ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Avaliação dinâmica do sorriso em diferentes padrões esqueléticos



O presente artigo de 2016, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Noshi Siddiqui; Pradeep Tandon; Alka Singh; Jitesh Haryani; do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Faculty of Dental Sciences, King George’s Medical University, Lucknow, Uttar Pradesh, India. Apresenta uma avaliação dinâmica do sorriso em diferentes padrões esqueléticos e sua correlação com a altura do sorriso e seus fatores causais subjacentes.

O presente artigo descreveu uma análise de sorriso da qual foram selecionados um total de 150 participantes com idade entre 16 e 25 anos, e dividido em um de três grupos - padrão esquelético horizontal, médio e vertical - seguindo três parâmetros cefalométricos: relação SN-MP, FMA e Jarabak. Foram realizados registros videográficos do sorriso com a câmara de vídeo digital (Nikon D7100 Câmera DSLR com lente de 18-105mm; Nikon, Tóquio, Japão) e importados para um Software de edição de vídeo (Adobe Premiere Pro CC versão 7.0.0; Adobe Systems Inc., San Jose, Califórnia), que fornece quadros (30 imagens por segundo) que podem ser visualizados individualmente. Os registros foram medidos e analisados em repouso, incluindo o comprimento do lábio superior, e durante o sorriso, incluindo a exposição do incisivo superior, espaço interlabial, largura intercomissural, mudança no comprimento do lábio superior, e arco do sorriso.

As medidas encontradas do comprimento do lábio superior (P< 0,01), exposição do incisivo superior (P< 0,001), espaço interlabial (P< 0,001), e alteração no comprimento do lábio superior (P< 0,001), foram significativamente maiores no padrão vertical quando comparados com o padrão horizontal, enquanto largura intercomissural foi significativamente diminuída no padrão vertical quando comparado com o padrão horizontal (P< 0,001). O plano do arco do sorriso foi visto com mais frequência no padrão horizontal.

Os autores concluíram que diferentes padrões esqueléticos exibem características do sorriso específicas. O comprimento do lábio superior não é responsável pelo aumento da exibição incisal durante o sorriso. Aumento da exibição incisal durante o sorriso está mais associada à elevação do lábio superior do que ao padrão esquelético vertical e fatores dentários, no entanto observou-se maior elevação do lábio em pacientes dolicocefálicos. Constataram também que o plano do arco o sorriso é melhor distribuído no padrão esquelético horizontal, enquanto o arco do sorriso paralelo é mais comum no paciente com padrão esquelético vertical.  (Angle Orthod. 2016; 86: 1019-1025)

PALAVRAS-CHAVE: Sorriso dinâmico; Padrão esquelético; Dimensão vertical

Tradução e colaboração: Dra Nathalia Torres


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Você já pensou em estudar ortodontia em uma faculdade dos EUA?

Um sonho que agora será possível!


Durante muitos anos imaginamos ser impossível viajar para os EUA e ser recebido em uma faculdade tradicional americana para intercâmbio e aprendizado. Com o tempo, passamos a conhecer muita gente boa espalhada pelo mundo e as oportunidades foram aparecendo também. Claro que poderíamos usufruir disso e não compartilhar com vocês, mas daí não seríamos nós mesmos. A nossa única bandeira sempre foi compartilhar o conhecimento e as oportunidades.

Conclusão: Organizamos com o Departamento de Ortodontia da University of Texas em Houston-TX, para formarmos um grupo de amigos e realizarmos um encontro dentro do departamento, na intimidade do convívio entre os professores e residentes. Tudo isso com a certificação oficial da universidade. 


Uma das coisas que mais nos deixará feliz é que quem nos receberá lá será o Prof. Dr. Helder Jacob, brasileiro e Professor adjunto da faculdade. Ele fará as traduções consecutivas do curso e será nosso anfitrião. A grade também foi cuidadosamente preparada por ele, para que tenhamos a oportunidade de ver os temas sólidos e modernos ao mesmo tempo. 

😱😱😱Olha só os temas e professores que agendamos para nossa viagem: 

Jeryl D. English, DDS, MS
Professor & Program Director, Fred & Dianne Garrett Endowed Chair
Topic: Open bite/ Orthognathic Surgery

Helder Baldi Jacob, DDS, MSc, PhD
Assistant Professor
Topic: Miniscrew/ Growth/ Corticotomies/ Elemetrix

F. Kurtis Kasper, PhD
Assistant Professor & Director of Orthodontic Research
Topic: Digital orthodontics/ 3D printing

Harry I. Bussa Jr., DDS, MS
Clinical Professor
Topic: Office management/ Clinical cases

Stephen J. Chen, DDS, MSD
Clinical Assistant Professor
Topic: Office management/ Clinical cases

Benjamin Cozad, DDS, MSD
Clinical Assistant Professor
Topic: Suresmile/Digital orthodontics

Ronald L. Gallerano, DDS, MSD
Clinical Associate Professor
Topic: Detailing and finishing/ Archwire shape

Lacey M. Harris, DMD, MSD
Clinical Assistant Professor
Topic: Office management/ Invisalign

John O. Wirthlin, DDS, MS
Clinical Assistant Professor
Topic: Syndromic patients/ Cleft lip and palate

Epa! Levar vocês aos EUA e não dar um tempinho para passear seria bem feio para a gente. Então decidimos realizar o curso em novembro na semana do famoso feriado do Black Friday (tudo em promoção nos EUA >Promoções de verdade<) e durante os Playoffs das ligas. Eu animo ir em um jogo. E você?

Daí você me pergunta: Adorei! Mas deve custar muito caro, não?
Não.
Claro que se formos fazer isso individualmente, sairia inviável para a maioria dos colegas e isso foi o maior desafio. Para resolver isso, entregamos toda a gerência do curso para a agência ABC Turismo que desenvolveu um pacote específico para nosso grupo e consegue dividir em 10 vezes.

Quer saber mais, clica nesse link, deixa seus contatos e o pessoal da agência vai entrar em contato com você. Tenha certeza que será uma experiência incrível


OU

Se precisar falar mais sobre a parte acadêmica do curso, não deixe de nos contactar e nos falaremos por WhatsApp.



Tudo isso é uma realização em parceria com a Orthometric



segunda-feira, 30 de abril de 2018

Inclinação dos incisivos inferiores revisada



Neste artigo de 2014, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Cecile Gutermann; Timo Peltomaki; Goran Markic; Michael Hanggi; Marc Schatzle; Luca Signorelli; Raphael Patcas; do Department of Orthodontics and Pediatric Dentistry, Center for Dental Medicine, University of Zurich, Zurich, Switzerland; Department, Dental and Oral Diseases Outpatient Clinic, Oral and Maxillofacial Unit, Tampere University Hospital and Department of Otolaryngology, University of Tampere, Tampere, Finland. Mostra uma pesquisa realizada com uma amostra de 1.272 pessoas na qual se observou o grau de inclinação do incisivo inferior relacionando com vários fatores como sexo, padrão esquelético e idade.

O estudo foi realizado com o intuito de reavaliar a inclinação dos incisivos inferiores e avaliar as possíveis associações com sexo, idade, os parâmetros de sínfise e padrão esquelético.

Mil duzentas e setenta e duas telerradiografias de indivíduos (605 Mulheres, 667 Homens)  não tratados de um estudo  de  crescimento craniofacial (idade: 8-16 anos) foram avaliadas. Correlações entre a angulação dos incisivos inferiores e idade, distâncias da sínfise (altura, largura e profundidade), índices de sínfise (altura-largura, altura de profundidade), e ângulos esqueléticos (divergência das mandíbulas e ângulo goníaco) foram pesquisados em todas idades separadamente e para ambos os sexos de forma independente.

A inclinação dos incisivos inferiores aumentaram ao longo idade (8 anos: meninas = 93.9º, meninos = 93.3º; 16 anos: meninas = 96,1º, meninos = 97.1º. A inclinação dos incisivos inferiores se correlacionaram com a divergência das bases osseas para todas as idades de forma significativa ou muito significativa, exceto para meninos e meninas de 9 anos de idade e meninas de 11 e 12 anos de idade, para o qual foi observada apenas uma tendência. Do mesmo modo, uma forte correlação com o ângulo goníaco pôde ser observada. Nenhuma correlação foi encontrada entre a inclinação dos incisivos inferiores e todos os parâmetros da sínfise (medições absolutas e percentuais), exceto para a profundidade da sínfise.

Os autores concluíram que a Inclinação dos incisivos inferiores está ligada ao sexo da pessoa, idade e padrão esquelético. Ela não está relacionada com as dimensões da sínfise, exceto a profundidade da sínfise. Fatores relacionados à inclinação natural dos incisivos inferiores devem ser respeitados ao estabelecer um plano de tratamento.

Link do artigo integra via Angle Orthodontist, (Angle Orthod. 2014;84:109–119.):

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Avanço maxilar usando distração osteogênica com dispositivo intra-oral
















Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Yoko Takigawa; Setsuko Uematsu; Kenji Takada; do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Osaka University Dental Hospital, Osaka, Japão. Mostra um protocolo de tratamento de protração maxilar associado a distração osteogênica.

Este artigo descreve o tratamento ortodôntico cirúrgico da hipoplasia maxilar em uma paciente com fissura de lábio e palato com distração osteogênica da maxila com distratores internos maxilar.

O avanço da maxila foi realizado para corrigir o perfil retrusão maxilar e facial de Classe III. O movimento de rotação do segmento da distração foi feito para corrigir a linha média dentária superior. Apesar do avanço da maxila ser insuficiente por causa da quebra inesperada do distrator intra-oral após o término da distração, a tração esquelética com uma máscara facial compensou a escassez.

A melhora estética foi obtida com sucesso e a estabilidade oclusal após o tratamento foram alcançados sem recorrência perceptível após 2 anos de contenção.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/011510-29.1

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Mensuração 3D de alterações tecidos moles peribucais em pacientes portadores de protrusão dentoalveolar após o tratamento ortodôntico usando um scanner de luz estruturada





Neste artigo de 2014 publicado na Anlge Orthodontist, pelos autores Hyo-Won Ahn; Ye-Jin Chang; Kyung-A Kim; Sang-Hwan Joo; Young-Guk Park; Ki-Ho Park; Do Department of Orthodontics, Oral Biology Research Institute, Kyung Hee University School of Dentistry, Seoul, Korea. Mostra a Aplicabilidade da utilização do Scanner 3d na aquisição da imagem e mensuração das alterações faciais em pacientes submetidos a tratamento Ortodontico.

O estudo foi realizado com o intuito de avaliar tridimensionalmente  as  alterações do tecido mole peribucal,  após o tratamento ortodôntico em pacientes com protrusão dentoalveolar, usando scanners baseados em luz estruturados.

Foram avaliados quarenta e quatro adultos coreanos (19 homens e 25 mulheres, 21,4 +- 3,4 anos), com protrusão dentoalveolar tratada com extração dos quatro primeiros pré-molares e, em seguida, submetidos a uma retração em massa com ancoragem máxima. Telerradiografias e escaneamento faciais 3D foram realizados antes do tratamento (T1) e imediatamente após a descolagem (T2). Uma sobreposição foi realizada, e foram identificados 27 pontos de referência periorais. Avaliaram-se as alterações em 3D e os pontos de referência relação do movimento do tecido mole em relação à borda do incisivo.

Os incisivos superiores foram retraídos 5,76 milímetros e os incisivos inferiores foram retraídos 4,62 milímetros. O lábio superior se mudou infero posteriormente, e o lábio inferior movido superoposteriormente. No lábio inferior, movimento ascendente foi maior do que o movimento para trás. As proporções relativas foram de 42%-53% na área do lábio superior e 22%-82% na área do lábio inferior. Os cantos dos lábios movido superoposteriormente. Subnasal movido para baixo e posteriormente, enquanto que os pontos de referência sob as narinas fora movidos posteriormente e para cima.

Os autores concluíram que os scanneres faciais 3D com luz  branca estruturada, avaliaram de forma eficiente o tecido mole perioral em pacientes com protrusão dentoalveolar. Foram observadas o movimento para trás e vertical alem de um movimento significativa do lábio. As áreas nasais e ângulos lábiais mostraram mudanças consideráveis.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 19 de março de 2018

Análise tridimensional do movimento dentário após a intrusão de um molar extruido usando um mini-implante com aparelho ortodôntico fixo


Neste artigo de 2013, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores  Shin-Jae Lee; Sook-Yun Jang; Youn-Sic Chun; Won Hee Lim; Do Department of Orthodontics, School of Dentistry & Dental Research Institute, Seoul National University, Seoul, Korea, Division of Orthodontics, Ewha Womans’ University Mokdong Hospital, Seoul, Korea, Department of Orthodontics, School of Dentistry & Dental Research Institute, Seoul National University, Seoul, Korea. Mostra um estudo baseado em sobreposição de modelos digitais tridimensionais em dentes intruidos com mini implantes ortodonticos.

Este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar tridimensionalmente (3D) as mudanças de posição de um dente intruido, um dente vizinho e um dente conectado a um mini-implante, seguido da intrusão de um único molar supra erupcionado(extruido), utilizando um mini-implante associado a arelhos ortodônticos fixos parciais.

O estudo consistiu de 14 pacientes adultos (dois homens e 12 mulheres com idade média de 41,9 anos), com um molar  extruido devido à perda de um antagonista. A intrusão foi realizada utilizando um mini-implante com uma alça parcial. O tempo médio de tratamento foi de 11,9 meses e o tempo médio de contenção foi de 23,3 meses. Para quantificar as alterações de posição dos dentes, foi utilizado modelos em 3D, um sistema de varrimento dental à base de laser e software 3D no pré-tratamento, pós-tratamento, e contenção estavam orientadas segundo um sistema de coordenadas e sobrepostas utilizando dentes sem movimentação como referências. As alterações nos eixos x, y e z, foram medidos na ponta de cada cúspide dos dentes envolvidos.

O molar extruido foi intruido com um valor médio de 1,35 +- 0,48 milímetros e foi bem conservado durante o período de contenção. A variação total no dente vizinho foi insignificante, apesar de apresentaram movimento oposto em comparação com o dente movimentado durante a intrusão. O dente ligado ao mini-implantes exibiu uma ancoragem segura.

Os autores concluiram que a análise 3D mostrou as mudanças na posições detalhadas de cada dente, e os molares envolvidos foram mantidos após a intrusão.


 Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:



sexta-feira, 2 de março de 2018

Formas de contenção de casos finalizados ortodonticamente




Foi publicado na Revista OrtodontiaSPO 2018 | V51N1 | Páginas: 88-94, mais um artigo da coluna OrtoTecnologia, que abordou o as aplicações das diversas contenções em casos tratados ortodonticamente.

Resumo: A manutenção do alinhamento dentário após a finalização do tratamento ortodôntico tem sido um dos maiores desafios da Ortodontia. Algumas variáveis podem influenciar na estabilidade do tratamento ortodôntico, entre elas a gravidade do tipo de má-oclusão, mecânicas de tratamento realizadas, cooperação do paciente, período de crescimento, adaptação dos tecidos periodontais, envelhecimento, doença periodontal e a cárie. As contenções fixas mantêm o alinhamento após o tratamento ortodôntico, e não dependem da colaboração dos pacientes. O aparelho Hawley é um dos tipos de contenção mais comumente utilizados e a termoplastificada confere também um efeito estético durante a sua utilização. Essas duas opções oferecem conforto, porém dependem da cooperação do paciente para manter a estabilidade do resultado. Ainda não existe um consenso quanto ao tempo, tipo de contenção e protocolo de uso. O tempo, a seleção e maneira de uso corretos irão determinar a manutenção da estética e o equilíbrio da função mastigatória a longo prazo.  

Unitermos: Tratamento ortodôntico; Contenção; Estabilidade; Estética. 

Abstract:  The maintenance of dental alignment after a complete orthodontic treatment has been one of the major challenges in orthodontics. The variables can influence the stability of the orthodontic treatment, including the severity of occlusion, treatment mechanics performed, the patient’s period of growth, periodontal tissue adaptation, aging, periodontal disease and caries. As fixed restraints maintain alignment after orthodontic treatment, and do not rely on patient collaboration. The Hawley apparatus is one of the most commonly used types of containment and a thermoplastic also gives an aesthetic effect during its use. Both provide comfort, but depend on the patient’s community to maintain the stability of the result. There is still no consensus for the time, type of containment and protocol of use. Correct time, selection, and use will determine the maintenance of the aesthetics and long-term masticatory functiona


Keywords:

Orthodontic treatment; Containment; Stability; Aesthetics.

Link do Artigo via Revista OrtoSPO:

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Historia da Ortodontia - Percy Raymond Begg













Percy Raymond Begg nasceu no oeste da Austrália em 13 de outubro de 1898 e veio a falecer em 1983. Antes de completar 20 anos havia percebido que, na sua região, havia muitas pessoas com má oclusão. Desejava estudar Medicina, porém seu interesse voltou-se para a Ortodontia. Formou-se em 1923 na Universidade de Adelaide e, em fevereiro de 1924, começou o curso de Ortodontia com o Dr. Angle, para terminá-lo em novembro de 1925.

Quando Begg começou a estudar com Angle, a técnica ensinada era a do arco-cinta, porém ele já estava preparando o lançamento do braquete Edgewise. Begg e outro colega de turma, o japonês Fred Ishii, destacaram-se no curso, de modo que Angle permitiu que eles realizassem o tratamento de alguns casos com o novo braquete que eles mesmos ajudavam a serrilhar.

Em 1926, de volta à Austrália, Begg começou sua vida clínica utilizando o arco de canto e seguia a filosofia não extracionista de Angle. No decorrer de seus tratamentos, com a finalização de alguns casos, Begg não estava ficando satisfeito com o perfil resultante de alguns pacientes, de modo que decidiu então fazer desgastes interproximais nos dentes, como observou haver nos aborígines australianos, ou refazer os casos recorrendo a exodontias.

Begg estava retratando muitos casos que haviam sofrido recidiva, só que desta vez com extrações e, nestas ocasiões, ele começou a notar que o arco de canto não estava conseguindo fechar os espaços das extrações rapidamente e que havia dificuldades para reduzir a sobremordida profunda.

Em 1929, começou a usar o fio redondo 0,020″, em vez de usar o fio retangular, para diminuir o atrito e, por volta de 1932, passou a usar o fio 0,018″, construindo nele as alças verticais. Em 1933, substituiu o braquete do arco de canto pelo do arco-cinta, por ter menor largura mésio-distal. Segundo Begg, esse braquete podia usar forças mais suaves e os dentes estavam se movendo com maior facilidade. Para ajudar na paralelização das raízes, Begg usou o recurso de outro apoio na banda, distante do braquete. Com isso ele notou que podia reduzir a largura do braquete do arco cinta. Por essa modificação esse braquete é chamado de braquete de Begg.

O aparecimento do aço inoxidável trouxe grandes vantagens à especialidade. Begg procurou o metalurgista Arthur J. Wilcot, da Universidade de Adelaide, escola onde ele lecionava, e o incentivou a pesquisar um tipo de aço que fosse bastante elástico. Após alguns anos, ele conseguiu e então Begg pôde abrir a sobremordida, controlando a forma da arcada e proporcionando a estabilidade molar.

Link do site Odontologia Brasileira, fonte das informações desta postagem:


Links de Artigos sobre o Dr. Begg e sa técnica:







terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Palestra sobre Tratamento Ortodontico em Adultos





Feliz em poder compartilhar com colegas do Vale do São Francisco (Juazeiro/Ba e Petrolina/Pe). Agradeço ao Ipovasf pelo convite e no dia 01/09 encontrarmos seus alunos, ex alunos e convidados) No instituto de pós graduação em odontologia do São Francisco -  Ipovasf.