ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Um modelo predictivo de relações esqueléticas ântero-posteriores "favoráveis" e "desfavoráveis" entre as Classes I e IIs



 



Neste artigo de 2021, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Jacob S. Bleyer; Larry Tadlock; Matthew Kesterke; Peter H. Buschang. Do Department of Orthodontics, Texas A&M University College of Dentistry, Dallas, Tex; Department of Biomedical Sciences, Texas A&M University College of Dentistry, Dallas, Tex. Teve o objetivo de validar o uso da distância sagital entre ANS e Pg (ANSPg) como medida de relações esqueléticas ântero-posteriores favoráveis e desfavoráveis e identificar medidas cefalométricas multivariadas que poderiam ser utilizadas para predizer relações favoráveis e desfavoráveis aos 15 anos.

Este estudo longitudinal incluiu 226 adolescentes não tratados avaliados aos 10 e 15 anos de idade. Os pacientes foram agrupados como ‘‘ favoráveis ’’ ou ‘‘ desfavoráveis ’’ com base no ANSPg (medido paralelamente a S-N -7º) aos 15 anos de idade (ANSPg15). O ANSPg15 foi validado com base em sua correlação com mudanças no ANSPg entre 10 e 15 anos de idade, bem como em suas relações com medidas de potencial de crescimento estabelecidas. Análises de regressão múltipla e discriminante foram realizadas para prever ANSPg15 a partir de medidas aos 10 anos de idade.

O ANSPg15 e a mudança em ANSPg entre 10 e 15 anos de idade foram significativamente correlacionados (R= –0,661; P 􏰀<= .001), com 77% dos pacientes nos quais os relacionamentos melhoraram (ou seja, a distância diminuiu) exibindo relacionamentos favoráveis aos 15 anos de idade. As medidas estabelecidas de potencial de crescimento foram significativamente (P<0,001) correlacionadas com ANSPg15 e mostraram diferenças significativas entre os pacientes com relações favoráveis e desfavoráveis. A regressão múltipla mostrou que o eixo Y, o ANS-N-Pg e o ângulo sínfisário medido aos 10 anos explicaram aproximadamente 60% (R = 0,78) da variação do ANSPg15. Com base nessas três variáveis, a função discriminante previu corretamente as relações favoráveis ou desfavoráveis da ANSPg15 em 77% das vezes.

Os autores concluiram que o ANSPg15 foi uma medida válida para determinar relações esqueléticas ântero-posteriores favoráveis e desfavoráveis, que poderiam ser previstas com níveis moderadamente altos de precisão.


Link do artigo na integra via Meridiam:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/5/604/463600/A-predictive-model-of-favorable-and-unfavorable

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Uma avaliação da magnitude, paralelismo e assimetria da expansão rápida da maxila assistida por micro - implantes em pacientes sem crescimento

 






Neste artigo de 2021, publicado na Progress in Orthodontics, pelos autores Islam Elkenawy , Layla Fijany, Ozge Colak, Ney Alberto Paredes, Ausama Gargoum, Sara Abedini, Daniele Cantarella, Ramon Dominguez-Mompell, Luca Sfogliano e Won Moon. Da Division of Growth and Development, Section of Orthodontics, School of Dentistry, Center for Health Science, University of California at Los Angeles, Los Angeles, CA. Avaliou os expansores assistidos por micro-implantes, que mostraram efeitos significativos no meio da face, incluindo um grau de assimetria. O objetivo do estudo foi quantificar a magnitude, paralelismo e assimetria desse tipo de expansão em pacientes sem crescimento.

Um estudo retrospectivo em uma amostra de 31 pacientes sem crescimento com idade média de 20,4 anos, com imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico feitas antes e logo após a expansão com expansor esquelético maxilar (MSE) foram avaliadas para expansão esquelética em três pontos de referência bilateralmente.

A magnitude média da expansão total foi de 4,98 mm na espinha nasal anterior (ANS) e 4,77 mm na espinha nasal posterior (PNS) que mostrou significância estatística usando um teste t pareado com p <0,01. A expansão média da PNS foi de 95% da ANS. A amostra foi dividida em simétrica (n = 15) e assimétrica (n = 16) com base na diferença de expansão no SNA, com 16 dos 31 pacientes apresentando assimetria estatisticamente significativa.

Os autores concluíram que a MSE atinge uma expansão claramente paralela no plano sagital, mas pode exibir uma expansão assimétrica no plano transversal.

Link do artigo na integra via Progress in Orthodontics:

https://progressinorthodontics.springeropen.com/track/pdf/10.1186/s40510-020-00342-4.pdf


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Avaliação do tempo de preparo e sobrevida de attachaments em alinhadores Invisalign em 1 ano usando Resinas flow e compostas: Um estudo clínico em boca dividida

 



Neste artigo de 2021, publicado pela Angle Orthodontist, prelos autores Shuang Lin; Ling Huang; Jialing Li; Juan Wen; Li Mei; Haipeng Xu; Lu Zhang; Huang Li. Do Department of Orthodontics, Nanjing Stomatolog- ical Hospital, Medical School of Nanjing University, Nanjing, People’s Republic of China; Orthodontics, Department of Oral Sciences, Sir John Walsh Research Institute, Faculty of Dentistry, University of Otago, Dunedin, New Zealand; Department of Clinical Medicine Research Institution, The First Affiliated Hospital of Nanjing Medical University, People’s Republic of China; Teve o objetivo de Comparar o tempo de preparo e de sobrevivência em attachments em alinhadores Invisalign em 1 ano entre um Resina Flow (FC) e Resina composta (PC).

Cinqüenta e cinco participantes (13 homens e 42 mulheres, idade média de 24,2 com DP +- 5,9 anos) foram incluídos no estudo. Quadrantes ipsilaterais (isto é, maxilar e mandibular direito, ou vice-versa) com attachamentes que foram randomizados aleatoriamente ao grupo FC (Filtek Z350XT Flowable Restorative) e ao grupo PC (Filtek Z350XT Universal Restorative) jogando uma moeda. O principal resultado foi o tempo de preparo. O resultado secundário foi a hora do primeiro dano de um attachment. Os tempos de preparo foram comparados usando o teste t pareado, e os dados de sobrevivência foram analisados pelo modelo de riscos proporcionais de Cox.

Os tempos de preparo foram significativamente mais curtos com o FC (6,22 +- 0,22 segundos por attachments) do que com o PC (32,83 +- 2,16 segundos por attachments; P < 0,001). As taxas de danos dos attachments foram de 14,79% para o FC e 9,70% para o PC. De acordo com os modelos de Cox, o danos nos attachments não foram significativamente afetados pelo material de attachment, sexo, arco, localização do dente, tipo de inserção, presença de sobremordida ou ocorrência de extração dentária.

Os autores concluíram que o uso de resina FC pode economizar tempo em comparação com o uso de PC. Com relação à sobrevida do attachment, não houve diferença significativa entre os dois compósitos. Nenhuma das covariáveis dos materiais de inserção (sexo, arco, localização do dente, tipo de attachment, presença de sobremordida, ou ocorrência de extração dentária) que tinha causado o dano na inserção.

Link do artigo na integra via Meridiam:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/5/583/463910/Assessment-of-preparation-time-and-1-year

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Avaliação quantitativa por tomografia computadorizada de feixe cônico de espessuras dos tecidos duros e moles na região da sutura palatina mediana para facilitar a colocação de mini-implantes ortodônticos

 




Neste artigo de 2021, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Song-Hee OhSae Rom Lee;  Jin-Young Choi;  Seong-Hun Kim;  Eui-Hwan Hwang;  Gerald Nelson. Do Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e do Department of Orthodontics, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea. Teve o objetivo de identificar os locais mais favoráveis que otimizariam a estabilidade inicial e a taxa de sobrevivência dos mini-implantes ortodônticos, o estudo mediu as espessuras dos tecidos duros e moles nas regiões mediana e paramediana do palato usando tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) e determinou o sexo possível - e diferenças relacionadas à idade nessas espessuras.

A amostra do estudo foi composta por imagens de TCFC de 189 indivíduos saudáveis. A amostra foi dividida em quatro grupos de acordo com a idade. Uma área de grade foi definida para a medição da espessura dos tecidos duros e moles do palato. As linhas verticais foram marcadas em intervalos de 0, 1,5 e 3,0 mm laterais à sutura palatina mediana, enquanto as linhas horizontais foram marcadas em intervalos de 2 mm até 24 mm da margem posterior do forame incisivo. As medições foram feitas em 65 pontos de intersecção entre as linhas horizontais e verticais.

A espessura do tecido duro palatino diminuiu da região anterior para posterior, com diminuição na direção medial para lateral nas regiões média e posterior. Embora o tecido mole seja bastante espesso ao redor das faces laterais do arco palatino, ele formou uma camada constante com apenas 1–2 mm de espessura em todo o palato. Diferenças estatisticamente significativas foram observadas de acordo com sexo e idade.

Os autores concluíram que tanto o palato ântero-lateral quanto a sutura palatina mediana parecem ser os locais mais favoráveis para a inserção de mini-implantes ortodônticos. A espessura do palato difere por idade e sexo; essas diferenças devem ser consideradas no planejamento da colocação de mini-implantes ortodônticos.

Link do artigo na integra via E-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?doi=10.4041/kjod.2021.51.4.260

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Efeitos a longo prazo da expansão rápida do palato assistida por miniparafuso nas vias aéreas: Um estudo tridimensional de tomografia computadorizada de feixe cônico

 









Neste artigo de 2021, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Shivam Mehta; Dennis Wang; Chia-Ling Kuo; Jinjian Mu; Manuel Lagravere Vich; Veerasathpurush Allareddy; Aditya Tadinada; Sumit Yadav. Da Division of Orthodontics, University of Connecticut Health, Farmington, Conn, USA; Convergence Institute of Translation in Regenerative Engineering, University of Connecticut Health, Farmington, Conn, USA; School of Dentistry, University of Alberta, Edmonton, Canada; Department of Orthodontics, University of Illinois, Chicago, Ill, USA; Division of Oral and Maxillofacial Radiology, University of Connecticut Health, Farmington, Conn, USA e Division of Orthodontics, University of Connecticut Health, Farmington, Conn, USA. Avaliou os efeitos de longo prazo nas vias aéreas em pacientes submetidos a expansão palatina rápida assistida por mini-parafuso (MARPE), expansão palatina rápida (RPE) e controles com análise de tomografia computadorizada de feixe cônico tridimensional (TCFC).

Um total de 180 TCFCs de 60 pacientes foram analisadas em diferentes momentos, como pré-tratamento, pós-expansão e pós-tratamento. Os pacientes foram divididos em três grupos: expansão rápida palatina assistida por mini-parafuso (MARPE), expansão rápida palatina (RPE) e controles. Foram medidos o volume e a área da cavidade nasal, nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Alterações no volume total das vias aéreas, área total das vias aéreas, área transversal mínima, largura intermolares maxilares, largura maxilar externa e largura palatina também foram avaliadas.

Ambos MARPE e RPE causaram um aumento estatisticamente significativo nas vias aéreas após a expansão em comparação com o grupo de controle, mas não houve diferença estatisticamente significativa na mudança nas vias aéreas entre MARPE, RPE e o grupo controle no pós-tratamento, exceto para o volume nasofaríngeo, que aumentou significativamente no grupo MARPE. Não houve correlação entre a quantidade de expansão e o aumento no volume total das vias aéreas.

Os autores concluíram que houve um aumento significativo no volume total das vias aéreas, área total das vias aéreas e área transversal mínima com MARPE e RPE imediatamente após a expansão, mas no pós-tratamento, as mudanças nos grupos MARPE e RPE foram semelhantes à mudança no grupo controle. No entanto, MARPE levou a um aumento significativo a longo prazo no volume nasofaríngeo. A quantidade de expansão não se correlacionou com o aumento do volume das vias aéreas faríngeas.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/2/195/449557/Long-term-effects-of-mini-screw-assisted-rapid



quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Historia da Ortodontia - Livro do Professor Wilhelm Pfaff - Parte 3



Dando continuidade, mostraremos um pouco do belo trabalho realizado pelo Professor Alemão, Dr. Heinrich Wilhelm Pfaff, Médico e Ortodontista, seu livro publicado em 1906: "Lehrbuch der orthodontie fur studierende und zahnartze mit enschluss der geschichte der orthodontie"


Dr. Wilhelm Pafaff, nasceu na cidade de Runzhausen em 1870 e veio a falecer na cidade de Leipzig em 1942, cidade que de 1908 a 1936, foi Professor de Odontologia da Faculdade de Medicina da Universidade lá instalada. Foi o primeiro palestrante em ortodontia, ele logo conseguiu introduzir a Ortodontia como disciplina obrigatória da educação odontológica na Universidade. Lançou as bases para o desenvolvimento de uma ortodontia orientada cientificamente num departamento independente. Em 2008, este celebre ortodontista alemão foi homenageado pelo 100 º aniversário da cadeira de Ortodontia, em Leipzig. 

Mais um belo legado deixado pela Ortodontia Européia  em prol do crescimento da Ortodontia Mundial, aproveitem e vamos aprendendo com estes grandes nomes ....


Disjunção maxilar associada ao tratamento combinado com a tração extra-bucal. Casos em que a alteração dentaria repercute na harmonia facial... 



Recuperação de espaço e tracionamento de caninos, varios recursos biomecânicos, como um utilizando a aparatologia ortodontica com forças assimétricas ...



E não podia faltar: HISTORIA DA ORTODONTIA ...




Link da Universidade de Leipzing, com algumas referencias sobre o Dr. Wilhelm Pafaff:

Historia da Ortodontia - Livro do Professor Wilhelm Pfaff - Parte 2


Dando continuidade, mostraremos um pouco do belo trabalho realizado pelo Professor Alemão, Dr. Heinrich Wilhelm Pfaff, Médico e Ortodontista, seu livro publicado em 1906: "Lehrbuch der orthodontie fur studierende und zahnartze mit enschluss der geschichte der orthodontie"


Dr. Wilhelm Pafaff, nasceu na cidade de Runzhausen em 1870 e veio a falecer na cidade de Leipzig em 1942, cidade que de 1908 a 1936, foi Professor de Odontologia da Faculdade de Medicina da Universidade lá instalada. Foi o primeiro palestrante em ortodontia, ele logo conseguiu introduzir a Ortodontia como disciplina obrigatória da educação odontológica na Universidade. Lançou as bases para o desenvolvimento de uma ortodontia orientada cientificamente num departamento independente. Em 2008, este celebre ortodontista alemão foi homenageado pelo 100 º aniversário da cadeira de Ortodontia, em Leipzig. 

Mais um belo legado deixado pela Ortodontia Européia  em prol do crescimento da Ortodontia Mundial, aproveitem e vamos aprendendo com estes grandes nomes ....


Descrição das diversas má oclusões, em modelos com setas referenciais ...



Protocolos elaborados para confecção de aparelhos, com todo o instrumental e seqüência de montagem, e aparelhos descritos detalhadamente como disjuntores maxilares e arcos linguais ....



Descrição de tratamentos "híbridos", associando a disjunção maxilar e expansão do arco mandibular com o alinhamento dentário ...



Descrição de um expansor maxilar removível e de um acessório ortodontico, concebido para movimento de rotação, giro e binário. Bem interessante, para um período que ainda não se tinha acesso aos braquetes que posteriormente vieram facilitar muitas situações com uma biomecânica elaborada e simplificada ...




Link da Universidade de Leipzing, com algumas referências sobre o Dr. Wilhelm Pafaff:

Historia da Ortodontia - Livro do Professor Wilhelm Pfaff - Parte 1



Esta semana, mostraremos um pouco do belo trabalho realizado pelo Professor Alemão, Dr. Heinrich Wilhelm Pfaff, Médico e Ortodontista, seu livro publicado em 1906: "Lehrbuch der orthodontie fur studierende und zahnartze mit enschluss der geschichte der orthodontie"

Dr. Wilhelm Pafaff, nasceu na cidade de Runzhausen em 1870 e veio a falecer na cidade de Leipzig em 1942, cidade que de 1908 a 1936, foi Professor de Odontologia da Faculdade de Medicina da Universidade lá instalada. Foi o primeiro palestrante em ortodontia, ele logo conseguiu introduzir a Ortodontia como disciplina obrigatória da educação odontológica na Universidade. Lançou as bases para o desenvolvimento de uma ortodontia orientada cientificamente num departamento independente. Em 2008, este celebre ortodontista alemão foi homenageado pelo 100 º aniversário da cadeira de Ortodontia, em Leipzig. 

Mais um belo legado deixado pela Ortodontia Européia  em prol do crescimento da Ortodontia Mundial, aproveitem e vamos aprendendo com estes grandes nomes ....



Odontogênese, e o desenvolvimento da má oclusão com ilustrações feitas de forma impecável ...



Analise das proporções cefalométricas e craniométricas, em diversos tipos faciais e seus padrões verticais e sagitais ....



Em 1906, já existia uma preocupação com a avaliação e analise facial, alguns destes elementos utilizados até os dias de hoje. Inclusive uma "escala" realizada com faces em diversos estágios de crescimento ...



Link da Universidade de Leipzing, com algumas referencias sobre o Dr. Wilhelm Pafaff:

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Novos métodos tridimensionais para analisar a morfologia da cavidade nasal e das vias aéreas faríngeas

 






Neste artigo de 2021, publicado na Angle Orthodontist pelos autores Xiaowen Niu; Sivaranjani Madhan; Marie A. Cornelis; Paolo M. Cattaneo. Da Section of Orthodontics, Department of Dentistry and Oral Health, Health, Aarhus University, Aarhus, Denmark. Melbourne Dental School, Faculty of Medicine, Dentistry and Health Sciences, University of Melbourne, Melbourne, Australia. Avaliou a confiabilidade intra examinador e inter examinador de novos métodos semi automáticos para segmentar a cavidade nasal (NC) e as vias aéreas faríngeas (AP) e determinar a área transversal mínima (SC) e o diâmetro hidráulico (HD) do AP.

Para testar a reprodutibilidade, dois examinadores analisaram o NC e o AP independentemente em 10 imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) selecionadas retrospectivamente usando segmentação semiautomática. A linha central AP foi determinada para avaliar o SC e HD mínimos. O coeficiente de correlação intraclasse (ICC) foi usado para calcular a confiabilidade intraexaminador e interexaminador. Os erros de medição foram avaliados pela fórmula de Dahlberg e testes t emparelhados. O nível de concordância foi avaliado pelo método de Bland-Altman.

As confiabilidades intra examinador e inter examinador foram excelentes (ICC mínimo, 0,960). O erro do método foi bom, exceto para os valores inter examinadores para a orofaringe (P = .016). As medidas mínimas de CS e HD foram confiáveis (ICC mínimo, 0,993; limites estreitos de concordância).

Os autores concluíram que os novos métodos de análise do NC e AP são confiáveis. O SC e HD mínimos demonstraram confiabilidade excelente, que é crítica para detectar a parte mais restrita do AP. A separação da orofaringe dos vazios próximos à área retroglossal não é trivial e deve ser considerada com cautela.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/3/320/451995/Novel-three-dimensional-methods-to-analyze-the


sexta-feira, 30 de julho de 2021

Ortodontia mundial em Luto - Perdemos o Professor Dr. Guilherme Janson (1958-2021)

 


Com muito pesar e tristeza,  perdemos precocemente o Professor Dr. Guilherme dos Reis Pereira Janson no dia 30/07/2021. Aos 62 anos de idade.


Com mais de 400 trabalhos publicados em importantes periódicos da especialidade. Diversas pesquisas que impactaram a vida clinica de Ortodontistas Brasileiros e estrangeiros  na prática diária.  


O Professor possuía graduação em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (1980), mestrado em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (1983) e doutorado em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (1985). Realizou Pós-Doutorado no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto de 1990 a 1991.  Member of the Royal College of Dentists of Canadá. aQue sempre elevou o prestígio da Ortodontia brasileira nos diversos centros de formação e pesquisa do exterior e nacionais.


A revista American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics traz em sua edição do mês de novembro de 2019 a classificação dos pesquisadores mais citados mundialmente na área da Ortodontia, onde se destacou na vice-liderança deste ranking. Onde o levantamento buscou avaliar todos os artigos de revistas de Ortodontia que estavam incluídas no Journal Citation Reports de 2016, publicados entre 2007 e 2017. Os resultados fazeram parte do estudo “Current trends in Orthodontic Journals listed in Journal Citation Reports. A bibliometric study” (“Tendências atuais das revistas de Ortodontia listadas no Journal Citation Reports. Um estudo bibliométrico”). 






 

 

 

 

terça-feira, 27 de julho de 2021

Eficácia dos alinhadores Invisalign® no tratamento de recessão gengival grave: relato de caso

 











Neste artigo de 2021, publicado The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Marcio Antonio de Figueiredo, Fábio Lourenço Romano, Murilo Fernando Neuppmann Feres, Maria Bernadete Sasso Stuani, Ana Carla Raphaelli Nahás-Scocate, Mírian Aiko Nakane Matsumoto. Do Department of Pediatric Dentistry, School of Dentistry of Ribeirão Preto, University of São Paulo, Sao Paulo, Brazil e do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Guarulhos University (UNG), Sao Paulo, Brazil. Foi demonstrada a eficácia do sistema Invisalign® no tratamento de uma recessão gengival grave e deiscência óssea por meio de torque, translação e movimentos de intrusão em uma mulher jovem.

A tomografia computadorizada de feixe cônico foi utilizada para avaliar os parâmetros ósseos e verificar os dentes durante o tratamento. A raiz do incisivo central inferior direito, que estava posicionada vestibularmente e exibia deiscência óssea de 9,4 mm, foi deslocada em direção ao centro do processo alveolar com o sistema Invisalign® e recursos SmartForce®. O paciente foi monitorado por um periodontista durante todo o período de tratamento ortodôntico.

A recessão gengival diminuiu, enquanto a deiscência óssea diminuiu de 9,40 mm para 3,14 mm. Assim, a movimentação da raiz para o alvéolo promoveu a neoformação óssea e tratou a recessão gengival. Os achados deste caso sugerem que o tratamento ortodôntico com o sistema Invisalign®, junto com o monitoramento periodontal, pode auxiliar no tratamento da recessão gengival e defeitos alveolares.


Link do artigo na Integra via KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1953&vmd=Full#N/A

terça-feira, 20 de julho de 2021

Proximidade da raiz com os miniparafusos de ancoragem de miniplacas ortodônticos na área dos incisivos inferiores: Uma análise com tomografia computadorizada de feixe cônico

 





Neste artigo de 2021, publicado no The Koran Journal of Orthodontics, pelos Autores Do-Min JeongSong Hee Oh; HyeRan Choo; Yong-Suk Choi; Seong-Hun Kim; Jin-Suk Lee; Eui-Hwan Hwang. Do Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea; Department of Surgery, Division of Plastic and Reconstructive Surgery, Craniofacial and Airway Orthodontic Clinic, Stanford University School of Medicine, Lucile Packard Children’s Hospital, Palo Alto, CA, USA; Department of Orthodontics, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e do Department of Dental Education, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea. Realizaram  um estudo de análise de resultados que avaliou as posições reais da miniplaca ortodôntica e dos parafusos de ancoragem da miniplaca (MPASs) e os fatores de risco que afetam as estruturas anatômicas adjacentes após a colocação da miniplaca na área de incisivos inferiores.

Imagens de tomografias computadorizadas de feixe cônico de 97 miniplacas ortodônticas e seus 194 MPASs (diâmetro, 1,5 mm; comprimento, 4 mm) em pacientes cujas miniplacas forneceram estabilidade clínica suficiente para o tratamento ortodôntico foram revisadas retrospectivamente. Para avaliar as posições reais das miniplacas e analisar os fatores de risco, incluindo os efeitos nas raízes adjacentes, altura de colocação do MPAS (PH), profundidade de colocação (PD), ângulo da placa (PA), ângulo da fossa mental (MA) e proximidade da raiz foram avaliados usando o teste t pareado, análise de variância e modelo linear generalizado e análises de regressão.

Os PDs médios dos MPASs nas posições 1 (P1) e 2 (P2) foram 2,01 mm e 2,23 mm, respectivamente. PA foi significativamente maior no grupo com má oclusão de Classe III do que nos outros grupos. PH foi positivamente correlacionado com MA e PD em P1. Das 97 MPASs em P1, 49 estavam na área sem raiz e 48 na área denteada; além disso, 19 apresentaram grau de contato radicular (19,6%) sem perfuração radicular. Todos os MPASs em P2 estavam na área sem raiz.

Os Autores concluíram que posicionar a cabeça da miniplaca aproximadamente 1 mm abaixo da junção mucogengival provavelmente fornecerá PH suficiente para que os P1-MPASs sejam colocados na área sem raiz.

Link do artigo na integra via KJO:

http://new.kjo.or.kr/journal/view.html?doi=10.4041/kjod.2021.51.4.231#n

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Distalização total do arco maxilar usando aparelho extra-oral em paciente adulto: Reconsiderando a estratégia tradicional na ortodontia modernos

 


Neste artigo de 2021, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Chenshuang Li; Luca Sfogliano; Wenlu Jiang; Haofu Lee; Zhong Zheng; Chun-Hsi Chung; John Jones. Do Department of Orthodontics, School of Dental Medicine, University of Pennsylvania, Philadelphia, Penn. Division of Growth and Development, Section of Orthodontics, School of Dentistry, University of California, Los Angeles, Los Angeles, Calif. Mostra um relato de caso tratado com aparelho extra-oral e acompanhado a longo prazo.

Embora o aparelho extra-oral seja raramente usado em pacientes adultos, seu uso em adultos é principalmente para controle de ancoragem. No presente relato de caso, um paciente de 24 anos tinha uma relação esquelética de Classe I com tendência de Classe II, padrão braquifacial, assimetria facial significativa e relações dentais de Classe II com molares e caninos 3/4 cúspides de Classe II em ambos os lados. 

O paciente recusou a cirurgia e a assimetria facial não era sua preocupação. O objetivo final do tratamento era alcançar uma relação dentária estável de Classe I e oclusão normal sem comprometer significativamente o perfil do paciente. O paciente aderiu ao uso de aparelho extra-oral de tração cervical após recusar as opções de tratamento combinado ortodôntico-ortognático, extração de pré-molares superiores ou mini-implantes de ancoragem esquelética temporária.

Um movimento distal do arco superior de 5 mm foi realizado sem inclinação distal significativa das coroas dos molares. A duração do tratamento ativo foi de 31 meses. Overbite e overjet adequados, oclusão equilibrada e um perfil facial aceitável foram alcançados. 

Os resultados do tratamento inspiram a reconsideração da possibilidade do uso de arnês na correção da Classe II dentária em pacientes adultos.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/2/267/446960/Total-maxillary-arch-distalization-by-using

segunda-feira, 29 de março de 2021

Relação entre o deslocamento rotacional do disco da articulação temporomandibular e a morfologia dentoesquelética

 



Neste artigo de 2021, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores So-Hyun Park; Won-Jeong Han;  Dong-Hwa Chung; Jung-Sub An;  Sug-Joon Ahn. Do Department of Orthodontics, Dankook University Jukjeon Dental Hospital, Yongin, Korea; Department of Oral and Maxillofacial Radiology, College of Dentistry, Dankook University, Cheonan, Korea; Department of Orthodontics, College of Dentistry, Dankook University, Cheonan, Korea; Department of Orthodontics, Seoul National University Dental Hospital, Seoul, Korea e Dental Research Institute and Department of Orthodontics, School of Dentistry, Seoul National University, Seoul, Korea. Teve o  objetivo de  avaliar a relação entre o deslocamento rotacional do disco  (DD) da articulação temporomandibular (ATM) e a morfologia dentoesquelética.

Mulheres com idade maior que17 anos foram incluídas neste estudo. Cada paciente tinha uma queixa primária de má oclusão e foram submetidas a exames cefalométricos de rotina. Elas foram divididas em cinco grupos de acordo com os achados nas imagens de ressonância magnética sagital e coronal de suas ATMs: posição de disco normal bilateral, DD anterior bilateral com redução (ADDR), DD rotacional bilateral com redução (RDDR), DD anterior bilateral sem redução (ADDNR) e DD rotacional bilateral sem redução (RDDNR). Vinte e três variáveis cefalométricas foram analisadas e o teste de Kruskal-Wallis foi usado para avaliar diferenças na morfologia dentoesquelética entre os cinco grupos.

Os pacientes com DD das ATMs  exibiram um padrão hiperdivergente com uma mandíbula retrognata, ao contrário daqueles com uma posição de disco normal. Essas características esqueléticas específicas foram mais severas em pacientes que exibiam DD sem redução do que naqueles com redução, independentemente da presença de DD rotacional. A DD rotacional influenciou significativamente nos padrões esqueléticos horizontais e verticais apenas na fase de DD com redução, e a mandíbula exibiu uma posição mais para trás e rotacionada nos  pacientes com RDDR do que naqueles com ADDR. No entanto, não houveram diferenças dentoesqueléticas significativas entre ADDNR e RDDNR.

Os autores concluíram que os resultados do estudo sugeriram que a DD rotacional da ATM tem um papel importante na morfologia dentoesquelética, principalmente em pacientes que apresentam DD com redução.

Link do Artigo na integra via e-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1962&vmd=Full

terça-feira, 9 de março de 2021

Diferenças na morfologia do côndilo mandibular e da fossa glenóide em relação aos padrões esqueléticos vertical e sagital: um estudo com tomografia computadorizada de feixe cônico

 



Neste artigo de 2021, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Kyoung Jin Noh; Hyoung-Seon Baik;  Sang-Sun Han; Woowon Jang e Yoon Jeong Choi. Do Department of Orthodontics, The Institute of Craniofacial Deformity, Yonsei University College of Dentistry, Seoul, Korea e Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Yonsei University College of Dentistry, Seoul, Korea. Teve como objetivo avaliar a seguinte hipótese nula: não há diferenças na morfologia das estruturas da articulação temporomandibular (ATM) em relação aos padrões cefalométricos verticais e sagitais.

Este estudo retrospectivo foi realizado com 131 participantes sem sintomas de ATM. Os participantes foram divididos em grupos de Classe I, II e III com base nas relações cefalométricas sagitais e em grupos hiperdivergente, normodivergente e hipodivergente com base em suas relações cefalométricas verticais. As seguintes medidas foram realizadas usando imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico e comparadas entre os grupos: volume condilar, tamanho do côndilo (largura, comprimento e altura), tamanho da fossa (comprimento e altura) e espaços articulares côndilo-fossa no pólos condilares anterior, superior e posterior.

A hipótese nula foi rejeitada. O grupo Classe III apresentou maiores valores para largura condilar, altura condilar e altura da fossa do que o grupo Classe II (p <0,05). O volume condilar e o espaço articular superior no grupo hiperdivergente foram significativamente menores do que nos outros dois grupos verticais (p <0,001), enquanto o comprimento e a altura da fossa foram significativamente maiores no grupo hiperdivergente do que nos outros grupos (p <0,01). O grupo hipodivergente apresentou largura condilar maior do que o grupo hipodivergente (p <0,01). Os padrões cefalométricos sagitais e verticais mostraram interações estatisticamente significativas para comprimento e altura da fossa.

Os autores concluíram que a morfologia da ATM diferiu em diversos padrões cefalométricos esqueléticos. O comprimento e a altura da fossa foram afetados pelas interações dos padrões esqueléticos vertical e sagital.


Link do artigo na Integra via E-KJO:

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