ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 22 de março de 2011

GEORTO - Braquetes Autoligaveis em Salvador - Bahia





Marlos Loiola, Rosangela Damis e Wendel Shibasaki





GEORTO

Aconteceu nos dias 18 e 19 de março de 2011, o primeiro curso de credenciamento do sistema Damon System da ORMCO em Salvador – Bahia, organizado especialmente para os participantes do Grupo de Estudos Ortodônticos da Bahia, o GEORTO. Tivemos que quebrar o protocolo pois nos foi sugerido a presença de somente 30 participantes, mas como houve uma grande procura e o alicerce que norteia o nosso grupo é a democratização do acesso as informações ligadas a nossa especialidade, tivemos que criar mais 10 vagas e com a lotação atingida de forma rápida, o que demonstrou total interesse dos ortodontistas baianos pelo tema abordado. Aproveitamos para agradecer a Profa. Dra. Rosangela Damis pelos conhecimentos transmitidos e ao Sr. Carlos e Sra. Claudia da ORMCO pela viabilização do evento para GEORTO.

Tivemos o imenso prazer de receber colegas Ortodontistas de Aracajú e de Fortaleza, que aproveitaram o curso para trocar experiências com os membros do GEORTO. Estes colegas confirmaram presença nos próximos encontros do Ciclo de Palestras de Braquetes auto-ligaveis organizados pelo GEORTO aqui em Salvador – Bahia.

Daremos continuidade ao ciclo, com a Presença confirmada do Dr. Eduardo Macluf – Autor do livro Protocolos em Ortodontia no dia 16 de abril e também do Dr.Celestino Nobrega – Autor do Livro Ortodontia Autoligante Interativa no dia 28 de maio. Já abrimos as inscrições para estes dois encontros e mais informações pelo nosso e-mail: ortodontiacontemporanea@gmail.com .

Como nossa busca por conhecimento não para, teremos o prazer de receber no dia 30 de março agora o Dr. Marcos Pietro referencia nacional em Ortodontia Lingual que ministrará uma palestra para o GEORTO e estará em Salvador nos dias 6,7,8 e 9 de abril para realizar um curso Basico e Avançado em Ortodontia Lingual.

Fico cada dia mais motivado em ver que os Ortodontistas da Bahia e colegas de estados vizinhos estão cada vez mais buscando novos conhecimentos e alternativas para poder oferecer aos seus pacientes tratamentos de qualidade e com eficiência. Aproveito também para agradecer aos professores e empresas que estão entrando em contato para poder nos oferecer o que vem desenvolvendo em prol da Ortodontia.

Aos amigos do GEORTO só tenho que agradecer pela presença nas aulas e palestras que estamos organizando. Nosso grupo mês a mês vem aumentando o que demonstra que muitos especialistas em Ortodontia e estudantes de cursos de especialização em Ortodontia estão preocupados em estar em constante processo de aprendizado. Começamos com 10 amigos e hoje contamos com mais de 70 colegas e amigos.

Obrigado a todos e até o nosso próximo evento com o Dr. Pietro!!!

Marlos Loiola e Wendel Shibasaki

domingo, 20 de março de 2011

Pensamento da Semana


"É fácil apagar as pegadas; difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão."



(Lao-Tsé)

Bibliografia : http://pensador.uol.com.br/autor/Lao-Tse/biografia/

sábado, 19 de março de 2011

Segundo dia de credenciamento Damon System

Iniciou segundo dia com a apresentação dos protocolos da filosofia e a apresentação de casos clínicos, individualizações de casos e diferentes abordagens que o sistema pode oferecer.



Postagem ao vivo para Blog Ortodontia Contemporanea !

sexta-feira, 18 de março de 2011

Inicio do credenciamento Damon System para o GEORTO

Iniciou hoje no Fiesta Convention Center em Salvador-Ba o credenciamento para o sistema Damon realizado pela ORMCO com os participantes do GEORTO. A aula ministrada pela Professora Doutora Rosangela Damis.



Postagem ao vivo para Blog Ortodontia Contemporanea !

Avaliação do atrito do fio ortodôntico na canaleta de aparelhos autoligáveis comparados a aparelhos ligáveis









OLIVEIRA, Robson Ravel De. Avaliação do atrito do fio ortodôntico na canaleta de aparelhos autoligáveis comparados a aparelhos ligáveis 2009.

Objetivou-se neste estudo comparar a força de atrito produzida por braquetes metálicos convencionais e autoligáveis de canino, primeiro e segundo pré-molar do lado direito (GAC- In-Ovation; ORMCO- Damon e 3M Unitek- Smartclip) durante a mecânica de deslizamento. Com este propósito foram confeccionados corpos de prova com resina acrílica autopolimerizável e fixados os acessórios, sendo divididos em: Grupo 1 - foram empregados os braquetes metálicos convencionais usinados, prescrição Roth, modelo light, com canaleta de .022” x .028”, da marca Morelli (Dental Morelli, Sorocaba, SP, Brasil); Grupo 2 - caracterizados pelo emprego braquetes metálicos convencionais usinados, prescrição Roth modelo M2000, com canaleta de .022” x .028”, da marca ORMCO (Glendora, Califórnia, USA); Grupo 3 - foram colados os braquetes convencionais injetados, prescrição Roth, com canaleta .022”x .028”, marca Morelli (Dental Morelli, Sorocaba, SP, Brasil); Grupo 4 - foram empregados braquetes autoligáveis, prescrição In-Ovation com canaleta de .022”x.028”, marca GAC (New York, NY, USA); Grupo 5 - cujos acessórios foram os braquetes autoligáveis, prescrição Damon com canaleta de .022”x.028”, da marca ORMCO (Glendora, Califórnia, USA); Grupo 6 –foram empregados braquetes autoligáveis, prescrição Smartclip, com canaleta de .022” x .030”, da marca 3M Unitek (Monróvia, CA, USA). Cada grupo específico foi composto de cinco corpos de prova e que foram submetidos ao ensaio de atrito, promovendo-se o deslizamento de um segmento de fio de aço inoxidável .019”X .025” marca (Morelli, Sorocaba- SP-Brasil) pelas canaletas dos acessórios e avaliados na máquina de Ensaio Universal do departamento de materiais dentários (Morelli, Sorocaba, SP). Para comparar os grupos com relação à força máxima de atrito, força média de atrito estático e força média de atrito dinâmico, foi utilizada a análise de variância (ANOVA) com 1 fator e as comparações "post hoc" foram realizadas utilizando-se a correção de Tukey (Neter et al., 1996). Os resultados das ANOVAS para cada uma das forças (máxima, média estática e média dinâmica) foram significantes (p>





quinta-feira, 17 de março de 2011

As resinas compostas como complemento à Ortodontia na obtenção de sorrisos naturais












Este artigo descreve um caso clínico onde existe a correlação interdisciplinar entre a Ortodontia e a Dentística Restauradora.
Relata-se passo a passo a reconstituição de um sorriso com o uso de braquetes nos incisivos centrais por um curto período de tempo, apenas com o objetivo de fechar parcialmente um diastema.
Em seguida, com auxílio de uma guia de silicone, os dentes foram restaurados com resinas compostas de modo que o diastema foi completamente fechado, assim como bordas incisais bem posicionadas; forma, textura e cor foram fielmente reproduzidas, conciliando a integração da estética dental e facial, obtendo um conjunto harmônico e natural.



A integração de especialidades tornou-se uma prática comum na Odontologia moderna e planejada, principalmente, quando o objetivo final do tratamento é a reabilitação estética e funcional do paciente. Nesse contexto, a Dentística Restauradora tem se destacado, infuenciado, de maneira decisiva, o resultado fnal de alguns casos. Contudo, algumas considerações se fazem necessárias em um tratamento interdisciplinar, no caso ortodôntico restaurador, para uma correta fnalização10 com resultados satisfatórios. A evolução de materiais restauradores diretos e dos sistemas para adesão disponíveis no mercado, oferece maior durabilidade e previsibilidade de resultados, bem como um trabalho restaurador de melhor qualidade técnica e estética, que reproduz a beleza natural dos dentes. O presente trabalho visa discutir e direcionar, por meio de um caso clínico, alguns procedimentos restauradores interrelacionados com o tratamento ortodôntico, objetivando uma possível solução para uma fnalização estética do mesmo. Além disso, o aspecto restaurador teve importância decisiva neste contexto fren-te à determinação do ortodontista, sendo res-tabelecido um sorriso harmônico e natural para a paciente.


Link para arquivo PDF:

http://www.dentalpress.com.br/cms/wp-content/uploads/2008/01/v1n105.pdf

quarta-feira, 16 de março de 2011

GEORTO - Prof Marcos Prieto



O GEORTO (Grupo de Estudos em Ortodontia da Bahia) traz para Salvador mais um grande nome da ortodontia nacional para proferir uma conferência sobre Ortodontia Lingual.
Dia 30 de março às 19:30h, impreterivelmente.
Lembro a todos os integrantes do grupo que podem convidar seus colegas especialistas ou estudantes de pós-graduação para mais este evento do GEORTO.

O Prof. Prieto fará o seu curso de capacitação em Salvador, nos dias 6 a 9 de abril. Aos interessados, enviar email diretamente ao professor, ou ao nosso email do Blog (ortodontiacontemporanea@gmail.com).

ANÁLISE DO ERRO DIMENSIONAL DOS BIOMODELOS DE SINTERIZAÇÃO SELETIVA A LASER (SLS) E DE IMPRESSÃO TRIDIMENSIONAL (3DPTM) A PARTIR DE IMAGENS DE TC








Nesta Tese de Doutorado de 2005, publicada no site da Academia Tiradentes de Odontologia, pelos autores DANIELA NASCIMENTO SILVA, MARÍLIA GERHARDT DE OLIVEIRA, EDUARDO MEURER, MARIA INÊS MEURER; da Faculdade de Odontologia, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Mostra um Belo e completo estudo que Mostra passo a passo a tomografia computadorizada de um crânio seco até a sua Prototipagem rápida.

A Sinterização Seletiva a Laser (SLS) e a Impressão Tridimensional (3DP™) são técnicas de Prototipagem Rápida (PR) relativamente novas, que têm sido utilizadas para produzir protótipos ou modelos físicos, a partir de dados de imagens biomédicas. Para aplicação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF), os biomodelos devem reproduzir a anatomia craniofacial, com aceitável precisão.

O presente estudo analisou o erro dimensional e a reprodutibilidade dos detalhes anatômicos craniomaxilares dos biomodelos de SLS e de 3DP™. Os procedimentos metodológicos envolveram a aquisição de imagens de tomografia computadorizada helicoidal de um crânio seco (padrão-ouro), seguida da manipulação das imagens tomográficas, por meio de um software nacional – InVesalius – e confecção dos biomodelos, a partir das técnicas de SLS e de 3DP™. Utilizando paquímetro eletrônico digital, foram efetuadas 13 mensurações lineares nos biomodelos; estas foram comparadas às correspondentes no crânio seco.

Os resultados revelaram um erro dimensional de 2,10% e 2,67% para os biomodelos de SLS e de 3DP™, respectivamente. Os biomodelos reproduziram os detalhes anatômicos satisfatoriamente, com exceção das paredes ósseas finas, dos forames de menor diâmetro e das projeções ósseas agudas.

A partir da metodologia empregada e dos resultados obtidos, conclui-se que o biomodelo de SLS possui maior precisão dimensional e reproduz mais fielmente a anatomia craniomaxilar do que o biomodelo de 3DP™. Os biomodelos de SLS e de 3DP™ apresentam erro dimensional aceitável, sendo úteis para aplicação na maioria das intervenções em CTBMF.

Link da Tese na Integra via ACTiradentes:

terça-feira, 15 de março de 2011

Uma conversa com o Dr. James Boyd - NTI-tss

* Originalmente publicado na edição de Novembro de 2001 Dental Practice Report. Copyright 1999-2002 Medec Dental Communications.




James P. Boyd, D.D.S, é instrutor clínico sênior e diretor de pesquisas no White Memorial Medical Center Craniofacial Pain Clinic in Los Angeles. Ele é o diretor executivo da NTI-TSS, Inc. e desenvolveu as patentes e protocolos clínicos do NTI, um dispositivo odontológico aprovado pelo FDA para a prevenção de disfunções temporomandibulares e enxaquecas diagnosticadas clinicamente. Informações adicionais sobre o dispositivo NTI podem ser obtidas visitando www.nti-tss.com.

É um dispositivo de aparência simples que dizem ter um impacto significativo em muitos pacientes na prevenção das desordens temporo-mandibulares (DTM)
e enxaquecas diagnosticadas clinicamente. Informações adicionais sobre o dispositivo NTI podem ser obtidas visitando www.nti-tss.com.







James P. Boyd, D.D.S, é instrutor clínico sênior e diretor de pesquisas no White Memorial Medical Center Craniofacial Pain Clinic in Los Angeles. Ele é o diretor executivo da NTI-TSS, Inc. e desenvolveu as patentes e protocolos clínicos do NTI, um dispositivo odontológico aprovado pelo FDA para a prevenção de disfunções temporomandibulares

É um dispositivo de aparência simples que dizem ter um impacto significativo em muitos pacientes na prevenção das desordens temporo-mandibulares (DTM) e com enxaqueca diagnosticada clinicamente. E com a recente aprovação pelo FDA do NTI, os dentistas estão começando a ouvir mais a respeito desse aparelho. E eles não são os únicos. A mídia, incluindo um dos shows de notícia matutinos também o notou, chamando a atenção e despertando o interesse dos pacientes. Para descobrir mais a respeito da ciência por de trás deste dispositivo e suas aplicações práticas, nosso editor clínico, Dr. David Hornbrook, entrevistou o dentista que desenvolveu as patentes internacionais e o protocolo clínico do NTI.



O NTI tem ganhado muita notoriedade após sua recente aparição no Good Morning America (programa televisivo de notícias norte-americano). Este dispositivo, entretanto, já está no mercado há uns dois anos. Mesmo assim, os dentistas não estão familiarizados com ele. O que é o NTI e o que ele significa?
Boyd : O NTI-tss ou NTI é um dispositivo odontológico que foi recentemente aprovado pelo FDA para a prevenção da migrânia diagnosticada médicamente, assim como para a prevenção da disfunção temporomandibular. É um sistema de supressão de tensão que utiliza os reflexos naturais do corpo quando usado durante o dia. À noite, ele previne e reduz o componente muscular, dores de cabeça crônicas, enxaquecas e desordens mandibulares ao prevenir o contato parafuncional dos dentes caninos e molares. Ele representa um grande avanço sobre placas no tratamento e prevenção do apertamento excessivo dos dentes, ranger dos dentes, bruxismo, tensão no pescoço, hipersensibilidade dos dentes, dores de cabeça causadas por tensão e DTM.

É um aparelho pequeno em forma de concha, transparente, que é colocado sobre os dois dentes frontais. Na borda incisiva do aparelho se encontra uma protuberância ou barra que se extende anteriormente e posteriormente para proporcionar um ponto de parada.

NTI significa Nociceptive Trigeminal Inhibition (inibição nociceptiva trigeminal). Este é um jeito técnico de dizer que a abertura da mandíbula é um reflexo, e esse dispositivo proporciona um modo de suprimir os músculos que movimentam a mastigação.



Clínicos estão familiarizados com esse conceito. Isso é o que um desprogramador anterior ou "jig" faz. Entretanto, a razão pela qual um jig não pode ser utilizado de forma terapêutica numa modalidade "noite após noite" é que se a mandíbula se movimentar, ela vai anular o jig ao fazer com que este entre em contato com o canino. O NTI é uma adaptação do jig que propicia movimentação mandibular enquanto ainda suprime a intensidade do tensionamento oclusal.

O NTI permite contato com incisivo inferior um pouco antes da oclusão posterior. Isso permite um assentamento condilar ou o melhor posicionamento condilar durante o fechamento.



É um conceito relativamente simples. Para se ter sucesso com o NTI, você não precisa assistir muitos cursos ou aprender um monte de teoria. É baseado em atividades médicas e fisiológicas já estabelecidas.

Quem fabrica o NTI, o dentista ou um laboratório?
Boyd : O NTI é uma matriz pré-fabricada que elimina todo o trabalho de laboratório e a maioria dos procedimentos de consultório que envolvem a fabricação e adaptação da mini-placa. ( Veja figuras 1 a 9 ). Embora o dentista possa fazer um aparelho tipo NTI à partir do zero, a matriz pré-fabricada poupa 75% do trabalho de produzir o aparelho final.


Figura 1: O NTI antes da fabricação. Figura 2: O dispositivo é primeiro experimentado no paciente.

Figura 3: O acrílico auto-polimerizável é misturado antes de ser colocado na mini-placa. Figura 4: O NTI é colocado na boca para alinhamento do acrílico.

Figura 5: O paciente morde o NTI antes do acrílico se polimerizar. Figura 6: O excesso de acrílico é removido.

Figura 7: O NTI finalizado. Note que apenas os incisores anteriores se tocam. Figura 8: Movimento excursivo para a esquerda.

Não há necessidade de se tomar um molde ou criar modelos. Um dentista poderia fazer isso em seu consultório sem uma matriz NTI e não estaria infringindo as patentes. Para aqueles esquemas oclusais que não permitem uma utilização fácil do aparelho, nosso site descreve como fabricar um aparelho tipo NTI sob medida no consultório.

Qual foi a sua motivação de criar o NTI?
Boyd : Foi realmente para o meu próprio uso. Eu era um típico paciente com disfunção de ATM. Tinha dor de cabeça todos os dias, durante o dia todo e ocasionalmente sofria de enxaqueca. Parte de meus sintomas envolviam um estalo audível na articulação e dificuldade em abrir minha mandíbula que às vezes ficava dolorida após mastigação. Eu passei pela terapia tradicional com placas estabilizadoras e eu era um daqueles que pareciam ficar pior usando o aparelho. Eu o usaria por algumas noites e então ficaria sem ele por uma ou duas noites para somente então voltar a usá-lo.



Os conceitos de bruxismo, DTM e apertamento excessivo tendem a ter várias definições, e muitos clínicos relacionam hábitos parafuncionais com a "Caixa de Pandora" do bruxismo. Como você define bruxismo e como você se posiciona fora do pensamento tradicional da terapia com placas estabilizadoras?
Boyd : Médicos, dentistas e o público em geral tendem a pensar que bruxismo significa ranger de dentes, mas isso é apenas o "segundo tempo" da atividade real dessa condição.

Você pode ter a mandíbula numa posição de descanso e move-la excursivamente para os lados, para frente e para trás. Isso não é bruxismo, embora os pterigóides laterais estejam funcionando. Você tem que elevar a mandíbula primeiro, o que vamos definir como apertamento e/ou tensionamento. Uma vez que os dentes entram em contato ou estão em oclusão, devido à continua elevação da mandíbula, só aí é que a ranger é possível.

Nesse momento, espera-se que os pterigóides laterais se contraiam e reabram a mandíbula. Essa é uma ação normal ao se mastigar ou engolir. Entretanto, no bruxismo, os músculos temporais se recusam a se soltar e mantém os dentes "em oclusão", como nós dizemos na odontologia. A intensidade da elevação ou a intensidade do apertamento perpétuo na presença das tentativas dos pterigóide laterais em reabrir a mandíbula vai ditar a severidade do ranger dos dentes que vai resultar.

À medida em que os músculos temporais se contraem mais intensamente, os dentes entram em oclusão de forma mais tensionada, dessa forma provocando maior resistência do pterigóide lateral. Em outras palavras, a atividade de ranger os dentes pode ficar mais severa. No grau máximo de tensionamento, a mandíbula não consegue se mover e os pterigóides laterais não possuem nenhuma chance de atividade excursiva. Então, eu vejo o bruxismo como função do apertamento. A intensidade do apertamento dita a severidade da ranger dos dentes.

A odontologia parece entrar num meio termo. Uma vez que a mandíbula tenha sido elevada, os dentes estão em contato. À medida em que os pterigóides laterais naturalmente tentam reabrir a mandíbula, eles encontram a resistência proporcionada pelos temporais, com frequência resultando em sinais e sintomas de DTM, e nós assim os tratamos. Meu enfoque para o bruxismo é suprimir primeiramente a intensidade do pressionamento dos dentes, ao invés de tratar os resultados da atividade da pterigóide lateral.

No passado, eu utilizei uma placa de oclusão total, montada com relação central, para tentar tratar de bruxismo. Alguns clínicos sentem que esse enfoque intensifica o apertamento dos dentes. Você acredita que isto é correto?
Boyd : A capacidade máxima de contração do temporais acontece com os dentes ligeiramente separados. Em alguns pacientes, quando você providencia uma placa de cobertura total de dois milímetros de grossura e montada de relação central, você pode estar possibilitando uma capacidade otimizada da intensidade de apertura dos dentes. E se o paciente faz isso, ele ou ela terá articulação de mandíbula estabilizada idealmente. Você terá tratado a DTM e terá sido bem sucedido.

O paciente pode ter ainda dor de cabeça ou enxaqueca ou estas podem se intensificar. Não seria aparente para o dentista, entretanto. Nós tendemos a olhar abaixo do osso zigomático, e teremos algum sucesso com aqueles sintomas e nunca considerar que talvez a intensificação da dor de cabeça ou enxaqueca do paciente possa ter sido ocasionada por essa nova capacidade de apertar os dentes com intensidade mais eficiente.

Alguns clínicos acham que o aparelho NTI é essencialmente um desprogramador. É uma analogia justa? Também, como ele se difere do dispositivo desprogramador usado no Pankey Institute ou de um Jig de Lucia?
Boyd : O dispositivo Pankey é um desprogramador pré-fabricado. Um jig é um dispositivo que você mesmo fabrica. Não existe nenhum desacordo no que esses dispositivos fazem. Eles foram projetados para criarem um acondicionamento condilar ideal e relaxamento da musculatura. Entretanto, a razão pela qual eles nunca foram incorporados na prática terapêutica - deixando o paciente usá-los toda noite - é que a mandíbula fica se movendo.

Vamos olhar para um exemplo de como esse movimento pode afetar o paciente. Se a mandíbula se move para a esquerda, o canino inferior direito teria a capacidade de entrar em contato com o aparelho desprogramador. O contato do canino permite um tensionamento quase máximo dos temporais. Se a mandíbula mostra um movimento excursivo para a esquerda com o canino direito em contato, pode resultar em um tensionamento significativo da articulação. Assim, você pode ver um paciente após quatro ou cinco noites de uso do desprogramador que dirá que o aparelho funciona muito bem, mas então uma semana depois ele poderá estar dizendo que sua articulação o está matando.



Os dentistas iriam normalmente responder, "Nós não podemos usar esse dispositivo no longo prazo porque poderá haver tensionamento da articulação". Nenhuma consideração é dada em como aquela tensão foi criada. O NTI é a resposta contra aquele movimento mandibular potencial que ajuda a prevenir esse tensionamento.

Existe qualquer contra-indicação para o NTI?
Boyd : A contra-indicação primária do NTI é a presença de algum grau de desarranjo interno da articulação que não esteja relacionada com a disfunção muscular. De fato, é algo raro, mas nesse casos você tem algum grau de condição de luxação ou sub-luxação. Um dispositivo NTI poderia ser contra-indicado mesmo quando a intensidade muscular do paciente seja reduzida. Eles ainda têm a habilidade de mover excursivamente, o que poderia estar forçando a articulação. Nestes casos, uma placa de cobertura total será uma opção melhor.

Fora esse tipo de condição, não há realmente nenhuma contra-indicação para o dispositivo NTI. A menos que, é claro, o paciente não possua incisivos ou se o dentista utilize incorretamente o dispositivo ao aumentar a dimensão vertical mais do que é necessário, o que poderia acarretar em tensionamento da articulação. Óbviamente, se os dentistas não seguirem o protocolo, eles podem de fato prejudicar.

Então o NTI poderia ser usado como uma alternativa à terapia de longo prazo utilizando placas?
Boyd : Exatamente. Eu tenho usado o meu todas as noites por 12 anos agora. Alguns clínicos podem dizer, "Qual a possibilidade de extrusão posterior ocorrer?". Um dente posterior que recebe estimulação álveolar regular, algo que acontece quando uma pessoa mastiga comida uma ou duas vezes ao dia, não tem oportunidade para extrusão.

No meu caso, nenhum dos meus dentes teve extrusão desde que eu comecei a usar o NTI. De fato, nós nunca vimos um caso autêntico de extrusão posterior com esse dispositivo. Entretanto, clínicos as vezes identificam por engano supra-erupção posterior quando a mandíbula de um paciente se reposiciona sozinha, isto é, o condilo se acondiciona em sua posição músculo-esqueletal estável após não ter ficado assim antes. Se os condilos se movem posteriormente e superiormente, aquele reposicionamento cria mais oclusão posterior e menos anterior, dando assim a ilusão de supra erupção posterior. Entretanto, ambos os planos de oclusão permaneceram inalterados, e é o deslocamento mandibular que você está vendo.

Como você está ciente, hoje há muito interesse e controvérsia envolvendo a oclusão. Qual é o seu background em oclusão e sua filosofia com relação a como estes pacientes deveriam ser tratados?
Boyd : Eu observo os três componentes: musculatura, ossos e dentes. Para mim, os dentes, que estão presos ao osso, vão de carona com o movimento que a musculatura lhes dá. Eu gosto do termo que o Dr. Jeff Okeson usa, "músculo-esqueletal estável".

Eu acredito que todos os dentistas são muito bem treinados em restaurações oclusais na posição condilar músculo-esqueletal estável. Nós queremos a musculatura num estado normal, não parafuncional ou disfuncional.

O modo de conseguir esse estado é não dar a oportunidade da musculatura de agir parafuncionalmente, com hipercontrações. A musculatura só pode fazer isso quando os dentes posteriores ou caninos estão em oclusão. Antes de iniciar a terapia de oclusão, o NTI pode proporcionar uma musculatura normalizada, dessa forma permitindo um posicionamento condilar músculo-esqueletal estável e otimizado. A relação cêntrica acontece durante a atividade dinâmica, enquanto o condilo está posicionado durante o tensionamento ativo contra resistência, que é o alimento entre os dentes. Não é algo que um dentista pode ditar, mas algo que a musculatura normal cria. A odontologia pode proporcionar musculatura normal, dessa forma permitindo um ótimo posicionamento condilar. O dentista será então apresentado a um esquema oclusal que pode ou não requerer restauração. Uma vez que a mandíbula se fecha e os dentes estão entrando em contato, normalmente a mandíbula iria começar a reabrir. Isso que é esperado que as pterigóides laterais façam. Mas quando os músculos de elevação se recusam a relaxar, os pterigóides laterais encontram resistência. A presença de interferências oclusais causa um desbalanceamento nos pterigóides laterais criando então mudanças na posição condilar. Então faz sentido tratar das interferências para criar um esquema oclusal livre delas.

Uma vez que essas interferências são removidas, o paciente pode ter um condilo posicionado otimizadamente e um esquema oclusal também otimizado. Isso não significa que a atividade muscular parafuncional vai parar. Você observa isso quando coloca uma placa "ideal" de cobertura completa montada em relação cêntrica. Pacientes ainda mordem com força esses dispositivos. Eu não estou convencido que esquemas de oclusão ideais e condilar idealmente posicionada irão eliminar a hiperatividade muscular. De fato, às vezes isso só vai permitir a ela se perpetuar.

Deu a impressão que a FDA aprovou de repente o NTI para a prevenção da enxaqueca. Isso significa que existe relação entre tensionamento e enxaqueca? Deveriam estar os dentistas tratando enxaquecas?
Boyd : Existe uma relação entre enxaqueca e apertamento dos dentes. Por exemplo, todos os pacientes de enxaqueca e dor de cabeça tensional apresentam musculatura pericranial dolorida.

Na Odontologia, nós instintivamente sabemos o que isso significa. Na Medicina, os Médicos não fazem rotineiramente apalpação muscular e típicamente não perguntam sobre ou investigam dor pericranial. Quando pacientes com dor de cabeça tensional ou que sofrem de enxaqueca descrevem sua dor, o Médico faz perguntas, faz o diagnóstico e recomendações. O que eles não reconhecem é que a dor pericranial é muito possívelmente o resultado da hiperatividade da musculatura. Esses pacientes, que estão apertando os dentes noturnamente, têm hiper atividade dos temporais. Este é um ingrediente o qual os cientistas neurológicos chamam de sintomas e/ou eventos de enxaqueca.

O relacionamento para com as enxaquecas vem do fato de que esses pacientes têm um alto grau de pressionamento dos dentes quando estão dormindo. Os dentistas não vêem isso porque muitas vezes os dentes dos pacientes de enxaquecas parecem perfeitos. As articulações de suas mandíbulas estão bem porque elas estão bem suportadas durante o pressionamento e podem mesmo estar num relacionamento ideal.



Tudo isso não é para sugerir que os dentistas devessem diagnosticar enxaquecas. Existe uma grande diferença entre diagnóstico de enxaquecas e a prevenção de enxaquecas. O diagnóstico da enxaqueca requer que o Médico execute um CAT-scan, MRI, tire raios-X e faça um exame de sangue.

Uma vez que o paciente tenha sido diagnosticado com cefaleia tipo tensional ou enxaqueca, significando que nada exista de errado com ele objetivamente, o dentista pode fácilmente executar uma apalpação para determinar dor pericranial. É quando o NTI é utilizado, como parte de um protocolo para prevenir a enxaqueca.

Quais são as taxas de sucesso com o NTI em termos de eliminação do bruxismo, apertamento dos dentes e dor de cabeça?
Boyd : Nos dados de testes clínicos enviados ao FDA, 82 por cento dos pacientes diagnosticados como sofredores de enxaqueca - a quem eu chamo de "pressionadores de dentes primários" - apresentaram uma média de 77 por cento de redução na frequência de suas enxaquecas dentro das primeiras oito semanas de uso do NTI.



Por outro lado, quando olhamos DTM ou atividades excursivas - bruxismo - os dentistas têm obtido taxas de sucesso ainda maiores porque os pacientes que eles estão tratando com esse dispositivo não apresentam tanta intensidade de apertamento dos dentes. Os dentistas estão um pouco surpresos pela eficácia do NTI. Na mesma moeda, eles também vêem o quão rápido um paciente pode piorar se eles não aderirem ao protocolo apropriado.

Eu digo aos dentistas: Não pense que é uma coisa fácil e automática e que tudo o que têm de fazer é colocar isso na boca do paciente e eles vão melhorar. Você poderia fazer alguém ficar muito pior com esse dispositivo. Se usado apropriadamente, entretanto, é bem efetivo.

Quais são alguns dos fatores críticos que determinam o sucesso do NTI?
Boyd : O fator mais significativo em alcançar sucesso com o NTI é o grau da dimensão vertical do espaço livre que o dispositivo cria.

À medida em que a dimensão vertical aumenta, nós temos que perguntar se a condilo tem sido significantemente transladado pela presença do dispositivo. Eu penso em translação como deixando a "base principal". Durante a parafunção, você deseja que a condilo esteja tão próxima da "base principal" quanto possível o tempo todo. Se você tem uma dimensão vertical excessiva, quer dizer, translação, você pode estar ocasionando oclusão canina ou posterior em movimento excursivo, dessa forma permitindo um aumento da intensidade da apertura e/ou tensionamento da articulação.

Digamos que o paciente tenha um ou dois milímetros de desoclusão ou espaço livre com o NTI no lugar, mas no momento em que eles se movem você tem um contato posterior ou um contato dos caninos, portanto permitindo o pressionamento dos dentes com intensidade enquanto a articulação foi transladada em algum grau.

É a dimensão vertical do espaço livre criado pelo NTI que tem que ser ajustada com precisão. Por exemplo, a medida em que o paciente move excursivamente e você observa um contato posterior com o NTI colocado, vai ser a mais óbvia apresentação de interferência que você poderia conseguir. Isso seria um momento propício para obter o equilíbrio oclusal.

Vindo de um passado em estética, eu converso com muitos clínicos que sentem ser prudente colocar placas de cobertura total em seus pacientes após aplicar em coroas veneers, inlay/onlay e coroas cerâmicas. Essa é uma aplicação para o NTI?
Boyd : É uma aplicação ideal para o NTI, com uma exceção. Se você fosse colocar um NTI nos incisores superiores e você tivesse colocado coroas nos incisores inferiores e tem suspeita de que este paciente tem alguma atividade parafuncional, a face incisiva das coroas inferiores estarão em risco. Isso me deixaria nervoso.

Aqui está um outro conceito a considerar: Se um NTI foi planejado para uso como dispositivo protetor para coroas, eu iria fazer com que o paciente usasse o dispositivo por duas ou três semanas antes de aplicar as coroas. A razão é que você pode observar reposicionamento condilar. Uma vez que você tenha permitido esse período de ajustamento, o NTI é um dispositivo ideal. Ele pode ser colocado e tirado de cima das coroas protéticas por toda a vida e não irá danificar as restaurações.

Considerando todas as opções disponíveis para tratar do bruxismo, apertamento dos dentes e proteger restaurações existentes, como um dentista poderia determinar se um paciente é candidato para o NTI?
Boyd : São basicamente os mesmo critérios que nós utilizamos para determinar se alguém é candidato para uma placa oclusal. Pacientes que sofrem de bruxismo e aqueles que dizem ter dor de cabeça ao acordar ou têm frequentes dores de cabeça ou enxaquecas são candidatos ao NTI. Adicionalmente, o dispositivo deveria ser considerado para pacientes que demonstrem, através de apalpação da musculatura, musculatura pericranial dolorida.

Onde os clínicos podem aprender mais sobre essa modalidade de tratamento?
Boyd : O modo mais fácil é visitar o web site da NTI-tss em www.NTI-tss.com. O propósito do site é providenciar toda a informação que um dentista irá precisar para aplicar o dispositivo. É também um site que o paciente pode visitar para aprender sobre o conceito e encontrar um dentista que está disponibilizando o NTI em sua região.

* Originalmente publicado na edição de Novembro de 2001 Dental Practice Report. Copyright 1999-2002 Medec Dental Communications.


Mais informações em:
http://www.newimage.com.br/imagens_arquivos/30102006_113108.pdf

segunda-feira, 14 de março de 2011

OrtoPodCast - Episódio 6





Está no ar o episódio número 6 do OrtoPodCast!

Neste Artigo de 2009, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Clarissa Lopes Vieira, Ana Emília Figueiredo de Oliveira, Cecília Cláudia Costa Ribeiro, Andréa Arraes dos S. Jacintho Lima; da Universidade Federa
l do Maranhão – UFMA. Avaliou a relação entre os diferentes índices de maturação óssea das vértebras cervicais e os estágios de calcificação dentária, bem como verificou as
diferenças existentes entre os gêneros, em uma amostra de indivíduos de 10 a 14 anos de idade.



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domingo, 13 de março de 2011

Pensamento da Semana


"Aprendi que as oportunidades nunca são perdidas. Alguém vai aproveitar as que você perdeu."


Willian Shakspere

sábado, 12 de março de 2011

O Uso da Placa-lábio Ativa Superior como Dispositivo de Ancoragem do Aparelho Pêndulo




Neste artigo de 2003, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Júlio de Araújo Gurgel, Acácio Fuziy, Paulo César tukasan, eduardo Sant`Ana; da UNIMAR - Marilia e USP - Bauru em São Paulo. Mostra uma aplicação da PLA fora do seu sitio de uso que seria o arco inferior. Como todos distallizadores intra-orais o pêndulo causa uma mesialização indesejada das unidades anteriores. Os autores bolaram uma ancoragem dos prés superiores com a PLA durante uma distalização com Pêndulo. O Artigo mostra toda a ideia, mas os resultados longitudinais não foram mostrados.

Após sua divulgação em 1992, o aparelho pêndulo vem tendo excelente aceitação como dispositivo mecânico de distalização de molares superiores. Atualmente, muitos profissionais procuram utilizar tanto o pêndulo como o pendex, em substituição ao arco extrabucal (AEB). A ancoragem mucodentosuportada do pêndulo dispensa a exigência de uma colaboração maior do paciente, realizando a tão objetivada distalização de molares, entretanto sem a interferência estética ligada ao AEB. Embora em pequeno número, a literatura pertinente aos efeitos dentolaveolares e esqueléticos revelam uma substancial distalização dos molares acompanhada sempre de perda da ancoragem. O movimento recíproco para mesial dos pré-molares com repercussão nos dentes anteriores, representa uma dificuldade para o tratamento ortodôntico da má oclusão de Classe II. Este efeito indesejável da inclinação mesial dos dentes anteriores resulta em uma retração anterior com maior amplitude e mais complexa. Em parece ser uma ponto de crítica do aparelho Pêndulo.

A PLA (placa lábio-ativa) apresenta efeitos bem definidos para o arco inferior, tais como, expansão dentária mais restrita à região de caninos e pré-molares e vestibularização de incisivos. Entretanto, a efetiva verticalização e distalização de molares inferiores tem-se descrito somente para a PLA com escudo vestibular de acrílico. O posicionamento vertical deste escudo mostra-se bem eficiente para promover alterações na quantidade de vestibularização dos incisivos. Quando mais direcionada para o fundo do vestíbulo jugal ântero-inferior, o escudo vestibular permite que o lábio toque nos incisivos reduzindo a inclinação vestibular dos mesmos. De modo contrário, quando posiciona-se o escudo afastando integralmente o lábio dos incisivos, o efeito de inclinações apresenta-se mais acentuado.

O uso da PLA adaptada em tubos de molares superiores não tem-se mostrado comum em decorrência da pouca evidência de alterações dentárias e esqueléticas. Enquanto a pressão média em repouso do lábio inferior é de 9-12g/cm2 para o lábio superior a força é de 2-5g/cm2. Recentemente, Häsler e Ingerval encontraram como efeitos da PLA superior o aumento transversal do arco na região dos pré-molares, um moderado aumento no comprimento do arco em conseqüência da vestibularização dos incisivos e discreta inclinação distal dos molares.

Link do Artigo na Integra via Dental Press:

quinta-feira, 10 de março de 2011

Isolite Systems - Iluminação intrabucal

Muitas vezes somos forçados a assumir posições não ergonômicas para possibilitar uma iluminação mais adequada no campo de trabalho. Aos colegas que realizam tratamentos com a ortodontia lingual, imagino, isso deve ser ainda mais frequente.

Daí uma solução complementar para a melhor visualização do campo: Iluminação acoplada no sugador.

Veja o que o fabricante fala sobre o produto e acesse o site indicado abaixo para assistir um filme de demonstração.






Maior visibilidade. Pela iluminação da cavidade oral do paciente de dentro da boca, Isolite proporciona uma iluminação original, sem sombras com benefícios para o Dentista e para o paciente. Isolamento rápido e confiável. Isolite é o único dispositivo dental que proporciona a retração contínua, proteção e aspiração. procedimentos mais rápidos.



Dentistas, auxiliares odontológicos e higienistas, usando Isolite, estão reduzindo os tempos de processo por 20-50%, fazendo com que toda a prática torne-se mais produtiva.

Melhor ergonomia.

Que tipos de procedimentos são adequados para Isolite? Isolite é adequado para quase todos os procedimentos odontológicos, onde o isolamento rápido, fiável e uma melhor iluminação são necessários.

Pela iluminação da cavidade oral do paciente de dentro da boca, Isolite proporciona uma iluminação única sem sombras que é incomparável. Ao contrário de iluminação convencional emanadas, a luz do bocal Isolite não pode ser bloqueada pela cabeça dos profissionais ou das mãos. Iluminação limpa e brilhante reduz a fadiga ocular para o praticante e permite melhor visibilidade do campo de trabalho.


Tensão associada com os refletores odontológicos ou o movimento da luz em cima dos olhos dos pacientes são muito reduzidos ou eliminados.

Como isolamento é melhorada com Isolite? O bocal flexível de forma mais eficaz e confortável substitui dispositivos de isolamento.

Aspiração e controle de umidade oral são tão completa que os testes demonstraram que o isolamento é realizado através de Isolite mais seco do que um dique de borracha.

É o Isolite desconfortável para o paciente?

Não. Quando o tamanho correto, os pacientes experimentam um maior conforto. Dá-lhes um lugar para descansar sua mandíbula e eles já não se preocupam em machucar sua língua ou bochecha. Eles relaxam.


Existem diferentes tamanhos de bocal Isolite? Sim. Está disponível em quatro tamanhos : Adulto Small, Medium Adulto, Adulto Grande, e Pediátrica. Todas as boquilhas são fabricados de soft flexível Isoflex ™, um elastômero termoplástico não-látex.

Para um olhar virtual em Isolite em acção, ver o vídeo "Introdução à Isolite" no site do fabricante:

quarta-feira, 9 de março de 2011

Corrosão de fios ortodonticos níquel-titânio por ions inplantados por soluções de fluoretadas presentes em enxaguatórios bucais


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Materials Journal; pelos autores Masahiro IIJIMA, Toshihiro YUASA, Kazuhiko ENDO, Takeshi MUGURUMA, Hiroki OHNO e Itaru MIZOGUCHI; da Division of Biomaterials and Bioengineering, Department of Oral Rehabilitation, School of Dentistry, Health Sciences University of Hokkaido e da Division of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Department of Oral Growth and Development, School of Dentistry, Health Sciences University of Hokkaido, Kanazawa, Hokkaido - Japão. Mostra um estudo realizado em fios Ortodonticos em imersão no enxaguatório bucal fluoretado em saliva artificial.

Este estudo investigou as propriedades da corrosão por íon implantados no fio de níquel-titânio (Neo Sentalloy Ionguard) em saliva artificial em soluções de fluoreto em enxaguatórios bucais (Butler F bochecho, Ora-Bliss). E íons não implantados em fios de níquel-titânio (Neo Sentalloy) foram utilizados como controle.

O comportamento de corrosão anódica foi analisado pela medida de polarização. As superfícies das espécimes (Fios) foram examinados em MEV. Os perfis de profundidade elementares foram caracterizados por XPS. O fio Neo Sentalloy Ion posto em saliva artificial e no Enxagüatório Fluoretado (500 ppm) tiveram uma menor densidade de corrente do que Neo Sentalloy. Além do potencial de degradação, do Ion NeoSentalloy em Ora-Bliss (900 ppm) foi muito maior do que a de Neo Sentalloy embora ambos os fios possuiram potencial de corrosão similares de Ora-Bliss (450 e 900 ppm).


CONCLUSÕES

Nas condições deste estudo, as seguintes conclusões foram tiradas:

1. As propriedades de corrosão do fio ortodontico níquel-titânio são influenciados pela implantação de íons de nitrogênio.

2. Neo Sentalloy Ion (nitrogênio implantados no fio de níquel-titânio) apresentaram maior resistência à corrosão em saliva artificial e solução de flúor neutra de enxaguaorios bucais de Neo Sentalloy.

3. Neo Sentalloy Ion apresentaram baixa susceptibilidade a corrosão localizada.

Link do artigo na integra via JSDMD:

terça-feira, 8 de março de 2011

08 de Março - Dia Internacional das Mulheres


“Só pode ser chamado e considerado homem aquele que aprendeu a respeitar as mulheres.”

Luis Alves

segunda-feira, 7 de março de 2011

Projeto Homem Virtual






O Projeto Homem Virtual consiste no desenvolvimento de imagens tridimensionais das estruturas do corpo humano, utilizando recursos da computação gráfica, aliado a projetos de diversas áreas.

Isto porque as imagens dinâmicas que reproduzem os componentes do nosso organismo, desde moléculas a músculos, apresentam o conhecimento científico de maneira objetiva, simples e rápida. Permitindo não só a compreensão da anatomia e fisiologia, mas também a demonstração de: patologias, ações dos medicamentos e das técnicas de procedimentos cirúrgicos.

Cada projeto é desenvolvido por uma equipe de profissionais das áreas de digital design, comunicação, tecnologia, além de médicos e demais profissionais de saúde.

Estas características tornam o Homem Virtual uma moderna ferramenta educacional. Os vídeos funcionam como objetos de aprendizagem, ou seja, conjuntos reutilizáveis de informações que podem ser empregados em diferentes contextos. São ilhas de conhecimento, aplicáveis a públicos-alvo distintos, dentro de estratégias pedagógicas que visam objetivos específicos.

O Homem Virtual foi criado em 2003 pelos professores doutores: György Miklós Böhm e Chao Lung Wen, da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, que buscavam um novo método para transmitir conhecimentos sobre saúde.

E neste belo projeto a Odontologa está inserida, já existem dois videos: um sobre a estrutura dos dentes e outro bem interessante sobre a Articulação Temporo Mandibular ( ATM ). Vale apena conferir !

Link do site:


Estrutura dos dentes e Articulação Temporo Mandibular ( ATM ):


Folder explicativo em PDF:

domingo, 6 de março de 2011

Pensamento da semana



"Quando você precisa tomar uma decisão e não toma, está decidindo a não fazer nada."

Willian James

sábado, 5 de março de 2011

Anquilose intencional dos caninos decíduos como reforço de ancoragem para a tração reversa da maxila. Estudo cefalométrico prospectivo.






Neste artigo de 2006, publicado na revista Dental Press, pelos Autores Omar Gabriel da Silva Filho, Terumi Okada Ozawa, Celeste Hiromi Okada, Helena Yuko Okada, Luciana Dahmen; do HRAC - Profis - Bauru - São Paulo. Mostram uma forma interessante de se realizar a tração reversa da maxila.

Desde a divulgação da máscara facial por Delaire, o emprego da tração reversa da maxila como forma de tratamento da má oclusão de Classe III é quase convenção, tamanha a freqüência com que é usada e publicada na literatura. A pretensão primeira de tal abordagem é ortopédica e consiste em estimular o crescimento sutural da face média para corrigir a discrepância sagital com o avanço da maxila. A comprovação de sua possibilidade vem dos estudos com animais. Os efeitos provocados pela máscara facial em macacos demonstram avanço da maxila com abertura e remodelação das suturas circumaxilares. Isto implica em estiramento das fibras do tecido conjuntivo, remodelação das suturas e neoformação óssea. Os modelos fotoelásticos e biomecânicos tornam compreensíveis os efeitos mecânicos imediatos induzidos pela tração reversa da maxila.

A circunstância da tração reversa da maxila ser ancorada no arco dentário superior, portanto, longe do centro de resistência da maxila, compromete os propósitos da Ortopedia de avanço maxilar e justifica o grau variável, mas importante, de compensação dentária. Para potencializar a ancoragem, a expansão rápida da maxila usando o aparelho expansor fixo com parafuso tem sido usada associada à tração reversa da maxila, com o intuito de: 1) romper a sutura palatina mediana durante o acionamento do parafuso expansor, imediatamente antes da tração reversa; 2) unir dentes e base óssea numa unidade, sobretudo quando o aparelho é dento-muco-suportado e 3) estabelecer pontos de inserção intrabucais para a ação ortopédica sagital; tudo isso visa potencializar o efeito ortopédico durante a tração reversa da maxila. O efeito ortopédico induzido pela tração reversa da maxila é mais significativo quando a expansão rápida da maxila antecede o uso da máscara facial, com conseqüente redução da compensação dentária.

A anquilose intencional de caninos decíduos tem sido usada com o propósito de potencializar os efeitos ortopédicos e reduzir os efeitos ortodônticos da tração reversa da maxila.

O tratamento ortopédico precoce da Classe III associada ao Padrão III é, sem dúvida, bastante complexo, pensando-se em termos de estabilidade, pelo fato do resultado em longo prazo não refletir necessariamente o resultado imediato. O prognóstico difere da Classe II com Padrão II, onde os efeitos ortodônticos e ortopédicos conseguidos com a ancoragem extrabucal mostram uma certa estabilidade. Não se pode ignorar que o mais fundamental para o comportamento da oclusão e da face após o tratamento de uma má oclusão Classe III é o potencial de crescimento facial. A mudança esquelética e principalmente a compensação dentária conseguidas com a Ortopedia Mecânica têm chance de serem preservadas ao longo dos anos somente se o crescimento facial permitir, o que significa dizer se o crescimento facial manifestar-se como Padrão I. Se o crescimento facial comportar-se como Padrão III, o tratamento precoce estará comprometido. Isso implica necessariamente em um tempo prolongado de contenção e acompanhamento, com a possibilidade de ser necessário desfazer as compensações adquiridas, com vistas à cirurgia ortognática na maturidade esquelética. Independentemente da influência que o crescimento facial exerce na estabilidade pós-tratamento, o que se pretende de imediato, em um tratamento ortopédico para o Padrão III, é o máximo de mudanças esqueléticas com o mínimo de compensação dentária.

Uma das pretensas intenções da anquilose intencional dos caninos decíduos é eliminar a compensação dentária superior. Não que a compensação dentária terapêutica seja intolerável, mesmo porque é inevitável em um tratamento ortopédico. No entanto ela deve estar dentro do limite de aceitação periodontal. Como não se consegue eliminar por completo a compensação dentária, uma ancoragem reforçada poderia reduzir a participação dentoalveolar na tração reversa da maxila.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

sexta-feira, 4 de março de 2011

HYCON





Este "Parafuso" para fechamento de espaço, produzida pela Adenta fabrica Alemã com escritorio nos Estados Unidos da America, com o funcionamento que lembra muito os antigos aparelhos idealizados pelo Dr. Angle. Sua ativações são feitas com o auxilio de uma chave propria que dá um giro de 180º, e segundo o fabricante faz com que o dente mesialize 0,175 mm. Prometendo desta forma, um maior controle da mecânica.

O que a Adenta diz:

Adenta tem trabalhado em estreita colaboração com o engenheiro Dr. Winfried Schutz da Alemanha, um único dispositivo para fornecer uma abordagem passo a passo para o movimento dentário de mesialisação, distalmente, mas mais especificamente no fechamento de espaço. Com cada ativação, o dispositivo HYCON permite mover os dentes com uma força bastante elevada, sem diminuição do suprimento sangüíneo ao redor da estrutura do periodonto. Este dispositivo permite-lhe fazer exatas e ativação controlada em pequenos passos. Cada volta de 180 ° fecha o espaço de 0,175 milímetros, com uma precisão absoluta.

Eestemunho do Dr. Dennis Dionne, Ortodontista, Windsor, Ontário, Canadá. "Acho que o dispositivo Hycon é útil para ter por perto, quando uma situação se revelar difícil de fechar os últimos poucos milímetros de espaço, especialmente em adultos. É bem recebido pelos pacientes, e é previsível em uso clínico".

Uma vantagem inerente do método envolvendo o fechamento do espaço com HYCON ® é que há menos tensão nas unidades de ancoragem. Ativar o HYCON ® tem um efeito de ambos os lados do espaço. O aumento da utilização de meios de fixação ( elásticosa), permite o ortodontista controlar a fixação, a fim de diminuir ou neutralizar o efeito da HYCON ® ao lado do espaço onde pouco ou nenhum movimento dentário é exigido.

Ao ativar o dispositivo com a chave de fenda, o paciente deve estabilizar simultaneamente a ligação do fio com o dedo para evitar a sua torção. O dispositivo HYCON é um meio extremamente eficaz para o tratamento, e combina eficiência para o ortodontista com ótimo conforto para o paciente.

Link do site do fabricante:


Link de uma artigo na integra publicado na Journal of Clinical Orthodontics:

quinta-feira, 3 de março de 2011

Relação entre os índices de maturação das vértebras cervicais e os estágios de calcificação dentária




Neste Artigo de 2009, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Clarissa Lopes Vieira, Ana Emília Figueiredo de Oliveira, Cecília Cláudia Costa Ribeiro, Andréa Arraes dos S. Jacintho Lima; da Universidade Federal do Maranhão – UFMA. Avaliou a relação entre os diferentes índices de maturação óssea das vértebras cervicais e os estágios de calcificação dentária, bem como verificou as diferenças existentes entre os gêneros, em uma amostra de indivíduos de 10 a 14 anos de idade.

O conhecimento do período de ocorrência do surto de crescimento puberal (SCP) é considerado vantajoso para os tratamentos ortodônticos que necessitem do uso de dispositivos influenciados pelo estágio de maturação do complexo craniofacial. Tal fase de crescimento também auxilia na elaboração do plano de tratamento, principalmente na indicação de procedimentos cirúrgicos. O momento em que ocorre o SCP varia muito, tendo seu início, em média, entre os 10 e 12 anos, com seu pico ocorrendo geralmente 2 anos após o seu início e seu término por volta dos 15 anos de idade para o gênero masculino e dos 17 anos para o feminino.

O estado de desenvolvimento de uma criança é melhor estimado considerando estágios específicos da maturidade fisiológica que, segundo a literatura, englobam 4 índices fisiológicos ou de desenvolvimento: maturidades somática, esquelética, dentária e sexual. Dentre esses índices, a maturidade esquelética seria o índice mais confiável e mais frequentemente usado na rotina clínica.

A região da mão e punho vem sendo amplamente estudada e empregada como área de determinação da maturação óssea, sendo sua eficácia já cientificamente comprovada. Nas últimas décadas, várias pesquisas vêm desenvolvendo e aperfeiçoando novos métodos para determinar a maturação óssea, sendo, atualmente, a análise das vértebras cervicais o método mais pesquisado.

Segundo García-Fernandez et al., o uso das vértebras cervicais para determinar a maturidade esquelética ocorre desde a década de 70, quando Lamparski analisou as mudanças morfológicas da segunda até a sexta vértebras cervicais e as classificou em seis estágios de maturação, comparando-os posteriormente com as modificações ósseas observadas na região da mão e punho. O autor concluiu que as vértebras cervicais, como vistas nas telerradiografias laterais de rotina, foram tão estatística e clinicamente confiáveis na avaliação da idade esquelética quanto a técnica da mão e punho. García-Fernandez et al., no seu estudo, confirmaram tal afirmação de Lamparski. Em 1995, Hassel e Farman aperfeiçoaram o método estudado por Lamparski, analisando as mudanças morfológicas ocorridas somente da segunda até a quarta vértebra cervical, classificando-as em seis estágios de maturação, e também chegaram à mesma conclusão de Lamparski, assim como outras pesquisas realizadas posteriormente.

A maturidade dentária também é um índice fisiológico que vem sendo intensamente estudado para a predição do crescimento. Tal maturidade é identificada através da determinação da idade dentária, que pode ser avaliada de acordo com o número de dentes presentes na cavidade bucal ou com os estágios de calcificação de múltiplos dentes ou de elementos dentários individuais. Silva afirmou que a utilização da idade dentária para a predição de crescimento seria ideal – por ser um dado prático e de fácil aplicação clínica –, pois a observação da irrupção dentária e dos estágios de desenvolvimento dos dentes é um dado de rápida assimilação e torna fácil a comunicação de ideias entre profissionais.

A existência de fortes relações entre os índices fisiológicos para a determinação do estado de desenvolvimento do indivíduo implicaria numa concordância dos seus mecanismos de controle, servindo aos profissionais no diagnóstico e plano de tratamento. Já é bem estabelecido na literatura que existem fortes inter-relações entre as maturidades somática, esquelética e sexual. Também é constatado que somente a idade cronológica não se constitui num índice confiável para a determinação do surto de crescimento puberal, pois essa sofre uma grande variação pela influência de fatores genéticos, raciais, ambientais, nutricionais, hormonais e sexuais. Tratando-se da maturação dentária, ainda existem muitas controvérsias na literatura quanto à determinação da sua relação com os outros índices fisiológicos, além de ainda não ter sido encontrado nenhum estudo que tenha analisado essa relação utilizando a maturação das vértebras cervicais como método para a determinação da maturação óssea.
Considerando as afirmativas de Franchi, Bacceti e McNamara Jr., os resultados encontrados neste estudo revelaram que o pico de crescimento puberal ocorreu, com maior frequência, a partir dos 10 anos e 7 meses no gênero feminino, e a partir dos 12 anos e 7 meses no gênero masculino. Assim, tais dados demonstram que, na amostra estudada, o SCP se iniciou e atingiu o seu pico, com maior frequência, dois anos antes para o gênero feminino em relação ao gênero masculino, estando de acordo com registros da literatura.

As diferenças nas idades cronológicas de ocorrência das várias fases de formação dentária encontradas entre os gêneros também foram confirmadas no estudo de Carvalho, Carvalho e Santos-Pinto, no qual os autores evidenciaram o fato já conhecido de que o gênero feminino tende a ser mais precoce na cronologia de mineralização dentária. Por outro lado, Kullman, Johanson e Akesson encontraram precocidade de calcificação dentária no gênero masculino, porém, esses autores utilizaram o terceiro molar inferior como elemento dentário de referência para a análise da cronologia de mineralização e, consequentemente, sua amostra se diferenciava também na faixa etária.

Com base na literatura consultada e nos resultados obtidos neste estudo, foi observada uma correlação estatisticamente significativa entre os índices de maturação das vértebras cervicais e os estágios de calcificação do segundo molar inferior, em ambos os gêneros. Além disso, houve uma precocidade, tanto na maturação das vértebras cervicais quanto na calcificação do segundo molar inferior, no gênero feminino em relação ao gênero masculino.


Link do Artigo na Integra via Scielo:

quarta-feira, 2 de março de 2011

Documentação do cirurgião-dentista frente ao direito civil Brasileiro - Uso dos contratos de prestação de serviços em odontologia


Em todo momento estamos sendo procurados para falar sobre os contratos ortodônticos. No entanto apenas o contrato não é o suficiente para a segurança do ortodontista. O prontuário completo e assinado, os esclarecimentos, radiografias de controle, anamnese e documentação inicial/trans/final devem fazer parte da rotina do ortodontista que pretende não estar nas garras de oportunistas.

A comunicação entre o profissional e o ortodontista é a principal causa das demandas judiciais. Portanto nunca abra mão de ter um bom relacionamento com os pacientes.


Complementando algumas palestras sobre responsabilidade civil que tenho feito, acredito ser de leitura obrigatória a tese da Dra. Adriana Onesti que trata de contratos e sugere um modelo para uso nos consultórios. Vale à pena a leitura!










Link para a tese completa em PDF

terça-feira, 1 de março de 2011

Estudo comparativo das análises cefalométricas manual e computadorizada


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Priscila de Araújo Guedes, July Érika Nascimento de Souza, Fabrício Mesquita Tuji, Ênio Maurício Nery; Mestrado em Ortodontia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic - Campinas/SP; da disciplina de Diagnóstico Integrado pelo Centro Universitário do Pará e da disciplina de Propedêutica Odontológica da UFPA - Pará. Realiza uma análise comparativa dos traçados manual e computadorizado utilizando um software específico, com a finalidade de definir os resultados inter e intra-avaliadores.

Com os trabalhos de Broadbent e Hoffrat, em 1931, deu-se o início ao desenvolvimento da cefalometria e sua aplicação na Odontologia, principalmente na Ortodontia, tornando-a imprescindível no diagnóstico, planejamento e na avaliação dos resultados de casos tratados ortodonticamente.

Para a realização da análise cefalométrica, há necessidade de se definir com muita exatidão a maneira de demarcar os diversos pontos específicos utilizados, a fim de atribuir universalidade aos exames – o que, inclusive, é uma de suas qualidades primordiais. Com efeito, o uso quase generalizado da padronização dos métodos de análise foi o que permitiu o desenvolvimento da telerradiografia cefalométrica como meio de diagnóstico, graças à comparação de clichês feitos em condições análogas.

Atualmente, a cefalometria radiográfica pode ser considerada um produto da evolução dos estudos antropométricos e arqueológicos. Com relação aos estudos dos ossos, surgiu a necessidade de padronizar a comunicação entre a Arqueologia e a Antropometria, de tal maneira que as descrições se tornassem mais precisas e possibilitassem comparações objetivas da morfologia óssea. Ocorreu, então, o surgimento dos procedimentos de mensurações ósseas, a chamada osteometria, sendo que a medição específica dos ossos do crânio foi denominada craniometria. Contudo, a cefalometria consiste na mensuração da cabeça, incluindo os tecidos moles de revestimento.

Como o uso do computador auxiliando nas análises cefalométricas ganhou popularidade, tanto em pesquisas quanto em aplicações clínicas, em 1995, Nimkarn e Miles pesquisaram a confiabilidade da cefalometria computadorizada. Para isso, foram utilizadas 40 radiografias obtidas em um mesmo aparelho de raios X, as quais foram escolhidas aleatoriamente. Cada radiografia foi traçada num papel de acetato, e as imagens das radiografias e dos traçados foram capturadas com uma câmara de vídeo e projetadas num monitor, onde os pontos foram digitalizados. As medidas cefalométricas foram obtidas pelo programa Quick Ceph, versão 5.1 (Quick Ceph Systems, EUA). O programa realizou os cálculos para as 40 medições, a partir de 22 pontos marcados. Para calcular os erros metodológicos e identificar a fonte de erros, o estudo consistiu de cinco partes: (1) reprodutibilidade de técnica de medição computadorizada; (2) imagem de vídeo, digitalização e software; (3) digitalização e software; (4) medições por computador versus medição manual; (5) calibração do software e erros de digitalização do operador. Os resultados mostraram que as medições realizadas pelo computador foram comparáveis às medições manuais, não ocorrendo diferenças estatisticamente significativas.

O objetivo do presente trabalho foi comparar as medições efetuadas pelo programa de traçado cefalométrico computadorizado com as medições efetuadas manualmente, com a finalidade de definir qual o nível de concordância entre ambos, bem como avaliar os resultados intra e interavaliadores.

CONCLUSÃO DOS AUTORES

De acordo com os resultados obtidos através da metodologia utilizada na presente pesquisa, conclui-se que:

1) Pode-se aumentar a confiança nos resultados dos traçados cefalométricos obtidos pelo computador, haja vista que as discrepâncias encontradas entre as medidas dos traçados cefalométricos manual e computadorizado, em sua maioria, não foram estatisticamente significativas.

2) As medidas lineares intra-avaliadores apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os traçados manual e computadorizado em um dos avaliadores.

3) As medidas lineares interavaliadores apresentaram diferenças estatisticamente significativas tanto no traçado manual quanto entre os traçados manual e computadorizado. Porém, não houve diferença estatística nos resultados dos traçados
computadorizados.

4) O tempo gasto para a realização do traçado manual foi maior do que o gasto na realização pelo traçado computadorizado.

5) A utilização de recursos do programa do traçado cefalométrico computadorizado – como o zoom, a alteração de brilho, densidade e contraste – auxiliou na determinação dos pontos cefalométricos.


Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n2/07.pdf