ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Mensuração da estabilidade de mini-implantes utilizando análise da freqüência de ressonância





Neste artigo de 2013, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Manuel Nienkemper; Benedict Wilmes; Agamemnon Panayotidis; Alexander Pauls; Vladimir Golubovic; Frank Schwarz; Dieter Drescher; do Department of Orthodontics, Heinrich-Heine- University, Dusseldorf, Germany; Department of Oral Surgery and Admittance, Heinrich-Heine-University, Dusseldorf, Germany. Mostra um estudo que compara métodos de avaliação de estabilidade de mini-implantes buscando validar um teste de freqüência de ressonância.

Este estudo teve o objetivo de investigar se a análise de freqüência de ressonância (RFA) é adequada para medir a estabilidade dos mini-implantes ortodônticos. Observaram se o tamanho do implante afeta significativamente o nível de freqüência de ressonância. Quanto ao modo de funcionamento da RFA, tem que ser provado se a frequência de ressonância dos mini-implantes no osso se encaixa na gama de frequência emitida pelo dispositivo ISQ Osstell.

Para este efeito, o dispositivo ISQ Osstell foi modificado de acordo com a rosca interna dos mini-implantes ortodônticos e 110 mini-implantes foram inseridos num osso pélvico suíno. A RFA foi realizada em paralelo e perpendicular ao plano de execução das fibras superficiais dos ossos. Um teste de adequação, Periotest, também foi realizado nas mesmas direções. A "espessura compacta" foi medida utilizando tomografia computadorizada cone-beam . Testes de correlação e análise de regressão linear foram realizadas entre os três métodos.

A RFA mostrou um valor de cociente significativo na estabilidade do Implante   de 36.36 +- 2,67, e o valor médio do Periotest foi de - 2,10 +- 1,17. As diferenças entre as duas direções de medição foram estatisticamente significativas para RFA e Periotest. Houve uma correlação elevada entre a RFA e o Periotest  e entre a RFA e "espessura compacta". A comparação entre o Periotest e "espessura compacta", mostrou um coeficiente de correlação.

Os autores concluiram que os resultados sugeriram que a RFA é viável como um método de medição para a estabilidade dos mini-implantes ortodônticos. Como consequência, pode ser utilizado para a avaliação clínica da estabilidade e permitir a colocação e estabilidade relacionada mini-implantes para reduzir a taxa de insucesso.

Link do artigo na integra via Anlge Orthodontist:

terça-feira, 4 de junho de 2013

Avaliação da perda óssea alveolar após a expansão rápida da maxila utilizando tomografia computadorizada de feixe cônico






Neste artigo de 2013, publicado pelo THE KOREAN JOURNAL of ORTHODONTICS, pelos autores Asli Baysal, Tancan Uysal, Ilknur Veli, Torun Ozer, Irfan Karadede e Seyit Hekimoglu. Do Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Izmir Katip Celebi University, Izmir, Turkey; Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Adnan Menderes University, Aydin, Turkey e do Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Dicle University, Diyarbakir, Turkey. Mostra uma avalição pós disjunção maxilar realizado com tomografia computadorizada Cone Beam.

O estudo foi realizado com o objetivo de avaliar as mudanças na espessura do osso cortical, altura do osso alveolar, e a incidência de deiscência e fenestração em torno do osso alveolar dos dentes posteriores após tratamento com expansão rápida da maxila (ERM)  por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT).

Registros de TCFC de 20 indivíduos (9 meninos, idade média: 13,97 ± 1,17 anos; 11 meninas, com idade média de 13,53 ± 2,12 anos), que foram submetidos à ERM foram selecionados a partir dos arquivos. Scans com TCFC  foram tomadas antes (T1) e após (T2) a RME. Além disso, 10 dos indivíduos tinham registros de controle (T3) de 6 meses. Foram utilizados os dados de TCFC para avaliar os aspectos vestibular e palatinos dos caninos, primeiros e segundos pré-molares e primeiros molares em 3 níveis verticais. A espessura do osso cortical e altura óssea alveolar em T1 e T2 foram avaliadas com o teste t-pareado ou com o teste Wilcoxon. Medida repetida ANOVA ou com teste de Friedman, foi utilizado para avaliar a significância estatística em T1, T2 e T3.

Os autores observaram que a espessura do osso cortical vestibular diminuiu gradualmente a partir da linha de base até ao final do período de contenção. Após a expansão, a altura óssea alveolar foi significativamente reduzido, no entanto, esta alteração não foi estatisticamente significativa após o período de controle de 06 meses. Durante o curso do tratamento, a incidência de deiscência e fenestrações aumentou e diminuiu, respectivamente.

Concluiram que a RME pode ter efeitos prejudiciais sobre o osso alveolar de suporte, uma vez que a espessura e altura do osso alveolar vestibular diminuiu durante o período de contenção.
 
Link do artigo na integra via e-KJO:

http://e-kjo.org/Synapse/Data/PDFData/1123KJOD/kjod-43-83.pdf


segunda-feira, 3 de junho de 2013

SMARTCLIP “IN-OFFICE” TRAINING COM O PROF. DR. JÚLIO BRANT



No mês de maio, tive oportunidade de conhecer a rotina de uma clinica de Ortodontia que possui a maioria dos  casos tratados com sistemas de braquetes auto ligados (SmartClip-3M). Localizada em Belo Horizonte-MG, tendo como responsável técnico o Professor Dr. Júlio Brant.  Um formato bem interessante de curso, no qual é passado para o aluno as fundamentações teóricas, é realizado um hands-on laboratorial e também é mostrado a todos os participantes, pacientes em tratamento ativo da clinica, com diversas situações clinicas  e em diversos estágios de tratamento. 



Com uma turma composta por especialistas de varias cidades e estados, pudemos também trocar experiências e conhecer amigos de outras regiões do Brasil. Saí de lá cada vez mais convencido de que estes sistemas (Fios, Braquetes e Biomecânica) são mais uma alternativa de tratamento adequada para o novo perfil de paciente. Com pouco tempo e que procura um tipo de tratamento eficiente associado a um período de tempo otimizado. Agradeço também a Dra. Ana Stefânia, que tão bem me recebeu em Belo Horizonte.


 Dr. Christian Guedes (Sete Lagoas-MG) e Dr. Renzo (Divinopolis-MG)

Mais conhecimento adquirido com a possibilidade de compartilhar com os amigos, colegas e alunos. Meus sinceros agradecimentos ao Dr. Júlio Brant, por toda atenção, desprendimento e conhecimento compartilhado.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Especialização em Ortodontia - Instituto Lumier / Famosp


ESPECIALIZAÇÃO EM ORTODONTIA



Após beneficiar tantos colegas, oriundos de tantos estados, com os conceitos mais modernos da ortodontia mundial, estamos oferecendo a possibilidade para você, que ainda não é especialista em ortodontia, para uma nova dimensão do ensino de qualidade e contemporâneo.



Uma parceria entre o Instituto Lumier, FAMOSP e a Academia da Ortodontia Contemporânea.



Reconhecido pelo MEC e CFO.



Folder informativo abaixo. 

Mais informações: 0800-284-5378



quinta-feira, 30 de maio de 2013

Dr. Décio Rodrigues - Sinônimo da Historia da Ortodontia Brasileira

Todas as nossas reverencias a este grande nome da Ortodontia Brasileira.... Formou e irá formar diretamente e indiretamente muitas gerações de Ortodontistas !!!  Nossa Homenagem e Sentimentos a toda Família ....



terça-feira, 28 de maio de 2013

Aplicação de medidas cefalométricas em 3D-TC


Neste artigo de 2007, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Patrícia de Medeiros Loureiro Lopes, Andréia Perrella, Carla Ruffeil Moreira, José Rino Neto, Marcelo Gusmão Paraiso Cavalcanti; da Faculdade de Odontologia do UNIPE; da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo; da Ortodontia do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da FOUSP e do Departmento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Iowa, Iowa City, EUA; Avalia a precisão e acurácia (validade) de medidas cefalométricas lineares em imagens reconstruídas em terceira dimensão (3D), pela técnica de volume, a partir da tomografia computadorizada (TC) multislice.

Dentre os diversos métodos de imagem utilizados, a tomografia computadorizada (TC) também é empregada para avaliar a localização dos pontos craniométricos, permitindo, desta forma, testar a precisão e acurácia de medidas craniométricas em diversas aplicações.

Nos últimos anos, houve uma grande evolução na TC, assim como um avanço tecnológico, resultando no desenvolvimento de softwares e modelos de Engenharia Biomédica que permitem o aperfeiçoamento de seus princípios, direcionado a variadas funções de órgãos e sistemas dos pacientes. Atualmente, a TC multislice representa o que há de mais moderno em se tratando de TC espiral. Foi introduzida em 1999 e permite cortes de 0,5mm de espessura com intervalos de reconstrução menores que 1mm e em 0,5 segundo de tempo.

A partir de dados originais de TC podem ser obtidas reconstruções multiplanares (RMP) e em três dimensões (3D-TC). As reconstruções em 3D-TC podem ser obtidas pela técnica de superfície e volume. Esta última trabalha com recursos modernos da computação gráfica, possibilitando a aplicação de uma escala de cores e transparênciae aquisição de uma imagem final reconstruída com alta resolução, superando, desta forma, a técnica de superfície.

Cavalcanti et al. compararam a precisão de algumas medidas craniofaciais, ósseas e tegumentares, utilizando a 3D-TC obtida pela técnica de volume, por meio de uma estação de trabalho independente. Juntamente com o uso de um programa moderno de computação gráfica, esta permitiu a visualização dos cortes axiais originais e das reconstruções multiplanares (coronal e sagital) e em 3D, simultaneamente. As mensurações em 3D-TC proporcionam uma avaliação real das mudanças no crescimento e desenvolvimento, uma vez que representam uma anatomia fidedigna.

A imagem em 3D é uma ferramenta de grande valor para averiguar áreas de deformidades, níveis de assimetria e o relacionamento relativo entre os diferentes componentes da face. “Teleortodontia” é uma das aplicações promissoras em possuir os dados completos dos pacientes em 3D, principalmente nos casos em que há necessidade de tratamento interdisciplinar.

O objetivo da imagem na Ortodontia é representar a anatomia da forma mais fiel possível e isto é alcançado com a imagem em 3D. A ênfase atual está sendo dada para o planejamento do tratamento ortodôntico, levando em conta a estética facial e o seu relacionamento com o posicionamento dentário e ósseo. O maior problema atual das imagens convencionais usadas na Ortodontia é que os componentes das estruturas faciais são vistos de forma separada e desconectados, o que pode influenciar no diagnóstico, além de que, qualquer alteração de posicionamento da cabeça do paciente, durante a obtenção da imagem radiográfica, pode modificar os valores das medidas cefalométricas.

O estudo de mensurações cefalométricas é de fundamental importância no diagnóstico e planejamento do tratamento de injúrias, anomalias e assimetrias craniofaciais, na avaliação quantitativa da morfologia e crescimento craniofacial, na identificação forense, bem como no planejamento pré e avaliação pós-cirúrgica maxilofacial e ortognática.

Alguns autores confirmaram a grande dificuldade na localização de pontos cefalométricos e na determinação de medidas em cortes de TC, uma vez que estes pontos podem aparecer em vários cortes distintos15,24. Tendo em vista as limitações das técnicas de localização dos pontos cefalométricos, freqüentemente referidas pelos autores, e considerando-se a riqueza de informações que a TC em espiral pode oferecer e a evolução no processo de aquisição e exibição de imagem pela computação gráfica, foi realizada uma reconstrução tridimensional das estruturas ósseas obtidas a partir de dados de TC em espiral multislice, com a finalidade de minimizar essas dificuldades quando da determinação de tais medidas.


CONCLUSÕES DESTE ESTUDO:

As medidas ósseas cefalométricas em 3D-TC obtidas pela técnica de volume foram consideradas precisas e acuradas, utilizando a TC multislice 16 cortes. A técnica de volume em 3D-TC, em associação com a computação gráfica, ofereceu recursos de grande relevância, que tornaram eficaz a análise de medidas cefalométricas, podendo ser aplicada à Ortodontia.

Link do artigo na integra via Scielo:

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Magnitude de força, duração dos efeitos e reabsorção radicular numa movimentação em massa de dentes de rato







Neste artigo de 2008, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Carmen Gonzales; Hitoshi Hotokezaka; Masako Yoshimatsu; Joseph H. Yozgatian; M. Ali Darendeliler; Noriaki Yoshida; do Departmento de Ortodontia, Universidade de Sydney, Sydney Dental Hospital, South Western Sydney Area Health Service, Sydney, Australia e da Divisão de Ortodontia e Dentofacial Ortopedia da Nagasaki Universidade Graduate School of Biomedical Sciences, Nagasaki, Japão. Mostra um estudo detalhado realizado em ratos sobre magnitude de força e reabsorções radiculares.


Para testar a hipótese de que não há diferença entre o efeito de diferentes forças, contínua moderada a muito pesadas na reabsorção radicular ou na quantidade de movimento dentário.


Neste estudo, 10, 25, 50 e 100 g de forças por mesial, foram aplicadas nos primeiros molares superiores de ratos utilizando molas fechadas níquel-titânio em 3 dias, 14 dias e 28 dias. Os molares foram extraídos e as crateras de reabsorções nas superfícies radiculares foram medidas utilizando microscopia eletrônica de varredura. A profundidade das crateas de reabsorção radicular foram mediaos usando um microscopio tridimensional de varredura a laser. O movimento do primeiro molar superior foi medido em relação ao segundo molar superior em radiografias celafometricas laterais digitalizadas.
Três dias após a aplicação da força, o movimento dentário não foi proporcionalmente relacionados com a magnitude de força. No entanto, 14 dias de aplicação da força resultou em significativamente mais movimento dentário nas 10, 25 e 50 g de força do que nos grupos 100 g de força. Uma força aplicação de 10 g produziu significativamente mais movimento dentário aos 28 dias do que os outros três niveis de força.


As crateras maiores e mais profundas de reabsorção foram observadas na raiz disto-vestibular seguido por disto-palatina, mésio-vestibular, mésio-palatal e raiz mesial. Reabsorção da raiz dentária e aumentou ao longo do tempo, de 3 a 28 dias. Quanto mais pesada as forças foram aplicadas, maior reabsorção radicular ocorreu.



Link do artigo na Integr via Angle Orthodontist:


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Academia da Ortodontia Contemporânea - Mini Implantes de Ancoragem com o Prof. Dr. Henrique Vilela



Na ultima semana os alunos da Academia da Ortodontia Contemporânea assistiram a excelente aula do Professor Dr. Henrique Vilela, com o enfoque voltado a ancoragem esquelética com mini implantes ortodonticos, todos ficaram fascinados com as possibilidades terapêuticas que este recursos oferece ao ortodontista contemporâneo.







Com uma vasta casuística clinica bem documentada e uma aula de alta qualidade, todos ao final da aula todos saíram convictos e motivados a utilizar sempre que necessário este recurso terapêutico em diversas situações antes adversas no dia a dia clinico do Ortodontista.






Nosso agradecimento ao Professor Dr. Henrique Vilela pela aula apresentada aos alunos da Academia da Ortodontia Contemporânea

segunda-feira, 20 de maio de 2013

OrtoPodCast 30 está no ar! Canais de comunicação, Eficiência dos Autoligados, Moldagem de transferência.






Olá amigos ouvintes do ortopodcast! Neste episódio falamos sobre nossos canais de comunicação com você. Sobre a eficiência dos braquetes autoligados e sobre a fixação das bandas nas moldagens de transferência. Escutem sem moderação!



Para os artigos na íntegra solicite por email (mencione o episódio): cursos@ortodontiacontemporanea.com





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domingo, 19 de maio de 2013

Pensamento da Semana


"Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos."

Albert Einstein

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Academia da Ortodontia Contemporânea - Protocolos em Ortodontia com o Prof. Dr. Claudio Azenha



A Academia da Ortodontia Contemporânea recebeu mais uma vez o Professor Dr. Claudio Azenha, que apresentou os protocolos para as diversas situações clinicas que o Ortodontista se depara no seu dia a dia de consultorio.



Aliando todo o conteúdo teórico a um rico acervo de casuística clinica, o Professor empolgou os alunos mostrando a resolução de diversas alterações. Sempre aliando um diagnóstico meticuloso a uma biomecânica ortodontica diferenciada, alicerçada na filosofia do arco reto com braquetes convencionais e auto ligados. Ao final da aula, percebemos porque o livro do Dr. Azenha ("Protocolos em Ortodontia") é um referencial na clinica de um Ortodontista que presa pelo auto nivel profissional.





quinta-feira, 16 de maio de 2013

Inicio do 2º modulo do curso avançado para especialistas - Profa Dra Liliana Maltagliati


Iniciou esta semana o segundo modulo do curso avançado para especialistas da Academia da Ortodontia Contemporânea. Contamos com a presença da Professora Dra. Liliana Maltagliati, que ministrou uma bela aula sobre sistemas de Braquetes Auto Ligados







Com uma aula bem fundamentada e imparcial, a professora mostrou aos nossos alunos as aplicações clinicas e biomecânicas dos sistemas. Que além dos braquetes, possuem como elementos constituintes: Fios de ligas super elásticas, batentes de mordida e em algumas situações stops nos fios que controlam o deslocamento do arco.



Orientadora de varias pesquisas ligadas ao tema,  autora de artigos, palestrante em congressos e conferencias, além de ser autora de um livro ligado a este tema, a Professora Liliana pode em sua aula, unir todos os conceitos e achados a sua vasta casuística clinica. O que enriqueceu sobremaneira a palestra e ilustrou para os nossos alunos todas as possibilidades que este sistema tem a oferecer.





terça-feira, 14 de maio de 2013

TRANSPLANTES DE CANINOS COM FINALIDADE ORTODÔNTICA



Neste artigo de 2006, publicado pela Revista de Odontologia da Academia Tiradentes de Odontologia, pelos autores Clóvis MARZOLA, Renato Oswaldo Figueiredo GEROMEL; Trabalho de Tese de Mestrado aprovada com Distinção e Louvor pela Universidade Camilo Castelo Branco em 2000. Procura mostrar que os transplantes de caninos retidos como auxiliar no tratamento ortodôntico são manobras que podem ser perfeitamente executadas por profissionais habilitados e, que vêm brindar o paciente com mais um recurso para a preservação de seus dentes e melhor desenvolvimento do caso clinico visando um resultado eficaz e um menor tempo ortodôntico.

Os transplantes dentais em sua moderna concepção de germes dentais iniciou seu período de investigação e, de ampla modernização a partir de 1950 com os estudos de HARLAND APFEL, na Califórnia (USA).

Falhas no irrompimento dos caninos superiores, não se apresentam como um fenômeno relativamente raro. Os caninos superiores são aqueles colocados em terceiro lugar na tabela de freqüência de retenções dentais, entre a grande maioria de autores (BLUM, 1923; CRAMER, 1929; RHORER, 1929; MEAD, 1930; DEWEL, 1949; BJORK, JENSEN; PALLING, 1956; FONSECA, 1956; NANDA; CHAWLA, 1959; DACHI; HOWELL, 1961; PAATERO; KIMINKI, 1962; GRANDINI, VERRI; STIVANIN, 1966; NORDENRAM; STROMBERG, 1966; BASS, 1967; MARZOLA, MADEIRA; CASTRO, 1968; THILANDER; JACOBSSON, 1968; SINKOVITS; POLCZER, 1969; AITASALO, LEHTINEN; OKSALA, 1972; VERRI et al., 1973; PICCO, 1977-78; SHAH, BOYD; VAKIL, 1978; MARZOLA, 1988; MARZOLA et al., 1990; MARZOLA, 1992; BURKHARDT et al., 1994 e MARZOLA, 2005), com exceção de alguns autores que os encontraram mais freqüente que os demais (VERGOPOULOS, 1958; CHANTEL, 1964; SALOMÃO; SENI, 1970 e BRACCO, 1989).

O canino é o último dente a fazer seu irrompimento na cavidade bucal na região anterior, significando que terá que forçar seu caminho passando pelos incisivos laterais e pré-molares. O trajeto de seu irrompimento é muito longo, sendo que obstáculos poderão levá-lo à sua retenção. Assim, a falta de espaço na região anterior poderá estar relacionada à retenção do canino.

Da mesma forma que para os terceiros molares, há necessidade de se estabelecer o tipo de técnica mais adequada a ser efetuada, se com germe dental ou, se com um dente já formado e, ainda com ou sem tratamento endodôntico. Se o canino estiver sob a forma de germe, ocorrerá após o transplante a revascularização da polpa e a raiz continuará seu desenvolvimento. Foi encontrado que em oito dos nove transplantes de germes de caninos, a reação à vitalidade pulpar retornou em poucos meses (FLATH, 1961), do mesmo modo que, também, pode-se constatar a oportunidade de observar com os transplantes autógenos de germes de terceiros molares e, também, com os próprios caninos já há muitos anos (MARZOLA, 1975, 1988, 1997 e 2005).

Se a raiz do canino já estiver totalmente formada, a revascularização após o transplante poderá ou não suceder, muito embora já tenha sido observado regeneração dos nervos da polpa em dentes reimplantados de hamster (SORG, 1960). Este autor é de opinião que a revascularização possa ocorre possivelmente através do forame apical, por intermédio de algum filete vásculo-nervoso das proximidades, como já se pode ter a possibilidade de observar na grande maioria dos casos realizados (MARZOLA, 1997 e 2005).

Assim, de acordo com alguns autores, esse dente deverá ser tratado e obturado antes da realização do transplante (TURGEL, 1932; HUT, 1953; BADEN, 1956; SCHWENZER, 1957 e SIMPSON, 1966). Contudo, esta manobra deverá ser executada, num curto espaço de tempo de permanência do dente fora do alvéolo (ANDREASEN; HJORTING-HANSEN, 1966). Entretanto, não se segue esta norma em todos nossos casos, deixando-se a terapêutica endodôntica para aqueles casos em que há realmente necessidade, sendo que após mais de trinta anos de realização deste tipo de manobra somente em alguns casos houve necessidade desse tipo de intervenção, não ocorrendo anquilose alvéolo - dental com a reabsorção conseqüente da raiz (MARZOLA, 1997 e 2005).

Em quase todos os casos realizados por esse autor, ocorre a refixação da membrana periodontal, a neoformação óssea correta em torno da raiz e a revitalização pulpar, o que não se observa quando da realização do tratamento endodôntico antes da concretização do transplante. Apesar disso, pode-se dizer sem qualquer medo de incorrer em erro que os transplantes de germes de caninos podem ser realizados dessa maneira e, já como um dente formado, sem o tratamento endodôntico, contudo preservando-se a membrana saco dental e, deixando-se a terapia endodôntica para uma fase posterior, quando houver necessidade, o que geralmente ocorre por volta de três a quatro meses. Se não se quiser qualquer complicação, pode-se aconselhar a endodontia após quatro semanas, que o caso será coroado de sucesso (MARZOLA, 1997 e 2005).

CONCLUSÕES DO TRABALHO

Depois de todas essas observações e dos casos já realizados que já são mais de 100 pode-se concluir que:

1. Os resultados desta técnica são muito satisfatórios, resultando numa solução clínica e social totalmente aceitável.

2. Quando o espaço no arco dental é insuficiente, o tratamento ortopédico-ortodôntico para aumentá-lo deverá ser realizado, não se admitindo prejudicar os dentes vizinhos com desgastes ou outras manobras.

3. O novo alvéolo preparado para receber o transplante deverá ser semelhante à raiz do germe ou dente a ser transplantado, e de preferência preparado às custas da abóbada palatina.

4. Preferentemente, deve-se transplantar o canino que ainda não esteja com a raiz totalmente formada, ou seja, sob a forma de germe, nada implicando o contrário.

5. O trauma oclusal deverá ser evitado completamente.

6. A sutura das papilas interdentais deverá sempre ser efetuada.

7. Formação radicular e sensibilidade após algum tempo já pode ser evidenciada.

8. A cicatrização do novo ligamento periodontal está bastante evidente em todos os casos assinalados.

9. O sucesso dessa intervenção está sempre na dependência direta do mínimo de traumatismo ao dente ou ao germe, ou ainda à membrana saco dental, ao osso adjacente, e à ausência de trauma oclusal, além do tempo de permanência do germe ou do dente fora do alvéolo.

10. Em casos perfeitamente selecionados, com cirurgias não complicadas, pode-se antecipar um prognóstico muito bom em dentes com raízes incompletas (100%) e, com formação radicular completa (82%), com relação à sobrevida do dente.

11. Com relação à cicatrização pulpar, a sobrevida até cinco anos em dentes com formação radicular incompleta é de 76% e, com formação radicular completa é de 22%.

12. Com vistas à cicatrização do ligamento periodontal, a sobrevida até cinco anos em dentes com formação radicular incompleta é de 76% e com formação radicular completa é de 48%.

13. Os implantes de materiais aloplásticos como a hidroxiapatita. O HTR, ou ainda outros biomateriais, mostraram ser excelentes no auxílio do reparo da região, em nada interferindo nem como o processo de reparo ósseo e, muito menos com relação ao transplante.


Link do artigo na integra via ACTiradetes: