ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Avaliação dos fatores relacionados ao sucesso da expansão rápida do palato assistida por mini-implantes





Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Cibele B. Oliveira; Priscila Ayub; Fernanda Angelieri; Wilson H. Murata; Selly S. Suzuki; Dirceu B. Ravelli; Ary Santos-Pinto. Do department of Pediatric Dentistry, São Paulo State University (UNESP), School of Dentistry, Araraquara, Brazil e do Department of Orthodontics, São Leopoldo Mandic School and Dental Institute, Campinas, São Paulo, Brazil. Avaliou se o sucesso da expansão palatina assistida por mini-implante (MARPE), realizada em pacientes com maturação óssea avançada, se estaria relacionado a fatores como maturação da sutura palatina mediana (MPS), idade, sexo ou ancoragem do mini-implante bicortical.

Vinte e oito tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) de adultos e adolescentes pós-púberes tratados pelo MARPE foram incluídos na amostra. Imagens de TCFC antes (T0) e após a expansão (T1) foram usadas para avaliar as alterações esqueléticas e o sucesso ou fracasso do MARPE. Imagens axiais de MPS foram extraídas de T0 e classificadas em um dos cinco estágios de maturação. A correlação entre o sucesso do MARPE e os fatores de idade, sexo, maturação da MPS e ancoragem do mini-implante bicortical foi investigada.

Apenas a idade apresentou correlação negativa estatisticamente significativa com o sucesso do MARPE e todas as medidas esqueléticas. Observou-se uma taxa de sucesso de 83,3% entre indivíduos de 15 a 19 anos, 81,8% de 20 a 29 anos e 20% de 30 a 37 anos. A maturação do MPS apresentou correlação negativa com o efeito de expansão. Indivíduos com estágio B ou C de maturação da MPS apresentaram 100% de sucesso, seguidos do estágio D (62,5%) e estágio E (58,3%).

Com o aumento da idade, houve uma diminuição no sucesso do MARPE e nos efeitos esqueléticos da expansão maxilar. Sexo e ancoragem com mini-implante bicortical não se mostraram fatores relevantes. Não houve correlação entre a maturação da MPS e o sucesso do MARPE; entretanto, observou-se que todos os casos de falha do MARPE foram classificados como estágio D ou E de maturação da MPS.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/doi/10.2319/051420-436.1/449913/Evaluation-of-factors-related-to-the-success-of

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Ortodontia em Luto - Perdemos o Professor Dr. Hugo Trevisi






 




Ontem 11/01/21 a Ortodontia mundial perdeu um dos seus grandes nomes, o Professor Dr Hugo Trevisi, a vitima de complicações em decorrência a COVID-19.

O Professor Hugo, foi um dos criadores e desenvolvedores da Técnica MBT, representante de destaque da Ortondontia Brasileira no Cenário Interncaional. Clinico atuante, trabalhava nos seus cursos e atendia na clinica privada na cidade de Presidente Prudente em São Paulo. O professor Hugo Trevisi participou de diversos eventos da Ortodontia Contemporânea. Inclusive homenageado pelo grupo dos alunos e ex-alunos (ALUMNI). Onde muitos amigos e admiradores.

Deixará muitas saudades pela simplicidade e humildade no trato and riquíssimo conhecimento compartilhado. Suas obras o eternizarão nos nossos corações e nas nossas aplicações clínicas diarias. Nossos sinceros sentimentos a Família e aos amigos de trabalho.

Encontro do Professor Trevisi e ALUMNI:

http://www.ortodontiacontemporanea.com/2016/08/filosofia-mbt-com-o-professor-dr-hugo.html



Depoimento do Professor Hugo Trevisi no Curso Avançado para Especialisatas




"Nas décadas de 80 e 90, o professor Trevisi coordenou inúmeros cursos para brasileiros, nos Estados Unidos, enfocando a técnica Straight Wire, divulgando e preparando, nesse campo, muitos professores patrícios. Dessa maneira, a técnica com aparelhos pré-ajustados teve condições de desenvolver-se, no Brasil, de maneira significativa.

A trajetória de vida profissional do professor Trevisi, com certeza, foi pautada por sacrifícios pessoais, dedicação contínua e desprendimento, os quais são fatores fundamentais para o sucesso pessoal e, principalmente, para a contribuição científica decorrente, em prol das coletividades, brasileira e internacional, no campo ortodôntico.

O emérito professor ministra, de maneira incansável, cursos por todas as regiões deste planeta, divulgando os seus conhecimentos e demonstrando a presença brasileira na estrutura de uma filosofia de tratamento internacional (Filosofia de tratamento MBT), engrandecendo a Ortodontia, como ciência, de uma maneira insofismável.

OprofessorTrevisifundouumcentrodeestudosortodônticos(referênciano Brasil), na cidade de Presidente Prudente, coordena um curso de especialização na regional da APCD e desenvolve trabalhos importantes na área específica.

A técnica Ortodôntica Versátil MBT e o Aparelho Autoligado SmartClip foram idealizados pelos professores J. Bennett, Richard McLaughlin e Hugo Trevisi. Esta tecnologia, que dá sustentação à filosofia de tratamento MBT, é de importância capital para a formação dos ortodontistas, uma vez que os autores conseguiram facilitar o trabalho de correção das más oclusões dentárias, produ- zindo uma biomecânica compatível com os níveis científicos atualizados e com possibilidades de alcance das metas ideais de tratamento.

Este fato e o trabalho dos autores supra-citados, por si só, recomendam o nome do professor Trevisi como um dos profissionais de relevo dentro da ciência de Angle. Estamos apresentando, formalmente, nesta entrevista, um digno e ilus- tre companheiro das lides ortodônticas neste Brasil, que a nosso ver, representa uma personalidade marcante na história da Ortodontia brasileira."

Prof. Dr. Julio Wilson Vigorito

Entrevista concedida a revista Dental Press em 2006:

https://www.scielo.br/pdf/dpress/v11n5/a03v11n5.pdf



quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Fios e braquetes: o movimento em evolução















Artigo Publicado na edição comemorativa de 50 anos da Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia OrtoSPO.
Como os novos materiais e a compreensão dos conceitos biomecânicos contribuíram para a evolução dos dispositivos ortodônticos.

Colaboração: Marlos Loiola e Hugo Trevisi


Por Adilson Fuzo e João de Andrade Neto


Protagonistas da movimentação dentária na Ortodontia atual, fios ortodônticos e braquetes acompanham a evolução secular da especialidade. Desde 1728, quando o francês Pierre Fauchard relatou o primeiro método de movimentação dentária através de uma tira de metal perfurada, as mudanças alcançaram a concepção dos dispositivos e os materiais utilizados. O entendimento correto da biomecânica, aliado às novas descobertas tecnológicas, revolucionou os tratamentos realizados com aparelhos ortodônticos.
Fauchard inventou um aparelho que chamou de “bandeou”, que utilizava uma tira em forma de ferradura, onde os dentes mal posicionados eram presos por meio de fibras e, assim, se deslocavam. Depois, ao longo do século 18, diversos autores desenvolveram técnicas de formas isoladas através de experiências clínicas, com a utilização de aparelhos de borracha, de prata e de metais, como bronze, e até madeira. “Até aquele momento, cada um enxergava as más-oclusões e tratava de acordo com suas perspectivas, conhecimentos e experiências clínicas. Era como se fossem formações e pontos de vistas diferentes, mas com soluções”, conta o mestre em Ortodontia Marlos Loiola.
A errática linha evolutiva da Ortodontia só passou a contar com um eixo consistente a partir de 1899, quando Edward H. Angle apresentou sua famosa classificação das más-oclusões. Angle ficou marcado na história da especialidade por contribuir em diversos aspectos da compreensão da biomecânica, assim como pelos aparelhos que desenvolveu.

O primeiro dispositivo importante foi o arco em E, descrito em 1890. O aparelho era simples e proporcionava bom alinhamento dos dentes pelo uso de bandas nos molares, com tubos vestibulares rosqueados e arco de expansão, também rosqueado, para conexão com os tubos. Isso aumentava o perímetro do arco e, assim, era possível obter espaço e posicionar os dentes.

Angle imaginava que este era o primeiro mecanismo que controlava e distribuía as forças de maneira fisiológica, realizando movimentos dentários que respeitassem os tecidos envolvidos. Mas, ainda não era possível obter o controle das rotações. Desta forma, em 1916, Angle desenvolveu o aparelho de arco de cinta, que tinha um delicado bloco de metal soldado às bandas. O dispositivo foi denominado “braquete” pelo autor. Também conhecido como “ribbon arch”, o aparelho conseguiu individualizar acessório por acessório, além de apresentar encaixes verticais no sentido oclusogengival. Nele, arcos retangulares eram colocados passivamente e por meio de dobras. Desta forma, os arcos com retificação assumiam a forma ideal e alinhavam os dentes. A partir daí, as forças passaram a ser transmitidas aos dentes por intermédio dos braquetes.

Ao longo desse período de desenvolvimento, os metais utilizados também passaram por uma evolução. Ele utilizava ligas de níquel-prata para confeccionar acessórios ortodônticos, o que dava um volume maior aos dispositivos. Depois, fez a substituição por ligas de cobre, níquel e zinco sem prata. Até que, posteriormente, passou a escolher as ligas de ouro.
No final de sua carreira, em 1928, Angle apresentou o aparelho Edgewise (arco de canto), certamente uma de suas mais importantes contribuições para a Ortodontia. O aparelho também fazia uso de arcos retangulares presos às canaletas por meio de ligaduras metálicas, de modo que permitia a movimentação do elemento dentário em todas as direções. Os primeiros braquetes já eram confeccionados em ouro maleável, com fácil deformação. O Edgewise permitia a execução da movimentação dos dentes em todas as direções.
O domínio do Edgewise só voltou a ser impactado com a chegada do aparelho Straight-Wire, desenvolvido por Lawrence F. Andrews em 1970. Analisando possíveis melhorias em relação ao conceito do Edgewise, Andrews incorporou as “dobras” necessárias para movimentar os dentes nas direções desejadas no desenho dos braquetes, de forma mais previsível e em menos tempo. Na tentativa de aperfeiçoar ainda mais o aparelho, foram desenvolvidas séries de braquetes Straight-Wire para casos com extração, seguindo os conceitos de angulação, torque e antirrotação, que buscavam anular os efeitos colaterais dos movimentos de translação. Andrews preconizou, ainda, três especificações de torque diferentes para os incisivos superiores e inferiores. O aparelho passou, então, a conter várias prescrições.

Desde então, as novidades mais notáveis são de materiais, em especial para os braquetes. A Ortodontia estética ganha destaque e, com ela, os braquetes de porcelana e os cerâmicos, também conhecidos como safira. Eles têm forte apelo junto aos pacientes adultos, que passaram a representar uma parcela relevante nos atendimentos, por conta da estética.

À primeira vista, a evolução dos fios e braquetes se confunde com a trajetória da própria Ortodontia. No entanto, as últimas décadas ofereceram outros dispositivos que potencializaram o arsenal do ortodontista, como os alinhadores estéticos, os mini-implantes, as miniplacas etc., ampliando as possibilidades de tratamento. Somam-se a esse quadro as técnicas cirúrgicas de aceleração do tratamento e as tecnologias digitais, cada vez mais presentes. Diante disso, a evolução da Ortodontia abre perspectivas ainda mais animadoras para o futuro. Qual será o próximo advento a nos surpreender?


Link do artigo na integra via Ortociencia:

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Avaliação das alterações de crescimento induzidas por aparelhos funcionais em crianças com má oclusão de Classe II: sobreposição de cefalogramas laterais em estruturas estáveis

 


Neste artigo de 2020, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Eunhye Oh, Sug-Joon Ahn,  Liselotte Sonnesen. Da Section of Orthodontics, Department of Odontology, Faculty of Health and Medical Sciences, University of Copenhagen, Copenhagen, Denmark e do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Seoul National University, Seoul, Korea. Teve o objetivo de Comparar as alterações dentoalveolares, esqueléticas e rotacionais de curto e longo prazo avaliadas pelo método estrutural de sobreposição de Björk entre crianças com má oclusão de Classe II tratadas por aparelhos funcionais e controles pareados não tratados. 

Setenta e nove crianças pré-púberes ou púberes (idade média, 11,57 ± 1,40 anos) com má oclusão de Classe II foram incluídas. Trinta e quatro crianças foram tratadas com um ativador casquete  de tração alta  (ativador Z), enquanto 28 foram tratadas com um ativador sem casquete de tração (E-ativador). Dezessete crianças não tratadas foram incluídas como controles. Os cefalogramas laterais foram obtidos antes do tratamento (T1), após o tratamento com aparelho funcional (T2) e após contenção na fase pós-púbere (T3). Mudanças de T1 para T2 e de T1 para T3 foram comparadas entre os grupos tratados e o grupo de controle usando análise de regressão linear múltipla.

Em relação aos achados no grupo controle em T2, a relação sagital da mandíbula (subespinal e násio-pogônio, p <0,001), prognatismo maxilar (sela-násio-subespinal, p <0,05) e crescimento condilar (p <0,001) exibiu melhorias significativas nos grupos do ativador Z e E, que também mostraram um aumento significativo na retração dos incisivos superiores (p <0,001) e diminuição da sobressaliência (p <0,001). Apenas o grupo E-ativador exibiu rotação significativa para trás da maxila em T2 (p <0,01). As melhorias na relação sagital da mandíbula (p <0,01) e relação dentária (p <0,001) permaneceram significativas em T3. O crescimento condilar e as rotações da mandíbula não foram significativas em T3. 

Os Autores concluíram que o tratamento com aparelhos funcionais em crianças com má oclusão de Classe II pode melhorar significativamente a relação sagital da mandíbula e as relações dentais a longo prazo.


Link do artigo na integra via E-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1883&vmd=Full

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Como a cirurgia ortognática bimaxilar altera as dimensões dos seios maxilares e do espaço aéreo faríngeo?

 





Neste artigo de 2020, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Luiza Roberta Bin; Liogi Iwaki Filho; Amanda Lury Yamashita; Gustavo Nascimento de Souza Pinto; Rui Amaral Mendes; Adilson Luiz Ramos; Isolde Terezinha dos Santos Previdelli; Lilian Cristina Vessoni Iwaki. Do Department of Dentistry, State University of West Parana, Cascavel, Parana, Brazil, Department of Dentistry, State University of Maringa, Maringa, Parana, Brazil, Department of Oral Diagnosis, Area of Oral Radiology, Piracicaba Dental School, University of Campinas, Piracicaba, Sao Paulo, Brazil, Department of Oral and Maxillofacial Medicine and Diagnostic Sciences, Case Western Reserve University, Cleveland, Ohio; and Center for Research in Higher Education Policies, Porto, Portugal, Department of Statistics, State University of Maringa, Maringa, Parana, Brazil. Avalia as alterações no seio maxilar (MS) e no espaço aéreo faríngeo (PAS) após cirurgia ortognática bimaxilar por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC).

As imagens de TCFC de 48 pacientes foram divididas em dois grupos: grupo 1: avanço maxilar e recuo mandibular (n 1⁄4 24); grupo 2: avanço maxilomandibular (n 1⁄4 24). As TCFCs foram adquiridas 1 a 2 meses no pré-operatório e 6 a 8 meses no pós-operatório. Um teste kappa foi usado para determinar a concordância intra e interexaminador. As medidas de área, volume e lineares de MSs e PASs obtidas antes e após a cirurgia foram comparadas usando um modelo misto (P menor que 0,05).

Todas as variáveis do MS apresentaram reduções pós-cirúrgicas significativas em ambos os grupos, exceto o comprimento do MS, que apresentou aumento significativo no grupo 2. O volume e a área axial mínima de PAS apresentaram aumentos pós-cirúrgicos estatisticamente significativos em ambos os grupos (P menor 0,05).

Os autores concluiram que apesar da redução do MS e do aumento da PAS, os resultados indicaram que a via aérea não foi afetada negativamente após o avanço maxilomandibular e o avanço maxilar com recuo mandibular.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/5/715/438643/How-does-bimaxillary-orthognathic-surgery-change

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Impacto da distalização dos molares com alinhadores transparentes na dimensão vertical da oclusão: Um estudo retrospectivo

 



Neste artigo de 2019, publicado pela BMC Oral Health, Pelos Autores Silvia Caruso , Alessandro Nota , Shideh Ehsani , Elena Maddalone , Kenji Ojima and Simona Tecco. Do Department of Life, Health and Environmental Sciences, University of L’Aquila, Piazzale Salvatore Tommasi 1, 67100 L’Aquila, Coppito, Italy, Dental School, Vita-Salute University and IRCCS San Raffaele Hospital, Via Olgettina, 58, 20132 Milan, Italy e Private Practice of Orthodontics, Tokyo, Japan. Estuda uma estratégia comum no tratamento sem extração da relação molar em Classe II, a distalização dos molares superiores, que poderia aumentar a altura facial inferior e causar rotação mandibular no sentido horário. O objetivo deste estudo retrospectivo foi analisar os efeitos na dimensão dentoesquelética vertical de adultos jovens tratados com distalização sequencial com alinhadores ortodônticos.

Foram analisadas radiografias cefalométricas laterais de 10 indivíduos (8 mulheres 2 homens; idade média de 22,7 ± 5,3 anos) tratados com distalização sequencial de molares superiores com alinhadores ortodônticos (Invisalign, Align Technology, San Josè, Califórnia, EUA).

Não foi observada diferença estatisticamente significativa para o desfecho primário SN-GoGn entre T0 e T1 e foi registrada uma variação média de 0,1 ± 2,0 graus. Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas na posição linear dos molares superiores (6-PP, 7-PP), o parâmetro de relação de classe molar (RM) e a inclinação do incisivo superior (1 ^ PP) com pelo menos p <0,01.

Os Autores concluíram que a distalização dos molares superiores com alinhadores ortodônticos garantem um excelente controle da dimensão vertical representando uma solução ideal para o tratamento de indivíduos hiperdivergentes ou com mordida aberta. Também permite um excelente controle do torque incisal sem perda de ancoragem durante o procedimento ortodôntico.

Link do artigo na Integra via NCBI:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6692944/pdf/12903_2019_Article_880.pdf

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

A biomecânica de expansão do arco maxilar posterior utilizando aparelhos fixos vestibulares e linguais

 



Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Harsimrat Kaur; Brandon Owen; Bill Tran; Raymond Guan; Jeramy Luo; Alexander Granley; Jason P. Carey; Paul W. Major; Dan L. Romanyk. Do Department of Dentistry, Faculty of Medicine and Dentistry, University of Alberta, Edmonton, Alberta, Canada e do Department of Mechanical Engineering, Faculty of Engineering, University of Alberta, Edmonton, Alberta, Canada. Teve o objetivo de comparar a biomecânica dos sistemas de arco vestibular reto, lingual reto e lingual em cogumelo quando usados na expansão do arco posterior.

Um simulador ortodôntico eletromecânico que permite deslocamentos vestibulo/linguais e verticais de dentes individuais em que realiza medições tridimensionais de força / momento foi instrumentado com dentes anatômicos para o arco superior. Os braquetes In-Ovation L foram colados às superfícies linguais e os braquetes Carriere SLX às superfícies vestibulares para garantir a consistência das dimensões da fenda. Os arcos de TMA foram dobrados em uma forma de arco ideal e os dentes no simulador ortodôntico foram colocados em uma posição passiva. Os dentes posteriores do canino ao segundo molar foram movidos lingualmente para replicar um arco contraído. Da posição contraída, os dentes posteriores foram movidos simultaneamente até que a força expansiva diminuísse abaixo de 0,2 N. Os sistemas de força / momento inicial e a quantidade de expansão prevista foram comparados para os dentes posteriores a um nível de significância.

O tipo de arco afetou tanto a expansão esperada quanto os sistemas de força/momento iniciais produzidos na posição contraída. Em geral, os sistemas linguais produziram a maior expansão. Os sistemas de arcos não foram capazes de retornar os dentes à sua posição ideal, com o sistema mais próximo alcançando 41% da expansão pretendida.

Os Autores concluiram que em geral, os sistemas linguais foram capazes de produzir maior expansão nas regiões posteriores quando comparados aos sistemas vestibulares. No entanto, menos da metade da expansão do arco pretendida foi alcançada com todos os sistemas testados.


Link do Artigo na integra via Angle Orthodontist:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/5/688/438698/The-biomechanics-of-posterior-maxillary-arch

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Ensaio clínico prospectivo para avaliação dos efeitos produzidos pelo arco de intrusão de Connecticut na arcada dentária superior

 







Neste Artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Alessandro Schwertner; Renato Rodrigues de Almeida; Renata Rodrigues de Almeida-Pedrin; Thais Maria Freire Fernandes; Paula Oltramari; Marcio Rodrigues de Almeida. Do Department of Orthodontics, University of North Paraná, Londrina-Paraná, Brazil. Teve o objetivo Avaliar e comparar os efeitos produzidos na arcada dentária superior por meio do arco de intrusão de Connecticut (CIA) com ou sem dobra na extremidade distal do tubo dos primeiros molares.

O estudo incluiu 44 pacientes com idade média de 13,1 +- 1,8 anos tratados da mordida profunda com CIA, divididos aleatoriamente em dois grupos: grupo 1 (G1), 22 pacientes com idade média inicial de 12,72 +- 1,74 anos tratados com CIA no arcada superior sem dobra distal na face distal do tubo dos primeiros molares e grupo 2 (G2), 22 pacientes com idade média inicial de 13,67+- 2,03 anos tratados com CIA com dobra distal. Cefalogramas laterais disponíveis antes do tratamento (T1) e após a intrusão dos incisivos superiores (T2) foram analisados. O período médio de tratamento foi de 5,5 +- 1,45 meses. Mudanças intragrupos e intergrupos nas posições dos incisivos e molares superiores foram analisadas por testes t pareados e independentes associados ao método de correção de Holm-Bonferroni para comparações múltiplas (P menor que 0,05).

Houve diferenças significativas entre os grupos em termos de deslocamento dos incisivos superiores. Os incisivos superiores projetados vestibularmente (2,178) e proclinados (1,68 mm) no grupo 1, enquanto uma inclinação palatina (􏰀1,998) e retroclinação (􏰀1,13 mm) foi observada no grupo 2. Nenhuma diferença significativa foi encontrada para as posições molares entre os grupos.

Os Autores concluíram que a presença ou ausência de dobra distal no CIA afeta a inclinação dos incisivos e a proclinação durante a mecânica de intrusão.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/4/500/430038/A-prospective-clinical-trial-of-the-effects

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Reprodutibilidade da construção de um modelo de dente de composito composto por uma coroa escaneada intraoral e uma raiz escaneada por tomografia computadorizada de feixe cônico

 




Neste artigo de 2020, publicado na The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Seung-Weon; LimRyu-Jin Moon; Min-Seok Kim; Min-Hee Oh; Kyung-Min Lee;  Hyeon-Shik HwangTae-Woo KimSeung-Hak Baek; Jin-Hyoung Cho. Do Department of Orthodontics, Department of Oral Anatomy, School of Dentistry, Chonnam National University, Gwangju, Korea e do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Seoul National University, Seoul, Korea. Avalia a reprodutibilidade da construção de um modelo de dente de composito (CTM) composto por uma coroa digitalizada intraoral e uma raiz digitalizada por tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC).

O estudo avaliou 240 dentes (30 incisivos centrais, 30 caninos, 30 segundos pré-molares e 30 primeiros molares nos arcos maxilares e mandibulares) de 15 pacientes adultos jovens, cuja varredura intraoral pré-tratamento e a Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC) estavam disponíveis. Examinador-Referencia (3 anos de experiência na construção de CTM) e Examinadores-A e Examinadores-B (sem experiência) construíram os CTMs individuais de forma independente, executando as seguintes etapas: aquisição e processamento de imagens em um modelo tridimensional, integração de coroas digitalizadas e dentes digitalizados por TCFC e substituição da coroa digitalizada por TCFC pela coroa digitalizada intraoral. Foi medido o ângulo do eixo dentário em termos de angulação mesiodistal e inclinação vestíbulo-lingual dos CTMs construídos pelos três examinadores. Para avaliar a reprodutibilidade da construção de CTMs, avaliações do coeficiente de correlação intraclasse (ICC) foram realizadas.

Os valores de ICC da angulação mesiodistal e inclinação vestíbulo-lingual entre os 3 examinadores mostraram excelente concordância (0,950–0,992 e 0,965–0,993; 0,976–0,994 e 0,973–0,995 nas arcadas maxilar e mandibular, respectivamente).

Os Autores concluiram que o CTM mostrou excelente reprodutibilidade de construção na angulação mesiodistal e inclinação vestíbulo-lingual independente da habilidade de construção e nível de experiência dos examinadores.

Link do Artigo na integra via e-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1899&vmd=Full

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Tratamento do ronco e apneia do sono com um dispositivo de reabilitação lingual

 


Neste artigo de 2020, publicado pelo Journal of Clinical Orthodontics, pelos Autores CHRISTIANE CAVALCANTE FEITOZA,  NILTON COELHO, NILTON COSTA, ALEXANDRE PONTE e WANDERSON AZEVEDO da Federal University of Alagoas e da Faculdades Unidas do Norte de Minas, Maceió, Brazil. Apresenta um dispositivo removível para o controle da lingua e da apneia obstrutiva do sono.

O artigo apresenta o "Tongue Rehabilitator",  um aparelho desenvolvido para pacientes ortodônticos com hábitos de ronco, apneia do sono ou mordidas abertas causadas por interposição lingual. Ao contrário dos dispositivos convencionais que movem a mandíbula para frente, o mecanismo de ação do Reabilitador de Língua se baseia em elevar a língua e direcioná-la para uma posição fisiológica, fortalecendo-a o suficiente para permitir uma vedação labial completa (primeira válvula). O contato língua-palato (segunda válvula) promove a abertura da orofaringe em uma direção látero-lateral, e a base da língua então ativa a terceira válvula, iniciando o contato com o palato mole.

O Reabilitador de Língua foi projetado para projetar a língua e estimular os receptores neurais, selando assim as válvulas durante a deglutição e abrindo a via aérea posterior. A língua é um forte órgão muscular responsável por uma parte significativa da obstrução faríngea durante o sono. Quando posicionado em posição anterior, o músculo genioglosso estimula os músculos supra-hióideos, que por sua vez movem o osso hióide para frente, abrindo ainda mais a hipofaringe. Pode ser adaptado a uma série de aparelhos ortodônticos diferentes.

Embora o Reabilitador de Língua tenha mostrado resultados promissores, mais estudos são necessários para fornecer evidências científicas adicionais da funcionalidade deste novo dispositivo, principalmente em comparação com aparelhos de avanço mandibular, no tratamento do ronco e apneia do sono.


Link do Artigo na Integra via JCO-ONLINE:

https://www.jco-online.com/media/38373/2020_07_400_feitoza.pdf


quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Ortodontia no Oeste do Estados Unidos: Quando Pasadena, foi a Meca do ensino da Odontologia



Neste Artigo de 1992, escrito pelo autor Norman Wahl, Professor da Historia da Ortodontia da UCLA, Los Angeles, California. Conta a Historia acadêmica e de fundação da Escola de Ortodontia do Professor Edward Harley Angle. 

Um breve resumo do texto, que no final tem um link de acessa a integra do belo trabalho disponibilizado pela Universidade da California.

A Cidade Pasadena, em um momento em que foi anfitriã da história da elite da odontologia. Entre 1924 e 1927, dentistas de todo os Estados Unidos da América e de países distantes como Finlândia, Austrália, Irlanda e Brasil passaram a estudar no "Angle College of Orthodontia". O "campus" deles era apenas um pequeno edifício escondido no distrito residencial de Orange Heights, sua reputação se espalhou por toda parte.



Era uma estrutura  dedicada exclusivamente para o ensino de ortodontia (de 1923 a 1924, foi chamada Angle School of Orthodontia). Até então, a disseminação  desse conhecimento altamente especializado era realizada nos consultórios de dentistas preceptores ou em locais construídos para outra finalidade.



Depois de aperfeiçoar o aparelho Edgewise, o Professor Angle estabeleceu que seu próximo objetivo seria criar uma legislação que controlasse a prática da ortodontia. Isso ele nunca conseguiu. Como forma de protestar, por mais injusto que isso pudesse resultar,  na fase que a faculdade vinha em franco em progresso, ele fechou as portas em 1927.

Angle nunca mais ensinou. Nunca mais houve um Colégio de Ortodontia. Em 11 de agosto de 1930, Angle morreu em sua casa de verão em Santa Mônica, pouco depois de ter anunciado à esposa que "eu terminei meu trabalho" . Pouco depois a Sra. Angle alugou a grande casa na Madison Avenue e se mudou para o prédio da escola. Seria sua casa pelos próximos vinte e sete anos. A clínica foi dividida em quartos, enquanto a sala de aula serviu como sala de estar e salão de visitas.

Dos 174 homens e nove mulheres graduados (estimativa do Autor de todas as quatro turmas), apenas um sobrevive: MatthewLasher, de Rancho Mirage, Califórnia. Vinte e cinco se tornaram presidentes da Associação Americana de Ortodontia, onze se tornaram chefes de departamento de ortodontia e três se tornaram reitores de faculdades de odontologia: Bordie, Noys e Frank M. Casto. Brodie, como diretor fundador da pós-graduação em ortodontia  da Universidade de Illinois, perpetuou os preceitos de Angle ao longo de seus 36 anos de mandato e treinou mais de 250 ortodontistas, quinze dos quais se tornaram chefes de outros departamentos de ortodontia.




Link do Artigo na Integra:



segunda-feira, 27 de julho de 2020

Biomecânica com mini-implantes extra-alveolares






Neste artigo de 2019, publicado pela Dental Press Journal of Orthodontics, pelo Autor Professor Dr. Marcio R. Almeida, Da Universidade Norte do Paraná, Curso de Mestrado Acadêmico em Ortodontia e Doutorado em Dentística (Londrina/PR, Brazil). Mostra diversas possibilidades e aplicabilidades biomecânicas com os recursos de ancoragem esquelética baseados nos mini implantes extra alveolares.

É inegável que a ancoragem extra-alveolar de mini-implantes revolucionou a Ortodontia. Do mesmo modo, o entendimento adequado da biomecânica de mini-implantes permitiu ampliar a gama de movimentos dentários como nunca antes visto na prática clínica. Entretanto, para produzir melhores tratamentos, principalmente no que diz respeito aos efeitos no plano oclusal, é importante estar ciente das inúmeras possibilidades de aplicação de sistemas de força baseados na ancoragem esquelética. Assim, este artigo tem como objetivo abordar, por meio de casos clínicos, a aplicação de conceitos biomecânicos extremamente relevantes para o emprego adequado de mini-implantes extra-alveolares.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Historia da Ortodontia - Tracionamento de Canino Incluso











Os caninos superiores permanentes desempenham um importante papel no estabelecimento e manutenção da forma e função da dentição, sendo sua presença no arco dentário fundamental para o estabelecimento de uma oclusão dinâmica balanceada, além da estética e harmonia facial. Assim, dada a sua importância no arco dentário, diante de uma impactação do canino superior permanente, esforços deverão ser empregados para manter o dente evitando sua extração.

Quando não diagnosticado e tratado, caninos superiores impactados podem causar perturbações mecânicas e infecciosas. O prognóstico do tratamento depende da posição do canino em relação aos dentes adjacentes e sua altura no processo alveolar. Também se deve levar em consideração a possibilidade do canino impactado não se movimentar ortodonticamente. Neste caso, será necessária a sua extração e o espaço poderá ser ocupado pelo premolar ou por uma prótese.

Hoje em dia existem metodos de diagnósticos variados, como um simples Rx Periapical, Rx com a Tecnica de Clark, Rx Oclusal da Maxila, Rx Panorâmico e as confiáveis e imprescindíveis tomografias de feixe cônico. Mas imaginem esta situação em 1899, foi quando Dr. Edward H. Angle, publicou no seu classico livro The Angle System of Regulation and Retention of the teeth and Treatment of Fractures f the Maxille. No Capitulo VII ele descreve uma técnica tracionamento de um canino superior direito, associado a exodontia do 1º Pré-molar superior direito, com um aparato preso ao 2º Pré-Molar inferior direito. Foi feito uma pequena Perfuraçao no canino e a peça cimentada a coroa. E o paciente instruido a usar uma ligadura elastica. Neste mesmo capitulo ele mostra também uma situação de solução para um incisivo superior incluso.

Link de um bom artigo sobre este assunto de 2008 na Scielo do Dr. Mario Cappellette e colaboradores:

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Efeitos a longo prazo da expansão rápida da maxila seguido pelo uso de aparatologia fixa



Neste artigo publicado em 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Hakan Gurcan Gurel; Badel Memili; Mustafa Erkan; Yusuf Sukurica; do GATA Military Research and Training Hospital, Dental Clinic, Section of Orthodontics, Istanbul; e do Selcuk University, Faculty of Dentistry, Department of Orthodontics, Konya, Turquia. Mostra um estudo sobre a estabilidade da Expanção Rápida da Maxila.

Este estudo foi feito com o intuito de avaliar as mudanças a longo prazo em larguras do arco maxilar, sobressaliência e sobremordida em pacientes que foram tratados com expansão rápida da maxila (ERM), seguidos pelo uso de aparelhos edgewise.

O material para o estudo constistuiu numa tomada de modelos de estudo de 41 pacientes (19 homens e 22 mulheres), em quatro ocasiões diferentes (antes do tratamento -> T1, após ERM -> T2; após o tratamento --> T3, e durante o período de acompanhamento -> T4). A parte superior inter-caninos, inter-premolar e a largura inter-molares, sobressaliência e a sobremordida foram medidos em cada conjunto de modelos de estudo. A média de idade dos pacientes era de 13,2 +- 1,3 anos (variação, 11,2 a 16,9 anos), no T1: 13,3+- 1,3 anos (variação, 11,3 a 17 anos), no T2: 15,5 +- 1,4 anos (variação, 13,1 a 18,8 anos), no T3: 20,4 +- 1,6 anos (variação, 17,9 a 24,8 anos) com T4.

O aumento real na largura intercaninos, largura interpremolar, largura intermolares, sobressaliência e sobremordida foi de 1,4 +- 2,4 mm, 4,6 +- 2,6 mm, 4,3 +- 2,5 mm, 0,1 +- 0,6 mm, e 0,2 +- 0,6 mm, respectivamente, e as taxas de recidiva foram de 37% para a largura inter-caninos, 19% para a largura inter-premolar, e 17% para a largura inter-molares no final do período de acompanhamento.

Uma quantidade significativa de recidiva em larguras de arco maxilar no pós-contenção ocorreram, sendo o maior na largura intercaninos. A ERM diminuiu significativamente a sobremordida e a sobressaliência ficou aumentada, e uma redução estatisticamente significativa foi observada em ambos tanto na sobremordida como na sobressaliência, na avaliação pós-contenção.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/011209-22.1

terça-feira, 14 de julho de 2020

Historia da Ortodontia - 1º Meeting da Angle Society of Orthodontists



   
Abaixo, trechos do discurso que o Dr. Edward H. Angle fez na abertura do 1º Meeting da Angle Society em junho de 1922, publicado posteriormente na Angle Orthodontist:


“Esta é a nossa primeira reunião anual, que será de grande valor para nós e para a humanidade, na proporção da seriedade, sinceridade e espírito de progresso que levamos a ela. Vamos fazer com que este ato se destaque no progresso da ortodontia. Ou devemos gastar este tempo precioso, como em tantas outras sociedades é gasto? Em conversa inútil,  demonstração de orgulho e auto-promoção, em intrigas políticas, na escuta de trabalhos inconsequentes e realizados com descuido, embasados em teorias não comprovadas. Alguns destes trabalhos, infelizmente ainda são largamente publicados na literatura voltada a ortodontia, mas nenhuma ciência jamais foi empurrada para a frente com estes tipos de trabalhos...”
“As coisas que perduram na ortodontia são aquelas fáceis de explicar e de entender, para desta forma, ser dominada e ser feita com benefício prático apenas com a aplicação eterna do pensamento, da razão e a partir de princípios básicos. Apartir dai isto passa a ser constantemente aplicado...”
“Quando você conhece a história inteira de ortodontia, como eu conheço e como vocês estão conhecendo, perceberão que o progresso da verdadeira ortodontia jamais foi conseguido por homens “bitolados”, com a eterna visão rígida de um único ideal. Deste modo, progresso algum foi alcançado em qualquer área da ciência...”
“Deve ser a nossa missão, individual e coletiva, em todos os nossos atos e somando todos os nossos esforços, manter o navio da ortodontia sempre navegando no seu verdadeiro curso. Que nenhum membro desta sociedade nunca seja conhecido como adormecido ou desistente...”
“Eu me pergunto se vocês percebem a importância das suas responsabilidades: Em manter elevados os ideais no seu trabalho como indivíduos e como membros desta sociedade, nesta fase especial na história da ortodontia..."

Edward Hartley Angle

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist :

http://www.angle.org/doi/pdf/10.1043/0003-3219%281931%29001%3C0008%3AFMOTEH%3E2.0.CO%3B2

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Previsibilidade do movimento ortodôntico com alinhadores ortodônticos: um estudo retrospectivo







Neste artigo de 2017, publicado na Progress in Orthodontics, pelos autores Luca Lombardo, Angela Arreghini, Fabio Ramina, Luis T. Huanca Ghislanzoni and Giuseppe Siciliani. Da Faculdade de Ortodonti, Universidade de Ferrara, Via Fossato di Mortara, 44100 Ferrara, Italia

O artigo relata um  estudo que avaliou a previsibilidade de alinhadores F22 (Sweden & Martina, Due Carrare, Itália) na condução dos dentes para as posições planejadas usando uma configuração ortodôntica digital.

Dezesseis pacientes adultos (6 homens e 10 mulheres, idade média de 28 anos e 7 meses) foram selecionados, e um total de 345 dentes foram analisados. Pré-tratamento, pós-tratamento ideal - conforme planejado na configuração digital - e os modelos reais de pós-tratamento foram analisados ​​usando o software VAM (Vectra, Canfield Scientific, Fairfield, NJ, EUA). A rotação prescrita e real, a ponta mesiodistal e a ponta vestíbulo-lingual foram calculadas para cada dente e, posteriormente, analisadas por tipo de dente (incisivos superiores e inferiores direitos e esquerdos, caninos, pré-molares e molares) para identificar o erro médio e a acurácia de cada tipo de movimento. alcançado com o alinhador em relação aos planejados usando a configuração.

Foi observado que a previsibilidade média dos movimentos obtidos com os alinhadores F22 foi de 73,6%. A inclinação mesiodistal mostrou a maior previsibilidade, em 82,5% em relação ao ideal;  seguido por inclinação vestíbulo-lingual (72,9%) e finalmente rotação (66,8%). Em particular, a ponta mesiodistal nos molares superiores e inferiores foi alcançada com a maior previsibilidade (93,4 e 96,7%, respectivamente), enquanto a rotação nos caninos inferiores foi  menos eficaz (54,2%).

Ou autores concluíram neste estudo que sem o uso de recursos auxiliares, os alinhadores ortodônticos são incapazes de atingir o movimento programado com 100% de previsibilidade. Em particular, embora os movimentos de inclinação tenham sido eficazes, especialmente nos molares e pré-molares, a rotação dos caninos inferiores foi um movimento extremamente imprevisível.

Link do artigo na integra via NCBI: