ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tratamento ortodôntico necessário entre crianças nascidas prematuramente


Crianças nascidas antes de 33 semanas podem necessitar de mais cuidados ortodônticos do que crianças que nasceram no periodo ideal. As crianças prematuras têm também algumas complicações que podem causar desvios em sua mordida. Esta informação foi mostrada na apresentação de uma dissertação da autora Liselott Paulsson na Faculdade de Odontologia da Universidade de Malmö, na Suécia. "Este é um novo grupo de crianças que precisam receber mais atenção no atendimento odontológico", afirma a Odontologa especialista. No dia 24 de abril, ela defendeu sua dissertação sobre parto prematuro - Estudos sobre a Necessidade de tratamento ortodôntico, Craniofaciais Morfologia e Função.

A maioria das crianças que nasceram prematuramente precisam de ajuda com a sua respiração durante as primeiras semanas de vida. Isso significa que elas respiram com a ajuda de um tubo plástico ligado a um respirador. O tubo é colocado na boca ou no nariz, procedimento conhecido como intubação. Resultados de estudos anteriores indicaram que as crianças que se beneficiam deste apoio para respiração correm um risco maior de desenvolver desvios de mordida. O risco é especialmente grande para as crianças que tiveram o tubo em sua boca.

Hoje intubação nasal é utilizada na maior parte dos hospitais na Suecia, mas o estudo da Dra. Liselotte Paulsson mostra que essas crianças também possam ter mais alerações de mordida que as crianças que nasceram no prazo ideal.

"Em meus estudos as crianças prematuras tiveram intubação através do nariz apenas", diz ela, ressaltando que é importante que as necessidades destas crianças ter uma atenção odontológica.

Um total de 114 crianças participaram do estudo. Elas foram divididas em três grupos: crianças nascidas antes de 29 semanas, as crianças nascidas entre 20 e 32 semanas, e crianças nascidas 40 semanas.

As crianças foram examinadas quando tinham entre oito e dez anos, e os resultados mostraram que 52% das crianças prematuras, precisavam de tratamento por causa de alterções na mordida , em comparação com 37% das crianças que nasceram no prazo. Os estudos também mostram que as crianças prematuras, menos pesadas, tinham menor circunferência da cabeça, e tinham menores maxilas.

"Isso mostra que elas não tinham esta alteração durante seu crescimento. Pode ser que essas diferenças aconteçam devido ao fato de terem mais alterações na mordida, mas, mais pesquisas são necessárias antes que possamos saber isto ao certo", diz Liselotte Paulsson, que espera que ser possível acompanhar e dar seguimento ao estudo com estas crianças com idades compreendidas entre os 16 e 17 anos.

Os que têm mais alerações de mordida, possuem uma maior necessidade de tratamento ortodôntico, crianças prematuras, não têm mais sintomas de dores nas articulações dos maxilares ou mandíbula ou cefaléia em comparação com outras crianças.

"Estou feliz por poder dar aos pais noticias tranquilizadoras sobre este assunto, e alterações na mordida também podem ser levadas para uma direção certa, utilizando diversas formas de tratamentos", diz Liselotte Paulsson.


Links sobre a noticia:
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Novo teste odontológico para diagnosticar o câncer bucal vai salvar vidas


ScienceDaily (10 de agosto, 2010) - Um novo teste para o câncer bucal, que o dentista poderia fazer simplesmente usando uma escova para coletar células da boca do paciente, está sendo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Sheffield e Sheffield Hospitais de Ensino da Fundação NHS Trust, EUA.

O processo utilizado atualmente para diagnosticar o câncer bucal em uma lesão suspeita envolve o uso de um bisturi para fazer uma biópsia e exames fora do local de laboratório, que pode ser demorado. O novo teste vai envolver a remoção de células com uma escova, colocá-los em um chip, e inserir o chip no analisador, levando a um resultado em 8-10 minutos. Isto terá uma série de benefícios, incluindo reduzindo o tempo de espera e o número de visitas, e também redução de custos.

O projeto está sendo conduzido pelo professor John McDevitt da Rice University, E.U.A., que desenvolveu o novo micro-chip.Esta nova tecnologia utiliza as mais recentes técnicas de design microchip, nanotecnologia, microfluids, análise de imagem, reconhecimento de padrões e biotecnologia para diminuir muitas das principais funções de um laboratório de patologia state-of-the-art clínica em um nano-bio-chip do tamanho de um cartão de crédito.
Professor Thornhill disse: "Esta nova tecnologia aumentará significativamente nossa capacidade de detectar o câncer bucal no futuro. O diagnóstico atualmente envolve a remoção de um pequeno pedaço de tecido da boca e enviá-la a um patologista. Isso geralmente é feito em um hospital, pode levar uma semana ou mais e incluir visitas extra para o paciente. Com a nova tecnologia, uma escova seria usado para remover painlessly algumas células da mucosa da boca que seriam analisadas dentro de minutos na presença do paciente, de modo que o paciente saber o resultado antes de deixar a clínica.
Esta tecnologia irá tornar mais fácil para nós quando tivermos lesões suspeitas na boca e separar as lesões não-cancerosas daqueles em que há um risco de câncer e aqueles onde o câncer já se desenvolveu. Acabamos de começar a recrutar pacientes para um estudo que visa garantir que a nova tecnologia é pelo menos tão bom quanto o antigo método para distinguir os diferentes tipos de lesão. Finalmente, dentistas e médicos pode ser capaz de usar essa tecnologia para verificar lesões suspeitas na boca e tranquilizar a grande maioria dos pacientes que não tem câncer, sem ter que enviá-los para o hospital.

Artigo original na Science Daily

Guia de exame de câncer de boca

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ajuda numa pesquisa para conclusão de monografia Universidade Ferrara - Itália


Colegas,


Conclamo a todos(as) a participar de uma pesquisa, no qual ajudaremos uma colega Brasileira que está concluindo sua Especialização em Ortodontia na Universidade de Ferrara – Itália. A Drª. TatiLie Kumagai, precisa que respondamos um questionário automático que fica hospedado no site da Faculdade em que estuda. Peço a todos(as) colegas do Brasil, Portugal e demais nações que nos visitam diariamente para ajudá-la, pois ela precisa de um numero expressivo de entrevistas para concluir seu trabalho. O questionário pode ser respondido em Português, Inglês e Italiano.

Boa Sorte a amiga TatiLie com seu trabalho !!!

Marlos Loiola
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Mensagem da Autora:


A diversidade étnica é um assunto que apenas recentemente está recebendo atenção na mídia. Nos Estados Unidos, existem clínicas de cirurgia plástica que são focalizadas na estética 'não-branca' e na Ásia, as cirurgias estéticas que antigamente se chamavam 'de ocidentalização', que incluem a criação da prega na pálpebra superior e remodelamento do nariz, atualmente são feitos com desejo harmonizar o rosto dentro das características étnicas do paciente. No entanto, na ortodontia, o ideal estético ainda é aquele próximo ao ideal caucásico norte-americanos. Um artigo de Sow, Chew and Wong, 2005 mostrou que ortodontistas americanos e chineses têm preferências parecidas (por um perfil normal ou biretruso) diferente da população chinesa em geral, e criaram a hipótese de que talvez essa diferença se dê pelo fato que a pós-graduações desse ortodontistas terem sido adquiridas na sua maioria em países de população caucásica. Hall et al (2000) por sua vez, mostrou diferenças de aceitabilidade de perfis em caucásicos e afro-americanos, entre ortodontistas e pessoas leigas.

Na escola onde estou me especializando, a Università di Ferrara, Itália, há um grande foco na estética. Tanto que sediamos um congresso em Parma para falar apenas disso. Mas, infelizmente, ênfase na estética baseada no grupo étnico do paciente é pouca. Imagino que seja pela recente história de imigração e também porque são poucos aqueles que procuram tratamento ortodôntico. Sendo uma dos poucos estudantes estrangeiros da escola e sendo a única proveniente de um ambiente multi-étnico, senti que cabia a mim começar a explorar essa área. Por isso decidi escrever a minha tese sobre a estética multi-étnica: como diversos grupos étnicos percebem a beleza e a sua relevância no planejamento do tratamento ortodôntico. O objetivo da minha pesquisa é mostrar que cada grupo étnico tem a sua preferência estética e que ,como disse Polk et al (1995), o paciente deve ser estimulado a participar das decisões envolvendo mudanças no perfil. Para coletar essas preferências estou enviando um questionário online para ortodontistas e pessoas leigas em todo o mundo.

Convido vocês a participarem e antecipadamente agradeço.

TatiLie Kumagai


LINK DA PESQUISA:

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

GEORTO - Grupo de Estudos em Ortodontia da Bahia











Neste fim de semana mais um encontro do GEORTO, um grupo de estudos em ortodontia, no qual colegas especialistas e estudantes de especialização em Ortodontia se reúnem uma vez ao mês para discutir e estudar a nossa especialidade. O grupo tem o intuito de estar constantemente em busca de uma atualização profissional científica e trocar experiências com os colegas de vários centros de formação. Tendo o foco numa abordagem multidisciplinar, o nosso grupo contou com a presença também de um Cirurgião Buco Maxilo Facial com formação em cirurgia Ortognática, um Periodontista, e estão sendo convidadas uma Fisioterapeuta e uma Fonoaudióloga.

As reuniões são pautadas no estudo da Ortodontia, através de discussão de artigos científicos, de casos clínicos levados pelos participantes, aulas proferidas por professores convidados, revisão de capítulos dos livros da especialidade, entre outras atividades.

E neste Sábado dia 14 de agosto aqui em Salvador-Bahia, ocorreu mais um dos nossos encontros, que contou com a presença de colegas de Salvador, Interior e Aracaju. Iniciou-se um ciclo de seminários no qual os colegas montaram aulas que abordaram os capítulos do livro “1001 Dicas em Ortodontia e seus Segredos” do autor Dr. Esequiel E. Rodriguez Yanez. Que atenciosamente mandou uma mensagem para a abertura das discussões que abordavam capítulos do seu trabalho literário.

Ficamos super felizes com a integração do grupo, até porque completamos 01 ano de uma convivência que nasceu do primeiro encontro de 04 amigos e colegas e que vem a cada dia crescendo.
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Agradeço a cada um dos participantes do nosso encontro e aguardo o proximo em Setembro.

Marlos Loiola

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Alteração no volume do fluido gengival durante a retração de caninos superiores

Neste artigo de 2010, publicado pela Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Jonas Capelli Jr., Rivail Fidel Junior, Carlos Marcelo Figueredo, Ricardo Palmier Teles; da disciplina de Periodontia da UERJ; da disciplina de Ortodontia da FO-UERJ; do curso de especialização em Periodontia da PUC-RJ; do Departamento de Periodontia do Forsyth Institute, Boston, EUA; Avalia a quantidade de volume do fluido gengival (FG) nas faces mesiais e distais dos caninos superiores, de 14 pacientes (3 homens e 11 mulheres) submetidos a movimentação ortodôntica.

A fase inicial do movimento dentário ortodôntico envolve uma resposta inflamatória aguda no periodonto, caracterizada pela vasodilatação e migração de leucócitos para fora dos capilares. Essas células migratórias produzem várias citocinas, o sinal molecular bioquímico local, que interagem direta ou indiretamente com as células periodontais. As citocinas evocam a síntese e a
secreção, pelas células alvo, de numerosas substâncias, como: prostaglandinas, fatores de crescimento e outras citocinas. Por último, essas células constituem-se em unidades funcionais que remodelam os tecidos periodontais e facilitam o movimento dentário.

O processo inflamatório agudo que tipifica a fase inicial do movimento dentário ortodôntico é predominantemente exsudativo, em que plasma e leucócitos deixam os capilares nas áreas de estresse periodontal. Um ou dois dias após, a fase aguda da inflamação diminui e é substituída por um processo crônico envolvendo fibroblastos, células endoteliais e osteoblastos. Durante esse período, os leucócitos continuam a migrar nos tecidos periodontais estressados e modulam o processo de remodelação. A inflamação crônica prevalece até a próxima consulta clínica, quando o ortodontista ativa o dispositivo indutor de força e desencadeia outro período de processo inflamatório agudo, superpondo-se à inflamação crônica.

Para o paciente, os períodos de inflamação aguda estão associados com a sensação de dor e a redução da função (mastigação). O reflexo desse fenômeno pode ser encontrado no fluido gengival dos dentes em movimento, onde significativos aumentos nas concentrações dos mediadores da inflamação, tais como as citocinas e as prostaglandinas, ocorrem temporariamente.

A observação de que o movimento dentário ortodôntico envolve muitas reações com características inflamatórias é importante por ter possibilitado uma melhor compreensão de que a cascata de fatores envolvidos na inflamação pode ser parte das reações às forças ortodônticas nos tecidos de suporte dentário. Porém, o ortodontista não deve se sentir constrangido por introduzir áreas focais de inflamação no ligamento periodontal durante o movimento dentário com finalidade terapêutica. A ocorrência de eventos inflamatórios nos tecidos não necessariamente implica em alterações ou sintomas locais clinicamente percebidos: a inflamação pode ser subclínica.

Neste estudo participaram 14 pacientes da clínica do curso de especialização em Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A seleção dos pacientes não obedeceu a critérios relacionados ao gênero, à raça ou classificação de más oclusões, porém todos tinham indicação de extração dos primeiros prémolares superiores como parte do planejamento do tratamento ortodôntico. Esses pacientes foram informados das características e dos objetivos do presente trabalho, e assinaram um termo de consentimento pós-informado. O grupo de pacientes era composto por 3 homens e 11 mulheres (18,8 ± 4,8 anos; com variação de 12 a 28 anos).

Apesar do controle da aplicação da força ter sido realizado com todo cuidado – com valores considerados ótimos –, pode ser observada uma tendência à inclinação da coroa, ao invés de um movimento de translação propriamente dito. Essa inclinação pode ser corrigida nas etapas subsequentes do tratamento ortodôntico, e foi constatada na maioria dos casos utilizados nesse estudo.

Durante a retração dos caninos, a teoria da pressão/tensão do movimento dentário e os fenômenos nela descritos foram esperados. A aplicação de uma força ortodôntica sobre o dente causa um deslocamento gradual dos fluidos do ligamento periodontal, acompanhado pela distorção das células e da matriz extracelular.

Os autores concluiram que, ao longo do tempo, existe uma alteração significativa no volume do fluido gengival em caninos superiores sob movimento de retração, tanto no lado de pressão quanto no lado de tensão. No lado de pressão, o volume do fluido gengival foi significativamente menor nos tempos 0 e 24h comparados com o tempo 80d.


Link do artigo na integra via Scielo:

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Entrevista Professor Dr. Antenor Araujo - Parte 2



É com muita alegria e satisfação que iremos dividir com nossos leitores esta importante entrevista. O Dr. Marcos Oliva, Cirurgião Buco Maxilo Facial e colaborador do BLOG Ortodontia Contemporânea, em viajem de Salvador - Bahia a São José dos Campos - São Paulo, conversou com esta importante Personalidade ligada a Cirurgia Ortognática e Buco Maxilo Facial, pioneiro no Brasil desta técnica a qual já realizou mais de 1.400 intervenções , e que hoje é uma realidade disseminada em todo País. Agradeço ao Professor Doutor Antenor Araújo pela presteza e atenção em está cedendo um pouco da sua valiosa experiência a todos nos.


6 - Os tecidos moles, normalmente, acompanham as alterações das estruturas ósseas. Essas alterações e adaptações dos tecidos moles podem ser esperadas até quanto tempo depois do procedimento cirúrgico?

R: Acredito que até 8 a 10 meses de pós-operatório ainda estaremos observando pequenas mudanças dos tecidos moles às vezes até mais do que isso, de tal forma 1 ano seria o ideal.


7 - A estabilidade cirúrgica pós operatória está na dependência de alguns fatores como: tipo de cirurgia (maxila ou mandíbula), direção e amplitude do movimento, tipo de fixação. Na sua experiência quais seriam os movimentos cirúrgicos mais instáveis e os mais estáveis?

R: Mais estáveis – Avanço de Mandíbula, Avanço de Maxila, Reposição superior da Maxila.
Mais instáveis – Retrusão de Mandíbula, Reposição inferior da Maxila, Avanço de Maxila em 2 ou 3 segmentos com expansão.


8 - Sabemos que em algumas situações indicamos extração de pré-molares com o intuito de favorecer os movimentos cirúrgicos e com isso promover melhores resultados. Além do comprometimento estético pré-cirúrgico devido à ausência dentária, as extrações normalmente prolongam o tratamento ortodôntico pré-cirúrgico. Em relação às cirurgias na maxila, qual a sua opinião em realizar a extração dos pré-molares no trans-operatório, segmentar a maxila e eliminar os espaços cirurgicamente?

R: Pessoalmente prefiro que os pré molares sejam extraídos e depois os espaços fechados ortodonticamente. Embora isto prolongue mais o tratamento, vem me permitir reposicionar a maxila em 1 só segmento, o que sob meu ponto de vista é mais estável e o pós-operatório melhor. No entanto não vejo nada errado em se extrair os pré molares e segmentar a maxila, é uma questão de preferência do cirurgião.


9 - Quanto tempo depois do procedimento cirúrgico o Professor permite reiniciar os movimentos dentários para finalização ortodôntica?

R: Normalmente após 60 dias.


10 – Pacientes com dimensão transversa mandibular diminuída (“mordida de Brodie”), os quais necessitam de distração osteogênica mandibular para correção da referida dimensão podem ter comprometimento da ATM? Como a ATM responde, a longo prazo, a essas alterações no posicionamento condilar?

R: A ATM responde quase sempre favoravelmente, pelas minhas observações a uma grande adaptação das ATMs após as cirurgias, pelo menos nunca tive maiores problemas.


Link da Clinica do Prof. Dr. Antenor Araújo:

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Entrevista Professor Dr. Antenor Araujo - Parte 1




É com muita alegria e satisfação que iremos dividir com nossos leitores esta importante entrevista. O Dr. Marcos Oliva, Cirurgião Buco Maxilo Facial e colaborador do BLOG Ortodontia Contemporânea, em viajem de Salvador - Bahia a São José dos Campos - São Paulo, conversou com esta importante Personalidade ligada a Cirurgia Ortognática e Buco Maxilo Facial, pioneiro no Brasil desta técnica a qual já realizou mais de 1.400 intervenções , e que hoje é uma realidade disseminada em todo País. Agradeço ao Professor Doutor Antenor Araújo pela presteza e atenção em está cedendo um pouco da sua valiosa experiência a todos nos.

. Prof. Titular em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial pela Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP.
. Doutor em Ciências - Cirurgia, pela Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP.
. Fellow in Oral Surgery pela University of Texas Health Science Center (Dallas – EUA).
. Ministrou mais de 300 cursos e conferências no Brasil e no exterior, em países como: África do Sul, Argentina, Áustria, Bolívia e EUA.
. Foi homenageado com o prêmio “W. Harry Archer Achievement Award”, concedido pelo Colégio Americano de Cirurgia Buco Maxilo Facial, em 2004.
. Autor dos livros “Cirurgia Ortognática” (1999); “Manual de orientação aos pacientes com vistas à Cirurgia Ortognática” (2004) e “Aspectos Atuais da Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial” (2007).
. Escreveu diversos capítulos de livros, dentre eles “Desmistificando a Cirurgia Ortognática para o Clinico Geral”, no Livro do Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (2007).
. Publicou diversos Artigos em revistas científicas da especialidade, tanto no Brasil como nos Estados Unidos.

1 - Para o nosso BLOG é uma honra estar entrevistando o doutor que foi precursor da Cirurgia Ortognática no Brasil referência nesta área de intima relação com a Ortodontia. Gostaríamos que o doutor nos falasse da sua formação (Graduação, pós e vida acadêmica)

R: Fui formado pela FO São José dos Campos em 1967, em 1972 defendi tese de doutorado, em 1979 defendi minha Livre Docência e em 1983 realizei o Concurso para Titular. De 1975 a 1978 fiz Fellowship na Southwest Medical School em Dallas Texas. Tive como Professores: Dr. Robert Walker, Willian Bell, Bruce Epker, Larry Wolford e Dr. Douglas Sinn.


2 - Dr. Antenor, ao longo da sua trajetória profissional como a cirurgia Ortognática evoluiu como ciência e técnica e sua disseminação no Brasil?

R: Tivemos a oportunidade de ao retornarmos ao Brasil em 1978 trazer as novas técnicas de Cirurgia Ortognática, e procuramos difundi-las junto aos Ortodontistas e Cirurgiões o que acabou acontecendo e hoje a Cirurgia Ortognática é uma realidade em todo Brasil.


3 - Os métodos de diagnósticos digitais que se tornaram rotina especialmente nesta ultima década ajudam os cirurgiões e ortodontistas em quais pontos?

R: Os métodos de diagnósticos digitais nos ajudam a confirmar nossos diagnósticos clínicos e muitas vezes a decidir qual cirurgia iremos realizar em nosso paciente, no entanto acho um pouco temeroso mostrar ao mesmo as fotos com as modificações propostas no plano de tratamento por eventualmente poder levar o paciente a ter uma idéia não exata do resultado final.

4 - Uma curiosidade: Num preparo Ortodôntico na técnica Lingual como se procede para estabilização cirúrgica trans e pós-operatória com os elásticos inter-maxilares, visto que na técnica convencional soldamos ganchos nos fios retangulares que ficam por vestibular, na véspera da cirurgia.

R. Nos casos do uso de aparelho ortodôntico lingual ou “invisa line” o ortodontista deverá na época da cirurgia montar um aparelho ortodôntico convencional vestibular, que deverá ser removido 3 meses após a cirurgia e o paciente prevenido de que isto irá ocorrer.


5 - Qual a opinião do doutor sobre a técnica Ortodôntico-cirúrgica denominada de "Benefício Antecipado"?

R: Pessoalmente não uso esta técnica, prefiro a convencional, ou seja, Ortodontia-Cirurgia-Ortodontia. Creio que desta forma consigo planejar melhor as cirurgias com os arcos devidamente, alinhados, nivelados e coordenados.


Link da Clinica do Doutor Antenor Araujo:

sábado, 7 de agosto de 2010

Aplicabilidade científica do método dos elementos finitos









Neste artigo de 2006, publicado pela revista Dental Press, pelos autores Raquel S. Lotti, André Wilson Machado, Ênio Tonani Mazzieiro, Janes Landre Júnior, da PUC - MG. Mostra mais uma forma de se analisar e estudar as ações e resultados biomecânicos na ortodontia com este recurso matemático associado a informática.

O desenvolvimento do Método dos Elementos Finitos (MEF) teve suas origens no final do século XVIII, quando Gauss propôs a utilização de funções de aproximação para a solução de problemas
matemáticos. Durante mais de um século, diversos matemáticos desenvolveram teorias e técnicas analíticas para a solução de problemas, entretanto, pouco se evoluiu devido à dificuldade e à limitação existente no processamento de equações algébricas. O desenvolvimento prático desta análise ocorreu somente muito mais tarde em conseqüência dos avanços tecnológicos, por volta de 1950, com o advento da computação. Isto permitiu a elaboração e a resolução de sistemas de equações complexas. Em 1956, Turner, Clough, Martins e Topp, trabalhando em um projeto de aeronaves para a Boeing, propuseram um método de análise estrutural, similar ao MEF. Mais tarde, em 1960, estes autores utilizaram pela primeira vez o nome de Método dos Elementos Finitos, descrevendo-o. A partir de então, seu desenvolvimento foi exponencial, sendo aplicado em diversas áreas da Engenharia, Medicina, Odontologia e áreas afins.

Em linhas gerais, pode-se definir o MEF como um método matemático, no qual um meio contínuo é discretizado (subdividido) em elementos que mantém as propriedades de quem os originou. Esses elementos são descritos por equações diferenciais e resolvidos por modelos matemáticos para que sejam obtidos os resultados desejados. O MEF é utilizado há algum tempo em experimentos relacionados à Odontologia, em diversas especialidades, sendo a sua aplicação na Ortodontia de grande utilidade.

O estudo do efeito das cargas (forças) aplicadas aos dentes apresenta grande interesse científico e pode ser encontrado em diversos trabalhos, envolvendo metodologias variadas. Dentre as principais metodologias utilizadas, pode-se destacar: métodos convencionais para a análise de tensões na estrutura dentária, como modelos fotoelásticos e estudos com laser holográficos; modelos matemáticos analíticos; análises experimentais em humanos e/ou animais e análises matemáticas como o MEF.

Os métodos convencionais podem ser questionados principalmente devido à incapacidade de criar modelos semelhantes à estrutura dentária, devido à diversidade de substâncias que compõem os dentes e à irregularidade de seu contorno. Esses estudos necessitam de laboratórios bem equipados e instrumentos específicos, dificultando a realização do experimento e aumentando seu custo. Modelos fotoelásticos seriam ainda limitados pela simplificação das suposições, uma vez que, consideram muitas vezes apenas um plano bidimensional, representam formas geométricas ideais e não reais, e não consideram a mudança de direção da força durante o deslocamento do dente. Além disso, Rubin et al. relataram também que métodos fotoelásticos são complexos e resultados numéricos poderiam ser mais facilmente obtidos por outros meios, como o MEF. Os métodos envolvendo laser holográfico consideram as propriedades não lineares do ligamento periodontal, entretanto, estas serão diferentes do tecido in vivo, devido à forma como a estrutura é simulada nesta técnica, não sendo possível criar materiais exatamente com as mesmas respostas desta estrutura. Além disso, nesta técnica, não é possível variar as formas geométricas utilizadas.

Devido ao contínuo uso desse método em pesquisas e às vantagens em relação a outros disponíveis, torna-se de suma importância o conhecimento da técnica, para que sua utilização possa proporcionar benefícios às pesquisas científicas em Ortodontia. Além disso, torna-se primordial que os ortodontistas clínicos conheçam os conceitos básicos do MEF para que os resultados das crescentes pesquisas possam ser mais bem entendidos, interpretados e empregados no diagnóstico, planejamento e tratamento das más oclusões.

Entretanto, apesar de todas as vantagens deste método, deve-se ter em mente que a precisão de
seus resultados também possui limites de tolerância, que devem ser levados em consideração, como em todo modelo matemático. Oliveira comenta que os fatores que podem conduzir a imprecisões dos resultados são:

1) a variabilidade inerente aos processos biomecânicos, como por exemplo variações de tamanho ou forma do objeto de pesquisa ou de características mecânicas dos materiais;

2) simplificações para a adoção de um determinado modelo matemático;

3) a divisão de estruturas complexas em várias formas geométricas, levando à perda de alguns detalhes.

Cook, Malkus e Plesha, ainda ressaltam que outras situações também poderiam levar a erros durante a execução do programa, como:

1) omissão ou má interpretação de aspectos importantes do comportamento físico do material;

2) erros do programa de computador não checados devidamente;

3) utilização de programas inapropriados e/ou de informações incorretas;

4) obtenção de uma malha muito simplificada;

5) uso de um elemento inadequado.

Por meio do MEF, inúmeros trabalhos com diferentes aplicações e objetivos podem ser conduzidos, sendo o mesmo plenamente aplicável para a realização de pesquisas científicas em Ortodontia. Este método, quando bem gerenciado, pode proporcionar diversas vantagens em relação a outros estudos, pela facilidade de obtenção e interpretação dos resultados. Entretanto, para a correta execução desta metodologia, é necessária a interação entre profissionais da Engenharia e da Odontologia para que se possa por em prática as idéias e obter resultados corretos e válidos.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

ESTERILIZADOR ULTRA-RÁPIDO ACROUS











A Acrous Equipamentos Odontológicos em Ribeirão Preto - São Paulo, desenolveu uma esterelizador Ultra-rápido, segundo eles em apenas 01 minuto. O equipamento de acordo com a industria é reconhecido e aprovada pela ANVISA.

O que o Fabricante fala do produto:

Esterilize qualquer instrumental metálico em apenas “01 minuto”

A metodologia foi aprovada pela ANVISA e reconhecida pelas mais importantes Universidades do País. Segundo EnsaiosMicrobiológicos realizados pelo Departamento de Análises Clínicas, Bacteriologia & Microbiologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas /Odontologia USP, Ribeirão Preto, SP, a metodologia é segura, absolutamente comprovada, possibilitando uma excepcional dinâmica no processo de Esterilização.
Cabe lembrar que “Esterilização” é um Termo Absoluto, que implica na eliminação de todas as formas de vida em um dado material. A empresa Acrous Equipamentos Odontológicos Ltda. desenvolveu o “Esterilizador Ultra-Rápido UR-3” , objetivando atender em um primeiro momento, aos profissionais da área de Ortodontia, onde a rotatividade de pacientes é consideravelmente grande, e a necessidade de ter a disposição um grande número de Instrumental devidamente esterilizado é imediata.

Partindo do princípio que um ciclo de Esterilização completo na Autoclave pode variar de 40 a 50 minutos, pressupõe-se uma enorme organização, rotatividade e funcionalidade nas salas de esterilização.A Esterilização pelo “calor seco” com alta temperatura através do contato direto com “Esferas de Vidro” (350oC) apresenta a vantagem de ser mais rápida e eficiente, onde o tempo de exposição do instrumental através desse sistema são muito rápidos, possibilitando fácil penetração do calor através do contato direto com as micro-esferas de vidro super aquecidas, mantendo uma transferência de calor imediata e distribuindo-se rapidamente de modo uniforme sobre o instrumental. Sua ação esterilizante resulta em destruição bacteriana que se dá pela oxidação celular.
A eficiência do equipamento dependerá dos cuidados especiais empregados na pré-lavagem, higienização e desencrustação do instrumental, procedimentos estes contidos no Manual Técnico de Biosegurança e Controle das Infecções Cruzadas da Secretaria doEstado da Saúde e regulamentado pela ANVISA.

PRINCIPAIS VANTAGENS:
. Indispensável nos atendimentos de alta rotatividade (Ortodontia)
. Destruição bacteriana total por oxidação celular
. Esterilização rápida, mínima exposição do instrumental, apenas 01 minuto
. O Instrumental não perde o “corte”
. Minimiza a utilização da Autoclave
. Não há necessidade de aguardar o ciclo de esterilização
. Atinge a temperatura de 350º em 15 minutos
. Proteção de Acrílico Transparente evitando risco de queimaduras
. Timer com Alarme Sonoro, segurança na determinação do tempo de exposição


Link do Fabricante:

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Estudo laboratorial tempo de fechamento das alças e grau de inclinação canina, durante procedimento de retração, empregando mecânica arco segmentado








Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Gilberto Kauling Bisol, Roberto Rocha; Do departamento de Ortodontia e Ortopedia Facial da faculdade de Odontologia da UFSC; Avalia o tempo de retração e o grau da inclinação sofrida pelo canino empregando três tipos de molas ortodônticas para retração – a alça em “T”, a alça em “L” e a alça em forma de gota.

Durante o tratamento ortodôntico, se espera que uma força ótima, empregada para promover movimentação dentária, proporcione um resultado satisfatório num período de tempo razoável, com dano mínimo às estruturas adjacentes e com mínimo de incômodo para o paciente. Parece haver uma amplitude ótima de variação nos valores de força, que produz uma quantidade máxima de movimentação do elemento dentário, sem que haja movimentação indesejável da unidade de ancoragem.

Alguns conceitos físicos precisam ser revisados para que se possa entender a relação entre as forças e a movimentação dentária. Cada objeto ou corpo tem um ponto sobre o qual ele pode ser perfeitamente equilibrado, o qual é conhecido como centro de gravidade do objeto. Contudo, os dentes têm uma complicação adicional: estão restritos por estruturas periodontais que envolvem a raiz, mas não a coroa. Usa-se, então, outro ponto: o centro de resistência. É importante salientar que a posição do centro de resistência varia com o comprimento radicular e também com a alturado osso alveolar. Geralmente, o dente pode se mover de três maneiras: translação, ou movimento de corpo; rotação pura, onde o dente vai girar em torno do seu centro de resistência; e translação e rotação combinados.

Vários autores discutiram as propriedades desejáveis nos dispositivos empregados na movimentação dentária. Dentre os relacionados, estão:

1. Deve gerar níveis de força apropriados, uma relação carga/deflexão baixa e uma relação M/F alta, para alcançar a movimentação dentária desejada. Para que se consiga aumento do nível de momento produzido, dobras do tipo Gable, ou dobras anti-inclinação, podem ser incorporadas aos dispositivos. Isso reflete num aumento da relação M/F; momentos diferenciais podem ainda ser gerados, alterando-se o posicionamento dos dispositivos.

2. Deve ser capaz de se submeter a uma razoável amplitude de ativação/desativação liberando forças e momentos relativamente constantes.

3. Deve ser pequeno o suficiente para se adaptar confortavelmente no espaço intrabucal disponível.

Com a intenção de atingir esses objetivos, vários dispositivos têm sido apresentados na literatura, com diferentes, capazes de obter diferentes resultados, que podem estar ligados a fatores relevantes do tratamento ortodôntico, como por exemplo o tempo necessário para a realização da movimentação dentária, bem como o efeito de inclinação sobre o elemento dentário. Outro fator a ser levado em consideração é o tipo de fio empregado, com o qual será construído o dispositivo ortodôntico. Há vários tipos de fios disponíveis no mercado, que, por sua vez, possuem diferentes características e propriedades mecânicas.


CONCLUSÃO

Conforme os resultados obtidos nesse trabalho, pôde-se concluir que:

1. Tempo de fechamento das alças: Não houve interação entre o tipo do fio e o tipo da alça para essa variante. Porém, independentemente, as diferenças foram significativas:

1.1. Tipo de alça: as alças em forma de “T” demoraram mais para desativar do que as demais.

1.2. Tipo de fio: as alças construídas com liga de beta-titânio demoraram mais para desativar do que as demais.

2. Grau de inclinação do canino: Neste caso, observou-se interação entre o tipo da alça e o tipo do fio. Procedeu-se, então, ao desdobramento da análise:

2.1. Tipo de alça: as alças em forma de gota promoveram uma inclinação dentária maior do que as demais avaliadas. As alças em forma de “T”, por outro lado, mantiveram-se relacionadas estatisticamente aos menores valores de inclinação. Porém, quando se empregou o fio de aço inoxidável da marca comercial 3M Unitek para confecção das alças, os três tipos não apresentaram diferença estatística para essa variante.

2.2. Tipo de fio: as alças constituídas de liga de beta-titânio mantiveram-se, independentemente
do desenho de alça empregado, relacionadas estatisticamente aos menores valores de inclinação observados para o elemento dentário movimentado.

Portanto, a combinação de um material com menor módulo de elasticidade e rigidez (beta-titânio) associado a um desenho de alça que utilize maior quantidade de fio para sua confecção (em forma de “T”) é capaz de formar um dispositivo que gere uma relação carga/deflexão relativamente mais baixa, proporcionando, consequentemente, magnitudes de força mais leves e constantes durante sua desativação, aumentando, dessa forma, a relação momento/força e proporcionando maior movimentação radicular.


Link do artigo na Integra via Scielo:

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O USO DO LASER NA REMOÇÃO DE BRÁQUETES CERÂMICOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA


Nesta Monografia de 2008, apresentada ao Programa e Especialização em Ortodontia do Instituto de Ensino e Pesquisa de Cruzeiro; pela autora Dra. DANIELLA BRITO FERREIRA; Orientador: Prof. Dr. Eduardo César Werneck do IEPC - INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA DE CRUZEIRO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ORTODONTIA, Cruzeiro-São Paulo. Teve como objetivo apresentar uma revisão de literatura sobre os resultados da utilização do laser na descolagem de bráquetes cerâmicos. Com o desenvolvimento do laser na área odontológica, muitos trabalhos relataram benefícios na sua utilização, incluindo a descolagem de bráquetes cerâmicos.

Na ortodontia fixa, principalmente entre adultos, a estética da aparatologia ortodôntica vem se tornando uma exigência crescente nos consultórios. No intuito de suprir tal demanda, surgiram os bráquetes cerâmicos que apresentam como grande vantagem, o menor contraste com o esmalte dentário quando comparados com os metálicos. Entretanto, sua utilização ainda é limitada, principalmente, devido ao seu alto custo, alta resistência do atrito à mecânica de deslizamento e danos iatrogênicos ao esmalte durante a sua remoção por exercer forte união na interface compósito bráquete. Sendo assim, a impossibilidade de sofrerem distorções gera uma tensão excessiva na união esmalte-compósito, podendo favorecer o aparecimento de fraturas e danos ao esmalte dentário durante os procedimentos de descolagem pelas técnicas convencionais.

Na literatura são escassos os trabalhos que relatam as técnicas de remoção de bráquetes estéticos e seus resultados na superfície dentána e este assunto não parece ser aprofundado entre os profissionais da área de Ortodontia. Sabe-se que a descolagem não deve ocasionar irregularidades no esmalte, como estrias profundas e fraturas tanto de bráquetes metálicos quanto estéticos. As técnicas que promovem a falha de união na interface bráquete/adesivo são mais indicadas, pois a permanência de resina no dente diminui o risco da remoção de esmalte durante a descolagem. São propostos inúmeros métodos de remoção de bráquetes, dentre esses se destacam: alicate removedor de bráquetes número 347, alicate tipo How, alicate removedor de bandas, alicate de corte de amarrilho, alicate indicado pelo fabricante, pistola removedora, descolagem eletrotérmica, utilização de ultra-som e laser.

A descolagem de bráquetes cerâmicos vem se tornando um problema para os ortodontistas, face às dificuldades encontradas principalmente no que se refere ao grande número de fraturas dos mesmos e injúrias ao esmalte dental. Diante deste fato, surgiram novas técnicas de remoção e entre elas as que utilizam o amolecimento da resina através do aquecimento com irradiação laser. A grande preocupação, no entanto, reside no fato de se avaliar qual a reação pulpar decorrente deste aumento de temperatura provocado pelo laser.

A área médica foi amplamente beneficiada com o desenvolvimento dos aparelhos de laser. Com a utilização dos diferentes tipos de lasers foi possível uma grande alteração nos procedimentos médicos e odontológicos, proporcionando uma redução significativa do tempo de duração das cirurgias, na recuperação dos pacientes, nas complicações pós-operatórias e na redução de edemas. Este ainda facilitou a biorregulação dos tecidos moles e um maior controle e domínio das dores crônicas. Os dentistas verificaram que este sistema de luz poderia ser aplicado em muitos procedimentos odontológicos e que havia um futuro promissor nesta nova fonte de investigação, logo após a difusão do laser na área médica.

Conforme demonstrou Wang, Meng, Tarng, o bráquete cerâmico com base de retenção mecânica tem a vantagem de boa estética, boa rigidez e força de adesão suficiente, sem apresentar danos ao esmalte depois de sua remoção e, portanto, consideramos ser o tipo de base mais adequado para tratamento com bráquetes estéticos. Entretanto, decorrente da fragilidade e friabilidade do material cerâmico, depois de meses em utilização, a fratura pode ocorrer em partes do bráquete durante a descolagem. Neste caso, recomenda- se retirar o remanescente com brocas diamantadas, em alta rotação sempre com irrigação abundante.

Strobl K. et al (1992) estudaram a remoção de bráquetes cerâmicos da superfície do esmalte dental usando laser de CO2 e YAG verificando que nenhum dano visível à superfície do esmalte foi observado. A remoção de bráquetes sem o uso do laser resultou em um ligeiro aumento de falhas. No entanto, nenhum dano visível à superfície do esmalte do dente foi observado. As vantagens da técnica de remoção de bráquetes com laser observado neste estudo foram: o calor produzido era localizado e controlado e o método pode ser utilizado para a remoção de vários tipos de bráquetes cerâmicos, não dependendo do seu design.

O laser de CO2 foi utilizado para atacar o esmalte e descolar o bráquete in vitro e in vivo por Obata et al (1999). Foi medida a resistência de cisalhamento de bráquetes e a temperatura da cavidade pulpar, utilizando os mesmos critérios, resultando em uma menor resistência adesiva de cisalhamento e um aumento de temperatura pulpar dentro dos limites aceitáveis fisiologicamente.

Azzeh E. et al (2003) após uma revisão de literatura concluíram que desde a invenção do laser de rubi no início dos anos 60, enormes progressos foram feitos na tecnologia do laser óptico. Ortodontistas têm encontrado vários usos para lasers, incluindo a descolagem de bráquetes cerâmicos. A energia do laser degrada a resina adesiva usada na colagem dos bráquetes. Conseqüentemente, forças menores podem ser usadas quando comparadas a descolagem mecânica, reduzindo o risco de dano no esmalte. No entanto, o calor produzido por alguns lasers pode prejudicar a polpa dentária. Selecionando-se a combinação apropriada laser, resina e bráquete pode-se minimizar os riscos e tornar mais eficiente a descolagem.

A energia do laser degrada a resina adesiva usada na colagem dos bráquetes. Conseqüentemente, forças menores podem ser usadas quando comparadas a descolagem mecânica, reduzindo o risco de dano no esmalte. Com isso diminui a quantidade de resina residual na superfície do esmalte, facilitando a aproximação das condições pré-tratamento. Apesar de o laser ser muito eficaz para a descolagem de bráquetes, sem apresentar fraturas, observa-se pequenas trincas no esmalte após a irradiação. Vindo de encontro a este estudo pode-se observar que apesar facilitar a descolagem, tanto o laser quanto o método mecânico promovem a remoção de tufos de prismas de esmalte, riscos ou fissuras.

Com o desenvolvimento de utilização do laser na Odontologia, muitos trabalhos relataram benefícios na sua utilização, incluindo a descolagem de bráquetes cerâmicos. A técnica à laser para remoção de bráquetes cerâmicos parece muito promissora, no entanto, requer novos estudos para avaliar as reações pulpares.


Link do Monografia na Integra via Instituto Werneck:

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Raça versus etnia: diferenciar para melhor aplicar


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Diego Junior da Silva Santos, Nathália Barbosa Palomares, David Normando, Cátia Cardoso Abdo Quintão; do Curso de Especialização de Ortodontia e Doutorado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Esplana os dois conceitos (raça e etnia) que são confundidos inúmeras vezes, mas existem diferenças sutis entre ambos: raça engloba características fenotípicas, como a cor da pele, e etnia também compreende fatores culturais, como a nacionalidade, afiliação tribal, religião, língua e as tradições de um determinado grupo.

Embora a categorização de indivíduos em raça e etnia seja amplamente utilizada, tanto em diagnóstico quanto na pesquisa científica, seus significados são frequentemente confundidos ou mesmo desconhecidos no meio acadêmico.

O uso da raça como uma característica distintiva nas populações ou indivíduos que procuram por assistência médica é um costume bem aceito na área de saúde. Apesar da origem dessa prática refletir atitudes preconceituosas do passado, seu uso atual tem sido defendido como um meio útil de aprimoramento de diagnóstico e de esforços terapêuticos.

A classificação de raça pode ser utilizada para verificar se estudos randomizados foram bemsucedidos. Também pode ser útil para os leitores como uma descrição da população participante de um determinado estudo. Na Ortodontia, a tentativa de identificar o grupo racial em uma amostra tenta controlar a variação inerente às características faciais específicas a determinados grupos raciais.

A primeira classificação racial dos homens foi a “Nouvelle division de la terre par les différents espèces ou races qui lhabitent” (Nova divisão da terra pelas diferentes espécies ou raças que a habitam) de François Bernier, publicada em 1684.

Carolus Linnaeus (1758), criador da taxonomia moderna e do termo Homo sapiens, reconheceu quatro variedades do homem:

1) Americano (Homo sapiens americanus: vermelho, mau temperamento, subjugável);
2) Europeu (europaeus: branco, sério, forte);
3) Asiático (Homo sapiens asiaticus: amarelo, melancólico, ganancioso);
4) Africano (Homo sapiens afer: preto, impassível, preguiçoso).

Linnaeus reconheceu também uma quinta raça sem definição geográfica, a Monstruosa (Homo sapiens monstrosus), compreendida por uma diversidade de tipos reais (por exemplo, Patagônios da América do Sul, Flatheads canadenses) e outros imaginados que não poderiam ser incluídos nas quatro categorias “normais”. Segundo a visão discriminatória de Linnaeus, a classificação atribuiu a cada raça características físicas e morais específicas.

Em 1916, Marvin Harris descreveu a teoria da hipodescendência, útil na classificação de um indivíduo produto do cruzamento de duas raças diferentes. Nessa teoria, a criança fruto destecruzamento pertenceria à raça biológica ou socialmente inferior: “o cruzamento entre um branco e um índio é um índio; o cruzamento entre um branco e um negro é um negro; o cruzamento entre um branco e um hindu é um hindu; e o cruzamento entre alguém de raça europeia e um judeu é um judeu”. Em alguns países, uma regra de 1/8 ou 1/16 foi estabelecida a fim determinar a identidade racial apropriada de indivíduos oriundos de mistura de raças. Sob essas regras, se o indivíduo for, pelas linhas da descendência, 1/8 ou somente 1/16 de negro (preto uniforme), o indivíduo é também negro.

O termo raça tem uma variedade de definições geralmente utilizadas para descrever um grupo de pessoas que compartilham certas características morfológicas. A maioria dos autores tem conhecimento de que raça é um termo não científico que somente pode ter significado biológico quando o ser se apresenta homogêneo, estritamente puro; como em algumas espécies de animais domésticos. Essas condições, no entanto, nunca são encontradas em seres humanos. O genoma humano é composto de 25 mil genes. As diferenças mais aparentes (cor da pele, textura dos cabelos, formato do nariz) são determinadas por um grupo insignificante de genes. As diferenças entre um negro africano e um branco nórdico compreendem apenas 0,005% do genoma humano. Há um amplo consenso entre antropólogos e geneticistas humanos de que, do ponto de vista biológico, raças humanas não existem.

Historicamente, a palavra etnia significa “gentio”, proveniente do adjetivo grego ethnikos. O adjetivo se deriva do substantivo ethnos, que significa gente ou nação estrangeira. É um conceito polivalente, que constrói a identidade de um indivíduo resumida em: parentesco, religião, língua, território compartilhado e nacionalidade, além da aparência física.

O censo norte-americano do ano 2.000 expandiu as categorias raciais para cinco: índios americanos ou nativos do Alaska, brancos, pretos ou afroamericanos, nativos havaianos, e asiáticos.

No Brasil, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), o censo demográfico do ano 2.000 investigou a raça ou cor da população brasileira através da autoclassificação em: branco, preto, pardo, indígena ou amarelo. Há muito na literatura a respeito de classificações raciais; no entanto, são contraditórias entre si.


CONCLUSÕES

Raça e etnia são dois conceitos relativos a âmbitos distintos.

Raça refere-se ao âmbito biológico; referindo-se a seres humanos, é um termo que foi utilizado historicamente para identificar categorias humanas socialmente definidas. As diferenças mais comuns referem-se à cor de pele, tipo de cabelo, conformação facial e cranial, ancestralidade e genética.

Portanto, a cor da pele, amplamente utilizada como característica racial, constitui apenas uma das características que compõem uma raça. Entretanto, apesar do uso frequente na Ortodontia, um conceito crescente advoga que a cor da pele não determina a ancestralidade, principalmente nas populações brasileiras, altamente miscigenadas.

Etnia refere-se ao âmbito cultural; um grupo étnico é uma comunidade humana definida por afinidades linguísticas, culturais e semelhanças genéticas. Essas comunidades geralmente reclamam para si uma estrutura social, política e um território.


Link do artigo na integra via Scielo:

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tomografia Computadorizada Cone Beam para avaliação das alterações mandibulares após cirurgia Ortognática




Mais uma colaboração do Cirurgião Buco Maxilo Facial Dr. Marcos Oliva o resumo abaixo:

Neste artigo de 2007, Publicado pelo American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics; pelos autores Lucia H. S. Cevidanes, L’Tanya J. Bailey, Scott F. Tucker, Martin A. Styner, Andre Mol, Ceib L. Phillips, William R. Proffit, and Timothy Turvey; da School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill, NC - Estados Unidos da America. Mostra mais uma grande aplicação da Tomografia Cone Beam, que neste artigo auxilia na visualização das estruturas ósseas pré e pós cirurgia Ortognática.

Mudanças na posição condilar após cirurgia ortognática são difíceis de identificar e prever. Os movimentos complexos durante a cirurgia necessitam claramente de uma avaliação em três dimensões para melhorar a estabilidade e reduzir os sintomas das possíveis desordens da ATM pós cirurgia. Tem sido proposto que a reposição dos côndilos poderia assegurar estabilidade cirúrgica e reduzir os efeitos nocivos para ATM e melhorar a função pós-operatória, porém a extensão das alterações de posicionamento condilar compatíveis com a função normal pós-operatória não foi estabelecida.

Os objetivos dos autores foram avaliar uma nova ferrramenta para sobrepor reconstruções 3D pré e pós operatórias de tomografias computadorizadas (TC) cone-beam e avaliar as alterações na posição do côndilo e ramo mandibular em pacientes submetidos ao recuo mandibular associado ao avanço maxilar ou apenas à cirurgia maxilar.

Foram realizadas TC uma semana antes e uma semana após cirurgia em 21 pacientes (10 pacientes de maxila/ 11 de maxila e mandíbula) e depois as imagens foram sobrepostas. Para interpretação das imagens há uma barra abaixo das figuras com escalas de cores: a cor verde significa que não houve alteração, azul movimento para dentro e o vermelho movimento para fora. Em deslocamentos anteriores o vermelho estará na região anterior e o azul na região posterior. O contrário acontece em deslocamentos posteriores.

Todos os pacientes tiveram pequenos deslocamentos na posição dos côndilos. As médias foram 0,77mm e 0,70mm para cirurgia bimaxilar e apenas maxilar, respectivamente. Todos os pacientes submetidos à cirurgia na maxila tiveram um pequeno movimento posterior do ramo (média 0.78 mm). Os pacientes submetidos à cirurgia bimaxilar tiveram um movimento posterior do ramo com uma média maior (1.98 mm). As médias das distâncias do ramo mandibular foram estatisticamente diferentes quando os dois grupos foram comparados.

Os resultados deste estudo se referem apenas a achados pós operatórios imediatos, sendo necessários estudos a longo prazo. A visualização do modelo de sobreposição em 3D e o cálculo da distância da alteração claramente identificam a localização, a magnitude e a direção da rotação mandibular. Mesmo pequenas alterações podem ser identificadas com esse método.


Link do abstract do Artigo via PubMed:

sábado, 17 de julho de 2010

Dolphin Imaging & Management Solutions















A Dolphing Imaging é uma industria de alta tecnologia que trabalha com softwares gráficos de ultima geração, que foi fundada em 1988. Os softwares desta empresa possuem varios modulos, podendo ser comprados individualmente ou completos, eles funcionam em rede ou via internet, podendo o profissional utilizá-los na sua clinica ou em qualquer outro local via WEB.

Como são muitos modulos iremos inicialmente falar do modulo Dolphin 3D software, ele é uma poderosa ferramenta de processamento de dados 3D, que permite um amplo diagnóstico em todas as especialidades da Odontologia, possibilitando assim um planjamento seguro dos procedimentos. Ele permite uma boa visualisação da anatomia crânio facial, capatadas através de Tomografias Computadorizadas Cone Bean (Já discutido anteriormente aqui no Blog), Ressonância Magnética e sistemas de cameras digitais médicas 3D.

Este Software já vem sendo utilizado para pesquisa e ensino em varios centros de estudos mundiais. Ele possui algumas caracteristicas como: Importa uma variedade de formatos dados 3D; Faz analises tridimencionais das vias aereas; Faz analise das ATMs (TMJs); Gera teleradiografias cefalométricas e panorâmicas; Possibilita medidas 2D e 3D angulares, de distâncias e de áreas; Cria animações; Entre outras funções.



Link da Empresa:



Link do Dolphin 3D Software:

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Noticias do BLOG


Dr. Marcos Oliva
Doutorando em Biotecnologia - UEFS
Mestre Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial - USP
Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial - CBCTBMF

O BLOG Ortodontia Contemporânea, agora conta com mais um colaborador. Expoente na Cirurgia Buco-Maxilo-Facial e Cirurgia Ortognática em Salvador - Bahia, com excelente formação e casuística, o Dr. Marcos Oliva vem somar com o seu valioso conhecimento e disposição em resumir artigos de livre acesso focados em Cirurgias Buco-Maxilo-Faciais.

Os Resumos realizados pelo Dr. Marcos Oliva se juntarão apartir de agora aos artigos de Ortodontia resumidos por mim e pelo Dr. Wendel Shibasaki, tentaremos dentro do possível dividir com os colegas de todo Brasil e exterior que nos visitam diariamente os conhecimentos valiosos publicados pelos brilhantes pesquisadores nacionais e estrangeiros, em revistas e periodicos respeitados nacionalmente e Internacionalmente que disponibilizam seus artigos na Internet com livre acesso.

Abaixo artigo resumido pelo Dr. Marcos.

Abraço a Todos,

Marlos Loiola

terça-feira, 13 de julho de 2010

Modelos Ortodonticos Digitais











Fui convidado recentemente pelo Prof. Dr. Anderson Pinheiro de Freitas, Prof. Adjunto das disciplinas de Prótese Total e Materiais Dentários da FO-UFBA; Doutor, Mestre e Especialista em Dentística/Materiais Dentários – FOB-USP; Pós-Doutorado em Reabilitação pela UWO – Canadá, Coordenador do NUPRO - Núcleo de pesquisa em Reabilitação Oral / FO-UFBA; Coordenador dos Cursos de Especialização e Atualização em Prótese da CIODONTO/CENO; Coordenador do Curso de Atualização em Prótese Sobre Implantes do NUPRO/UFBA; Professor dos Cursos de Especialização e Atualização em Prótese da UFBA e tive o grande prazer de ter acesso e conheçer o processo de scaneamento a laser de modelos de gesso, que é realizado pela empresa EasyDent.
Fiquei surpreso com a velocidade do processo de obtenção dos modelos ortodonticos digitais, e sei que pelos estudos que vem sendo mostrados em artigos, este é um caminho sem volta e de suma importância para os Ortodontistas. Tanto do ponta vista do Auxilio no diagnostico (mensurações de bolton, over-jet, over-bite, distâncias inter-caninas, inter-prés, inter-molares), como também na discurssão de casos com outros colegas via WEB, como também no armazenamento, pois sabemos que os modelos de gesso oculpam espaço substâncial nos nossos consultórios.

Agradeço ao Dr. Anderson Pinheiro, Dra. Tathiane Freitas, Dra. Karla Kal, Dr.Sergio Wendel e a EasyDent pela oportunidade a mim concebida.


Link da empresa:

domingo, 11 de julho de 2010

Pensamento da Semana


"O que mais surpreende é o homem, pois perde a saúde para juntar dinheiro, depois perde o dinheiro para recuperar a saúde. Vive pensando ansiosamente no futuro, de tal forma que acaba por não viver nem o presente, nem o futuro. Vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido."


Dalai Lama
1959

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domingo, 4 de julho de 2010

Pensamento da Semana


"Nunca conheci um homem tão ignorante que fosse impossível aprender algo dele. "


(Galileo Galilei)

1564 -- 1642


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