ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

sexta-feira, 2 de março de 2018

Formas de contenção de casos finalizados ortodonticamente




Foi publicado na Revista OrtodontiaSPO 2018 | V51N1 | Páginas: 88-94, mais um artigo da coluna OrtoTecnologia, que abordou o as aplicações das diversas contenções em casos tratados ortodonticamente.

Resumo: A manutenção do alinhamento dentário após a finalização do tratamento ortodôntico tem sido um dos maiores desafios da Ortodontia. Algumas variáveis podem influenciar na estabilidade do tratamento ortodôntico, entre elas a gravidade do tipo de má-oclusão, mecânicas de tratamento realizadas, cooperação do paciente, período de crescimento, adaptação dos tecidos periodontais, envelhecimento, doença periodontal e a cárie. As contenções fixas mantêm o alinhamento após o tratamento ortodôntico, e não dependem da colaboração dos pacientes. O aparelho Hawley é um dos tipos de contenção mais comumente utilizados e a termoplastificada confere também um efeito estético durante a sua utilização. Essas duas opções oferecem conforto, porém dependem da cooperação do paciente para manter a estabilidade do resultado. Ainda não existe um consenso quanto ao tempo, tipo de contenção e protocolo de uso. O tempo, a seleção e maneira de uso corretos irão determinar a manutenção da estética e o equilíbrio da função mastigatória a longo prazo.  

Unitermos: Tratamento ortodôntico; Contenção; Estabilidade; Estética. 

Abstract:  The maintenance of dental alignment after a complete orthodontic treatment has been one of the major challenges in orthodontics. The variables can influence the stability of the orthodontic treatment, including the severity of occlusion, treatment mechanics performed, the patient’s period of growth, periodontal tissue adaptation, aging, periodontal disease and caries. As fixed restraints maintain alignment after orthodontic treatment, and do not rely on patient collaboration. The Hawley apparatus is one of the most commonly used types of containment and a thermoplastic also gives an aesthetic effect during its use. Both provide comfort, but depend on the patient’s community to maintain the stability of the result. There is still no consensus for the time, type of containment and protocol of use. Correct time, selection, and use will determine the maintenance of the aesthetics and long-term masticatory functiona


Keywords:

Orthodontic treatment; Containment; Stability; Aesthetics.

Link do Artigo via Revista OrtoSPO:

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Historia da Ortodontia - Percy Raymond Begg













Percy Raymond Begg nasceu no oeste da Austrália em 13 de outubro de 1898 e veio a falecer em 1983. Antes de completar 20 anos havia percebido que, na sua região, havia muitas pessoas com má oclusão. Desejava estudar Medicina, porém seu interesse voltou-se para a Ortodontia. Formou-se em 1923 na Universidade de Adelaide e, em fevereiro de 1924, começou o curso de Ortodontia com o Dr. Angle, para terminá-lo em novembro de 1925.

Quando Begg começou a estudar com Angle, a técnica ensinada era a do arco-cinta, porém ele já estava preparando o lançamento do braquete Edgewise. Begg e outro colega de turma, o japonês Fred Ishii, destacaram-se no curso, de modo que Angle permitiu que eles realizassem o tratamento de alguns casos com o novo braquete que eles mesmos ajudavam a serrilhar.

Em 1926, de volta à Austrália, Begg começou sua vida clínica utilizando o arco de canto e seguia a filosofia não extracionista de Angle. No decorrer de seus tratamentos, com a finalização de alguns casos, Begg não estava ficando satisfeito com o perfil resultante de alguns pacientes, de modo que decidiu então fazer desgastes interproximais nos dentes, como observou haver nos aborígines australianos, ou refazer os casos recorrendo a exodontias.

Begg estava retratando muitos casos que haviam sofrido recidiva, só que desta vez com extrações e, nestas ocasiões, ele começou a notar que o arco de canto não estava conseguindo fechar os espaços das extrações rapidamente e que havia dificuldades para reduzir a sobremordida profunda.

Em 1929, começou a usar o fio redondo 0,020″, em vez de usar o fio retangular, para diminuir o atrito e, por volta de 1932, passou a usar o fio 0,018″, construindo nele as alças verticais. Em 1933, substituiu o braquete do arco de canto pelo do arco-cinta, por ter menor largura mésio-distal. Segundo Begg, esse braquete podia usar forças mais suaves e os dentes estavam se movendo com maior facilidade. Para ajudar na paralelização das raízes, Begg usou o recurso de outro apoio na banda, distante do braquete. Com isso ele notou que podia reduzir a largura do braquete do arco cinta. Por essa modificação esse braquete é chamado de braquete de Begg.

O aparecimento do aço inoxidável trouxe grandes vantagens à especialidade. Begg procurou o metalurgista Arthur J. Wilcot, da Universidade de Adelaide, escola onde ele lecionava, e o incentivou a pesquisar um tipo de aço que fosse bastante elástico. Após alguns anos, ele conseguiu e então Begg pôde abrir a sobremordida, controlando a forma da arcada e proporcionando a estabilidade molar.

Link do site Odontologia Brasileira, fonte das informações desta postagem:


Links de Artigos sobre o Dr. Begg e sa técnica:







terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Palestra sobre Tratamento Ortodontico em Adultos





Feliz em poder compartilhar com colegas do Vale do São Francisco (Juazeiro/Ba e Petrolina/Pe). Agradeço ao Ipovasf pelo convite e no dia 01/09 encontrarmos seus alunos, ex alunos e convidados) No instituto de pós graduação em odontologia do São Francisco -  Ipovasf.


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Variáveis que influenciam no deslize em Ortodontia








Foi publicada edição de outubro/2017 na revista da Sociedade Paulista de Ortodontia mais uma coluna OrtoTecnologia. Neste artigo foram realizadas considerações sobre as variáveis que interferem na Biomecânica de deslize: Fios, Secções, Braquetes e Amarrações.

A Ortodontia tem como como meta básica delinear uma oclusão equilibrada associada a uma estética agradável. Faz-se necessário um controle tridimensional da movimentação e do atrito gerado pelo sistema, para que o deslocamento das unidades dentárias ocorra. O atrito ortodôntico irá depender de fatores como a natureza e textura da superfície dos materiais que compõem os arcos ortodônticos e braquetes. Sendo assim, diversos estudos foram realizados para elucidar dúvidas pertinentes aos impactos que os diversos componentes da aparatologia ortodôntica possam causar na mecânica de deslize. Tais componentes são representados pelas ligas constituintes dos fios, secções dos arcos, forma de amarrações e materiais que compõem os braquetes. A relação destas variáveis irá determinar os níveis de atritos gerados pelo sistema.

Link do Artigo na Integra via OrtoCiencia:




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Vem gente de todo lugar. Venha fazer parte disso tudo em 2018

Em 2018 você dará mais um passo na sua carreira de Ortodontista



Top 10  razões para você vir:


1. Todos os temas em um único curso (Ortognática, ancoragem esquelética, autoligados, biomecânica, alinhadores, ortodontia lingual, diagnóstico, finalização, minimplantes infrazigomáticos e bucal shelf,...)
2. Fazemos oficinas práticas laboratoriais para melhor sedimentação do aprendizado. Você não ficará apenas escutando, colocará a “mão na massa”.
3. Apesar de termos mais de 20 grandes professores reconhecidos internacionalmente, cada um fica um dia inteiro com você. Não é um congresso (palestra), é um curso completo com cada professor. Cada um deles fará mesa demonstrativa e planejamento dos casos clínicos.
4. Os Professores são oriundos das mais diversas escolas filosóficas da ortodontia Brasileira. Isso assegura que você não terá um direcionamento para uma técnica. São todas as melhores formas de fazer para você decidir a que melhor se adequa a sua realidade clínica. 
5. Grandes ídolos, autores de livros e todos famosos. Os professores do curso ficarão frente-a-frente com você por 8h, cada um. A tietagem sempre acontece com sessão de fotos. 
6. A Academia da Ortodontia Contemporânea fica em Salvador, na Bahia. Aproveitando a vocação natural do estado para férias, temos vários voos diários vindos de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro além da melhor acomodação e receptividade para que você possa evoluir com conforto. 
7. A turma é composta por apenas 25 Ortodontistas. Exigir a comprovação da especialidade nos assegura um alto nível dos participantes, que vem de vários estados do país e de outros países também. O ambiente descontraído nos faz trocar experiências incríveis com os colegas. 
8. As aulas são de dois em dois meses, e sempre de quarta a sábado. Isso nos possibilita trabalhar ajustar a agenda sem prejuízos no consultório. Da até para ficar no domingo para relaxar.
9. Uma coletânea de material didático é oferecida aos alunos. Reunimos várias apostilas, slides, artigos e material cedido pelos professores e compilamos tudo em um pendrive. 
10. O curso é coordenado por Ortodontistas como você. Tudo é feito entendendo as suas necessidades e o que você quer. Fique seguro: Você vai adorar estar conosco!


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Reorientação de imagem tridimensional tomográfica computadorizada de feixe de cônico usando tecidos moles como referência para o diagnóstico de assimetria facial




Neste artigo de 2014, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Jae-Kyu Lee; Pil-Kyo Jung; Cheol-Hyun Moon; do Department of Orthodontics, Gachon Medical School, Gil Medical Center, Incheon, South Korea. Mostra um novo método de analise facial usando referencias tegumentares de imagens obtidas por tomografia computadorizada Cone Beam.

Este estudo teve o objetivo de Investigar discrepâncias nos resultados da análise de assimetria facial usando tomografia computadorizada (CBCT) métodos de imagem de reordenação diferente e a eficácia dos tecidos moles como referência na reorientação para a análise de assimetria facial.

Um grupo de 30 pacientes assimétricos com 4 mm ou mais,  de  desvio do ponto queixo (mento [Me]) e um grupo simétrico de 30 pacientes com menos de 4 mm de desvio do Me foram escolhidos como sujeitos do estudo. Três métodos de orientação foram utilizados para calcular e comparar o desvio do Me dos 60 indivíduos. Dois métodos utilizados apenas com pontos de referência esqueléticos para consulta, e um método incluiu os pontos do tecido mole ao redor dos olhos. Preferências de um grupo de peritos para a linha média facial, foi determinado de cada método de reorientação também foram examinados.

Os exames mostraram diferenças significativas nos valores de desvio do Me entre os três métodos de reorientação. O grupo de peritos apresentou a maior preferência para o método de reorientação da linha média facial que incorporou pontos do tecido mole do olho.

Os resultados deste estudo sugerem que a inclusão de pontos do tecido mole, especialmente aqueles em torno dos olhos, foram eficazes para a reorientação com a  imagem tridimensional da TCCB para análise assimetria facial.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist, (Angle Orthod. 2014;84:38–47.):

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Má oclusão de classe III esquelética com agenesia do incisivo lateral superior tratado com aparelho de protração maxilar e na técnica edgewise














Neste artigo a ser publicado em 2010, pela Angle Orthodontist, pelos autores Masako Tabuchi; Hayato Fukuoka; Ken Miyazawa; Shigemi Goto; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Aichi-Gakuin University, Aichi, Japão. Mostra a aplicação de uma aparatologia ortodontica para a protração maxilar.


Este artigo descreve um caso de tratamento ortodôntico de uma paciente do sexo feminino com 10 anos de idade com uma combinação de Classe III de Angle, faltando um incisivo lateral superior direito, com um dente supranumerário com uma raiz curta no lado lingual do incisivo, uma relação maxilar de classe III causada por um diminuçao do crescimento da maxila e retroposição da maxila.


Optou-se por fechar o espaço do dente perdido, bem como o espaço criado pela extração do incisivo lateral superior, pelo avanço dos pré-molares e caninos e usando um protrator maxilar com aparelhos edgewise. Como resultado, ambos os pré-molares superiores e os molares foram movidos mesialmente, para uma relação de Classe II molar com intercuspidações foi alcançado.


Os resultados sugerem que a combinação de um protrator maxilar e aparelhos sem torques  foram eficaz não só para corrigir a Classe III esquelética, mas também para promover movimentação para  frente, dos dentes postero-superiores.




Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


domingo, 31 de dezembro de 2017

Episódio de final de ano do OrtoPodCast

Intervenção em áudio para desejar um feliz ano novo, tirar dúvidas do Curso Avançado e lançar uma promoção exclusiva.

Faça a sua avaliação do podcast agora mesmo:



Não é usuário dos iTrecos? Acesse a página e faça os dowloads de todos os episodios:


Baixa aqui


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Eficácia dos alinhadores transparentes no controle do movimento dentário ortodôntico: Uma revisão sistemática





Neste artigo de 2015, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Gabriele Rossini; Simone Parrini; Tommaso Castroflorio; Andrea Deregibus; Cesare L. Debernardi. Do Departmento de Ortodontia, Dental School, Universidade de Turin, Turin, Italia. Descreve uma revisão sistemática que busca evidencias cientificas no que diz respeito ao efeito dos alinhadores estéticos e o movimento dentário.

O artigo teve o objetivo de avaliar evidências científicas relacionadas à eficácia do tratamento com alinhador transparente (AT) no controle do movimento dentário ortodôntico.

As bases PubMed, PMC, NLM, Embase, Cochrane Central Register of Controlled Clinical Trials, Web of Knowledge, Scopus, Google Scholar e LILACs foram pesquisados de janeiro de 2000 a junho de 2014 para identificar todos os artigos revisados por pares potencialmente relevantes para a revisão. As deficiências metodológicas foram destacadas e a qualidade dos estudos foram classificadas usando a ferramenta Cochrane para Avaliação do Risco de vieses.

Foram selecionados onze artigos relevantes (dois ensaios clínicos randomizados (RCT), cinco prospectivos não randomizados, quatro retrospectivos não aleatorizados) e o risco de viés foi moderado para seis estudos e pouco claro para os outros. A quantidade de intrusão média relatada foi de 0,72 mm. A extrusão foi o movimento mais difícil de controlar (30% de precisão), seguido de rotação. A distalização molar superior revelou a maior previsibilidade (88%) quando um movimento corporal de pelo menos 1,5 mm foi prescrito. Foi observada uma diminuição do índice de Little (arco mandibular: 5 mm; arco maxilar: 4 mm) em alinhamentos de arcos.

O alinhador transparente alinha e nivela os arcos; é eficaz no controle da intrusão anterior, mas não na extrusão anterior; é eficaz no controle da inclinação vestíbulo lingual posterior, mas não na anterior; é eficaz no controle de movimentos de corpo do molar superior em cerca de 1,5 mm; e não é eficaz no controle da rotação de dentes arredondados em particular. No entanto, os resultados desta revisão devem ser interpretados com cautela devido ao número, qualidade e heterogeneidade dos estudos.

Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontist:

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Fios Ortodônticos



Neste artigo de 2001, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Júlio de Araújo Gurgel, Adilson Luiz Ramos, Stephen D. Kerr; das Disciplina de Ortodontia da Universidade de Marília, da Disciplina de Ortodontia da Universidade do Sagrado Coração - Bauru, da Ortodontia do Departamento de Odontologia da UEM - Coordenador do Curso de Especialização em Ortodontia da AMO - ABO - Maringá e do Department of Orthodontics University of Texas-Houston Health Science Center, Dental Branch. Este artigo revisa alguns conceitos, propriedades e aplicação clínica destes novos materiais. Estas novas ligas têm propiciado algumas alterações no protocolo de tratamento, encurtando o tempo de cadeira, bem como do tratamento como um todo. As propriedades particulares destas ligas permitem a aplicação nas várias fases do tratamento, substituindo em grande parte o uso dos fios clássicos de aço.

Talvez o primeiro protótipo ortodôntico para estabelecer uma forma de arco seja o dispositivo “Bandelette”, que Pierre Fauchard idealizou para correções das posições dentárias. Tratava-se de uma tira de metal, que se prestava para dar a forma do arco, associada às amarrias de prata ou latão, para promover as movimentações. Mantendo a idéia de Fauchard, Angle desenhou seu aparelho (arco E), que continha um arco preso à bandas nos molares. Este arco continha parafusos para aumentar o perímetro do arco e obter espaço para “laçar” os dentes, posicionando-os adequadamente. Como historicamente conhecido, Angle realizou freqüentes transformações em seus aparelhos, passando para um sistema mais preciso, onde o fio ortodôntico se encaixava aos apoios, inicialmente de cervical para oclusal – tubos e pinos . Num desenho subseqüente, propôs a utilização de um fio de secção retangular em forma de cinta, tornando-se conhecido como “ribbonarch”. Estas evoluções culminaram com a invenção do conhecido “edgewise”, onde o fio ortodôntico passou a ser inserido pelo aspecto frontal do braquete, como até os dias atuais.

Por todo o século XX, a evolução dos fios ortodônticos ocorreu paralelamente à dos braquetes. No início o ouro, a prata, o bronze e o latão eram os materiais disponíveis para os aparelhos ortodônticos. Após a primeira guerra mundial a invasão do aço na indústria contaminou também a ortodontia, que passou a utilizá-lo como rotina. O uso do aço inoxidável ocorre até hoje, e paulatinamente vai cedendo espaço aos novos e atraentes materiais.

LIGAS E CONFIGURAÇÕES DOS FIOS ORTODÔNTICOS

Continuação link abaixo ....


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A relação entre o crescimento mandibular e a maturação esquelética em jovens brasileiras melanodermas




Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal Ortodontics, pelos autores Irene Moreira Serafim, Gisele Naback Lemes Vilani, Vânia Célia Vieira de Siqueira; Do Mestrado em Ortodontia pela PUC/Minas e da disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - Unicamp; Avalia o grau de correlação existente entre o crescimento mandibular e a maturação esquelética em jovens brasileiras melanodermas.


O conhecimento dos eventos relacionados ao crescimento e ao desenvolvimento craniofacial, mostra-se de suma importância na Ortodontia, pois a eleição de uma meta terapêutica que atue durante o crescimento maxilomandibular deve apoiar-se na avaliação da maturação esquelética do paciente. Constitui uma importante informação para o ortodontista, como um meio auxiliar na prevenção, no diagnóstico, no planejamento e no tratamento precoce das anomalias, uma vez que o sucesso ou fracasso do tratamento ortodôntico relaciona-se diretamente ao crescimento e desenvolvimento craniofacial.

Os métodos frequentemente utilizados para identificação da maturação esquelética englobam a idade cronológica, a dentária, a estatura, o peso, as manifestações das características sexuais secundárias e a avaliação do desenvolvimento de centros de ossificação. Contudo, os quatro primeiros métodos mostraram-se pouco eficazes, enquanto a avaliação da idade óssea, utilizando,
principalmente, radiografias de mão e punho, representa o registro mais fiel da idade esquelética.
Encontra-se bem estabelecida na literatura a estreita relação existente entre a idade em que ocorre a maior taxa de crescimento corporal e o período de mineralização de centros de ossificação presentes na mão e no punho.

Algumas investigações comprovaram a existência de um surto de crescimento facial e consideraram a época de sua ocorrência, de um modo geral, coincidente à do surto de crescimento em estatura. Outras pesquisas concordaram com essa correlação, mas, durante uma avaliação em meninos, o surto de crescimento em estatura ocorreu discretamente antes do facial, e o surto de crescimento estatural nas meninas ocorreu anteriormente ao incremento máximo da mandíbula. As pesquisas indicaram que os aumentos e diminuições na velocidade de maturação esquelética são acompanhados por aumentos e diminuições semelhantes, em alguns aspectos do crescimento da face, particularmente da mandíbula.


A maioria dos autores mostrou-se unânime em afirmar que a avaliação da radiografia da mão e punho representa o método mais utilizado para observação da idade óssea, bem como da maturação esquelética. Outros estudos, no entanto, utilizaram o grau de pneumatização do seio frontal como método para avaliação esquelética, observando que essa estrutura anatômica apresentou correlação com a maturidade esquelética avaliada por meio das radiografias de mão e punho.


No presente estudo, buscou-se correlacionar as modificações na falange proximal do 3º dedo e na epífise distal do rádio, avaliadas nas radiografias de mão e punho, com a pneumatização do seio frontal, avaliada nas telerradiografias obtidas em norma lateral e com o incremento anteroposterior da mandíbula.


Para avaliação do crescimento puberal, utilizou-se as radiografias de mão e punho devido ao grau de fidelidade que essa área proporciona. Escolheu-se a metodologia de Eklöf e Ringertz, pois esse método mostrou-se adequado para a avaliação de pacientes brasileiros, confiável e facilmente reproduzível por diferentes examinadores, por utilizar parâmetros bem definidos.


O presente estudo indicou que o início do surto de crescimento puberal iniciou entre 9 e 10 anos, com o pico aos 12 anos, sugerindo uma possível precocidade das jovens melanodermas em sua maturidade esquelética, estando de acordo com os resultados obtidos em estudos prévios. Pesquisas avaliando jovens leucodermas mostraram que o início do surto de crescimento puberal ocorreu na idade média de 10,5 anos e o pico de velocidade de crescimento puberal aconteceu em média 2 anos após o início do surto ou mais tardio, entre 13 e 14 anos de idade.




Conclusões


De acordo com as características da amostra avaliada, com a metodologia empregada e com os resultados e as informações obtidas, concluiu-se que ocorreu uma correlação altamente significativa entre os centros de ossificação observados na radiografia de mão e punho e as medidas cefalométricas representativas do crescimento mandibular (r = 0,777). Apesar de estatisticamente significativa, ocorreu uma baixa correlação entre a pneumatização do seio frontal e os eventos da maturidade esquelética (r = 0,306), assim como a relação entre a pneumatização do seio frontal e as medidas cefalométricas representativas do crescimento mandibular (r = 0,218).




Link do artigo na Integra via Scielo:


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Homenagem in memorian ao Prof. Arno Locks

Prof. Dr. Arno Locks
1947 - 2017
__________________________________

Assim como em outras tristes oportunidades, este blog registra a perda de um dos grandes nomes da ortodontia mundial.
Catarinense, da cidade de Braço do Norte, mudou-se para Florianópolis ainda criança e se formou em Odontologia pela UFSC, em 1973. Iniciou seus estudos em ortodontia no Rio de Janeiro e retornou à Santa Catarina como Mestre para assumir o cargo de professor da UFSC. Mesmo já sendo um prestigiado professor, foi a Araraquara para cursar o programa de Doutorado na UNESP quando foi apresentado à técnica do Arco Segmentado e à mecânica ortodôntica com sistemas de forças predeterminados. Seguindo nesta linha, cursou Pós doutorado na Dinamarca (Aarhus University) sob orientação da Dra. Birte Melsen. Autor de diversos artigos com grande influência no meio científico e clínico ortodôntico.


Toda a comunidade ortodôntica lamenta profundamente sua partida e há muitos relatos de sua personalidade risonha. Neste momento sentimos muito em não termos tido muitas oportunidades de convivência com ele.

A todos os familiares e amigos, nossas condolências. A todos os ortodontistas e futuros ortodontistas, deixo aqui o registro deste grande professor, clínico e entusiasta da nossa especialidade. 

Informações extraídas do seu perfil no Facebook e intrevista publicada pela DentalPress e disponível nesse LINK

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Análise tridimensional do movimento ortodontico dentário baseado em sistemas XYZ e no eixo helicoidal finito




Neste artigo de 2007, publicado no European Journal of Orthodontics; pelos autores Kazuo Hayashi, Jun Uechi, Seung-Pyo Lee e Itaru Mizoguchi; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Health Sciences University of Hokkaido, Japão e do Department of Oral Anatomy, College of Dentistry, Seoul National University, Corea. Mostra uma aplicação de um software na analise da movimentação Ortodontica em caninos superiores com niveis de força diferentes.

O objetivo deste estudo foi demonstrar a vantagem do sistema do eixo helicoidal finito (FHA)para análise biomecânica do movimento dentário ortodôntico, comparando-a com as coordenadas retangulares (XYZ) do sistema.

Dez pacientes (6 mulheres e 4 homens, com a idade média de 23 anos e 7 meses) foram selecionados. Com tração de caninos superiores utilisando forças contínuas de diferentes magnitudes (0,5 e 1 N), foi usada para retrair os canisnos direito e esquerdo em indivíduos que necessitaram de ancoragem posterior máxima. Os resultados foram comparados com base em implantes palatinos médios que proporcionou uma referência fixa para a medição. A significância da diferença entre os resultados obtidos com as duas magnitudes de forças diferentes foi determinada pelo teste-rank de Wilcoxon.


Em ambos, as coordenadas XYZ e o sistema FHA, não ocorreram diferenças significativas na quantidade de movimento distal desses caninos em mais de dois meses, as diferenças encontradas entre as duas magnitudes de força. No entanto, os resultados mostraram que os caninos eram susceptíveis de inclinação distal durante a retração com uma força de 1 N em comparação com a força de 0,5 N.


Neste estudo, a combinação dessas duas abordagens diferentes para descrever o movimento do dente claramente mostrou uma diferença entre as forças contínuas de 0,5 e 1 de N.




Link do artigo na integra: