6. Comprimidos de clindamicina devem ser engolidos com um copo de água para evitar a irritação do esôfago.

7. Crianças menores de 10 anos de idade, metade da dose adulta amoxicilina ou clindamicina é recomendado e as crianças menores de 5 anos um quarto da dose do adulto. Para crianças com menos de 10, 20 mg de vancomicina deve ser utilizada e 2 mg de gentamicina. Crianças menores de 14 anos de idade deve ser dado 6 mg / kg de teicoplanina mais 2 mg / kg de gentamicina.

8. Para aqueles pacientes de baixo risco a amoxicilina pode ser administrado duas vezes em 1 mês, pois é improvável que a proliferação de cepas clinicamente resistentes a amoxicilina significativa irá ocorrer após uma dose de 3 g de amoxicilina. A terceira dose de amoxicilina, no entanto, não deve ser administrado após um intervalo de 1 mês.


Link do artigo na integra via Journal of Orthodontics:

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

ENXERTO ÓSSEO ALVEOLAR SECUNDÁRIO EM PACIENTES PORTADORES DE FISSURAS LÁBIO-PALATAIS: UM PROTOCOLO DE TRATAMENTO







Neste artigo de 2006, publicado pela Revita da Faculdade de Odontologia de Lins, pelos autores DANILO IBRAHIM; EDUARDO FRANCISCO DE SOUZA FACO; JOSÉ HENRIQUE GOMES DOS SANTOS FILHO; do Setor de Cirurgia Ortognática do Hospital de Reabilitação de Anomalias Cranifaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP) Bauru - São Paulo. Mostra a importância e  aplicabilidade do enxerto ósseo da crista ilíaca e casos de fissuras labio-palatais.

Para que ocorra a completa reabilitação do paciente portador de fissura lábio palatal, é necessária a intervenção de uma equipe multidisciplinar constituída basicamente de cirurgiões plásticos, dentistas e fonoaudiólogos. Nos primeiros anos de vida, o paciente é submetido às cirurgias primárias de lábio (queiloplastia) e palato (palatoplastia), para que ocorra melhora dos aspectos funcionais, estéticos e psicológicos.

Em épocas em que a utilização do enxerto ósseo na região da fissura não era empregada, o tratamento ortodôntico era  limitado e o uso de próteses em pacientes jovens tornava-se a solução final. Os segmentos maxilares permaneciam instáveis, principalmente a pré-maxila em casos de fissuras bilaterais, e o suporte ósseo insuficiente na base alar trazia dificuldades para a correção de assimetrias da asa do nariz.

 O enxerto ósseo surgiu como uma solução de excelência para preencher uma lacuna no processo reabilitador. De acordo com a época em que é realizado, divide-se em enxerto ósseo primário, secundário e secundário tardio ou terciário. O primário é realizado precocemente nos primeiros anos de vida, trazendo, a nosso ver, grandes desvantagens ao paciente, sendo a principal delas o comprometimento do crescimento maxilar.  O enxerto ósseo alveolar secundário (EOAS) é realizado antes da irrupção do canino permanente e o secundário tardio, ou terciário, após essa irrupção. O secundário apresenta resultados superiores ao terciário por proporcionar melhores condições periodontais aos dentes adjacentes à fissura.

A incorporação do enxerto ósseo ao osso circundante foi avaliada por meio de diferentes metodologias. Boyne e Sands,5 em estudo realizado com seis macacos Rhesus jovens, utilizaram exames histológicos e verificaram trabeculado ósseo normal na área enxertada. Jhonson comprovou, após seis meses, por avaliação radiográfica, a integração óssea satisfatória em 80% de seus casos.

O EOAS realizado anteriormente à irrupção do canino permanente proporciona suporte ósseo para seu irrompimento espontâneo por meio do enxerto e, quando isto não ocorre, permite seu tracionamento ortodôntico (Silva Filho et al.). Muitos autores relatam que o enxerto facilita a irrupção dos dentes próximos à fissura, proporcionando, conseqüentemente, melhor posicionamento dentário, movimentos ortodônticos menores e mais seguros  e condições periodontais mais favoráveis.

Após 40 dias a três meses da cirurgia, é liberada a movimentação ortodôntica nos dentes adjacentes à fissura, dando-se a confirmação da perfeita incorporação óssea por meio de radiografias periapicais e oclusais da maxila durante o pósoperatório. Para se conseguir maior precisão no diagnóstico pós-operatório e auxílio ao exame clínico, são usadas tomografias computadorizadas, principalmente para analisar a presença óssea em espessura, ou seja, no sentido vestíbulo-palatino.

Os pacientes portadores de fissura lábiopalatal requerem um tratamento complexo e multidisciplinar desde a infância até a idade adulta.

O enxerto ósseo alveolar secundário, fazendo parte de um protocolo de tratamento, contribui sobremaneira no processo de reabilitação dos pacientes, pois permite o preenchimento do defeito ósseo residual causado pela fissura, favorecendo a erupção dentária nessa região, bem como um tratamento ortodôntico mais propício.


Link do artigo na integra via Unimep:

http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/revfol16_2art02.pdf

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Resistência a carga imediata em Mini implantes Ortodonticos com superfície tratada








Neste artigo a ser publicado em 2010, pela Angle Orthodontist, pelos autores Sung-Seo Mo; Seong-Hun Kim; Yoon-Ah Kook; Do-Min Jeong; Kyu-Rhim Chung; Gerald Nelson; da Division of Orthodontics, Department of Dentistry, The Catholic University of Korea, St. Mary’s Hospital, Seoul, Corea do Sul e da Division of Orthodontics, Department of Orofacial Science, The University of California, San Francisco, California. Mostra um importante estudo da resistencia de mini implantes com superfícies tratadas, algo novo sobre esta novo tipo abordagem no tratamento Ortodontico Contemporânea.


Com o objetivo de avaliar a hipótese de que não há nenhuma diferença na estabilidade e resistência à forças ortodônticas imediatamente aplicadas aos mini implantes com superfícies usinadas com areia e outroc tratados com ácido (SAE) com mesmo tamanho e forma.


Dois tipos de mini-implantes foram utilizados na tíbia de 44 coelhos, alguns tinham uma superfície SAE e alguns tinham superfícies usinadas. Uma carga Ortodontica de 150 g foi aplicada imediatamente após a colocação. As taxas de sucesso e os valores de remoção de torque máximo (RTVs) dos 412 mini-implantes foram registrados e comparados imediatamente após a colocação, 3 dias depois colocação, e 1, 6 e 10 semanas após a colocação. Os dados dos RTV foram analisados utilizando múltiplos de regressão para avaliar as diferenças em relação ao tratamento de superfície, a carga, e os períodos de carregamento. Comparações múltiplas usando o método de Scheffe foram realizados para avaliar os RTVs para os períodos subseqüentes de carregamento.


Treze mini-implantes falharam durante o período experimental. Os do grupo SAE tiveram maior RTV que o grupo usinado, e não houve diferença significativa na RTVs em conformidade com os periodos de carga Carga. No entanto, não houve diferença significativa entre RTV na carga e sem carga os mini-implantes.


A hipótese foi suportada. Ambos os Mini implantes: SAE e usinados podem receber cargas imediatamente e suas taxas de sucesso nas experiências foram semelhantes. As remoções com torque máxim (RTVs) foram maiores para os Mini implantes SAE do que para os mini-implantes usinados. O último achado sugere que, para carga imediata, Os mini implantes SAE podem promover a retenção mais estável do que miniimplants usinadas.



Link do artigo a integra via Angle Ortodontist:


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Credenciamento Invisalign - Academia da Ortodontia Contemporanea



Hoje Credenciamento do Sistema Invisalign, com o Prof. Dr. Maurício Casa para os Alunos e Especialistas da Academia da Ortodontia Contemporânea.





domingo, 19 de janeiro de 2014

Pensamento da Semana



"O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã."

Leonardo da Vinci

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Efeito do laser de baixa intensidade na expansão rápida da maxila





Neste artigo de 2008, publicado pela Revista Ortodontia SPO; pelos autores Fernanda Cepera; Fernanda Angelieri; Silvana Bommarito; Danilo Furquim Siqueira; do Programa de Pós-Graduação em Odontologia (Mestrado) - Área de concentração em Ortodontia - Umesp - São Paulo; Relata os efeitos e as vantagens do laser na expansao rapida da maxila, por meio de revisao da literatura, resultando em informacoes de grande interesse ao ortodontista.
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O termo laser, procedente da lingua inglesa, e o acronimo de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation (Amplificacao da Luz por Emissao Estimulada de Radiacao). E uma forma de energia que se transforma em energia luminosa, visivel ou nao, dependendo da materia que produz este tipo de radiacao. O laser é uma radiacao que se encontra no espectro de luz que varia do infravermelho ao ultravioleta, passando pelo espectro visivel. Esta radiacao e eletromagnetica, nao ionizante, com caracteristicas bastante distintas de uma luz fluorescente ou de uma lampada comum. Sao justamente essas condicoes especiais, tais como monocromaticidade, coerencia e unidirrecionalidade, que faz esse tipo de luz ter propriedades terapeuticas importantes.
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Os lasers sao divididos em dois grupos, de acordo com a potencia de emissao da radiacao: laser de alta intensidade ou Hilt (High-Intensity Laser Treatment), os quais emitem radiacao de alta potencia, o que propicia um potencial destrutivo normalmente utilizado em cirurgias, com funcao de cortar, coagular e vaporizar os tecidos; laser nao-cirurgico ou Lilt (Low-Intensity Laser Treatment), os quais emitem radiacao de baixa potencia, sem potencial destrutivo e promovem a bioestimulacao sobre os processos moleculares e bioquimicos, que normalmente ocorrem nos tecidos, alem de possuirem acao de analgesia e antiinflamatoria. Os principais lasers de baixa intensidade sao constituidos por um meio ativo gasoso (He-Ne) e semicondutor (Diodo – AsGa; AsGaAl).


De um modo geral, o Lilt tem uma serie de indicacoes, podendo ser usado isoladamente ou como coadjuvante de outros tratamentos, uma vez que estimula a microcirculacao, devido a um aumento da circulacao periferica, o que promove a bioestimulacao das celulas, melhorando a capacidade de regeneracao tecidual. Entretanto, observa-se que na Ortodontia, apesar de inumeras possibilidades de emprego do laser, este ainda nao e utilizado com tanta frequencia. Baseando-se nos processos de remodelacao ossea e tambem nas propriedades do laser, fica entao comprovada a necessidade de mais estudos nessa area para melhor definicao do protocolo de utilizacao deste dispositivo na ERM.


A energia luminosa do laser e depositada nos tecidos produzindo efeitos que estimulam a liberacao de substancias como histamina, serotonina e bradicinina. Alem disso, ativa a producao de acido araquidonico e transforma as prostaglandinas em prostaciclinas. A bioestimulacao aumenta a quantidade de ATP, acelera as mitoses, atua no reequilibrio do potencial de membrana, melhora a reparacao tecidual, estimula a reparacao ossea, equilibra a producao de fibroblastos, com normalizacao no deposito de fibras colagenas e elasticas no tecido em reparacao, aumenta a circulacao, melhorando a acao antiinflamatoria e a cicatrizacao dos tecidos.


Alguns autores avaliaram o efeito do Lilt na reparacao do tecido osseo, com resultados favoraveis na regeneracao ossea. Com o intuito de avaliar a regeneracao ossea com a utilizacao do laser de baixa intensidade, alguns autores avaliaram 60 ratos, que foram submetidos a uma fratura da tibia e irradiados com laser de baixa intensidade HeNe, com comprimento de onda de 632 nm, em uma potencia de 4 mW, aplicado em um unico ponto, de dois em dois dias, em uma densidade de 2,4 J/cm². Os autores concluiram que o laser aumenta a velocidade de formacao ossea, a vascularizacao e a densidade ossea, quando comparados ao grupo nao irradiado, mostrando-se entao com atraso na cronologia de reparo. Corroborando com estes resultados, outros autores afirmaram que a qualidade do osso neoformado em ratos e sua resistencia a tracao foi significante maior no grupo irradiado em relacao ao nao irradiado, no qual o tecido osseo apresentou-se mais volumoso, porem, mais fraco, apresentando fibrocartilagem e menos tecido ossificado, indicando que o laser pode ter efeito significativo na regeneracao ossea, principalmente quando utilizado no periodo inicial de cicatrizacao, seguindo um protocolo de aplicacao diaria por 14 dias, com potencia de 35 mW, com comprimento de onda de 632,8 nm por 30 minutos no local da fratura.


Sabe-se ainda que a recidiva consiste em um dos problemas mais comuns quando da realizacao da ERM. E no periodo de contencao pos-expansao que ocorre a neoformacao ossea e a remodelacao da sutura, devendo assim ser respeitado para evitar possiveis recidivas. Diferentes pesquisas tem mostrado que o laser de baixa intensidade pode tanto acelerar a regeneracao ossea da sutura palatina mediana, durante a ERM, quanto melhorar a qualidade do osso neoformado, alem de reduzir a sintomatologia dolorosa.



Conclusão


Em geral, todos os autores concordam que tanto o ortodontista quanto o paciente podem ser beneficiados com as vantagens que o laser pode adicionar no que diz respeito a neoformacao ossea apos a ERM. Porem, para a obtencao de resultados favoraveis, deve-se respeitar os principios e propriedades fisicas do laser, alem das caracteristicas biologicas do tecido a ser irradiado. Sendo assim, mais estudos devem ser realizados na area, para comprovar a eficacia do laser nos processos de expansao rapida da maxila e verificar com detalhes suas indicacoes e possiveis contra-indicacoes.



Link do artigo na Integra via Ortodontia SPO:


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Avaliação do uso de modelos de estudo digitais em programas de pós-graduação em Ortodontia nos Estados Unidos e Canadá


Neste artigo de 2014, publicado pela Angle orthodontist, pelos autores Shruti Shastry; Jae Hyun Park; do Orthodontic Program, Arizona School of Dentistry & Oral Health, AT Still University, Mesa, Ariz e da School of Dentistry, Kyung Hee University, Seoul, South Korea. Mostra um estudo estatístico realizado em diversos cursos de formação no qual avaliou o uso de modelos ortodonticos digitais nos programas de pós graduação dos EUA e Canadá.

O estudo foi realizado com o objetivo de investigar a dimensão, a experiência e as tendências associadas com o uso do modelo digital. Bem como as vantagens de usar um determinado tipo de modelo de estudo (digital ou gesso) nos programas de pós-graduação em Ortodontia nos Estados Unidos e Canadá.

Um levantamento eletrônico constituído por 14 perguntas foi enviado para 72 diretores de programas ou presidentes dos programas de pós-graduação ortodônticos credenciados nos Estados Unidos e Canadá.

Cinqüenta e um responderam com uma taxa de resposta de 71%. Sessenta e cinco por cento das escolas usam modelos de estudo em gesso em comparação com 35% que usam modelos digitais. As vantagens mais comuns de modelos em gesso foram uma sensação tridimensional e a capacidade que têm de serem montados sobre um articulador. As vantagens mais comuns de modelos digitais foram a facilidade de armazenamento e recuperação, e exposição aos residentes(Alunos) da nova tecnologia. Cerca de um terço dos usuários do modelo de gesso informaram que eles queriam mudar para modelos digitais no futuro, 12% planejam fazê-lo no prazo de 1 ano.

Os autores concluíram que com base no estudo realizado, 35% dos programas de pós-graduação em ortodontia credenciados nos Estados Unidos e no Canadá estão utilizando modelos de estudo digitais na maioria dos casos tratados em seus programas, e a tendência é para o aumento da utilização do modelo digital no futuro.

Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist, (Angle Orthod. 2014;84:62–67.):