ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 30 de abril de 2019

Taxa de falha primária de 1680 mini-parafusos inferiores extra-alveolares "Buccal Shelf" inseridos na mucosa livre ou na gengiva inserida








Neste artigo de 2015, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Chris Chang ; Sean S.Y. Liu; W. Eugene Roberts. Da Private Practice, Beethoven Orthodontic Center, Hsinchu City, Taiwan. Apresenta um estudo que compara a taxa de insucesso inicial  (≤4 meses) de mini-parafusos extra-alveolares mandibulares buccal shelf (MBS) instalados em mucosa livre(ML)  ou gengiva inserida (GI).

No presente estudo, foram inseridos 1680 mini-parafusos MBS de aço inoxidável de 2 x 12-mm  em 840 pacientes (405 homens e 435 mulheres, com idade média, 16 ±5 anos). Todos os parafusos foram colocados o mais paralelo possível, lateralmente ao processo alveolar, entre  primeiro e segundo molares inferiores, próximo à junção mucogengival (abordagem extra-alveolar). As cabeças dos parafusos ficaram pelo menos 5 mm acima dos tecidos moles. Foram aplicadas cargas de 227g-397g com elásticos em cadeia para retrair o segmento  mandibular anterior durante pelo menos 4 meses. Os pacientes foram orientados como realizar a higiene oral de forma correta para controlar inflamação e a estabilidade dos mini-parafusos MBS foram testadas a cada consulta.

Os autores observaram que no total de 1680 miniparafusos, 121 falharam (7,2%): 7,31% estavam em ML e 6,85% em GI (diferença estatisticamente insignificante). As falhas foram unilaterais em 89 pacientes e bilaterais em 16. As falhas do lado esquerdo (9,29%) foram significativamente maiores (P< .001) em comparação com as do lado direito (5,12%). A idade média para pacientes com falha foi de 14 ± 3 anos.

Concluíram que os mini-parafusos MBS foram altamente bem sucedidos (aproximadamente 93%), mas não houve diferença significativa entre a colocação em MM ou GI. As falhas foram mais comuns do lado esquerdo do paciente e em pacientes adolescentes mais jovens. Tendo 16 pacientes com falhas bilaterais, sugere-se que uma pequena fração dos pacientes (1,9%) estão predispostos a falhas com este método. (Angle Orthod. 2015; 85: 905-910.)

PALAVRAS-CHAVE: Mandibular Buccal Shelf; Mini-parafusos; Ancoragem esquelética; Gengiva inserida; Mucosa alveolar; Ancoragem ortodôntica extra-alveolar

Nossos Agradecimentos pela tradução a Dra Nathalia Torres

Link do Artigo na integra via Angle Orthodontist:

terça-feira, 23 de abril de 2019

Luto na Ortodontia Brasileira - Com muito pesar, perdemos o Professor Dr. Sebastião Inetrlandi



Prof. Dr Sebastião Interlandi no inicio de sua carreira na Ortodontia

Prof. Dr Sebastião Interlandi com seu Amigo e Colega, o Professor Dr Décio Rodrigues (USP/Bauru)


Prof. Dr Sebastião Interlandi e sua Esposa Professora Dra 
Solange Fantini (USP/São Paulo) com o Prof. Dr. Ravindra Nanda (Universidade de Connecticut - EUA)




É com grande pesar que soubemos da inestimável perda na Ortodontia Brasileira e Mundial, faleceu  Professor Dr. Sebastião Interlandi, um dos pioneiros da nossa especialidade.  O único professor Emérito em Ortodontia da USP. Recebeu o título em novembro de 2002.

Foi contratado em 1957 como Professor Assistente da cadeira de Ortodontia e Odontopediatria, da Faculdade de Odontologia da USP, que naquela época constituíam uma só disciplina. Dr.  Sebastião  Interlandi,  após  2 anos de intensos estudos de Pós-Graduação em Ortodontia, com o título de “Master of  Science” pela Universidade  de  Saint Louis. Voltou  entusiasmado e  com  sua  vocação inata  para  a  docência, entabulava conversações com o Diretor da Faculdade de Odontologia, Dr. Adamastor Corrêa para a criação de um curso “Stricto  Sensu” ao  nível de  mestrado, em  Ortodontia.

Em 1966, o professor Sebastião Interlandi tornou-se o primeiro coordenador do curso de especialização em Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP). Ao qual, mais tarde, se juntaria o título de Livre Docente concedido pela USP (1968). O ensino básico abrangia a técnica Edgewise e informações sobre outras técnicas ortodônticas. Em 1974 o curso foi credenciado junto ao Conselho Federal de Educação (CFE) como Mestrado em Odontologia, área de concentração em Ortodontia. Naquele mesmo ano, o professor Sebastião Interlandi concorreu a concurso público e alcançou o cargo de Professor Titular. 


Referencias Bibliográficas:

1- Dr. Décio Rodrigues Martins, Histórico da Ortodontia Paulista, Maringá, v. 9, n. 2, p. 18-20, mar./abr. 2004 

2-Oswaldo de Vasconcellos Vilella, O desenvolvimento da Ortodontia no Brasil e no mundo, Maringá, v. 12, n. 6, p. 131-156, nov./dez. 2007 

Links dos artigos que contam uma parte da Historia da Ortodontia no Brasil:




segunda-feira, 22 de abril de 2019

Decisão de tratamento em pacientes adultos com má oclusão de classe III: cirurgia versus ortodontia



Neste artigo de 2018, publicado pela Progress in Orthodontics, pelos Autores Sara Eslami, Jorge Faber, Ali Fateh, Farnaz Sheikholaemmeh, Vincenzo Grassia e Abdolreza Jamilian. Do Department of Orthodontics, Tehran Dental Branch, Craniomaxillofacial Research Center, Islamic Azad University, No 14, Pesiyan Ave., Vali Asr St., Tehran, Iran. Department of Orthodontics, Faculty of Health Science, University of Brasilia, Brasilia, Brazil. Craniomaxillofacial Research Center, Tehran Dental Branch, Islamic Azad University, Tehran, Iran.Multidisciplinary Department of Medical-Surgical and Dental Specialties, University of Campania ‘Luigi Vanvitelli’, Naples, Italy.

Discorre sobre uma das questões mais controversas no planejamento do tratamento de pacientes com má oclusão de classe III que é a escolha entre camuflagem ortodôntica e cirurgia ortognática. O objetivo do estudo foi delinear medidas diagnósticas em casos de classe III limítrofes para a escolha do tratamento adequado.

Telerradiografias de pré-tratamento de 65 pacientes exibindo classe esquelética moderada III foram analisadas. O grupo de camuflagem foi composto por 36 pacientes com idade média de 23,5 (DP 4,8), e o grupo de cirurgia foi composto por 29 pacientes com idade média de 24,8 anos (DP 3,1). O tratamento de camuflagem consistiu na vestibularização dos incisivos superiores e na retração dos incisivos inferiores, e o grupo cirúrgico foi corrigido pelo recuo da mandíbula, avanço maxilar ou cirurgia bimaxilar. O teste U de Mann-Whitney foi usado para comparar as variáveis entre os dois grupos. A análise discriminante stepwise foi aplicada para identificar as variáveis dentoesqueléticas que melhor separam os grupos.

O ângulo de H Holdaway e a avaliação de Wits foram capazes de diferenciar entre os pacientes adequados para camuflagem ortodôntica ou tratamento cirúrgico. Casos com um ângulo de Holdaway maior que 10,3 ° e avaliação de Wits maior que - 5,8 mm seriam tratados com sucesso por camuflagem, enquanto aqueles com ângulo Holdaway inferior a 10,3 ° e com avaliação Wits menor que - 5,8 mm podem ser tratados cirurgicamente . Com base nesse modelo, 81,5% dos pacientes foram devidamente classificados.

Os Autores concluíram que o ângulo H de Holdaway e a avaliação de Wits podem ser usados como um parâmetro diagnóstico crítico para determinar a modalidade de tratamento em casos limítrofes de classe III.

Link do Artigo na Integra via NCBI:

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Utilização de recursos 3D na rotina ortodôntica






Neste artigo publicado em 2019, na Revista Ortodontia SPO, pelo autor Marlos Loiola, do Programa de pós graduação a nível de Doutorado em Ciências Odontológicas (Ortodontia) – Unesp Araraquara

Mostra que nas últimas décadas, a Ortodontia vem passando por enormes transformações, principalmente com a incorporação de novos recursos digitais e tridimensionais nos campos do diagnóstico, planejamento e execução do tratamento. Inevitavelmente, o ortodontista contemporâneo terá que, paulatinamente, se familiarizar e incorporar na rotina clínica diária, tornando assim os tratamentos cada vez mais previsíveis e seguros – tanto para suas condutas quanto para o conforto e satisfação do paciente –, não deixando de ter a convicção de que sempre e independente do tipo de tecnologia, o conhecimento científico, clínico e técnico estarão pautados em estudos que nortearão o julgamento do profissional, que sempre estará à frente conduzindo esses novos recursos.

O artigo mostra e descreve diversas aplicações práticas da utilização de tecnologias digitais e tridimensionais dentro de uma rotina clinica do Ortodontista do século XXI. Artigo direto ao ponto da revista OrtodontiaSPO, que selecionou algumas das palestras do Congresso Brasileiro de Ortodontia de 2018 e a transformou em artigo escrito.

Link do Artigo via OrtoCiencia:





terça-feira, 16 de abril de 2019

Retração de caninos realizada com mini-implante e micro-osteoperfuração: Um ensaio clínico randomizado em boca dividida




Neste artigo de 2019, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Saritha Sivarajan; Jennifer Geraldine Doss; Spyridon N. Papageorgiou; Martyn T. Cobourne; Mang Chek Wey. Do Department of Pediatric Dentistry and Orthodontics, Faculty of Dentistry, University Malaya, Kuala Lumpur, Malaysia; Department of Community Oral Health and Clinical Prevention, Faculty of Dentistry, University Malaya, Kuala Lumpur, Malaysia; Clinic of Orthodontics and Pediatric Dentistry, Center of Dental Medicine, University of Zurich, Zurich, Switzerland; Center of Craniofacial Development and Regen- eration, Department of Orthodontics, King’s College, London, United Kingdom.

Teve o objetivo de realizar uma pesquisa  usando um desenho clínico randomizado em boca dividida, para avaliar o efeito da micro-osteoperforação (MOP) em regiões próximas a mini-implantes que apoiavam uma retração canina utilizando aparelhos fixos.

Trinta pacientes (sete do sexo masculino e vinte e três do sexo feminino) com idade média de 22,2 (3,72) anos foram randomizados em três grupos de retração canina: Grupo 1 (MOP 4-semanal maxila / 8-semanal mandíbula; n 1⁄4 10); Grupo 2 (MOP 8-semanalmente maxila / 12-semanal mandíbula; n 1⁄4 10) e Grupo 3 (MOP 12-semanal maxila / 4-semanalmente mandíbula; n 1⁄4 10) medido em intervalos de 4 semanas durante 16 semanas . Os pacientes também preencheram questionários sobre dor (escala Likert de 5 pontos) e o impacto da dor (Escala Visual Analógica). O desfecho primário foi a quantidade de retração canina ao longo de 16 semanas nos locais MOP (experimental) e não-MOP (controle).

A retração total média dos caninos foi de 4,16 (1,62) mm com MOP e 3,06 (1,64) mm sem a MOP. Após o ajuste das diferenças, todos os grupos MOP exibiram uma distalização canina significativamente maior do que o grupo controle: 0,89 mm a mais (intervalo de confiança de 95% [IC] 1⁄4 0,19 a 1,59 mm; P 1⁄4 .01) no MOP- 4 grupo, 1,08 mm a mais (IC 95% 1,44 a 0,68 mm; P 1,4 -1,00) no grupo MOP-8 e 1,33 mm a mais (IC 95% 1 a 4 0,55 a 2,10 mm; P 1 4,002) no grupo MOP-12. Todos os indivíduos relataram dor associada à MOP com 60%, classificando-a como moderada e 15% grave. O principal impacto dessa dor relatada foi relacionado à mastigação e fala.

O MOP pode aumentar a retração total canina suportada por mini-implantes ao longo de um período de observação de 16 semanas, mas é improvável que esta diferença seja clinicamente significativa.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:





quinta-feira, 28 de março de 2019

Historia da Ortodontia - Dr. Spencer Roane Atkinson










Neste artigo publicado no site da University of the Pacific - São Francisco - California, pelo autor Doutor Dorothy Dechan, que conta a Historia do Dr.Spencer Atkinson, grande nome da Ortodontia. Foi aluno e posteriomente professor da Angle School de Ortodontia, que com seus estudos presenteou a Ortodontia com fundamentações Biologicas embasadas nos estudos de anatomia sobre crescimento, realizados em Crânios.


Nascido em 02 setembro de 1886 na fazenda da família em Camden County perto de Brunswick, Georgia, Spencer Roane Atkinson foi o filho de um dentista pioneiro da Geórgia. Seguiu o seu ensino preparatório no Colégio Marista, em Atlanta e na Faculdade de Tecnologia da Geórgia, ele voltou sua atenção para a odontologia, na qual se licenciou em 1917 em DDS no Dental College do Sul de Atlanta, depois na Universidade de Emory.


De 1917 a 1924 Spencer Atkinson ensinou anatomia e ortodontia na Emory. Durante esses anos, o seu exercicio Prófissional prático era realizado em Atlanta e foi dedicado exclusivamente à ortodontia. Sua decisão de se especializar em odontologia voltada a crianças, e particularmente em ortodontia, foi alcançado depois de muita reflexão. A Ortodontia como qualidade de Vida, Dr. Atkinson explicava:


"Ortodontia é necessário? Levei quatro anos para encontrar minha primeira resposta. Eu tinha muitos problemas que poderiam ser resolvidos por intervenções ortodônticas que eu pensei que, como muitas pessoas ainda pensam hoje em dia, que dentes tortos são o menor dos males. Comecei na faculdade a me especializar em placas dentárias (dentaduras). Isto pareceu-me ser o campo onde eu poderia doar um grande serviço ao mundo. O trabalho do homem parecia mais necessário nessa prática e mais propicio a servir as pessoas de idade. Evoluí meus estudos universitários, e percebi que a boca desdentada, não foi o começo ideal para um jovem com ideais.


Por que trabalhar com placas, quando eu poderia ser capaz de salvar alguns dos dentes? Então, estudei. O ideal mesmo levou-me passo a passo para uma decisão de tentar evitar próteses especializando-se com estudo de prevenções que evitassem fazer inlays desnecessárias. Pouco antes da formatura, eu havia me inserido na área de odontologia voltado para crianças. "


Não demorou muito para que o Dr. Atkinson percebesse a nocividade dos dentes tortos para as crianças. Não só eles eram desconcertantes cosmeticamente, mas, mais importante, que levava à evolução para outros problemas dentários. Ele decidiu que só especializado no estudo da ortodontia ele poderia se tornar proficiente em tratar as causas subjacentes de uma dentição pobre e, portanto, fornecer os melhores cuidados odontologicos possíveis a seus pacientes.


Em 1919, o Dr. Atkinson fez contato com o Dr. Edward H. Angle, então famoso mestre da especialidade da Ortodontia nascente, que recentemente tinha mudado para Pasadena, Califórnia, por razões de saúde. Angle, impressionado com os conhecimentos do Dr. Atkinson em anatomia, o convidou a participar como um dos três estudantes em aulas particulares, sendo ensinado fora da sua casa. Dr. Atkinson aceitou o convite e participou durante o ano de 1920. Quatro anos mais tarde mudou-se com a família para Pasadena, onde ele aceitou um cargo de professor no recém-incorporado Colégio de Ortodontia do Dr. Angle. Enquanto um morador na escola há seis anos, o Dr. Atkinson ensinou a técnica e a etiologia da má oclusão, foi assistente na clínica e, finalmente, recebeu o título de superintendente.


Foi em meados da década de 1920, quando o ensino na Escola de Ortodontia do Angle, que Spencer Atkinson começou a questionar a validade da metodologia ortodôntica praticada na época. As técnicas que defendia com a pressão prolongada, forte para mover os dentes eram muito violentas e não-natural para ser um benefício duradouro para o paciente. O trabalho do Dr. Albin Oppenheim (professor de investigação em ortodôntia na Faculdade de Odontologia da Universidade do Sul da Califórnia durante o início de 1900) teve uma profunda influência sobre o pensamento de Spencer Atkinson. Dr. Oppenheim defendia o uso de pressões leves que permitiria um processo natural de reabsorção óssea e a deposição que deveria ocorrer em um ritmo e sem pressa. Quando o osso está condicionado a adaptar-se a força sutil, o movimento eficaz do dente permanente poderia ser alcançado.


Em 1934, um departamento de pós-graduação em ortodontia foi estabelecido na University of Southern Califórnia, com Dr. Spencer Atkinson nomeado diretor . Durante seu mandato na USC, a coleção de crânios que tinha começado em 1919, continuou a se expandir. Originalmente mantida em sua casa em Pasadena, a coleção acumulanda logo ultrapassou seu espaço alocado, e Dr. Atkinson construiu uma sala, à prova de fogo, com uma construção de ar-condicionado ao lado de sua casa para acomodar os espécimes. Totalmente equipado para fins de sua pesquisa, o laboratório abrigava um número de câmaras, microscópios, uma unidade de raio-x, e uma instalação de câmara escura. Durante o período de quarenta e cinco anos que os crânios estavam em sua posse, o Dr. Atkinson tipicamente começava seu dia às 4:00 da manhã, cortando, examinando, relizando raios-x, fotografando e escrevendo sobre o crescimento do osso craniano, uma vez que relacionadas com os dentes.


Ao longo de sua vida profissional, Dr. Atkinson continuou a adquirir peças para sua coleção de crânios. Alguns foram comprados de empresas de fornecimento biológico, enquanto outros foram adquiridos durante as visitas a América do Sul e Central. Vários colegas do exterior, conscientes da sua invulgar coleção privada, trouxeram amostras para ele com admiração a sua dedicação para o progresso da sua especialidade.


Na década de 50 o Dr. Atkinson acumulou 1.000 crânios em seu laboratório particular. A maioria de suas publicações profissionais resultava da observação contínua, comparação e avaliação dos padrões de crescimento facial e dental atributos exibido entre os espécimes de sua coleção. Partilhando assim seus conhecimentos, sempre ansioso ele convidou publicamente seus colegas e acadêmicos de odontologia para o seu laboratório para realizar seus próprios estudos. Seminários e grupos de estudo eram realizadas em sua casa.


Além de servir como diretor do Departamento de Ortodontia da Pós-Graduação da Universidade do Sul da Califórnia, durante vinte anos, o Dr. Atkinson foi nomeado para as faculdades de quatro outras universidades nos Estados Unidos. O Colégio de Médicos e Cirurgiões desfrutou de uma longa e frutífera associação com o Dr. Atkinson na sua qualidade de professor visitante da ortodontia de 1938 à década de 1960. De inúmeras homenagens Dr. Atkinson dentro os EUA, vários outros reconhecimentos incluiam seu curriculum: diplomata do Conselho Americano de Ortodontia, destinatário da H. Albert Ketcham Memorial Award (1953), colegas do Colégio Americano dos Médicos Dentistas, membro da Associação Internacional Dental Research, a título póstumo e membro da Universidade de Southern California Hall da Fama (1979) para o ensino de excelência.


De deduções do Dr. Atkinson e de observações de centenas de seções anatômicas evoluiu a filosofia de aplicação de força leve na terapia Ortodontica. Assim, deu origem ao aparelho universal, concebido e adaptado para a movimentação dentária fisiológica. Os princípios do aparelho são favoráveis ao reconhecimento e tratamento precoce de anomalias dentofaciais.


Desde 1967, centenas de pesquisadores visitam a Universidade da Escola de Odontologia do Pacífico para estudar esta coleção única. Eles representam áreas como odontologia geral, ortodontia, cirurgia craniofacial, antropologia biológica e anatomia. Vinham de diferentes instituições locais, nacionais e internacionais.


Em 31 de outubro de 1970, Atkinson R. Spencer faleceu. Em 1963, ele expressou esperança de que a coleção de crânios iria continuar a servir de inspiração para os futuros profissionais:


"Se uma biblioteca de crânios era disponível para todos os estudiosos e pesquisadores, especialmente os das diversas especialidades da medicina, odontologia, antropologia física, arte, etc. Várias informações para novas pesquisas seriam descobertos. O pesquisador ou estudante estaria inspirado a penetrar ainda mais no reino do desconhecido. "


Numerosas publicações resultaram de seus estudos. Hoje a instalação do instituto de investigação, centrado na sala 612, continua a atrair profissionais convidados, professores e seus alunos. Localizado na área de triagem no sexto andar, garante um ambiente propício à pesquisa e ensino com turmas pequenas na Library of Applied Anatomy. A generosa doação da costa do Pacífico Ortodontia Grupo de Consulta, em 1996. Com armários de armazenamento de alta qualidade para preservar os crânios e equipamentos de informática para armazenar imagens e informações descritivas. Recentemente foram adquiridos instrumentos de osteométrica para mensuração e equipamentos fotográficos  através de prémios da escola Thayer Fundo ter facilitado estudo da coleção.


A Biblioteca de Anatomia Aplicada continua a crescer. Recentemente, o instituto adquiriu 135 crânios originalmente comprados em casas de fornecimento anatômicos para utilização dos alunos do primeiro ano de odontologia. Acrescentados como um subconjunto da coleção principal da pesquisa, estas amostras estão disponíveis para empréstimos aos docentes da Faculdade de Odontologia para fins didáticos. Nos últimos dois anos, as doações de meia-dúzia de crânios adquiridos pelos alunos durante seus dias de escola dental têm contribuído para a expansão da coleção.




Link do artigo na integra via Dental Pacific:


quarta-feira, 27 de março de 2019

Resultados pós-contenção após cinco anos utilizando três métodos de contenção - Um ensaio clínico randomizado




Neste artigo de 2014, publicado na European Journal of Orthodontics, pelos Autores Gudrun Edman Tynelius, Sofia Petrén, Lars Bondemark and Eva Lilja-Karlander, do Departmento de Ortodontia, Faculdade de Odontologia, Malmö University, Sweden.

O estudo teve o objetivo de realizar uma comparação de três diferentes estratégias de contenção em 5 anos ou mais pós-contenção.

Foi realizado um ensaio clínico randomizado, prospectivo, em um centro único. Quarenta e nove pacientes (33 meninas e 16 meninos) foram aleatoriamente designados para utilizar um de três métodos de contenção durante dois anos, escolhendo uma cédula um pouco antes do início do tratamento de contenção. Os critérios de inclusão foram ausência de ortodontia prévia, dentição permanente, relações esqueletais sagitais, verticais e transversais normais, relação dentária Classe I, deficiências de espaço, plano de tratamento com extrações de quatro pré-molares seguido de aparelho fixo de arco reto. O índice de irregularidade de Little, mandibular e maxilar (LII), largura intercaninos e intermolares, comprimento do arco e overbite / overjet foram registrados de forma cega, totalizando 10 medidas em cada paciente. Diferenças significativas nas médias dentro dos grupos avaliadas pelo teste t e entre os grupos pela análise de variância unidirecional. 

Intervenções: métodos de contenção: contentor removível confeccionado a vácuo (VFR) cobrindo o palato e os dentes anteriores superiores de um contentor de canino para canino e arco inferno colado de canino-canino  (grupo V-CTC); VFR maxilar combinado com desgastes interproximais nos dentes anteriores inferiores (grupo V-S); e posicionador pré-fabricado (grupo P).

A média da LII maxilar variou de 1,8 a 2,6mm, largura média intercaninos de 33,6 a 35,3mm, com diferença significativa entre os grupos V-S e P, largura intermolar média de 46,8 a 47,4 mm e comprimento médio do arco de 21,8 a 22,8 mm. A média mandibular de LII variou de 2,0 a 3,4 mm, com diferença significativa entre os grupos V-S e P, largura média intercaninos de 25,4 a 26,6mm, largura intermolar média de 40,8 a 40,9 mm e comprimento médio do arco de 16,9 a 17,3 mm. A sobremordida média variou de 1,8 a 2,7 mm e o overjet médio de 3,7 a 4,1 mm.

Limitações: Um estudo realizado em centro único poderia ser menos replicavel.

Os autores concluir que  os três métodos de retenção revelaram resultados clínicos igualmente favoráveis.

Link do Artigo na Integra via EJO:





terça-feira, 26 de março de 2019

Por que os caninos induzem a reabsorção das raízes vizinhas? Uma correlação com imagens




Neste artigo de 2019, publicado no Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores, Alberto Consolaro, Omar Hadaya, Taisa Maeshiro Estorce. Da Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto, Programa de Pós-Graduação de Odontopediatria; Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia de Bauru (Bauru/SP, Brazil) e da Universidade de Guarulhos, Curso de Especialização em Ortodontia (Guarulhos/SP,Brazil).

Apesar das explicações dos mecanismos e dos porquês os folículos pericoronários dos caninos superiores não irrompidos podem reabsorver as raízes dos dentes vizinhos, questiona-se a inexistência de previsibilidade do tempo em que isso ocorre e a ausência de protocolos de condutas clínicas preventivas, como insights para novas pesquisas. Correlaciona-se, também, esses mecanismos com os aspectos imaginológicos de cortes tomográficos e reconstruções 3D de um caso clínico característico.

Considerações dos autores do artigo:

As principais funções de um folículo dental são:
1) Proteger o esmalte da reabsorção pelos osteoclastos.
2) Impedir que o osso se forme diretamente na superfície do esmalte.
3) Essencialmente, promover erupção dentária, liberando mediadores.
4) Dar origem ao epitélio juncional primário, pois ele se funde com a mucosa oral e permite que o dente irrompa na cavidade oral sem exposição ao ambiente externo altamente contaminado.

Caninos superiores, quando não erupcionados, são epigeneticamente afetados por vários fatores em sua patogenicidade. Esses fatores epigenéticos, somados ao já conhecido potencial e funções biológicas, sugerem que os problemas com erupção do canino superior são previsíveis e que podem ser prevenidos durante o crescimento craniomandibular. 

Além disso, quando submetidos a procedimentos cirúrgicos com ou sem colocação de braquetes, os tecidos foliculares epiteliais e conjuntivos proliferam e regeneram imediatamente após alguns dias. 

Por todas essas propriedades, o folículo pericoronário promove a reabsorção das raízes vizinhas quando localizado muito próximo ao seu ligamento periodontal. A indução da reabsorção óssea em torno dele é parte de sua natureza fisiológica, mas não distingue o que é osso do que é dente!

Link do Artigo na Integra via Scielo:

segunda-feira, 25 de março de 2019

Redução interproximal do esmalte como parte do tratamento ortodôntico









Neste artigo de 2014, publicado na Stomatologija, Baltic Dental and Maxillofacial Journal, pelas autoras Egle Lapenaite, Kristina Lopatiene. Da Lithuanian University of Health Sciences, Kaunas, Lithuania.

A redução do esmalte interproximal é uma parte do tratamento ortodôntico que objetiva ganhar uma quantidade modesta de espaço no tratamento do apinhamento. Atualmente, a redução do esmalte interproximal tornou-se uma alternativa viável à extração de dentes permanentes e ajuda a ajustar a discrepância do Índice de Bolton. Esse estudo avalia as várias técnicas de redução do esmalte interproximal, suas indicações, contra-indicações e complicações apresentadas em estudos científicos recentes.

Os artigos publicados em língua inglesa entre 2003 e 2012 foram pesquisados ​​nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e The Cochrane Library, bem como na pesquisa na Web do Google Scholar. Pesquisas iniciais foram feitas para encontrar revisões sistemáticas revisadas por pares, meta-análises, revisões de literatura, ensaios clínicos, que analisaram pelo menos um método de redução do esmalte interproximal. E 31 dados publicados preencheram os critérios de inclusão.

De acordo com o estudo, tiras abrasivas de metal, discos de desgastes com revestimento diamantado e remoção com turbina de rotação são as principais técnicas de redução de esmalte interproximais. As indicações de uso são: apinhamento leve ou moderado nas arcadas dentárias, discrepância no índice de Bolton, alterações na forma do dente e estética dentária dentro do esmalte, aumento da eficiência da contenção e estabilidade após o tratamento ortodôntico, normalização do contorno gengival, eliminação de triângulos gengivais negros e correção da Curva de Spee. As complicações da redução do esmalte interproximal são hipersensibilidade, dano irreversível da polpa dentária, aumento da formação de placa, risco de cárie nas áreas de esmalte e doenças periodontais.

As autoras concluíram que a redução do esmalte interproximal é uma parte importante do tratamento ortodôntico para ganhar espaço na arcada dentária e para a correção da discrepância do índice de Bolton.

Link do artigo na integra via SBDMJ:

quinta-feira, 21 de março de 2019

Historia da Ortodontia - Calvin Case
























Calvin Suveril Case (1847-1923) formou-se em Odontologia em 1871 e em Medicina em 1884. Foi um dos primeiros profissionais a tentar realizar com a ortodontia a movimentação de corpo dentário com o controle de aparelhos, e a utilizar fios (.016" e ,018" ouro), e também em conjunto com Henry Baker, foram os primeiros a utilizar elásticos Classe II para correção Ortodontica, com um trabalho apresentado no congresso da Columbia Dental Association em 1893, no qual expos casos tratados com ortodontia associada a elásticos intermaxilares.


Ele também acreditava que, embora os arcos dentários pudessem ser expandidos para acomodar todos os dentes, isso não poderia garantir uma estabilidade a longo prazo. Sendo um dos defensores da “rational school” a qual ele se inseria se opunham, dessa forma, à teoria do criacionismo e da perfeição do homem, defendida pela “new school” de Angle.


Embora não possuísse um volume suficiente de pesquisas para subsidiar suas idéias, Case era um dos maiores anatomistas da época, afirmava que as contraposições à filosofia de Angle eram pelo fato da inabilidade de se expandir o osso basal, da limitação em se expandir o osso alveolar e pelo fato de muitas das más oclusões ocorrerem em virtude da discrepância basal maxilo-mandibular, não podendo, dessa forma, serem resolvidas em pacientes sem crescimento.


Ele defendia exodontias para corrigir deformidades faciais, embora menos do que 10% dos seus pacientes possuíam esta indicação, pois ele não acreditava que o paciente deveria ser tratado sob um modelo único, e que em alguns casos, a exodontia se fazia necessária. Ao fazer esta proposta de tratamento, incorreu na ira de Angle e seus discípulos. Case no outono de 1911 juntamente a Cryer, Dewey, Ferris, Buckley, Bowman y Hinman, na Reunião Anual da National Dental Association em Chicago, participaram de um debate que veio a ser conhecido como o "Grande Debate da Extração". Desde então se aceitam as extrações como um recurso terapêutico, imprescindível em muitos casos.


Calvin Case, criticava também no método de Angle, um certo descuido no relacionamento dos dentes com a face, isto é, no perfil facial. Outra crítica feita por Case e outros profissionais era que, embora a maloclusão fosse um problema tridimensional, no sistema de Angle somente os desvios antero-posteriores foram levados em consideração, condenando Angle por produzir "faces feias".


Angle inventou e patenteou inúmeros dispositivos para terapia ortodôntica. Em 1890, construiu um aparelho ortodôntico que denominou de arco "E", que consistia de um arco vestibular pesado de expansão unido por soldas a duas bandas parafusadas nos dois primeiros molares. Tal aparelho era vendido montado em cartões, deste modo, o dentista realizava soldagens simples, e instalava-o no paciente. Angle foi muito criticado por isso, principalmente pelo Dr. Calvin Case, que acreditava que os aparelhos deveriam ser feitos pelo ortodontista de forma personalisada para cada paciente.




Link de um artigo de 1904 do Dr. Calvin Case publicado pela Dental Cosmos:


quarta-feira, 20 de março de 2019

Escaneamento intraoral: O fim da era dos modelos de gesso








Neste artigo de 2019, publicado na coluna OrtoTecnologia da Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia, os Autores Marlos LoiolaWendel ShibasakiLucineide LimaMaria Cecilia Vieira , Flaviana DiasThais PoletiRicardo GuiraldoLuiz Gandini Jr. e Flavio Cotrim-Ferreiraprograma de pós-graduação em Ciências Odontológicas – Unesp Araraquara; programa de pós-graduação em Odontologia – Unopar.

A incorporação de diversas tecnologias digitais e avanços significativos vêm ocorrendo na Ortodontia, cujo sucesso no planejamento do tratamento requer informações diagnósticas precisas. Os modelos digitais são representações fidedignas das arcadas dentárias e da relação entre elas, facilitando, desta forma, a tomada de decisão do clínico. 

A digitalização realizada com scanners intraorais é precisa e simples de realizar, causa pouco desconforto aos pacientes e elimina a necessidade de manter estoques de material de moldagem, permitindo, assim, virtualizar os arcos dentários do paciente, que possibilita realizar, com auxílio de softwares, todo diagnóstico e planejamento, eliminando a necessidade do modelo de gesso físico. 

Diversos estudos comprovam sua acurácia, mas sendo uma tecnologia de vanguarda ainda possui valor de mercado alto, o que dificulta o acesso para muitos profissionais, mas a tendência é, ano a ano, se popularizar e se tornar um item presente no dia a dia do clínico. 

Link do artigo via Ortodontia SPO:

sábado, 16 de março de 2019

Ação dos expansores de maxila dento suportados versus esqueleto suportados no final da adolescência






Neste artigo de 2015, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Lu Lin; Hyo-Won Ahn; Su-Jung Kim; Sung-Chul Moon; Seong-Hun Kim; Gerald Nelson.  Do Departmento de Ortodontia da Faculdade de Odonbtologia, Kyung Hee University, Seoul, Korea e da Divisão de Ortodontia, Departmento de ciencia Orofacial, University of California–San Francisco, San Francisco, California. Compara os efeitos dento esqueléticos de dois tipos de expansões, dento suportado e esqueleto suportado.

O estudo foi realizado com o intuito de avaliar os efeitos imediatos da expansão rápida da maxila (ERM) nas alterações transversais esqueléticas e dentoalveolares com expansores ósseos (Expansor C) e do tipo dento suportado, com tomografia computadorizada de feixe cone (TCFC) em adolescentes tardios.

Uma amostra de 28 pacientes do sexo feminino adulta tardia, foi dividida em dois grupos de acordo com o tipo de expansor: osso (expansor C, n=15, idade = 18,1 6 +- 4,4 anos) e o dentário (hyrax , bandas em pré-molares e molares, n = 13, idade=17,4 +- 3,4 anos). As varreduras de TCFC foram tomadas com tamanho de voxel de 0,2 mm antes do tratamento (T1) e 3 meses após o RME (T2). A expansão transversa esquelética e dentária, inclinação alveolar, eixo dentário, altura vertical do dente e deiscência bucal foram avaliadas em pré-molares e molares superiores. Testes estatísticos fora realizados.

O grupo do expansor  C produziu maior expansão esquelética, exceto na região do primeiro pré-molar, que apresentava pouca inclinação vestibular do osso alveolar. O grupo Hyrax teve maior inclinação vestibular do osso alveolar e dos eixos dentários, exceto na região do segundo molar. A expansão dentária no nível do ápice foi similar nos dentes com bandas (no primeiro pré-molar e no primeiro molar). As mudanças de altura vertical foram evidentes no segundo pré-molar no grupo hyrax. A deiscência vestibulares significativas ocorreram no primeiro pré-molar no grupo hyrax .Não houveram diferenças significativas entre os tipos de dentes para quaisquer variáveis ​​no grupo expansor de C.

Os autores concluíram que  para os pacientes no final da adolescência, os expansores ossos produziram maiores efeitos ortopédicos e menores efeitos colaterais dentoalveolares em comparação com os expansores de hyrax.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist: