ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Acidentes com o Arco Extra-Bucal (AEB): Como evitar.



Muitos colegas ficaram apreensivos com a notícia que correu pelas redes sociais de que um colega ortodontista de Goiás teria sido condenado a pagar R$ 100.000,00 a uma criança, como indenização por um acidente com um Arco Extra-Bucal (AEB). Segundo a notícia propagada (sem a fonte), o desenbargador lista como erros profissionais:

1. Captar clientes sob o argumento de tratamento gratuito;
2. Fornecer à criança aparelho dentário sem mecanismo de segurança, inclusive, não condizente com a faixa etária e discernimento do paciente.

Momentos depois desta notícia tornar-se popular nas comunidades e grupos de ortodontia na internet, muitos colegas debatiam sobre o que seriam esses mecanismos de segurança. Apesar de não serem novidades, sentimo-nos motivados a esclarecer alguns aspectos sobre o tema. Espero que esse post seja útil para vocês.

Desde 1947, quando Silas Kloehn soldou um arco interno a outro externo criando o Arco Extra-Bucal (AEB) tem-se utilizado em diversas técnicas e com propósitos diferentes. Apesar de estarem sendo cada dia menos utilizados na ortodontia, na ortopedia facial parece ser ainda um importante mecanismo de tratamento da Classe II maxilar.

No entanto, infelizmente, segundo Dr. Russell Samuels¹ tem havido alguns relatos de casos de lesões dos tecidos moles causadas pelo uso de AEB na literatura médica e odontológica nos últimos 25 anos. 

Para determinar a etiologia das lesões dois estudos foram realizadas na Europa. No primeiro estudo, um questionário foi enviado para as sociedades de Ortodontia e escolas de ortodontia em 23 países europeus solicitando qualquer informação sobre as lesões pelo uso de AEB que eram conhecidas como tendo ocorrido. Detalhes de 9 lesões foram devolvidos. No segundo estudo, um questionário foi enviado a 1.117 ortodontistas ativos no Reino Unido e na Irlanda solicitando qualquer informação sobre as lesõespor AEB. De 859 profissionais que utilizam esse dispositivo detalhes de 33 feridos foram relatados com a maioria ocorrendo à noite. Estas lesões variou de lacerações menores à perda de um olho.




As informações obtidas a partir destes dois estudos e relatos de casos revelaram que os ferimentos foram causados ​​pelo efeito catapulta da tração extra-oral com elástico (elásticos ou material elástico) ou o AEB desencaixando dos tubos bucais durante a noite, quando o paciente vai dormir. As causas podem ser ainda subdivididas em quatro categorias mostradas abaixo:

Etiologia das Lesões:

1. Desencaixe acidental do AEB enquando a criança brinca usando um AEB e tração com elástico convencional. O AEB é desencaixado dos tubos e recua para trás ferindo o paciente.

2. Manuseio incorreto por parte da criança durante a instalação ou remoção do AEB e tração com elástico convencional.

3. Desencaixe deliberado (puxando) um AEB e tração com elástico convencional, por outra criança. Outra criança puxa o AEB para frente até o arco intraoral saia da boca e solta, fazendo com que o arco retorne pela força elástica da tração.

A relevância dos microrganismos orais às lesões dos tecidos moles:

Este fator é muitas vezes mais discutido ao avaliar questões de segurança.
A presença de microrganismos orais nas extremidades do arco facial interior tem um enorme significado nessas lesões, porque isso invariavelmente significa que as lesões dos tecidos moles estão infectadas. Isto altera significativamente o prognóstico de qualquer lesão de tecido mole provocada pelas extremidades do arco interno. Os pacientes que sofreram uma lesão no olho durante a noite têm relatado que geralmente há o mínimo de desconforto e que não mobilizam as crianças para procurar atendimento imediatamente. Este atraso no tratamento permite que a infecção se espalhe rapidamente com resultados desastrosos. O olho é um excelente meio de cultura e pode ser difícil de tratar com sucesso mesmo com antibióticos apropriados.
Quando apenas um olho é ferido o outro olho ainda pode estar em risco de endoftalmite contralateral.

Dispositivos de segurança

O risco de lesão a um paciente pode ser pequeno, mas todos os pacientes devem ser protegidos contra um risco conhecido, ainda que pequeno.
Vários dispositivos estão disponíveis atualmente com o objetivo de melhorar a segurança da tração extra oral. Sabemos que para serem eficientes  devem evitar o efeito catapulta e o desencaixe acidental durante a noite.
Em pesquisa nos catálogos das empresas atuantes no mercado brasileiro, apenas a nacional, Morelli disponibiliza um dispositivo de segurança para AEB. Trata-se de uma presilha com mola e que desarma quando puxada com força superior à desejada (leve, média ou pesada).




Não foi encontrado, no mercado nacional, dispositivo de segurança que visa evitar o desencaixe acidental durante o sono. No entanto, um artigo que disponibilizo o link abaixo, propõe  uma forma  de travar o arco interno com um acessório soldado (NITOM). Pode-se confeccionar no próprio consultório ou solicitar ao laboratório que o faça.






Dicas Clínicas
1.   Tração extra-oral só deve ser prescrita para os pacientes que são suscetíveis de cumprir as instruções do ortodontistas. Os pacientes devem ser advertidos para não usá-lo enquanto estiver jogando ou mexer nele enquanto estiver distrído.
2.   A utilização do AEB deve ser claramente demonstrado para o paciente e / ou pais,
consentimento obtido, e registrar no espaço de evolução do caso do prontuário. Para alguns dos mais jovens, menos pacientes hábeis,  seus pais podem também ser cuidadosamente instruído sobre como ajustar o aparelho, para que eles possam supervisionar a instalação e remoção do aparelho em casa.
3.   Instruções escritas devem ser emitidas para todos os pacientes e para os pais. Registra-se o termo de entrega.
4.   Uma advertência deve ser dada de que o não cumprimento das instruções pode resultar em lesões.
5.   O AEB deve ser cuidadosamente verificado em cada revisão e uma registro feito no espaço de evolução do caso do prontuário. O paciente deve ser perguntado se eles tiveram algum problema com o aparelho desde a última consulta.
6.   Se o paciente remove a tração extra-oral durante o sono deixando o AEB em cima da cama, e não consegue se lembrar de reposicioná-lo em mais de duas ocasiões, uma análise cuidadosa deve ser considerada e  a interrupção da tração extra-oral deve ser pensada.
7.   Antes de montar o arco facial no paciente demonstrar e descrever sua função em um modelo de um arco superior com bandas nos molares. Em seguida, encorajar o paciente a colocar e retirar o AEB no modelo. Isso ajuda o paciente a ver como o AEB se encaixa dentro dos tubos.

8.   Se o AEB for usado ​​com dispositivos removíveis, construí-los como uma parte integrante do aparelho. 


1. http://orthocare.co.uk/images/Nitom2/Website%20for%20Nitom%202%20Clinician%20Info.pdf

Link para a Morelli:
http://www.morelli.com.br/br/produtos/sobre-os-produtos/buscar/s/7040/Tracionador-c-Dispositivo-de-Seguranca-10-un

Link para o artigo:
http://jorthod.maneyjournals.org/content/29/2/101.full.pdf

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Tração ortodôntica de um canino impactado com magneto: Relato de um caso






Neste artigo de 2008, publicado pelo Cases Journal, pelos autores Larry CF Li, Ricky WK Wong and Nigel M King; do Departament of Orthodontics and Paediatric Dentistry, Faculty of Dentistry, the University of Hong Kong, Hospital Road, Sai Ying Pun, Hong Kong - China; Mostra um protocolo de tracionamento em um canino incluso com auxílio de um magnêto.

A prevalência de caninos impactados por palatino na população varia de 0,27% para 2,4% em todo o mundo. Um caminho de erupção longo e tortuoso, o apinhamento da dentição, a insuficiência na reabsorção radicular do canino decíduo, trauma e patologia dos tecidos moles têm sido considerados os motivos da impacção canina.

Se não tratado, um canino impactado pode causar morbidade do canino decíduo, mudança cística ou reabsorção da coroa de si mesmo e / ou reabsorção radicular do incisivo lateral adjacente.

A abordagem de tratamento convencional de um canino impactado é para expor a coroa do canino cirurgicamente, seguido pela união de um acessório na superfície da coroa. O acessório é ligado ao fio do arco na boca, e o dente pode ser tracionado com elásticos. No entanto, esta abordagem vem com muitos inconveniente e limitações tais como infecção, há uma comunicação entre a fixação e o meio bucal, migração, inflamação apical do epitélio, exposição da junção amelo-cementario, irritação nos lábios, dificuldade em manter a higiene oral e dificuldade para ajustar e mudar a direção da força.

As ligas magnéticas têm sido utilizados em ortodontia cada vez mais e vários autores têm relatado sucesso e resultados clínicos do tratamento de dentes inclusos em seres humanos. Um ímã, revestido com acrílico e anexado com um braço de extensão do fio, pode ser anexado a um aparelho removível. A posição do ímã pode ser alterada com o ajuste do braço de extensão. Unindo um suporte de metal co dente impactado após a exposição cirúrgica, o dente impactado ficará sob a força magnética, com uma direção controláda pelo ajuste do braço de extensão. Este artigo descreve o uso do ímã no tracionamento de um canino superior impactado e considera as vantagens e limitações da técnica.

ConclusãoEste artigo do caso, sugere que a tração magnética, com um aparelho removível pode ser um método alternativo seguro, eficaz e confortável para desimpactar um canino superior.

Link do artigo na integra via casesjournal:

http://casesjournal.com/content/pdf/1757-1626-1-382.pdf

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Método dos Elementos Finitos: uma ferramenta para o estudo do movimento ortodontico dos dentes







Neste artigo de 2005, publicado pelo Journal of Dental Research, pelos autores P.M. Cattaneo, M. Dalstra e B. Melsen; do Dept. of Orthodontics, Royal Dental College, University of Aarhus, Vennelyst Boulevard 9, DK-8000, Aarhus C, Dinamarca. Mostra a importância deste metodo de estudo contemporâneo na biomecânica Ortodontica.


A movimentação ortodontica dentária é alcançada por processos de remodelação do osso alveolar, que são provocadas por mudanças causadas pelo stress / tensão distribuidos pelo periodonto.


O método de elementos finitos (EF) tem sido utilizado para descrever a situação do ligamento periodontal (LPD) e dos arredores do osso alveolar. O presente estudo buscou determinar o impacto do processo de modelagem e noa resultado das análises EF e relacionados com as teorias atuais sobre a movimentação ortodôntica dentária.


Em uma série de análises EF simulando os dentes submetidos à carga ortodôntica, a influência da geometria / morfologia, material e propriedades e condições de contorno foram avaliados.


A descrição precisa da morfologia do osso alveolar e atribuição de propriedades mecânicas para os elementos demonstraram que a carga do periodonto não pode ser explicada em termos simples, compressão e de tensão ao longo da carga e da direção. A tensão no osso alveolar que foi medida mais predominante foi a de compressão.



Link do artigo na integra via JDR:



segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Precisão e confiabilidade das medidas craniométricas na cefalometria lateral e medições em scans 3D TCFC





Neste artigo de 2010, publicado pela Angle orthodontist, pelos autores Bruno Frazao Gribel; Marcos Nadler Gribel; Diogo Campos Frazao; James A. McNamara Jr; Flavio Ricardo Manzi; do Department of Orthodontics and Pediatric Dentistry, The University of Michigan, Ann Arbor; Private practice, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil; Department of Orthodontics and Department of Radiology , Pontificia Universidade Catolica de Minas Gerais, Brazil; Mostra mais uma pesquisa destes autores que vem criando todo um protocolo de diagnóstico 3D em Ortodontia.


Este artigo foi realizado com o intuito de comparar a precisão das medições craniométricas feitas em telerradiografias e na imagem gerada apartir de tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT).


Dez marcadores fiduciais foram colocados em pontos craniométricos conhecidos, em 25 crânios secos com oclusão estável. Os exames tomográficos e radiográficas convencionais posteriormente foram tomados de cada crânio. Medições diretas craniométricas foram comparadas com medidas em CBCT e com medidas cefalométricas utilizando a análise de medidas repetidas em variância (ANOVA). Todas as medidas foram repetidas dentro de um intervalo de 1 mês, e correlações intra classe foram calculadas.


Não houve diferença estatisticamente significativa entre as medidas CBCT e medidas craniométricas diretas (diferença média, 0,1 mm). Todas as medidas cefalométricas significativamente diferentes estatisticamente das medições diretas craniométricas (diferença média, 5 mm) variações significativas entre as medidas foram anotadas. Algumas medidas foram maiores no cefalograma lateral e algumas foram menores, mas um padrão pode ser observado: as medições sagital médias foram alalargadas de modo uniforme, e Co-Gn foi apenas ligeiramente alterada, Co-A foi sempre menor.


As medidas craniométricas CBCT são precisas para um tamanho subvoxel e potencialmente podem ser usadas como uma ferramenta de diagnóstico ortodôntico quantitativa. As normas cefalometricas Bidimensionais não podem ser facilmente utilizadas para a medição tridimensional por causa das diferenças na exatidão da medida entre os dois exames.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


domingo, 10 de agosto de 2014

Feliz dia dos Pais!


Acreditamos que casais equilibrados,
sustentados pelo amor e exemplo, 
devam ter filhos. 
Mais que por realização pessoal, mas por 
responsabilidade social.  

Parabéns a todos os colegas que aceitaram sua responsabilidade! Feliz dia dos Pais!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Precisão e confiabilidade de um método inovador de Fusão de modelos de gesso digitais e gerados pela tomografia computadorizada Cone Beam






Neste artigo de 2013, publicado na Plos One, pelos autores Frits A. Rangel, Thomas J.J. Maal, Ewald M. Bronkhorst, K. Hero Breuning, Jan G.J.H. Schols, Stefaan J. Berge, Anne Marie Kuijpers-Jagtman; do Department of Orthodontics and Craniofacial Biology, Radboud University Nijmegen Medical Centre, Nijmegen, The Netherlands; 3D Facial Imaging Research Group Nijmegen–Bruges, Radboud University Nijmegen Medical Centre, Nijmegen, The Netherlands; Department of Oral and Craniomaxillofacial Surgery, Radboud University Nijmegen Medical Centre, Nijmegen,  e do Department of Preventive and Restorative Dentistry, Radboud University Nijmegen Medical Centre, Nijmegen, The Netherlands. Mostra um método de fusão de imagens de modelos digitais gerados por scanner e por tomografia Cone Beam.

Vários métodos têm sido propostos para integrar modelos digitais gerados por  tomografia computadorizada  Cone Beam. Uma vez que todos esses métodos possuem algumas desvantagens, tais como a exposição à radiação, a deformação dos tecidos moles e  processos de manipulação digital demorados, os autores propuseram um novo método para integrar os  modelos de gesso digitais com os gerados com imagens por  tomografia computadorizada Cone Beam.

Modelos de gesso de 10 pacientes foram selecionados aleatoriamente e 5 marcadores de titânio foram colados nos modelos superior e inferior. Os modelos de gesso foram digitalizadas, as impressões foram realizadas a partir dos modelos de gesso e as impressões também foram escaneadas. Medidas lineares foram realizadas em todos os três modelos, para avaliar a precisão e reprodutibilidade.

Além disso, a correlação entre os modelos de gesso digitalizadas e as impressões digitalizadas foram feitas, para avaliar a precisão do procedimento correspondente. Os resultados mostraram que todos os erros de medição foram menores do que 0,2 mm, e que 81% foi menor do que 0,1 mm. Correspondência dos moldes de gesso digitalizadas e impressões digitalizadas mostram um erro médio entre as duas superfícies do arco superior de 0,14 mm e para o arco inferior de 0,18 mm.

O tempo necessário para a reconstrução dos exames de TCCB para um paciente digital, onde as impressões foram integradas na verificação TCCB do paciente levou cerca de 15 minutos, com pouca variação entre os pacientes. 

Em conclusão, os autores puderam afirmar que este novo método é um método confiável para integrar  os modelos de gesso digitais em exames de TCCB. Tanto quanto a exposição a radiação, a deformação do tecido mole e processos de manipulação digitais, e consideram uma melhoria significativa em comparação com os métodos já publicados.

Link do artigo na integra via PubMed:

domingo, 3 de agosto de 2014

Pensamento da semana


Comece onde você está. Use o que você tem. Faça o que puder. 
Arthur Ashe

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Espessura do osso alveolar e posição do incisivo inferior nas má oclusões de Classe I e II esquelética avaliada com tomografia computadorizada de feixe cônico




Neste artigo de 2013, publicado pelo THE KOREAN JOURNAL of ORTHODONTICS, pelos autores Asli Baysal, Faruk Izzet Ucar, Suleyman Kutalmis Buyuk, Torun Ozer, Tancan Uysal; do Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Izmir Katip Celebi University, Izmir, Turkey, Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Erciyes University, Kayseri, Turkey, Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Adnan Menderes University, Aydın, Turkey. Mostra um estudo comparativo no posicionamento de incisivos inferiores em portadores de Má oclusão de Classe II médios e Verticais.

O estudo foi realizado com o intuito de avaliar a posição dos incisivos inferiores e a estrutura de suporte ósseo entre pacientes  portadores de má oclusões de Classe II médios e verticais, e comparar com os  portadores de má oclusão de Classe I.

Os registros de TCFC de 79 pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com as relações sagitais mandíbulares: Classe I e II. Cada grupo foi dividido em subgrupos médio e vertical. Seis medidas lineares e seis angulares foram realizadas. Amostras independentes, teste t, Kruskal-Wallis e testes post-hoc de Dunn foram realizados para realizar comparações estatísticas. 

A espessura do osso alveolar vestibular foi significativamente maior no grupo Classe I em relação ao grupo Classe II (p = 0,003). Ângulo lingual do osso alveolar (p = 0,004), menor protrusão dos incisivos (p = 0,007) e vestibularização (p = 0,046) foram maiores em pacientes de médios de Classe II. Osso esponjoso foi menor (p = 0,016) e ápice da raiz estava mais perto do córtex labial nos subgrupos vertical em relação ao subgrupo de ângulo médio Classe II (p = 0,004).

A posição dos incisivos no suporte ósseo mandibular anterior e inferior  foram diferentes entre os pacientes portadores de Classe II médios e verticais. Os profissionais devem estar cientes de que a amplitude de movimento incisivo inferior em pacientes Classe II vertical é limitado em comparação com pacientes de ângulo médio de Classe II.


Link do artigo na integra via e-KJO:

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Expansão rápida da maxila ancorada em implantes – uma nova proposta para expansão ortopédica na dentadura permanente





Neste artigo de 2007, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Daniela Gamba Garib, Ricardo de Lima Navarro, Carlos Eduardo Francischone, Paula Vanessa Pedron Oltramari; da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo; da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID – São Paulo; do Curso de Ortodontia Preventiva e Interceptora da PROFIS – Bauru e do curso de especialização em Ortodontia da Prevodonto - Centro de Estudos - Rio de Janeiro. Apresenta um método para expansão ortopédica da maxila, na dentadura permanente, utilizando implantes como ancoragem.


Ao se executar o procedimento de expansão rápida da maxila (ERM), com finalidade de corrigir a atresia do arco dentário superior, o principal efeito almejado pelo ortodontista consiste na abertura da sutura intermaxilar e conseqüente incremento transversal da base óssea superior. Porém, concomitantemente a este desejável efeito ortopédico, a ERM inevitavelmente redunda em um efeito ortodôntico de movimentação dentária vestibular, uma vez que os expansores ancoram-se diretamente sobre os dentes superiores. Portanto, parte da abertura do parafuso expansor, visando o aumento em largura da maxila, dissipa-se com a movimentação dos dentes de ancoragem para vestibular. Estima-se que o efeito ortodôntico corresponda, em média, a 50% da quantidade de abertura do parafuso expansor, durante as fases de dentadura decídua e mista, e cerca de 2/3 da quantidade de expansão, durante a dentadura permanente. Isto corresponde a dizer que, com o aumento da idade e com o aumento da resistência óssea e sutural, espera-se um maior efeito dentário, em detrimento da separação intermaxilar.


Após a descoberta da osseointegração e introdução dos implantes de titânio como solução protética na Odontologia, por Branenmark, vários autores passaram a utilizar os implantes osseointegráveis como dispositivos de ancoragem para a movimentação ortodôntica. Os bons resultados, constatados em estudos experimentais aplicando-se forças ortodônticas e suaves sobre os implantes, encorajaram a sua utilização também para propósitos ortopédicos. Assim, os implantes foram utilizados com a finalidade de ancoragem para Ortopedia Facial (protração maxilofacial), recebendo forças intensas, e demonstraram boa estabilidade em animais. No final da década de 90, Parr et al. estudaram a expansão sutural utilizando implantes osseointegrados em coelhos. Estes autores reportaram uma expansão da sutura nasal mediana de 5,2 a 6,8mm, aplicando-se forças de 100 a 300g em implantes colocados bilateralmente a esta sutura, externamente à face média. Recentemente, em 2004, Harzer et al. indicaram a expansão rápida da maxila assistida cirurgicamente com ancoragem sobre implantes no palato, com o intento de evitar a inclinação dos dentes pósterosuperiores para vestibular, assim como evitar reabsorção óssea e radicular nestas regiões.


Ao ancorar o aparelho expansor sobre implantes intra-ósseos inseridos no palato, o efeito esperado durante a ERM consiste na prevenção do efeito dentário representado pela movimentação vestibular dos dentes posteriores. Estudos prévios demonstraram que os dentes que ancoram o aparelho são movimentados para vestibular, com componentes de inclinação e translação associados, durante a ERM convencional. Transferir a ancoragem de elementos passíveis de movimentação, como os dentes, para elementos absolutamente rígidos e imutáveis posicionalmente, como os implantes, redundaria em vantagens incontestáveis.


Além das diversas vantagens biológicas da expansão com ancoragem absoluta, também se deve destacar uma interessante vantagem operacional. Com o desenho do aparelho incluindo bandas apenas nos primeiros molares superiores, após o período convencional de contenção e neoformação óssea na região da sutura palatina mediana, o nivelamento superior pode ser iniciado sem a necessidade de remoção do expansor. O próprio aparelho expansor poderia ser mantido como ancoragem prolongada, concomitantemente à mecanoterapia com aparelhos fixos, dispensando o uso das placas removíveis de contenção.


CONCLUSÕES


Após idealização deste novo sistema de ancoragem, como próximo deverão ser realizados estudos experimentais com a finalidade de atestar sua aplicabilidade clínica. Questões como velocidade da ativação do parafuso, estabilidade dos implantes diante de forças ortopédicas expansoras e o protocolo para adequada inserção dos parafusos devem ainda ser melhor elucidadas.



Link do artigo na integra via Scielo:


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Curso de Imersão em Sistemas AutoLigados

A Academia da Ortodontia Contemporânea teve o seu primeiro curso de Imersão em sistemas com Braquetes Autoligados. Aconteceu em Salvador, contando com nomes consagrados da Ortodontia Brasileira. Com os Professores Liliana Maltagliatti, Eduardo Macluf, Hugo Trevisi e Julio Gurgel. Que compartilharam seus conhecimentos com colegas Ortodontistas da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernanbuco, Natal, Espirito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.





Informações: www.ortodontiacontemporanea-academia.com

domingo, 27 de julho de 2014

Pensamento da Semana






Ao navegar pelo resto de sua vida, seja aberto à colaboração. 
Outras pessoas e idéias de outras pessoas são muitas vezes 
melhores do que as suas. Encontre um grupo de pessoas 
que desafiam e inspiram, passe muito tempo com eles, e 
isso vai mudar a sua vida. 

Amy Poehler

sábado, 26 de julho de 2014

As características morfológicas que influenciam as estratégias de extração para as maloclusões de classe II de Angle primeira divisão.


Figura acima retirada do livro do Dr. Edward Angle como ilustração

Este artigo publicado na revista Progress in Orthodontics 2014, 15:44, pelos autores Yongwen Guo, Xianglong Han, Hui Xu, Dongqing Ai, Huan Zeng and Ding Bai, versa sobre os fatores que influenciam nas opções de exodontias para tratamento da classe II, primeira divisão. Abaixo coloco o link para o artigo completo. Boa leitura!



Decisões de extração adequadas e estratégias bem concebidas beneficiará, sem dúvida, os pacientes e ortodontistas para alcançar estética facial e oclusão estável. Em relação ao tratamento das maloclusões de Classe II divisão 1 de Angle, existem várias decisões de extração, incluindo extrações de quatro primeiros pré-molares, dois pré-molares superiores e dois segundos pré-molares inferiores, dois pré-molares superiores, dois pré-molares superiores, mais um incisivo inferior. Em raros casos, estratégias especiais são usadas, como por exemplo extrações de molares.

Portanto, este estudo foi retrospectivamente projetado para fornecer evidência científica para as decisões de extração nas maloclusões de Classe II divisão 1 de Angle. Foram coletados 110 casos de má oclusão de Classe II divisão 1 de Angle tratados por quatro estratégias diferentes de extração, em comparação as características morfológicas iniciais de pacientes diagnosticados e tratados por um ortodontista experiente com o princípio da simplicidade que envolve quatro diferentes tipos de estratégias de extração, e analisada a correlação estas características. 

Métodos: Cento e dez amostras de classe II divisão 1 de Angle com bons resultados faciais e oclusais após o tratamento ortodôntico foram selecionados e divididos em quatro grupos de acordo com diferentes padrões de extração. Para cada caso, foram analisados ​​os modelos de pré-tratamento e as radiografias laterais. As variáveis ​​significativas de modelos e estruturas craniofaciais de cada grupo foram identificadas através da comparação das medições utilizando a análise de variância (ANOVA).

Resultados: relação molar, apinhamento anterior,  índice de Bolton anterior, e overjet medido a partir de modelos, bem como a ANS-Xi-Pm, NBA-PtGn, Li-NsPog ', U1-NPog e L1-NPog medido a partir de radiografias laterais foram estatisticamente significativo. A análise de regressão logística binária revelou que apinhamento anterior, relação molar e padrão de crescimento foram os três fatores de influência mais relevantes com impacto em declínio contribuindo para as decisões de extração de Classe II divisão 1 maloclusões de Angle. 

Conclusões: 

1. Maloclusões de classe II de Angle divisão 1 apresentam várias características morfológicas. Ortodontistas devem considerar de forma abrangente os efeitos recíprocos de vários fatores na escolha de diferentes estratégias de extração para as maloclusões de classe II de Angle.

2. Extrações de apenas dois pré-molares superiores pode ser sugerido para casos que apresentavam relação distal molar grave, mais de uma cúspide, padrão de crescimento horizontal, apinhamento suave dos dentes anteriores inferiores, bem como grande sobressaliência, mais do que 7 mm. Além disso, a extração extra de um incisivo inferior também deve ser considerada se o índice de Bolton anterior for significativamente maior do que o normal. 

3. Extrações de quatro primeiros pré-molares poderia ser sugerido para casos com apinhamento severo dos dentes anteriores inferiores, relação molar distal leve, padrão de crescimento vertical, bem como significativo proeminência do lábio inferior, enquanto que extrações de dois pré-molares superiores e dois segundos pré-molares inferiores são indicadas para pacientes com apinhamento moderado dos dentes anteriores inferiores, moderada relação molar distal menos de uma cúspide, padrão médio de crescimento, e menos proeminência labial inferior.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Efeitos biomecânicos do aparelho funcional fixo sobre as estruturas craniofaciais







Neste artigo de 2009, punlicado pela Angle Orthodonthist, pelos autores Priyankar Panigrahi; Varadarajan Vineeth; do Department of General and Specialist Dental Practice, College of Dentistry, University of Sharjah, Sharjah, United Arab Emirates e do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Coorg Institute of Dental Science, Coorg, Karnataka, India. Mostra mais um estudo que utiliza o método do elementos finitos no estudo da biomecânica ortodontica.


Este estudo avaliou o deslocamento e distribuição de tensões sobre as estruturas craniofaciais associadas com a terapia funcional fixo.


Um modelo de elementos finitos do crânio humano foi construído a partir de imagens seqüenciais de tomografia computadorizada em intervalos de 2 mm, utilizando um crânio humano adulto seco. Neste estudo, linear, elementos finitos de quatro nodal, tetramesh e triangular foram utilizadas com seis graus de liberdade em cada um dos seus nós.


A mandíbula inteira mudou antero inferiormente. Seu deslocamento máximo foi observado em regiões da sinfise e da sifise média. O processo pterigóide foi deslocado em uma direção pósterior. O deslocamento ânterior da dentição mandibular foi mais pronunciada na região do incisivo, enquanto a dentição maxilar foi deslocado postero superiormente. A dentição toda sofreu tração, exceto os dentes posteriores superiores. O esforço de tração também foi demonstrado no ponto A, os processos pterigóides e a mandíbula, e a mínima compressão ao stress foi demonstrado na espinha nasal anterior. Máxima tensão de tração ocorreu na região do pescoço e da cabeça condilar.


Os autores concluiram que a terapia funcional fixa, provoca um deslocamento pósterior da dentição maxilar e processos pterigóides e, portanto, pode contribuir para a correção da má oclusão de Classe II. O deslocamento foi mais acentuado na região dentoalveolar em relação ao deslocamento do esqueleto. Todas as estruturas dentoalveolares sofreram tração, exceto espinha nasal anterior e os dentes superiores posteriores.




Link do artigo na integrs via Angle Orthodonist:


domingo, 20 de julho de 2014

Pensamento da Semana


"Pior que não terminar uma viagem é nunca partir."

Amyr Klink

terça-feira, 15 de julho de 2014

Retração de caninos superiores com braquetes auto-ligáveis e convencionais





Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Maurıcio Mezomo; Eduardo S. de Lima; Luciane Macedo de Menezes; Andre Weissheimer; Susiane Allgayer; Department of Orthodontics, Centro Universitario Franciscano, Santa Maria–RS, Brazil; Department of Orthodontics, Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre–RS, Brazil. Compara os efeitos da retração entre os braquetes convencionais e os autoligáveis.

Este estudo foi realizado com o intuito de medir o fechamento de espaço durante a retração dos caninos superiores permanentes com os braquetes auto-ligáveis e convencionais.

Quinze pacientes que necessitavam de retração dos caninos para os locais de extração dos pré-molares, como parte do seu tratamento ortodôntico concluído foram selecionados para este estudo. Em um projeto de boca dividida aleatoriamente, a retração dos caninos superiores foi realizada por meio de uma cadeia elastomérica com 150 g de força. As avaliações foram realizadas em modelos de gesso (T0, inicial, T1, 4 semanas, T2, 8 semanas, T3, 12 semanas). A quantidade de movimento e a rotação dos caninos, bem como perda de ancoragem dos molares superiores foram avaliados primeiro.

Não houve diferença entre os braquetes auto-ligaveis e convencionais em relação ao movimento distal dos caninos superiores e mesialização dos primeiros molares. A rotação dos caninos superiores foram minimizados com braquetes auto-ligaveis.

O movimento distal dos caninos superiores e perda de ancoragem dos primeiros molares foram semelhantes em ambos os braquetes convencionais e auto-ligaveis. A rotação dos caninos superiores durante a mecânica de deslizamento foi minimizado com os braquetes auto-ligaveis.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/062510-348.1

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Luto na Ortodontia - Faleceu o Prof. Dr. Donald H. Enlow


A Ortodontia mundial está de luto. Faleceu o Prof. Dr. Donald H. Enlow, um grande nome ligado ao estudo do crescimento e desenvolvimento crânio facial, nos deixou um legado único com seus estudos e publicações. Que com certeza serviram de inspiração e bases solidas para criação e desenvolvimento de muitas das terapêuticas e métodos de diagnósticos usados na rotina da clinica Ortodontia. Nossa reverencia a este gênio e ao mesmo tempo condolências a todos os seus familiares.

Donald Enlow, foi Professor Emérito da Faculdade de Medicina Dentária da  Case Western Reserve University, deixou um legado para os pesquisadores e estudantes interessados ​​em antropologia, ortodontia e outras estruturas ósseas por meio de uma coleção de cerca de 100 mil slides sobre a morfologia óssea e histologia.

Enlow, foi homenageado  por suas contribuições ao longo da vida à odontologia e ortodontia na Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova York, que realizou o "Donald H. Enlow Internacional Research Symposium:. Uma abordagem interativa voltada a biologia do esqueleto". A conferência também comemorou o 50 º aniversário do primeiro artigo publicado por Enlow, "Um Estudo Comparativo de fósseis e tecidos ósseos recentes" (Texas Journal of Science, 1957), que continua a ser uma fonte de referência importante na biologia óssea comparada e paleontologia.

Naquela época, a escola de Odontologia da UNY começou a postar alguns slides da vasta coleção do Prof. Enlow e torná-la acessível ao público, através da Biblioteca Digital Donald H. Enlow. Estão disponíveis cerca de 25.000 slides produzidas por seus alunos de doutorado de 1955-1990. A amplitude da coleção abrange imagens do tecido ósseo de cada grupo de vertebrados dos peixes aos mamíferos e vertebrados fósseis desde os primeiros períodos geológicos através dos tempos até o presente.

Com mais de 50 anos, a pesquisa de Enlow era focada no processo de remodelação óssea, que regula o crescimento. Ele descobriu que pode particularmente afetar a estrutura facial de modo que seu desenvolvimento possa ser compreendida em detalhes. Enlow foi o autor de The Human Face (1968), que detalha a pesquisa. Manual de Crescimento Facial, publicado pela primeira vez em 1975, continua a ser usado na educação Ortodontia.

Um dos principais resultados dos estudos  na sua carreira, foi que o osso se adapta às circunstâncias da estrutura de um animal no processo de evolução. Outra constatação é que de todos os antigos fósseis ósseos de dinossauros  eram surpreendentemente similar ao tecido ósseo humano. Estes resultados vieram da observação de centenas de espécies fósseis ao longo dos últimos 500 milhões de anos.

. Fonte da biografia do Prof. Dr. Donald Enlow, na Case Western University:


. Link da Donald H. Enlow Digital Image Library:


. Um dos artigos clássicos do Prof. Dr. Donald Enlow, com os Profs. Moyers e McNamara:







quarta-feira, 9 de julho de 2014

Comparação da retração de canino superior com mecânica de deslize e uma mola de retração: uma análise tridimensional com implante ortodontico palatino


Neste artigo de 2004, publicado pelo European Journal of Orthodontics, pelos autores Kazuo Hayashi, Jun Uechi, Masaru Murata; Itaru Mizoguchi; do Department of Orthodontics, Department of Oral Surgery, School of Dentistry, Health Sciences University of Hokkaido, Japão; Mostra um estudo tridmencional comparando a eficiência da retração com molas construidas no fio em relação as molas Niti.


O objetivo deste estudo foi comparar a retração do canino superior com uma mecânica de deslize usando molas de retração de caninos construida idealizada por Ricketts e molas Niti, utilizando um implante ortodontico palatino como uma referência para medição.


Oito pacientes (três homens e cinco mulheres) foram examinados. Casos que necessitavam fixação(ancoragem) posterior máxima, os implantes osseointegrados palatinos foram utilizados. Para analisar o movimento do dente, as impressões do arco superior foram feitas em cada momento e expressos em gesso. Uma varredura de superfície tridimensional (3D) da superfície do sistema foi realizada utilizando um feixe de laser que foi usado para medir a série de modelos de gesso.


Os resultados  sugeriram que a força de retração canino de 1 N foi mais ou menos eficaz, não só para mecânica de deslize, mas também para a mola de retração, no entanto, a abordagem de mecânica de deslize foi superior em relação a mola de retração em relação ao controle de rotação dentaria.




Link do artigo na integra via ejo oxfordjournals:


domingo, 6 de julho de 2014

Pensamento da Semana



"Inspiração vem dos outros. Motivação vem de dentro de nós !"


Junior Montalvão

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Classe III esquelética associada a mordida aberta tratados com osteotomia sagital bilateral e intrusão molar usando parafusos de titânio






Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontits, pelos autores Rena Togawa; Shoichiro Iino; Shouichi Miyawaki; do Department of Orthodontics, Center of Developmental Dentistry, Medical and Dental Hospital, Kagoshima University, Kagoshima, Japão; Mostra uma terapautica que associa o cirurgia ortognática com intrusão de molares no tratamento da Classe III associada a mordida aberta.


O artigo mostra cirurgias maxilares realizadas para o tratamento de graves casos de mordida aberta esquelética com o objetivo de obter estabilidade da oclusão após o tratamento. Se a intrusão do molar com parafusos de titânio pode ser realizada em vez de reposicionamento cirurgico superior da maxila, a incidência de invasão cirúrgica seria reduzido. No entanto, há poucos relatos deste tipo de terapia.

Este estudo descreve o tratamento da classe III esquelética e mordida aberta com osteotomia sagital bilateral e intrusão dos molares com parafusos de titânio. O paciente tinha um perfil côncavo, uma altura facial muito baixa, Classe III, mordida aberta excessiva, na sequência da protrusão mandibular e uma aumento no ângulo do plano mandibular. A mandíbula 3.5º auto rotaciona girou e fechou a mordida após a intrusão da parte superior e molares inferiores utilizando parafusos de titânio durante a fase de tratamento ortodôntico pré-cirúrgico.

Após a auto-rotação da mandíbula, o recuo mandibular com uma osteotomia sagital bilateral foi realizada. Os registros de pós-tratamento apresentaram um bom perfil facial e oclusão. A mandíbula manteve-se estável um ano após a cirurgia.

Esses resultados demonstraram que o tratamento ortodôntico cirúrgico combinado com osteotomia sagital bilateral e intrusão dos molares com parafusos de titânio pode reduzir a necessidade de interveção cirúrgica para intrusão da maxila, concluindo que este metodo foi eficaz para corrigir o perfil facial e oclusão em classe III esquelética e mpacientes com mordida aberta.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


terça-feira, 1 de julho de 2014

Fotografia no consultório é um problema para você?

Há muito tempo tenho procurado a melhor opção para as fotografias dos meus pacientes. Comprei livros sobre o assunto, li muitos artigos, comprei lentes e equipamentos que me custaram uma boa parcela das reservas nas viagens e não fiquei satisfeito com nada.
Tenho a sensação que teríamos que reservar tempo demais para estudar fotografia. Muito além do que temos. A Ortodontia já nos consome o tempo de leitura que livros não técnicos é um luxo raro... Colocar mais assuntos técnicos paralelos ao lado da cama não estava me deixando feliz.

Olhando a timeline do colega dentista, Prof. Marcelo Daltro, de Goiânia, percebi em uma foto, um objeto que não consegui identificar sobre a mesa. A legenda da foto dizia que ele iria ministrar uma aula em Tokyo-JP. Então perguntei sobre "aquilo" e assim nasceu essa dica para vocês. 


Trata-se da eyespecial C-II da Shofu. Uma máquina fotográfica digital feita especialmente para dentistas. Simples, leve, compacta e pensada para as nossas necessidades. Sem nenhum conhecimento avançado de fotografia, qualquer um pode tirar fotos intrabucais satisfatórias. 



eyespecial-ii-camera


Veja o vídeo e entenda porque as aulas de fotografias tendem a voltar a ser para fotógrafos e não para dentistas.
Caso o video não abra no seu  navegador acesse o aqui Link do video

Infelizmente ainda não está disponível para compra no Brasil, mas dá pra comprar nos EUA. Quem sabe no próximo AAO?
Preço no EUA: $2500,00 (abril de 2014)



Exemplo de foto feita com o flash da própria máquina. A paciente segurando os afastadores e eu fotografando de uma só mão. Sem necessidade de auxiliares.

Espero que tenha sido útil esta postagem. Grande abraço!


Como se atualizar?

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Whatsapp: [71]8875.2226 
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