ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 21 de junho de 2022

Extração dupla vs única de dentes decíduos no tratamento interceptivo de caninos deslocados palatinamente: Um ensaio clínico randomizado

 




Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist,  pelos Autores Sigurd Hadler-Olsen; Anders Sjo ̈gren; Jeanett Steinnes; Mari Dubland; Napat Limchaichana Bolstad; Pertti Pirttiniemi; Heidi Kerosuo; Raija La ̈hdesmaki. Da Public Dental Health Service Competence Centre of Northern Norway, Tromsø, Norway; Institute of Clinical Dentistry, Faculty of Health Sciences, UiT The Arctic University of Norway, Tromsø, Norway; Unit of Oral Health Sciences, Faculty of Medicine, University of Oulu, Oulu, Finland; Compara o impacto das extrações de caninos decíduos e primeiros molares decíduos com extrações apenas de caninos decíduos em relação à correção de caninos deslocados palatinamanete (PDCs).

Trinta e duas crianças com idades entre 9,5-13,5 anos com 48 PDCs foram alocadas aleatoriamente no grupo de extração dupla (DEG) ou no grupo de extração única (SEG). Os exames clínicos e radiográficos foram realizados no início do estudo e em intervalos de 6 meses até o canino emergir ou o tratamento ortodôntico ser iniciado. As medidas adotadas foram: surgimento de canino superior (sim / não), surgimento de canino superior em uma posição favorável (sim / não), e canino superior com mudança posicional (angulação e setor). Fatores que influenciam o surgimento do PDC foram analisados por meio de regressão logística.

No DEG, 64% (16/25) dos caninos emergiram na cavidade oral vs 78% (18/23) no SEG (P 1⁄4 .283). A posição favorável do PDC no final do ensaio foi observada em 64% (16/25) do DEG vs 57% (13/23) do SEG (P = .600). Movimento distal significativo de PDCs foi registrado no DEG e SEG, embora nenhuma diferença significativa foi observada entre os grupos. Os preditores significativos de emergência canina foram angulação canina inicial (Ângulo A) (P = .008) e condições de espaço em T0 (P = .030).

Os autores concluíram que os procedimentos de extração de dente decíduo duplo ou único são equivalentes no apoio à erupção do PDC na cavidade oral e em uma posição favorável na arcada dentária. Angulação canina inicial e avaliações de espaço podem ser usadas como preditores de erupção do PDC bem-sucedida.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/6/751/441229/Double-vs-single-primary-tooth-extraction-in


terça-feira, 7 de junho de 2022

Precisão dos procedimentos de digitalização guiados por moldagens digitais do arco completo in vivo





Neste artigo de 2017, publicado no Journal of Orofacial Orthopedics, pelos Autores Moritz ZIMMERMANN, Christina KOLLER, Moritz RUMETSCH, Andreas ENDER, Albert MEHL. Do Department of Computerized Restorative Dentistry, Center of Dental Medicine, University of Zurich, Switzerland. Realizaram um estudo que avaliou a precisão dos procedimentos de varredura guiada em comparação com as técnicas de moldagens convencionais in vivo.

As estratégias de varredura específicas do sistema demonstraram influenciar a precisão das moldagens digitais do arco dentário completo. Procedimentos especiais de escaneamento guiado foram implementados nos sistemas de escaneamento intraoral específicos, com especial atenção ao fluxo de trabalho ortodôntico digital. 

Dois sistemas de varredura intraoral com procedimentos de varredura guiados do arco completo foram implementados (Cerec Omnicam Ortho; Ormco Lythos) sendo incluídos juntamente com uma técnica de moldagem convencional com material hidrocolóide irreversível (Alginato). Moldagens do arco completo foram realizadas três vezes cada, em cinco participantes (n = 15). As moldagens foram comparadas dentro dos grupos de teste usando um método de distância ponto a superfície após a melhor adequação do modelo (OraCheck). A precisão foi calculada usando os quantis (90% -10%) / 2 e a análise estatística com medidas repetidas one-way ANOVA e teste post-hoc de Bonferroni foram realizadas.

A técnica de moldagem convencional com Alginato mostrou menor precisão nas moldagens do arco  dentário completo com 162,2 ± 71,3 μm. Ambos os procedimentos de varredura guiada tiveram desempenho estatisticamente significativamente melhor do que a técnica de impressão convencional (p menor que 0,05). Os valores médios para o grupo Cerec Omnicam Ortho foram 74,5 ± 39,2 μm e para o grupo Ormco Lythos 91,4 ± 48,8 μm.

Os Autores concluíram que a precisão dos procedimentos de varredura guiada in vivo excedem em qualidade, as técnicas de moldagem convencionais com o material hidrocolóide irreversível, Alginato. Os procedimentos de escaneamento guiado podem ser altamente promissores para aplicações clínicas, especialmente para fluxos de trabalho ortodônticos digitais.

Link do Artigo na integra via Zurich Open Repository and Archive:

terça-feira, 31 de maio de 2022

Efeito da presença de braquetes ortodônticos em escaneamentos intraorais

 



Neste artigo de 2021, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Sung-Ja Kang; Youn-Ju Kee; Kyungmin Clara Lee. Do department of Orthodontics, School of Dentistry, Chonnam National University, Gwangju, Korea.  Teve o objetivo de avaliar o efeito dos braquetes ortodônticos colados nas superfícies dos dentes em escaneamentos intraorais. Uma vez que a necessidade de escaneamento intraoral na presença de braquetes tem aumentado para monitorar a movimentação dentária durante o tratamento ortodôntico. 

Exames intraorais foram realizados em 30 pacientes usando scanners iTero e Trios antes e após a colagem dos braquetes. Os dois conjuntos de escaneamentos intraorais de cada paciente e escaneamentos intraorais com e sem braquetes foram sobrepostos usando um algoritmo de melhor ajuste, e uma análise de superfície tridimensional (3D) foi realizada. Em cada sobreposição, as discrepâncias nos eixos 3D e medidas da largura do arco nas regiões incisivos e molares foram comparadas. Além disso, a faixa de distorção ao redor dos braquetes foi avaliada nas seções transversais de cada sobreposição.

As discrepâncias gerais entre os escaneamentos intraorais com e sem braquetes estavam dentro de 0,30 mm. As discrepâncias da largura do arco na região molar foram maiores do que na região dos incisivos, mas as diferenças não foram estatisticamente significativas (P= .972 para o iTero; P =.960 para Trios). Os cortes transversais dos exames intraorais sobrepostos com e sem braquetes mostraram que os desvios estavam dentro de 0,40 mm no corte horizontal e de 0,35 mm no corte vertical ao redor dos braquetes.

Os autores concluiram que a acurácia dos escaneamentos intraorais, mesmo na presença de braquetes, é clinicamente aceitável, e as regiões além de 0,50 mm ao redor dos braquetes devem ser utilizadas para sobreposição nas imagens sem braquetes.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/1/98/444147/Effect-of-the-presence-of-orthodontic-brackets-on

terça-feira, 24 de maio de 2022

Comparação dos efeitos da terapia com máscara facial usando ancoragem esquelética e dentária: um estudo retrospectivo longitudinal

 



Neste artigo de 2022, publicado na Angle Orthodontist. Pelos Autores Hyeon-Jong Lee; Dong-Soon Choi; Insan Jang; Bong-Kuen Cha. Do Department of Orthodontics, College of Dentistry, Gangneung-Wonju National University, Gangneung, South Korea. Avaliou os resultados a longo prazo das alterações dentoesqueléticas induzidas pela terapia com máscara facial usando ancoragem esquelética em pacientes Classe III e compará-los com os da ancoragem convencional.

Este estudo retrospectivo incluiu 20 pacientes que receberam terapia com máscara facial (FM) com miniplacas como ancoragem para protração maxilar (grupo Miniplaca/FM, 10,6 +- 1,1 anos [média 6 DP]) e 23 pacientes que foram tratados com máscara facial com expansor rápido da maxila ( Grupo RME/FM, 10,0 +- 1,5 anos [média 6 DP]). As alterações dentoesqueléticas foram avaliadas por meio de cefalogramas laterais no pré-tratamento (T1), após a terapia com máscara facial (T2) e no estágio pós-púbere (T3). As alterações cefalométricas foram comparadas entre os grupos e as taxas de sucesso clínico em T3 foram avaliadas.

O SNA e A a N perpendiculares à FH aumentaram significativamente mais no grupo Miniplaca/FM do que no grupo RME/FM ao comparar os efeitos de curto prazo da terapia com máscara facial (T1-T2). ANB, avaliação de Wits, ângulo de convexidade, ângulo do plano mandibular e sobressaliência diminuíram significativamente mais no grupo RME/FM do que no grupo Miniplaca/FM após terapia com máscara facial (T2-T3). Uma relação intermaxilar mais favorável foi observada no grupo Miniplaca/FM do que no grupo RME/FM em observações de longo prazo (T1-T3). A taxa de sucesso clínico em T3 foi de 95% no grupo Miniplaca/FM e 85% no grupo RME/FM.

Os autores concluíram que a terapia com máscara facial com ancoragem esquelética mostrou um maior avanço da maxila e estabilidade mais favorável para correção da má oclusão de Classe III em longo prazo do que a terapia convencional com máscara facial com ancoragem dentária.

Link do artigo na integra via Meridian: 

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/92/3/307/475723/Comparison-of-facemask-therapy-effects-using

sexta-feira, 20 de maio de 2022

O Professor de Ortodontia e Ortodontista Marlos Loiola no 54° aniversário do Conselho Regional de Odontologia da Bahia



















Uma noite especial no evento do 54° aniversário do Conselho Regional de Odontologia da Bahia ... Uma mistura de boas sensações e lembranças.... Estar com meus ex alunos, amigos e diversos colegas engajados em prol do desenvolvimento da nossa odontologia.... Belos momentos e sempre de aprendizado... Muito Feliz pela homenagem, o que sempre me emociona... Pude ser um conselheiro e viver a "vida" do conselho em plena pandemia.... Momentos difíceis mas agregadores.... Ciclo ainda aberto, metas, projetos e realizações em prol da nossa odontologia da Bahia a frente... Meus agradecimentos ao presidente Prof Dr. Marcel Arriaga e todos conselheiros pela confiança sempre depositada e todo meu respeito!
 

terça-feira, 17 de maio de 2022

Avaliação tridimensional das alterações de posição do lábio superior de acordo com os movimentos antero superiores dos dente simulados por digitalização com feixes de luz branca





Neste artigo de 2014, publicado pelo THE KOREAN JOURNAL OF ORTHODONTICS, pelos autores  Hwee-Ho Kim, Jin-Woo Lee, Kyung-Suk Cha, Dong-Hwa Chung, Sang-Min Lee; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Dankook University, Cheonan, Korea. Mostra um simulação de deslocamento labial pós retração do incisivo superior com imagem do tecido mole adquirida por scaneamento 3D da face.


O estudo foi realizado para observar as melhoras estéticas obtidas durante o tratamento ortodôntico são alcançados pelas mudanças nas posições dos lábios e tecidos moles adjacentes. O movimento do tecido mole facial já foi avaliado em duas dimensões pela cefalometria. Neste estudo, objetivou-se avaliar tridimensionalmente  as mudanças posicionais do lábio superior em adultos de acordo com os movimentos dentarios anteriores superiores simulados  por digitalização por scanner 3D luz branca.

Foram mensuradas as alterações em coordenadas tridimensionais de referência labiais com relação aos movimentos dos incisivos superiores de um adulto normal, simulados com filmes de espessura variável por meio de um scanner 3D de luz branca.

Com o aumento da protração, o lábio superior avançou significativamente para cima. O movimento labial foi limitados pelos tecidos moles circundantes. A extensão do movimento acima do vermelhão foi ligeiramente menor que a metade dos dentes, mostrando forte correlação. A maioria das mudanças foram concentradas na depressão acima do vermelhão superior. O movimento labial em direção ao nariz foi significativamente reduzido.

Os autores concluíram que depois de controlar adequadamente diversas variáveis e usando a digitalização com scanner 3D de luz branca, com alta reprodutibilidade e precisão, o coeficiente de determinação mostrou valores moderados (0,40-0,77) e mudanças significativas puderam ser determinadas. Este método seria útil para prever mudanças da posição de tecidos moles  de acordo com os movimentos de dente.

Link do artigo na integra via KJO:

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Avaliação dos locais disponíveis para mini-implantes ortodônticos palatinos através de tomografia computadorizada de feixe cônico

 





Neste Artigo de 2020, publicado pela Angle Orthodontist, pelos Autores Xinwei Lyu; Jiusi Guo; Liangrui Chen; Yi Gao; Lu Liu; Lingling Pu; Wenli Lai; Hu Long. Do Department of Orthodontics, West China Hospital of Stomatology, Sichuan University, Sichuan, China. West China School of Stomatology, Sichuan University, Sichuan, China. State Key Laboratory of Oral Diseases & National Clinical Research Center for Oral Diseases, Sichuan University, Sichuan, China. Mostram um estudo que mapeia a regisão palatina através da utilização de Tomografias, para determinar sitios de inserção de mini-implantes ortodônticos palatinos.

Os estudo teve o objetivo de  medir a espessura palatina de tecidos duros e moles e para determinar regiões seguras para a colocação de mini-implantes. As influências do sexo e idade na espessura palatina também foram examinadas. 

Imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico de 30 pacientes (12 homens, 18 mulheres), incluindo 15 adultos e 15 adolescentes, foram utilizadas neste estudo. As espessuras dos tecidos duros palatinos, tecidos moles e tecidos moles duros foram medidas nos planos coronais dos primeiros pré-molares, segundos pré-molares, primeiros molares e segundos molares (planos P1, P2, M1 e M2, respectivamente).

O tecido duro foi mais espesso no plano P1, seguido pelos planos P2, M1 e M2, enquanto a espessura do tecido mole foi semelhante entre os quatro planos. As tendências nas mudanças da espessura palatina da linha média para os lados laterais (padrão V) foram semelhantes para os quatro planos. A espessura palatina foi influenciada pelo sexo, idade e sua interação. O mapeamento dos locais recomendados e ideais para os mini-implantes palatinos foi realizado.

Os autores concluíram que fatores como sexo e idade podem influenciar a espessura palatina. Portanto, os resultados podem ser úteis para os profissionais, orientando-os na escolha dos locais ideais para os mini-implantes palatinos.

Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontist:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/4/516/430023/Assessment-of-available-sites-for-palatal

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Mecanocomportamento e comprimento do ramo mandibular em diferentes fenótipos faciais

 




Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Paige Covington Riddle; Jeffrey C. Nickel; Ying Liu; Yoly M. Gonzalez; Luigi M. Gallo; R. Scott Conley; Robert Dunford; Hongzeng Liu; Laura R. Iwasaki. Do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Oregon Health & Science University, Portland, Oregon, USA; and Research Associate Professor, Department of Oral Diagnostic Sciences, University at Buffalo, School of Dental Medicine, Buffalo, New York, USA. Department of Biostatistics and Epidemiology, College of Public Health, East Tennessee State University, Johnson City, Tennessee, USA. Department of Oral Diagnostic Sciences, University at Buffalo,School of Dental Medicine, Buffalo, NewYork, USA. Physiology and Biomechanics of the Masticatory System, Dental School, Faculty of Medicine, University of Zurich, Zurich, Switzerland. University of Buffalo Microbiome Center, School of Dental Medicine, Buffalo, New York, USA e do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Oregon Health & Science University, Portland Oregon, USA. Buscaram testar a hipótese de que os escores de mecanocomportamento (MBS) foram correlacionados com os comprimentos do ramo mandibular (Co-Go) e diferiram entre os fenótipos faciais.

Os pacientes deram consentimento informado para participar. Co-Go (mm), ângulos do plano mandibular (SN-GoGn, º) e anatomia tridimensional foram derivados de radiografia cefalométrica ou tomografia computadorizada de feixe cônico. As densidades de energia (ED) da articulação temporomandibular (TMJ) (mJ / mm3) foram medidas usando estereometria dinâmica e fatores de trabalho (DF) (%) foram medidos a partir da eletromiografia, para calcular MBS (1⁄4 ED2 3 DF, 􏰁 mJ 􏰃2% ) para cada ATM. mm3 Regressões polinomiais, análise de cluster K-médias e análise de variância (ANOVA) com testes post-hoc de Tukey foram empregadas.

Cinquenta mulheres e 23 homens produziram dados completos. As regressões polinomiais mostraram que o MBS estava correlacionado com Co-Go (mulheres, R2 1⁄4 0,57; homens, R2 1⁄4 0,81). A análise de agrupamento identificou três grupos (P< 0,001). Sujeitos dolicofaciais, com Co-Go normalizado mais curto, agrupados em dois subgrupos com MBS baixo e alto em comparação com sujeitos braquifaciais com Co-Go mais longo. SN-GoGn foi significativamente maior (P< 0,03) nos subgrupos dolicofaciais combinados (33,0 +- 5,98) em comparação com o grupo braquifacial (29,8 +- 5,58).

Os Autores concluiram que o MBS correlacionou-se com Co-Go dentro dos sexos e diferiu significativamente entre indivíduos braquifaciais e dolicofaciais.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/6/866/443963/Mechanobehavior-and-mandibular-ramus-length-in

terça-feira, 26 de abril de 2022

Tratamento interceptivo na displasia ectodérmica usando um aparelho ortodôntico/protético modular inovador: Um relato de caso com acompanhamento de 10 anos

 


Neste artigo de 2018, publicado pelo European Journal of Paediatric Dentistry, pelos Autores D. Celli, A. Manente, C. Grippaudo, M. Cordaro. Da School of Orthodontics, Catholic University of the Sacred Heart, Rome, Italy. Private Practice in Pescara, Italy. ** Private Practice in Pescara, Italy, Fondazione Policlinico Universitario A. Gemelli IRCCS, Rome Università Cattolica del Sacro Cuore Dental Institute, Head and Neck Department. Relata  O tratamento de um caso complexo de displasia ectodérmica hipoidrótica (DEH) com oligodontia severa.

Um menino de 6 anos com DEH foi tratado com aparelho ortodôntico / protético modular. O dispositivo foi feito sob medida e consistia em duas partes, superior e inferior, que foram parcialmente removíveis e parcialmente fixadas. O paciente foi preparado para receber implantes dentários para reabilitação oral definitiva. O tratamento foi iniciado com aparelho removível de resina acrílica polimerizada com parafuso expansor na maxila e na mandíbula. A seguir, um aparelho modular ortodôntico / protético inovador foi confeccionado na maxila e na mandíbula, fixado com bandas nos primeiros molares permanentes, com parafuso expansor e parafuso telescópico que acompanham e sustentam os dentes protéticos de resina durante a expansão ortopédica. Os dentes protéticos de resina eram removíveis da estrutura metálica fixa deste aparelho. O paciente foi acompanhado por 10 anos desde o início do tratamento.

Os autores concluíram que o aparelho modular  descrito e a abordagem terapêutica mostraram-se eficientes e duráveis no alcance de diversos objetivos no tratamento de um caso complexo de DEH. Os objetivos não eram apenas ortodônticos, mas também protéticos e psicológicos.

Link do artigo na integra via Ejpd:

https://ejpd.eu/EJPD_2018_19_4_11.pdf


segunda-feira, 11 de abril de 2022

Contenção lingual inovadora de níquel-titânio personalizada por CAD / CAM versus contenção lingual padrão de aço inoxidável: um ensaio controlado randomizado

 



Neste artigo de 2020, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Emilie Gelin; Laurence Seidel; Annick Bruwier; Adelin Albert; Carole Charavet. Do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, University Hospital of Liège, Liège, Belgium e do Department of Biostatistics and Medico-economic Information, University Hospital of Liège, University of Liège, Liège, Belgium. Compara as contenções de nitinol personalizadas em projetos auxiliado por computador e manufatura auxiliada por computador (CAD / CAM) com contenções fixas de aço inoxidável padrão durante um período do estudo de 12 meses.

O ensaio clínico randomizado (RCT) foi conduzido em 62 pacientes alocados aleatoriamente em um grupo controle que utlizaram contenções de aço inoxidável ou no grupo de teste que receberam contenções de níquel-titânio personalizados por  CAD / CAM. Quatro momentos foram definidos: colocação da contenção (T0) e consultas de acompanhamento de 1 mês (T1), 6 meses (T2) e 12 meses (T3). Em cada ponto de tempo, o índice de irregularidade de Little (LII) (desfecho primário) e as medições de estabilidade dentária, como largura intercaninos, foram registrados, além da avaliação dos parâmetros periodontais. Medidas radiológicas como o ângulo dos incisivos com plano mandibular  (IMPA) foram registradas em T0 e T3. Os eventos de falha (integridade do fio ou descolamento) foram avaliados em cada momento.

De T0 a T3, o LII e outras medidas dentarias não mostraram diferenças significativas entre os dois grupos. Os dados dos parâmetros periodontais permaneceram estáveis durante o período de estudo, exceto para o índice gengival, que foi leve, mas significativamente, maior no grupo teste em T3 (p = 0,039). O ângulo IMPA não apresentou diferença intergrupos. Os dois grupos não mostraram diferenças significativas nos eventos de descolamento.

Os autores concluiram que no RCT conduzido por um período de 12 meses não foi demonstrado nenhuma diferença significativa entre as contenções linguais de níquel-titânio personalizadas por CAD / CAM e contenções linguais padrão de aço inoxidável em termos de estabilidade dentária anterior e estabilidade de fixação da contenção. Ambas as contenções parecem ser igualmente eficazes na manutenção da saúde periodontal.

Link do artigo na integra via KJO:

http://new.kjo.or.kr/journal/view.html?doi=10.4041/kjod.2020.50.6.373


segunda-feira, 4 de abril de 2022

Mudanças adaptativas no ajuste do alinhador transparente com o tempo: Análise por microscopia eletrônica de varredura



 


Neste artigo de 2022, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Amal I. Linjawi; Amal M. Abushal. Do Orthodontic Department, Faculty of Dentistry, King Abdulaziz University, Jeddah, Saudi Arabia. Teve o objetivo de analisar as mudanças de adaptação no ajuste do alinhador transparente após o uso intraoral em diferentes conjuntos de tempo. 

Oito aparelhos Invisalign (Align Technology, San Jose, Califórnia, EUA) foram coletados após o uso intraoral. Impressões acrílicas da região dos incisivos inferiores foram construídas para cada aparelho em T0 (aparelho não utilizado). Dois aparelhos foram então usados intra-oralmente para cada um dos seguintes períodos de tempo definidos: 3 dias, 7 dias, 10 dias ou 15 dias. Os alinhadores usados foram adaptados em sua marca T0 e ambos foram seccionados vestíbulo-lingualmente das superfícies distais de cada incisivo na área de inserção. Oito superfícies foram coletadas para cada conjunto de tempo (n =32 superfícies). Microfotografias das seções obtidas e medidas micrométricas de ajuste do alinhador foram registradas em cinco níveis diferentes usando microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os valores médios das mudanças de ajuste (gap width) e comparações de grupos foram analisados estatisticamente usando análise de variância e testes post hoc de Tukey. O nível de significância foi fixado em P < 0,05.

Diferenças altamente significativas no ajuste do alinhador foram encontradas nos diferentes pontos de tempo avaliados (P = 0,001) com a menor largura média do intervalo em 15 dias (176 +- 98 Micrometros) e a maior em 7 dias (269 +- 145 micrômetros). Diferenças significativas no ajuste do alinhador em diferentes níveis de inserção também foram encontradas (P < 0,01) com a menor largura média do espaço no meio da superfície labial do acessório (187 +- 118 micrômetros).

Os autores concluiram que o período de 15 dias de uso do alinhador intraoral ainda pode ser recomendado, pois mostrou a melhor adaptação e a menor largura de espaço entre o alinhador e o acessório.


Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/92/2/220/471151/Adaptational-changes-in-clear-aligner-fit-with

segunda-feira, 28 de março de 2022

Um versus dois mini-implantes anteriores para correção de sobremordida e angulação dos incisivos superiores: um estudo comparativo retrospectivo

 



Neste artigo de 2020, publicado pela Progress in Orthodontics pelos Autores Arturo Vela-Hernández , Laura Gutiérrez-Zubeldia , Rocío López-García , Verónica García-Sanz, Vanessa Paredes-Gallardo ,José Luis Gandía-Franco e Felicidad Lasagabaster-Latorre. Do Department of Stomatology, University of Valencia, Valencia, Spain. Teve o objetivo de avaliar a eficácia de um ou dois mini-implantes anteriores para correção de incisivos superiores em casos de sobremordida e angulação em pacientes adultos.

Quarenta e quatro adultos com sobremordida profunda foram divididos em dois grupos: o grupo 1 foi tratado com um mini-implante entre os incisivos centrais superiores e o grupo 2 com dois mini-implantes entre os incisivos laterais superiores e os caninos. A intrusão e o comprimento dos incisivos foram medidos a partir de cefalogramas laterais antes do tratamento, após o tratamento e pelo menos 12 meses em contenção (T0, T1 e T2). As forças foram aplicadas (90 g) dos miniparafusos ao arco usando cadeias elastoméricas. A análise ANOVA foi usada para determinar se as diferenças entre os tempos de avaliação eram estatisticamente significativas.

A reabsorção radicular média foi de 2,15 ± 0,85 mm, que cessou após o tratamento ativo. A correção média da sobremordida foi - 3,23 ± 1,73 mm sem recidiva estatisticamente significativa. A correção da sobremordida e a intrusão dos incisivos foram significativamente maiores no grupo 2 (- 3,80 ± 1,43 versus - 2,75 ± 1,63 para OB e 8,19 ± 3,66 versus 5,69 ± 2,66 para intrusão). Reabsorção e correção de sobremordida foram relacionadas positivamente. Nenhuma rotação anti-horária do plano mandibular foi observada.

Os autores concluiram que a correção da sobremordida pode ser realizada por meio da intrusão dos incisivos superiores sem rotação do plano mandibular. A correção da intrusão e sobremordida dos incisivos superiores é maior em pacientes tratados com dois mini-implantes. O aumento da angulação vestibular dos incisivos superiores é maior com um mini-implante. A reabsorção radicular está positivamente relacionada à extensão da intrusão. A estabilidade é satisfatória, independentemente de um ou dois miniparafusos serem usados.


Link do artigo na integra via Progress in Orthodontics:

https://progressinorthodontics.springeropen.com/articles/10.1186/s40510-020-00336-2


segunda-feira, 21 de março de 2022

Relação entre a profundidade das vias aéreas faríngeas e a condição de ventilação após cirurgia de recuo mandibular: Um estudo computacional dinâmico dos fluidos

 


Neste artigo de 2020, publicado na Orthodontics Craniofacial Reserach, pelos autores Yoshito Shirazawa , Tomonori Iwasaki, Kazuhiro Ooi, Yutaka Kobayashi, Ayaka Yanagisawa-Minami, Yoichiro Oku,  Anna Yokura, Yuusuke Ban,  Hokuto Suga, Shuichi Kawashiri, Youichi Yamasaki. Do Department of Pediatric Dentistry, Graduate School of Medical and Dental Sciences, Kagoshima University, Kagoshima City, Japan e do Department of Oral and Maxillofacial Surgery, School of Medical Science, Kanazawa University Graduate, Kanazawa City, Japan.  Teve como objetivo determinar a profundidade ântero-posterior (APD) da via aérea faríngea (PA) onde a obstrução pós-operatória da PA foi predita, usando dinâmica de fluidos computacional (CFD), a fim de prevenir a apneia obstrutiva do sono após cirurgia de recuo mandibular.

Dezenove pacientes portadores de Classe III esquelética (8 homens; idade média, 26,7 anos) que necessitaram de cirurgia de recuo mandibular possuíam  imagens de tomografia computadorizada realizadas antes e 6 meses após a cirurgia.

O APD de cada local dos quatro planos transversais de referência (via aérea retropalatal [AR], segunda via aérea cervical vertebral, via aérea orofaríngea e terceira via aérea vertebral cervical) foram medidos. A pressão negativa máxima (Pmáx) do PA foi medida na inspiração usando CFD, com base em um modelo de PA tridimensional. As diferenças entre locais foram determinadas usando análise de variância e o teste de Friedman com correção de Bonferroni. A relação entre APD e Pmax foi avaliada por coeficientes de correlação de Spearman e análise de regressão não linear.

O menor local de PA foi o RA. Pmax foi significativamente correlacionado com o APD do RA (rs = 0,628, P <0,001). A relação entre Pmax e o APD-RA foi ajustada a uma curva, que mostrou uma relação inversamente proporcional da Pmax com o quadrado do APD-RA. A Pmax aumentou substancialmente, mesmo com uma ligeira redução do APD-RA. Em particular, quando o APD-RA era de 7 mm ou menos, a Pmax aumentou muito, sugerindo que a obstrução PA era mais provável de ocorrer.

Os resultados deste estudo sugerem que APD-RA é um preditor útil de boa ventilação PA após a cirurgia.

Link do Artigo na Integra via OnLinelibrary Wiley:

https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/ocr.12371

segunda-feira, 14 de março de 2022

A análise quantitativa das superfícies da base de braquetes cerâmicos através de um sistema de imagiologia tridimensional





Neste artigo de 2013, publicado pelo Angle Orthodontist, pelos autores Da-Young Kang; Sung-Hwan Choi; Jung-Yul Cha; Chung-Ju Hwang; Do Department of Orthodontics, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea; Department of Orthodontics, Institute of Cranio- facial Deformity Center, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea. Mostra um estudo realizado com base de diversos braquetes cerâmicos comparados com um metálico.

Este trabalho teve o objetivo de estudar as características estruturais tridimensionais de três tipos de bases de braquetes cerâmicos mecanicamente fixados.

Braquetes, um tipo de aço inoxidável (MicroArch, Tomy, Tóquio, Japão) e três tipos de cerâmico incisivo central superior direito Cristalina MB (Tomy), INVU (TP Orthodontics, La Porte, Ind) e Inspire Ice (Ormco, Glendora, Calif), foram testados para comparar e analisar quantitativamente diferenças nas características da superfície de cada base de braquete cerâmico usando microscopia eletrônica de varredura (MEV), uma imagem tridimensional profiler superfície óptica (3D) e tomografia microcomputed (micro-CT). Uma análise de variância foi utilizada para encontrar diferenças nos valores de rugosidade superficial da base dos braquetes e áreas de superfície entre os dois grupos de acordo com projetos de base. 

O SEM revelou que cada braquete exibiu uma textura de superfície única (MicroArch, malha dupla; Cristalina MB, irregular; INVU, malha única; Inspire Ice, talão de bola). Com um perfilador superfície óptica 3D, o braquete de aço inoxidável apresentou valores de rugosidade superficial significativamente mais elevados. Cristalina MB tiveram significativamente valores maiores de rugosidade superficial do que Inspire Ice. Micro-CT demonstrou que braquetes de aço inoxidável apresentaram maiores áreas de superfície de base braquete da unidade.  Entre os braquetes cerâmicos, INVU apresentou maior área de superfície da base do braquete todo, e Cristalina MB mostrou uma superfície significativamente maior unidade de braquete de base do Inspire Ice.

Os autores concluíram que as características da rugosidade das superfícies dos braquetes apresentaram os maiores valores de rugosidade superficial e de superfície na base do braquete da unidade nos braquetes cerâmicos, o que contribui para o aumento mecanicamente retentiva braquete força de ligação.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Distribuição de frações de volume ósseo dos trabéculados mandibulares em relação aos diferentes intervalos de micro-osteoperfuração para acelerar o movimento ortodôntico dentário: um ensaio clínico randomizado



Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Ng Heng Khiang Teh; Saritha Sivarajan; Muhammad Khan Asif; Norliza Ibrahim; Mang Chek Wey. Do Department of Pediatric Dentistry and Orthodontics, Faculty of Dentistry, University Malaya, Kuala Lumpur, Malaysia. Department of Oral and Maxillofacial Clinical Sciences, Faculty of Dentistry University Malaya, Kuala Lumpur, Malaysia. Investigou o efeito da micro-osteoperfuração (MOP) com distribuição horizontal e vertical da fração de volume ósseo das trabéculas mandibulares em relação a diferentes intervalos MOP durante a retração do canino.

Este ensaio clínico prospectivo, randomizado, prospectivo e randomizado, com boca dividida, incluiu 30 participantes saudáveis com 18 anos ou mais, randomizados em três grupos de intervalos MOP diferentes (4, 8 e 12 semanais). Imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico foram obtidas para avaliar a fração de volume ósseo (volume ósseo sobre o volume total ou VB / VC).

VB / VC foi significativamente reduzido (diferença média: 9,79%, desvio padrão [SD]: 11,89%; intervalo de confiança de 95% [IC]: 4,77, 14,81%; P, 0,01) e retração canina aumentada (diferença média: -1,25 mm / 4 meses, SD: 0,79 mm; IC 95%: -1,59, -0,92 mm; P, 0,01) com MOP, em comparação com locais de controle. MOP mudou significativamente os padrões verticais e horizontais das trabéculas ósseas com valores mais baixos próximos aos locais de intervenção. Apenas o grupo de intervalo MOP de 4 semanas mostrou diminuição significativa no VB / VC (diferença média: 14,73%, SD: 12,88%; IC 95%: 3,96, 25,50%; P 1⁄4 0,01), apesar do aumento significativo na taxa de retração canina para todos os grupos de intervalo. Com o uso de MOP, VB / VC apresentou correlação inversa com a taxa de retração canina (r 1⁄4 -0,425; P 1⁄4 .04).

Os autores concluiram que a fração de volume do osso trabecular alveolar mandibular foi reduzida e a taxa de movimentação dentária ortodôntica aumentou com a MOP, especialmente no intervalo de 4 semanas. No entanto, este efeito foi limitado à região interdental imediata do MOP.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/6/774/443056/Distribution-of-mandibular-trabeculae-bone-volume

Mudanças de força associadas à ativação diferencial na retração em massa e / ou intrusão com alinhadores transparentes

 



Neste artigo de 2021, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Ye Zhu, Wei Hu, Shuo Li. Do Department of Orthodontics, Peking University School and Hospital of Stomatology, Beijing, China. Investiga as forças tridimensionais criadas por alinhadores transparentes nos dentes inferiores durante a ativação diferencial na retração em massa e / ou intrusão in vitro.

Seis conjuntos de alinhadores transparentes foram projetados para procedimentos diferenciais de retração e / ou intrusão em massa em um modelo de extração de primeiro pré-molar. O grupo A0 foi um grupo controle sem ativação. Os grupos A1–5 sofreram diferentes graus de retrações e / ou intrusões. Cada grupo consistia de 10 alinhadores. As forças do alinhador foram medidas em um sistema de medição de transdutor de força / torque de múltiplos eixos em tempo real.

Nos grupos de retração em massa (A1 e A2), foram observadas forças linguais e extrusivas nos incisivos; os caninos receberam principalmente forças distais; forças intrusivas foram observadas nos segundos pré-molares; e os molares receberam forças mesiais. Nos grupos de retração e intrusão em massa (A3, A4 e A5), os incisivos também receberam forças linguais e extrusivas; caninos receberam forças distais e intrusivas; forças mesiais e extrusivas foram observadas nos segundos pré-molares; e os segundos molares receberam forças distais e intrusivas. As forças verticais nos incisivos não diferiram significativamente entre os grupos A1, A3 e A5. No entanto, as forças verticais nos segundos pré-molares reverteram da intrusão no grupo A1 para a extrusão nos grupos A3 e A5.

Os Autores concluiram que utilizando alinhadores transparentes, o “efeito de curva” é visto durante a retração en-masse dos dentes anteriores e pode ser parcialmente aliviado pela realização da retração en-masse acompanhada pela intrusão dos dentes anteriores. O controle vertical dos incisivos permaneceu sem solução durante a retração em massa, mesmo quando a ativação intrusiva tenha sido adicionada aos dentes anteriores.

Link do Artigo na integra fia E-KJO:

http://new.kjo.or.kr/journal/view.html?doi=10.4041/kjod.2021.51.1.32

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Comparação da retração canina usando molas helicoidais fechadas de NiTi vs cadeias elastoméricas: Um ensaio clínico randomizado controlado com boca dividida

 





Neste artigo de 2021, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Haya A. Barsoum; Hend S. ElSayed; Fouad A. El Sharaby; Juan Martin Palomo; Yehya A. Mostafa. Do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Faculty of Dentistry, Future University in Egypt, Cairo, Egypt; Department of Epidemiology & Health Promotion, College of Dentistry, New York University, New York, NY, USA; Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Faculty of Dentistry, Cairo University, Cairo, Egyp; Case West- ern Reserve University School of Dental Medicine, Cleveland, OH, USA. Teve o objetivo de Comparar a retração canina usando molas fechadas de NiTi vs cadeias elastoméricas de forma abrangente em um estudo randomizado controlado de boca dividida. 

Os caninos em 64 quadrantes foram retraídos aleatoriamente para os espaços de extração dos primeiros pré-molares usando molas fechadas de NiTi ou cadeias elastoméricas, na maxila e na mandíbula. A força de retração foi de 150 gr. A tomografia computadorizada de feixe cônico e os modelos de estudo foram obtidos antes do início da retração canina e 6 meses depois. A taxa e a quantidade total de retração canina, rotação, inclinação e reabsorção radicular foram avaliadas. Uma escala visual analógica foi usada para avaliar a experiência de dor dos pacientes.

Os dois métodos foram estatisticamente semelhantes para alterações dentárias, taxa de retração canina e reabsorção radicular. No entanto, os pacientes relataram significativamente mais dias de dor com a cadeia elastomérica em comparação com as molas fechadas de NiTi.

Os Autores concluiram que dentro das restrições do estudo, o uso de molas helicoidais fechadas de NiTi ou cadeias de elastômero como sistemas de  força para a retração canina não resulta em diferença significativa na taxa de retração canina, inclinação, rotação ou reabsorção radicular. A experiência de dor durante a retração usando cadeias elastoméricas é mais significativa, mas precisa de mais investigação.

Link do Artigo na Integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/4/441/461450/Comprehensive-comparison-of-canine-retraction


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Avaliação da resposta do osso alveolar à retração dos incisivos superiores usando estruturas esqueléticas estáveis como referência



 

Neste artigo de 2021, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Teerapat Eksriwong; Udom Thongudomporn; Do Department of Preventive Dentistry, Faculty of Dentistry, Prince of Songkla University, Hat Yai, Songkhla, Thailand. Avaliou a alteração óssea alveolar em relação à alteração da posição radicular após a retração dos incisivos superiores por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), usando estruturas esqueléticas estáveis como referência.

Um total de 17 indivíduos (idade 24,7 +- 4,4 anos) que necessitaram de retração dos incisivos superiores fizeram parte da pesquisa. Alterações ósseas alveolares vestibulares, palatinas e alterações radiculares foram avaliadas a partir de imagens de TCFC pré-retração e 3 meses pós-retração. Os planos de referência foram baseados em estruturas esqueléticas estáveis. O teste de Kruskal-Wallis e o teste dos postos sinalizados de Wilcoxon foram usados para comparar as mudanças dentro e entre os grupos, conforme apropriado. As correlações de classificação de Spearman foram usadas para identificar os parâmetros que se correlacionam com a alteração do osso alveolar. O nível de significância foi estabelecido em 0,05.

A alteração óssea alveolar vestibular após a retração dos incisivos superiores foi estatisticamente significativa (P< 0,05), e a relação remodelação óssea / movimento dentário (B / T) foi de 1: 1. No entanto, o osso palatino permaneceu inalterado (P > 0,05). A mudança na inclinação foi significativamente relacionada à mudança óssea alveolar vestibular.

Os autores concluiram que  utilizando estruturas esqueléticas estáveis como referência, a mudança no osso alveolar vestibular seguiu o movimento dentário em uma relação B / T de quase 1: 1. O osso alveolar palatino não se remodelou após a retração dos incisivos superiores. A mudança na inclinação foi associada à mudança do osso alveolar.

Link do Artigo na integra via Meridian Allenpress:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/1/30/443504/Alveolar-bone-response-to-maxillary-incisor

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Historia da Biologia do Movimento Ortodontico dentario





Dr. Jhon N. Farrar publicou inúmeros artigos no Dental Cosmos (Periódico Cientifico da época). Entre eles o de 1876 intitulado: “An inquiry into physiological and pathological changes in animal tissue in regulating teeth”; que em portugues: “Uma investigação sobre as alterações fisiológicas e patológicas nos tecidos animais na regulação dos dentes”.


No artigo o autor advogou limites específicos para a circulação dos dentes e, ao fazê-lo lançou as bases "Científicas" para ortodontia. Fundamentado em estudos com animais, Farrar originou a teoria da força intermitente e desenvolveu um parafuso para promover incrementos de forças. O artigo bem extenso mostra inclusive com ilustrações toda fundamentação que o pesquisador se propoz transmitir, tanto na biologia como na biomecânica Ortodontica.

Aproveitem a leitura !!!


Link do artigo na integra Dental Cosmos: