ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Quer estudar Ortodontia nos Estados Unidos? Você pode.


     Lembro quando terminei a especialização e via fotos das grandes universidades americanas... Conhecer uma programa americano era um sonho, mas muuuuito distante. 

   Com o tempo, tivemos convites para visitar algumas universidades do mundo e participamos de alguns cursos feitos para brasileiros lá fora. 

O que resultou tudo isso? 

Juntamos tudo de bom que vimos em todas essas oportunidades para oferecer o mais incrível curso em uma das mais importantes universidades americanas, dentro do departamento de ortodontia: Universidade de Houston, no Texas-EUA.

Por que Houston?
A cidade de Houston é incrível! Uma mistura futurística com o Space Center (Houston, we have a problem!) com o passado do velho oeste americano. 

Com direito a barzinho com música country, dança, jogos e cerveja.



Unindo passeio,  estudo e todas as experiências que a cidade pode dar.




O centro médico de Houston, onde fica a faculdade de Odontologia, é uma grande atração e o maior do mundo! 

Aproximadamente 10 milhões de pacientes atendidos por ano e mais 105 mil pessoas trabalham ou estudam lá! 

Alguns dos colegas e investiram nesse sonho em 2018. Sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste. Todas as regiões do Brasil com representntes nesta turma fantástica.


Todo  o curso dentro da sala de reuniões do departamento. Um curso oficial da universidade! Com diploma oficial. Na foto abaixo, pausa para almoço fornecido pelo curso, mas não paramos de discutir a nossa especialidade.


Se você ficou interessado para participar deste programa, agende para novembro de 2020 e fique ligado no site de cursos da Ortodontia Contemporânea. Siga a Ortodontia Contemporânea nas redes sociais e estaremos juntos lá!

Aos colegas que foram em 2018 e à Orthometric que nos apoiou de forma determinante para o sucesso, nosso muito obrigado!




segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Implantes extra alveolares: Aço ou Titânio? Gengiva inserida ou mucosa?

Há algum tempo que os implantes infrazigomáticos tem sido usados na ortodontia e isso foi popularizado pelo taiwanês Chris Chang. Seu canal do youtube rapidamente levou sua técnica a milhares de colegas ao redor do mundo. Naquele momento, no Brasil, não tínhamos os implantes de aço inoxidável, os preconizados,  e muitos se perguntavam se poderíamos usar os implantes de titânio.  Agora, o próprio Dr. Chang tenta responder essa pergunta:


Um estudo do Dr. Chris Chang, Joshua Lin e Eugene Roberts objetivou comparar as taxas de falha para parafusos de aço inoxidável e de ligas de titânio colocados na crista infrazigomática (IZC).

Eles usaram total de 386 pacientes consecutivos (76 homens, 310 mulheres; idade média de 24,3 anos, variando de 10,3 a 59,4 anos) que receberam IZC (aço inoxidável ou Ligas de titânio) por meio de um estudo duplo-cego de boca dividida. 
Os implantes ósseos penetraram na gengiva (GENGIVA INSERIDA) ou na mucosa móvel (MM) com 5 mm distante dos tecidos moles. Todos os implantes ósseos foram imediatamente carregados e reativados mensalmente com 397 g aplicadas diretamente no arco superior bilateralmente por 6 meses para retrair a maxila para corrigir a Classe II ou protrusão bimaxilar. Eles acharam,  dos 772 dispositivos, 49 (6,3%) falhas: 27 aço inoxidável  (7,0%) e 22 Ligas de titânio (5,7%). A diferença de 1,3% não foi estatisticamente significativa (P 1⁄4.07). Não houve relação significativa entre falhas de aço inoxidável  ou Ligas de titânio em relação a (1) lado direito vs lado esquerdo, (2) unilateral vs bilateral, ou (3) idade versus fracasso. Significativamente (P, .05) houve aumento nas taxas de falha observadas para os parafusos aço inoxidável  em apenas dois subgrupos: local gengiva inserida (7,4%) e lado direito (7,8%). Falha unilateral ocorreu em 21 pacientes (5,4%), e falhas bilaterais ocorreram em 14 do total de 772 pacientes (1,8%).

                   
Conclusões: A taxa global de sucesso de 93,7% indica que tanto o aço inoxidável quanto o  de titânio são clinicamente aceitáveis para os implantes ósseos IZC.
􏰁Os parafusos de aço colocados na gengiva inserida e no lado direito apresentaram uma taxa de falha leve, mas significativamente maior (P, .05) em comparação com os de titânio.
􏰁Nenhum dos 772 IZC fraturou ou resultou em dor significante.

Para o artigo na íntegra, accesse esse link para a Angle Orthodontist. Não esqueça de fazer uma doação e ajudar a manter essa revista incrível gratuita.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Efeito da interação entre o braquete e o arco na movimentação dentária anterior em mecânica de deslizamento: Um estudo tridimensional de elementos finitos





Neste artigo de 2012, publicado no Journal of Dental Biomechanics, pelos autores Jun-ya Tominaga, Pao-Chang Chiang, Hiroya Ozaki, Motohiro Tanaka, Yoshiyuki Koga, Christoph Bourauel e Noriaki Yoshida; do School of Dentistry, Rheinische Friedrich-Wilhelms-University Bonn, Bonn, Germany e do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Nagasaki University Graduate School of Biomedical Sciences, Nagasaki, Japan. Mostra um estudo da biomecânica ortodôntica, que determina o tamanho ideal de um braço de força para retração ortodôntica anterior com auxilio do método dos elementos finitos.

O objetivo deste estudo foi o de avaliar o efeito da ação dos movimento dentário anterior entre o braquete e o arco ortodontico  submetido à força de retração com vários comprimentos de braços de força numa mecânica de deslizamento.

Um estudo tridimensional com o método dos elementos finitos foi utilizado para simular a retração em massa dos dentes anteriores na mecânica de deslizamento. Os deslocamentos do incisivo superior e as deformações do arco ortodôntico foram calculados no momento de aplicação da força de retração.


Quando não ocorria a ativação, o movimento corporal obtido com o braço de força com 5,0 mm de comprimento . No caso de uma ativação, o movimento corporal foi observado com braço de força com 11,0 mm de comprimento.

Numa situação clínica real, a ativação entre braquete / arco ortodontico e a torção do arco no slot do braquete deve ser  levada em consideração para se determinar a distância do braço de força e desta forma, conseguir um movimento  dentário anterior eficaz.

Link do artigo na integra via ncbi:

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Alterações iniciais pós-tratamento das suturas circumaxilares em pacientes jovens tratados com expansão rápida da maxila




Neste artigo publicado em 2011, pela Angle Orthodothist, pelos autores Rosalia Leonardi; Edoardo Sicurezza; Alice Cutrera; Ersilia Barbato; do Department of Orthodontics, School of Dentistry,University of Catania, Catania, Italy e do Department of Orthodontics, School, of Dentistry,University La Sapienza of Rome, Rome, Italy. Mostra um estudo com tomografia computadorizada das alterações na sutura maxilar em pacientes tratados com o protocolo da expansão rápida da maxila.


Este estudo foi realizado para testar a hipótese de que as suturas circumaxilares não mostram o deslocamento ósseo em resposta à terapia da expansão rápida da maxila (ERM).


O grupo era composto de oito pacientes em crescimento (dois do sexo masculino e seis do feminino) com má oclusão Classe I de Angle, mordida cruzada posterior bilateral, deficiência maxilar transversal, abóbada palatina profunda, e apinhamento dentário no início do tratamento. Um expansor Hyrax palatal foi utilizado para cada paciente, e protocolo de ativação necessário o parafuso para ser aberto três vezes por dia (0,25 mm por volta) em uma média de 18 dias para todas as disciplinas. Exames com tomografia computadorizada multislice (TC) foram realizados antes de expansão rápida da maxila (T0 tempo) e novamente no final da fase de expansão ativa (tempo T1), sem retirar o expansor. As medições foram realizadas diretamente sobre a imagem utilizando o programa CT OsiriX Imaging. Os dados foram analisados estatisticamente através do teste de Wilcoxon.


Todas as medidas mostraram um aumento linear entre T0 e T1 e a RME determinou um alargamento da sutura, no entanto, longe das suturas da maxila que apresentaram um menor grau de desarticulação.


A hipótese do estudo foi rejeitada. O tratamento precoce com RME produziu um deslocamento significativo de abertura da sutura óssea circumaxilar. A quantidade de mudanças de pontos depende de diferentes fatores relacionados às particularidades e variaveis entre as diferentes suturas, mostrando que as suturas que se articulam diretamente com a maxila enfrentam uma maior influência pela RME em comparação com aquelas localizadas mais distantes.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Localização do centro de resistência dos dentes anteriores superiores submetidos a retração pelo retrator duplo J ancorado em microparafusos palatinos















Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Hyoung-Jun Jang; Won-Jong Roh; Bo-Hoon Joo; Ki-Ho Park; Su-Jung Kim; Young-Guk Park; School of Dentistry and Department of Orthodontics, Kyung Hee University, Seoul, Coreia do Sul; Mostra um belo estudo realizado com o método dos elementos finitos, para determinar o posicionamento ideal dos micro parafusos ortodonticos para viabilisar a mecanoterapia de retração ortodontica.


Este estudo foi realizado com o objetivo de localizar o centro de resistência dos seis dentes anteriores superiores retraidos pelo Retrator Duplo J (DJR) e desta forma, encontrar a posição ideal para os microparafusos palatinos.


Modelos de elementos finitos tridimensionais (3D) com 12 dentes e com os dois primeiros pré-molares extraídos. A DJR foi modelada como um elemento em 3D beam. Os mini-implantes foram inseridos sagitalmente entre o segundo pré-molar e primeiro molar, e a posição vertical dos miniparafusos foram estabelecidos em cinco condições: 6, 7, 8, 9 e 10 milímetros apicalmente a partir da linha cervical do primeiro molar. O comprimento do braço de alavanca para retração foi determinada de acordo com a posição do microparafuso, para que a direção da força de retração seja paralela ao plano oclusal maxilar. O método dos elementos finitos 3D foi utilizado para determinar a localização do centro de resistência dos dentes anteriores, visualizando o deslocamento dos dentes e distribuição das tensões.


Os miniparafusos ficaram localizados apicalmente, o estresse se dissipou na região do ápice da raiz e ao osso alveolar adjacente. Os microparafusos localizados apartir dos 8 mm, determinaram a retração do corpo - pois já possibilitava o paralelismo com o DJR.


Neste estudo, o centro de resistência dos seis dentes anteriores superiores retraidos pelo DJR com microparafusos palatal foi estimado em 12,2 milímetros apicalmente a partir da borda incisal do incisivo central.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Estabilidade de mini placas de um sistema de ancoragem Ortodontica no Zigomático









Neste artigo de 2008, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Firdevs Veziroglu; Sina Uckan; Utku Ahmet Ozden; Ayca Arman; do Department of Oral and Maxillofacial Surgery and Department of Orthodontics, School of Dentistry, Baskent University, Ankara, Turquia. Mostra mais um belo estudo através do metodo de elementos finitos para avaliar a estabilidade das min placas ortodonticas no osso zigomático.


Este estudo buscou avaliar as propriedades biomecânicas de uma mini placa Standard com outra de novo design, para sistema de ancoragem ortodôntica.


Um modelo tridimensional da porção posterior da maxila, incluindo o zigomático, foi preparado. Inserção das mini placas standard e novo design, foi simulada num modelo tridimensional. O efeito de 200 g de força ortodôntica na placa, parafusos, e do osso zigomático foi avaliada em modelos tridimensionais através da análise de elementos finitos. Para determinar a distribuição de força, tensão Von Mises, principal máxima e mínima de estresse, e máximo em capital e mínimo valores de deformação elástica foram avaliados.


Em todos os modelos de placas, uma maior tensão ocorreu no local onde a unidade de aplicação de força foi anexada ao osso por parausos.


A alteração da configuração da placa não afetou a distribuição de tensões nas mini-placas com novo design. Para equalizar a distribuição de força, será necessário ser projetada um nova placa para mudar a localização da a unidade de aplicação de força.




Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Tratamento de uma Classe II associada a mordida aberta e um incisivo central superior anquilosado







Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Dong-Hyun Hwang; Ki-Ho Parkb; Yong-Dae Kwon; Su-Jung Kim; do Department of Orthodontics, Graduaate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e do Department of Oral & Maxillofacial Surgery, Kyung Hee University Dental Hospital, Seoul, Korea. Mostra a aplicação de um sistema de intrusão ancorado em mini implantes e um procedimento de corticotomia para o tracionamento de um incisivo central anquilosado.

Dentes anquilosados em pacientes em crescimento, podem causar incômodos e problemas dentoalveolares, por isso necessitam de cuidados especiais para a realização de uma terapêutica a longo prazo resultados estéticos e funcionais.
A várias modalidades de tratamento para os dentes anquilosados, que incluem a reabilitação após a extração, luxação extrusiva cirúrgica, osteotomia segmentar individual ou a corticotomia e distração osteogênica alveolar.
Este artigo descreve um caso de um menino de 13 anos de idade com mordida aberta anterior complicada por um incisivo central superior anquilosado que foi movimentado pela corticotomia facilitada com tratamento ortodôntico.
CONCLUSÕES

. O paciente em questão tinha mordida aberta induzida por etiologias complexas, como um padrão hiperdivergente esquelético, um dente anquilosado e hábitos anormais (deglutição atípica e respiração bucal). Portanto, vários fatores tiveram que ser considerados ao tratar o paciente.
. A anquilose dentária e a mordida aberta esquelética são difíceis de tratar e os resultados são incertos.
. Corticotomias individuais e aplicação mini parafusos aumentam a eficiência de tratamento para mordida aberta e anquilose dentaria.
Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:
http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/102010-578.1

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A Ortodontia perdeu um Icone: Professor Dr William Prtoffit (1936-2018)








A Ortodontia, ficou órfã de um dos seus grandes nomes. Faleceu o Professor Dr. William R. Proffit, nascido em 1936, era natural da Carolina do Norte - Estados Unidos, recebeu seu treinamento odontológico na Universidade da Carolina do Norte, doutorado em fisiologia pela Faculdade de Medicina da Virgínia e mestrado em Ortodontia pela Universidade de Washington. Depois de servir como Pesquisador no Instituto Nacional de Pesquisa Odontologia, ele se juntou ao corpo docente da Universidade de Kentucky em 1965, atuando como o primeiro chefe da cadeira do departamento de ortodontia lá. De 1973 a 1975, foi professor de Ortodontia e chefe da cadeira do departamento de Odontopediatria na Universidade da Flórida.

Desde 1975,  atuou como professor no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UNC, e foi chefe de departamento até julho de 2001. Em 1992, ele foi professor Kenan, um professor de destaque na universidade. Ele foi autor do Livro Ortodontia Contemporânea, publicada em diversas edições e em nove idiomas, foi coautor de três livros sobre problemas dentofaciais severos, incluindo o Tratamento Contemporâneo da Deformidade Dentofacial, publicado em 2002.

Outras publicações incluem mais de 180 artigos científicos em revistas cientificas e em mais de 50 capítulos de livros e contribuições convidadas. Ele era um diplomata do American Board of Orthodontics, e lecionou amplamente nos EUA e no exterior. O reconhecimento da pesquisa inclui o Prêmio Norton Ross da American Dental Association pela excelência em pesquisa clínica, o Prêmio Callahan da Ohio Dental Association por realizações de pesquisa e o Prêmio American Journal of Orthodontics Dewel três vezes (com co-autores) pelo melhor trabalho de pesquisa clínica do ano. Ele recebeu o Prêmio Jarabak da AAO por excelência de ensino em 1999, a Associação Meridional de Distúrbios em Ortodontia da Southern Association em 2001, o Meritious Achievement Award da North Carolina Dental Society em 2002 e o Prêmio Ketcham da American Board of Orthodontics em 2005.


Fonte de Biografia:

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Uma forma de determinar a osteotomia cirurgica assistida para expansão rápida da maxila em fenda palatina. Abordagem num modelo de elementos finitos




Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Pawan Gautam; Linping Zhao; Pravin Patel; do Craniofacial Center,University of Illinois at Chicago, Chicago; Mostra um estudo realizado em simulação com elementos finitos em crânio com procedimentos de cirurgia ortognática.


Este estudo foi realizado com o intuito de avaliar o padrão de estresse no esqueleto craniofacial em um paciente com um deformidade com fissura unilateral do palato secundário e alvéolos em resposta a várias técnicas de cirurgia assistida para expansão rápida da maxila (ERMAC).

Três modelos específicos de crânios de pacientes específicos compósitos foram desenvolvidos para análise em elementos finitos do modelo. Os detalhes do procedimento de modelagem foram descritos na parte I desta série. A análise dos elementos finitos foram realizadas em cada modelo com uma técnica ERMAC especificada, em combinação com RME usando Abaqus (6.7).

A forma ideal de cirurgia para uma ERMAC em pacientes com fissura unilateral com deformidade do palato secundário e alvéolos, seria uma LeFort I, unilateral completa com disjunção do pterigóide em combinação com a divisão palatina, seguido pela osteotomias com secção palatina isolada e dos pilares zigomático.

Uma técnica mais invasiva para ERMAC pode reduzir significativamente o problema. No entanto, este benefício deve ser pesado contra o risco de aumentar as complicações associadas com cirurgias mais extensas. Quando uma técnica cirúrgica mais conservadora é selecionada, é preferível realizar uma divisão palatina mediana ao invés de osteotomias nos pilares zigomáticos, como indicado pela distribuição de tensão-padrão de deslocamento e associados a técnicas de ERMAC diferentes.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Mudanças nas relações oclusais na Dentição mista de pacientes tratados com expansão rápida da maxila



Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores James A. McNamara, Jr; Lauren M. Sigler; Lorenzo Franchi; Susan S. Guest; Tiziano Baccetti; do Department of Orthodontics and Pediatric Dentistry, School of Dentistry; Center for Human Growth and Development, The University of Michigan, Ann Arbor - USA; Department of Orthodontics, University of Florence, Florence, Italia. Realizaram um estudo com uma boa amostra de pacientes de classe I, II e ponta e ponta (de cúspide)  na fase de dentição mista em que uma parte foi submetida ao protocolo de expansão rapida da maxila.

Este estudo foi realizado de forma prospectiva como o objetivo de medir as mudanças oclusais em pacientes de dentição mista que se submeteram a um protocolo padronizado de expansão precoce.

O tratamento consistiu de amostra de 500 pacientes que foram divididos em três grupos de acordo com a relação molar: Classe I, de ponta e ponta, e Classe II. Todos os pacientes foram tratados com uma expansão rápida maxilar com expansor colado (RME), seguido por uma placa de manutenção removível e um arco transpalatal. A média de idade no início do tratamento foi de 8,8 anos (T1), com um cefalograma pré-tratamento da fase 2 (T2) tomadas 3,7 anos mais tarde. A amostra controle consistiu dos registros cefalométricos de 188 pacientes não tratados (Classe 1; ponta e ponta; Classe II).

A maior mudança na relação molar foi observado no grupo de tratamento da Classe II  (1,8 mm) quando comparado com o grupo controle pareado (0,3 mm). Uma mudança positiva foi observada em 81% do grupo de tratamento de Classe II, com quase metade do grupo de melhoria de  2,0 milímetros. O grupo de tratamento de ponta e ponta teve uma variação positiva de 1,4 mm, em comparação com um valor de controle de 0,6 mm, e os de classe I de 1 mm em comparação com os controles, que permaneceram inalteradas (0,1 mm). Alterações esqueléticas não foram significativas em qualquer um dos grupos que foram comparados com os controles.

Os autores concluiram que o protocolo de expansão teve um efeito significativamente favorável sobre as relações oclusais sagitais da Classe II, de ponta e ponta, e Classe I em pacientes tratados na dentição mista de forma precoce.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Avaliação in Vivo 3D Micro-CT dos movimentos dentários após Aplicação de diferentes niveis de força em molares de ratos













Neste artigo de 2009, publicado na Angle Orthodonthist, pelos autores Carmen Gonzalesa; Hitoshi Hotokezakab; Yoshinori Araic; Tadashi Ninomiyad; Junya Tominagaa; Insan Janga; Yuka Hotokezakae; Motohiro Tanakaf; Noriaki Yoshidag; da Nagasaki University, Nagasaki, Japão. Mostram neste estudo interessante mais uma aplicabilidade do metodo dos elementos finitos.


O objetivo do estudo foi investigar longitudinalmente de forma precisa a mudança no ligamento periodontal (PDL), espaço, largura tridimensional do dente com circulação contínua de magnitudes de força em ratos vivos.


Através de molas fechadas níquel-titânio por 28 dias, 10, 25, 50, e 100 gramas com força mesial aplicadas nos primeiros molares superiores esquerdos. Micro-TC (Micro Tomografia Computadoriza) foi feita no mesmo rato em 0, 1, 2, 3, 10, 14 e 28 dias. A largura do PDL foi medido na pressão lados e tensão de 0 a 3 dias. Medições angulares e lineares foram utilizados para avaliar a posição do molar no dia 0, 10, 14 e 28. Um modelo de elementos finitos (FEM), foi construído de modo a avaliar a distribuição inicial estresse, deslocamento molar e centro de rotação do molar.


As avaliações inicialis da lagura do PDL não mostraram diferenças estatísticas entre os diferentes niveis de força. O movimento do dente foi registrado 1 hora após a aplicação força e gradualmente aumentou com o tempo. A partir de dia 10, o maior movimento dentário foi observado quando 10 g de força foi aplicada. O FEM mostraram que o centro de rotação do molar é localizado no centro de cinco raízes, no terço apical das raízes molar.


O movimento do molar nos ratos consistiu principalmente de forças mesial, extrusão de raízes distais, intrusão de raiz mesial, inclinação palatal e rotação mesial. Embora o primeiro movimento dentário após a aplicação de diferentes magnitudes de força até dia 3 não foi notavelmente diferentes, 10 g de força produziram mais movimento dentário comparada com pesadas forças no dia 28.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontics:


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Pesquisa biomecânica através do metodo de elementos finitos da posição do centro de resistência dos incisivos superiores





Neste artigo de 2007, publicado pelo European Journal of Orthodontics, pelos autores S. Reimann , L . Keilig , A. Jäger and Christoph Bourauel; do Department of Orthodontics, University of Bonn, Alemanha; Mostra mais um estudo da Ortodontia Contemporânea sobre Biomecânica Ortodontica e centro de resistência dos incisivos realizado pelo metodo dos elementos finitos.

A posição do centro de resistência (CR) é um parâmetro essencial em matéria de planeamento de movimentos ortodônticos aplicados ao dente. Na presente pesquisa, o CR combinado dos quatro incisivos superiores foi determinado numericamente usando o método de elementos finitos (FE).

Baseado em informações de três dados dimensionais comercialmente disponíveis do conjunto de uma maxila, incluindo todos os 16 dentes,  bem como conhecer e determinar os parâmetros anteriores do material, modelos  elementos finios FE dos incisivos superiores e as estruturas de apoio e dentes ao seu redor foram gerados.

No sistema de FE, o modelo do segmento anterior  foi carregado com torques de 10 Nmm em cada um dos incisivos. O modelo FE indicou que os incisivos individualmente foram movidos de forma independente, embora fossem bloqueados com um fio de aço de dimensão 0,46 × 0,65 milímetros. Os CRs individuais foram localizados 5 mm na distal e 9 e 12 mm a apical dos braquetes dos centrais e dos laterais.

Assim, a visão clássica de um CR combinado com o segmento anterior foi desmentido e o planejamento dos movimentos ortodônticos dos incisivos superiores deve deixar de ser feita com base nesse conceito.


Link do artigo na integra via EJO Oxfordjournals:

http://ejo.oxfordjournals.org/cgi/reprint/29/3/219