ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quarta-feira, 18 de março de 2015

Medidas cefalométricas de imagens 3D reconstruídas em comparação com imagens 2D convencionais







Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Natalia Zamora; Jose M. Llamas; Rosa Cibrian; Jose L. Gandia; Vanessa Paredes; do Department of Orthodontics, Faculty of Medicine and Dentistry, University of Valencia, Valencia, Spain; Department of Physiology, Faculty of Medicine and Dentistry, University of Seville, Seville, Spain. Mostra um estudo comparativo entre as mensurações cefalometricas em imagens 3D e 2D no diagnostico em Ortodontia.  

Este estudo foi realizado com intuito de avaliar se os valores das diferentes medidas tomadas em reconstruções com três dimensões(3D) de tomografia computadorizada cone-beam (CBCT) são comparáveis ​​com as imagens tomadas em duas dimensões (2Dde telerradiografias laterais convencionais (LCR) e para examinar se existem diferenças entre os diferentes tipos de softwares para CBCT ao tomar essas medidas.

Oito pacientes foram selecionados, que ambos tinham uma LRC e um CBCTAs reconstruções 3D de cada paciente na CBCT foram avaliadas através de dois diferentes pacotes de softwareNemoCeph 3D e InVivo5Um observador fez 10 medidas angulares e 3  lineares em cada um dos três tipos de registros em duas ocasiões diferentes.

A confiabilidade intra observadores foi alta, exceto para o plano mandibular e cone facial (do LCR), a distância Na-Ans (usando NemoCeph 3D), e cone facial e a distância Ans-Me (usando InVivo5). Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas para as medições angulares e lineares entre o LCR ea CBCTs para qualquer medição, e os níveis de correlação foram elevados para todas as medições.

Não houve diferença estatisticamente significativa encontrada entre as medidas angulares e lineares tomadas com a LCR, e as realizadas com a CBCTNem houve qualquer diferença estatisticamente significativa entre as medidas angulares e lineares usando os dois pacotes de software CBCT.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

domingo, 15 de março de 2015

Pensamento da Semana



Nenhum homem bem estruturado e sadio é capaz de realizar grandes feitos. É necessário a dificuldade, o desespero e a inquietude.


Adaptado do bushido (código samurai)

quinta-feira, 12 de março de 2015

Ancoragem Zigomática numa retração em massa no tratamento de uma severa Classe II 1ª Divisão








Neste artigo de 2005, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Nejat Erverdi e Ahu Acar, do Departmento de Ortodontia, da Faculdade de Odontoloiga, Marmara University, Nisantasi, Istanbul, Turquia. Mostra mais uma aplicação das Mini placas numa retração Ortodontica, em um caso limitrofe.


O controle da ancoragem é um dos aspectos mais importantes do tratamento ortodôntico. Ancoragem moderada é relativamente fácil de gerenciar com alguns aparelhos intra-orais e procedimentos biomecânicos. Por outro lado, os casos que requerem ancoragem máxima necessitam de apoio extraoral para reforçar a ancoragem. Em alguns casos, a ancoragem de 100% tem de ser mantido, sendo denomindada uma ancoragem absoluta.


É difícil e muitas vezes impossível ter a ancoragem absoluta obtida por métodos convencionais, tais como aplicação de força extra-oral. Atualmente, os profissionais buscam alternativas em protocolos de ancoragem, que não incorporam aparelhos extrabucais e que não requerem a cooperação do paciente.


Os recentes estudos desenvolvidos no campo da osseointegração tornaram possível o uso de implantes para ancoragem ortodôntica. Wehrbein et al, Bernhart et al, Triaca et al, Tosun et al, e Keles et al, todos com o uso implantes palatinos, utilizados para alcançar ancoragem absoluta e relataram os resultados bem sucedidos.


Alguns outros pesquisadores têm utilizado implantes dentários na ancoragem ortodôntica. O termo ancoragem esquelética tornou-se popular depois das miniplacas de titânio e microparafusos que começaram a ser usados. Na ncoragem em tratamento de mordida aberta esquelética, Erverdi et al e Sherwood et al, utilizados na fixação propiciada por miniplacas de titânio, que foram colocados na região zigomática. Clerck et al utilizaram ancoragem zigomática durante uma retração de dentes anteriorea na maxila. Seus relatos sugerem que os zigomáticos servem como um local útil para a obtenção de ancoragem ortodôntica absoluta.


No caso apresentado, ocorreu uma retração em massa de seis dentes anteriores realizada com fixação zigomática. Em uma tentativa de atingir o movimento corporal do segmento anterior, a força de retração foi aplicada aproximadamente ao nível de centro de resistência do segmento anterior. A paciente tinha 24 anos de idade, mulher que apresentava uma má oclusão de Classe II divisão 1. Suas principais queixas eram uma aparência facial se estática e um sorriso gengival. Sua anamnese não mostrou nenhuma contra-indicação de tratamento ortodôntica.


Neste caso, o ideal da estética facial pode ser atingida através de uma intervenção cirúrgica, o que implicaria numa impactação da maxila e avanço mandibular. Entretanto, a paciente rejeitou fortemente esta opção, se opós e exigiu uma alternativa de tratamento, o que implicaria no uso de um aparelho extra-oral. Com a adoção deste plano de tratamento, extrações de primeiros pré-molares superiores e a retração em massa de seis dentes anteriores, era possível tratar os dentes para uma oclusão aceitável, mas o perfil foi influenciado apenas de forma limitada, com a mandíbula que ficou numa posição retrognata.


Os autores concluiram que a retração em massa dos seis dentes anteriores utilizando ancoragem zigomática óssea é um método eficiente para a correção de um problema de sobressaliência severa.


Link do artigo a integra via Angle Orthodontist:


terça-feira, 3 de março de 2015

Aparelho Funcional Estético Híbrido (AHF): Uma Proposta na Ortodontia Funcional

Neste artigo de 2013, publicado no Case Reports in Dentistry, pelo autor Christos Livas, do Department of Orthodontics, University of Groningen, University Medical Center Groningen, Hanzeplein,  Groningen, Holanda. Mostra a concepção de um aparato ortodontico removível bi maxilar estéticos confeccionado com folha de poliuretano e acrílico. 

Na ortodontia moderna, a estética parece ter uma influência decisiva sobre as preferências aparelho ortodôntico e aceitabilidade do mesmo. Este artigo relata a aplicação antecipada de um dispositivo funcional recentemente surgiu com a estética melhorada de tratamento da Classe II. Perspectivas do paciente e considerações técnicas foram discutidas juntamente com recomendações no desenvolvimento de design. O autor afirma que a utilização de aparelhos à base de material termoplástico pode atender tanto as exigências terapêuticas com estéticas em grupos etários mais jovem.

Como o título indica, AHF, este aparelho destina-se a integrar a estética com tratamento ortodôntico funcional. A concepção vem de um dupla placa, que consiste em peças termoplásticas e de acrílico. O componente superior é formado uma placa de vácuo, feito de folha de polietileno transparente, dura-elástica com e 2 milímetros de espessura, dotado com uma barra de avanço de acrílico posicionado na região palatina anterior. Do mesmo modo, a placa inferior é construída por um material termoplástico da mesma largura que cobre totalmente os seis dentes anteriores.


  



O autor concluiu que, utilizando um dispositivo funcional novo e posteriormente  aparelhos fixos, a discrepância esquelética sagital de uma jovem foi corrigida. Este protocolo auxiliar de desenvolvimento precisa  de testes clínicos necessários para aumentar as características técnicas e de elucidar a eficiência do tratamento e os efeitos do aparelho AHF. No conjunto, os materiais termoplásticos podem ser potencialmente utilizado na fabricação dos aparelhos ortodôntico funcionais.


Link do artigo na integra via ncbi:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

EFEITO DA TERAPIA LASER DE BAIXA POTÊNCIA NO AUMENTO DA VELOCIDADE DA MOVIMENTAÇÃO ORTODÔNTICA.


Dissertação apresentada como parte dos requisitos para obtenção do Grau de Mestre Profissional em Lasers em Odontologia, pelo Dr. RODRIGO RAMOS VIEIRA, no INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.

Esta dissertação avaliou o efeito da terapia com laser de baixa potência na movimentação ortodôntica de caninos superiores, bem como seu efeito analgésico após as ativações. Foi utilizado, também, braços de alavanca acoplados aos brackets dos caninos para realizar translação (movimento de corpo) dos caninos superiores através do seu centro de resistência, durante a retração, e tornamos mais curto o intervalo entre as consultas a fim de maximizar o tratamento ortodôntico.


Sete pacientes foram selecionados para o estudo com indicação de exodontias dos 1os pré-molares superiores. Os dentes foram distalizados por meio de uma mola de NiTi (Níquel-Titânio) presa nos brackets dos caninos até os mini-implantes, que exerceram uma ancoragem absoluta e temporária. O laser de diodo de 780nm (GaAlAs) foi aplicado pontualmente com 10 pontos ao longo das fibras periodontais do canino (5 vestibulares e 5 palatinos). O protocolo de irradiação foi de 5J/cm2, durante 10 segundos por ponto, totalizando 2J de irradiação. A velocidade de retração dos caninos do lado irradiado foi significativamente maior em 4 dos 7 pacientes, no grupo onde não se observava pigmentação melânica gengival.




Durante a pesquisa nenhum paciente sentiu dor após as ativações. Futuras investigações devem ser realizadas a fim de proporcionar um efeito positivo da laserterapia no aumento da velocidade de movimentação dentária em pacientes com pigmentação melânica gengival. Mesmo assim, nossos resultados sugerem que o laser pode acelerar significativamente a movimentação dentária.


http://www.ipen.br/conteudo/upload/200905061151500.MPLO%202009%20Dissertacao%20Rodrigo%20Vieira.pdf

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Avaliação de fricção de braquetes autoligaveis estéticos




Neste artigo publicado em 2010, pela Angle Orthodontist pelos autores John C. Voudouris; Christos Schismenos; Kresimir Lackovic; Mladen M. Kuftinec; do Department of Orthodontics, New York University, College of Dentistry, Nova Iorque. Faz um estudo do atrito gerado com os braquetes auto-ligáveis estéticos de varias marcas disponíveis no mercado.

Este estudo foi realizado com intuito de testar as forças de atrito (FRS) gerada entre vários arcos Ortodonticos (1) Interação Braquetes auto-ligaveis (ISL) (2) Braquetes ligados convencionalmente(CL).

forças de atrito produzidas entre três diferentes combinações de arco e os braquetes auto-ligáveis(SL) (cerâmica e metal no slot ou todo em metal) e braquetes de CL (metal ou cerâmica), foram avaliados em um ambiente seco. Os três tipos de braquetes testados foram ISL In-Ovation - C, In-Ovation-R, e Damon 3. Os três Braquetes CL foram Mystique com Neo Clip, clarity, e Ovation. Cada braquete foi testado com fios 0,020", 0,019 X 0,025" e 0,018X0,018" revestido.

Os brauetes ISL geralmente apresentaram as menores forças de atrito, independentemente do material e do tamanho do fio, e os braquetes CL apresentaram consistentemente maior forças de atrito. Mystique, Neo Clip produziram menor atrito de todos os braquetes. Os braquetes In-Ovation-C demonstraram menor resistência ao atrito do que os braquetes SL In-Ovation-R e Damon3 , bem como os braquets CL Clarity e Ovation.

Os braquetes ISL cerâmicos produziram menor atrito de todos os braquetes auto-ligáveis. Os Braquetes CL cerâmicos produziram o maior atrito.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ortodontia em Luto - Perdemos o Prof. Dr. Charles Burstone - 10/02/2015


A Ortodontia no dia 10/02/2015, perdeu um dos seus grandes Icones, o Professor Dr. Charles Burstone. Que desenvolveu e aperfeiçoou a Biomecânica Ortodontica baseada numa filosofia de tratamento com aparatologia associada a arcos segmentados....

Ele formou em odontologia em 1950, na Universidade de Washington em St. Louis.  Dr. Burstone começou sua carreira na ortodontia, completando seu mestrado em 1955. Nesse mesmo ano, tornou-se professor assistente no Departamento de Ortodontia da Universidade de Indiana. Em 1970 tornou-se professor da cadeira de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Connecticut e em 1971, também professor do departamento de Engenharia Mecânica da mesma Universidade. Em 1994 tornou-se Professor Emérito do Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Connecticut. Onde Publicou inúmeros Artigos, Capítulos e Livros.

Agora ficou todo seu legado e nossas reverencias a suas inestimáveis contribuições voltadas a Ciência Ortodontica.

Link sobre a Biografia do Professor Charles Burstone:




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Influência dos imunossupressores no metabolismo ósseo e movimento dentário: revisão de literatura




Neste artigo de 2009, publicado pela Revista Odonto Ciência da PUC Rio Grande do Sul, pelos autores Rogério Lacerda dos Santos; Renato Torres Gonçalves; Marco Aurélio Martins; Margareth Maria Gomes de Souza; do Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Discute a influência dos imunossupressores no metabolismo ósseo e movimento dentário em Ortodontia. Tema interessante.

O movimento ortodôntico é dependente da capacidade das células do periodonto de reagir ao estímulo mecânico. A ativação e o recrutamento osteoclástico devem ser induzidos na zona adjacente ao lado de pressão do tecido periodontal para que ocorra o movimento dentário. A remodelação óssea e o deslocamento dentário ocorrem por meio de processo inflamatório envolvendo osteoclastos, osteoblastos, neuropeptídeos, citocinas, fatores nucleares e alterações na inervação e vascularização local.

Recentemente, um fator intermediário, receptor ativador do fator nuclear (NF-kappaB) ligante (RANKL), presente na superfície dos osteoblastos foi encontrado, sendo o mes-mo responsável pela indução de osteoclastogênese, juntamente com seus receptores celulares, receptor ativador de NF-kappaB (RANK) e receptor osteoprotegerina (OPG), constituindo um novo sistema de citocinas. RANKL, produzido por células de linhagem osteoblástica e por linfócitos T ativados, é o fator essencial para a formação, fusão, ativação e sobrevivência dos osteoclastos, resultando na reabsorção óssea. RANKL ativa seus receptores específicos, RANK localizados em osteoclastos e células dendríticas, e sua sinalização em cascata envolve a estimulação dos percursos c-jun, NF-kappaB, e serina/treonina quinase PKB/Akt.

Os efeitos da RANKL são contrabalanceados através da OPG que atua como um receptor solúvel neutralizador.RANKL e OPG são regulados por vários hormônios (glicocorticóides, vitamina D, estrogênio), citocinas (fator necrose tumoral alfa, interleucinas 1, 4, 6, 11 e 17), e vários fatores de transcrição mesenquimal (tais como cbfa-1). OPG também é produzida por células do ligamento periodontal humano, fibroblastos gengivais, células pulpares e células epiteliais e evidenciou ser um fator fundamental para inibição de diferenciação e ativação de osteoclastos na remodelação óssea alveolar durante a movimentação ortodôntica. Recentes estudos clínicos confirmaram que ambos RANKL e OPG podem ser detectados em fluído crevicular gengival humano (GCF) e observaram que se RANKL aumenta OPG estará diminuído durante o movimento ortodôntico.

Anormalidades do sistema RANKL/OPG implicam na patogênese da osteoporose pós-menopausa, artrite reumatóide, doença de Paget, doença periodontal, tumores ósseos benignos e malignos, metástases ósseas e hipercalcemia, enquanto a administração do OPG demonstrou prevenir ou atenuar esses transtornos em modelos animais. Excesso ou defeito na produção de RANKL, RANK e OPG exibem os extremos de fenótipos esqueléticos – osteoporose e osteopetrose. A descoberta e caracterização de RANKL, RANK e OPG somados a estudos posteriores alteraram os conceitos de metabolismo ósseo e cálcio, e levaram a melhor compreensão da patogênese das doenças ósseas metabólicas em busca de medicamentos que poderão constituir a base de estratégias terapêuticas inovadoras.

Existem medicamentos capazes de afetar o metabolismo ósseo e a taxa de movimento dentário. Alguns desses medicamentos são os imunossupressores que afetam a síntese de citocinas e são inibidores da calcineurina-fosfatase (ciclosporina e tacrolimus) sendo responsáveis, em parte, pela maior sobrevida dos pacientes transplantados e pela redução na dose de glicocorticóides. Porém, à semelhança dos glicocorticóides, os inibidores da calcineurina-fosfatase também provocam diminuição da massa óssea, sendo que a maior perda óssea ocorre nos primeiros 6 meses após o transplante, quando a terapêutica imunossupressora é mais agressiva. Apesar da tendência atual recomendar a menor dose total de imunossupressores, muitos pacientes transplantados ainda desenvolvem fraturas como complicação.

As drogas imunossupressoras podem ser agrupadas em biológicas e químicas conforme seu local de ação e seus efeitos nos linfócitos. Os imunossupressores mais usados atualmente são os que afetam a síntese de citocinas (glicocorticóides, ciclosporina-CsA, tacrolimus-FK506, Sirolimus-RAPA) e os que afetam a síntese de nucleotídeos (azatioprina, micofenolato mofetil). Ao longo dos últimos anos, com o crescente uso de imunossupressores, têm-se questionado a ação destes medicamentos sobre o metabolismo ósseo.

Pode-se concluir que os imunossupressores que afetam a síntese de citocinas (glicocorticóides, ciclosporina-CsA, tacrolimus-FK506 e Sirolimus-RAPA) interferem no metabolismo ósseo e podem causar maior movimentação dentária. É possível tratar ortodonticamente pacientes subme-tidos à terapia imunossupressora de manutenção com efeitoscolaterais mínimos, desde que monitorados por acompanha-mento médico a partir de exames de densitometria óssea.


Link do artigo na integra via revistas eletronicas PUCRS:

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O USO DA PROTOTIPAGEM RÁPIDA NA ÁREA MÉDICO-ODONTOLÓGICA



Neste artigo publicado pelo Núcleo de Prototipagem e Ferramental da UTFPR, Pelo autor Dr.José Aguiomar Foggiatto do NUFER – DAMEC / CITEC - Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR - Paraná. O estudo tem o objetivo apresentar algumas aplicações da Prototipagem Rápida na área Médico-Odontológica e divulgar este serviço disponível na UTFPR entre os profissionais da Saúde.

A Prototipagem Rápida vem se consolidando no meio industrial como uma tecnologia imprescindível para agilizar o desenvolvimento de novos produtos. Sua utilização permite a detecção de erros nas fases iniciais do projeto evitando retrabalhos. Com isso é possível antecipar o lançamento do novo produto e ganhar em competitividade.

Infelizmente, no Brasil, essa tecnologia ainda é pouco utilizada em outras áreas, como a Médico -Odontológica. Isso acontece principalmente devido ao número limitado de empresas prestadoras de serviços de prototipagem, ao custo da tecnologia e muitas vezes devido o desconhecimento por parte dos profissionais da área. Num recente levantamento, foi verificado que apenas um Hospital possuía uma máquina de Prototipagem Rápida em todo o território nacional, a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação em Brasília. Este fato evidencia a limitada utilização da Prototipagem Rápida na área de saúde. Como resultado, grande parte da população fica sujeita a intervenções cirúrgicas com maiores riscos de erros médicos, devido a falta de informações mais precisas sobre a anatomia da região afetada.

A Prototipagem Rápida é um processo aditivo construtivo utilizado para obtenção de protótipos diretamente de um modelo tridimensional. As geometrias podem ser obtidas utilizando um programa de modelagem sólida (CAD) ou pela conversão de arquivos obtidos de scanners 3D ou de tomógrafos. Esta tecnologia surgiu no final dos anos 80 e desde então tem sido utilizada por diversas áreas de conhecimento. Dentre os inúmeros processos desenvolvidos apenas alguns se consolidaram no mercado, como a Estereolitografia, Modelagem por Fusão e Deposição e Sinterização Seletiva a Laser.

Outros equipamentos também tem merecido destaque nos últimos anos, entre eles as impressoras 3D da Z-corp, que usam uma tecnologia de impressão desenvolvida no MIT, que permitem a construção de protótipos a partir de um pó, que é aglomerado por uma resina através de um cabeçote igual a de uma impressora a jato de tinta. Suas principais vantagens são o custo, a rapidez de construção e a possibilidade de gerar protótipos coloridos.

No desenvolvimento de novos produtos, a Prototipagem Rápida tem demonstrado ser uma importante ferramenta, pois permite a verificação da funcionalidade de componentes em montagens, avaliação de forma e função, avaliação da manufaturabilidade, disponibilização de pré-séries, redução no tempo de projeto, entre outras. Na área Médico-Odontológica esta tecnologia está sendo progressivamente introduzida como uma importante etapa, pois o uso de protótipos, que reproduzem com boa precisão a anatomia da região de interesse, permite melhorar bastante a visualização facilitando o planejamento cirúrgico, diminuindo o tempo das cirurgias e minimizando a chance de erros.

A aquisição de imagens a partir da tomografia computadorizada helicoidal fornece uma seqüência de seções
transversais da região de interesse. Utilizando um programa de reconstrução 3D é possível transformar essas imagens bidimensionais em um modelo tridimensional, que poderá ser utilizado na fabricação de um biomodelo em uma máquina de Prototipagem Rápida.

As imagens obtidas no tomógrafo geralmente utilizam a tecnologia digital que obedece as normas internacionais do padrão DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine). Elas são obtidas através de cortes axiais na região desejada e o equipamento deve estar ajustado para a menor espessura possível, pois quanto menor esse valor melhor será a qualidade do modelo.

O programa de reconstrução 3D, que permite a geração do modelo tridimensional, depende de parâmetros de entrada como densidade média, contorno e opacidade. Depois de definida a região que será construída, o arquivo deve ser salvo no formato STL (stereolithography file). Este formato representa o sólido através de uma malha triangular e é o padrão utilizado pelas tecnologias de Prototipagem Rápida.

A imagens tridimensionais podem ser enviadas via Internet e utilizadas para facilitar a comunicação entre equipes multidisciplinares que possuem profissionais trabalhando em diferentes lugares. Sua manipulação é simples e normalmente os programas oferecem ferramentas para rotação, translação e ampliação do biomodelo, além de ser possível a medição de comprimentos, áreas e volumes. É importante que o usuário da tecnologia de Prototipagem Rápida tenha domínio sobre estas ferramentas, pois assim ele saberá avaliar se a geometria gerada no computador corresponde ao que se deseja construir por Prototipagem Rápida. A definição exata da região de interesse pode resultar num biomodelo menor e conseqüentemente de menor custo.

As recentes publicações científicas na área Médico-Odontológica tem relatado diversos casos de sucesso com a utilização da tecnologia da Prototipagem Rápida. O uso de biomodelos tem permitido diminuir o tempo das intervenções cirúrgicas trazendo mais conforto ao paciente e diminuindo a chance de erros para o cirurgião. Dentro da odontologia destacam-se as áreas de próteses, implantes, ortodontia e cirurgias como as principais beneficiárias do uso desta tecnologia.

A literatura apresenta diversos trabalhos enaltecendo os benefícios do uso de biomodelos prototipados. Da Rosa (2004) apresentou um caso de cirurgia ortognática combinada maxilomandibular. Com auxílio de um biomodelo a cirurgia foi simulada, realizando-se as osteotomias desejadas e movendo o terço médio da face e a mandíbula para a posição desejada.

Em outro trabalho, Zandoná (2003) utiliza um biomodelo em ABS construído numa máquina de Prototipagem Rápida (FDM 2000 – UTFPR) para auxiliar o tratamento de um paciente que apresentava ausência dos elementos 22 e 21, e com o dente 11 com extração prevista. Na fase pré-cirúrgica in-vitro, realizada em ambiente estéril foi feita a ajustagem e a fresagem dos blocos ósseos adaptando-os sobre o biomodelo prototipado; e na fase cirúrgica in-vivo foram instalados os blocos na paciente, fixados por parafusos como na técnica convencional de enxerto em blocos.

O autor comenta que o ajuste do bloco ósseo foi significativamente facilitado pela ausência de sangue e tecidos moles, e pela possibilidade de manipulação do biomodelo com extrema liberdade, o que não é possível realizar no paciente na técnica clássica.

Choi et al. (2000) afirmam que a Prototipagem Rápida tem se constituído em um recurso de grande importância para o planejamento cirúrgico-protético de situações de alta complexidade, como às vivenciadas na implantodontia contemporânea. O estudo diagnóstico com o uso dos biomodelos pode ser recomendado, pois reduz o custo global do tratamento, elimina potenciais erros clínicos e conduz a melhores resultados.

A aplicação da Prototipagem Rápida na área Médico-Odontológica deveria ser considerada como uma importante meta a ser alcançada pelos profissionais da área cirúrgica. A literatura é farta de exemplos de sucesso em procedimentos onde os pacientes permaneceram menos tempo sob intervenção cirúrgica e os médicos contaram com um grau de confiança maior devido as simulações e informações obtidas a partir dos biomodelos. Os custos adicionais decorrentes da utilização desta tecnologia são compensados pelo menor tempo cirúrgico, menor risco para o paciente e menor chance de erros médicos.


Link do artigo na integra via nufer:

http://www.nufer.citec.ct.utfpr.edu.br/O%20Uso%20da%20Prototipagem%20R%E1pida%20na%20%C1rea%20M%E9dico5.pdf

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Efeito antibacteriano do revestimento prata-platina utilizado em aparelhos ortodônticos



Neste artigo de 2012, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Hwang-Sog Ryu; In-Ho Bae; Kyung-Gu Lee; Hyeon-Shik Hwang; Ki-Heon Lee; Jeong-Tae Koh; Jin-Hyoung Cho; do Department of Orthodontics, Dental Science Research Institute, Chonnam National University, Gwangju, Korea; R&D Center for Titanium and Special Alloys, Gwangju, Korea; Department of Pharmacology and Dental Therapeutics, School of Dentistry, Dental Science Research Institute, Chonnam National University, Gwangju, Korea. Mostra um estudo no qual os autores aplicam um revestimento de prata e platina na superfície de braquetes ortodonticos e testam o efeito antibacteriano do mesmo.

Este trabalho foi realizado com o intuito de desenvolver um revestimento rígido para superfícies de aço inoxidável composta por uma liga de prata (Ag) - platina (Pt).

A liga Ag-Pt, que têm um grau elevado de biocompatibilidade, uma excelente resistência às condições de esterilização, e propriedades antibacterianas para bactérias diferentes, estão associados a longo prazo a eficácia antibacteriana. Aproximadamente 1,03 mm para revestimentos e 2,34 mm de espessura, tal como determinado por microscopia electrónica de varreduraforam depositadas nas superfícies de aço inoxidável através de uma vaporização simultânea de ambos os metais (Ag e Pt) numa atmosfera de árgon inerte. O revestimento foi feito por deposição física de vapor. Culturas de microorganismos e células eucarióticas foram cultivadas sobre estas superfícies.

Os íons liberados do revestimento de Ag suficientes quando imerso em solução salina tamponada com fosfato mostrou potência antimicrobiana significativa contra Streptococcus mutans e estirpes actinomycetemcomitans. Ao mesmo tempo, as células dos fibroblastos gengivais não foram afetadas adversamente.

Os autores concluíram que os revestimentos Ag-Pt aplicados sobre superfícies de suporte de carga dos braquetes ortodônticos podem proporcionar atividade antimicrobiana adequada durante o tratamento ortodôntico ativo.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Pensamento da Semana



"Ter vontade de vencer é inútil se não houver vontade de se preparar"

Thane Yost

sábado, 24 de janeiro de 2015

No Curso Avançado para Especialistas da Academia da Ortodontia Contemporânea, um modulo dedicado a Ortodontia Estética com uma excelente aula teórica com "Hands On" abordando a Ortodontia Lingual com o Prof. Dr. Marcos Prieto










Informações sobre a Turma 2015 do Curso Avançado:

www.ortodontiacontemporanea-academia.com


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Ultimo modulo da turma 2014 do Curso Avançado para Especialistas da Academia da Ortodontia Contemporânea

Credenciamento Invisalign com o Diretor Clinico no Brasil, Prof Dr. Mauricio Casa !




Alinhadores estéticos com o Prof. Dr. Wilson Murata !






Maiores Informações para a turma 2015:

www.ortodontiacontemporanea-academia.com

domingo, 11 de janeiro de 2015

Pensamento da Semana



"Procure a sabedoria e aprenda a escrever os capítulos mais importantes de sua história nos momentos mais difíceis de sua vida."

Augusto Cury


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Um novo ano brilhante!



Desejamos um ano de prosperidade e muitos ganhos profissionais. 

Contem com a Ortodontia Contemporânea!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Feliz Natal!


Amigos Ortodontistas,

Celebramos juntos mais um final de ano. Gostaríamos de oferecer os nossos mais sinceros votos de prosperidade e felicidade para todos os 19 mil, quinhentos e noventa e nove colegas que tem tornado a Ortodontia Contemporânea esse importante ponto de convergência de técnicas e filosofias ortodônticas. Que em cada um dos 2 milhões, vinte e sete mil, trezentos e sessenta e um acessos ao nosso site, você tenha aprendido, se inspirado ou até mesmo apenas sonhado com uma carreira melhor e mais prazerosa. Esse sempre foi o nosso sonho e pretendemos contagiar você.

Equipe Ortodontia Contemporânea.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Desmistificando os braquetes autoligáveis


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Renata Sathler, Renata Gonçalves Silva, Guilherme Janson, Nuria Cabral Castello Branco, Marcelo Zanda, do programa de doutorado do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP - São Paulo; Busca os mais novos estudos a respeito dos aparelhos autoligáveis atualmente utilizados nos tratamentos ortodônticos, confirmando ou retificando as especulações vigentes.


Introduzidos no início do século 20, os braquetes autoligáveis não são novidade na Ortodontia. O conceito de braquetes sem ligaduras surgiu na década de 30 com o aparelho Russell Lock, que foi uma tentativa de alcançar eficiência clínica associada à redução do tempo gasto com a ligação dos braquetes. Esse aparelho possuía um sistema de porca e parafuso que criava uma quarta parede na cana- leta do braquete. A ativação do aparelho variava de acordo com o maior grau de aperto do sistema.

A idéia de um sistema sem ligadura foi refinada por Wildman com a introdução do aparelho Edgelok, em 1972 (Ormco©, Glendora, Califórnia). O mecanismo para ligar o arco envolvia uma parede de deslize vertical, posicionada por vestibular na porção superior do braquete. Quando esse dispositivo vertical era fechado, a canaleta do braquete era convertida em um tubo de quatro paredes.

Por causa de sua grande aceitação e pela demanda estética dos dias atuais, braquetes autoligáveis linguais e autoligáveis estéticos foram desenhados para atender essas necessidades. Assim, a partir de 2001, foram criados braquetes linguais com o sistema autoligável, como o Evolution. Seguindo o padrão estético, surgiram os braquetes Oyster, que são confeccionados a partir de matrizes resinosas com reforço de fibra de vidro. Mais recentemente, surgiu o In-Ovation C, braquetes autoligáveis translúcidos cerâmicos.

A mais tradicional classificação dos braquetes autoligáveis divide esses acessórios em três tipos, de acordo com o grau de pressão do sistema aplicado ao fio. Eles podem ser ativos, quando o sistema pressiona o fio dentro da canaleta; passivos, quando o sistema permite liberdade do fio na canaleta; ou interativos, quando os braquetes autoligáveis exercem pressão em fios mais espessos, mas permitem liberdade de fios menos calibrosos. Quando o sistema de braquetes ativo é utilizado, o atrito é muito maior do que quando se utiliza o sistema de bra- quetes passivos. Alguns exemplos de braquetes do sistema ativo são: In-Ovation R, Speed e Time.

Níveis muito baixos de atrito com os aparelhos autoligáveis têm sido claramente demons- trados e quantificados em trabalhos de diversos autores. Essa grande concordância na literatura sobre o fato de os autoligáveis produzirem menor atrito durante a movimentação ortodôntica, quando comparados com os braquetes convencionais, está diretamente ligada ao fato de que os braquetes autoligáveis dispensam o uso de ligaduras. Sabe-se que as ligaduras metálicas produzem entre 30% e 50% do atrito promovido por ligaduras elásticas. Essas, quando amarradas em formato de “8”, aumentam o atrito entre 70% e 220%, se comparadas com o formato de “O”. Portanto, o dispositivo que dispensa o uso dessas ligaduras gera, indiscutivelmente, menores níveis de atrito.

Braquetes autoligáveis promovem menor acúmulo de placa quando comparados com os convencionais. E, na maioria dos pacientes, os dentes colados com autoligáveis apresentaram menor número de bactérias na placa. Esses resultados estão vinculados ao método de ligação dos acessórios: no caso dos convencionais, as ligaduras elásticas, que retêm mais placa bacteriana.

Não há evidência que suporte diferenças de reabsorção radicular entre braquetes autoligáveis e convencionais. Em estudo comparativo, Pandis et al. demonstraram ligação entre o tempo de tratamento e a reabsorção radicular, mas não houve diferença entre os grupos tratados com autoligáveis ou com convencionais.


Em geral, os autoligáveis mostram excelente desempenho in vitro com fios menos calibrosos. Entretanto, quando fios mais espessos são utilizados, como 0,016”x0,022” ou 0,019”x0,025”, não há diferença quando comparados com os convencionais.

De certa forma, a grande diferença apresentada por autoligáveis no que diz respeito ao menor tempo de tratamento, menor número de visitas e menor desconforto ao paciente está ligada ao uso de fios de última geração, como os fios de Copper Niti. Afora isso, em estudo in vivo comparativo do SmartClip com o convencional amarrado com elásticos ou amarrio, usando os fios Damon (0,014” e 0,016”x0,025” CuNiTi), não houve diferença na efetividade em reduzir o apinhamento. Em estudo in vivo semelhante, agora com braquetes Damon, os convencionais alcançaram melhores índices de correção que o Damon, e houve mais falha dos braquetes Damon quando comparados aos convencionais.

De acordo com o Dr. Robert Keim, editor do Journal of Clinical Orthodontics, o futuro da Ortodontia terá seu foco em três áreas: imagens tridimensionais (3D), mini-implantes e braquetes autoligáveis. No entanto, Keim atentou que precisamos avaliar as evidências científicas antes de aceitarmos as instruções dos fabricantes sobre o sistema autoligável. Infelizmente, a evidência da maioria dos relatos é pequena.

Embora os aparelhos autoligáveis possam ter grande impacto na Ortodontia, devemos estar cientes quanto às suas reais vantagens, considerando todos os fatores inerentes à sua mecânica de atuação. Apesar da euforia inicial a respeito dos autoligáveis, uma Odontologia baseada em evidências deve prevalecer. Ainda são necessários estudos para avaliar o efeito da expansão promovida por esse tipo de tratamento, para assim evitarmos mais um capítulo sobre recidiva na história da Ortodontia. Deve-se ter em mente que os autoligáveis são apenas uma nova ferramenta, sendo mais uma opção para o clínico e para o paciente ortodôntico.

Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a06v16n2.pdf