ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Destaque Orto SPO 2012 - Associação entre padrão respiratório e prevalência de mordidas cruzadas posteriores, na fase da dentadura decídua



O objetivo deste trabalho foi de avaliar se a prevalência de Mordidas Cruzadas Posteriores (MCPs) apresenta relação com o padrão respiratório. Foram examinadas 507 crianças de ambos os gêneros, com dentadura decídua completa, da cidade de Pouso Alegre - MG, por meio de questionários preenchidos pelas mães, exame físico e nasofibroscopia realizados por otorrinolaringologista, juntamente com exame clínico da oclusão.







A metodologia estatística usou o teste de regressão logística binária ( p menor que 0,05) para investigar a relação entre padrão respiratório e as MCPs, juntamente com o teste de razão de chances (or). Os resultados evidenciaram padrão respiratório nasal em 8,7% das crianças, misto em 26% e bucal em 65,3%. A prevalência das MCPs atingiu 13,6% no gênero masculino e 23,6% no feminino, com razão de chances duas vezes maior para o gênero feminino. Em relação aos padrões respiratórios bucal, misto e nasal, as prevalências das MCPS no gênero masculino foram de, respectivamente, 14,9%, 15% e zero, ao passo que no feminino foram de 25,6%, 23,6% e 9,1%.

 Concluiu-se que há associação significante entre o padrão respiratório e as MPCs , com razão de chances 5,2 vezes maior para crianças com padrão respiratório misto ou bucal em relação às respiradoras nasais.
   

Autora: Dra. Erika Alves de Siqueira  
email: dra.erikasiqueira@ig.com.br
Co-autores: Alessandro Cézar Paccini da Silva, Ana Maria da Silva, Sulene Pirana
Orientador: Dr. Helio Scavone-Jr




Parabéns Dra. Erika Alves de Siqueira!

Se você também quiser compartilhar seu trabalho com os leitores do nosso portal, basta enviar o resumo com algumas fotos ilustrativas (livre de direitos autorais) e um email de contato. Agradeceríamos calorosamente.
blog@ortodontiacontemporanea.com

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Relação da variação das Formas do arco e espessura do osso cortical



Neste artigo de 2011, publicado pelo Journal of Dentistry, Tehran University of Medical Sciences, pelos autores T. Ansari,  R. Mascarenhas,  A. Husain do Department of Orthodontics, Yenepoya Dental College, Yenepoya University, Mangalore, India. Mostra um estudo realizado com tomografia computadorizada de Feixe conico que correlaciona a espessura cortical com a forma do arco osseo basal. 

Os Implantes estão sendo usados ​​na ortodontia como um modo confiável de ancoragem. Entre outros fatores, a espessura do osso cortical desempenha um papel importante na determinação da estabilidade destes implantes. O objetivo deste estudo foi o de estudar a relação de diversas  formas de arco e a espessura do osso cortical e com isso, determinar se a espessura do osso cortical do arco varia entre várias formas. Isso ajudaria a determinar o tamanho ideal de um implante para uma forma particular de arco.

Um corte tomógrafico transversal foi tomado de 30 pacientes. Baseado em formas de arco os pacientes foram divididos igualmente em três categorias básicas: quadrado, cônicos e ovóides, cada uma composta por 10 pacientes. Por conseguinte, foram medidas as espessuras das suas placas corticais de bucal e lingual.

Os resultados mostraram que houve diferença estatisticamente significativa entre as três formas de arco, em que a forma do arco quadrado obteve uma maior espessura de osso cortical  entre as três formas de arco.

Desta forma, os autores concluiram que os pacientes que têm uma forma de arco afilada pode exigir implantes com comprimento maior do que os pacientes que têm uma forma de arco ovóide ou quadrada. Uma vez que a disponibilidade do osso cortical em pacientes com arco quadrado é maior, existindo uma maior estabilidade para os implantes, nestes casos, por conseguinte, os implantes com um comprimento mais curto pode ser utilizado nestes casos.

Link do artigo na integra via ncbi:

domingo, 14 de outubro de 2012

Pensamento da Semana - Dia das crianças








Existem apenas dois legados permanentes que podemos esperar dar a nossas crianças. Um deles é raízes; o outro, asas."

Hodding Carter

sábado, 13 de outubro de 2012

Avaliação da atresia maxilar associada ao tipo facial


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Marina Gomes Pedreira, Maria Helena Castro de Almeida, Katia de Jesus Novello Ferrer, Renato Castro de Almeida; da Especialização e Aperfeiçoamento na área de Ortodontia pela FUNORTE / SOEBRÁS núcleo Alfenas-MG; Programa de Mestrado em Odontologia, área de Ortodontia, do CPO São Leopoldo Mandic. Associa a atresia maxilar aos tipos faciais, verificar o dimorfismo entre os gêneros masculino e feminino, bem como a correlação entre os gêneros e os tipos faciais.

A forma das arcadas dentárias é fundamental durante o diagnóstico das más oclusões, pois, para a estabilidade e função ideal, faz-se necessária a perfeita intercuspidação dos dentes.

A atresia maxilar é a deformidade dentofacial na qual observa-se uma discrepância da maxila em
relação à mandíbula, no sentido transversal, podendo apresentar mordida cruzada posterior uni ou bilateral. Consiste em um estreitamento da arcada superior, apresentando palato ogival profundo, muitas vezes associado à disfunção respiratória.

Pode estar camuflada devido ao posicionamento sagital da maxila e mandíbula, aparentemente não apresentando deficiência transversal³.bem como a correlação entre os gêneros e os tipos faciais.

Para melhor diagnóstico da atresia maxilar, o sistema de análise de Schwarz é comumente utilizado para determinar a magnitude da discrepância em milímetros, medindo a largura real do arco versus a largura ideal das dentições superior e inferior, mostrando assim a necessidade de expansão mais anterior ou mais posterior.

A morfologia das arcadas pode apresentar-se de várias formas, pois está relacionada com a largura da face. Nos braquifaciais, o eixo transversal é maior do que nos dolicofaciais, que possuem faces mais altas e estreitas.

O objetivo do presente trabalho, utilizando a análise do Vert de Ricketts e a análise de modelos de Schwarz, foi avaliar:

• A percentagem da presença de atresia maxilar nos tipos faciais (dolicofacial, mesofacial e braquifacial).

• O dimorfismo de gênero, considerando os tipos faciais.

• A associação da atresia aos tipos faciais.


No presente trabalho, encontrou-se 32 indivíduos dolicofaciais com atresia maxilar, 26 mesofaciais com atresia maxilar e 29 braquifaciais com atresia maxilar, em um total de 50 indivíduos para cada tipo facial. Isso corresponde a 64% de dolicofaciais com atresia de maxila, 52% de mesofaciais e 58% de braquifaciais. Entretanto, não houve evidência de que a atresia maxilar esteja associada ao tipo facial. Esses resultados concordam com os de outro estudo7, no qual não foi observada diferença estatística entre os três tipos faciais ao estudar as medidas transversais da maxila.

Porém, em outro trabalho foi verificado não haver associação da assimetria dos hemiarcadas maxilares com os três tipos faciais, não existindo diferença estatística entre as assimetrias. Ao comparar o índice de Pont com os tipos faciais mesofacial e dolicofacial, não foram encontradas diferenças nas distâncias interpré-molares e intermolares associadas aos tipos faciais. Contudo, isso discorda do relato onde correlacionou-se medidas transversais com o ângulo do plano mandibular, verificando-se que o aumento desse em dolicofaciais contribuía para maior incidência de arcadas atrésicas. Observou-se também que, em indivíduos com obstrução nasal e dolicofaciais, foi maior a presença da atresia maxilar.


CONCLUSÃO

Os resultados e a discussão desse trabalho permitiram concluir que:

1. A presença de atresia maxilar na amostra selecionada correspondeu a 64% no tipo dolicofacial,
52% no mesofacial e 58% para o braquifacial.

2. Não houve dimorfi smo de gênero quanto aos tipos faciais e quanto à presença de atresia. Porém, no gênero masculino do tipo dolicofacial, a atresia foi proporcionalmente maior. Enquanto
isso, as mulheres não apresentaram proporções diferentes entre os tipos faciais.

3. Não houve uma associação da atresia maxilar aos tipos faciais.


Link do artigo na integra via Scielo:

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Destaque Orto SPO 2012 - EFEITOS DENTO-ALVEOLARES E ESQUELÉTICOS DO APARELHO FORSUS NO TRATAMENTO DA MALOCLUSÃO DE CLASSE II, AVALIADO POR TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA





EFEITOS DENTO-ALVEOLARES E ESQUELÉTICOS DO APARELHO FORSUS NO TRATAMENTO DA MALOCLUSÃO DE CLASSE II, AVALIADO POR TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA


Mattos FS*, Sakuno AC, Carvalho PEG, Fuziy A, Torres FC

Este estudo avaliou cefalograficamente, pela tomografia computadorizada cone-beam(TCCB), os efeitos dento-alveolares e esqueléticos do aparelho Forsus para correção da Classe II. Utilizou-se uma amostra de dez pacientes, de ambos os gêneros, com idade média de 16,1 anos, Classe II de mais de ½ cúspide, sobremordida mínima de 5mm, padrão meso ou braquifacial, ausência de supranumerários, anodontias ou perdas dentárias e estágio IV ou V de maturação óssea. 


O aparelho possuía um clipe com um braço anti-rotacional encaixado no tubo do primeiro molar, um cilindro telescópico circundado por molas abertas e uma haste conectando o conjunto ao fio ortodôntico na distal do bráquete dos caninos. O uso do aparelho foi em média 7,16 meses com uma TCCB antes(T1) e outra após(T2) a remoção, realizada quando da obtenção da relação de topo a topo dos incisivos. 

Após a aplicação do teste t, verificou-se diminuição do SNA, pequeno crescimento mandibular, rotação anti-horária da mandíbula e horária do plano oclusal. Os incisivos superiores retruíram, retroinclinaram e extruíram. Os molares superiores angularam distalmente, os incisivos inferiores vestibularizaram e intruíram e os molares inferiores mesializaram e extruíram. Concluiu-se que o Forsus é efetivo na correção da Classe II proporcionando maiores alterações dentoalveolares do que esqueléticas.

e-mail da autora: Dra. Fernanda Matos

Academia da Ortodontia Contemporânea


O projeto Academia da Ortodontia Contemporânea virou uma realidade. Conseguimos sair do ambiente virtual e materializarmos o sonho de compartilhar conhecimentos de qualidade com colegas Especialistas. Na primeira turma da Academia, fomos presenteados com a presença de alunos e amigos de 07 Estados do Brasil. Todos motivados pelo desejo de cada vez mais se qualificar, combustível que dignifica nossa especialidade.  

Agradecemos aos professores que participaram e que irão participar dos módulos teóricos e práticos e todos que de forma direta ou indireta, através dos seus trabalhos, artigos e livros publicados, despertaram nossa admiração pela Ortodontia, tanto na esfera da pesquisa, como nas condutas clinicas. 

As empresas parceiras também acreditaram e nos ajudaram a estruturar e concretizar este sonho. Sempre focadas em inovação e na forma contemporânea de estar participando de um processo de educação continuada em Ortodontia, de maneira diferenciada.

Conheça um pouco do que já aconteceu na Academia da Ortodontia Contemporânea, e o depoimento de alguns dos nossos alunos, assistindo ao video abaixo.


Video Ampliado: Clique Aqui


Em breve, lançamento das inscrições para a turma de 2013 ....

Link da Academia da Ortodontia Contemporânea:

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Destaque Orto SPO 2012 - A hipertrofia do músculo pterigóideo lateral é ampliada com a presença de enxaqueca



Nos próximos dias faremos uma exposição de alguns trabalhos apresentados em forma de painel no SPO 2012. Esses foram enviados pelos próprios autores, os quais tem total responsabilidade sobre seus conteúdos e autenticidade. Caso queira seu painel aqui, nos envie uma imagem ilustrativa, seus dados e o texto do painel. Teremos o maior prazer em divulgar o seu trabalho.


Iniciamos com um interessante relacionamento entre a função do músculo pterigoideo lateral e a DTM. Mais um indício científico para algo clinicamente constatado. Vale a leitura e análise:

O objetivo deste estudo foi investigar as diferenças no volume do músculo pterigóideo lateral (MPL) de pacientes com DTM, com enxaqueca e um grupo controle com software de segmentação de imagens

método:
Foram incluídos 20 pacientes com DTM (12 mulheres, com idades de 21 a 49 anos, com média de 39,3 anos) e 20 controles saudáveis ​​(10 mulheres, com idades entre 18 e 75 anos, com média de 42,4 anos). Aplicamos o Research Diagnostic
• Critérios para Distúrbios Temporomandtbutar (RDC / TMD) para avaliar a presença de sinais de DTM. Todos os indivíduos foram submetidos a .1 uma ressonância magnética e exame neurológico. Foi realizado sequenciamento 3D para computer-aided volumes MPL volumetria, imagens de RM e achados clínicos foram comparados pelo teste qui-quadrado e teste exato de Fisher.
resultado:
O volume MPL de pacientes com enxaqueca e DTM foram maiores do que no grupo controle (58,67%), associada com o movimento mandibular limitado (61,24%) e deslocamento de disco (50,25%). Disco de deslocamento (p00.0001), disco-função (p = 0,019), posição do côndilo movimento (p00.0001), ruídos articulares (p = 0,0282), articular e / ou dor muscular (p <0 a.="a." a="a" cabe="cabe" de="de" dor="dor" font="font" foram="foram" influenciados="influenciados" pela="pela" presen="presen" significativamente="significativamente">




conclusão:                 
Concluiu-se que pacientes com DTM e dor de cabeça pode ter uma alteração na espessura do músculo correlacionada com o aumento da disfunção.


Este painel é fruto da linha de pesquisa do Dr. André Luiz Ferreira Costa que orientou a autora/apresentadora, Dra. Rackel Milhomens.

email de contato: Rackel Milhomens

Parabéns!





terça-feira, 2 de outubro de 2012

OrtoSPO 2012


Aos Amigos e Amigas do Ortodontia Contemporânea,

Gostaríamos de agradecer e externar nossa alegria de poder encontrá-los neste congresso SPO2012. Ficamos também felizes, pois, alguns amigos do ambiente virtual nos abordaram para cumprimentar. Foi planejado este encontro na frente do stand da American Orthodontics, uma forma também de retribuir o apoio prestado pelo amigo Tadashi Fuzi, da HiPlus, pela disponibilidade em ceder o espaço para um momento tão especial, aglutinar amigos que buscam aprofundar e conhecer os conceitos que alicerçam os projetos da  Ortodontia Contemporânea.




Amigos da turma de Mestrado em Ortodontia da UNICID, com o Professor Dr. Carlos H. Guimaraes de Brasilia.





Grande felicidade em ver o amigo George Bueno, do Blog Bueno Ortodontia e Mestrando da UERJ. Professores de renome, como o Prof. Dr. Adriano Araújo. Grandes amigos e Profissionais Gabaritados como os Drs. Adson Pires e Rodrigo Ravazzi, Além de toda equipe de Hi-plus e American Orthodontics.



Alunos do curso de especialização em Ortodontia do IAPPEM, em Salvador, da qual temos a missão de contribuir: Dr. Marivaldo, Dra. Thailise e  Dra Josy.






Amigos, alunos do programa de Mestrado em Ortodontia da UNICID, e o próprio Professor Dr. Flávio Cotrim, engrandeceram ainda mais a iniciativa.






Com o Professor Dr. Adriano Marotta Araújo da UNESP - SJC e Também autor do BLOG da Dental Press; ORTHOi; e da Comunidade INSETE.



Uma bela Oportunidade na qual lançarmos a Academia da Ortodontia Contemporânea - 2013!






Até o próximo evento!

domingo, 30 de setembro de 2012

Pensamento da Semana



"Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim. "

Jean-Paul Sartre

1905 - 1980




Link sobre o Autor:




Pensamento da Semana


"Se um homem não descobriu algo pelo qual valha morrer, também não está preparado para viver"

Martin Luther King
1929 - 1968


Link sobre o autor:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King_Jr.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Encontro no SPO 2012!

Vamos nos encontrar no Congresso?



Conseguimos viabilizar uma forma de poder encontrar e conhecer pessoalmente  os nossos web-Amigos ! Desta forma, poder mostrar nossos projetos em andamento e os próximos, que já estão em fase final de planejamento. Sempre com o foco voltado a atualização constante e de qualidade, com total respeito e atenção aos nossos colegas e alunos.

No primeiro dia do Congresso da SPO 2012, às 17:30h, nossos parceiros da Hi-Plus e American Orthodontics,  estarão mostrando toda sua linha de materiais Ortodonticos e ao mesmo tempo presenteando aos nossos amigos que comparecerem no stand da Hi-Plus/American Orthodontics, com um brinde.

Estaremos lá esperando por vocês !!! Ansiosos em poder conhecer pessoalmente e rever todos aqueles que transformaram o BLOG ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA em um centro de convergência de Ortodontistas que buscam atualização de forma dinâmica.


Este é um convite pessoal